Categoria: POLÍTICA

  • Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

    Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

    Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que não ficou provada interferência de esquema; ainda restam quatro votos a serem proferidos no julgamento de Cláudio Castro (PL)

    RIO DE JANEIRO, RJ E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Kassio Nunes Marques votou nesta terça-feira (24) para absolver Cláudio Castro (PL) no processo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

    O placar está 2 votos a 1 pela condenação dos acusados. Ainda restam quatro votos a serem proferidos.

    Kassio considerou que não há prova suficiente no processo que permita a condenação de Castro e os demais acusados na ação eleitoral sobre o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”. Ele considerou como “relatos pontuais” testemunhas que apontaram o uso eleitoreiro de projetos sociais do governo.

    “Para além de os relatos serem pontuais, considerada a dimensão das contratações efetuadas, eles padecem de inconsistência. […] É de se indagar como a existência de apenas três depoimentos em um universo de 27 mil contratações seria suficiente para comprovar a intenção de impactar o pleito que ocorreria em 2022”, disse Nunes Marques.

    Ele afirmou também que não é possível determinar que a reeleição de Castro ocorreu em razão do esquema. O ex-governador foi eleito no primeiro turno com 58,67% dos votos válidos.

    “É extremo de dúvida que as cifras envolvidas neste caso concreto são superlativas. […] Ocorre que os elementos existentes não se traduzem em um grau de certeza que permita apenar os integrantes da chapa eleita no pleito de 2022 para o governo do estado do Rio de Janeiro, tampouco demais recorridos, com as duras penas”, declarou o ministro.

    Castro renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), véspera da retomada do julgamento, a fim de evitar a pena de cassação. O objetivo foi garantir a realização de uma eleição indireta para o mandato-tampão, que vai até o fim deste ano. A retirada do cargo pelo TSE poderia levar à realização de um pleito direto, reduzindo o poder de influência do governador sobre sua sucessão imediata.

    A ação eleitoral teve como origem o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”, revelado pelo UOL em junho de 2022. O caso se refere ao uso da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo e sem a divulgação de seus nomes.

    Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na “boca do caixa”. Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema. As contratações só foram interrompidas em agosto, após a ação civil pública do Ministério Público estadual.

    O caso gerou duas ações de investigação judicial eleitoral, uma movida pela chapa de Marcelo Freixo (PT), derrotado na eleição, e outra pela Procuradoria Eleitoral. Castro foi absolvido no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) em maio de 2024 em votação apertada, por 4 a 3. O Ministério Público Eleitoral levou o caso ao TSE, ao recorrer da decisão.

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  • Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

    Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

    Alexandre de Moraes vai decidir se mantém a prisão domiciliar humanitária em 90 dias; ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda-feira (23) à noite

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A reavaliação do quadro de saúde de Jair Bolsonaro (PL) para manutenção da prisão domiciliar humanitária, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na terça-feira (24), foi alvo de críticas da defesa do ex-presidente e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Moraes entendeu que o quadro de Bolsonaro, que está internado desde o último dia 13, após ser diagnosticado com uma broncopneumonia por aspiração, justificava o cumprimento da pena em casa. O ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda (23) à noite, mas segue sem previsão de alta.

    A decisão que concedeu a medida humanitária foi criticada em parte por um dos advogados de Bolsonaro, o criminalista Paulo Cunha Bueno. Para ele, o caráter temporário da medida, que será reavaliada no prazo de 90 dias, é “singularmente inovadora”. Os cuidados médicos são, segundo Bueno, permanentes e “demandados por toda vida”.

    O filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, também criticou o trecho. Em entrevistas aos canais GloboNews e CNN, ele classificou a decisão como “exótica” e chamou de inovação o que chamou de “prisão domiciliar provisória”.

    “Ele está tendo uma domiciliar humanitária, porque, no local onde ele está há um risco de agravamento do seu estado de saúde. Ele vai para casa para melhorar esse quadro. Daqui a 90 dias, se saúde dele melhorar, ele volta pro ligar onde a saúde ele tava piorando?”, questionou o senador.

    A reavaliação periódica já foi utilizada por Moraes na concessão de outras prisões domiciliares humanitárias. Um precedente previsto ocorreu no caso de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que previa uma reavaliação médica a cada dois meses.

