Categoria: MUNDO

  • Trump não vai ao Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"

    Trump não vai ao Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"

    Donald Trump revelou que, este ano, não irá assistir ao Super Bowl, que se realiza em 8 de fevereiro, no estado da Califórnia. Apesar da sua ausência não ser motivada pelos artistas que vão atuar, o presidente dos EUA não poupou críticas a Bad Bunny e à banda Green Day.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende comparecer ao Super Bowl neste ano e criticou os artistas escolhidos para se apresentar no show do intervalo do evento esportivo, marcado para o dia 8 de fevereiro.

    Em entrevista ao jornal New York Post, o líder norte-americano disse não ter ficado nada satisfeito com a escolha do cantor porto-riquenho Bad Bunny e da banda Green Day, ambos críticos das políticas de seu governo.

    “Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que fazem é espalhar ódio. Terrível”, afirmou Trump.

    Ainda assim, o presidente justificou que os artistas não seriam o principal motivo de sua ausência, mas sim o fato de o jogo acontecer “longe”.

    “Eu iria, mas é muito longe”, declarou.

    Vale lembrar que o Super Bowl — final da National Football League (NFL) — será realizado no dia 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, na Califórnia. No ano passado, a final de um dos maiores eventos esportivos dos Estados Unidos — e também um dos maiores espetáculos de entretenimento por conta do show do intervalo — ocorreu em Nova Orleans, no estado da Louisiana. Em comparação com a Casa Branca, a Califórnia fica no extremo oposto do país, na costa oeste, enquanto a residência oficial do presidente está localizada na costa leste. Nova Orleans, por sua vez, fica consideravelmente mais próxima de Washington.

    Bad Bunny? “É uma decisão terrível”

    Em outubro do ano passado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, também criticou a escolha de Bad Bunny para o show do intervalo do Super Bowl, classificando-a como uma “decisão terrível”, segundo a agência EFE.

    “Eu nem sabia quem era Bad Bunny, mas acho que é uma decisão terrível”, disse o parlamentar após ser questionado por um repórter nos corredores do Congresso.

    Mike Johnson afirmou ainda que o artista “não atrai um público amplo” e destacou que o Super Bowl é um evento acompanhado por “muitas pessoas, incluindo crianças e jovens impressionáveis”.

    O congressista sugeriu que o cantor de música country Lee Greenwood seria uma escolha melhor do que Bad Bunny.

    Bad Bunny aceita convite após excluir os EUA de turnê

    Bad Bunny foi o artista escolhido para se apresentar no show do intervalo da próxima edição do Super Bowl. A informação foi anunciada em setembro pela NFL, Apple Music e pela produtora Roc Nation.

    Em comunicado divulgado à imprensa internacional, o cantor porto-riquenho, de 31 anos, declarou: “O que estou sentindo vai além de mim. É por aqueles que vieram antes de mim e correram muito para que eu pudesse entrar em campo e marcar um touchdown”.

    “Isso é para o meu povo, para a minha cultura e para a nossa história. Vai e conta para a sua avó que seremos o show do intervalo do Super Bowl”, completou.

    “O show do intervalo é a maior celebração de música e cultura, e poucos artistas representam essa interseção de forma tão perfeita e autêntica quanto Bad Bunny”, afirmou, por sua vez, Oliver Schusser, vice-presidente da Apple para música e esportes, no mesmo comunicado.

    Vale destacar, no entanto, que Bad Bunny deixou os Estados Unidos fora de sua turnê mundial, iniciada em 2025 e com encerramento previsto para este ano, e explicou o principal motivo.

    “Houve muitos motivos pelos quais não me apresentei nos Estados Unidos, e nenhum deles foi por ódio — já toquei lá muitas vezes”, disse o artista em entrevista à revista britânica i-D, há cerca de duas semanas. Ele acrescentou que “todos os shows foram um sucesso” e que gostou “de se conectar com os latino-americanos que vivem nos EUA”.

    Ainda assim, Bad Bunny afirmou temer que “o maldito ICE (Immigration and Customs Enforcement)” pudesse “ficar do lado de fora [dos shows]”, já que tanto porto-riquenhos quanto outras pessoas da América Latina poderiam ir aos concertos e acabar sendo alvo de fiscalizações e deportações.

