Categoria: POLÍTICA

  • Moro reage a Gleisi e diz que projeto político vai 'bloquear as pretensões do PT' no PR

    Moro reage a Gleisi e diz que projeto político vai 'bloquear as pretensões do PT' no PR

    Senador respondeu a críticas feitas por Gleisi Hoffmann durante evento em Curitiba e afirmou que seu grupo político impedirá o avanço do PT e de aliados no Paraná nas eleições estaduais

    O senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, reagiu neste domingo (31) às declarações da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e afirmou que seu grupo político impedirá o avanço dos adversários no Estado.

    “O paranaense pode ficar tranquilo. Nosso projeto bloqueará as pretensões do PT e de seus aliados no nosso Estado”, escreveu o parlamentar em publicação na rede social X.

    A manifestação ocorre um dia após Gleisi afirmar, durante um evento em Curitiba, que a esquerda derrotará “a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão no Paraná”, em referência ao ex-juiz da Operação Lava Jato. A declaração foi feita durante o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) ao governo do Estado.

    Na publicação deste domingo, Moro também criticou o encontro realizado no sábado.

    “Mesmo com a presença maciça de todos os seus eleitores, o PT teve dificuldades para encher seu evento de sábado no Paraná”, afirmou.

    O senador ainda criticou pautas que atribui ao partido e voltou a associar o PT a temas recorrentes de sua atuação política.

    “Na pauta, as velhas propostas de rever privatizações, defender criminosos e terroristas e demonizar os Estados Unidos, além das mentiras sobre a Lava Jato”, escreveu.

    Moro encerrou a mensagem reafirmando um slogan que vem utilizando em sua pré-campanha ao governo estadual.

    “O Paraná é nossa fortaleza”, declarou.

    Moro reage a Gleisi e diz que projeto político vai 'bloquear as pretensões do PT' no PR

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  • Clã Bolsonaro teve relação com suspeitos de envolvimento no crime organizado; relembre casos

    Clã Bolsonaro teve relação com suspeitos de envolvimento no crime organizado; relembre casos

    Após uma visita dele a Donald Trump, os EUA anunciaram a nova definição para o PCC e o CV –medida que o presidenciável do PL celebra como trunfo eleitoral.

    MARCOS HERMANSON
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV (Comando Vermelho) como terroristas, mas ele e outros integrantes da família mantiveram relações com acusados de participar do crime organizado, em especial as milícias no Rio de Janeiro.

    Após uma visita dele a Donald Trump, os EUA anunciaram a nova definição para o PCC e o CV –medida que o presidenciável do PL celebra como trunfo eleitoral.

    “A família Bolsonaro e Flávio Bolsonaro não compactuam com facções ou grupos armados e criminosos. Diferentemente do governo Lula [PT], que recebeu a primeira-dama do tráfico no Ministério da Justiça e fez lobby nos Estados Unidos a favor de facções narcoterroristas”, afirmou a assessoria do pré-candidato do PL à Presidência.

    A nota faz referência à ida de Luciane Farias, esposa de um homem apontado como líder do Comando Vermelho do Amazonas, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2023. A pasta admitiu que Luciane, que recebeu a alcunha de “dama do tráfico”, foi recebida em reuniões, mas afirmou que não sabia de quem se tratava. O presidente Lula, porém, não se encontrou com Farias.

    A assessoria de Flávio disse que “não há um único boletim de ocorrência ou processo que corrobore a tese da reportagem”. Também acusou o governo Lula de manter “relações próximas com uma integrante do PCC recentemente presa e que pode estar à frente de um plano de atentado contra a vida de Flávio” –a nota não explica a que se refere a afirmação nem cita indícios.
    Relembre algumas das ações e manifestações da família Bolsonaro ligadas às milícias e ao crime organizado.

    Homenagem a Adriano da Nóbrega

    O ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio Escritório do Crime, recebeu, em 2005, a visita na cadeia de Flávio e Jair Bolsonaro (PL).

    Os políticos entregaram a Nóbrega a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) a personalidades que prestaram relevantes serviços à sociedade. A homenagem ocorreu a pedido de Flávio, então deputado estadual.

