Categoria: MUNDO

  • Hungria pede à UE suspender sanções ao petróleo russo como os EUA

    Hungria pede à UE suspender sanções ao petróleo russo como os EUA

    Hungria pressiona União Europeia a suspender sanções ao petróleo russo após decisão dos Estados Unidos de liberar temporariamente vendas já em trânsito. Medida ocorre em meio à disparada do preço do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio e pelo fechamento do estreito de Ormuz

    A Hungria pediu nesta sexta-feira (13) que a União Europeia siga o exemplo dos Estados Unidos e suspenda temporariamente as sanções ao petróleo russo que já está em trânsito, como forma de conter a alta nos preços da energia.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, a Europa deveria adotar medidas semelhantes às tomadas por Washington. Ele defendeu que as restrições ao petróleo russo sejam suspensas e que os combustíveis do país voltem a circular no mercado europeu.

    O governo húngaro, liderado pelo ultranacionalista Viktor Orbán, é um dos mais dependentes do petróleo russo dentro da União Europeia e mantém posição próxima de Moscou. Budapeste também tem se distanciado das decisões do bloco em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, criticando sanções contra o Kremlin e medidas de apoio a Kiev.

    Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma autorização temporária para a venda de petróleo russo armazenado em navios. A medida foi adotada após a disparada nos preços da commodity desde o início da guerra envolvendo o Irã.

    O Departamento do Tesouro norte-americano concedeu uma licença que permite, por um período de um mês, a comercialização de petróleo bruto e derivados russos carregados em embarcações antes da última quinta-feira.

    De acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a decisão não deve gerar benefícios financeiros significativos para o governo russo.

    A medida foi comentada por Kirill Dmitriev, enviado do presidente russo Vladimir Putin para assuntos econômicos. Ele afirmou que o petróleo russo é fundamental para manter o equilíbrio do mercado energético global.

    No início da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia indicado que poderia suspender algumas sanções relacionadas ao petróleo russo para ajudar a reduzir os preços internacionais, após uma conversa telefônica com Putin.

    Szijjarto afirmou que a decisão de Washington tende a ampliar a oferta de petróleo no mercado mundial, contribuindo para frear a escalada dos preços. Segundo ele, no entanto, esse efeito não será percebido na Europa enquanto o bloco mantiver as sanções.

    O ministro também criticou a postura da União Europeia, acusando o bloco de tomar decisões alinhadas aos interesses da Ucrânia. Ele afirmou que a Hungria defenderá suas próprias prioridades e não permitirá que ações do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky provoquem aumento no preço da energia.

    Budapeste acusa Kiev de bloquear o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, rota tradicional de abastecimento da região. Parte da infraestrutura foi danificada durante ataques russos no conflito.

    O governo de Viktor Orbán também vetou recentemente um empréstimo de 90 bilhões de euros destinado à Ucrânia. A justificativa foi a interrupção do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que afetou Hungria e Eslováquia.

    Nos últimos dias, o preço do petróleo ultrapassou a marca de 100 dólares por barril, pressionado pela escalada da guerra no Oriente Médio. O cenário reacendeu temores de uma nova crise econômica global.

    Diversos países que dependem do petróleo exportado pelos produtores do Golfo Pérsico enfrentam dificuldades adicionais, já que o tráfego de navios pelo estreito de Ormuz foi praticamente interrompido.

    O conflito na região teve início após ataques em larga escala lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã passou a atacar países vizinhos e petroleiros que transitam pela região estratégica do Golfo.

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  • Avião militar dos EUA cai na guerra contra o Irã; grupo assume ataque

    Avião militar dos EUA cai na guerra contra o Irã; grupo assume ataque

    Autoridades iranianas afirmam que aeronave de reabastecimento foi atingida por grupos armados e que seis tripulantes morreram. Pentágono diz que queda do KC-135 não foi causada por fogo inimigo e que investiga o incidente

    O Irã afirmou nesta sexta-feira que um avião de reabastecimento dos Estados Unidos que caiu no oeste do Iraque teria sido atingido por um míssil disparado por grupos armados iraquianos, o que teria causado a morte dos seis tripulantes a bordo.

    Segundo informações divulgadas por agências de notícias iranianas, o porta-voz do Comando de Operações Unificadas do Irã, Khatam al-Anbiya, declarou que a aeronave foi “atingida por um míssil disparado por grupos de resistência no oeste do Iraque”.