    Trump não vai ao Super Bowl e critica Bad Bunny e Green Day: "Terrível"

  • Imobilizado e no chão! O que mostram os vídeos da morte em Minneapolis?

    Imobilizado e no chão! O que mostram os vídeos da morte em Minneapolis?

    Um homem de 37 anos foi morto pelo ICE durante um protesto em Minneapolis, no estado do Minnesota, este sábado (24). Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento que levou à morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti: nas imagens é possíovel ver que o homem estava imobilizado no chão.

    Horas depois de o ICE (Serviço de Imigração dos Estados Unidos) ter matado outro cidadão norte-americano durante um protesto em Minneapolis, no estado de Minnesota, vídeos já circulavam amplamente nas redes sociais, mostrando o momento em que o homem de 37 anos é morto pelos agentes.

    Nas imagens, que podem ser vistas acima, é possível observar um grupo de cerca de cinco agentes do serviço de imigração ao redor de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de profissão, imobilizando-o no chão.

    Em determinado momento, o homem parece conseguir se ajoelhar e começar a se levantar, mas, de repente, os tiros são disparados. Em um dos vídeos, a mulher que grava a cena — e que está relativamente próxima do local — começa imediatamente a correr para longe, enquanto grita. Em outro vídeo, gravado do interior de um estabelecimento, é possível ouvir um jovem, completamente incrédulo com o que acabou de acontecer, repetindo: “Ele está morto. Mataram ele.”

    Pais pediram que ele tivesse cuidado durante os protestos

    O homem de 37 anos era enfermeiro de terapia intensiva da Administração de Veteranos, órgão governamental responsável por assuntos relacionados a veteranos de guerra.

    A agência Associated Press (AP) conversou com familiares do enfermeiro e apurou que ele era amante da natureza e havia participado dos protestos realizados em Minneapolis após o assassinato de Renee Good, também pelo ICE, no início do mês.

    “Ele se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que vinha acontecendo em Minneapolis e nos Estados Unidos com o ICE, assim como milhões de outras pessoas. E sentia que protestar era uma forma de expressar isso, sua preocupação com os outros”, disse o pai do enfermeiro, Michael Pretti, à Associated Press.

    Alex Pretti era cidadão norte-americano, nascido no estado de Illinois. Assim como Renee Good, não tinha antecedentes criminais, e a família relatou que ele nunca havia tido interações com a polícia, exceto por algumas multas de trânsito.

    Em uma conversa recente com o filho, os pais de Alex Pretti, que vivem no estado de Wisconsin, pediram que ele tivesse cuidado durante os protestos.

    “Tivemos essa conversa com ele há duas semanas, dizendo para protestar, mas sem se envolver, sem fazer nada estúpido, basicamente. E ele disse que sabia disso. Ele sabia disso”, contou Michael Pretti.

    ICE alega que Alex se aproximou dos agentes armado

    O Departamento de Segurança Interna afirmou que o enfermeiro foi baleado após “se aproximar” de agentes do ICE portando uma arma semiautomática de 9 milímetros. As autoridades não especificaram se Alex Pretti chegou a empunhar a arma, que não é visível em um vídeo do tiroteio analisado pela AP — nem nos vídeos encontrados pelo Notícias ao Minuto nas redes sociais.

    De acordo com a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto em Minnesota, mas nunca o viram utilizá-la.

    A família de Alex Pretti tomou conhecimento do tiroteio quando foi contatada pela AP.

    Enquanto isso, autoridades federais norte-americanas anunciaram que o agente que matou Alex Pretti a tiros possui oito anos de experiência na Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos (USBP, na sigla em inglês).

    “O agente era altamente capacitado e contava com oito anos de atuação na patrulha de fronteira. Possui ampla formação como agente de segurança em campos de tiro e como agente especializado no uso de armas não letais”, afirmou, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira em Minneapolis, um alto funcionário da USBP.

    Greg Bovino informou que o tiroteio ocorreu às 9h05 no horário local (15h05 em Lisboa), quando agentes realizavam uma operação contra um “imigrante indocumentado”, identificado como José Huerta Chuma, que, segundo ele, tinha antecedentes de violência doméstica e perturbação da ordem pública.

