Categoria: MUNDO

  • Queda de avião deixa cinco mortos no Texas

    Queda de avião deixa cinco mortos no Texas

    Avião, um Cessna 421C, caiu às 23h25 (1h25 no horário de Brasília) em Wimberley, a cerca de 64 quilômetros de Austin. A queda aconteceu perto da estrada de Round Rock Road, segundo o canal Fox7.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Cinco pessoas morreram após uma aeronave de pequeno porte cair na noite desta quinta-feira (30) (madrugada desta sexta-feira no Brasil) no Texas.

    Avião, um Cessna 421C, caiu às 23h25 (1h25 no horário de Brasília) em Wimberley, a cerca de 64 quilômetros de Austin. A queda aconteceu perto da estrada de Round Rock Road, segundo o canal Fox7.

    Os cinco mortos estavam dentro da aeronave e não tiveram as identidades divulgadas. Os nomes das vítimas só serão informados quando os familiares deles forem notificados, disse o juiz do condado de Hays, Ruben Becerra, em postagem no Facebook.

    Segundo as informações preliminares, o avião estava em alta velocidade quando caiu. Outra aeronave que fazia a mesma rota conseguiu pousar normalmente na cidade de New Braunfels. “Não há indícios de colisão no ar”, informou o juiz.

    A Administração Federal de Aviação foi chamada para periciar o local da queda e investiga o caso. O Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA também acompanha as investigações.

    Queda de avião deixa cinco mortos no Texas

  • Rússia lança número recorde de drones contra a Ucrânia em abril, aponta AFP

    Rússia lança número recorde de drones contra a Ucrânia em abril, aponta AFP

    As negociações entre as partes para pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 estão estagnadas. Nesse contexto, o Exército russo multiplicou os ataques em plena luz do dia, quando até agora os concentrava à noite. A Ucrânia considera isso uma tática para causar o maior número possível de vítimas civis em uma guerra que já causou dezenas de milhares de mortos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia atacou a Ucrânia com um número recorde de drones de longo alcance em abril, segundo uma análise da agência AFP dos dados divulgados pelas forças aéreas ucranianas. Moscou lançou 6.583 drones desse tipo em abril, ou seja, 2% a mais do que em março.

    As negociações entre as partes para pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 estão estagnadas. Nesse contexto, o Exército russo multiplicou os ataques em plena luz do dia, quando até agora os concentrava à noite. A Ucrânia considera isso uma tática para causar o maior número possível de vítimas civis em uma guerra que já causou dezenas de milhares de mortos.

    O número de mísseis lançados por Moscou, 141, também aumentou 2% em comparação com o mês anterior, mas é inferior aos 288 de fevereiro. De acordo com dados da Força Aérea ucraniana, 88% dos drones e mísseis foram interceptados.

    Kiev desenvolveu sua frota de drones desde o início da guerra e se orgulha da eficácia de seus drones interceptadores. Alguns países do Golfo também utilizaram esses dispositivos para neutralizar os drones Shahed lançados pelo Irã em retaliação à recente ofensiva israelo-americana.

    “A nova tática da Rússia de combinar um vasto ataque noturno com um ataque diurno igualmente vasto provavelmente causará um aumento no número de vítimas civis”, estimou o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) em abril.

    O objetivo da Rússia pode ser visar mais “civis e infraestruturas civis, especialmente áreas públicas e abertas, particularmente agora que as temperaturas estão subindo e pode haver mais ucranianos ao ar livre”, acrescenta o centro de estudos americano.

    Para Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodimir Zelenski, esses ataques durante o dia têm como objetivo “aterrorizar os civis” após os bombardeios devastadores de Moscou contra infraestruturas energéticas durante o inverno, que privaram centenas de milhares de residências de água, eletricidade e aquecimento.

    “Há também um aspecto econômico. Os ataques em massa no meio do expediente paralisam em grande parte a atividade”, declarou ele no início de abril.

