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  • Partidos do centrão devem reforçar críticas a Lula em nova aliança, mas manter cargos no governo

    Partidos do centrão devem reforçar críticas a Lula em nova aliança, mas manter cargos no governo

    O discurso será de que convocarão reuniões para decidir sobre o tema quando a federação estiver homologada pela Justiça Eleitoral, algo que provavelmente ocorrerá mais próximo do fim do ano

    (CBS NEWS) – O PP e o União Brasil reforçarão as críticas ao governo Lula (PT) ao selar nesta terça-feira (19) uma aliança para a disputa das próximas eleições, mas, de novo, evitarão a entrega dos ministérios e cargos na gestão petista. O discurso será de que convocarão reuniões para decidir sobre o tema quando a federação estiver homologada pela Justiça Eleitoral, algo que provavelmente ocorrerá mais próximo do fim do ano.

    O ato, no entanto, será marcado por discursos críticos ao PT. Integrantes do partido dizem que as falas serão na linha de oposição ao governo, com defesa de um ajuste fiscal, menos impostos e redução do Estado, e vão reforçar que o caminho da federação é diferente daquele trilhado pela gestão petista.

    Os dois partidos ameaçam há meses romper com o presidente Lula. Seus presidentes, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União), fazem frequentemente críticas ao governo e estão alinhados à candidatura presidencial da direita. No entanto, alas mais próximas ao governo pressionam contra o desembarque, com o argumento de que é melhor esperar até abril.

    O interesse é não abrir mão dos quatro ministérios (Comunicações, Desenvolvimento Regional, Esporte e Turismo), da Caixa Econômica Federal e da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), estatal turbinada por emendas parlamentares e com alto potencial para executar ações nas bases eleitorais dos deputados e senadores.

    Dois políticos do União Brasil dizem que a disposição de Rueda, há meses, é romper com o governo, mas ele enfrenta dificuldades de convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a entregar todos os seus cargos no governo e estatais. Integrantes do PP também resistem a um desembarque completo, que os colocaria na oposição.

    A tese defendida é, em breve, vetar a participação de filiados. Isso atingiria os ministros do Esporte, André Fufuca (PP), e do Turismo, Celso Sabino (União), e preservaria os indicados por Alcolumbre. Parlamentares têm alertado, contudo, que isso poderia desmoralizar a posição da cúpula e enfraqueceria o discurso eleitoral de afastamento do PT.

    As críticas têm incomodado Lula, que em julho convocou os três ministros do União Brasil para cobrar mais apoio e explicações sobre as falas do presidente do partido. O governo, contudo, evita a demissão porque pretende contar com apoio de alas de cada sigla nos estados, mesmo que admita ser quase impossível o apoio dessas duas legendas no nível federal.

    A federação União Progressista atuará junta por duas eleições, 2026 e 2028, o que fará com que os dois partidos tenham que compor a mesma chapa em todos os estados. Por outro lado, os votos para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas serão somados, o que aumenta as chances de que façam bancadas maiores no Legislativo.

    O grupo será, atualmente, o mais forte do Congresso. Terá a maior bancada da Câmara, com 109 deputados federais, e do Senado, com 14 senadores (empatado com PSD e PL), mas há expectativa de mudanças antes das eleições. A União Progressista terá a maior parcela dos fundos partidário e eleitoral e o maior tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio.

    Um ato político ocorrerá nesta terça à tarde para lançar a federação, com a participação de políticos das duas siglas. Pela manhã, os diretórios nacionais de cada partido votarão e devem aprovar a aliança. As dissidências internas são insuficientes para barrar a federação, embora ocorram disputas em nove estados pelo comando da nova agremiação política.

    Um dos locais onde a briga é mais complexa é a Paraíba, terra do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). O principal representante de oposição ao grupo de Motta e do governador João Azevedo (PSB) é o senador Efraim Filho (União), que conta com o apoio do clã Bolsonaro e do PL.

    Mas o vice de Azevedo, Lucas Ribeiro (PP) deve assumir o comando do estado no início do próximo ano, quando o atual governador deixará o cargo para concorrer ao Senado. A questão é que tanto Lucas quanto Efraim querem concorrer ao governo da Paraíba em 2026.

