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  • Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

    Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

    Imagem mostra criança acenando para a mãe antes de sair para a escola em Minab, pouco antes do bombardeio que atingiu o local no primeiro dia da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel e deixou dezenas de mortos.

    Uma fotografia simples, tirada poucos minutos antes de uma criança sair para a escola, acabou se transformando em um dos símbolos mais compartilhados da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. A imagem mostra um menino iraniano acenando para a mãe enquanto desce as escadas de casa para começar mais um dia de aula. Horas depois, ele estaria entre as vítimas de um ataque que atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã.

    O garoto foi identificado como Mikaeil Mirdoraghi, aluno do terceiro ano do ensino fundamental. Na foto, ele aparece usando mochila e lancheira azuis e olhando para trás enquanto se despede da mãe, que registrava o momento. A imagem foi feita na manhã de 28 de fevereiro, data que marcou o início da ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Poucas horas depois do registro, uma escola primária em Minab foi atingida durante os ataques. Segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa iraniana, cerca de 175 pessoas morreram no bombardeio, a maioria crianças e professores.

    Desde então, a fotografia do menino passou a circular intensamente nas redes sociais e em veículos de comunicação, sendo utilizada pelo governo iraniano como símbolo das crianças mortas nos ataques. Em publicações oficiais, Mikaeil e outras vítimas passaram a ser chamados de “mártires” do conflito.

    A mãe do menino relatou em entrevista a um jornal iraniano que o filho pediu para ser fotografado antes de sair para a escola naquela manhã. Segundo ela, na noite anterior o garoto havia feito elogios incomuns ao jantar preparado pela família.

    “Naquela noite ele disse: ‘Mãe, a comida que você fez é muito boa, parece comida do paraíso’”, contou.

    Ela também recordou um momento de brincadeira entre Mikaeil e o irmão. Usando travesseiros como se fossem barricadas, os dois fingiam participar de uma batalha. “Ele disse: ‘Eu sou o Irã, e você é os Estados Unidos’. Depois comemorou dizendo: ‘O Irã venceu’”, lembrou a mãe.

    A autoria do ataque ainda é tema de investigação. Análises preliminares indicam que o bombardeio pode ter sido resultado de um erro nas coordenadas utilizadas pelos militares dos Estados Unidos, que teriam trabalhado com informações de inteligência desatualizadas sobre o alvo.

    O episódio ocorreu logo no primeiro dia da guerra que começou em 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques contra território iraniano. O conflito já deixou milhares de mortos e intensificou a instabilidade em todo o Oriente Médio.

    Enquanto as investigações continuam, a imagem do menino acenando para a mãe permanece circulando pelo mundo, transformando um gesto cotidiano de despedida em um retrato marcante do impacto da guerra sobre civis, especialmente crianças.

    Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

  • Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

    Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

    Mulher foi atraída com promessa de trabalho durante a festa de Las Fallas, em Valência. Segundo a polícia, ela acabou mantida em condições precárias e sofreu tentativas de abuso sexual antes de conseguir denunciar os suspeitos.

    Dois homens, de 50 e 25 anos, foram presos na segunda-feira na Espanha suspeitos de abusar sexualmente de uma mulher colombiana que havia sido contratada para trabalhar durante as festividades de Las Fallas, tradicional celebração realizada na cidade de Valência. Segundo a polícia, a vítima também teria sido mantida em cativeiro.

    De acordo com informações divulgadas pela emissora espanhola Telecinco, os suspeitos, pai e filho, teriam pago a viagem da mulher da Colômbia para a Espanha após ela ser colocada em contato com eles por outra imigrante colombiana. A promessa era de um emprego em uma churrascaria durante as festas locais.

    No entanto, segundo as investigações, a mulher nunca chegou a trabalhar no estabelecimento. Em vez disso, teria sido mantida presa na casa de um dos suspeitos, em condições precárias.

    Ainda de acordo com o relato da vítima, um dos homens tentou manter relações sexuais com ela na mesma noite em que chegou à Espanha, em 18 de fevereiro. Durante o período em que permaneceu na residência, o homem de 25 anos também teria tentado abusar dela.

    A polícia informou que a mulher era mantida com pouca comida e sem liberdade para sair ou sequer usar o banheiro adequadamente.

