Categoria: ECONOMIA

  • Aumento de carteira assinada no Brasil é sustentado, diz IBGE

    Aumento de carteira assinada no Brasil é sustentado, diz IBGE

    Trimestre registrou 39,4 milhões de empregados formais

    O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado do Brasil cresceu 2,6%, com a inclusão de 1 milhão de trabalhadores, no trimestre encerrado em novembro, número recorde, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE.

    Com o resultado, que não inclui trabalhadores domésticos, são 39,4 milhões de empregados nesta condição. Desse total, 13,1 milhões são do setor público, também um número recorde, com avanço de 1,9% ou mais 250 mil pessoas no trimestre e de 3,8% no ano com mais 484 mil pessoas.

    Para a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, apesar de especificamente não ter sido uma variação estatisticamente significativa, a trajetória por si só, garantiu chegar ao fim deste trimestre com o contingente de 39,4 milhões de pessoas, o que representa um número recorde para a série carteira assinada no setor privado. 

    “Embora não significativa, sempre vem acrescentando carteira no cômputo geral, ou seja, é um movimento que foi sustentado ao longo de 2024 e agora para 2025”, comentou entrevista virtual à imprensa para apresentação dos dados da Pnad Contínua.

    No mesmo trimestre, o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado também mostrou estabilidade no trimestre e atingiu 13,6 milhões. O total representa recuo de 3,4% ou menos 486 mil pessoas no ano.

    Já os trabalhadores por conta própria alcançaram 26 milhões, o que é novo recorde da série histórica. Se comparado ao trimestre anterior, embora tenha ficado estável, o contingente aumentou 2,9% ou mais 734 mil pessoas no ano.

    “O trabalho por conta própria chega à marca inédita de 26 milhões, a maior estimativa da série histórica da pesquisa. A despeito da variação trimestral não ter ocorrido e ter ficado no campo da estabilidade, a expansão continuada assegurou o atingimento desse volume de trabalhadores por conta própria”, disse.

    Informalidade

    O recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no trimestre encerrado em novembro foi motivo para a variação negativa da taxa de proporção de trabalhadores informais na população ocupada.

    O número de pessoas nesta situação ficou em 37,7% da população ocupada ou 38,8 milhões de trabalhadores informais. No período anterior terminado em agosto tinha ficado em 38,0 % ou 38,9 milhões. É também menor que os 38,8 % ou 39,5 milhões, registrados no trimestre encerrado em novembro de 2024.

    A coordenadora ressaltou, o que classificou de quadro interessante, ao verificar o quanto a população ocupada total cresceu e quanto dessa parcela da população está na informalidade. “O ramo informal não apenas não cresceu como retraiu. Isso faz um movimento de perda de força do ramo informal, pontuou.

    Adriana Beringuy destacou que parte expressiva dos 601 mil trabalhadores que entraram para a população ocupada no trimestre foi justamente no segmento da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu 2,6%, ou 492 mil pessoas ocupadas a mais. Neste segmento, ainda que tenha contratos temporários, o da educação não é considerado informal e tem legalidade constituída e assegurada, explicou a coordenadora.

    Ela disse também que os segmentos informais são compostos por emprego sem carteira no setor privado, trabalho doméstico sem carteira assinada, conta própria e empregador sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar. “Quando a gente soma todas essas parcelas populacionais, chega ao valor de 38 milhões 817 mil pessoas consideradas ocupadas e formais, antes eram 38.878, ficou praticamente estável”.

    No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desocupação ficou em 5,2% da força de trabalho do país, ou 5,6 milhões de pessoas em busca de trabalho, sendo a menor desde 2012, quando começou a série histórica da Pnad Contínua. Desde o trimestre encerrado em junho de 2025, que o indicador vem mostrando, sucessivamente, menores taxas da série.

    Rendimentos

    Outro recorde no trimestre terminado em novembro, foi no rendimento médio real habitual da população ocupada do Brasil que atingiu R$ 3.574, com alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, já descontados os efeitos da inflação.