    Posteriormente, a Guarda Revolucionária iraniana divulgou um comunicado afirmando que o ataque ocorrido na quinta-feira aconteceu enquanto o avião realizava uma operação de reabastecimento de um caça norte-americano.

    Horas antes, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) havia informado que um avião de reabastecimento caiu no oeste do Iraque, mas declarou que a perda do KC-135 “não foi causada por fogo inimigo ou amigo”.

    “As operações de resgate estão em andamento”, informou o Centcom em comunicado. O comando também afirmou que outra aeronave envolvida no incidente conseguiu pousar em segurança.

    Segundo os militares norte-americanos, o acidente ocorreu em “espaço aéreo aliado durante a Operação Epic Fury”, ofensiva em que Estados Unidos e Israel realizam ataques contra o Irã.

    O Centcom não divulgou detalhes sobre o número de pessoas a bordo nem sobre o estado de saúde dos tripulantes no momento do comunicado.

    “Mais informações serão divulgadas à medida que os desdobramentos ocorrerem”, afirmou o comando, pedindo paciência enquanto reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares envolvidos.

    A perda do KC-135 representa o quarto acidente aéreo envolvendo aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irã. Antes disso, três caças F-15 foram abatidos por fogo amigo do Kuwait.

    O Boeing KC-135 Stratotanker tem cerca de 41,5 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura. Equipado com quatro motores, o avião pode transportar mais de 38 toneladas de carga útil, dependendo da configuração.

    Sobre o andamento do conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que a guerra contra o Irã está “avançando rapidamente”, reiterando uma visão otimista sobre o desenvolvimento do conflito, embora ainda não tenha apresentado um prazo para o fim das operações.

    Durante um evento na Casa Branca em comemoração ao Mês da História das Mulheres, do qual participou ao lado da primeira-dama Melania Trump, o republicano afirmou que “o que precisa ser feito está sendo feito” para alcançar os objetivos dos Estados Unidos na região.

    Em declarações anteriores, Trump também afirmou que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra e a interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz podem gerar “muito dinheiro” para os Estados Unidos, atualmente o maior produtor de petróleo do mundo.
     
     

     

    Avião militar dos EUA cai na guerra contra o Irã; grupo assume ataque

  • Soldado francês morre em ataque no Iraque durante guerra no Oriente Médio

    Soldado francês morre em ataque no Iraque durante guerra no Oriente Médio

    Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos, morreu após um ataque com drones na região de Erbil. É a primeira morte de um militar francês e também de um soldado europeu desde o início do conflito.

    Um soldado francês morreu durante um ataque na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, informou o presidente da França, Emmanuel Macron, na noite de quinta-feira. Esta é a primeira morte registrada entre militares franceses desde o início da guerra no Oriente Médio e também o primeiro caso de um soldado de um país europeu morto no conflito.

    “O suboficial Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos de Varces, morreu pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque”, escreveu Macron nas redes sociais. O presidente também confirmou que outros militares franceses ficaram feridos na ação.

    A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, após ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, o conflito se expandiu para vários países da região.

    De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, sete soldados americanos já morreram desde o início da guerra, em ataques ocorridos no Kuwait e na Arábia Saudita.

    Segundo autoridades francesas, o ataque ocorrido em Erbil teve como alvo forças envolvidas em operações de combate ao terrorismo.

    Militares de vários países participam atualmente de uma coalizão internacional liderada por Washington para enfrentar grupos extremistas na região. Nesse contexto, tropas francesas e italianas estão no Curdistão iraquiano para treinar forças de segurança locais.

    Em sua declaração, Macron afirmou que a guerra envolvendo o Irã não justifica ataques contra militares franceses. “A guerra no Irã não justifica tais ataques”, disse o presidente.

    Um grupo armado iraquiano chamado Ashab al-Kahf afirmou nesta sexta-feira, em um canal no Telegram, que passou a atacar interesses franceses na região após o envio do porta-aviões francês Charles de Gaulle para o Golfo.

    “Após a chegada do porta-aviões francês à área de operações do Comando Central dos EUA e sua participação em operações, anunciamos que, a partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região serão alvos”, declarou o grupo, considerado próximo ao Irã.

    O Ashab al-Kahf também pediu que forças de segurança mantenham uma distância de pelo menos 500 metros de uma base militar em Kirkuk, no norte do Iraque, onde o grupo afirma que há presença de militares franceses.