    No dia 2 de março, pai e filho disseram à vítima que precisariam do quarto para outro funcionário e se ofereceram para levá-la até um albergue. Antes disso, exigiram que ela pagasse o valor da passagem aérea, embora tenham lhe entregue apenas 20 euros como pagamento pelo trabalho que supostamente teria realizado.

    Após conseguir sair da casa, a mulher procurou as autoridades e denunciou o caso.

    Os dois suspeitos foram presos por volta das 10h de segunda-feira. A investigação está sendo conduzida pela Unidade contra Redes de Imigração Ilegal e Falsificação Documental (UCRIF) da Polícia Nacional da Espanha.
     
     

    Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

  • Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

    Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

    Grupo Handala Hack afirmou ter invadido sistemas da fabricante de equipamentos médicos Stryker e da empresa de pagamentos Verifone. A ação teria sido uma retaliação após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã no fim de fevereiro.

    Um grupo de hackers ligado ao Irã afirmou ter realizado ataques cibernéticos contra duas empresas dos Estados Unidos: a fabricante de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.

    Na quarta-feira, o grupo, chamado Handala Hack, assumiu a responsabilidade pela invasão em uma publicação na rede social X. Segundo os hackers, a ação contra a Stryker teria sido motivada por supostos vínculos da empresa com Israel, já que a companhia adquiriu uma empresa israelense em 2019.

    Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), a Stryker informou que sofreu um “incidente de cibersegurança” que provocou uma interrupção global em aplicativos da Microsoft utilizados pela empresa.

    A companhia, com sede no estado de Michigan, afirmou que o problema já foi contido, mas ainda não há previsão para que todos os sistemas afetados sejam totalmente restabelecidos.

    O grupo Handala Hack afirmou que o ataque seria uma forma de retaliação após um bombardeio ocorrido em 28 de fevereiro contra uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. Segundo autoridades iranianas, o episódio teria causado mais de 150 mortes.

    De acordo com informações divulgadas pelo jornal The New York Times, uma investigação militar preliminar aponta que o ataque teria sido resultado de um erro de coordenação das forças armadas dos Estados Unidos, que atingiram uma base iraniana próxima à escola.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou repetidamente qualquer responsabilidade das forças militares americanas no incidente.

    O coletivo de hackers também afirmou ter realizado um ataque contra a empresa Verifone. A companhia, no entanto, informou à agência France-Presse que não encontrou evidências de invasão e que seus serviços continuam funcionando normalmente.

    O grupo Handala Hack ganhou notoriedade no final de 2023. O nome faz referência a um personagem simbólico da causa palestina. Especialistas em segurança digital apontam que o coletivo teria apoio do governo iraniano.

    As ações do grupo costumam ter como alvo organizações israelenses ou empresas que mantêm relações com Israel. Entre as táticas utilizadas estão roubo de dados, invasão e alteração de sites e ataques com ransomware.

    O ransomware é um tipo de programa malicioso que explora falhas de segurança em sistemas e ameaça bloquear ou destruir dados até que um resgate seja pago.

    A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel aumentou após a ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro contra o território iraniano, que resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

    Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes envolvendo projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre e Turquia.
     

     

    Hackers iranianos assumem ataques cibernéticos contra empresas dos EUA

  • Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

    Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

    Criança, hoje com 11 anos, havia sumido na Califórnia em 2020 e foi localizada na Carolina do Norte, a mais de 3 mil quilômetros de distância. Autoridades afirmam que ela está em segurança e investigam as circunstâncias do desaparecimento

    Uma menina que havia desaparecido há mais de cinco anos e meio foi encontrada viva nesta terça-feira nos Estados Unidos, a mais de 3 mil quilômetros do local onde foi vista pela última vez. A criança, hoje com 11 anos, desapareceu no estado da Califórnia e foi localizada na Carolina do Norte.

    Segundo informações divulgadas por autoridades locais, a menina foi vista pela última vez em 2 de junho de 2020. Desde então, vivia no condado de Washington, na Carolina do Norte, utilizando outro nome.

    Em comunicado publicado nas redes sociais, a polícia destacou que casos antigos como esse raramente têm um desfecho positivo.

    “É muito raro que um caso tão antigo tenha um resultado tão feliz. Isso mostra que, com trabalho duro, dedicação e cooperação entre diferentes agências, finais positivos ainda podem acontecer”, disseram as autoridades.