    A Rússia afirma repetidamente que ataca apenas alvos militares.

    Durante esta sexta, um ataque com drones ucranianos provocou um incêndio no porto russo de Tuapse, no mar Negro, segundo autoridades locais. Os moradores alertaram para o risco de uma catástrofe ambiental e exigiram mais ajuda de Moscou.

    O comandante das forças de drones da Ucrânia confirmou o ataque, o quarto contra Tuapse desde 16 de abril. Ataques anteriores incendiaram uma refinaria de petróleo na cidade pelo menos duas vezes, interrompendo a produção, como parte de uma estratégia ucraniana mais ampla para prejudicar a enorme indústria energética da Rússia, que financia seus esforços de guerra.

    Os ataques lançaram densas nuvens negras sobre a cidade e causaram manchas de óleo ao longo da costa, destruindo as praias do resort da região. Os moradores foram alertados para permanecerem em casa, manterem as janelas fechadas e beberem apenas água engarrafada.

    “Hoje, nestes dias difíceis, estamos superando adversidades e resolvendo problemas importantes juntos. E acredito que teremos sucesso!”, disse o chefe do distrito, Sergei Boiko, em uma mensagem parabenizando os moradores pelo feriado do Dia do Trabalhador.

    Menos de três horas depois, ele publicou um novo alerta de drones, orientando as pessoas a se abrigarem em cômodos sem janelas.

    Ao longo do conflito, a Rússia bombardeou também usinas de energia ucranianas e a rede elétrica. Na última madrugada, um ataque com drones russos danificou a infraestrutura portuária na região de Odessa, no sul da Ucrânia, e feriu duas pessoas, segundo o governador regional.

    Rússia lança número recorde de drones contra a Ucrânia em abril, aponta AFP

  • Agente de viagens mata colega e esconde corpo no local de trabalho

    Agente de viagens mata colega e esconde corpo no local de trabalho

    Suspeito assumiu que matou colega de uma agência de viagens, na França, e revelou que o seu ato foi motivado pelo fato da mulher ter recusado a pagar o salário antecipadamente.

    Um homem de 27 anos é suspeito de ter matado uma colega de trabalho e ter escondido o corpo, durante vários dias, na agência de viagens onde ambos trabalhavam, em Pantin, França. 

    A vítima, nascida em 1969, teria sido dada como desaparecida pelos seus familiares na noite de 23 de abril. Estes indicavam que Yasmine tinha sido vista pela última vez no seu local de trabalho, uma agência de viagens especializada em peregrinações a Meca.

    O colega de trabalho da vítima, e agora confesso autor do crime, teria se mostrado surpreendido com o desaparecimento da colega e chegou mesmo a participar nas investigações para ajudar a descobrir o seu paradeiro.

    O corpo da vítima foi encontrado quatro dias depois, na segunda-feira de manhã, dentro de um saco do lixo escondido debaixo da escada da agência, informou o Ministério Público de Bobigny.

    Yasmine terá morrido asfixiada.

    Entretanto, o suspeito, que foi identificado como Brahim B, “reconheceu os fatos”, justificando que “ela teria lhe recusado um adiantamento do salário”.

    O suspeito foi detido, indiciado por homicídio, e colocado em prisão preventiva.

     

    Agente de viagens mata colega e esconde corpo no local de trabalho

  • Pelo menos cinco pessoas foram esfaqueadas em escola secundária nos EUA

    Pelo menos cinco pessoas foram esfaqueadas em escola secundária nos EUA

    O incidente ocorreu em Tacoma, no estado norte-americano de Washington. Há registro de cinco feridos, incluindo quatro em estado crítico.

    Pelo menos cinco pessoas foram esfaqueadas na Foss High School, em Tacoma, no estado de Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira. Do total de feridos, quatro estão em estado crítico.

    Segundo a Fox 13, o incidente ocorreu durante a tarde desta quinta-feira, e um suspeito já foi detido.

    Ainda não há confirmação se os feridos são estudantes da escola.