    Durante a operação, “um homem se aproximou dos agentes da patrulha de fronteira com uma pistola semiautomática de nove milímetros. Os agentes tentaram desarmá-lo, mas ele resistiu violentamente”, relatou Bovino, acrescentando que, “temendo por sua própria vida e pela de seus colegas, um agente disparou em legítima defesa”.

    Greg Bovino afirmou ainda que equipes médicas prestaram atendimento imediato à vítima, que foi declarada morta no local, e que o homem “também portava dois carregadores cheios e não tinha documentos de identificação visíveis”.

    A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, em 7 de janeiro, de Renee Good, cidadã americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente do ICE enquanto dirigia seu veículo, embora o governo de Donald Trump a acuse de “terrorismo doméstico”.

    Além disso, a detenção de vários menores — entre eles uma criança de cinco anos que permanece detida com o pai em um centro de detenção em San Antonio, no Texas — aumentou a indignação de muitos cidadãos, que acusam o ICE de abuso.

    Imobilizado e no chão! O que mostram os vídeos da morte em Minneapolis?

  • Mais de 9.000 voos são cancelados nos EUA em preparação para nevasca

    Mais de 9.000 voos são cancelados nos EUA em preparação para nevasca

    O diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, Ken Graham, disse que “esta é uma tempestade perigosa”, e afirmou que deve afetar quase 200 milhões de pessoas até segunda-feira.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Mais de 9.000 voos foram cancelados nos Estados Unidos neste fim de semana, de acordo com o Flight Aware, um site de rastreamento aéreo. Diversas regiões do paíse se preparam para uma nevasca que começou a atingir ao menos 14 estados nesta sexta.

    O diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, Ken Graham, disse que “esta é uma tempestade perigosa”, e afirmou que deve afetar quase 200 milhões de pessoas até segunda-feira.

    Pelo menos 14 estados e o distrito federal declararam situação de emergência. Com isso, autoridades locais podem destravar mais recursos e mobilizar equipes para mitigar o impacto do evento climático. Trabalhadores despejaram sal nas estradas de várias regiões, uma medida que diminui as chances de acidentes ao dificultar a formação de gelo.

    De acordo com autoridades do estado da Pensilvânia, não é apenas a quantidade de neve que pode tornar a tempestade um desafio, mas também a velocidade com que ela cairá.

    O Serviço Nacional ainda alertou para o “acúmulo catastrófico de gelo” que pode atingir algumas regiões. O fenômeno ocorre quando a neve derrete e congela novamente, formando gelo no solo, e pode afetar as áreas sul e sudeste do país.

    À medida que a tempestade avança para o leste neste sábado e domingo (25), mais de meio centímetro de gelo pode se acumular em Atlanta, Charlotte e Raleigh, na Carolina do Norte, neste fim de semana, o que reflete a grande extensão do país que será impactada -1.500 km separam Oklahoma City de Charlotte.

    No domingo, de 10 a 20 centímetros de neve devem cair sobre a capital, Washington, além de Baltimore, Nova York e Boston.

    Mais de 9.000 voos são cancelados nos EUA em preparação para nevasca

  • China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

    China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

    O anúncio ocorre em meio a uma ampla campanha que, segundo o líder Xi Jinping, no poder há mais de uma década, visa erradicar a corrupção dentro do partido e do país.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A China anunciou neste sábado (24) a abertura de uma investigação contra um vice-presidente de sua Comissão Militar Central (CMC) e outro funcionário de alto escalão do órgão, sob suspeita de “graves violações disciplinares” -expressão geralmente usada pelo regime como um eufemismo para corrupção.

    O anúncio ocorre em meio a uma ampla campanha que, segundo o líder Xi Jinping, no poder há mais de uma década, visa erradicar a corrupção dentro do partido e do país.

    “Após análise, foi decidido abrir uma investigação contra Zhang Youxia e Liu Zhenli”, disse o Ministério da Defesa em um comunicado. Os dois são suspeitos de cometer “graves violações disciplinares e da lei”, afirmou o texto.

    A CMC é o órgão supremo de comando militar do aparato estatal chinês e é responsável pelo controle do Partido Comunista sobre as Forças Armadas e pela coordenação da defesa nacional.