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  • Moraes sugere em decisão que Bolsonaro poderia ter apertado 'botão de pânico' antes

    Moraes sugere em decisão que Bolsonaro poderia ter apertado 'botão de pânico' antes

    Ministro afirma que ex-presidente passaria mal independentemente do local onde estivesse preso; relator do processo da trama golpista concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias, a partir da alta hospitalar

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia ter adiantado o próprio atendimento médico caso acionasse o “botão do pânico” à disposição dele 24 horas por dia na Papudinha, onde estava preso.

    O relator concedeu a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente e disse que a intercorrência médica ocorreria independentemente do local de custódia, se na prisão ou em casa, e, segundo ele, “dificilmente, o atendimento e remoção do custodiado seria mais célere e eficiente se estivesse em prisão domiciliar”.

    Segundo Moraes, o procedimento para garantir a saúde de Bolsonaro na prisão foi “extremamente eficiente” e permitiu a transferência imediata do ex-presidente para o hospital DF Star na madrugada de 13 de março, onde ele está internado com broncopneumonia.

    “O procedimento estabelecido para garantir a saúde e dignidade do custodiado Jair Messias Bolsonaro foi extremamente eficiente, com início às 6h45 do dia 13/3, permitindo sua imediata remoção para hospital particular, sem qualquer necessidade de autorização judicial específica. Saliente-se, ainda, que o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 (vinte e quatro) horas por dia”, escreveu em sua decisão.

    “Não há, portanto, qualquer dúvida sobre as completas condições do estabelecimento prisional em garantir o tratamento seguro e adequado ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, com absoluto respeito à sua saúde e dignidade, como bem salientando, por unanimidade, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ao afastar a ausência dos requisitos necessários para a concessão de prisão domiciliar humanitária”, completou.

    Com isso, o ministro rebateu a defesa de Bolsonaro, que defendia que mantê-lo na Papudinha não daria a ele acompanhamento contínuo ou resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito.

    A preocupação também foi apresentada pelos médicos do ex-presidente. Em entrevista a jornalistas da data em que ele foi internado, o cardiologista Leandro Echenique afirmou que “se o tratamento não fosse instituído rapidamente, essa infecção, frente à velocidade que foi, em poucas horas, ele [Bolsonaro] poderia evoluir para realmente precisar de intubação e poderia evoluir para uma infecção generalizada”.

    A prisão domiciliar de Bolsonaro terá prazo inicial de 90 dias, a contar a partir de sua alta médica, “para fins de integral recuperação da broncopneumonia”.

    “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, afirmou Moraes.

    O ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na noite de segunda (23), mas boletim médico divulgado nesta terça afirma que ele segue sem previsão de alta hospitalar.

    Jair Bolsonaro também precisará voltar a usar tornozeleira eletrônica e ficará obrigatoriamente em sua casa, em um condomínio fechado em Brasília.

    O pedido pela prisão domiciliar humanitária vinha sendo feito pela defesa desde antes do cumprimento definitivo da pena por tentativa de golpe de Estado, em novembro passado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

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  • Após deixar UTI, Bolsonaro segue tratamento sem previsão de alta

    Após deixar UTI, Bolsonaro segue tratamento sem previsão de alta

    Bolsonaro recebeu alta da terapia intensiva após evolução clínica, mas permanece em tratamento no hospital, com uso de antibióticos e acompanhamento médico, sem previsão de alta

    BRASÍLIA, DF (UOL/CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a UTI do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar melhora clínica, mas segue internado para tratamento de pneumonia com antibióticos. Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (24), ele continua sem previsão de alta hospitalar.

    Bolsonaro foi para o quarto. De acordo com a equipe médica, Bolsonaro recebeu alta da terapia intensiva após evolução clínica, mas permanece em tratamento no hospital, com uso de antibióticos e acompanhamento médico, sem previsão de alta.

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta segunda-feira (23) favoravelmente à transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar. O parecer não garante a domiciliar -decisão agora cabe a Alexandre de Moraes, do STF.

    Bolsonaro está recebendo tratamento por causa de uma broncopneumonia bacteriana bilateral. A infecção atinge os dois pulmões.