    A decisão sobre quem comandará a federação no estado só ocorrerá em abril do próximo ano, com base numa avaliação da direção nacional sobre quem estará mais forte entre os candidatos.

    Essa foi a promessa feita também ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), pré-candidato à Presidência da República. Rueda e Nogueira prometeram apoio à candidatura, mas desde que ele pontue mais de 10% nas pesquisas de intenção de voto no próximo ano. Do contrário, as duas siglas pretendem apoiar outro nome.

    O principal interesse de Nogueira é concorrer como vice numa chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por isso, ele abriu mão de comandar a federação e ficará como vice, com a presidência sendo ocupada por Rueda.

    Partidos do centrão devem reforçar críticas a Lula em nova aliança, mas manter cargos no governo

  • Brasileiros têm 70,5% da renda comprometida com contas a pagar, aponta estudo da Serasa

    Brasileiros têm 70,5% da renda comprometida com contas a pagar, aponta estudo da Serasa

    Apesar de alto, o comprometimento de renda vem ano a ano se reduzindo. Conforme o estudo da Serasa, em 2022, a parcela da renda comprometida dos consumidores brasileiros era de 72,3%. Essa fatia caiu para 72%, em 2023, e 70,9%, em 2024, até chegar a este ano em 70,5%

    Estudo feito pela Serasa Experian mostra que 70,5% da renda dos brasileiros está comprometida com contas a pagar, que vão desde dívidas com bancos a faturas de cartão de crédito, energia elétrica e internet, entre outros gastos contratados. Com isso, sobram, na média, R$ 968,00 a novas despesas no mês.

    Quanto menor a renda, maior é, em geral, o comprometimento. Consumidores que ganham até um salário mínimo têm 90,1% da renda comprometida por compromissos financeiros assumidos. Já no caso dos brasileiros com rendas superiores a dez salários mínimos, o porcentual comprometido cai para 58,2%, o menor entre todas as faixas analisadas.

    Apesar de alto, o comprometimento de renda vem ano a ano se reduzindo. Conforme o estudo da Serasa, em 2022, a parcela da renda comprometida dos consumidores brasileiros era de 72,3%. Essa fatia caiu para 72%, em 2023, e 70,9%, em 2024, até chegar a este ano em 70,5%.

    “Isso pode ser reflexo de alguns fatores como o mercado de trabalho aquecido e políticas de estímulo à renda. No entanto, temos observado, atualmente, que esse aumento na renda não está contribuindo para conter a elevação da inadimplência no País”, comenta Eduardo Mônaco, vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian.

    Brasileiros têm 70,5% da renda comprometida com contas a pagar, aponta estudo da Serasa

  • Dólar sobe com agenda fraca e foco em geopolítica e queda de commodities

    Dólar sobe com agenda fraca e foco em geopolítica e queda de commodities

    O dólar apresenta alta moderada nesta terça-feira, refletindo quedas do petróleo e do minério de ferro na China, enquanto investidores acompanham os desdobramentos das negociações em Washington sobre a guerra na Ucrânia e monitoram indicadores econômicos no Brasil e no exterior

    O dólar opera em alta leve no mercado à vista em meio a quedas do petróleo e do minério de ferro na China (-0,64%). Os ajustes são moderados diante do recuo da divisa americana frente a moedas principais e algumas emergentes no exterior, como peso chileno, rublo e rand sul africano.

    Com agenda esvaziada de dados nesta terça-feira, 19, investidores aguardam os desdobramentos das reuniões de segunda-feira (18) em Washington sobre a guerra na Ucrânia, que podem eventualmente levar ao fim das sanções ao petróleo russo.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar que o presidente da Rússia seja bom, senão será difícil, e que a Ucrânia não será parte da Otan.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que a Índia lucra com o petróleo russo e destacou que as compras da China são “completamente diferentes”, pois já representavam 30% antes da guerra na Ucrânia, enquanto as da Índia cresceram após o conflito.