    “Essa medida é sem precedentes na história das Forças Armadas chinesas e representa a total aniquilação do alto comando”, afirmou Christopher Johnson, um ex-analista da agência americana de inteligência, ao jornal The New York Times.

    Zhang Youxia, 75, é o general mais graduado entre os dois vice-presidentes da CMC. Ele divide o cargo com Zhang Shengmin, um general da Força de Foguetes de Pequim, que assumiu o posto em outubro, após Pequim destituir seu antecessor em operação semelhante.

    Liu, 61, é o presidente do Estado-Maior Conjunto da CMC. Ambos os generais são subordinados do líder chinês Xi Jinping.

    Com as novas investigações e afastamento dos envolvidos, a Comissão Militar Central fica com apenas dois membros: Xi e o general Shengmin, que supervisionou os expurgos militares anteriores promovidos pelo líder. Todos os seis comandantes que Xi nomeou para a comissão em 2022 foram removidos.

    O dirigente chinês havia lançado uma campanha para impor disciplina no Partido Comunista e combater a corrupção nas Forças Armadas do país em meados de 2023. Naquele momento, já foi entendida como um sinal de que o esforço que o líder vinha fazendo há uma década para exercer controle rígido sobre os militares não tinha surtido o efeito desejado.

    Em duas reuniões de alto nível em Pequim, em agosto daquele ano, Xi disse a líderes militares que eles precisavam “se concentrar em resolver os maiores problemas que persistem nas organizações partidárias em todos os níveis, visando a impor a liderança absoluta sobre as Forças Armadas”.

    Mais tarde, em dezembro de 2023, a China nomeou o então comandante da Marinha, Dong Jun, como ministro da Defesa, substituindo o titular anterior, general Li Shangfu, demitido sem explicações e destituído do cargo de conselheiro de Estado meses antes.

    Havia consenso entre analistas que Li era investigado por corrupção. Ele chefiava o departamento responsável pela aquisição e pesquisa de equipamentos antes de assumir o cargo de defesa.

    China investiga generais da alta cúpula militar por suspeita de corrupção

  • Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    DOUGLAS GAVRAS
    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Desde dezembro do ano passado, a maior propriedade privada de Cochamó (a 1.060 km de Santiago), uma área praticamente inexplorada na Patagônia chilena, não está mais à venda.

    Uma campanha liderada por diferentes organizações conseguiu arrecadar mais de US$ 78 milhões (cerca de R$ 412 milhões) para comprar e preservar mais de 133 mil hectares -área equivalente a mais de 840 parques Ibirapuera ou quase 17 vezes o Parque Estadual da Cantareira.

    O Cerro Trinidad, uma das montanhas emblemáticas de Puchegüín, no Vale de Cochamó, Chile Valentina Thenoux Divulgação/Puelo Patagonia Uma fotografia de tirar o fôlego mostra uma pessoa solitária admirando uma paisagem montanhosa grandiosa e ensolarada, capturando a beleza imponente e a vastidão da natureza. A composição da cena é equilibrada, com a pessoa em primeiro plano, posicionada na parte inferior central, direcionando o olhar do espectador para o cenário épico.

    A história dessa área no sul do Chile remonta a 1920, quando o antigo Ministério das Terras e Colonização concedeu grandes extensões para desenvolvimento produtivo e povoamento de regiões do país.

    A concessão foi feita a uma empresa chamada Sociedade Agroflorestal Puchegüín, e a maior parte do local permaneceu intocada por anos, devido aos declives acentuados que dificultavam a exploração e o cultivo agrícola. Ao longo dos anos, a propriedade passou de mão em mão até chegar aos últimos herdeiros.

    Em 2022, quando a titularidade da terra foi definida, ativistas locais decidiram lançar uma campanha para comprá-la. A Conserva Puchegüín é uma iniciativa liderada pela organização Puelo Patagonia e inclui a The Nature Conservancy, a Fundação Freyja, a Patagonia Inc. e a Fundação Wyss.