    O avanço de 5,4% no rendimento médio dos trabalhadores em Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas puxou este recorde. Conforme a Pnad Contínua, se comparado anualmente, houve ganhos em cinco atividades: Agricultura e pecuária (7,3%), Construção (6,7%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras (6,3%), Administração pública (4,2%) e Serviços domésticos (5,5%).

    Com o desempenho do rendimento médio e do número de trabalhadores, a massa de rendimento real habitual também atingiu novo recorde. “R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% (mais R$ 9,0 bilhões) no trimestre e de 5,8% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano”, informou o IBGE.

    Pesquisa

    De acordo com o IBGE, a Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil e abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios e visitados a cada trimestre. “Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nesta pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país”.

    Aumento de carteira assinada no Brasil é sustentado, diz IBGE

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  • Governo devolve R$ 2,8 bilhões a aposentados com descontos indevidos

    Governo devolve R$ 2,8 bilhões a aposentados com descontos indevidos

    Os valores descontados indevidamente teriam começado em 2017, passando pelo governos Temer e Bolsonaro; atual governo, do presidente Lula, investigou o esquema e criou plano de devolução dos valores

    O governo federal ressarciu R$ 2.820.799.182,93 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    O valor foi divulgado nesta segunda-feira (29), no último balanço realizado pelo instituto, com base nos dados registrados até 26 de dezembro.

    O total ressarcido atende 4.137.951 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares. 

    Pedidos abertos

    De acordo com o balanço do INSS, ao todo foram abertos 6.362.898 pedidos de contestação de descontos indevidos. Deste total, 6.231.376 são contestações de beneficiários que não reconheceram os descontos feitos pelas entidades associativas.

    Apenas em 131.522 pedidos abertos houve reconhecimento da autorização para os respectivos descontos de mensalidades.

    Ao todo, 44 entidades foram contestadas pelo governo federal a prestar informações sobre os descontos em benefícios do INSS. Do total de pedidos de apuração, as entidades responderam com documentação a 1.592.421 pedidos.

    Canais de atendimento

    De acordo com o balanço, o canal de atendimento mais buscado pelos beneficiários e pensionistas para contestar os descontos foi o Meu INSS (aplicativo e site): com 3.440.069 pedidos ou 54,1% do total.

    Em segunda posição, está a central telefônica 135, com 419.924 pedidos (6,6%), seguida pelo atendimento prestado em agências dos Correios (2.259.424 pedidos, 35,5%). Por fim, estão os pedidos abertos de ofício: 243.239 (3,8%).

    Prazo Em novembro, o governo federal prorrogou o prazo de contestação para 14 de fevereiro de 2026. Vale lembrar que a adesão ao acordo de ressarcimento administrativo pelo governo federal vale para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025. O acordo evita a necessidade de ação judicial.

    Como contestar

    Quem ainda não contestou os descontos poderá fazê-lo de três formas:

    • Aplicativo ou site Meu INSS, clicando em serviço Consultar Descontos de Entidades Associativas;
    • Central 135: ligação telefônica gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h; e
    • Correios: mais de 5 mil agências oferecem atendimento assistido e gratuito.

    No aplicativo Meu INSS é preciso fazer login na conta Gov.br.

    Ao clicar em “Não autorizei o desconto”, o beneficiário registra a contestação, e a entidade tem até 15 dias úteis para responder.

    Caso não apresente uma resposta, o sistema abre automaticamente a opção para os aposentados e pensionistas fazerem a adesão ao acordo de ressarcimento.

    Relembre o caso

    Os descontos das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários estão suspensos desde 23 de abril, quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS de todo o Brasil.

    As fraudes e os criminosos envolvidos também estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Congresso Nacional, no momento, em recesso parlamentar.

    Governo devolve R$ 2,8 bilhões a aposentados com descontos indevidos

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  • Receita paga lote residual de restituição do IRPF de dezembro de 2025

    Receita paga lote residual de restituição do IRPF de dezembro de 2025

    Declarações transmitidas fora do prazo estão incluídas

    A Receita Federal paga nesta terça-feira (30) lote residual de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao mês de dezembro de 2025.

    O lote é composto por 263.255 restituições destinadas a contribuintes prioritários e não prioritários, com valor total de R$ 605.998.834,65.