    No Brasil, a sonda ODN II (NS 42), arrendada pela Petrobras, chegou ao local do poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, para realizar a Avaliação Pré-Operacional (APO) no dia 24. Segundo a diretora Sylvia Anjos, a expectativa é obter a licença do Ibama após a simulação para iniciar a perfuração no bloco FZA-M-59.

    A faixa 4 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), voltada à população de classe média, foi lançada em maio, mas ainda não deslanchou, conforme números do setor obtidos pela Broadcast.

    O Citi teve lucro líquido recorde de R$ 1,3 bilhão no Brasil no 1º semestre de 2025, alta de 45% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo o presidente Marcelo Marangon, juros altos e incertezas causadas pelo tarifaço de Donald Trump reduziram a demanda e levaram o banco a adotar postura mais cautelosa.

    O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal desacelerou nas sete capitais pesquisadas. O ritmo de alta passou de 0,38% para 0,09%, da primeira para a segunda quadrissemana de agosto, segundo a FGV.

    Dólar sobe com agenda fraca e foco em geopolítica e queda de commodities

  • STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

    STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

    A maioria dos ministros decidiu ser legítima a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O tema possui repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país

    Por 9 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deu ganho de causa à União em uma disputa previdenciária com impacto potencial de R$ 131 bilhões sobre os cofres públicos, conforme estimativas da Advocacia-Geral da União (AGU). 

    A maioria dos ministros decidiu ser legítima a aplicação do fator previdenciário sobre aposentadorias concedidas pelas regras de transição da reforma da Previdência de 1998. O tema possui repercussão geral, e o desfecho do julgamento deve servir de orientação para todos os tribunais do país. 

     

    O impacto calculado pelo governo corresponde ao que deveria ser desembolsado caso o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fosse obrigado a revisar aposentadorias pagas entre os anos 2016 e 2025, segundo órgão. 

     

    O julgamento ocorreu no plenário virtual, em sessão encerrada às 23h59 dessa segunda-feira (18). A maioria a favor da União já havia sido alcançada no sábado (16), sendo agora confirmada com a conclusão do julgamento.  

    Votaram a favor da União o relator, ministro Gilmar Mendes, bem como os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Nunes Marques e Luís Roberto Barroso. O único a divergir foi o ministro Edson Fachin. A ministra Cármen Lúcia não votou. 

    Entenda

    Criado em 1999, o fator previdenciário é um redutor aplicado sobre o valor das aposentadorias pagas pelo INSS, e que leva em consideração critérios como idade, tempo de contribuição e expectativa de vida. A ideia foi desincentivar aposentadorias precoces. 

    Muitos aposentados, contudo, passaram a reclamar na Justiça por terem os benefícios submetidos a regras diferentes daquelas previstas na fase de transição da reforma da Previdência de 1998, que resultava em benefícios melhores. 

    No caso analisado pelo Supremo, uma aposentada do Rio Grande do Sul que deu entrada no benefício em 2003 reclamou ter sido submetida a duas regras para a redução do benefício, as da transição e mais o fator previdenciário. 

    Ela argumentou que possuía, ao se aposentar, a confiança legítima de que seriam aplicadas apenas as regras de transição, mais favoráveis, em relação às contribuições e salários anteriores a 1998. 

    Para a maioria do Supremo, no entanto, a aplicação do fator previdenciário foi legítima, uma vez que as regras de transição não poderiam ser interpretadas como garantia contra normas posteriores, sobretudo se forem criadas visando o equilíbrio atuarial da Previdência Social. 

    O voto de Gilmar Mendes, seguido pela maioria, destacou ainda que a aplicação do fator previdenciário tem como objetivo efetivar o princípio contributivo, isto é, o princípio segundo o qual quem contribui mais ganha mais, conforme previsto na Constituição. 

    “A criação do fator previdenciário insere-se nesse contexto de ajustes estruturais necessários. Ao vincular o valor da renda mensal inicial à expectativa de vida e ao tempo de contribuição do segurado, o fator não viola a confiança legítima, mas realiza uma adequação atuarial compatível com o modelo contributivo estabelecido pela Constituição”, resumiu o relator.