    O sucesso da iniciativa na compra das terras encerrou anos de incerteza sobre o futuro da propriedade e marca o início de um novo capítulo em busca de proteção e gestão a longo prazo da área.
    Andrés Diez, diretor executivo da Puelo Patagonia, conta que a organização foi criada para tentar proteger a bacia do rio Puelo, na região de Los Lagos, da especulação imobiliária, impulsionada por um projeto hidrelétrico.

    Os ativistas se deram conta da importância dessa propriedade, tanto por suas características ambientais quanto por seu valor cultural para os moradores e pela presença de pinturas rupestres.

    “A área tem a característica notável de possuir florestas primárias, intocadas pelo homem, com milhares de anos, e que cobrem cerca de metade da propriedade. Nessas florestas, cresce uma espécie de árvore chamada alerce [também conhecida como cipreste da Patagônia, ou Fitzroya cupressoides], que também foi intensamente explorada na extração de madeira”, afirma Diez.

    Além de se organizar para a compra da propriedade, por meio de um site criado pelos organizadores, o grupo monitorou a fauna e a flora, criou regulamentações para o turismo e se manteve em contato com as comunidades locais, que são essenciais para o futuro modelo de gestão da área.

    A região de Puchegüín também abriga uma diversidade de espécies ameaçadas, como o marsupial “monito del monte” e o huemul (ou cervo sul-andino), um dos animais que aparecem no brasão nacional do Chile.

    O território compõe uma rede de áreas protegidas de 1,6 milhão de hectares entre o país e a Argentina, contribuindo para a biodiversidade, armazenamento de carbono e bem-estar das comunidades.

    Segundo a organização, até 20% da área poderá ser utilizada para práticas sustentáveis, enquanto pelo menos 80% ficarão sob proteção. A ideia é criar zonas de conservação em áreas usadas por comunidades, enquanto regiões ecologicamente sensíveis serão designadas para proteção.

    Diez lembra que a população que vive ao redor da propriedade é composta por famílias de colonos chilenos que chegaram à região há cerca de cem anos e têm um estilo de vida ligado à agricultura e à pecuária.

    “São pessoas do campo, andam a cavalo, têm suas tradições, sua cultura; sabem viver em contato com a natureza, e acreditamos que esse modo de vida ainda é relevante.”

    Hoje, a população pode visitar parte da área comprada, segundo conta o ativista. O circuito mais conhecido da região para trilhas é o La Herradura, que pode ser feito em cerca de sete dias. “A área já conta com sinalização, infraestrutura e estamos trabalhando para melhorá-la. E também há serviços oferecidos pelos locais, como alimentação, hospedagem ou passeios guiados a cavalo, que funcionam bem.”

    Segundo a organização, não há planos de compra de novas porções de terra, e a meta para os próximos anos é integrar Puchegüín à realidade da população local.

    “Vamos trabalhar para entender e desenvolver uma proposta que aborde tanto o aspecto social quanto o de conservação. Para isso, estamos pesquisando, trabalhando e coletando informações. Temos um prazo de dois anos para desenvolver um plano diretor com esse objetivo”, afirma Diez.

    Campanha arrecada US$ 78 milhões e consegue salvar terras na Patagônia chilena

  • Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

    Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

    O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2023, quando Bruna foi morta por estrangulamento em um apartamento localizado na Liberty Street, região central da cidade, onde Miller morava.

    O brasileiro Miller Pacheco, natural de Formiga, no estado de Minas Gerais, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi anunciada nesta sexta-feira (23) pelo Tribunal Criminal Central de Cork, na Irlanda, um dia após a condenação formal, segundo informações repassadas pela família da vítima. O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2023, quando Bruna foi morta por estrangulamento em um apartamento localizado na Liberty Street, região central da cidade, onde Miller morava.

    Durante a audiência que definiu a pena, o réu aceitou a condenação e pediu desculpas aos familiares de Bruna. De acordo com a legislação irlandesa, crimes de homicídio resultam obrigatoriamente em prisão perpétua. A irmã da vítima, Izabel Fonseca, afirmou que a rigidez da Justiça no país traz um sentimento de alívio à família, por haver a convicção de que a pena será cumprida integralmente. Segundo o jornal “The Journal”, o advogado de defesa, Ray Boland, informou que Miller não irá recorrer da decisão e quis manifestar arrependimento pela dor causada à família Fonseca.