    Segundo os médicos, o quadro teve origem aspirativa. Isso ocorre quando conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias, podendo causar infecção.

    No início do tratamento, a equipe utilizou dois antibióticos. Como não houve resposta suficiente, um terceiro medicamento foi introduzido.

    Após o ajuste, Bolsonaro passou a apresentar melhora clínica. Houve redução dos marcadores inflamatórios e melhora de sintomas como falta de ar.

    Após deixar UTI, Bolsonaro segue tratamento sem previsão de alta

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  • Moraes autoriza prisão domiciliar de Jair Bolsonaro com tornozeleira

    Moraes autoriza prisão domiciliar de Jair Bolsonaro com tornozeleira

    Ex-presidente Jair Bolsonaro está internado em um hospital em Brasília, onde se recupera de complicações de saúde; ministro decidiu que domiciliar valerá por 90 dias

    Nesta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volte a cumprir pena em prisão domiciliar para a recuperação de uma broncopneumonia.

    Moraes atendeu à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor da flexibilização de regime por 90 dias em razão do quadro de saúde do ex-presidente.

    Ex-presidente estava detido na Papudinha, em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado .

    Em 13 de março, ele deixou a unidade prisional após apresentar um quadro de broncopneumonia e foi internado. Bolsonaro passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital para tratar de uma pneumonia decorrente de broncoaspiração.

    Boletim Médico

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a UTI do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar melhora clínica, mas segue internado para tratamento de pneumonia com antibióticos. Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (24), ele continua sem previsão de alta hospitalar.

    Bolsonaro foi para o quarto. De acordo com a equipe médica, Bolsonaro recebeu alta da terapia intensiva após evolução clínica, mas permanece em tratamento no hospital, com uso de antibióticos e acompanhamento médico, sem previsão de alta.

     

    Moraes autoriza prisão domiciliar de Jair Bolsonaro com tornozeleira

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  • Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal

    Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal

    Silvia vai se filiar nesta terça-feira (24) ao PSD, na sede do partido; filha de Silvio Santos ficou conhecida por apresentar programas infantis na grade do SBT

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Silvia Abravanel, 54, filha de Silvio Santos (1930-2024), se candidatará a um cargo de deputada federal pelo Partido Social Democrático (PSD).

    Silvia vai se filiar nesta terça-feira (24) ao PSD, na sede do partido. Ela pretende participar das eleições de outubro, disputando uma vaga de deputada federal. A informação foi divulgada pelo PSD. A Splash, a assessoria de Silvia confirma a filiação, mas aguarda para falar em uma candidatura.

    A filha de Silvio Santos apresentou programas infantis na grade do SBT. Silvia esteve à frente do “Bom Dia & Cia” por nove anos, e nesta terça-feira (24) apresenta o “Sábado Animado”. Também é uma das apresentadoras do Teleton, transmitido anualmente pelo canal.

    Silvia é formada em medicina veterinária pela Universidade Paulista (UNIP). É casada com Gustavo Moura, da dupla sertaneja Gustavo Moura e Rafael, e tem duas filhas, Amanda e Luana, frutos de casamentos antigos.

    Silvio Santos, pai de Silvia, tentou ser presidente em 1989. Ele foi declarado inelegível, e a campanha acabou durando apenas dez dias. Fábio Faria, cunhado de Silvia e marido de Patricia Abravanel, também é político. Filiado ao Progressistas (PP), exerceu quatro mandatos como deputado federal pelo Rio Grande do Norte e foi ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro entre 2020 e 2022.

    Silvia Abravanel se filia ao PSD e pretende ser deputada federal

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  • Lula deve enviar nome de Messias ao Senado mesmo sob risco de Alcolumbre rejeitar indicado ao STF

    Lula deve enviar nome de Messias ao Senado mesmo sob risco de Alcolumbre rejeitar indicado ao STF

    Ministros do próprio Supremo entraram na campanha em prol de Messias nos últimos meses, inclusive os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kassio Nunes Marques.O decano da corte, Gilmar Mendes, e o ministro Cristiano Zanin também defenderam Messias, segundo relatos

    (CBS NEWS) – Quatro meses depois de anunciar seu escolhido, o presidente Lula (PT) avisou a pessoas próximas que pretende mandar ao Senado nesta semana a mensagem com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal).