    Em 2003, o político já tinha feito uma homenagem a Nóbrega, que teria ocorrido a pedido do pai, segundo Jair afirmou à imprensa em 2020.
    Nóbrega foi morto em uma operação da Polícia Militar da Bahia, em 2020, depois de ficar por mais de um ano foragido. Ele era acusado de uma série de homicídios no Rio de Janeiro e de envolvimento com máquinas caça-níqueis, proibidas no Brasil.

    Emprego a parentes de miliciano e ‘rachadinha’

    Além da homenagem, Flávio garantiu emprego na Alerj, até 2018, a Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, respectivamente mãe e esposa de Adriano da Nóbrega.

    Elas tiveram salário de mais de R$ 6.000 no gabinete do deputado e, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, estavam envolvidas em um esquema de “rachadinha”, em que parte do salário dos assessores era devolvida ao político. O parlamentar sempre negou as acusações.

    De acordo com os investigadores, Danielle repassou ao menos R$ 150 mil a Fabrício Queiroz, policial militar aposentado que era assessor de Flávio. Desse volume, R$ 115 mil teriam sido transferidos por intermédio de contas bancárias controladas por Adriano da Nóbrega. Também foram usadas contas em nome de dois restaurantes da família do ex-policial e de Raimunda, em período anterior à nomeação dela no gabinete de Flávio.

    As investigações sobre a “rachadinha” foram encerradas após o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anularem em 2021 as provas coletadas.

    Flávio sempre rejeitou as acusações, que diz serem parte de um ataque orquestrado para destruir sua reputação. “[Houve] toda essa espuma, todo esse ataque para tentar destruir minha reputação, e nunca teve início um processo criminal contra mim. Sabe quantas ligações financeiras tem com meus assessores? Zero. Sabe quantos assessores disseram que cobrei salário de volta para empregar no meu gabinete? Zero”, afirmou ao podcast Inteligência Ltda em março deste ano.

    Exaltação a milícias e organizações criminosas

    Jair e Flávio Bolsonaro apoiaram policiais suspeitos de comportamento violento e falaram a favor das milícias, organizações criminosas compostas sobretudo por ex-agentes de segurança.

    Em 2018, Jair defendeu esses grupos estabelecendo relação entre a presença delas e a segurança. “Naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”, afirmou.

    Flávio também já minimizou a gravidade das milícias, dizendo que “não raro é constatada” a felicidade dos moradores de comunidades dominadas por milicianos. Em discurso na Alerj em 2007, chamou as milícias de “nova forma de policiamento, entre aspas.

    Jair, além disso, foi preso por integrar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado. Durante seu mandato como presidente, de 2019 a 2022, ele também não se movimentou para classificar como terroristas grupos como o PCC.

    Seguranças acusados de participar de quadrilha

    Em agosto de 2018, a Operação Quarto Elemento prendeu policiais suspeitos de participar de uma quadrilha especializada em extorsões. Entre os presos estavam os gêmeos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, dois policiais militares que, naquele ano, teriam participado da segurança da campanha de Flávio ao Senado. Eles são irmãos de Valdenice de Oliveira Meliga, que foi assessora da liderança do PSL (antigo partido de Bolsonaro) na Alerj e tesoureira do partido no estado.

    Na época, o senador eleito negou ao jornal O Estado de S. Paulo que os policiais integrassem sua campanha, enquanto Valdenice disse que os irmãos atuavam como voluntários. Em foto publicada em sua rede social em outubro de 2017, Flávio aparece com Valdenice e os gêmeos. Na legenda, escreveu: “Parabéns Alan e Alex pelo aniversário, essa família é nota mil!!!”.

    Aliança com Rodrigo Bacellar

    O ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) estreitou laços com a família Bolsonaro a partir de 2024, almejando suceder Cláudio Castro (PL) no Governo do Rio de Janeiro. Em julho daquele ano, Bacellar se encontrou com Jair, Flávio e Carlos para discutir as eleições municipais e ganhou uma medalha do clã com os dizeres “imorrível, imbroxável e incomível”.
    Depois de se tornar potencial candidato da família Bolsonaro no Rio, ele perdeu o mandato e foi preso por suspeita de participar de uma organização criminosa e vazar informações para beneficiar o Comando Vermelho.
    Proximidade com Daniel Vorcaro

    Áudio divulgado pelo site The Intercept Brasil revelou que o senador Flávio Bolsonaro mantinha contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, acusado de uma série de crimes envolvendo fraudes do Banco Master, como organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

    O site revelou que Vorcaro combinou o pagamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” (azarão, em inglês), sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Depois, Flávio afirmou que o dono do Master pagou cerca de R$ 60 milhões para o longa-metragem e reconheceu ter cobrado parcelas restantes, sob a justificativa de envolver apenas recursos privados, e não públicos. O senador também admitiu ter encontrado pessoalmente com Vorcaro para, segundo ele, “colocar um ponto final” na relação.

