Categoria: POLÍTICA

  • Acordo entre Marçal e Datena encerra processo por cadeirada em debate

    Acordo entre Marçal e Datena encerra processo por cadeirada em debate

    Tibunal de Justiça de São Paulo homologou acordo entre o apresentador e o empresário para encerrar processos referentes à agressão durante campanha eleitoral

    Um acordo entre as partes encerrou o processo na Justiça movido pelo influenciador Pablo Marçal contra o apresentador José Luiz Datena pela agressão no debate da TV Cultura entre candidatos à Prefeitura de São Paulo em setembro de 2024. O apresentador, que concorria ao cargo pelo PSDB, usou uma cadeira para agredir o candidato do PRTB. O influenciador pedia R$ 100 mil em indenização por danos morais.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) homologou o termo nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. O acordo também encerra outros processos na Justiça entre Datena e Marçal e tem cláusulas confidenciais.

    No processo, Marçal alegou que Datena “cometeu uma grave violação aos seus direitos de personalidade, atingindo sua honra, sua imagem e sua integridade física e moral”. Segundo o influenciador, a postura do candidato do PSDB foi “uma afronta direta ao processo democrático, colocando em risco a integridade do debate público”.

    O processo permaneceu parado por meses por entraves na citação a José Luiz Datena. Em outubro do ano passado, as defesas de Marçal e Datena se reuniram e selaram um acordo para encerrar outros processos na Justiça envolvendo as partes. Em outras ações, Datena é quem processava Marçal por ofensas como “comedor de açúcar” e insinuações de que o apresentador havia sido condenado por abuso sexual.

    “Tanto José Luiz Datena quanto Pablo Marçal consignam que o presente instrumento não importa confissão de culpa, reconhecimento de ilícito ou assunção de responsabilidade, representando tão somente a irrestrita e ampla declaração de retratação e perdão”, diz um extrato do acordo homologado.

    Marçal vinha provocando Datena nos dias anteriores ao debate da TV Cultura. Duas semanas antes, em um encontro organizado pela TV Gazeta, o então candidato pelo PRTB insinuou que o apresentador havia vendido sua desistência em corridas eleitorais anteriores. A declaração levou Datena a sair de seu púlpito e se aproximar do influenciador, empunhando o dedo em riste.

    A troca de farpas continuou nos dias seguintes. No primeiro bloco do debate da TV Cultura, Marçal chamou o candidato do PSDB de “jack”, gíria para se referir a abusadores sexuais. No penúltimo bloco do evento, o influenciador voltou a provocar Datena citando suas desistências em outras disputas pela Prefeitura paulistana. “Que hora você vai parar?”, perguntou Marçal. “Você não é homem nem para fazer isso”, seguiu o ex-coach, sofrendo a agressão em seguida.

    A cadeirada levou à interrupção da transmissão do debate. Na volta do intervalo forçado, o apresentador Leão Serva anunciou a expulsão de Datena e chamou o ato de “um dos eventos mais absurdos da história da televisão brasileira”.

    Pablo Marçal foi condenado à inelegibilidade pela Justiça Eleitoral pelo caso do “concurso de cortes”, em que propunha remuneração a quem divulgasse vídeos que o promovessem. O ex-candidato pelo PRTB busca reverter a proibição de concorrer a cargos eletivos recorrendo desta e de outras condenações.

    No mês passado, a ação movida por Guilherme Boulos (PSOL) contra Marçal pela divulgação de um laudo falso às vésperas das eleições foi suspensa por dois anos em um acordo com a promotoria.

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  • Manifestações bolsonaristas foram marcadas por 'flopada histórica', diz líder do governo

    Manifestações bolsonaristas foram marcadas por 'flopada histórica', diz líder do governo

    De acordo com um relatório da USP, a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, teve a participação de aproximadamente 20,4 mil pessoas; n Rio de Janeiro, foram 4,7 mil pessoas estimadas

    O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o ato “Acorda Brasil”, realizado neste domingo, 1, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), \”foi marcado por uma flopada histórica\”. A declaração foi publicada na rede social X.