    O Corpo de Bombeiros de Tacoma (TFD) informou que foi acionado por volta das 13h40 (horário local), após relatos de um possível ataque com faca.

    Cinco pessoas foram levadas ao hospital após o ocorrido na Foss High School, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

    Ao chegar ao local, as equipes de resgate encontraram cinco vítimas e as encaminharam para hospitais da região.

    Pelo menos cinco pessoas foram esfaqueadas em escola secundária nos EUA

  • Pai salta nos trilhos do trem para salvar o filho bebê; vídeo

    Pai salta nos trilhos do trem para salvar o filho bebê; vídeo

    Um pai saltou para nos trilhos de uma estação de trens em Bhairab, Bangladesh, para salvar o seu filho bebê que caiu entre o trem e a plataforma. Passaram oito carruagens por cima, mas ambos escaparam ilesos.

    Um pai pulou nos trilhos de uma estação de trem para salvar o filho bebê, em Bhairab, em Bangladesh, na última terça-feira, 28 de abril. Apesar do susto, ambos saíram ilesos.

    Segundo a imprensa internacional, o incidente ocorreu na estação de Bhairab, uma cidade no leste do país, localizada a cerca de 50 quilômetros da capital, Daca.

    O jornal local Daily Sun informou que a família viajava de Brahmanbaria para Bhairab a bordo do trem suburbano Titas, que chegou à estação com aproximadamente uma hora e meia de atraso.

    Quando o homem ainda estava desembarcando com o menino no colo, o trem começou a se mover, fazendo com que o bebê caísse no estreito vão entre o trem e a plataforma. O pai, sem hesitar, pulou para os trilhos e protegeu a criança, enquanto oito vagões passavam por cima. Ambos escaparam sem ferimentos graves.

    Falu Mia, um funcionário do trem suburbano Titas, disse que a família tentava sair do trem enquanto ele já estava em movimento e confirmou que o pai reagiu imediatamente, segurando a criança com força e se posicionando contra a parede junto aos trilhos, o que permitiu que ambos sobrevivessem enquanto o trem deixava a estação.

    Enquanto isso acontecia, outros passageiros a bordo ajudaram a mãe da criança a desembarcar em segurança.

    Segundo um vídeo compartilhado nas redes sociais, assim que o trem passou, várias pessoas correram para ajudar o pai e a criança, aplaudindo a atitude do homem.

    Pai salta nos trilhos do trem para salvar o filho bebê; vídeo

  • "Hora de dizer adeus": Jeffrey Epstein teria deixado nota antes de morrer

    "Hora de dizer adeus": Jeffrey Epstein teria deixado nota antes de morrer

    Jeffrey Epstein, acusado de dezenas de crimes sexuais, teria escrito uma nota antes da sua morte em 2019. O documento, que permanece sob sigilo, foi encontrado por um ex-companheiro de cela.

    O criminoso sexual Jeffrey Epstein teria escrito uma carta antes de tirar a própria vida, em 2019, enquanto estava detido em uma prisão federal em Nova York, nos Estados Unidos. Segundo o The New York Times, o documento não foi divulgado e permanece sob sigilo por ordem da Justiça norte-americana.

    A carta foi encontrada por seu ex-companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, e não foi incluída nos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

    De acordo com o jornal, Tartaglione — um ex-policial que cumpre prisão perpétua por homicídio — encontrou a carta após Epstein ter sido transferido para outra cela, em julho de 2019. O documento estava escondido dentro de uma revista em quadrinhos, deixada para trás pelo criminoso sexual.

    “Abri o livro para ler e lá estava”, disse o homem, descrevendo o momento em que encontrou um pedaço de papel amarelo arrancado de um bloco de notas.

    Na carta, Epstein teria mantido sua inocência apesar das investigações em curso. Segundo o ex-policial, o milionário escreveu que foi investigado por meses, mas as autoridades “não encontraram nada”.