    A operação contou com colaboração entre equipes policiais de diferentes estados e também com apoio de um distrito escolar da Califórnia

     

    As autoridades confirmaram que a menina foi localizada em segurança, mas informaram que não podem divulgar muitos detalhes neste momento porque a investigação ainda está em andamento e a vítima é menor de idade.

    De acordo com a revista People, o desaparecimento foi denunciado às autoridades em 2020. No entanto, pouco tempo depois, a mãe da criança teria interrompido a comunicação com a polícia.

    Os investigadores acreditam que a própria mãe pode ter levado a menina na época do desaparecimento.

    A apuração do caso segue em andamento, com cooperação entre autoridades da Califórnia e da Carolina do Norte. Até o momento, não foi informado se houve alguma prisão relacionada ao caso.

    Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

  • Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

    Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

    Bombardeios atingiram subúrbios ao sul da capital libanesa, reduto do grupo aliado ao Irã. Escalada ocorre após disparos de morteiros contra o norte de Israel e amplia o conflito regional iniciado após ataques de EUA e Israel ao Irã

    O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que realizou uma série de bombardeios de grande escala contra posições do grupo xiita Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. As forças israelenses afirmaram que pretendem continuar os ataques com “força considerável” contra o movimento aliado ao Irã.

    Em comunicado, o Exército informou que iniciou ofensivas contra infraestruturas e posições estratégicas do Hezbollah localizadas na região sul da cidade, considerada um dos principais redutos do grupo.

    Pouco antes dos bombardeios, autoridades israelenses relataram que o Hezbollah teria disparado uma série de morteiros contra o norte de Israel.

    O porta-voz militar israelense em língua árabe, coronel Avichay Adraee, declarou nas redes sociais que a operação é uma resposta aos ataques do grupo libanês.

    “Após os graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o Exército israelense atuará com grande intensidade contra suas instalações, interesses e meios militares”, afirmou.

    De acordo com a agência estatal de notícias do Líbano, ao menos seis bombardeios intensos atingiram bairros da periferia sul de Beirute. Moradores relataram fortes explosões e a formação de grandes colunas de fumaça na região.

    O Líbano acabou sendo arrastado para a escalada militar que começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. Poucos dias depois, em 2 de março, o Hezbollah entrou diretamente no conflito ao atacar território israelense.

    Desde então, Israel intensificou os bombardeios contra alvos no Líbano.

    Segundo autoridades locais, em cerca de dez dias de confrontos entre Israel e Hezbollah, mais de 634 pessoas morreram no território libanês, entre elas 91 mulheres e 47 crianças. O número de feridos já ultrapassa 1.500.

    A escalada também provocou uma crise humanitária, com aproximadamente 816 mil pessoas deslocadas de suas casas no país, sendo cerca de 126 mil acolhidas em centros de abrigo.
     
     

     

    Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

  • Trabalhador desempregado pode receber do INSS? Veja as regras

    Trabalhador desempregado pode receber do INSS? Veja as regras

    Tribunal definiu novos critérios para a comprovação da condição de desempregado. A medida pode impactar trabalhadores que precisam manter o acesso a benefícios previdenciários durante o chamado período de graça

    (FOLHAPRESS) – O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que os trabalhadores desempregados devem apresentar ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) provas do desemprego que vão além da carteira de trabalho para garantir direito a benefícios previdenciários, mesmo sem fazer pagamentos à Previdência Social.

    A decisão foi tomada no julgamento do tema 1.360, na tarde desta quarta-feira (11). Cabe recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo os ministros, embora a carteira de trabalho seja uma prova, ela não é incontestável. A depender do caso, será necessário apresentar testemunhas mostrando que o profissional não trabalha, mas ainda consegue garantir a chamada qualidade de segurado -que dá direito a benefícios como o auxílio-doença- dentro do chamado “período de graça”.

    O período de graça é o prazo em que o trabalhador mantém a qualidade de segurado sem contribuir com a Previdência. Ele pode chegar a até três anos, dependendo do tipo de vínculo e de quantidade de contribuições. Nesse intervalo, a pessoa pode acessar, além do auxílio-doença, benefícios comopensão por morte e aposentadoria por incapacidade permanente.

    Segundo o advogado Fábio Berbel, diretor do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), pela regra geral, quem deixa de pagar a Previdência continua protegido por 12 meses, podendo chegar a 24 meses se já tiver contribuído por pelo menos um ano. Esse prazo pode ser ampliado para até 36 meses caso o segurado tenha mais de 120 contribuições e comprove que permaneceu desempregado durante o período.