    “As manifestações bolsonaristas foram marcadas por uma flopada histórica e vergonhosa. O povo cansou de discursos vazios, de ódio e de manipulações que não resolvem os problemas reais do Brasil”, escreveu o parlamentar.

    Guimarães acrescentou: “A verdade é que a maioria quer trabalho, comida na mesa e respeito à democracia. O Brasil acordou e não aceita mais ser enganado por essa gente.”

    De acordo com um relatório de especialistas da Universidade de São Paulo (USP), a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, teve a participação de aproximadamente 20,4 mil pessoas.

    No Rio de Janeiro, foram 4,7 mil pessoas estimadas.

    Manifestações bolsonaristas foram marcadas por 'flopada histórica', diz líder do governo

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  • Nikolas diz que futuro de Moraes é na cadeia, e Malafaia chama ministro de ditador em ato

    Nikolas diz que futuro de Moraes é na cadeia, e Malafaia chama ministro de ditador em ato

    Manifestantes bolsonaristas miram o STF, pedem prisão de Moraes e impeachment de Toffoli; em tom eleitoral, Flávio lembra ser preciso formar maioria no Senado para haver impeachment dos ministros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que o futuro do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é a cadeia durante manifestação na avenida Paulista realizada neste domingo (1º). “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachment, não. O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, afirmou Nikolas, que convocou o ato com o mote “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.

    Ele também chamou o ministro de “pateta”, disse “como sou crente, não posso xingar”, mas, em seguida, chamou o ministro de panaca. Por fim, puxou um coro de “fora, Toffoli”.

    Em um discurso inflamado contra Moraes, o pastor Silas Malafaia chamou o ministro de ditador e o acusou de corrupção no caso do Banco Master, afirmando que a mulher do magistrado teve um contrato com o banco.

    Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram, neste domingo (1º), na avenida Paulista, em São Paulo, em uma manifestação que teve, entre os alvos de críticas, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial Moraes e Toffoli. O motivo é a ligação de ambos os ministros com o caso Master, que provocou uma crise na corte.

    Uma faixa foi disposta na entrada do parque Trianon chamando o STF de “Supremo Tirano Federal”. Em frente ao Masp, foi posicionado um boneco inflável de Bolsonaro com uma mordaça na boca, na qual aparece escrito “falem por mim”. O ex-mandatário está preso na Papudinha, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.

    A manifestação, porém, teve forte tom eleitoral em apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Ele também esteve na avenida Paulista e fez críticas ao STF. Sem citar nominalmente nenhum ministro, Flávio disse ser favorável ao impeachment “de qualquer ministro do Supremo que descumprir a lei”.

    “Nosso alvo nunca foi o Supremo, que é fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia”, disse ele, acrescentando ser necessário formar maioria no Senado para conseguir o impeachment de ministros do STF.

    Ex-dono do Master, Daniel Vorcaro é suspeito de fraudar o sistema financeiro nacional. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação sobre o caso neste mês. Toffoli foi citado no relatório da Polícia Federal, no contexto de uma troca de mensagens entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

    Eles discutiam pagamentos para a empresa Maridt, que tinha Toffoli como um dos sócios. Em 2021, essa empresa vendeu cotas de um resort para um fundo de investimentos ligado a Zettel.

    Em paralelo, o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato com o Master, prevendo o pagamento de R$ 3,6 milhões por mês, durante três anos.

    O Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common estimaram a presença de 20,4 mil pessoas na manifestação em seu horário de pico, por volta das 15h53. A margem de erro é de 12%, o que significa que o público foi de 18 mil a 22,9 mil pessoas.

    Segundo a contagem, feita a partir de fotos aéreas analisadas com um software de inteligência artificial, a manifestação teve menos da metade do público do ato pró-anistia de 7 de setembro de 2025 –na ocasião, foram contabilizadas 42,4 mil pessoas no momento de pico.

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  • Bolsonaro diz em carta lamentar críticas da direita a Michelle e aliados

    Bolsonaro diz em carta lamentar críticas da direita a Michelle e aliados

    Em carta divulgada neste domingo (1) pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que as “cobiçadas vagas” para as eleições de 2026 devem ser definidas pelo diálogo em vez de pressões e ataques entre aliados.