    A fraude do Master gerou prejuízo de pelo menos R$ 41 bilhões ao sistema financeiro nacional, afetando também o BRB (Banco de Brasília).

    Clã Bolsonaro teve relação com suspeitos de envolvimento no crime organizado; relembre casos

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  • Entenda as suspeitas sobre amiga de Lulinha investigada no caso do INSS

    Entenda as suspeitas sobre amiga de Lulinha investigada no caso do INSS

    Em dezembro passado, Luchsinger, que é amiga de Lulinha, foi alvo de buscas em fase da Operação Sem Desconto, que apura desvios em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A empresária Roberta Luchsinger esteve no centro de apuração da Polícia Federal que mirou o vínculo entre o lobista conhecido Careca do INSS e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

    Em dezembro passado, Luchsinger, que é amiga de Lulinha, foi alvo de buscas em fase da Operação Sem Desconto, que apura desvios em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

    A Operação Sem Desconto investiga um esquema que teria descontado mais de R$ 6 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. A fraude consistia em débitos não autorizados em aposentadorias e pensões e se tornou tema de desgaste na gestão Lula.

    O pivô da investigação é Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Luchsinger, totalizando R$ 1,5 milhão.

    Em mensagem apreendida pela polícia, Careca pede a um operador que transfira R$ 300 mil a uma empresa em nome de Luchsinger. Ao ser questionado sobre o destinatário do dinheiro, ele responde que seria “o filho do rapaz”. A PF passou a investigar se a expressão se referia a Fábio Luís e se o filho do presidente seria um “sócio oculto” do lobista.

    Os recursos transferidos à empresária, ainda segundo a PF, tinham como justificativa serviços que não foram realizados.

    A polícia também transcreveu troca de mensagens em que Luchsinger diz a Careca: “Some com esses telefones. Joga fora”.

    A PF apontou no ano passado a atuação de Luchsinger como “essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais”.

    Em paralelo, um funcionário do Careca, Edson Claro, disse em depoimento que o lobista pagava Lulinha mensalmente e que ostentava publicamente sua ligação com o filho do presidente da República. Na quebra de sigilo de Lulinha, porém, não constam repasses diretos do lobista a ele.

    Luchsinger nega irregularidades e diz ser criminalizada pelo fato de ser amiga do filho do presidente da República.

    No início do ano, Lulinha teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por ordem do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da própria PF. Mendonça é o relator do caso.

    Em depoimento à Polícia Federal no último dia 20, Luchsinger disse que apresentou Lulinha para o Careca do INSS antes da deflagração da Operação Sem Desconto.

    Em março, a defesa de Fábio Luís admitiu que Careca pagou as despesas de uma viagem que o filho do presidente Lula fez a Portugal em 2024.
    Afirmou que ele teria sido convidado para a viagem pelo Careca do INSS para conhecer a produção dos medicamentos produzidos com canabidiol e que o acompanhou “sem qualquer compromisso”.

    Os advogados também afirmaram que Lulinha não participou de negociações, não investiu trabalho ou valores “e tampouco recebeu convite para associação, participação ou compra de cotas” no projeto comercial do Careca do INSS “World Cannabis”.

    A defesa sempre negou que o filho do presidente tivesse envolvimento em qualquer ilegalidade. Ele não foi indiciado no caso nem considerado formalmente investigado.

    O Careca do INSS está preso desde setembro passado. Em depoimento à CPI do INSS à época, ele disse que é um empresário cuja prosperidade é “fruto de trabalho honesto e dedicado” e que não possui “patrimônio oriundo de roubo ou de qualquer prática ilícita”.

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  • Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio Bolsonaro por possível atentado à soberania

    Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio Bolsonaro por possível atentado à soberania

    Em nota, o coordenador geral da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, afirmou: \”Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção\” (leia a nota completa ao fim da matéria).

