Categoria: MUNDO

  • Macron alfineta Rei Charles: 'EUA falariam francês? Seria chique!'

    Macron alfineta Rei Charles: 'EUA falariam francês? Seria chique!'

    Emmanuel Macron deixou uma breve mensagem na rede social X onde comentou as palavras do rei Charles III. Em discurso nos Estados Unidos, o monarca afirmou, em tom de brincadeira, que “se não fosse por nós, vocês falariam francês”

    Emmanuel Macron comentou, esta quarta-feira (29), as palavras de Charles III, durante um discurso nos Estados Unidos – onde o monarca se encontra em visita oficial. O britânico afirmou que, “se não fosse por nós, vocês [os Estados Unidos] falariam francês”, o que levou o presidente de França a ‘reagir’, deixando uma mensagem na rede social X: “Isso seria chique!”

    Acompanhando o post, Macron deixou ainda um breve vídeo do momento, ocorrido no jantar de Estado, na terça-feira, na Casa Branca, no qual Charles III ‘provocou’ Donald Trump.

    “Recentemente comentou, presidente, que se não fosse pelos Estados Unidos, os países europeus falariam alemão”, começou dizendo o monarca, acrescentando em seguida: “Me atrevo a dizer que, se não fosse por nós [Reino Unido], vocês falariam francês”. 

    Este momento ‘arrancou’ muitas risadas dos presentes. Veja abaixo a publicação de Emmanuel Macron:

    Na mesma ocasião, o Rei Charles III prestou homenagem a Trump e à primeira-dama, Melania Trump, pela “coragem e firmeza”, bem como aos agentes do Serviço Secreto que responderam durante o atentado ocorrido no jantar dos correspondentes da Casa Branca, no último sábado, no hotel Hilton.

    A visita do monarca é marcada por atritos entre Washington e Londres, sobretudo devido às críticas de Trump ao governo britânico por não se querer envolver militarmente na guerra com o Irã e na reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado parcialmente pela República Islâmica.

    Macron alfineta Rei Charles: 'EUA falariam francês? Seria chique!'

  • EUA analisam proposta para reabertura do estreito de Hormuz, e Trump diz que Irã está 'em colapso'

    EUA analisam proposta para reabertura do estreito de Hormuz, e Trump diz que Irã está 'em colapso'

    Governo dos EUA analisa proposta iraniana para reabrir rota estratégica, mas impasse persiste diante de divergências sobre programa nuclear e fim do conflito; fluxo de petróleo segue impactado e negociações avançam sem acordo.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Casa Branca anunciou que está analisando a proposta mais recente do Irã para reabrir o estreito de Hormuz, rota marítima por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, dois meses após o início da guerra.

    As negociações de paz entre Washington e Teerã para acabar com o conflito não apresentaram resultados até o momento.

    A mais recente rodada de negociações fracassou em meio a um frágil acordo de cessar-fogo em vigor.

    O presidente Donald Trump se reuniu na segunda-feira com seus principais conselheiros de segurança para discutir a nova proposta de Teerã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, a República Islâmica enviou “mensagens escritas” a Washington com a ajuda do país mediador, o Paquistão.

    O plano contemplaria a flexibilização de seu controle sobre Hormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos, mas adiaria as negociações sobre a questão nuclear. Nesta terça, Trump foi às redes sociais dizer que o Irã “está em estado de colapso”.

    “O Irã acaba de nos informar que está em um ‘estado de colapso’. Eles querem que ‘abramos o estreito de Hormuz’ o mais rápido possível, enquanto tentam resolver sua situação de liderança (o que acredito que conseguirão fazer!)”, escreveu Trump, sem dar detalhes de como teria sido esse contato.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou anteriormente em conversa com jornalistas que a oferta estava “sendo discutida”. De acordo com a agência Reuters, que ouviu relatos de funcionários do governo Trump, o presidente estaria insatisfeito com o plano apresentado.

    O republicano quer que as negociações em torno de um acordo nuclear sejam tratadas desde o início, enquanto Teerã defende que o tema seja deixado de lado até que a ofensiva militar seja encerrada e as disputas sobre o transporte marítimo no Golfo sejam resolvidas.