    Apesar da ameaça, o grupo não assumiu explicitamente a autoria do ataque que matou o soldado francês.

    O Estado-Maior das Forças Armadas da França havia informado anteriormente que vários militares ficaram feridos em um ataque com drone na região de Erbil.

    Macron não confirmou se Arnaud Frion estava entre os soldados feridos nesse ataque específico.

    Segundo o comando militar francês, os soldados atingidos participavam de atividades de treinamento antiterrorista ao lado de forças iraquianas.

    O governador de Erbil informou que o ataque envolveu dois drones e ocorreu em uma base militar em Mala Qara, localizada a cerca de 40 quilômetros ao sudoeste da cidade.

    Desde o início da guerra no Oriente Médio, a região autônoma do Curdistão iraquiano e a cidade de Erbil têm sido alvo frequente de ataques atribuídos a grupos armados pró-Irã. A maioria dessas ofensivas, no entanto, foi interceptada pelos sistemas de defesa aérea.

    Nos últimos dias, Emmanuel Macron tem destacado que a participação da França no conflito tem caráter principalmente defensivo.

    Soldado francês morre em ataque no Iraque durante guerra no Oriente Médio

  • Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

    Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

    Após rumores sobre a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, agência ligada à Guarda Revolucionária afirmou que a informação é falsa. O caso ocorre em meio à guerra após os ataques de EUA e Israel que mataram o líder supremo do Irã

    A esposa do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está viva, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pela agência iraniana Fars News. O veículo, ligado à Guarda Revolucionária iraniana, afirmou que as notícias que apontavam a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh são falsas.

    Nos últimos dias, diferentes veículos de comunicação no país haviam divulgado informações contraditórias sobre o estado de saúde da viúva do aiatolá. O canal estatal iraniano Two chegou a noticiar, em 2 de março, que ela teria sido morta dentro de casa.

    A agência Tasnim também havia informado que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh teria sido declarada mártir após morrer em consequência de ferimentos provocados por ataques aéreos. Outros meios chegaram a afirmar que a mulher, de 78 anos, estaria em coma.

    Segundo relatos divulgados na imprensa iraniana, a filha, o neto e o genro de Khamenei morreram no ataque realizado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que também matou o líder supremo iraniano. Após a morte de Ali Khamenei, o cargo foi assumido por seu filho, Mojtaba Khamenei.

    O novo líder supremo, de 56 anos, também teria ficado ferido durante os ataques e ainda não apareceu publicamente desde então. Em sua primeira mensagem após assumir o cargo, Mojtaba Khamenei defendeu a manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz.

    A declaração veio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o impacto da guerra sobre o preço do petróleo era secundário diante da necessidade de enfrentar o Irã.

    “A alavanca do bloqueio de Ormuz deve ser absolutamente utilizada”, afirmou Mojtaba Khamenei em um discurso transmitido pela televisão estatal iraniana, segundo a agência France-Presse (AFP).

    O novo líder também prometeu vingança pelas mortes causadas pelo conflito iniciado após os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

    “Uma parte limitada dessa vingança já foi realizada, mas enquanto ela não for completada, continuará sendo uma de nossas prioridades”, declarou.

    Mojtaba Khamenei também pediu que países da região encerrem bases militares dos Estados Unidos em seus territórios e agradeceu o apoio dos chamados “combatentes do Eixo da Resistência” no Iêmen, no Líbano e no Iraque.

    Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis já morreram no Irã, além de vários ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas iranianas.

    Em resposta aos ataques, que foram justificados por Washington e Tel Aviv como parte da tentativa de impedir o avanço do programa nuclear iraniano, o governo de Teerã restringiu o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

    O país também lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Além disso, incidentes envolvendo projéteis iranianos também foram registrados em países como Chipre, Turquia e Azerbaijão.
     

     
     

    Mulher de Ali Khamenei está viva, diz agência ligada ao regime iraniano

  • Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

    Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

    René Redzepi, dono do restaurante eleito cinco vezes o melhor do mundo, renunciou após relatos de ex-funcionários sobre agressões físicas, humilhações e ambiente abusivo na cozinha ao longo de vários anos

    René Redzepi, chef do Noma, restaurante que já foi eleito cinco vezes o melhor do mundo, deixou o cargo após novas denúncias de que teria agredido física e verbalmente funcionários ao longo de vários anos. Ao anunciar sua saída, o cozinheiro afirmou que está assumindo a responsabilidade por comportamentos do passado.