    Berbel afirma que não está em discussão se há ou não o direito, mas como o trabalhador consegue provar esse direito. O motivo é que o INSS não aceita a ausência de registro na carteira de trabalho ou a ausência de anotações nos sistemas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) como garantia de que o segurado está desempregado.

    O instituto pede outras provas, caso contrário, nega o benefício ao cidadão. “Como há muita informalidade, o INSS entende que o segurado poderia estar trabalhando sem registro e exige que, de fato, ele prove que não trabalhou. A gente chama no direito de uma prova diabólica. É a prova de uma não existência”, afirma.

    Para Berbel, exigir que o trabalhador demonstre que não exerceu nenhuma atividade é algo complexo, que fere o direito do cidadão. “É simples provar que trabalhei, mas é muito difícil comprovar que não fiz.”

    O advogado defende que a falta de vínculo formal gere uma presunção de desemprego, cabendo ao instituto demonstrar que havia trabalho informal. “A inexistência de um registro na carteira gera uma presunção de que eu não trabalhei. Como é uma presunção, caberia ao INSS comprovar que eu trabalhei”, afirma.

    ENTENDA COMO FUNCIONA O PERÍODO DE GRAÇA

    O período de graça varia de três meses a três anos, dependendo do tipo de contribuinte e do tempo que ele pagou contribuições ao INSS.

    – Não há prazo enquanto o trabalhador estiver recebendo benefício previdenciário, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez

    – Até 12 meses após o término de benefício por incapacidade (por exemplo auxílio-doença), salário-maternidade ou do último recolhimento realizado para o INSS quando deixar de exercer atividade profissional remunerada (empregado, trabalhador avulso etc.) ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração*

    – Até 12 meses, após o fim do benefício por incapacidade em caso de doença que o isola do convívio social, como mal de Parkinson ou hanseníase

    – Até 12 meses após a soltura do cidadão que havia sido detido ou preso

    – Até seis meses do último recolhimento realizado para o INSS no caso dos cidadãos que pagam na condição de facultativos (desempregados, estudantes ou donas de casa)*

    – Até três meses após o licenciamento para o cidadão incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar

    *Os prazos ainda poderão ser prorrogados conforme situações específicas

    Trabalhador desempregado pode receber do INSS? Veja as regras

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Alexandre Moreira da Silva era um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto; defesa não respondeu à reportagem; ele teria participado da operacionalização de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (11), Alexandre Moreira da Silva, um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, que investiga desvios bilionários de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.

    De acordo com a PF, Silva é um dos operadores financeiros de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    A reportagem entrou em contato com Silva por telefone nos números registrados em nome dele, mas ninguém atendeu. A reportagem também procurou a esposa dele e um advogado que o representa em outras ações judiciais, mas não obteve resposta.

    Segundo a investigação, Moreira participou da operacionalização de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. Também teria auxiliado na ocultação de recursos obtidos ilicitamente, colaborando para a continuidade do esquema.

    Silva era procurado desde dezembro. “Policiais federais realizaram a prisão após minucioso trabalho de investigação e levantamentos que permitiram localizar o investigado”, diz a entidade em nota, sem citar o nome do suspeito.

    O investigado foi encaminhado à unidade da Polícia Federal em São Paulo, onde deve ser submetido à audiência de custódia. A prisão preventiva do suposto operador financeiro foi decretada por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.

    Silva era sócio-administrador da Credenzzo, uma empresa controlada pelo Careca do INSS que oferecia um cartão de benefícios em troca de descontos nas pensões previdenciárias. Na prática, o cartão descontava a fatura diretamente sobre o salário, aposentadoria ou pensão do mês seguinte.

    De acordo com a decisão de Mendonça, operações como a da Credenzzo “frequentemente apresntam taxas superiores às do consignado tradicional, especialmente quando o usuário realiza saques.”

    Ainda segundo o despacho do ministro do STF, a investigação indica o uso dos lucros auferidos pela Credenzzo para ocultar valores provenientes de fraudes, além de possíveis delitos contra o sistema financeiro nacional. Procurada por meio de endereços de email indicados em seu site, a Credenzo não respondeu às perguntas da reportagem. A empresa foi liquidada em dezembro.

    A Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), apura um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios do INSS e atinge integrantes do Ministério da Previdência Social e do Senado.

    As autoridades miram um esquema que teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões dos beneficiários do INSS entre 2019 e 2024.