    Ao proferir a sentença, a juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma jovem excepcional e destacou que o crime foi motivado pela incapacidade do réu de aceitar o fim do relacionamento. Para a magistrada, a vítima deixou claro que tinha o direito de seguir sua própria vida e que não pertencia a ninguém. Uma gravação apresentada ao tribunal mostrou Bruna afirmando que apenas ela tinha controle sobre suas escolhas, embora o conteúdo não tenha sido divulgado. A prima da jovem, Marcela Fonseca, resumiu o caso ao dizer que a vida de Bruna foi tirada porque ela não teve o direito de seguir em frente.

    Bruna e Miller mantiveram um relacionamento de cerca de cinco anos no Brasil. Formada em Biblioteconomia, Bruna se mudou para a Irlanda em setembro de 2022, acompanhada da sobrinha, em busca de novas oportunidades. Miller chegou ao país dois meses depois. Pouco tempo após a chegada dele a Cork, o casal se separou definitivamente, repetindo uma ruptura que já havia ocorrido meses antes, ainda no Brasil.

    No dia do crime, Bruna foi ao apartamento do ex-companheiro para participar de uma chamada de vídeo com um familiar que cuidava do cachorro que o casal teve no Brasil. Horas antes, ambos estiveram em uma festa de réveillon. Por volta das 6h30 da manhã, a polícia foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no local. Apesar das tentativas de reanimação feitas por paramédicos, ela não resistiu. Exames posteriores apontaram que a jovem foi estrangulada e espancada. Moradores do prédio relataram ter ouvido gritos por volta das 4h15 da madrugada. Miller foi preso no mesmo dia, negou o crime inicialmente e permaneceu detido sem direito a fiança.

    O último contato de Bruna com a família ocorreu nas primeiras horas de 2023, durante uma chamada de vídeo em que aparentava estar bem. Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga, Bruna era descrita por amigos e familiares como batalhadora, discreta, religiosa e carismática. Formou-se em Biblioteconomia em 2018, pela Universidade de Formiga, e tinha planos de crescimento pessoal e profissional. Segundo a irmã, Bruna sempre acreditou que, mesmo diante das dificuldades, era preciso tentar novamente.

    Brasileiro pega prisão perpétua por matar a ex na Irlanda

  • Casa Branca vira chacota por foto de Trump com pinguim

    Casa Branca vira chacota por foto de Trump com pinguim

    A publicação gerou reação imediata de usuários, que apontaram uma falha básica no conteúdo: pinguins não vivem no Ártico, região onde está localizada a Groenlândia, mas sim no Hemisfério Sul. O equívoco acabou transformando o post em motivo de piada e indignação entre internautas.

    O perfil oficial da Casa Branca foi alvo de críticas e ironias nas redes sociais após publicar, no X, uma imagem que mostrava Donald Trump caminhando ao lado de um pinguim em uma referência à Groenlândia. A montagem veio acompanhada da legenda “abrace o pinguim”, ao lado das bandeiras dos Estados Unidos e da Groenlândia, sugerindo uma mensagem de aproximação amistosa.

    A publicação, porém, gerou reação imediata de usuários, que apontaram uma falha básica no conteúdo: pinguins não vivem no Ártico, região onde está localizada a Groenlândia, mas sim no Hemisfério Sul. O equívoco acabou transformando o post em motivo de piada e indignação entre internautas.

    Embrace the penguin. pic.twitter.com/kKlzwd3Rx7

    — The White House (@WhiteHouse) January 23, 2026 ” target=”_blank” rel=”noopener”>

    Além das críticas geográficas, alguns usuários interpretaram a mensagem como contraditória, já que Trump tem demonstrado interesse unilateral em anexar a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. A expressão “abrace o pinguim” também chamou atenção por ser conhecida entre usuários do sistema operacional Linux, no qual o pinguim é um símbolo amplamente utilizado para incentivar o uso da plataforma.

    Entre os comentários mais populares, internautas ironizaram o erro factual cometido pelo perfil oficial. “Vocês não sabiam que pinguins não vivem no Ártico, só na Antártida?”, questionou um usuário. Outros foram ainda mais duros: “Não existem pinguins na Groenlândia, seus idiotas”, escreveu um internauta, enquanto outro comentou: “Meu filho de 6 anos sabe que pinguinhs só vivem no sul”.