    A decisão foi divulgada na quarta-feira, 11 de março, depois que relatos sobre episódios de violência vieram à tona. As denúncias começaram a circular nas redes sociais e posteriormente foram investigadas pelo jornal The New York Times, que afirma ter conversado com cerca de 35 ex-funcionários do restaurante em Copenhague, na Dinamarca.

    Segundo esses relatos, entre 2009 e 2017 Redzepi teria agredido membros da equipe, dando socos em funcionários, espetando colegas com utensílios de cozinha e até empurrando trabalhadores contra paredes.

    Um dos episódios citados teria ocorrido em fevereiro de 2014. De acordo com ex-funcionários, o chef teria ordenado que toda a equipe saísse do restaurante e o seguisse até a rua, mesmo com temperaturas abaixo de zero.

    No local, cerca de 40 cozinheiros formaram um círculo, deixando no centro apenas Redzepi e outro chef da equipe. Os funcionários disseram que presenciaram o dono do restaurante repreendendo o colega diante de todos, em um episódio descrito como humilhação pública.

    Segundo os relatos, em determinado momento Redzepi teria partido para agressão física, dando um soco no estômago do cozinheiro e gritando que ninguém voltaria para dentro do restaurante até que o funcionário admitisse que gostava de fazer sexo oral em DJs.

    O grupo teria permanecido em silêncio até que o cozinheiro cedeu à exigência. Em seguida, todos retornaram à cozinha para continuar o trabalho.

    “Ir trabalhar era como ir para a guerra”, afirmou Alessia, uma das cozinheiras presentes na cena e que atualmente trabalha em um restaurante em Londres. “Você precisava se forçar a ser forte e não demonstrar medo.”

    Outra chef, que pediu anonimato, contou que em 2013, durante seu período no Noma, não conseguia parar de trabalhar tempo suficiente sequer para se alimentar. Segundo ela, perdeu quase 20 quilos apenas no primeiro ano.

    A cozinheira também relatou um episódio em que foi agredida após usar o celular durante o serviço, algo que era proibido. Ela disse que pegou o aparelho apenas para diminuir o volume da música na sala de jantar, após um cliente reclamar.

    Segundo o depoimento, Redzepi não ouviu a explicação e teria lhe dado um soco nas costelas com tanta força que ela caiu contra uma bancada de metal e acabou se cortando no quadril.

    A chef afirmou que ficou caída no chão, sangrando e chorando. Depois conseguiu se levantar sozinha e foi até o vestiário. Segundo ela, quando alguém finalmente apareceu para ajudá-la, foi apenas para perguntar se estava em condições de continuar trabalhando.

    Após a repercussão das denúncias, Redzepi anunciou que deixaria o cargo no Noma, restaurante que cofundou em 2003 e que ajudou a transformar a gastronomia contemporânea. O chef chegou a ser considerado um dos nomes mais influentes da alta cozinha mundial.

    Em uma publicação nas redes sociais, Redzepi comentou as acusações. “As últimas semanas trouxeram foco a conversas importantes sobre o nosso restaurante, sobre a indústria e sobre a minha liderança no passado”, escreveu.

    Ele afirmou também que vem tentando mudar sua forma de liderar. “Eu trabalhei para me tornar um líder melhor e o Noma deu passos enormes para transformar sua cultura ao longo dos anos. Reconheço que essas mudanças não apagam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente. Eu assumo total responsabilidade pelas minhas ações.”

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    Notícias ao Minuto© @reneredzepinoma/Instagram  

    Notícias ao Minuto© @reneredzepinoma/Instagram  

    Não é a primeira vez que o chef pede desculpas publicamente. Em 2008, ele já havia sido gravado gritando com cozinheiros durante as filmagens de um documentário.

    Em 2015, Redzepi publicou um ensaio no qual admitiu ter sido uma “besta” com sua equipe e reconheceu episódios de bullying no ambiente de trabalho.

    Mais tarde, em 2022, em entrevista ao jornal The Times, afirmou que se arrependia de seu comportamento, embora tenha dito que “nunca bateu em ninguém”, mas que “provavelmente foi contra” algumas pessoas.

    Em comunicado enviado ao The Times, Redzepi afirmou: “Embora eu não reconheça todos os detalhes dessas histórias, consigo ver o suficiente do meu comportamento passado refletido nelas para entender que minhas ações foram prejudiciais para pessoas que trabalharam comigo.”