    A proposta prevê negociações em etapas, ainda de acordo com esses relatos. 

    Um primeiro passo exigiria o fim da guerra e garantias de que os EUA não possam retomá-la. Em seguida, os negociadores tratariam do bloqueio naval americano aos portos iraniano e do futuro de Hormuz, que o Irã pretende reabrir sob seu controle.

    Somente depois disso as negociações abordariam outras questões, incluindo a disputa sobre o programa nuclear iraniano, com Teerã ainda buscando algum tipo de reconhecimento por parte dos EUA de seu direito de enriquecer urânio.

    Um acordo anterior, firmado em 2015 entre o Irã e vários outros países, incluindo os EUA, restringiu fortemente o programa nuclear iraniano, que Teerã sempre afirmou ter fins pacíficos e civis. Mas o pacto ruiu quando Trump se retirou unilateralmente dele durante seu primeiro mandato.

    Enquanto a Casa Branca analisa a proposta, o porta-voz do Ministério de Defesa do Irã, Reza Talaei Nik, afirmou que os EUA “já não estão em condições de ditar sua política” a outros países. Segundo a televisão estatal, ele ainda disse que Washington terá que “aceitar que deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”.

    Ao ser questionado sobre os termos da proposta do Irã, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse ao canal Fox News que era “melhor” do que Washington pensava, mas questionou a sinceridade do plano.

    “Temos que garantir que qualquer acordo que seja feito, qualquer acordo que seja alcançado, seja um que impeça definitivamente que desenvolvam uma arma nuclear a qualquer momento”, afirmou.

    Na segunda (27), o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, culpou as “exigências excessivas” de Washington pelo fracasso das negociações de paz. Ele viajou à Rússia, onde o presidente Vladimir Putin prometeu o apoio de Moscou para acabar com a guerra.

    Araghchi desembarcou em São Petersburgo após visitar Omã e Paquistão.

    Islamabad recebeu a primeira rodada de negociações entre as duas partes, que fracassaram, e a visita de Araghchi no fim de semana havia suscitado esperanças de novos diálogos. Trump, no entanto, cancelou a viagem prevista de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner à capital paquistanesa.
    “Eles podem nos ligar”, justificou o republicano.

    Em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Irã disse que o país exige “garantias críveis” para sua segurança antes de uma normalização na passagem no Golfo.

    O Parlamento iraniano prepara uma lei que pretende colocar Hormuz sob a autoridade das Forças Armadas. Segundo o texto, os navios israelenses serão proibidos de passar pela via estratégica e os pedágios deverão ser pagos na moeda iraniana.

    “Não podemos tolerar que os iranianos tentem instaurar um sistema em que eles decidam quem pode utilizar uma via marítima internacional e quanto deve ser pago a eles para utilizá-la”, disse Rubio ao canal Fox News.

    Entre 125 e 140 navios costumavam cruzar o estreito diariamente antes da guerra, mas apenas sete o fizeram no último dia, segundo dados da Kpler e análise de satélite da SynMax – e nenhum transportava petróleo destinado ao mercado global.

    Com a queda em seus índices de aprovação, Trump enfrenta pressão interna para encerrar a guerra.

    EUA analisam proposta para reabertura do estreito de Hormuz, e Trump diz que Irã está 'em colapso'

  • Funcionário diz ter incinerado corpo da mulher em zoológico no Japão

    Funcionário diz ter incinerado corpo da mulher em zoológico no Japão

    Parque em Asahikawa segue fechado após funcionário confessar ter usado incinerador de animais; polícia investiga desaparecimento da mulher e possibilidade de destruição do corpo, enquanto autoridades mantêm operação interna e avaliam reabertura

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um zoológico no norte do Japão adiou a reabertura da temporada de verão após a polícia investigar a suspeita de que um funcionário teria colocado o corpo da esposa no incinerador usado para cremar animais.

    O Asahiyama Zoo, na cidade de Asahikawa, deveria reabrir ao público hoje durante o feriado prolongado. De acordo com a BBC, a prefeitura informou que o parque seguirá fechado até sexta-feira, enquanto a investigação avança.