    Um grupo de deputados do PSOL e da Rede pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível atentado à soberania nacional. A representação cita a atuação do parlamentar junto ao governo Donald Trump em defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho(CV) como organizações terroristas.

    Em nota, o coordenador geral da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, afirmou: \”Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção\” (leia a nota completa ao fim da matéria).

    Na representação, os parlamentares aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que Flávio e outros integrantes da família Bolsonaro têm atuado para estimular a intervenção do governo dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil, o que, segundo eles, é uma afronta à soberania do País.

    O documento cita a visita de Flávio ao presidente americano, Donald Trump, na última terça-feira, 26, quando o senador afirmou ter defendido a designação dos grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas globais. No dia seguinte, o senador se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, com quem também discutiu o tema.

    A designação foi anunciada pela gestão Trump um dia após o encontro com Rubio. A medida, contudo, já vinha sendo estudada há meses pelo governo americano. Nas redes sociais, Flávio comemorou a decisão: \”Grande dia!\”.

    Para sustentar a tese de que Flávio influenciou a decisão, a representação dos deputados do PSOL e da Rede cita reportagem do jornal The New York Times segundo a qual a decisão do governo Trump foi tomada após \”meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, um aliado próximo de Trump\”.

    O documento – assinado pelas deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) – afirma que a designação pode causar \”impactos relevantes\” no País.

    Segundo eles, além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, a classificação abre, sob o direito interno norte-americano, a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasileiro.

    Os deputados argumentam também que a Constituição Federal é explícita ao determinar que compete privativamente ao Presidente da República \”manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos\” e \”celebrar tratados, convenções e atos internacionais\”. Por isso, os parlamentares sustentam que, ao viajar para Washington e supostamente obter uma decisão administrativa do governo americano com efeitos concretos sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro teria \”usurpado competência privativa do Chefe do Poder Executivo, caracterizando, em tese, invasão da esfera de competência diplomática da União\”.

    Segundo os deputados, Flávio teria usado seu mandato como senador para \”em solo estrangeiro, convidar um governo estrangeiro a intervir nos assuntos internos do Brasil, com impacto direto sobre a soberania nacional, o sistema financeiro, o processo eleitoral e a integridade territorial do País\”, no que seria uma \”negociação contra os interesses do próprio país.\”

    Na representação, os deputados pedem à PGR a instauração de inquérito policial federal para apuração do caso e adoção das medidas administrativas e civis pertinentes. Também solicitam a comunicação dos fatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se avalie a existência de elementos configuradores de abuso de poder ou influência estrangeira no processo eleitoral.

    Nota do coordenador geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro:

    A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político. É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo. O mesmo campo político que hoje clama por \”soberania\” foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas. Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção. Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o crime, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo.

    Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio Bolsonaro por possível atentado à soberania

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  • Moro se lança no PR ao lado de Flávio, ataca Lula e chama ato de Trump sobre PCC e CV de 'extraordinário'

    Moro se lança no PR ao lado de Flávio, ataca Lula e chama ato de Trump sobre PCC e CV de 'extraordinário'

    Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), Moro fez críticas ao governo Lula e elogiou a atuação do pré-candidato à Presidência junto ao governo de Donald Trump para incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas.

    CARLOS VILLELA
    PORTO ALEGRE, RS (CBS NEWS) – O senador Sergio Moro (PL) lançou nesta sexta-feira (29), em Curitiba, sua pré-candidatura ao Governo do Paraná em um evento que marcou mais um passo na aproximação do ex-ministro da Justiça com a família Bolsonaro.

    Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), Moro fez críticas ao governo Lula e elogiou a atuação do pré-candidato à Presidência junto ao governo de Donald Trump para incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas.

    “Flávio, você teve um ato de coragem ao agir paralelamente, contrariamente à posição do Lula, e conseguir convencer o governo norte-americano a colocar o nome dessas organizações terroristas como alvo do governo”, disse Moro.

    “O que aconteceu nesses últimos dias foi extraordinário. Ele [Flávio] mostrou o que pode fazer sem embaixada, sem um séquito. Ele conseguiu convencer o governo norte-americano a dar esse passo importante.”