    MATEUS VARGAS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse lamentar críticas feitas por nomes da direita a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a aliados.

    Em carta divulgada neste domingo (1) pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que as “cobiçadas vagas” para as eleições de 2026 devem ser definidas pelo diálogo em vez de pressões e ataques entre aliados.

    O documento foi publicado após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmar que o apoio de Michelle e Nikolas a Flávio Bolsonaro, que deve disputar a Presidência pelo PL, está “aquém do desejável” e em meio a disputa interna por influência no PL.

    “Lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, afirma trecho da carta que foi escrita na Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

    “A Michelle pedi para se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”, afirma ainda o documento assinado pelo ex-presidente.

    Na mesma carta, Bolsonaro diz: “Numa campanha majoritária, bem como às cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”.

    A carta foi divulgada na data em que Nikolas promoverá uma manifestação da direita, na avenida Paulista. Ele anunciou a manifestação “Acorda, Brasil” no dia 12 de fevereiro, sob o mote “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.

    Uma ala bolsonarista reagiu nas redes sociais por avaliar que não é estratégico priorizar o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Para esse grupo, o foco deve ser a anistia aos manifestantes do 8 de Janeiro e a liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na sexta-feira (27), questionado se o “Fora, Toffoli” é pauta da manifestação, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, respondeu: “A pauta foi colocada pelo Nikolas, está pública. É ‘Fora, Lula’, ‘Fora ministros do Supremo’. Contra a corrupção generalizada, a crise moral que vive o país. Cada um vai dar o seu tom”.

    No sábado (28), Michelle Bolsonaro havia divulgado outra carta em que Bolsonaro anunciava apoio à candidatura de Marcos Pollon (PL) ao Senado pelo Mato Grosso do Sul. A divulgação do documento se deu após a Folha revelar anotações feitas por Flávio Bolsonaro durante uma reunião da cúpula do PL com opiniões sobre os possíveis candidatos.

    Uma anotação feita por Flávio diz: “Pollon (pediu 15 mi para não ser candidato)”. Após a divulgação da frase, Flávio declarou que o pedido nunca ocorreu e que fez a anotação para avisar o deputado que “estavam falsamente divulgando isso”. Na carta divulgada por Michelle nas redes sociais, o ex-presidente Bolsonaro afirma que Pollon foi escolhido pelo “caráter, honra e dedicação”.

    Bolsonaro diz em carta lamentar críticas da direita a Michelle e aliados

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  • Governo Lula cria brecha para 'sigilo eterno' em cartas oficiais do presidente

    Governo Lula cria brecha para 'sigilo eterno' em cartas oficiais do presidente

    Desde 2023, a Casa Civil negou todos os 12 pedidos, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), de cópias de cartas oficiais enviadas ou recebidas por Lula. O órgão argumentou que as missivas tinham caráter pessoal e, por isso, estavam protegidas pelo princípio constitucional do sigilo à correspondência.

    ITALO NOGUEIRA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O governo Lula adotou entendimento que abre brecha para a imposição de um “sigilo eterno” a correspondências oficiais trocadas pelo presidente com chefes de Estado e outras autoridades internacionais.

    Desde 2023, a Casa Civil negou todos os 12 pedidos, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), de cópias de cartas oficiais enviadas ou recebidas por Lula. O órgão argumentou que as missivas tinham caráter pessoal e, por isso, estavam protegidas pelo princípio constitucional do sigilo à correspondência.

    Ao adotar essa justificativa, o governo deixa os documentos sem classificação, ficando sem qualquer prazo para liberação pública. A LAI prevê graus de sigilo de 5, 15 e 25 anos (reservado, secreto e ultrassecreto, respectivamente).

    A CGU (Controladoria-Geral da União) e a CMRI (Comissão Mista de Reavaliação de Informações), que formam a terceira e última instância de recurso com base na LAI, referendaram todas as recusas submetidas.