    STF decide a favor da União em disputa previdenciária de R$ 131 bi

  • SpaceX fará novo lançamento do Starship no próximo fim de semana

    SpaceX fará novo lançamento do Starship no próximo fim de semana

    A SpaceX se prepara para realizar no próximo domingo (24) o décimo voo de teste do Starship, foguete de Elon Musk. O lançamento ocorrerá no Texas às 19h30 (horário local) e acontece após adiamentos e falhas em tentativas anteriores

    Há algum tempo os seguidores da SpaceX aguardam por um novo lançamento do Starship, foguete da empresa aeroespacial de Elon Musk. De acordo com a publicação mais recente na página oficial da companhia na rede social X, o próximo voo de teste pode acontecer já no fim de semana.

    “O décimo voo de teste do Starship está sendo preparado para domingo, 24 de agosto”, diz a publicação. O lançamento está previsto para às 19h30 na base da SpaceX, no Texas (EUA), o que significa que em Lisboa será 1h30 da madrugada de segunda-feira, 25.

    Vale lembrar que o último voo de teste do Starship ocorreu no fim de maio e terminou com a desintegração do foguete. Já em junho, durante um teste preparatório para este décimo voo, o foguete sofreu “uma grave anomalia” e explodiu ainda na plataforma. Na ocasião, Elon Musk afirmou que “foi só um arranhão”.

     

    Musk havia projetado inicialmente que o décimo voo de teste aconteceria no início de agosto, mas o lançamento acabou adiado para aguardar a aprovação das autoridades reguladoras dos Estados Unidos.

    SpaceX fará novo lançamento do Starship no próximo fim de semana

  • AGU pede que Meta exclua chatbots que promovem erotização infantil

    AGU pede que Meta exclua chatbots que promovem erotização infantil

    A AGU notificou a Meta para retirar em até 72 horas chatbots que simulam crianças e promovem diálogos sexuais. O órgão alerta para riscos de erotização infantil e cobra medidas de proteção a menores em redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp

    A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta segunda-feira (18) uma notificação às redes sociais Instagram, Facebook e WhatsApp para solicitar a exclusão de robôs de inteligência artificial que simulam aparência infantil e realizam diálogos com conteúdo sexual.  

    A empresa tem 72 horas para excluir os robôs e esclarecer quais medidas têm sido adotadas para evitar que crianças e adolescentes tenham acesso a conteúdo sexual e erótico.

    No ofício enviado à Meta, empresa que opera as redes citadas, a AGU disse que chatbots criados por meio da ferramenta Meta IA Studio promovem a erotização infantil. 

    O órgão também acrescentou que as plataformas da Meta estão disponíveis para menores de idade, a partir dos 13 anos, e não existe filtro para verificar a idade dos usuários entre 13 e 18 anos. 

    “Tais chatbots têm potencialidade de alcançar um público cada vez mais amplo nas plataformas digitais, especialmente nas redes sociais da Meta, ampliando de forma exponencial o risco do contato de menores de idade com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”, argumenta a AGU.

    O tema sobre a erotização de crianças veio à tona nas últimas semanas após o influenciador Felca denunciar perfis que usam crianças e adolescentes para promover a adultização infantil. Nesta semana, a Câmara dos Deputados deve voltar a debater a aprovação de um projeto de lei (PL) para combater a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais.

    A Agência Brasil procurou a Meta para comentar a notificação, mas ainda não recebeu retorno. 

    AGU pede que Meta exclua chatbots que promovem erotização infantil

  • Google Tradutor deve ganhar modo de aprendizado e traduções com IA Gemini

    Google Tradutor deve ganhar modo de aprendizado e traduções com IA Gemini

    A nova versão do Google Tradutor indica recursos que vão além da simples tradução, incluindo prática gamificada de idiomas e dois modos distintos de tradução. As novidades podem estrear oficialmente com o lançamento do Android 17 no próximo ano.