    Policiais passaram a vasculhar o zoológico depois que o funcionário relatou ter descartado o corpo da mulher no incinerador do local. O equipamento é usado para incinerar carcaças de animais que morrem no zoológico.

    Autoridades apuram se o corpo pode ter virado cinzas, já que nada foi localizado até agora. Conforme o jornal japonês Mainichi, o homem é um servidor municipal na casa dos 30 anos e está sendo investigado por descarte ilegal de cadáver.

    A suspeita começou após pessoas próximas da mulher relatarem à polícia que não conseguiam contato com ela desde o fim de março. A polícia de Hokkaido iniciou o interrogatório do funcionário em 23 de abril e fez buscas no zoológico e também na casa do casal.

    O prefeito de Asahikawa afirmou que a cidade lida com uma situação fora do comum. “Ninguém poderia ter previsto isso”, disse Hirosuke Imazu, em entrevista coletiva.

    A prefeitura disse que o zoológico pode voltar a fechar sem aviso prévio, dependendo das necessidades da investigação. Imazu afirmou: “Estou tomado por uma enorme ansiedade e enfrento uma crise de magnitude sem precedentes”. Autoridades municipais afirmam que o parque tenta manter a operação interna enquanto prepara a volta do público.

    Inaugurado em 1967, o Asahiyama Zoo é um dos zoológicos mais conhecidos do Japão por recintos que aproximam o visitante dos animais. Dentre eles, estão domos de vidro e passarelas elevadas, que permitem observar os bichos de perto.

    O parque costuma receber mais de um milhão de visitantes por ano e estava fechado desde 8 de abril para manutenção e ajustes de temporada. O Asahi informou que, no ano de 2025, o zoológico atraiu cerca de 1,33 milhão de pessoas.

    Funcionário diz ter incinerado corpo da mulher em zoológico no Japão

  • Filho de bilionário indiano quer acolher hipopótamos de Pablo Escobar

    Filho de bilionário indiano quer acolher hipopótamos de Pablo Escobar

    Proposta tenta evitar abate de animais descendentes de hipopótamos de Pablo Escobar; governo colombiano avalia controle populacional diante de impactos ambientais e alerta para crescimento acelerado da espécie no país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O filho de um bilionário indiano se ofereceu para acolher 80 hipopótamos descendentes dos espécimes que foram introduzidos na Colômbia por Pablo Escobar. A medida seria uma forma de evitar que os animais sejam sacrificados, como planejam as autoridades do país.

    Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda a decisão de sacrificar os animais, que provocam estragos nos ecossistemas do país.

    Neste mês, o governo anunciou que pretende esterilizar uma parte dos animais e sacrificar outra. O processo deve ser iniciado no segundo semestre deste ano. 

    O abate de cada animal é estimado em US$ 14 mil (R$ 69,8 mil).

    Cada esterilização pode custar até US$ 10 mil (R$ 49,8 mil). O procedimento é considerado de risco para os veterinários e também aos animais, que podem morrer devido a uma reação alérgica à anestesia.

    Ambani propôs que seja autorizada uma “realocação segura e cientificamente orientada, que levaria os 80 animais a um lar permanente” em seu zoológico Vantara, no estado de Gujarate, noroeste da Índia.

    O local é apresentado como “um dos maiores centros de resgate, cuidado e conservação de fauna silvestre do mundo”. Porém, especialistas têm alertado para o grande número de animais acolhidos em Vantara, incluindo espécies raras e em perigo crítico de extinção.

    Escobar importou quatro hipopótamos para a Colômbia na década de 1980. Após a morte do narcotraficante, em 1993, os animais conseguiram escapar do local onde eram mantidos em cativeiro. Eles se estabeleceram, então, nas margens do rio Magdalena, onde chegaram a atacar pescadores.

    Hoje, o país abriga cerca de 200 hipopótamos perto do rio. Se medidas de controle não forem adotadas, a população pode aumentar para até mil indivíduos até 2035, segundo Irene Vélez-Torres, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia.