    Em nota, a Presidência da República afirmou que “correspondências privadas possuem dispositivo constitucional para a sua proteção e tratamento”. Segundo o Planalto, nenhuma carta do atual mandato foi disponibilizada para consulta pública. Ao mesmo tempo, reafirmou “o compromisso desta gestão com a transparência e a publicidade dos atos oficiais”.

    A CGU disse, em nota, que o sigilo de correspondência só pode ser afastado por meio de ordem judicial ou com a concordância do remetente ou destinatário.

    O sigilo à correspondência, previsto na Constituição, não tem prazo de expiração. Dessa forma, as cartas passariam a integrar o acervo privado do presidente e pertenceriam ao mandatário.

    É diferente da proteção a dados pessoais, prevista na LAI, que protege a informação por até cem anos –expediente alvo de críticas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Especialistas ouvidos pela Folha afirmam concordar com a proteção às correspondências privadas do presidente, mesmo quando se trata de comunicação com autoridades. Contudo, apontam risco de exageros no uso do argumento.

    Aplicando esse entendimento, o governo negou acesso à carta enviada pelo petista a Vladimir Putin após a reeleição do presidente russo, em março de 2024, e à missiva recebida do presidente argentino Javier Milei em abril de 2024.

    O argumento também foi usado para vetar acesso às cartas enviadas por Lula aos eleitores do COI (Comitê Olímpico Internacional) em 2009, durante a campanha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 –pedido este feito pela Folha.

    Ele também foi apresentado para negar a disponibilização de uma lista das correspondências de chefes de Estados enviadas e recebidas por Lula, sem apresentação de conteúdo. Neste caso, a CGU considerou ainda que há “risco de impactos negativos às relações diplomáticas do Brasil”, por indicar quais autoridades não mantiveram contato com Lula. A decisão não indicou qualquer classificação dada aos documentos.

    A garantia ao sigilo de correspondências foi usada pela primeira vez pelo governo Lula em 2023 após um pedido feito para acessar todas as cartas recebidas pelo presidente.

    Ao analisar o recurso, a CGU inicialmente fez uma divisão entre as cartas de cidadãos comuns e de chefes de Estado. Enquanto as primeiras deveriam ser preservadas, as demais deveriam ser disponibilizadas, seguindo “o princípio da máxima divulgação de informações”.

    A Casa Civil pediu reconsideração da decisão e, inicialmente, um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União) manteve a decisão de publicidade. Porém, um novo documento foi elaborado adotando os argumentos que abriram brecha para o “sigilo eterno” das correspondências oficiais do presidente.

    Segundo o último parecer, o fato de a correspondência ser dirigida ou enviada por um chefe de Estado por meio de canais oficiais não é suficiente para “caracterizá-la como pertencente ao patrimônio público”. Isso porque, de acordo com o entendimento, todas as atividades públicas e privadas do presidente são intermediadas por órgãos estatais.

    “Ao contrário do agente público comum, cujos aspectos de sua vida pública e vida privada se desenvolvem em espaços que podem ser segmentados, a elevada posição e as responsabilidades na condução da vida nacional impõem ao Presidente da República um modo de vida em todo diferente”, diz o parecer.
    O documento defende que as cartas devem ser analisadas caso a caso antes de serem disponibilizadas ao público.
    O entendimento da AGU não foi adotado pelo Ministério das Relações Exteriores. A Folha localizou um pedido feito em 2024 no qual o Itamaraty disponibilizou uma carta de Lula daquele ano ao presidente da Tunísia, Kaïs Saïed.

    Durante o governo Bolsonaro, o Itamaraty também liberou acesso a uma carta do ex-presidente Joe Biden ao ex-presidente brasileiro. A reportagem não localizou pedidos analisados pela Casa Civil ou pela CGU na gestão anterior.

    A transparência foi uma bandeira de Lula na eleição de 2022 disputada contra Bolsonaro. O atual presidente criticava o antecessor pela imposição de sigilo considerado indiscriminado a informações públicas.

    O professor da USP Marcos Augusto Perez, especialista em transparência administrativa, afirma concordar com o entendimento da AGU. Ele defende a análise caso a caso porque há possibilidade de o presidente tratar de assuntos pessoais com outros chefes de Estado. No entanto, aponta que essa previsão pode levar a exageros e virar “uma desculpa fácil”.