    A Receita informou, em nota, que as restituições incluem declarações de 2025 transmitidas fora do prazo, com pendências já regularizadas, além de valores residuais de anos anteriores. 

    Do valor total, R$ 309,6 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma:

    • idosos a partir de 80 anos: 5.310 restituições;
    • idosos entre 60 e 79 anos: 34.796 restituições;
    • pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 4.087 restituições;
    • contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 11.344 restituições.

    Além dessas, 178.030 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e/ou por terem optado por receber via Pix.

    Outras 29.688 restituições serão pagas a contribuintes não prioritários.Para consultar a restituição de imposto de renda, é preciso acessar a página da Receita , clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar minha restituição.

    Também é possível consultar o lote por meio do aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite verificar a liberação das restituições e a situação cadastral do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

    O pagamento da restituição, de acordo com a Receita, é feito somente na conta do titular da declaração. “Dessa forma, as rotinas de segurança impedem o pagamento, caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino”.

    “Em caso de erro nos dados bancários, a Receita oferece o serviço de reagendamento, oferecido pelo Banco do Brasil (BB) pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito.”

    Receita paga lote residual de restituição do IRPF de dezembro de 2025

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  • Dólar cai e Ibovespa sobe no último pregão de 2025

    Dólar cai e Ibovespa sobe no último pregão de 2025

    O Ibovespa abriu em alta, operando acima dos 161 mil pontos com apoio das blue chips Vale e Itaú Unibanco

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar é negociado em queda e a Bolsa sobe nesta terça-feira (30), último pregão do ano, com o real e o Ibovespa caminhando para o melhor resultado anual desde 2016.

    Por volta das 12h30, a moeda americana recuava 1,44%, negociada a R$ 5,491, em sessão marcada pela liquidez reduzida nos mercados internacionais por conta das festas de fim de ano.

    Já o Ibovespa abriu em alta, operando acima dos 161 mil pontos com apoio das blue chips Vale e Itaú Unibanco. Às 12h30, o índice de referência do mercado acionário brasileiro avançava 0,48%, a 161.261,29 pontos.

    Os agentes avaliam os dados do mercado de trabalho doméstico enquanto aguardam a publicação da ata da última reunião de política monetária de dezembro do Federal Reserve, às 16h.

    A taxa de desemprego do Brasil caiu a 5,2% no trimestre até novembro, após marcar 5,6% nos três meses encerrados em agosto, que servem de base de comparação, apontam dados divulgados nesta terça (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O resultado renova a mínima da série histórica iniciada em 2012. Até então, a menor taxa havia sido de 5,4% até outubro deste ano.

    Nesta segunda (29), o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou um déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro. Economistas projetavam um rombo menor, de R$ 13,5 bilhões, segundo pesquisa da Reuters.

    Após a divulgação do relatório, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado primário deste ano deve ficar “mais próximo do centro da meta do que do piso”.

    Também na segunda, a pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central voltaram a reduzir marginalmente suas expectativas para a inflação neste ano e no próximo.

    Os economistas reduziram a estimativa para o IPCA em 2025 a 4,32%, de 4,33% estimados há uma semana, no que foi o sétimo corte consecutivo da projeção. Para 2026, a expectativa teve a sexta queda consecutiva, para uma mediana de 4,05%, de 4,06% na semana anterior.

    Dólar cai e Ibovespa sobe no último pregão de 2025

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  • Taxa de desocupação chega a 5,2%, a menor desde 2012

    Taxa de desocupação chega a 5,2%, a menor desde 2012

    Número de pessoas ocupadas também é recorde: 103,2 milhões

    A taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro ficou em 5,2%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    Trata-se da menor taxa de desocupação desde 2012, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua.

    Segundo o IBGE, de setembro a novembro, 5,6 milhões de pessoas estavam desempregadas, o menor número de desocupados já registrado pela pesquisa. 

    Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de covid-19, quando esse o indicador registrou 14,9 milhões de pessoas sem emprego formal.

    Ocupação

    A menor desocupação da série histórica foi também, de acordo com o IBGE, acompanhada por um novo recorde no número de pessoas ocupadas no país: 103,2 milhões. 