    “Precisamos agir para reduzir a população de hipopótamos. Essas ações são essenciais para proteger nossos ecossistemas e espécies nativas”, afirmou Vélez-Torres, observando que o crescimento populacional ameaça espécies como tartarugas e peixes-boi, além de causar poluição da água.

    O programa tem um orçamento de quase US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) e inclui medidas como confinamento e realocação.

    Embora a Colômbia tenha iniciado conversas há meses com oito governos, entre os quais México, Equador, Peru e África do Sul, para possivelmente transferir alguns animais para zoológicos ou santuários nesses países, as autorizações necessárias para o processo não haviam sido obtidas até o último dia 13, de acordo com Vélez-Torres.

    Segundo a ministra, a tentativa de realocar alguns deles a outros países fracassou devido a malformações apresentadas pelos animais. “Há uma mutação genética importante, por isso alguns países se recusam [a aceitá-los]”, disse ela, atribuindo o fenômeno à endogamia. “Acreditamos que tem a ver com a pobreza genética [dos espécimes]”.

    Filho de bilionário indiano quer acolher hipopótamos de Pablo Escobar

  • Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

    Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

    Teerã condiciona retomada do tráfego no Estreito de Hormuz ao fim da guerra e a garantias de segurança; rota segue com fluxo reduzido após restrições, bloqueio naval e episódios recentes de ataques e apreensões de navios.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Irã diz que só vai liberar novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Hormuz depois do fim definitivo da guerra com EUA e Israel.

    Teerã afirmou que a reabertura do canal depende do encerramento do conflito e do cumprimento de regras de segurança definidas pelo país. A informação foi divulgada hoje pela agência iraniana Fars News Agency.

    Vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, disse que a retomada do trânsito vai exigir garantias de que a segurança do Irã não será afetada. “Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, afirmou Talaei-Nik à Fars.

    A declaração ocorreu durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão. O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

    Fluxo de embarcações segue reduzido por causa de restrições impostas pelo Irã e por um bloqueio naval dos EUA nos portos iranianos. A região também teve ataques e apreensões de navios nas últimas semanas, segundo o relato divulgado pela Fars.

    Autoridades iranianas têm indicado que a segurança para quem atravessa Hormuz terá custo. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas a navios que usem a passagem.

    Porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrada a guerra com EUA e Israel. “Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou Akraminia à Fars.

    Akraminia disse que, se houver novos ataques, a resposta iraniana será mais dura do que nas ofensivas anteriores. Ele também afirmou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos foi fabricada e usada em plena guerra.

    Segundo o porta-voz, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares durante os confrontos. Ele atribuiu as interceptações às unidades de defesa do Exército iraniano e à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

    Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

  • Viúva relembra tragédia do Titan e diz que recebeu “lama” dos corpos

    Viúva relembra tragédia do Titan e diz que recebeu “lama” dos corpos

    Quase três anos após implosão do submersível, Christine Dawood relata perda do marido e do filho, fala sobre identificação de restos mortais e afirma que alívio veio ao saber que eles não sofreram na morte.
    Shahzada Dawood, Suleman Dawood

    Quase três anos após a implosão do submersível Titan, a paquistanesa-britânica Christine Dawood falou pela primeira vez sobre a morte do marido e do filho, vítimas da tragédia ocorrida em 18 de junho de 2023, durante uma expedição ao Titanic.

    O empresário Shahzada Dawood, de 48 anos, e o filho Suleman Dawood, de 19, estavam a bordo do submersível Titan ao lado de outras três pessoas: o CEO da OceanGate, Stockton Rush, o explorador britânico Hamish Harding e o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet. O grupo participava de uma viagem a cerca de 4 mil metros de profundidade, no Atlântico Norte, para visitar os destroços do RMS Titanic.

    O contato com o submersível foi perdido cerca de 90 minutos após o início da descida. Dias depois, autoridades confirmaram que a embarcação havia sofrido uma implosão catastrófica.