    A reciprocidade estava estampada na camiseta usada por Flávio Bolsonaro, com a frase “Curitiba prendeu. Brasília soltou”, em referência à condenação de Lula assinada por Moro, à época como juiz de primeira instância, no âmbito da Operação Lava Jato.

    Flávio disse que Lula se encontrou com Trump para tentar impedir a classificação das facções como organizações terroristas, medida anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio na quinta-feira (28).

    “Enquanto ele [Lula] foi lá fazer lobby para o CV e o PCC, foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para o CV e o PCC, para defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são.”

    Discursando lado a lado de Flávio, Moro defendeu a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no combate ao crime durante o período em que ocupou o cargo de ministro da Justiça. Segundo ele, as ações adotadas contra facções criminosas colocaram tanto ele quanto Bolsonaro na mira desses grupos, tornando-os alvos de ameaças de morte e possíveis retaliações.

    Moro afirmou ainda que a atuação de Flávio para defender a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos também o colocou na mira dessas facções.

    “Quando você agiu assim, sabia que seu nome iria entrar nessa mesma lista. Mas tenho certeza também de que você, assim como seu pai e assim como eu lá em 2019, pensou no bem-estar da população brasileira.”

    Já Flávio disse que Moro é “um símbolo de combate à corrupção, símbolo de seriedade, que vai ter a independência de montar um time forte, com uma Assembleia forte, para fazer o melhor pelo Paraná.

    A troca de elogios selou uma reaproximação que já vinha desde 2022, quando Moro declarou apoio à reeleição de Bolsonaro contra o então candidato Lula, tendo aparecido ao lado do ex-chefe em um debate.

    Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020 acusando o então presidente de tentar intervir na Polícia Federal. Na época, Bolsonaro rebateu as acusações afirmando que Moro negociava uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
    Em 2021, Bolsonaro voltou a criticar o ex-ministro, afirmando que Moro havia atuado contra portarias do governo que flexibilizavam o acesso a armas no Brasil.

    Também naquele ano, Moro tentou articular uma pré-candidatura à Presidência e fez críticas à família Bolsonaro, citando em discurso as acusações de “rachadinha” contra Flávio.

    Nesta sexta, no ato de lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo também estavam presentes os pré-candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o general Joaquim Silva e Luna (PL), atual prefeito de Foz do Iguaçu, que presidiu a Petrobras entre 2021 e 2022, durante o governo Bolsonaro.

    Moro se lança no PR ao lado de Flávio, ataca Lula e chama ato de Trump sobre PCC e CV de 'extraordinário'

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  • Paraguai manda retirar painéis que traziam montagem com Jair Bolsonaro

    Paraguai manda retirar painéis que traziam montagem com Jair Bolsonaro

    O conteúdo exibido provocou forte repercussão na região de fronteira com o Brasil e acabou gerando confusão entre moradores e frequentadores da área.

    O presidente do Paraguai, Santiago Peña, determinou a remoção de painéis de LED instalados em Ciudad del Este após a exibição de uma montagem envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O conteúdo exibido provocou forte repercussão na região de fronteira com o Brasil e acabou gerando confusão entre moradores e frequentadores da área, que acabaram por derrubar e destruir os telões que reproduziam as imagens.

    A montagem mostrava Bolsonaro supostamente agredindo Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras. Além da imagem, os painéis exibiam mensagens com provocações relacionadas tanto ao futebol quanto à política.

    Entre as frases apresentadas estava: “Brasil mandou e desmandou no campo e na política (…) Aqui é Brasil. Respeita.”

    A exibição do material causou revolta em parte da população local. Segundo relatos, algumas pessoas chegaram a depredar os painéis de LED. Também foram registradas discussões e trocas de agressões físicas entre indivíduos que estavam na região durante o episódio.

    Diante da repercussão, Santiago Peña se manifestou publicamente por meio das redes sociais. O presidente demonstrou insatisfação com a situação e anunciou medidas para retirar as estruturas.

    “Ordenei ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações a remoção de todas essas estruturas, bem como de quaisquer outras instalações não autorizadas que ocupem espaços públicos, dentro do âmbito das competências legais que a instituição vem exercendo em diversas partes do país.”

     

    Após a polêmica, a empresa responsável pelos equipamentos também divulgou um comunicado. A FASTPRINT OOH afirmou que não teve participação na publicação do conteúdo exibido e alegou que a veiculação ocorreu fora de seu controle operacional.