    Também houve espaço para sarcasmo político. “Peraí, vocês estão tentando roubar a Antártida também?”, brincou um usuário, resumindo o tom geral de zombaria que tomou conta da publicação.

    Casa Branca vira chacota por foto de Trump com pinguim

  • Bombardeios russos sobre Kiev e Carcóvia fazem um morto e 15 feridos

    Bombardeios russos sobre Kiev e Carcóvia fazem um morto e 15 feridos

    Importantes bombardeamentos russos sobre a Ucrânia na noite de sexta-feira para sábado causaram, pelo menos, um morto e 15 feridos em Kiev e Carcóvia, no nordeste, informaram as autoridades locais.

    Todo o território ucraniano encontra-se em estado de alerta devido a ataques aéreos, com as autoridades militares da capital alertando para a ameaça de drones e mísseis balísticos.

    Em Kiev, foram registrados danos em cinco bairros, provocando incêndios e a quebra de janelas de uma clínica privada e de uma residência, segundo o prefeito Vitali Klitschko.

    “Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas. Três dos feridos foram hospitalizados”, informou Klitschko na rede de mensagens Telegram, acrescentando que houve interrupções no fornecimento de aquecimento e água em alguns bairros periféricos, apesar das temperaturas abaixo de -10 °C.

    Em Carcóvia, o prefeito Igor Terekhov relatou um ataque com drones Shahed, de fabricação iraniana, que danificou vários prédios residenciais, além de um abrigo para deslocados, um hospital e uma maternidade dessa grande cidade próxima à fronteira com a Rússia.

    “Há agora 11 feridos registrados”, afirmou, também por meio do Telegram.

    Os bombardeios ocorrem enquanto negociadores russos, ucranianos e americanos discutem em Abu Dhabi, pela primeira vez nesse formato, as condições para pôr fim a quatro anos de guerra. A reunião começou nesta sexta-feira e continua hoje.

    Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a questão dos territórios continua sendo o principal ponto de impasse nas negociações, que acontecem em um contexto difícil para a Ucrânia. No campo de batalha, as tropas ucranianas vêm recuando há quase dois anos diante de um adversário mais numeroso e melhor armado, com Kiev dependendo em grande parte do apoio financeiro e militar do Ocidente.

    No terreno, a rede energética do país foi severamente danificada por uma série de ataques russos, provocando apagões e interrupções no aquecimento em larga escala devido às temperaturas extremamente baixas, especialmente em Kiev.

    Bombardeios russos sobre Kiev e Carcóvia fazem um morto e 15 feridos

  • Pentágono anuncia apoio "mais limitado" aos aliados dos EUA

    Pentágono anuncia apoio "mais limitado" aos aliados dos EUA

    As forças armadas norte-americana pretendem dar um apoio “mais limitado” aos aliados europeus para dar prioridade à segurança interna e à dissuasão em relação à China, anuncia a nova estratégia de defesa do Pentágono, divulgada sexta-feira.

    A “Estratégia de Defesa Nacional 2026”, documento não classificado divulgado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, marca uma ruptura com a política anterior do Pentágono, tanto pela ênfase na necessidade de que os aliados dos EUA assumam maior responsabilidade por sua própria defesa quanto por um tom mais moderado em relação aos inimigos tradicionais do país, especialmente China e Rússia.

    “Enquanto as forças americanas se concentram na defesa do seu território e da região do Indo-Pacífico, nossos aliados e parceiros passarão a assumir a responsabilidade por sua própria defesa, com um apoio essencial, porém mais limitado, das forças americanas”, afirmam os assessores do secretário de Defesa, Pete Hegseth, em um documento publicado após uma semana de crise sem precedentes entre Washington e seus aliados da OTAN em relação à Groenlândia.

    O texto começa com uma avaliação crítica da estratégia de defesa nacional da administração anterior, de Joe Biden, sustentando que “o presidente Donald Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025 em um dos cenários de segurança mais perigosos da história do país. Internamente, as fronteiras dos Estados Unidos foram invadidas, narcoterroristas e outros inimigos se tornaram mais poderosos em todo o hemisfério ocidental, e o acesso dos EUA a territórios estratégicos, como o Canal do Panamá e a Groenlândia, estava cada vez mais comprometido”.