    Ainda de acordo com Tartaglione, Epstein escreveu: “O que querem que eu faça? Que comece a chorar? Hora de dizer adeus”.

    Acredita-se que o suposto bilhete tenha sido escrito por volta da época de um incidente em julho de 2019, quando Epstein foi encontrado com marcas no pescoço. Na ocasião, ele acusou Tartaglione de tê-lo atacado, informou o The New York Times.

    Tartaglione sempre negou as acusações, e alguns relatos sugeriram que as marcas poderiam estar ligadas a uma possível tentativa de suicídio semanas após a detenção de Epstein.

    O ex-policial afirmou que entregou a carta de Epstein ao seu advogado, como precaução caso o milionário voltasse a acusá-lo de agressão.

    “Meus advogados, na época, queriam ter certeza de que eu não a tinha escrito”, disse Tartaglione, acrescentando que especialistas em caligrafia examinaram o documento.

    A nota foi posteriormente apresentada a um tribunal federal e passou a fazer parte do processo judicial de Tartaglione. Um juiz determinou o seu sigilo, e ela permanece confidencial desde então.

    Jeffrey Epstein, vale lembrar, foi encontrado morto em sua cela em uma prisão federal em Nova York, com um lençol amarrado ao pescoço, em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual.

    "Hora de dizer adeus": Jeffrey Epstein teria deixado nota antes de morrer

  • EUA tentam formar coalizão internacional para reabrir estreito de Hormuz

    EUA tentam formar coalizão internacional para reabrir estreito de Hormuz

    Governo Trump, porém, enfrenta dificuldades; aliados indicam que só participariam após fim das hostilidades. Canal permanece fechado há dois meses e bloqueia um quinto do petróleo mundial

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Após uma nova disparada dos preços do petróleo e o aumento do risco de interrupções prolongadas no fornecimento mundial da commodity, os Estados Unidos tentam novamente formar uma coalizão internacional com o objetivo de reabrir o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de energia do mundo. A informação consta de um documento do Departamento de Estado obtido pela agência Reuters.

    Dois meses após o início da guerra contra o Irã, permanece fechado o estreito por onde passava um quinto do petróleo comercializado no mundo. O impacto nos mercados globais é significativo. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo Brent, referência mundial, mais do que dobrou, fato que pressiona a inflação e aumenta os preços dos combustíveis em vários países do mundo.

    Nesse contexto, o presidente Donald Trump deverá receber relatório sobre possíveis novos ataques contra o Irã, no que seriam tentativas de pressionar o regime a adotar posição mais flexível nas negociações. O plano foi preparado pelo Comando Central dos EUA e prevê uma onda de ataques “curta e poderosa”, provavelmente incluindo alvos de infraestrutura, de acordo com o site Axios.

    Entre os planos em discussão está a possibilidade de as forças americanas assumirem o controle de parte do estreito de Hormuz para garantir a passagem de navios comerciais. Essa operação poderia envolver, inclusive, tropas terrestres. Paralelamente, o Departamento de Estado americano propõe a criação de uma coalizão chamada Construção da Liberdade Marítima voltada a assegurar a navegação na região e estabelecer uma nova arquitetura de segurança marítima no pós-conflito.

    Países como França e Reino Unido já discutiram a possibilidade de participar da iniciativa, mas indicaram que só estariam dispostos a atuar após o fim das hostilidades. A tarefa para o governo americano, aliás, não será fácil. Nos últimos dias, Trump vem criticando países aliados dos EUA devido à falta de apoio incisivo na guerra contra o Irã -Paris e Londres, por exemplo, manifestaram-se de forma contrária aos ataques americanos e descartaram operações para desbloquear o estreito durante a guerra.

    Os EUA não divulgaram detalhes da coalizão marítima. Segundo a agência AFP, porém, Trump planeja manter o bloqueio naval contra portos iranianos por vários meses para pressionar a economia de Teerã.