    Em entrevista ao jornal The Guardian, Christine relatou que só recebeu os restos mortais da família nove meses após o acidente. “Só recebi os corpos nove meses depois. Bem, quando digo corpos, quero dizer a lama que sobrou. Eles vieram em duas caixas pequenas, parecidas com caixas de sapatos”, afirmou.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Twitter  

    Segundo ela, o material entregue correspondia a fragmentos genéticos recuperados no fundo do oceano. Durante meses, equipes trabalharam na identificação das amostras. “Não encontraram muita coisa. Eles têm uma pilha enorme que não conseguem separar, tudo com DNA misturado, e perguntaram se eu queria um pouco disso também. Mas eu disse que não. Só quero o que se sabe que é do Suleman e do Shahzada”, disse.

    Christine contou que deveria ter participado da expedição, mas decidiu ceder seu lugar ao filho. A despedida, segundo ela, foi breve. “Foi muito rápida”, lembrou. Enquanto os dois embarcavam em um bote rumo ao submersível, ela seguiu para o navio de apoio.

    Cerca de uma hora e meia depois, a equipe perdeu comunicação com o Titan. Inicialmente, não houve alarme. “Não se preocupe, não é nada de anormal”, disseram à época. Christine afirmou que confiou na equipe e só percebeu a gravidade da situação com o passar das horas.

    Quando a Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou que o submersível havia implodido, a reação foi inesperada. “O meu primeiro pensamento foi: ‘Graças a Deus’. Quando disseram que foi catastrófico, eu soube que o Shahzada e o Suleman não tiveram noção de nada. Num momento estavam lá e, no seguinte, já não. Saber que não sofreram foi muito importante”, afirmou.

    Em relatório divulgado no ano passado, a Guarda Costeira classificou o acidente como uma “tragédia evitável” e atribuiu responsabilidade à OceanGate. Segundo o documento, a empresa foi negligente no cumprimento de normas de segurança, o que contribuiu diretamente para a morte dos cinco ocupantes do submersível.
     
     
     

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    Viúva relembra tragédia do Titan e diz que recebeu “lama” dos corpos

  • EUA vão emitir passaportes comemorativos com rosto e assinatura de Trump

    EUA vão emitir passaportes comemorativos com rosto e assinatura de Trump

    Ilustrações do presidente aparecerão na parte interna do documento, segundo Departamento de Estado americano. Republicano já colocou sua imagem em moedas, seu nome em departamentos e suas fotografias em prédios do governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos começarão a emitir passaportes com um design que inclui a imagem do presidente Donald Trump, informou um porta-voz do Departamento de Estado americano nesta terça-feira (28).

    A iniciativa faz parte das comemorações dos 250 anos da independência dos EUA e representa mais um uso da imagem de Trump em itens oficiais ligados à data. Anteriormente, o governo já havia informado sobre a emissão de objetos comemorativos, incluindo moedas e ingressos de parques nacionais, com a imagem do presidente. O anúncio desta terça, entretanto, é o primeiro que envolve um documento pessoal.

    De acordo com um modelo divulgado, o rosto do presidente e sua assinatura aparecerão na parte interna do documento. “Enquanto os EUA celebram o 250º aniversário em julho, o Departamento de Estado está se preparando para lançar um número limitado de passaportes americanos especialmente desenhados para comemorar esta ocasião histórica”, disse o porta-voz Tommy Pigott.

    “Esses passaportes apresentarão arte personalizada e imagens aprimoradas, mantendo os mesmos recursos de segurança que fazem do passaporte americano o documento mais seguro do mundo”, acrescentou ele.

    A informação foi publicada inicialmente pelo site The Bulwark, e a Fox News divulgou a primeira imagem do modelo do novo passaporte.

    A expectativa é que os documentos com o design comecem a ser emitidos nos próximos meses. Ainda não há detalhes sobre a quantidade que será disponibilizada nem se será necessário solicitar especificamente essa versão.

    Outras iniciativas semelhantes vêm sendo adotadas pelo governo Trump no contexto das comemorações. O Departamento do Interior anunciou no ano passado novos designs comemorativos para passes de parques nacionais -um deles traz Trump ao lado de George Washington.