    “Acho que até daria para considerar toda a correspondência oficial da Presidência, em determinados contextos, no mínimo reservada. Mas dizer que é tudo pessoal, é um exagero. Diz que é pessoal, assim não tem que classificar”, disse ele.

    Governo afirma ter compromisso com transparência

    A Presidência da República disse, em nota, que “reitera o compromisso desta gestão com a transparência e a publicidade dos atos oficiais, em estrita observância à legislação vigente”.

    “As correspondências privadas possuem dispositivo constitucional para a sua proteção e tratamento. Dessa forma, em consonância com o sigilo de correspondência, previsto pela Constituição Federal (Art. 5º, inciso XII), pela Lei de Acesso à Informação (Art. 31), pela Lei Geral de Proteção de Dados (Art. 2º) e por outros documentos, nenhuma carta dirigida ao presidente da República foi disponibilizada para consulta do público durante o atual mandato”, diz a nota.

    O governo federal informou ainda que “uma amostragem das cartas recebidas no período de 2003 a 2010” foi enviada ao Arquivo Nacional após o fim dos dois primeiros mandatos de Lula. Declarou também que “não há destinação a acervo público no exercício do mandato”.

    A CGU declarou que o sigilo à correspondência “só seria afastado por meio de ordem judicial ou da concordância do remetente ou destinatário”. “Este entendimento está em acordo com a Comissão Mista de Reavaliação de Informações, conforme a Decisão CMRI nº 27/2025/CMRI/CC/PR.”

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  • Presidente do PT diz que Flávio Bolsonaro é 'essência do pensamento fascista' e alerta sigla

    Presidente do PT diz que Flávio Bolsonaro é 'essência do pensamento fascista' e alerta sigla

    Desde que pesquisas de intenção de voto começaram a indicar o avanço do senador, ainda que a eleição seja somente em outubro, o partido decidiu mudar a estratégia.

    O PT vai deflagrar uma ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à sucessão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nas ruas e nas redes sociais. Desde que pesquisas de intenção de voto começaram a indicar o avanço do senador, ainda que a eleição seja somente em outubro, o partido decidiu mudar a estratégia.

    \”Flávio Bolsonaro é a essência do pensamento fascista e ultraconservador brasileiro. Se não falarmos isso, ele será \’o amigo Flávio\’, o candidato palatável\”, disse o presidente do PT, Edinho Silva, na sexta-feira, 27, durante a conferência da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária na legenda.

    A reunião serviu para discutir diretrizes da campanha de Lula à reeleição e fazer um chamamento ao partido, diante das dificuldades apresentadas nos últimos dias.

    \”Vamos enfrentar Flávio Bolsonaro no debate político. É só olhar a história: ele não nasceu da casca do ovo. Vamos olhar cada votação que ele teve. Agora, ele quer virar um copo vazio. Ele não é um copo vazio porque é a herança do autoritarismo e do fascismo\”, discursou Edinho, numa referência ao fato de Flávio ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje preso por tentativa de golpe.

    A uma plateia formada por políticos e personalidades do partido, como o ex-ministro José Dirceu, o presidente do PT afirmou que Flávio virou o \”catalisador de um sentimento antissistema\”. Foi nesse momento que pediu rápida reação dos correligionários para expor os problemas do senador.

    Embora não tenha citado, a lista inclui o escândalo da \”rachadinha\”. Em 2020, por exemplo, Flávio foi acusado pelo Ministério Público do Rio de chefiar uma organização criminosa que recolhia parte do salário dos funcionários de seu gabinete, quando era deputado estadual, para benefício próprio. O senador nega as acusações.

    \”Nós ficamos às vezes estarrecidos quando a gente oscila um pouco nas pesquisas. O que nós temos de entender é que estamos vivendo de fato um momento difícil, de acirramento da conjuntura, e de uma dificuldade imensa de dialogarmos com a sociedade brasileira. Isso nós não podemos negar\”, admitiu Edinho. Em seguida, porém, observou que o PT tem \”todas as condições\” de levar Lula à vitória.