    E como tem sido praxe durante o conflito, o líder republicano voltou a provocar o regime do Irã. Nas redes, o líder republicano republicou uma imagem do Estreito de Ormuz renomeado para “Estreito de Trump”.

    Ao mesmo tempo, o regime iraniano alerta para uma possível “ação militar sem precedentes” caso o bloqueio americano a embarcações ligadas ao país continue. Na quarta-feira (29), com as tensões altas, o barril do Brent ultrapassou os US$ 112 e atingiu o maior valor em três semanas.

    Nos bastidores, ainda segundo a Reuters, o Paquistão tenta mediar uma saída negociada que evite nova escalada. Segundo uma autoridade paquistanesa mencionada pela agência, as partes continuam trocando mensagens sobre um possível acordo. O Irã propôs adiar as discussões sobre seu programa nuclear até o fim do conflito e a normalização da navegação. A proposta, entretanto, por ora é rejeitada por Trump, que insiste em tratar do enriquecimento do urânio iraniano desde o início das negociações.

    Teerã diz que busca o reconhecimento do direito de enriquecer urânio para fins civis e afirma que seu programa tem objetivos pacíficos. O país possui atualmente cerca de 440 km de urânio enriquecido a 60%, nível próximo ao necessário para armamento nuclear.

    Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, o impasse continua. O Irã mantém o bloqueio do estreito em resposta a uma ação naval americana que restringe suas exportações de petróleo.

    E o custo da guerra também cresce. Segundo o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, os gastos militares dos EUA já somam US$ 25 bilhões (R$ 125 bilhões), o que representa 13% de quase tudo o que Washington destinou a Kiev desde o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

    Ainda nesta quarta, o regime do Irã disse que qualquer ataque dos EUA contra o país levará a “ataques longos e dolorosos” contra posições americanas na região. “Vimos o que aconteceu com suas bases regionais, veremos o mesmo acontecer com seus navios de guerra”, afirmou o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, Majid Mousavi, segundo a agência Student News Network.

    Já o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, escreveu em mensagem que os EUA sofreram uma derrota vergonhosa na guerra.

    EUA tentam formar coalizão internacional para reabrir estreito de Hormuz

  • Prefeita pop de Gênova desponta como adversária de Meloni

    Prefeita pop de Gênova desponta como adversária de Meloni

    Ex-lançadora de martelo, Silvia Salis competiu nas Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012. Uma de suas primeiras medidas como prefeita foi emitir certidões de nascimento para crianças com duas mães

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – Ela é mãe, católica, loira, jovem e tem boa capacidade de comunicação com os eleitores. No passado, essas palavras foram usadas para descrever Giorgia Meloni em sua trajetória política. Agora, os mesmos termos têm sido associados a Silvia Salis, prefeita de Gênova. Mas as semelhanças entre ela e a primeira-ministra italiana param por aí.

    Eleita em maio de 2025 para administrar a importante cidade portuária do norte da Itália, Salis, 40, vem sendo chamada de “anti-Meloni”. Ela é de centro-esquerda e chegou ao cargo apoiada pelos principais partidos que fazem oposição ao governo.

    Sua figura ganhou projeção nacional depois que a conservadora Meloni, 49, perdeu o referendo constitucional do fim de março. A primeira-ministra se empenhou pessoalmente na campanha pelo “sim”, mas a reforma ligada ao sistema judiciário foi rejeitada por 53% dos eleitores.

    Desde então, os preparativos para as eleições legislativas de 2027 se intensificaram. Ajustes vêm sendo feitos internamente pelos partidos de direita que formam a coalizão no poder, e Meloni tenta manter seu Irmãos da Itália em primeiro lugar nas intenções de voto, como é hoje.

    Já a oposição viu no resultado do referendo um sinal de insatisfação popular contra o governo, uma oportunidade para derrotá-lo nas urnas. Entre as legendas de centro-esquerda, abriu-se um debate sobre como definir o candidato mais competitivo. Os holofotes encontraram Salis.