    “É uma honra para o departamento apresentar o passe America the Beautiful [América, a linda, em tradução livre], que homenageia o 250º aniversário dos EUA e as gerações que protegeram nossas terras”, disse o secretário Doug Burgum.

    Além disso, no mês passado, a Comissão de Belas Artes dos EUA -cujos membros foram indicados por Trump- aprovou uma moeda comemorativa pelos 250 anos do país com a imagem do presidente.

    Ainda em 2025, o republicano rebatizou o Kennedy Center para Trump-Kennedy Center. Além do centro cultural, um dos mais famosos dos EUA, o nome do presidente foi incluído no Instituto da Paz -e Trump disse durante evento que essa foi uma surpresa do secretário de Estado, Marco Rubio- e banners com seu rosto foram instalados em três departamentos, o mais recente no Departamento de Justiça, que historicamente mantinha certa independência do chefe do Executivo.

    A prática tem sido comparada ao culto à personalidade usado em regimes ditatoriais como a Coreia do Norte para reforçar a autoridade do líder e moldar a percepção do público.

    EUA vão emitir passaportes comemorativos com rosto e assinatura de Trump

  • México classifica vira-lata caramelo como raça oficial do país

    México classifica vira-lata caramelo como raça oficial do país

    Decisão busca incentivar adoção de cães sem pedigree e combater abandono de animais; brasileiros brincam nas redes que país latino estaria ‘tomando’ símbolo nacional

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cachorro conhecido no Brasil como “vira-lata caramelo” foi classificado oficialmente como raça no México, onde é chamado de “perrito amarillo”. O animal passou a integrar a lista de raças mexicanas ao lado do Xoloitzcuintli, do Chihuahua e do Calupoh.

    A decisão foi anunciada pela Procuraduría de Protección al Ambiente del Estado de México e repercutiu entre brasileiros nas redes sociais, com internautas brincando que o país latino estaria “tomando” um símbolo nacional. Segundo o órgão, a medida simbólica busca incentivar a adoção de cães sem pedigree e chamar atenção para o abandono de animais.

    A iniciativa teria sido inspirada em campanhas brasileiras lançadas em 2025 para valorizar o caramelo e estimular a adoção de cães sem raça definida, que costumam ter menos chances de conseguir um lar.

    Embora seja tratado popularmente como um “cachorro brasileiro”, o vira-lata caramelo não corresponde a uma raça padronizada e é resultado do cruzamento de diferentes linhagens ao longo do tempo. A proposta mexicana, nesse contexto, tem caráter mais simbólico do que técnico.

    México classifica vira-lata caramelo como raça oficial do país

  • Exército de Israel ordena esvaziamento de 16 cidades no sul do Líbano

    Exército de Israel ordena esvaziamento de 16 cidades no sul do Líbano

    Tel Aviv cita violação do cessar-fogo pelo Hezbollah; Ministro da Defesa israelense afirma que grupo armado ‘está brincando com fogo’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel emitiu nesta terça-feira (28) um novo alerta de evacuação para 16 cidades e vilarejos no sul do Líbano. O comunicado ordena que os moradores desses locais deixem imediatamente suas casas e se dirijam à região de Sidon.

    Tel Aviv justificou os ataques contra o país vizinho por a uma suposta violação do cessar-fogo pelo grupo Hezbollah -acusação recorrente de ambos lados na guerra. Além disso, o Exército libanês afirmou que um ataque de Israel durante uma operação de resgate em Majdal Zoun feriu dois soldados das suas forças.

    A ofensiva ocorre um dia após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmar que o Hezbollah “está brincando com fogo” e arrastará o Líbano para uma catástrofe. “Naim Qassem [líder do grupo armado] está brincando com fogo, e esse fogo queimará o Hezbollah e todo o Líbano”, disse Katz.

    “Se o governo libanês continuar se abrigando sob a proteção da organização terrorista Hezbollah, um incêndio eclodirá e queimará os cedros do Líbano.”

    Apesar da trégua, Israel diz reservar-se o direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”. O Exército israelense realizou ataques repetidos no Líbano desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 17 de abril, e ocupou parrte do território sul.