    “A FASTPRINT OOH não teve qualquer envolvimento na divulgação do referido conteúdo, que foi publicado fora do nosso controle e contraria nossos princípios, valores e políticas de trabalho.”

     
     
     

     
     
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    A empresa mantém um contrato que autoriza a exploração publicitária por meio de painéis de LED e outros formatos de mídia em área pertencente à instituição responsável pelo espaço. O acordo possui validade de dez anos e segue vigente até 2028.

     
     
     

     
     
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  • Lula tenta neutralizar ataque de Flávio Bolsonaro ao chamar CV e PCC de terroristas

    Lula tenta neutralizar ataque de Flávio Bolsonaro ao chamar CV e PCC de terroristas

    Lula reagiu nesta sexta-feira (29) à decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Ao discursar, afirmou que as facções “são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”.

    CATIA SEABRA, CAIO SPECHOTO E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) buscou neutralizar os ataques de seu principal adversário na eleição de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao afirmar que facções criminosas são terroristas para as comunidades brasileiras.

    Lula reagiu nesta sexta-feira (29) à decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Ao discursar, afirmou que as facções “são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”.

    O uso desses termos parte da perspectiva de que para a população, especialmente de baixa renda, o crime organizado já pratica o terror. O governo poderia ser acusado de defender criminosos caso simplesmente alegasse que essas facções não se enquadram no conceito clássico de organização terrorista.

    Com essa leitura, já na noite de quinta-feira (28), após anúncio da classificação americana, Lula avisou a auxiliares que declararia que PCC e CV são terroristas para o povo pobre e que vêm sendo combatidas internamente. Ele também acusou Flávio Bolsonaro de traição, o que repetiu, publicamente, no dia seguinte.

    Ainda segundo relatos, o presidente disse que não poderia se silenciar sobre a viagem do senador aos EUA para pedir a Trump intervenção no país.

    Integrantes da pré-campanha de Flávio afirmam que, por ora, a repercussão para o senador tem sido positiva nas redes sociais. Um parlamentar ouvido sob reserva diz que será preciso entender, porém, se o governo vai conseguir sustentar esse discurso e reverter nos próximos dias a maré positiva a Flávio.

    O grupo político do senador contava que o governo fosse defender sua posição contrária à classificação das facções como terroristas para que pudessem afirmar que Lula defende criminosos. O presidente criticou a classificação feita pelos Estados Unidos, mas tentou não deixar esse flanco aberto para ataques.

    “Esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira. Para o povo da periferia desse país eles são terroristas”, disse em discurso em Sergipe nesta sexta-feira (29). “São terroristas e nós vamos combater aqui dentro”, afirmou.

    Em seguida, o presidente brasileiro fez uma diferenciação entre aterrorizar a população e praticar o que é tradicionalmente identificado por especialistas como terrorismo. Na fala, citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Eles não são os terroristas que o Trump quer. O Trump quer o Osama Bin Laden”, declarou Lula.

    Bin Laden, morto em 2011 por forças americanas, era o líder da Al Qaeda, organização responsável pelo atentado contra as torres gêmeas de Nova York em 2001.

    A fala de Lula surpreendeu dirigentes petistas envolvidos com as campanhas do partido ouvidos pela Folha. Eles imaginavam que o presidente teria foco total no discurso de soberania nacional. Há dúvidas entre os petistas sobre como manter o discurso de que as facções são terroristas e ao mesmo tempo criticar a decisão de Trump.

    Ainda tentando evitar armadilhas, um trecho do discurso de Lula abriu brecha para críticas de bolsonaristas. Na noite desta sexta, Flávio divulgou um vídeo no qual tentar associar à defesa de criminosos uma fala em que presidente se refere às facções brasileiras como “nossos criminosos”.

    “Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, disse Lula, antes de se referir às facções como terroristas.

    Flávio explorou esse trecho da fala, na qual o presidente também diz estar “triste” pela decisão dos americanos para atacar o petista nas redes sociais.
    “Vocês já viram um presidente da República tratar integrantes de PCC e Comando Vermelho como ‘nossos criminosos’?”, disse Flávio.