    No início de abril, seu nome ganhou ainda mais destaque depois de uma entrevista à Bloomberg, na qual disse que levaria em consideração um eventual convite para representar a oposição unida na disputa do ano que vem.

    Dias depois, publicou nas redes sociais fotos suas no palco de uma apresentação da DJ belga Charlotte de Witte em uma praça de Gênova. Em um mês, Salis ganhou mais de 200 mil seguidores no Instagram.

    Com 558 mil, ela tem mais seguidores do que os prefeitos de Roma, Milão e Nápoles juntos. Nesta semana, está na capa da edição italiana da revista Vanity Fair.

    Salis foi eleita prefeita de Gênova, onde nasceu, como outsider da política. Ela não é filiada a um partido, o que contribuiu para unir uma ampla coalizão em torno do seu nome. Filha de um ex-operário e uma ex-funcionária da prefeitura, é casada com um diretor de cinema e tem um filho pequeno.

    Sua carreira foi no esporte. Na adolescência começou a praticar atletismo e se especializou no lançamento de martelo. Ganhou medalhas nacionais, competiu fora da Itália e participou das Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012, sem bons resultados.

    Deixou as competições após uma lesão e passou a atuar como dirigente esportiva. Em 2016, foi eleita para um cargo na federação de atletismo e passou a fazer parte do Comitê Olímpico Nacional Italiano, do qual se tornou vice-presidente em 2021.

    Há dois anos, chamou a atenção fora do mundo esportivo ao ser convidada para um evento organizado pelo ex-premiê Matteo Renzi, famoso por seu bom faro político. “Sempre fui apaixonada por política, sou formada em ciência política. E rapidamente me senti confortável na política esportiva”, disse Salis no evento.

    Cerca de um ano depois, foi a mais votada em Gênova, com uma campanha centrada no combate à desigualdade e na atenção aos bairros periféricos.

    “Foi um percurso construído, não improvisado, aproveitando que as forças de centro-esquerda havia muito tempo que não conseguiam apresentar um rosto novo”, diz à Folha Mara Morini, professora de ciência política da Universidade de Gênova. “Ela chegou ao lugar certo na hora certa. É mulher, jovem, com grande capacidade oratória e carismática.”

    Uma das primeiras medidas como prefeita foi emitir certidões de nascimento para crianças com duas mães. Em 2023, o governo Meloni contestou o registro com genitores do mesmo sexo, forçando as famílias a uma batalha burocrática. Em 2025, a Justiça considerou o veto ilegítimo.

    Prestes a completar um ano na administração da cidade, Salis enfrenta dificuldades na reorganização financeira da empresa de transporte público, que fechou 2024 com € 280 milhões em dívidas.

    Analistas dizem que é cedo para avaliar seu desempenho. “Ela tem dossiês difíceis, e vamos ver como conseguirá resolvê-los. Disso vamos entender efetivamente a qualidade e a eficácia das suas políticas públicas”, diz Morini.

    Enquanto os partidos discutem quem vai enfrentar Meloni, pesquisas mostram que Elly Schlein, líder do Partido Democrático (PD), é a preferida dos eleitores de centro-esquerda. Segundo o instituto YouTrend, ela é apontada por 41%, ante 25% de Salis. Outro no páreo é o ex-premiê Giuseppe Conte (Movimento 5 Estrelas), com 26% das preferências.

    Diante de divisões no “campo largo”, como é chamada a possível união da oposição, resta saber se Salis vai encarar o desafio.

    “Vamos ver a capacidade de Salis de avaliar se é melhor continuar em Gênova para evitar ser queimada em nível nacional ou aproveitar a chance de se apresentar como alternativa ao governo Meloni”, diz a professora Morini.