    O Estadão apurou que, durante o encontro, dirigentes mostraram preocupação com o potencial de desgaste da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e do escândalo do Banco Master sobre a campanha de Lula.

    Na quinta-feira, 26, a CPMI decidiu quebrar o sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, em uma sessão tumultuada, interrompida por socos, sopapos e bofetões entre deputados e senadores.

    Edinho também pediu atenção para enfrentar o que chamou de \”ofensiva de redes sociais\” contra Lula e o PT. Disse que a \”estrutura fraudulenta\” para colocar em risco o sistema financeiro não foi montada nesse governo e classificou a mobilização digital bolsonarista como profissional e organizada.

    \”Se nós ficarmos inertes, Flávio Bolsonaro será o \’amigo Flávio\’. Mas nós não vamos dizer de quem ele é amigo?\”, provocou Edinho ao destacar que o senador é amigo dos opositores do fim da escala 6×1 e das \”elites\” envolvidas nos escândalos do mercado financeiro. \”Ou o PT levanta a bandeira da reforma política ou não seremos o partido antissistema\”, cobrou.

    Apesar do \”chacoalhão\”, Edinho incentivou os pares a partir para o enfrentamento e, ao destacar que bolsonaristas estão com uma poderosa estrutura nas redes sociais, o presidente do PT fez um afago.

    \”Nenhum robô debate mais do que um militante estimulado\”, concluiu o presidente do PT.

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  • Flávio Bolsonaro classifica posicionamento do governo sobre EUA X Irã como 'inaceitável'

    Flávio Bolsonaro classifica posicionamento do governo sobre EUA X Irã como 'inaceitável'

    “Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, afirmou Flávio.

    O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como \”inaceitável\” o posicionamento divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que condenou e expressou \”grave preocupação\” com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado, 28.

    \”Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo\”, afirmou Flávio, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de outubro, em uma publicação no X.

    Ele afirmou que o Brasil não precisa se envolver em \”conflitos regionais\”, nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido.

    Segundo o senador, o País também não deveria escolher o lado \”moralmente errado\” ao se posicionar sobre conflitos. O posicionamento do governo, ele disse, legitima o regime iraniano, que financia e apoia organizações terroristas e \”promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.\”

    \”Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento\”, ele escreveu.

    O senador ainda expressou solidariedade com Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países que foram alvos de ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel.

    O posicionamento brasileiro

    O governo brasileiro divulgou neste sábado, 28, uma nota em que condena o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as partes para evitar a escalada de hostilidades.

    Na nota, o Itamaraty pede aos envolvidos que respeitem o direito internacional e \”exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil\”.

    O governo diz ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações e recomenda que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países em que estiverem.

    A posição brasileira se alinha à de outros líderes mundiais, que manifestaram preocupação com o conflito. Os líderes da União Europeia, por exemplo, divulgaram uma declaração conjunta neste sábado pedindo moderação e o envolvimento da diplomacia regional, na esperança de \”garantir a segurança nuclear\”.

    Flávio Bolsonaro classifica posicionamento do governo sobre EUA X Irã como 'inaceitável'

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  • Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã

    Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã

    Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.

    O governo do Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, neste sábado (28). Em nota, o Ministério das Relações Exteriores expressou grave preocupação com a situação e lembrou que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes.

    Para o Itamaraty, a negociação é o único caminho viável para a paz, “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.

    “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.

     

    O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, está em contato direto com a comunidade brasileira, para transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança. As demais embaixadas brasileiras na região também acompanham os desdobramentos das ações militares, “com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados”.

    “Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem”, alertou o Itamaraty.

    Israel lançou um ataque contra o Irã no início da manhã deste sábado (28), declarando estado de emergência “especial e imediato” em todo o país, de acordo com informações da agência de notícias Reuters

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também confirmou “grandes operações de combate” no Irã com o objetivo de defender o povo americano, “eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”.

    Na quinta-feira (26), Irã e Estados Unidos haviam retomado as negociações com o objetivo de encontrar uma solução diplomática para a longa disputa sobre o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e outros países ocidentais afirmam que o programa visa a construção de armas nucleares. O Irã nega a acusação.