    A decisão de enviar a documentação já está tomada, mas, antes, Lula gostaria de conversar mais uma vez com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo relatos, Alcolumbre disse a Lula que seria melhor esperar as eleições para fazer a sabatina.

    Na avaliação de articuladores do governo no Congresso, o ambiente está mais favorável a Messias hoje do que em novembro passado, quando foi escolhido.

    Ministros do próprio Supremo entraram na campanha em prol de Messias nos últimos meses, inclusive os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O decano da corte, Gilmar Mendes, e o ministro Cristiano Zanin também defenderam Messias, segundo relatos.

    O diagnóstico otimista contrasta com a projeção de pessoas próximas do presidente do Senado. Na condição de anonimato, aliados de Alcolumbre afirmam que, diferentemente do termômetro governista, a resistência ao indicado de Lula cresceu na medida em que avançaram as investigações do esquema do Banco Master, com a revelação de envolvimento de dirigentes do centrão no escândalo.

    Defensor do nome do amigo Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga, Alcolumbre sugeriu a Lula que enviasse a mensagem ao Senado só depois das eleições de outubro -o que submeteria seu indicado a um ano de espera.

    Desde a indicação de Messias, Lula tenta, sem sucesso, sensibilizar Alcolumbre em favor de seu escolhido. Fracassadas as tentativas, o presidente decidiu dar seguimento ao processo. Ao longo das negociações, aliados de Lula argumentaram que a indicação para o STF é uma prerrogativa do presidente, da qual ele não abre mão.

    Aliados do petista atentam para a necessidade de votação até maio, antes do recesso informal que marca os anos eleitorais. O próprio Messias também afirmou a pessoas próximas que gostaria de enfrentar a votação para encerrar esse ciclo.

    Lula tratou do tema com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), em um almoço na quarta-feira (18). Segundo relatos, Otto disse ao presidente que Messias tem boas chances de ser aprovado.

    O presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias logo após o anúncio de Lula, mas foi obrigado a cancelar a data porque o governo não tinha enviado os documentos necessários para o processo -um artifício usado por Lula para ganhar tempo e tentar obter mais apoio.

    O nome de Messias ao STF já havia sido cotado na época da aposentadoria de Rosa Weber, em 2023. No entanto, a cadeira acabou ficando com o então ministro da Justiça, Flávio Dino.

    Apesar de não ter sido escolhido para o Supremo naquela época, seu prestígio junto ao presidente cresceu no vácuo deixado com a saída de Dino do Ministério da Justiça. Messias se tornou o principal consultor jurídico de Lula e passou a ser chamado a opinar inclusive em temas políticos.

    Além de exaltar a competência e lealdade do ministro, Lula costuma afirmar que Messias está maduro para a vaga, aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro.

    Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, Messias também foi consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob o comando de Aloizio Mercadante, sendo ainda secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior. Ganhou confiança pelo trabalho iniciado como consultor jurídico de ministérios.

    No governo Dilma (PT), foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil -função que o tornou conhecido nacionalmente como “Bessias”, no episódio da divulgação em 2016 de uma escuta telefônica da Lava Jato, autorizada pelo então juiz Sergio Moro (União Brasil-PR), hoje senador.

    Apesar de não haver irregularidades na conduta do ex-auxiliar, o áudio remete a um dos momentos de maior dificuldade dos governos petistas.

    Durante o governo Bolsonaro, Messias ocupou a chefia de gabinete de Wagner no Senado. Até então sem muita proximidade com Lula, o AGU passou a conquistar reconhecimento do presidente já na montagem do governo. No papel de coordenador jurídico da transição, atuou na redação de decretos de reestruturação da Esplanada, incluindo a definição do Orçamento para 2023.