    Ele acrescentou: “Para aqueles que sofreram sob minha liderança, por causa de minhas más decisões ou da minha raiva, eu estou profundamente arrependido e tenho trabalhado para mudar.”

    O chef também afirmou que já havia se afastado da gestão diária do restaurante há alguns anos e que passou a fazer terapia para aprender formas melhores de lidar com a raiva.

    O Noma, que atualmente possui três estrelas Michelin, é considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia mundial.
     
     

     

    Um dos melhores chefs do mundo deixa Noma após denúncias de abusos

  • Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

    Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

    Presidente dos Estados Unidos fez novas declarações duras contra Teerã nas redes sociais e afirmou que forças militares iranianas estão sendo destruídas. A tensão cresce no Oriente Médio com novos ataques e troca de ameaças entre os países

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma nova ameaça ao Irã nesta quinta-feira e afirmou que novas ações militares podem ocorrer em breve. Em publicação na rede social Truth Social, da qual é proprietário, o líder americano escreveu: “Observem o que vai acontecer com esses canalhas enlouquecidos hoje”.

    Na mensagem, Trump afirmou que as forças militares iranianas estariam sendo destruídas durante o conflito. “A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea já não existe, e mísseis, drones e tudo o mais estão sendo eliminados. Seus líderes foram varridos da face da Terra”, declarou.

    O presidente também mencionou o histórico de confrontos com o regime iraniano. “Há 47 anos eles matam pessoas inocentes ao redor do mundo, e agora eu, como 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou acabando com eles. Que grande honra é fazer isso”, escreveu.

    As declarações ocorreram poucas horas depois de autoridades iranianas afirmarem que um míssil disparado por grupos iraquianos aliados de Teerã teria atingido um avião de reabastecimento dos Estados Unidos, que caiu no oeste do Iraque com seis tripulantes a bordo.

    O Comando Central das Forças Armadas americanas confirmou que a aeronave, um KC-135, caiu na região, mas afirmou que o acidente não foi causado por fogo inimigo nem por erro das próprias forças.

    O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. Durante os ataques, morreu o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989.

    Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e passou a lançar ataques contra alvos em Israel, bases militares americanas e instalações em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em Chipre e na Turquia.

    Nesta quinta-feira, autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein relataram novos ataques iranianos em seus territórios, enquanto o conflito no Oriente Médio se aproxima da segunda semana.

    O Ministério da Defesa saudita informou, na rede social X, que interceptou diversos mísseis em seu espaço aéreo. Segundo o comunicado, quatro foram abatidos nas regiões leste e central do país, seis em uma província oriental e outros sete tentavam entrar no espaço aéreo saudita. As autoridades não divulgaram os locais exatos das interceptações.

    Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades de Dubai informaram que destroços de uma interceptação bem-sucedida causaram pequenos danos na fachada de um prédio no centro da cidade. Não houve registro de feridos.

    O episódio ocorre um dia após um drone cair próximo ao distrito financeiro de Dubai. O Irã havia ameaçado atingir instituições econômicas dos Estados Unidos, o que levou algumas empresas americanas a retirar funcionários do emirado.

    Já no Bahrein, o Ministério do Interior orientou os moradores a manter a calma e procurar abrigo após o acionamento das sirenes de emergência, conforme comunicado divulgado na rede social X.
     
     

     

    Trump volta a ameaçar Irã e chama rivais de “canalhas desvairados”

  • Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

    Novo líder supremo do Irã adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento; Mojtaba Khamenei afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, adotou um tom desafiador em seu primeiro pronunciamento após assumir o lugar do pai, Ali, morto no primeiro dia da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a teocracia.

    Mojtaba, 56, disse que suas forças continuarão fechando na prática o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. É uma forma “de manter pressão sobre o inimigo”.

    O pronunciamento escrito foi lido na TV estatal. O usualmente recluso Mojtaba, ferido no primeiro dia da guerra, segue sem aparecer em público.

    O líder afirmou que o Irã preza a amizade de seus vizinhos, mas vai continuar a atacar as bases americanas em solo de aliados de Washington no Oriente Médio. “Elas devem fechar”, disse. Também exigiu reparações pelos danos da guerra, sob pena de “destruir os ativos” americanos e israelenses.