    A fraude consiste em descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

    O modelo de desconto associativo, que permite deduções diretas em aposentadorias mediante autorização dos beneficiários, tornou-se alvo de manipulação por entidades de fachada nos últimos anos.

    Polícia Federal prende operador financeiro de Careca do INSS

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

    Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

    Ao menos três cargueiros foram atingidos por drones; americanos afundaram 16 navios com minas; quatro ficam feridos perto do aeroporto de Dubai; Israel lança novos bombardeios contra Teerã e Beirute

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra no Oriente Médio entrou em seu 12º dia em alta intensidade, com o Irã atacando nesta quarta-feira (11) navios mercantes no golfo Pérsico para reafirmar sua disposição de manter fechado o estratégico estreito de Hormuz.

    “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari. O referencial barril Brent está flutuando acima de US$ 90, depois de ter batido quase US$ 120.

    Na véspera, os EUA haviam anunciado ter afundado 16 navios lançadores de minas marítimas na região. O objetivo, disse o Pentágono, foi o de evitar que eles operassem agora que o grosso da Marinha de Teerã está inutilizado. Segundo relatos de militares, ao menos 12 minas chegaram a ser espalhadas.

    Pela estreita rota passam, normalmente, 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta, o que levou a variações brutais no preço das commodities. O Irã militarizou o estreito, distribuindo ao menos 16 bases na sua costa norte e ilhas, e os EUA atacaram ao menos 10 desses pontos segundo imagens de satélite.

    Nesta quarta, um dos cinco cargueiros atingidos, de bandeira tailandesa, teve de ser evacuado devido a um incêndio a bordo perto de Omã -que registrou também um ataque com drone Shahed-136 que atingiu tanques de combustível. Os outros dois incidentes foram menos graves, e os navios foram levados para portos dos Emirados Árabes Unidos.

    Os iranianos disseram que o navio tailandês ignorou avisos e assumiram um segundo ataque, sem comentar o terceiro. Além disso, dois petroleiros carregando óleo do Iraque foram alvejados e pegaram fogo, segundo Bagdá. Cerca de 25 tripulantes foram retirados das embarcações.

    Os Emirados são o país mais atingido, em volume de ataques do Irã, na guerra. Também nesta quarta, ao menos quatro pessoas ficaram feridas durante uma ação com drones junto ao aeroporto de Dubai, que opera de forma parcial.

    No Bahrein, o aeroporto internacional também foi alvo de ações. O reino foi particularmente atingido por abrigar a estação naval da Quinta Frota dos EUA, que teve um radar avaliado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) destruído no começo da guerra, em 28 de fevereiro.

    Com isso, sob forte pressão militar dos EUA e de Israel, o Irã muda o foco para o maior temor global em relação à guerra, a instabilidade no comércio de energia. Se não pode derrotar as forças mobilizadas contra si, Teerã tem vários recursos para causar caos neste setor.

    Após o Brent chegar a quase US$ 120 na segunda (9), falas do presidente Donald Trump dando a entender que o conflito será curto o levaram a níveis em torno de US$ 90, mas com forte oscilação.

    Nesta quarta, tanto Israel quanto o Irã foram na mão contrária do americano. O ministro Israel Katz (Defesa) disse que o conflito irá continuar “sem qualquer limite de tempo”, enquanto a poderosa Guarda Revolucionária do regime de Teerã reafirmou que lutará “até a sombra a guerra ser levantada”.

    Alvo de ataques na noite de terça (10), a Arábia Saudita está especialmente preocupada, já que 90% de sua produção é escoada por Hormuz. Segundo a estatal Saudi Aramco, o prolongamento do conflito pode levar a uma “tragédia”, enquanto o país tenta ampliar o funcionamento de oleodutos rumo ao mar Vermelho.

    Os EUA parecem atentos a esse ponto, talvez de olho na hipótese hoje improvável de uma acomodação com o Irã após a guerra. Até aqui, nem os americanos, nem os israelenses atacaram a ilha de Kargh, que concentra a infraestrutura para exportar de 80% a 90% do petróleo iraniano no golfo.

    Entra na equação a pressão da China, com quem Trump trava duras negociações comerciais. Pequim comprou em 2025 quase 15% de seu petróleo, a preço com desconto, de Teerã. A destruição dos terminais de escoamento da commodity impactaria duramente a economia dos rivais, dando assim uma carta a mais para os americanos.