    O Google Tradutor é um dos serviços mais populares para quem precisa traduzir textos e, ao que tudo indica, a gigante de tecnologia está preparando novidades que ajudarão os usuários a aprender novos idiomas.

    Segundo o site Android Police, a versão mais recente do aplicativo traz mudanças na interface que sugerem um novo modo de prática e “gamificação” do aprendizado de línguas — semelhante ao que acontece no Duolingo, uma das plataformas mais conhecidas nesse segmento.

    Além disso, o Google Tradutor deve ganhar em breve dois novos modos de tradução: Rápido e Avançado. O primeiro seguirá o modelo atual, exibindo diretamente a tradução do texto. Já o Avançado usará o modelo de Inteligência Artificial Gemini para oferecer mais contexto em torno de um texto ou conversa.

    Ainda não há data definida para a chegada desses recursos, mas é possível que sejam lançados junto com o Android 17, previsto para o próximo ano.

    Google Tradutor deve ganhar modo de aprendizado e traduções com IA Gemini

  • Como ativar o tema escuro no YouTube e reduzir o cansaço visual à noite

    Como ativar o tema escuro no YouTube e reduzir o cansaço visual à noite

    Assistir a vídeos no YouTube antes de dormir pode atrapalhar o descanso por causa do brilho da tela. Alterar para o modo escuro não elimina o problema, mas melhora a experiência e protege os olhos

    Quando se fala em usar o celular à noite, é comum destacar o brilho da tela como um dos fatores que atrapalham o sono. Uma forma simples de reduzir esse impacto é mudar a tonalidade do fundo do celular, algo que também pode ser feito no YouTube.

    Se você costuma assistir a vídeos na plataforma antes de dormir, o fundo branco pode ser ainda mais incômodo. Nesse caso, vale a pena alterar para um tom escuro.

    Embora não elimine totalmente os efeitos da luz no descanso, ativar o tema escuro melhora bastante a experiência de uso e ajuda a evitar o cansaço excessivo dos olhos.

    Confira como ativar o modo escuro no Android e no iPhone:

    Passo a passo para ativar o tema escuro no YouTube:

    • Abra o aplicativo do YouTube.
    • ´Toque no ícone “Você” com sua foto, no canto inferior direito.
    • Vá até o ícone de Configurações (roda dentada) no canto superior direito.
    • Entre em Geral.
    • Toque em Aparência.
    • Selecione Tema escuro.
       

    Como ativar o tema escuro no YouTube e reduzir o cansaço visual à noite

  • Brasil deveria dar alguma vitória a Trump para destravar tarifaço, diz Tarcísio

    Brasil deveria dar alguma vitória a Trump para destravar tarifaço, diz Tarcísio

    Tarcísio defendeu que, dando vitórias a Trump, seria possível obter vitórias também. “Se a gente consegue reduzir a tarifa, eu tiro a tarifa, volto para o patamar anterior no setor de máquinas e equipamentos, no café, no pneu, na proteína animal, no pescado, a gente vai ter uma vitória.”

    (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu que o Brasil deveria conceder uma vitória a Donald Trump para destravar as negociações do tarifaço.

    Em uma palestra a investidores promovida em um hotel da zona sul de São Paulo nesta segunda-feira (18), Tarcísio voltou a criticar a condução da crise gerada pela imposição de uma sobretaxa de 50% a produtos brasileiros pela gestão do líder republicano.

    Eu acho que é fundamental compreender um pouco do estilo do presidente americano. É um presidente que vive na economia da atenção. É um presidente que gosta de sentar com o chefe de Estado, botar um chefe de Estado sentado lá e dizer: olha, conseguiu uma vitória. E ele está querendo colecionar vitórias. Então, por que não entregar alguma vitória para ele? Por que não fazer algum gesto?”, questionou Tarcísio.

    Em março, após a posse de Trump, o governador publicou um vídeo colocando um boné com o slogan Make America Great Again (faça os Estados Unidos grandes de novo), da campanha do norte-americano. Ao anunciar o tarifaço, Trump criticou a forma como Jair Bolsonaro (PL), padrinho político de Tarcísio, vinha sendo tratado -em referência ao julgamento do ex-presidente no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a trama golpista.