    Brasil condena ataques dos EUA e Israel ao Irã

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  • Flávio Bolsonaro indica para Senado prefeito que nomeou condenados por milícia no RJ

    Flávio Bolsonaro indica para Senado prefeito que nomeou condenados por milícia no RJ

    O anúncio de Márcio Canella (União Brasil) como um dos candidatos ao Senado da aliança de Flávio no Rio de Janeiro na terça-feira (24) confirma a ascensão do prefeito que mantém há anos vínculos políticos com acusados de envolvimento com organizações criminosas.

    ITALO NOGUEIRA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu para compor seu palanque no Rio de Janeiro um prefeito que nomeou dois condenados por práticas de milícia como secretários municipais de Belford Roxo (RJ), cidade da Baixada Fluminense.

    O anúncio de Márcio Canella (União Brasil) como um dos candidatos ao Senado da aliança de Flávio no Rio de Janeiro na terça-feira (24) confirma a ascensão do prefeito que mantém há anos vínculos políticos com acusados de envolvimento com organizações criminosas.

    Canella nomeou no início de sua gestão, no ano passado, os ex-vereadores Eduardo Araújo (PL) como secretário de Indústria e Comércio, e Fábio Brasil, conhecido como Fabinho Varandão (MDB), na pasta de Esporte e Lazer.

    Araújo já estava condenado por integrar uma milícia na Baixada Fluminense no momento da escolha. Fabinho foi sentenciado em junho passado numa acusação que já corria na Justiça desde 2018.
    O prefeito afirmou, em nota, que os dois “não fazem parte dos quadros de funcionários desde o ano passado” -eles foram exonerados em setembro. Ele também argumentou que os aliados eram vereadores eleitos e foram secretários no governo anterior.

    “À época da nomeação não havia sentença transitado em julgado, impedindo assim que qualquer julgamento pessoal fosse feito, pois qualquer cidadão tem o direito de defesa garantido pela Constituição”, disse o prefeito, em nota.

    O ex-secretário Eduardo Araújo afirmou que sua condenação “se deu sem qualquer indícios de materialidade”. “Cabe esclarecer que o referido processo encontra-se em recurso de apelação no Tribunal de Justiça, aonde acreditamos que todo esse equívoco jurídico será revisto, acreditando na absolvição.”

    O advogado João Carlos Stogmuller, que representa Fabinho Varandão na ação penal, disse que “a defesa apresentou pedido de anulação das condenações por inúmeras nulidades processuais”. Disse também que o ex-secretário entregou seu cargo na prefeitura, “tendo como prioridade a busca pela verdade nas acusações que lhe foram imputadas”.

    Procurado, Flávio não comentou os vínculos do aliado.

    Os dois ex-secretários de Canella tiveram as candidaturas à reeleição em 2024 barradas pela Justiça Eleitoral em razão das acusações que sofriam. Para indeferir o registro da dupla, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) usou como argumento o veto de uso de milícia armada por partidos políticos.

    Araújo, policial militar, foi condenado em primeira instância em 2023 a oito anos de prisão sob acusação de integrar uma milícia na cidade. Segundo a sentença, a organização criminosa integrada pelo vereador gerava “uma sensação constante de insegurança, medo e intranquilidade” na região. Ele teria o papel de evitar prisões de integrantes do grupo por sua influência.

    Fabinho, por sua vez, foi condenado em junho sob acusação de extorsão e porte ilegal de armas. De acordo com o Ministério Público, ele explorava serviços de distribuição de internet em bairros de Belford Roxo e ameaçou potenciais concorrentes na região.

    Apesar da condenação de Araújo e da acusação contra Fabinho, bem como o veto da Justiça Eleitoral, Canella os nomeou para o primeiro escalão do município.

    Os dois foram exonerados, mas continuam participando de inaugurações e atos políticos do prefeito. Entre as agendas de pré-campanha de que participaram estão encontros para promover o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que vai se candidatar a deputado federal e deve usar como base eleitoral a região de atuação de Canella.