    “‘Nossos criminosos, Lula? Não, seus criminosos. A soberania que a gente defende é a soberania do povo brasileiro, é a soberania das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio de narcoterroristas.”

    O governo americano estudava havia meses a possibilidade de declarar as duas facções brasileiras como terroristas. As autoridades brasileiras avaliam que isso abre brecha para intervenções dos EUA no Brasil. Especialistas dizem que a classificação poderá desestimular investimentos estrangeiros no país.

    A classificação das duas facções como terroristas foi anunciada na quinta-feira. Nos dias anteriores, Flávio Bolsonaro esteve com Donald Trump e com outras autoridades dos Estados Unidos. Nas reuniões, defendeu a medida.

    Lula tenta neutralizar ataque de Flávio Bolsonaro ao chamar CV e PCC de terroristas

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  • Vorcaro tentou pressionar Kassab para remover de vídeo sobre Rioprevidência, indicam mensagens

    Vorcaro tentou pressionar Kassab para remover de vídeo sobre Rioprevidência, indicam mensagens

    Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro tentou mobilizar lideranças do PSD para conter críticas sobre investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Kassab afirma que não pediu a retirada do vídeo e orientou que as denúncias fossem apuradas

    (CBS NEWS) – Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal indicam que o ex-banqueiro tentou pressionar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para determinar a retirada de um vídeo do deputado estadual Luiz Paulo (PSD-RJ) com críticas aos investimentos do Rioprevidência no Banco Master.

    Os diálogos não mostram a reação de Kassab. Em nota, o presidente nacional do PSD confirmou o pedido recebido, mas disse que não solicitou a retirada do vídeo, que permanece nas redes sociais do deputado. Ele afirmou que orientou que as denúncias de irregularidades continuassem sendo feitas por integrantes da sigla no Rio de Janeiro.

    Daniel Vorcaro não se pronunciou.

    Os diálogos mencionando Kassab constam do relatório da PF que fundamentaram os mandados de busca e apreensão realizados contra o ex-governador Cláudio Castro (PL). Ele é suspeito de interferir diretamente no fundo de pensão dos servidores estaduais para a compra de papéis do Banco Master em troca de benefícios diretos, como custeio de despesas com evento no exterior. Ele nega as suspeitas.

    As mensagens mostram que Vorcaro se irritou com um vídeo publicado por Luiz Paulo em suas redes sociais em setembro de 2024. Nele, o deputado faz críticas às aplicações do Rioprevidência em papéis do Master, à época estimados em R$ 500 milhões e anuncia uma representação feita ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) sobre o tema.

    “Precisava de você antes que isso viralize. Tem que ligar urgente pro Kassab”, escreveu Vorcaro para seu sócio, Augusto Lima.

    Lima, por sua vez, afirma ao ex-banqueiro que pediu a Fernando de Goes, funcionário do Master, para que intercedesse.

    No mesmo dia, Fernando diz ter falado com Kassab. “Já estou aqui com ele no tel irmão. […] Dei uma porrada grande aqui em Kassab.”

    Segundo a mensagem de Fernando, o presidente nacional do PSD teria ligado para o deputado federal Pedro Paulo, presidente do PSD-RJ, para pedir a retirada do vídeo. Contudo, a resposta teria sido negativa.

    “Ele me falou que já está em contato com o cara, mas me disse o mesmo que neto, que o cara não ouve ninguém, xiita… Falei com ele que era tudo inverdade o q estava falando”.

    Pedro Paulo disse ter recebido a ligação de Kassab, mas explicou os indícios de fraudes. “Falei que era algo estarrecedor e que ia dar um problema gigante. Não falei nada com o Luiz Paulo.”

    O deputado estadual do PSD disse que não recebeu nenhum pedido de retirada do vídeo, que permanece no ar. “Não recebi pedido e mesmo que ocorresse não retiraria nada.”

    Kassab disse em nota que ligou para Pedro Paulo “para saber do que se tratava, por desconhecer o tema e não ter proximidade com o deputado estadual Luiz Paulo”.

    “Pedro Paulo esclareceu o teor e a importância das denúncias do parlamentar do PSD fluminense. Kassab reforçou, então, que prosseguissem com as denúncias e apurações e alertou, preventivamente, que ninguém estava autorizado a falar em seu nome sobre este tema. Sua posição fora externada ao deputado Pedro Paulo, para que seguissem com as denúncias, como de fato aconteceu”, afirmou Kassab, em nota.