    Ao defender que o Brasil desse uma vitória a Trump, o governador argumentou que seria possível deixar de comprar combustível da Rússia -parceira do país nos Brics.

    “Vou pegar um exemplo. A gente tem, na nossa relação com a Rússia, por exemplo, a compra de diesel, a compra de fertilizante. O fertilizante é absolutamente necessário. O diesel, nem tanto. A gente não precisa do diesel que vem da Rússia para nada. Então, será que não posso fazer um gesto nesse sentido?”

    O governador apontou ainda que outra vitória que o Brasil poderia dar a Trump seria na forma de investimentos das empresas brasileiras em território norte-americano.

    “Quantas empresas brasileiras investem já nos Estados Unidos? Quantas empresas brasileiras já são campeãs nos Estados Unidos? Se a gente somar isso, quanto é que a gente está falando de investimento nos próximos anos? Então, a gente pode começar a dar algumas vitórias. A gente pode começar uma negociação e entregar essa vitória”, disse.

    Tarcísio defendeu que, dando vitórias a Trump, seria possível obter vitórias também. “Se a gente consegue reduzir a tarifa, eu tiro a tarifa, volto para o patamar anterior no setor de máquinas e equipamentos, no café, no pneu, na proteína animal, no pescado, a gente vai ter uma vitória.”

    Embora Trump tenha feito críticas ao tratamento dado a Bolsonaro quando anunciou o tarifaço, Tarcísio não mencionou a pressão do norte-americano contra o judiciário brasileiro.

    Tarcísio afirma que trabalha a para se reeleger governador em São Paulo no ano que vem, mas é considerado o principal nome do bolsonarismo para concorrer à Presidência em 2026, dado que Bolsonaro está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em ações que o condenaram por abuso de poder político e econômico.

    No evento, Tarcísio listou ações que sua gestão adotou para tentar mitigar os efeitos do tarifaço e evitar demissões, em especial a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos tributários, mas disse que essas medidas são paliativas.

    “A gente sabe que isso é paliativo. Isso garante o conforto financeiro neste momento, mas nada disso é suficiente. O que é suficiente é sentar à mesa.”

    Tarcísio foi criticado, quando o tarifaço foi anunciado, por seu alinhamento a Jair Bolsonaro e por não agir para defender os interesses da economia de São Paulo –que tem nos Estados Unidos seu maior mercado exportador. Nos dias seguintes, contudo, ele passou a criticar as medidas dos EUA.

    Desde a última semana, o governador vem criticando o governo Lula (PT) por não ter conseguido abrir canais de negociação com o governo Trump, mas sem citar as ações adotadas por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para aumentar as sanções ao país.

    Brasil deveria dar alguma vitória a Trump para destravar tarifaço, diz Tarcísio

  • Dino sinaliza que bancos estão proibidos de aplicar sanção a Moraes e que punirá quem desobedecer

    Dino sinaliza que bancos estão proibidos de aplicar sanção a Moraes e que punirá quem desobedecer

    O recado foi dado em uma decisão concedida em ação sobre a tragédia de Mariana. Nela, o ministro declarou que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros só têm validade no Brasil se confirmadas pelo Supremo

    (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu nesta segunda-feira (18) a possibilidade de o tribunal punir bancos que aplicarem as sanções financeiras contra Alexandre de Moraes, seu colega de tribunal.

    O recado foi dado em uma decisão concedida em ação sobre a tragédia de Mariana. Nela, o ministro declarou que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros só têm validade no Brasil se confirmadas pelo Supremo.
    A eventual punição aos bancos passou a ser considerada no Supremo após ministros terem uma primeira rodada de conversas com banqueiros sobre as sanções contra Moraes e considerarem a resposta aquém do esperado.

    A avaliação foi de que nenhum banco garantiu que as sanções financeiras não seriam aplicadas contra o ministro no Brasil, apesar de as restrições impostas até o momento se restringirem às transferências para o exterior.