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  • Sem Ratinho, Caiado é o favorito para ser candidato do PSD

    Sem Ratinho, Caiado é o favorito para ser candidato do PSD

    A decisão de Ratinho pegou de surpresa seu entorno no Paraná e a cúpula do PSD que esperava o anunciar nesta semana. Nos últimos dias ele havia sinalizado a conhecidos que o desempenho nas pesquisas, nas quais esperava ter dois dígitos de saída, e a pressão familiar estavam pesando

    (CBS NEWS) – Com a desistência do governador Ratinho Jr. (PR) de concorrer à Presidência neste ano, o seu colega Ronaldo Caiado (GO) vira o nome favorito para assumir a disputa pelo PSD de Gilberto Kassab.

    Ambos os dirigentes estaduais estavam à frente do projeto de Kassab de montar uma candidatura única, que incluiu também o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Dos três, Ratinho Jr. sempre foi o menos empolgado com a empreitada.

    Por outro lado, seu desempenho superior ao dos correligionários nas pesquisas de segundo turno o colocaram à frente na predileção de Kassab, segundo interlocutores desses políticos.

    No mais recente levantamento do Datafolha, no começo deste mês, o paranaense marcava 41% em um hipotético tira-teima com o presidente Lula (PT), que tinha 46%, quase um empate técnico. Já os colegas ficavam para trás: Lula bateria hoje Caiado por 46% a 36%, e Leite por 46% a 34%.

    Já nos cenários de primeiro turno, Ratinho Jr. ia algo melhor, com 7% ante 4% de Caiado e 3% de Leite nos seus respectivos cenários em que ocupavam a vaga do PSD. Bem à frente estavam Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Se confirmada, a escolha de Caiado muda bastante o perfil da eventual candidatura do partido de Kassab. Ratinho Jr. tinha penetração potencial, baseada em pesquisas, no eleitorado centrista que hoje está espremido entre quem prefere Lula e Flávio.

    Diferentemente de Ratinho Jr., Caiado, um nome mais à direita e com forte ligação com o agronegócio do Centro-Oeste, é visto como um pré-candidato que transita na faixa de frequência do clã Bolsonaro.

    Tentaria pescar votos mais nesse lago, buscando se aproveitar da alta rejeição de Flávio, herança de seu pai, o ex-presidente e presidiário Jair. Não por acaso, o senador já está mirando suas baterias para a hipótese de uma terceira via à direita.

    O problema para Caiado, numa postulação, será diferenciar-se sem bater em Bolsonaro, de quem foi apoiador de primeira hora no segundo turno de 2018. Caiado e Bolsonaro se afastaram taticamente, mas o goiano foi figura constante em eventos da fracassada campanha pela anistia ao ex-presidente.

    Seja como for, o governador goiano tem potencial de ajudar Lula neste primeiro turno, caso enfraqueça a candidatura de Flávio. Num cenário otimista para o Planalto e hoje bastante improvável, Caiado e Flávio poderiam dividir votos o suficiente para fazer Lula sonhar com uma vitória em primeiro turno.

    Um fator imponderável é Romeu Zema (Novo), que deixou o governo de Minas visando a disputa presidencial. Há rumores de que ele, que ronda os 5% de intenções de voto, poderia apoiar Flávio se fosse seu vice.

    Entretanto, Zema legou o governo mineiro para um homem de Kassab, Mateus Simões (PSD), que deverá disputar a reeleição em outubro, o que abre a porta para uma aliança em torno da candidatura eventual de Caiado.

    Kassab não quer uma campanha agressiva contra Lula, cujo governo abriga três ministros do PSD. A postura historicamente mais antipetista de Caiado certamente entrará em choque com isso, caso o plano vá em frente.

    Para Leite, que dos três nomes do PSD pensados por Kassab era o que apresentou um discurso mais estruturado de pré-campanha, resta agora saber se o caminho será o Senado ou uma eventual vaga de vice, caso o favoritismo do goiano se confirme.

    Se concorrer, Caiado poderá repetir embates em debates com Lula de 1989, quando ficou em décimo lugar com menos de 1% dos votos na eleição que o petista perdeu no segundo turno para Fernando Collor (PRN), a quem o goiano apoiou.

    A decisão de Ratinho pegou de surpresa seu entorno no Paraná e a cúpula do PSD que esperava o anunciar nesta semana. Nos últimos dias ele havia sinalizado a conhecidos que o desempenho nas pesquisas, nas quais esperava ter dois dígitos de saída, e a pressão familiar estavam pesando.