    Por outro lado, enquanto a estratégia de defesa nacional anterior, publicada durante o governo Biden, descrevia a China como o maior desafio para Washington e classificava a Rússia como uma “ameaça grave”, o novo documento defende “relações respeitosas” com Pequim e não faz qualquer menção a Taiwan, aliado dos Estados Unidos que a China reivindica como seu território. Já a ameaça russa é descrita como “persistente, mas controlável”, afetando diversos membros da OTAN.

    O documento de 2026 também afirma que o Pentágono “priorizará os esforços para fechar as fronteiras, repelir qualquer forma de invasão e expulsar estrangeiros em situação irregular”.

    Assim como a Estratégia de Segurança Nacional divulgada pela Casa Branca no início de dezembro, o Pentágono coloca a América Latina no topo das prioridades americanas, afirmando que “restabelecerá o domínio militar dos Estados Unidos no continente americano”. “Utilizaremos esse domínio para proteger nossa pátria e garantir o acesso a áreas estratégicas da região”, destaca o texto.

    “Vamos proteger as fronteiras e as aproximações marítimas dos Estados Unidos e defender os céus do país por meio do Golden Dome for America e de um foco renovado no combate a ameaças aéreas não tripuladas”, afirma o Pentágono, demonstrando determinação em assegurar “o acesso militar e comercial dos EUA a territórios estratégicos, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia”, além de “oferecer ao presidente Trump opções militares críveis para serem usadas contra narcoterroristas, onde quer que estejam”.

    “Este é o Corolário Trump à Doutrina Monroe, e as Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para aplicá-lo com rapidez, poder e precisão, como o mundo viu na Operação ABSOLUTE RESOLVE”, escreve o Pentágono, em referência à operação que resultou na retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 3 de janeiro, para que fosse levado a julgamento em Nova York.

    Em relação à China, o documento assegura que “Trump busca uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas” com Pequim e que “demonstrou estar disposto a dialogar diretamente com o presidente Xi Jinping para alcançar esses objetivos”.

    No entanto, acrescenta o texto, “o presidente Trump também demonstrou a importância de negociar a partir de uma posição de força”, destacando um “objetivo simples”: “impedir que qualquer país, inclusive a China, domine os Estados Unidos ou seus aliados — em essência, estabelecer as condições militares necessárias para alcançar o objetivo da Estratégia de Segurança Nacional de um equilíbrio de poder no Indo-Pacífico que permita a todos desfrutar de uma paz digna”.

    “Para isso, conforme orienta a Estratégia de Segurança Nacional, ergueremos uma forte defesa de dissuasão ao longo da Primeira Cadeia de Ilhas” — linha estratégica de arquipélagos no Pacífico Ocidental que se estende do Japão, passando por Taiwan e Filipinas, até a Indonésia, ao longo da costa leste da China — e “incentivaremos e capacitaremos os principais aliados e parceiros regionais a fazerem mais pela defesa coletiva”, reforçando a dissuasão “para que todas as nações reconheçam que seus interesses são melhor atendidos por meio da paz e da contenção”, conclui o documento.

    Pentágono anuncia apoio "mais limitado" aos aliados dos EUA

  • Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

    Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!

    Quando o céu se transforma em destruição!

    Um tornado é um impressionante fenômeno da natureza, caracterizado por um turbilhão atmosférico que se forma em nuvens de chuva ou de trovoada. Ele adquire a forma de um funil de nuvens que, com frequência, toca o solo e se move com uma força devastadora, causando destruição por onde passa. Embora os tornados possam ocorrer em qualquer parte do mundo, os Estados Unidos são particularmente vulneráveis, registrando uma média impressionante de 1.150 tornados por ano.

    Esses fenômenos são verdadeiras obras-primas da natureza, ao mesmo tempo fascinantes e assustadoras, com um poder capaz de alterar paisagens e vidas em questão de segundos. Desde as vastas planícies do meio-oeste americano até as terras distantes de Bangladesh, os tornados deixam um rastro de histórias impressionantes de sobrevivência e perda.

    Os tornados mais impressionantes de todos os tempos!