    Ele também prometeu “vingar o sangue dos mártires, em especial dos de Minab”, em referência aos cerca de 180 mortos no bombardeio a uma escola na cidade homônima, a maioria estudantes.

    O tom duro, transparecendo sua ligação com o estamento militar da Guarda Revolucionária, só foi quebrado num raro aceno à oposição ao regime, que na virada do ano havia promovido os maiores protestos da história da teocracia instalada em 1979.

    “A unidade entre todos os indivíduos e estratos da nação não deve ser prejudicada. Isso será alcançado deixando de lado os pontos de discordância”, afirmou, restando saber se ele falava sobre uma disposição de afrouxar seu aparato repressivo ou apelava àqueles que criticam o regime.

    Mojtaba (pronuncia-se “môdj-ta-bá”) não se manifestava desde o domingo (8), quando foi eleito líder por um colegiado de clérigos.

    Ele havia sido ferido no ataque que matou seu pai e outros cinco membros de sua família no primeiro dia do conflito, 28 de fevereiro. Segundo a mídia iraniana, ele quebrou o pé e sofreu escoriações leves na explosão do que analistas acreditam ter sido um míssil aerobalístico Blue Sparrow israelense.

    Dono de perfil discreto, ele sempre viveu à sombra do pai, cultivando conexões com o aparato de segurança comandado pela Guarda Revolucionária.

    Antes de sua morte, Khamenei, com mais de 80 anos e doente, tinha no clérigo radical Ebrahim Raisi seu sucessor presumido. Mas o então presidente morreu de forma misteriosa em um acidente de helicóptero em 2024, e nova eleição colocou o mais moderado Masoud Pezeshkian no poder.

    O enfraquecimento dos prepostos regionais de Teerã pelas guerras do pós-7 de Outubro de Israel e o conflito direto com o Estado judeu e os EUA em 2025 minaram ainda mais a teocracia, que viu os maiores protestos contra o regime na virada deste ano.

    Com a nova guerra e a morte do líder supremo, a Guarda e seu principal nome na política, o chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani, comandaram o processo sucessório.

    Alguns moderados se queixaram da falta de transparência esperada na eleição pela Assembleia dos Especialistas. Mojtaba nunca foi designado herdeiro pelo pai e o regime islâmico não prevê transferência hereditária de poder. Com isso, a Guarda ganhou ainda mais poder, ao menos neste momento.

    Já Pezeshkian, que nunca foi um presidente forte, viu sua posição ainda mais esvaziada. O pedido de desculpas aos vizinhos foi ignorado pelos militares, que redobraram ações no golfo Pérsico, e ninguém levou a sério sua oferta para parar a guerra em termos favoráveis -Trump é quem dá as ordens nesse quesito.

    A dúvida que fica agora é se Mojtaba irá de fato tomar o controle da situação e se conseguirá operar fora dos ditames da Guarda, que até aqui tem apenas escalado a guerra, na esperança de que o desgaste econômico devido ao impacto no mercado de petróleo pressione Trump.

    Nesta quinta, Larijani reforçou a promessa feita no pronunciamento do líder supremo, dizendo que “começar guerras é fácil, mas acabar com elas não se faz com alguns tweets”. “Não o deixaremos em paz até que admita seu erro e pague o preço”, escreveu Larijani.

    Apesar da declaração do líder supremo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quinta que muitos navios ainda podem passar pelo estreito de Hormuz se coordenarem com a marinha iraniana.

    “Após os eventos atuais, de modo geral, não podemos retornar às condições anteriores a 28 de fevereiro”, disse Baghaei em declarações divulgadas pela agência de notícias Mehr.

    Novo líder do Irã promete vingança e bloqueio de Hormuz em 1ª fala no posto

  • Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

    Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

    “Bastaria meia hora para que um apagão total atingisse toda a região”, disse Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional; Irã exporta energia elétrica para Iraque, Paquistão e Afeganistão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que se os Estados Unidos cortarem a eletricidade do Irã, a Ásia Ocidental pode ficar no escuro.

    O líder do conselho de segurança, Ali Larijani, disse que toda a região vai ficar sem luz se os Estados Unidos cortarem a energia. O relato foi publicado na rede social X na manhã desta quinta-feira (12).

    “Bastaria meia hora para que um apagão total atingisse toda a região”, disse Larijani. O posicionamento acontece momentos após o líder norte-americano, Donald Trump, dizer que poderia cortar a eletricidade do Irã em uma hora.