    O nível de ocupação, isto é, a proporção de pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam trabalhando, chegou ao maior percentual da série histórica da PNAD Contínua: 59,0%.

    Taxa de desocupação chega a 5,2%, a menor desde 2012

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  • Preço do etanol sobe em 19 Estados e no DF, cai em 3 e fica estável em 3 na semana, diz ANP

    Preço do etanol sobe em 19 Estados e no DF, cai em 3 e fica estável em 3 na semana, diz ANP

    No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação; preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo

    Os preços médios do etanol hidratado subiram em 19 Estados e no Distrito Federal (DF), caíram em outros 3 e ficaram estáveis em 3 na semana de 21 a 27 de dezembro. No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

    Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 1,36% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,48 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,42% na comparação semanal, a R$ 4,28 o litro.

    A maior alta porcentual na semana, de 4,15%, foi registrada na Bahia, a R$ 4,77 o litro. A maior queda, de 0,85%, ocorreu no Maranhão, para R$ 4,66 o litro.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 5,99 o litro.

    Preço do etanol sobe em 19 Estados e no DF, cai em 3 e fica estável em 3 na semana, diz ANP

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  • Receita volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

    Receita volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

    Políticos de direita e extrema direita são acusados de propagar mentiras envolvendo uma suposta taxação em transações por Pix; Receita volta a desmentir a situação

    A Receita Federal divulgou um comunicado nesta segunda-feira, 29, em que volta a desmentir a existência de cobrança de imposto sobre transações financeiras acima de R$ 5 mil e uma suposta multa de 150% para quem não pagar o falso imposto. Notícias falsas similares já haviam sidos desmentidas pelo órgão no início de 2025, quando viralizou vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) especulando que o Pix poderia ser taxado.

    “A Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, disse a Receita Federal. “Não existe nenhuma tributação de 27,5% em transações, é completamente falso; também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, continuou o órgão.

    As notícias falsas que voltaram a circular nos últimos dias relacionam duas medidas completamente distintas: o monitoramento mais rígido de transações suspeitas via Pix e a isenção do pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aprovada pelo Congresso Nacional.

    É o caso de um vídeo gravado no início do ano pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato a presidente. Na gravação, que reapareceu nas redes sociais recentemente, ele afirma que um decreto de Lula determinou que quem recebesse mais de R$ 5 mil em transferências via Pix em um único mês teria que pagar imposto de renda. Caso contrário, poderia ser multado.

    “A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Isso é o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba. Não caia em fake news!”, reforçou a Receita.

    A normativa da Receita Federal que serviu como base para a criação das notícias falsas tornou mais rígidas as regras para fintechs de monitorar transações suspeitas e aumentou o piso da movimentação monitorada de R$ 2 mil para R$ 5 mil para pessoas físicas, e de R$ 6 mil para R$ 15 mil para pessoa jurídica.

    Após a repercussão negativa, o governo Lula recuou da medida, mas voltou a estabelecer regras mais rígidas em agosto, após a Operação Carbono Oculto revelar que facções criminosas utilizaram contas em fintechs para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outros crimes.

    A nova instrução normativa da Receita deixou claro que o intuito da medida é combater o crime e apenas equiparou as regras das fintechs àquelas exigidas das instituições financeiras tradicionais, como os bancos.

    Receita volta a desmentir cobrança de imposto sobre Pix e suposta multa de 150%

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  • Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

    Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

    No mês, índice ficou negativo em 0,01%

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de dezembro foi negativo e registrou baixa de 0,01%. No acumulado do ano, o indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou queda de 1,05%.

    O resultado “sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026”, afirma em nota o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) – ligado à FGV e responsável por calcular o índice.

    O indicador costuma a ser referência para atualização de valores de contratos e preços de aluguéis, conta de luz e telefone, mensalidades escolares, planos de saúde e seguros. 

    “O IGP-M encerra 2025 com queda acumulada de 1,05%, resultado que reflete um ano marcado pela desaceleração da atividade global e elevada incerteza. Esses fatores limitaram repasses de custos, impactando, principalmente, os preços ao produtor. Além disso, a melhora das safras agrícolas contribuiu para aliviar preços de matérias-primas, reforçando o movimento de deflação no índice”, destaca Matheus Dias na nota.