    Moradores libaneses foram alertados a não retornar a suas casas, enquanto tropas permanecem posicionadas em uma faixa de 5 a 10 km ao longo de toda a fronteira do Líbano.

    O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou nesta terça que o país não pretende tomar o controle de território. “Israel não tem ambições territoriais no Líbano. Nossa presença nas áreas vizinhas à nossa fronteira norte tem apenas um propósito: proteger nossos cidadãos”, declarou.
    Já Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirma ter “direito de resistir” à ocupação.

    O Itamaraty confirmou que dois brasileiros, uma mãe e seu filho, foram mortos em ataques de Israel no Líbano ocorridos no domingo (26). Segundo o governo libanês, o número total de mortos no país durante o conflito chegou a 2.521, com mais de 7.800 feridos.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, defende negociações diretas com Israel para pôr fim à ofensiva israelense, enquanto o Hezbollah se opõe às conversas. Aoun afirmou que o objetivo das negociações é interromper os ataques israelenses, retirar as tropas do país e posicionar tropas libanesas ao longo da fronteira.

    A invasão terrestre israelense no sul do Líbano impediu que moradores retornassem às suas casas em cerca de 55 vilarejos, segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, que condenou a destruição e demolição de cidades inteiras por Tel Aviv.

    O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah atacar Israel em 2 de março, em apoio ao Irã. O país persa, por sua vez, havia sido atacado por Washington e Tel Aviv em 28 de março, o que desencadeou um conflito que se espalhou pelo Oriente Médio.

    O cessar-fogo no Líbano foi negociado separadamente das tentativas de Washington de resolver o conflito com Teerã, embora o Irã tenha defendido a inclusão do país árabe em uma trégua mais ampla enquanto negocia acordo para encerrar a guerra com os EUA.

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  • Idoso de 89 anos é preso em Atenas após ataques a tiros

    Idoso de 89 anos é preso em Atenas após ataques a tiros

    Suspeito foi preso em hotel a 200 km da capital grega, horas após a ação; cinco pessoas ficaram feridas; homem enfrentava atrasos em sua aposentadoria e queria matar funcionários da Previdência Social

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia prendeu um homem de 89 anos suspeito de ferir cinco pessoas em dois ataques a tiros separados em Atenas, nesta terça-feira (28), informou o Ministério da Proteção ao Cidadão da Grécia.
    De acordo com a imprensa local, o homem entrou em uma agência do EFKA, órgão de Previdência Social da Grécia, com uma espingarda debaixo de seu casaco, disparando e ferindo um funcionário na perna.

    O atirador, então, viajou de táxi até um prédio de um tribunal, onde disparou vários outros tiros, ferindo levemente quatro funcionárias, sendo elas autoridades judiciais e integrantes do sindicato dos servidores do Judiciário, segundo a polícia.

    O atirador deixou a espingarda no local, junto com cartas endereçadas a jornais, e fugiu a pé, informou a imprensa local. Nas cartas, o idoso afirma que foi tratado “como um cão” pela EFKA e que, portanto, “os morderia como um cão”.

    O homem foi preso horas depois dos ataques em um hotel na cidade portuária de Pátras, a cerca de 200 km de Atenas. Segundo testemunhas, o idoso não apresentou resistência aos policiais e sorria, dizendo que eles iriam vê-lo no “noticiário desta noite”.

    Durante a prisão, um revólver calibre .38 também foi encontrado. A imprensa grega identificou o suspeito como um coletor de lixo da região de Atenas, que já foi internado em uma clínica psiquiátrica, em 2018, após ameaçar uma promotora de Justiça.

    A polícia não comentou sobre uma possível motivação, mas de acordo com informações da emissora estatal grega ERT, o homem ia constantemente à agência da EFKA por enfrentar problemas com atrasos em sua aposentadoria, e conhecia os funcionários do local.

    Quando entrevistada pela emissora, a sobrinha do homem afirmou que seu tio estava obcecado pela situação, expressando ameaças e dizendo que “iria matá-los”.
    Todas as pessoas feridas nos ataques estão sendo tratadas em hospitais e se encontram estáveis, sem risco de morte.

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