    Prefeita pop de Gênova desponta como adversária de Meloni

  • Presidente dos EUA republica mapa que renomeia Hormuz para 'estreito de Trump'

    Presidente dos EUA republica mapa que renomeia Hormuz para 'estreito de Trump'

    Imagem compartilhada na Truth Social mostra navios americanos navegando pelo canal. Passagem importante para o comércio de petróleo está bloqueada devido ao conflito entre Washington e Teerã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou numa rede social uma imagem que mostra o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de energia do mundo, com o nome “estreito de Trump”.

    A imagem, compartilhada pelo líder republicado na plataforma Truth Social, é um mapa da região e retrata vários navios com a bandeira dos EUA navegando pelo canal. Atualmente, o estreito por onde passava antes da guerra cerca de um quinto do petróleo comercializado em todo o mundo está bloqueado devido ao conflito de Washington com o Irã, a despeito da entrada em vigor de um cessar-fogo.

    Diante do impasse no conflito e do aumento dos preços na energia global, os EUA tentam formar uma coalizão internacional com o objetivo de reabrir o estreito. Aliados de Washington, incluindo França e Reino Unido, já discutiram a possibilidade de participar da iniciativa, mas indicaram que só estariam dispostos a atuar após o fim das hostilidades.

    A coalizão deverá se chamar Construção da Liberdade Marítima. Os EUA não divulgaram mais detalhes sobre a iniciativa. Segundo a agência de notícias AFP, porém, Trump planeja manter o bloqueio naval contra portos iranianos por vários meses para pressionar a economia de Teerã.

    Já o regime iraniano disse que qualquer ataque dos EUA contra o país levará a “ataques longos e dolorosos” contra posições americanas na região. E o líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, escreveu em mensagem divulgada nesta quinta que os EUA sofreram uma derrota vergonhosa na guerra.

    Presidente dos EUA republica mapa que renomeia Hormuz para 'estreito de Trump'

  • Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

    Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

    Desde 2022, país ganhou 58 posições no levantamento global. Em relação ao ano de 2025, o Brasil cresceu 11 posições

    O Brasil chegou à 52ª colocação no último ranking que avalia a liberdade de imprensa no mundo. Com o resultado, o país cresceu 58 posições desde 2022 e ultrapassou, pela primeira vez, os Estados Unidos, que ocupa a posição 64.

    O levantamento foi divulgado, na quinta (30), pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF). 

    Em relação ao ano de 2025, o Brasil cresceu 11 posições. Na América do Sul, ficou atrás apenas do Uruguai, que está na 48ª colocação. Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, no entanto, o caso de melhora brasileiro é uma das exceções no mundo. 

    “Trata-se de um avanço muito expressivo em um contexto em que a maioria dos países tem vivido um cenário de deterioração”, considerou o diretor da ONG para América Latina, o jornalista brasileiro Artur Romeu. 

    Para ele, o Brasil é um ponto fora da curva com evolução depois dos momentos de tensão durante o governo de Jair Bolsonaro, quando havia ataques diários contra jornalistas. “Um dos marcadores é um cenário de volta à normalidade, a uma relação institucional dentro de um ambiente democrático entre um governo e a imprensa”, afirmou Romeu.

    Outro motivo de evolução brasileira foi não ter jornalistas assassinados no país, desde a morte de Dom Philips, em 2022, na Amazônia. Entre 2010 e 2022, foram 35 jornalistas assassinados no Brasil. Além disso, o país tem estruturado ações de proteção ao trabalho jornalístico.

    “O Brasil tem observado uma agenda da regulação das plataformas, de inteligência artificial, da defesa da integridade da informação e do enfrentamento à desinformação.”

    Outras medidas pontuais citadas pelo diretor na entidade foi a criação de um Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas e a adoção de um protocolo de investigação de crimes cometidos contra a imprensa. No entanto, Artur Romeu contextualiza que o crescimento do Brasil tem também relação com a degradação da situação em outras nações. 