    A madrugada e a manhã seguiram violentas do lado de quem começou a guerra. Os EUA promoveram diversos ataques, alguns com bombardeiros saídos de bases antes vetadas para seu uso no Reino Unido, mirando principalmente a infraestrutura de mísseis balísticos do Irã.

    Nesta quarta, modelos B-1B em Fairford (Inglaterra) tiveram seus sistemas de lançamento de mísseis removidos e substituídos por bombas de ataque direto contra bunkers, o que pressupõe ações mais precisas e confiança no controle do espaço aéreo. A troca foi feita junto à cerca da base, para quem quisesse filmar.

    Os ataques ao país persa já deixaram, segundo o governo, mais de 1.300 mortos. O Crescente Vermelho, órgão humanitário análogo da Cruz Vermelha em países islâmicos, disse nesta quarta que 19.734 edifícios civis foram danificados no Irã, incluindo 77 centros médicos e 65 escolas.

    Já Israel fez uma nova onda de ataques a Teerã e a posições do grupo libanês Hezbollah em Beirute. O Hezbollah, aliado da teocracia iraniana, lançou ataques contra o norte e centro do Estado judeu.

    Ao menos 630 pessoas já morreram no país árabe, cujo governo viu sua tentativa de mediar o conflito entre os fundamentalistas xiitas e o Estado judeu fracassar.

    No começo da noite, o Hezbollah reagiu com a maior barragem até aqui de foguetes, cerca de cem projéteis, disparados contra a região de Haifa, no norte israelense. O céu ficou iluminado com os rastros e as interceptações do sistema Domo de Ferro, que não conseguiu atingir ao menos 12 projeteis segundo a mídia local.

    Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

  • Conheça Bodø e o Glimt, o improvável time norueguês que brilha na Champions

    Conheça Bodø e o Glimt, o improvável time norueguês que brilha na Champions

    BODØ, NORUEGA (FOLHAPRESS) – Começa pelo nome, Bodø/Glimt, que o resto da Europa chama de Bodo sem muita cerimônia. Para quem não quiser se arriscar na pronúncia de uma das nove vogais norueguesas, basta fazer como os locais: use apenas Glimt. Com um irresistível “jogo livre”, camisas amarelas, grama artificial e um tempo inclemente a seu favor, o Glimt, no norte da Noruega, faz história nesta semana ao disputar as oitavas da Champions, o maior interclubes do planeta.

    O fato é inédito, adjetivo que se repete na história recente do clube com frequência incomum. Antes do Sporting, adversário desta quarta-feira (11), o Glimt eliminou a Inter de Milão, com um 3 a 1 em casa, que alguém até tentou imputar ao frio, ao gramado sintético etc, e um 2 a 1 fora, em que só restou a bola como explicação. Se alguém ainda apontava para uma zebra polar no primeiro jogo, na volta, no San Siro, não houve argumentos.

    Semanas antes, as primeiras vitórias do time na Champions, sobre Manchester City (3 a 1) e Atlético de Madrid (2 a 1), colocaram a pequena Bodø no mapa do futebol europeu. Trajetória surpreendente para um time que, há menos de dez anos, amargava a segunda divisão de um país que não frequenta as listas de potências do futebol.

    “O Monaco foi o único clube que não sofreu gol em Bodø nesta temporada. Nós ganhamos de 1 a 0 na fase de grupos. Eles têm uma lógica esportiva, o mesmo treinador há muitos anos e basicamente trabalhando o mesmo grupo de jogadores há muito tempo”, diz Thiago Scuro, CEO da equipe do principado.

    Ex-Red Bull Bragantino, Scuro vê o Glimt como “um resultado esportivo que vem sendo construído há pelo menos três anos”. “Não é de agora, de forma alguma. Tem mérito, tem trabalho. É uma equipe muito organizada, com jogadores muito talentosos.”

    Fora do cenário europeu, a história começa ainda antes, em 2018, quando o Glimt superou o rebaixamento e uma crise que, a despeito do sucesso recente, ainda habita a memória dos torcedores em Bodø. “Passamos por altos e baixos, principalmente baixos. Foram anos difíceis nas divisões inferiores. Agora estamos na Champions. É surreal”, descreve Robin Gundersen, que junto com o irmão gêmeo, Rudi, toca uma galeria de arte na cidade.