    Este não é o primeiro caso de proximidade política de Canella com condenados por organização criminosa. O prefeito participou de diferentes atos de campanha em 2018, quando concorreu a uma vaga na Alerj (Assembleia Legislativa), ao lado do ex-PM Juracy Prudêncio, o Jura, apontado como chefe de uma milícia na Baixada Fluminense.

    À época, Jura cumpria pena em regime semiaberto pela condenação já transitada em julgado por homicídio e associação criminosa. Ele chegou a atrasar o retorno à cadeia num dia para participar, no palanque, de um comício ao lado de Canella.
    Na ocasião, a campanha do prefeito foi feita em aliança com a deputada federal Daniela Carneiro (União), ex-ministra do Turismo do governo Lula.

    A eleição da dupla foi marcada pelo apoio irregular de oficiais da Polícia Militar e pelo ambiente hostil e armado contra adversários políticos. Canella recebeu 49% dos votos na cidade na ocasião, mesmo percentual da ex-ministra -o maior domínio eleitoral entre cidades médias ou grandes do país.

    Os dois romperam a aliança recentemente. Canella manteve Giane Prudêncio, mulher de Jura, como assessora na Alerj entre 2019 e 2023.

    Flávio Bolsonaro indica para Senado prefeito que nomeou condenados por milícia no RJ

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  • Vice-líder do governo diz que Haddad é o melhor nome para disputar eleições de SP

    Vice-líder do governo diz que Haddad é o melhor nome para disputar eleições de SP

    “É um nome que estamos torcendo para que seja o nosso candidato”, disse o deputado Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara

    O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara, afirmou nesta sexta-feira, 27, que ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o melhor nome do PT para concorrer ao governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições em outubro. Segundo o parlamentar, os aliados estão na expectativa da decisão a ser tomada pelo ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

    “É um nome que estamos torcendo para que seja o nosso candidato”, disse o deputado em entrevista ao UOL. Acho que o Haddad é o melhor nome para fazer essa disputa por algumas razões. Primeiro, ele disputou o segundo turno na eleição de 2022, onde os projetos foram apresentados. O governador Tarcísio, apesar de estar bem posicionado, por ora, na pesquisa, não tem um adversário direto e ele vem perdendo percentual ao longo do tempo”, afirmou.

    Para Santana, caso eleito, Haddad terá a oportunidade de complementar o projeto do governo Lula para o Estado de São Paulo, “seja diretamente com os municípios, seja, por exemplo, ajudando o governo do Estado a fazer o túnel Santos-Guarujá, uma coisa antiga que quem está viabilizando é o governo federal. Ou o trem Jundiaí-Campinas, que também é recurso federal”, disse o deputado.

    Questionado sobre os planos do PT para o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), nome que também pode fortalecer o palanque do partido em São Paulo, Santana afirmou que “Alckmin merece todo o respeito e gratidão”.

    “O movimento que foi feito tanto por ele quanto pelo presidente Lula foram de grande novidade na política em 2022 e essenciais para garantir a vitória naquelas eleições. Ele está fazendo um grande trabalho como ministro e uma postura exemplar como vice-presidente. Logicamente, se ele decidir que quer disputar o governo de São Paulo ou que quer disputar o Senado, nós vamos respeitá-lo e ele será prioridade”, afirmou.

    “Eu não tenho dúvida de que essa dupla está indo bem e tem tudo para ganhar novamente as eleições deste ano, porque simbolizam projetos que eram antagônicos, mas que em nome da democracia brasileira se uniram e merecem continuar”, disse, em referência a Lula e Alckmin.

    Nesta quinta-feira, 26, Haddad e Lula conversaram em jantar no Palácio da Alvorada para acertar sua candidatura ao governo de São Paulo. Após meses negando que disputaria as eleições neste ano, aliados dizem que o ministro afirmou que será candidato porque nunca poderia negar um pedido feito pelo presidente. Haddad é hoje considerado o sucessor natural de Lula no PT, a partir de 2030, e sua entrada no páreo dará essa sinalização.

    Vice-líder do governo diz que Haddad é o melhor nome para disputar eleições de SP

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