    Diferentemente de outros indicadores, o IGP-M foi criado por solicitação de entidades privadas do setor financeiro no final dos anos 1980. O indicador é medido entre os dias 21 de um mês e 20 do mês seguinte.

    IPCASegundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), o mercado financeiro prevê que o ano fechará com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) de 4,32%, resultado abaixo do teto da meta.

    Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5% (acima, portanto, do resultado estimado, de 4,32%).

    Inflação do aluguel encerra 2025 com queda de 1,05%

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  • Entenda como os Correios entraram em crise

    Entenda como os Correios entraram em crise

    A empresa anunciou um plano de reestruturação que inclui um novo programa de demissão voluntária, fechamento de agências, venda de imóveis, reformulação do plano de saúde e mudanças na estrutura de cargos e salários

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Correios enfrentam uma combinação de crise financeira, modelo de negócios defasado e pressão política por resultados, cenário que levou o governo federal a garantir um empréstimo bilionário como medida emergencial para assegurar a continuidade dos serviços postais.

    O pano de fundo da crise é estrutural. A principal fonte histórica de receita da empresa, o envio de cartas, encolheu de forma acelerada com a digitalização de comunicações e serviços. Ao mesmo tempo, o avanço do comércio eletrônico expôs fragilidades operacionais da estatal num mercado altamente competitivo, dominado por operadores privados mais ágeis, com tecnologia avançada e custos mais flexíveis.

    Hoje, os Correios operam com uma despesa anual em torno de R$ 23 bilhões, sendo que cerca de dois terços desse valor são destinados a gastos com pessoal.

    A empresa anunciou nesta segunda-feira um plano de reestruturação que inclui um novo programa de demissão voluntária (PDV), fechamento de agências, venda de imóveis, reformulação do plano de saúde e mudanças na estrutura de cargos e salários. O efeito das medidas, porém, será gradual e só se tornará pleno no fim da década.

    A estatal acumulou prejuízo de R$ 6,1 bilhões neste ano até setembro. Alguns fatores ajudam a explicar a crise:

    Concorrência

    O fim do monopólio no transporte de encomendas, em 2009, fez os Correios perderem mercado para empresas privadas de logística. A estatal manteve o privilégio para cartas, cartões postais e malas diretas, serviços pelos quais a demanda caiu com o avanço da economia digital

    ‘Taxa das blusinhas’

    A cobrança de impostos sobre encomendas internacionais de até US$ 50 desde agosto de 2024 afetou negativamente a receita dos Correios, que perdeu a exclusividade na importação dessas mercadorias

    Despesas de pessoal

    Em 2024, a empresa já enfrentava dificuldades, mas concedeu reajuste linear de 4,11% para mais de 55 mil empregados, além de resgatar cláusulas benevolentes, como o adicional de 70% sobre as férias (trabalhadores costumam receber um terço). Também realizou concurso para preencher mais de 3.000 vagas, mas os aprovados ainda não foram convocados

    Redução do caixa

    Empresa queimou caixa próprio para investir na aquisição de veículos elétricos e itens de tecnologia quando já estava em situação financeira delicada

    Plano de saúde

    Companhia é mantenedora do plano de saúde dos funcionários, sendo responsável por todos os riscos da operadora e por eventuais débitos que surjam. Em 2022, o estatuto permitiu que os Correios deixassem de ser mantenedores e adotassem o regime de patrocínio, menos oneroso, mas a mudança foi revertida no governo Lula

    Descontrole sobre ações judiciais

    Empresa não tinha um diagnóstico preciso das ações das quais é alvo, sobretudo trabalhistas, o que gerou até ressalvas ao balanço feitas pela empresa de auditoria independente. Os gastos com precatórios tiveram um peso relevante no prejuízo da estatal nos últimos trimestres.

    Entenda como os Correios entraram em crise

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  • Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

    Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

    Governo desmentiu notícias falsas que circulam em redes sociais

    O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas.

    “As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado.

    A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita. 

    Falso

    Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou.

    “Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita.

    Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota.

    Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil

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