    Após a decisão de Dino, o Departamento de Estado do governo Trump publicou nas redes sociais um texto que diz que Moraes é “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados” e que “nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las”.

    A decisão de Dino, publicada nesta segunda-feira (18), tem validade imediata. Ela define que leis estrangeiras e ordens executivas contra pessoas por atos em território brasileiro não têm validade no Brasil.

    “Entendimento diverso depende de previsão expressa em normas integrantes do direito interno do Brasil e/ou de decisão da autoridade judiciária brasileira competente”, completa o ministro.

    Ele ainda afirmou que a violação das regras estipuladas em sua decisão configuraria “ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes”.

    “Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros”, afirma.

    Uma corrente no Supremo entende que a decisão de Dino impõe aos bancos a obrigação de não aplicar as sanções contra Moraes estipuladas pelo governo de Donald Trump. Se aplicarem, os bancos e seus donos podem responder judicialmente.

    O caso recente mais rumoroso de empresa que descumpriu decisão do Supremo foi o do X (ex-Twitter). Em 2024, a empresa sofreu multas diárias de R$ 5 milhões e chegou a ter a operação no Brasil suspensa por se negar a excluir perfis alvos de decisão de Moraes.

    Dois ministros do Supremo ouvidos pela Folha não descartam aplicar as mesmas medidas contra banqueiros que descumprirem a decisão de Dino. A expectativa, porém, é de que o tribunal não precise lançar mão de ações mais drásticas.

    Mesmo sem citar Trump ou Moraes do STF, a decisão de Dino busca blindar Moraes do impacto da Lei Magnitsky. sanção financeira imposta ao magistrado pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos.

    Ele afirma, de forma ampla, que as leis nacionais obedecem a critérios de territorialidade -ou seja, a legislação estrangeira não tem eficácia no Brasil.

    A decisão foi dada numa ação do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) que questiona a validade de um processo de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo na Justiça da Inglaterra.

    Esses municípios processam a BHP, empresa anglo-australiana que controla a Samarco ao lado da brasileira Vale, responsável pela barragem de Fundão que rompeu em 2015 e causou uma das maiores tragédias ambientais no Brasil.

    A ação na Justiça britânica está em sua fase final. A BHP pode ser condenada a pagar uma multa que pode chegar a R$ 260 bilhões. No Brasil, as empresas envolvidas na tragédia fecharam um acordo de R$ 170 bilhões com a União, estados, municípios e a comunidade afetada.

    A decião de Dino agora marca mais um capítulo na escalada da crise entre o Brasil e os Estados Unidos. O Em julho, Trump anunciou sobretaxas de até 50% para os produtos brasileiros e passou a revogar vistos de ministros do Supremo e integrantes do governo Lula (PT).

    Ele justificou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022, sofre uma “caça às bruxas”.

    Nos últimos dias, a gestão Trump diversificou as razões expostas para sanções contra o governo brasileiros. Uma delas foi o programa Mais Médicos, por meio do qual o Ministério da Saúde brasileira contratava médicos cubanos.

    O principal ato contra autoridade brasileira, porém, foi a aplicação de sanções financeiras contra Moraes. A Lei Magnistky prevê que pode ser incluído no rol de sancionados quem colaborar com as condutas condenadas pelos EUA.

    A pessoa punida recebe uma sanção da Ofac, Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

    Por meio da decisão, o governo americano determina o congelamento de qualquer bem ou ativo que a pessoa sancionada tenha nos Estados Unidos e também pode proibir entidades financeiras americanas de fazerem operações em dólares com ela.

    A medida incluiria o uso das bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, por exemplo. Os efeitos para as transações de Moraes em reais no Brasil ainda estão sob análise dos bancos.

    Até o momento, porém, eles têm entendido que somente transações internacionais, em dólar, estão bloqueadas, e as de reais estariam mantidas.

    O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diz ter transmitido ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a avaliação de que bancos brasileiros não estão executando as sanções a Moraes pela Lei Magnistky na totalidade.

    Dino sinaliza que bancos estão proibidos de aplicar sanção a Moraes e que punirá quem desobedecer