    Paisagens marítimas e nórdicas abriram espaço, nos últimos meses, para visões sobre o estádio Aspmyra, retratado em cores vivas e com os “elementos naturais” da cidade _além das montanhas e da neve, aviões e helicópteros, integrantes da peculiar paisagem urbana de Bodø. “Não é mais sorte. Somos uma boa equipe e não nos concentramos nos resultados. Nosso foco é progredir e melhorar a cada jogo”, diz Robin, que se autointitula um ultra do Glimt.

    Apesar do termo, não há notícia de violência em Bodø. O sucesso da equipe na Champions atrai visitantes, mas o estádio é tão pequeno (8.270 lugares) que os vários hotéis da cidade dão conta do recado. “É improvável que tanta gente decidisse vir a Bodø não fosse pelo futebol. E isso é muito bom. As pessoas estão animadas porque agora há um destino novo e completamente diferente [no calendário da Champions]”, afirma Anke Lange, responsável pelo escritório de informações turísticas da cidade.

    Sim, Bodø (pronuncia-se “bodá”), 53.600 habitantes, é pequena, diferente, mas dentro de uma realidade de padrão norueguês. Ônibus e carros elétricos cortam o centro da cidade a despeito de breves caminhadas darem conta da maioria dos deslocamentos. Capital cultural da Europa em 2024, tem bibliotecas modernas, galerias, museus e a principal universidade da região.

    “Não é mais apenas escala para Lofoten”, diz Anke, sobre o principal destino turístico da região, uma ilha conectada a Bodø por um eficiente serviço de balsas. Como prova da potencialidade da cidade além do futebol, ela saca o celular para mostrar uma foto da aurora boreal tirada do porto da cidade, a despeito da iluminação. “E eu nem sei tirar foto.”

    Glimt, que quer dizer faísca ou brilho em noruguês, foi chamado de “relâmpago do norte” pelo jornalista Luís Aguilar, em um artigo publicado no periódico português A Bola. Era um alerta para os torcedores do Sporting sobre o tamanho da tarefa do time neste mata-mata. “As equipas pequenas costumam proteger-se. O Bodø ataca.”

    “Os jogadores do Glimt nunca dão chutão. O time enfrenta os adversários como se fossem iguais”, diz Thiago Monteiro, ex-atleta do clube e hoje treinador das categorias de base. Dono de uma carreira improvável, que começou na MLS americana e terminou no clube nórdico então na segunda divisão, o “paulistano da Mooca” que mistura frases em inglês e português ressalta o trabalho de Kjetil Knutsen, o técnico do time principal.

    “Demorou uns anos para ele colocar o sistema em prática, para os jogadores entenderem o sistema em que eles atuam agora. Demorou para crescer.”

    Espécie de palavrão no futebol brasileiro, continuidade foi a chave para o sucesso do Glimt até aqui. Knutsen entrou como assistente em 2017, com o time rebaixado no campeonato nacional, mas em 2018 já estava de volta à elite. Sob seu comando, o Glimt alcançou quatro títulos e dois vice-campeonatos em seis temporadas a partir de 2020. “Ele não parou de treinar o time nem na pandemia”, conta Monteiro.

    O sucesso na Noruega credenciou a equipe aos torneios europeus. A Champions é o último estágio dessa jornada baseada em um “jogo livre”, como o próprio Knudsen descreveu nesta terça-feira (10). À reportagem o técnico afirma não haver um cronograma para o sucesso total do time, um título europeu. A pergunta era se o Glimt, pelo demonstrado na temporada, estava atrás ou à frente da programação.

    “Acho que não temos esse tipo de cronograma. Acho que estamos vivendo o presente e trabalhando duro com os jogadores, desenvolvendo eles e o time. Não estamos pensando nisso. Mas, se olharmos para o panorama geral, acho que estamos sim um pouco à frente do cronograma” – Bodø e a Champions agradecem.

    Conheça Bodø e o Glimt, o improvável time norueguês que brilha na Champions

  • Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

    Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

    Dias Toffoli se declarou suspeito para analisar o caso e sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte para escolher um novo relator; mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) foi escolhido nesta quarta-feira (11) novo relator da ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

    Zanin foi escolhido após Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar o caso e deixar a relatoria do mandado da segurança. O sorteio foi feito pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.

    No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da 

    A operação Compliance Zero foi deflagrada no ano passado. O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

    CPI

    O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

    Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

    “O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

    Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

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