    Ele se via amparado no PSD, mas sentia a inconstância de um cabo eleitoral em especial: o seu pai, o apresentador de TV Ratinho. No domingo (22), em uma reunião com a família, em particular as duas filhas mais velhas, o martelo foi batido. Ratinho Jr. avisou Kassab nesta segunda (23) e descartou inclusive tentar o Senado, o plano B mais citado. Agora, deve voltar à vida privada após o governo.

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  • Vorcaro é transferido e ocupa cela onde Bolsonaro ficou preso na PF

    Vorcaro é transferido e ocupa cela onde Bolsonaro ficou preso na PF

    A nova cela tem cama, banheiro privativo e uma mesa de trabalho. Conta ainda com televisão e frigobar, além de ar-condicionado. Vorcaro foi transferido para a PF na última quinta-feira (19) para negociar uma delação premiada

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido de cela na Superintência da Polícia Federal em Brasília. Ele ocupa agora o espaço onde ficou detido o ex-presidente Jair Bolsonaro, antes de ele ser levado para a Papudinha.

    A nova cela tem cama, banheiro privativo e uma mesa de trabalho. Conta ainda com televisão e frigobar, além de ar-condicionado. Vorcaro foi transferido para a PF na última quinta-feira (19) para negociar uma delação premiada.

    O espaço é reservado a autoridades e outras figuras públicas, caso do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, preso em 2024 sob suspeita de posse ilegal de arma de fogo durante operação da PF sobre a trama golpista.

    A nova cela é maior e tem mais equipamentos do que o espaço que Vorcaro ocupava até então, uma cela comum com cama, banheiro e cercada por grades.
    Antes de ser transferido para a Papudinha, Bolsonaro se queixou da cela. Disse que o ar-condicionado fazia ruído e a defesa repassou a reclamação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em janeiro, a PF informou ao Supremo que não seria possível reduzir o ruído.
    Isso porque, segundo a PF, a sala de Estado-Maior, onde Bolsonaro e agora Vorcaro foram detidos, está próxima a áreas destinadas à instalação e ao funcionamento de equipamentos do sistema de climatização do edifício.

    “Em razão dessa proximidade com as áreas técnicas, há nível de ruído no ambiente. Contudo, é importante destacar que não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”, disse a PF em ofício.

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  • Ratinho Jr. fala em 'virar página do atraso' no Brasil e em volta ao setor privado

    Ratinho Jr. fala em 'virar página do atraso' no Brasil e em volta ao setor privado

    Ratinho era um de três pré-candidatos lançado pelo PSD à sucessão de Lula. Além dele, figuravam ainda como possíveis apostas do partido liderado por Gilberto Kassab: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Jr., declarou nesta segunda-feira que decidiu não ser mais candidato a presidente da República e que concluirá seu mandato no Executivo estadual.

    Afirmou ainda que, depois disso, pretende voltar ao setor privado, mas que continua à disposição do PSD “para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens”, citando em seguida como objetivos alcançar menos burocracia, endurecimento de leis criminais e fortalecimento do agronegócio.

    Ratinho era um de três pré-candidatos lançado pelo PSD à sucessão de Lula. Além dele, figuravam ainda como possíveis apostas do partido liderado por Gilberto Kassab: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
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    Veja a íntegra da nota:

    O governador Ratinho Junior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano. Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família. O fato foi levado ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda, 23.

    Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil.

    O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.

    Eleito com quase 70% dos votos válidos em 2022, Ratinho permanecerá pautando a sua vida para ajudar o Brasil a partir do Paraná, ao defender um estado menor e mais eficiente, que tem a educação como instrumento para melhorar a vida de jovens e apostando na pacificação e no diálogo como alicerces do Estado Democrático de Direito.

    Carlos Massa Ratinho Júnior nasceu numa família humilde em Jandaia do Sul. Mudou para Curitiba ainda criança, onde o pai chegou desempregado na década de 80. A trajetória simples do governador permitiu que ele jamais fosse contaminado pelas benesses do Poder.

    Ao encerrar em dezembro essa fase de sua vida, Ratinho Júnior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.

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