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  • Rick Azevedo acredita que vitória contra 6×1 permitirá mais avanços

    Rick Azevedo acredita que vitória contra 6×1 permitirá mais avanços

    Ex-balconista é líder da mobilização contra a escala em debate

    Catalisador do movimento nacional pelo fim da semana com seis dias de trabalho e um de folga, a escala 6×1, o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (Psol) comemorou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir essa modalidade de trabalho.

    “[A proposta] passar na Câmara como passou, com uma votação praticamente unânime [é sinal de que], com certeza, vamos conseguir passar no Senado”, avaliou Azevedo ao se referir, nas redes sociais, ao resultado da votação em dois turnos realizada nesta quinta-feira (28).

    No segundo turno, a PEC recebeu 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários. Apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), 

    o texto estabelece a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. O texto agora vai ser analisado pelo Senado.

    Azevedo incentivou seus seguidores a continuarem pressionando a classe política, e principalmente os senadores, a aprovarem a proposta. E afirmou que entidades sindicais e movimentos sociais vão pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a agilizar o debate do tema na Casa.

    “Vamos com tudo para cima do Alcolumbre. Não adianta quem quer que seja acreditar que vai conseguir enterrar nossa vitória na Câmara. Não vai!”, afirmou o vereador, manifestando confiança. “Tenho certeza de que esta vitória, esta luta, vai abrir portas para outras conquistas”.

    Nascido em Tocantins, Rick Azevedo, de 32 anos, mudou-se para a capital fluminense há mais de uma década em busca de melhores condições de vida.

    Trabalhou como auxiliar de serviços gerais, vendedor e frentista, mas foi como balconista de farmácia que sua vida deu uma guinada. Em setembro de 2023, Azevedo tornou-se nacionalmente conhecido após gravar um vídeo no qual desabafava sobre as consequências pessoais de um cenário comum à maioria dos trabalhadores brasileiros: jornadas longas e irregulares; baixos salários e falta de tempo para o lazer e o descanso.

    “É uma escravidão moderna. Moderna não, ultrapassada”, argumentou o então balconista no vídeo, que viralizou e pautou intensos debates públicos sobre jornadas de trabalho, distribuição equitativa dos resultados obtidos com os avanços tecnológicos, a importância do tempo para o autocuidado e outros aspectos associados ao mundo laboral.

    Movimento Vida Além do Trabalho

    Do debate, surgiu o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que recolheu mais de 3 milhões de assinaturas de apoio ao fim da escala 6×1. A ideia foi rapidamente encampada por políticos do campo progressista, como a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), e pelo governo federal.

    Em abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, com urgência, o projeto de lei para reduzir o limite da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem perdas salariais.

    Com a popularidade, em 2024, Azevedo elegeu-se vereador na cidade do Rio de Janeiro. Obteve 29.364 votos, tendo sido o candidato mais bem votado de seu partido.  

    “Em 2023, me perguntei [no vídeo] quando a classe trabalhadora iria revolucionar esse país. Três anos depois, aqui estamos. Através de muita luta […] conquistamos na Câmara a aprovação do maior direito trabalhista desde 1988”, escreveu Azevedo, ontem, em suas redes sociais, pouco após a Câmara aprovar a PEC. 

    Rick Azevedo acredita que vitória contra 6×1 permitirá mais avanços

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  • É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin

    É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin

    Classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos foi anunciada na noite desta quinta-feira (28); Flávio Bolsonaro sinalizou que o ‘mérito’ da decisão do governo Trump seria dele

    Ao comentar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que se trata de factoide da família Bolsonaro para desviar a atenção do caso de corrupção e sonegação do Banco Master.

    “Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides”, disse à imprensa, nesta quinta-feira (29), durante agenda em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo.
    O vice-presidente mencionou que a medida “não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”.

    Na noite desta quinta-feira (28), os Estados Unidos anunciaram que passaram a designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. 

    O anúncio coincidiu com um encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ocorrido na terça-feira (26), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio de Flávio Bolsonaro enviadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados. 

    Política externa de Trump

    Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”. 

    Ao longo dos últimos meses, forças militares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

    A própria invasão do território venezuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

    O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

    É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin

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