    A escuridão, segundo Larijani, seria uma ocasião perfeita para rastrear e capturar soldados americanos em fuga na região. Trump disse que os EUA adiaram ataques contra locais de geração de energia do país persa.

    “Deixamos alguns dos alvos mais importantes para mais tarde, caso seja necessário”, disse Trump. Ele não descartou colocar os locais geradores de energia iranianos na mira de Washington.

    O Irã exporta energia elétrica para Iraque, Paquistão e Afeganistão. No entanto, também importa eletricidade da Armênia e Turcomenistão. O chefe iraniano não explicou como seria o apagão, mas com a rede interconectada, o corte poderia causar blackouts em cadeia e sobrecarga do sistema elétrico que liga os países.

    Irã prevê Ásia Ocidental 'no escuro' se EUA atingirem rede elétrica do país

  • Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

    Hackers pró-Irã dizem ter invadido empresa dos EUA após ataque a escola

    Criminosos dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa norte-americana; ataque cibernético é o primeiro do tipo desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS0 – Um grupo de hackers ligados ao Irã reivindicou a autoria de ataque cibernético contra uma empresa americana.

    O ataque teria ocorrido contra empresa de tecnologia médica Stryker. Segundo a reportagem da rede de TV NBC News, hackers invadiram o sistema e provocaram interrupções na rede global da companhia, afetando sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

    Funcionários não identificados relataram problemas. Eles disseram que computadores e celulares corporativos pararam de funcionar, parte dos sistemas e dados foi apagada e a operação da empresa ficou comprometida temporariamente.

    “Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente esteja contido. Nossas equipes estão trabalhando rapidamente para entender o impacto do ataque em nossos sistemas”, disse Stryker, em comunicado enviado à imprensa.

    Grupo chamado Handala assumiu a autoria do ataque nas redes sociais e em canais de Telegram. Esse grupo surgiu em 2022 e está associado a interesses iranianos.

    Os criminosos dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da empresa. Além disso, eles garantem que o ataque foi realizado em retaliação ao assassinato de 175 estudantes em Minab.

    “Todos os dados estão nas mãos do povo livre”, disse Handala, em comunicado publicado nas redes sociais.

    O ataque cibernético é o primeiro do tipo desde o início da guerra entre EUA e Irã. Segundo o jornal Wall Street Journal, o logotipo do Handala foi exibido em páginas de login de empresas durante a invasão.

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  • Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

    Netanyahu diz que Israel está 'esmagando' o Irã e o Hezbollah

    Netanyahu declarou que Israel pretende impedir o Irã de transferir seus projetos nucleares e balísticos para o subsolo e reiterou que podem criar condições para uma mudança de regime

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que Israel está “esmagando” o regime iraniano e o grupo extremista Hezbollah. Essa é a primeira fala pública do premiê desde o início da guerra com o Irã, há 13 dias.

    Ele também afirmou que o Irã já não é o mesmo país depois de duas semanas de ataques conjuntos dos EUA e de Israel. Netanyahu disse ainda que desde o início da guerra conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quase todos os dias, e que o dois se falaram abertamente.

    Netanyahu declarou que Israel pretende impedir o Irã de transferir seus projetos nucleares e balísticos para o subsolo. “Estamos esmagando o regime terrorista no Irã. Estamos atacando e derrotando seus aliados – o Hezbollah no Líbano”, disse ele a repórteres israelenses em uma videoconferência.

    Questionado se Israel pretendia matar o novo líder supremo do Irã, ele respondeu: “Eu não assinaria um seguro de vida” para ele ou para os líderes de grupos militantes apoiados pelo Irã. Netanyahu descreveu o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, como um “fantoche da Guarda Revolucionária” que “não pode mostrar o rosto em público”.

    Ele reiterou que podem criar condições para uma mudança de regime, mas que cabe aos iranianos irem às ruas. “No fim das contas, depende de vocês. Está em suas mãos”, disse em recado aos iranianos.

    “O Hezbollah está sentindo a força do nosso braço, e a sentirá ainda mais. Pagará um preço muito alto por sua agressão”, disse Netanyahu. “Por meio de uma união de forças sem precedentes entre Israel e os Estados Unidos, alcançamos conquistas extraordinárias -conquistas que estão mudando o equilíbrio de poder no Oriente Médio e até mesmo além dele”, acrescentou.

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