    Parâmetro negativo

    A pontuação do Brasil subiu em torno de 11 pontos. Por outro lado, os Estados Unidos têm se tornado um parâmetro negativo, já que também encorajaram outros governos mais alinhados aos Estados Unidos a adotarem e reproduzirem práticas semelhantes. “Os efeitos disso vêm sendo constatados também na Argentina, do presidente Javier Milei. O país caiu já 69 posições desde 2022 para cá”.

    No caso dos Estados Unidos, segundo avalia o diretor da ONG, é que o governo opera para instrumentalizar uma visão deturpada de liberdade de expressão ao atacar a imprensa. “A gente vê, em vários desses países, uma lógica de hostilidade sistêmica ao trabalho da imprensa, que capitaliza ganhos eleitorais ao alimentar uma lógica de polarização política”.

    Pressões

    As ameaças não chegam apenas de representantes eleitos. Há, ainda como exemplo, a instrumentalização da Justiça para intimidar jornalistas e a imprensa. A imprensa brasileira também seria alvo de processos judiciais abusivos.

    “Há um cenário de criminalização do jornalismo, que é quando através de legislações são usadas para calar a imprensa.”

    Artur Romeu explica que, nos últimos quatro anos, quatro dos cinco indicadores do Brasil subiram. Apenas um caiu. Foi o que mede questões como a percepção de confiança da sociedade à imprensa, o volume e intensidade de campanhas de ódio contra jornalistas, a pluralidade de opiniões refletidas na imprensa e a percepção sobre autocensura de jornalistas.

    Pelo mundo

    “Pela primeira vez na história do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, mais da metade dos países do mundo se encontra em uma situação difícil ou grave”, apontou o relatório.

    Nos 25 anos em que é feito o ranking, a pontuação média de todos os países do mundo nunca foi tão baixa. A situação dos Estados Unidos, por exemplo, é observada no relatório em função de que o presidente Donald Trump transformou os ataques aos jornalistas, na avaliação dos pesquisadores, uma prática sistemática. Isso fez com que houvesse uma queda de sete posições neste ano.

    De acordo com o relatório, o jornalismo nas Américas apresenta tendência de autoridades que agravam as pressões por caminhos como “retórica hostil”, “restrições jurídicas e

    administrativas”, “acesso limitado à informação pública” e “instrumentalização dos sistemas jurídicos”. 

    No caso dos Estados Unidos, há ainda a prática de cortes orçamentários em emissoras públicas, interferências políticas na propriedade dos meios de comunicação e investigações com motivação política contra jornalistas e veículos de imprensa. 

    “Desde seu retorno ao poder, os jornalistas também passaram a ser alvo durante manifestações, o que reflete uma deterioração mais ampla que constitui uma das crises mais graves para a liberdade de imprensa na história moderna dos Estados Unidos”, ressalta o relatório.

    A Argentina, sob o governo de Javier Milei, também teve queda na situação de liberdade de imprensa. Chegou à 98ª posição após cair 11 posições. Já há uma perda de 69 posições desde 2022.

    Ainda nas Américas, o Equador teve a maior queda na região (com 31 posições), por causa do avanço do crime organizado que matou três jornalistas no último ano. O Peru (144ª), que teve quatro jornalistas assassinados no ano passado, perdeu 14 posições no ranking este ano. Isso significou queda de 67 posições desde 2022.

    Na América Central, El Salvador (na posição 143ª) manteve sua tendência de queda, com perda de 74 posições desde a chegada, em 2019, do presidente Nayib Bukele ao poder. 

    Na América do Norte, o México (122ª) é o país da região com uma das piores pontuações do indicador de segurança, perdendo apenas para a Nicarágua (172ª). Na lanterna da região, seguem países como Nicarágua (172ª), Cuba (165ª) e Venezuela (160ª), onde a liberdade de imprensa permanece em seu nível mais baixo. As piores posições globais são do Irã, China, Coreia do Norte e Eritreia, segundo o relatório.

    A melhor posição das Américas é a do Canadá (em 20º). Os 19 primeiros são todos europeus. O ranking é liderado pela Noruega, seguido da Holanda e da Estônia.

    Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa