Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA; foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril

    Pesquisa divulgada nesta terça- feira, 14, pela CNT/MDA mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm hoje a maior rejeição para a eleição presidencial de 2026, com 52,6% dos entrevistados que não votariam nele. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47,4% de rejeição.

    Entre os dois, Lula aparece com o maior potencial de voto, com 35,6% que “votariam com certeza” e mais 15% que “poderiam votar”. Já Flávio tem 25,5% que “votariam com certeza” e 15,1% que “poderiam votar”.

    A pesquisa também testou os potenciais de voto para outros quatro candidatos: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). Entre eles, Rebelo e Renan Santos detêm a maior taxa de desconhecimento, com mais de 60%.

    Em seguida, 50,9% dizem não conhecer Ronaldo Caiado e 49,2% afirmam desconhecer Zema.

    Veja todos os testados:

    Lula (PT)

    – Votaria com certeza: 35,6%;

    – Poderia votar: 15%;

    – Não votaria: 47,4%;

    – Não conhece: 0,3%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,7%.

    Flávio Bolsonaro (PL)

    – Votaria com certeza: 25,5%;

    – Poderia votar: 15,1%;

    – Não votaria: 52,6%;

    – Não conhece: 4,6%;

    – Não sabe ou não respondeu: 2%.

    Romeu Zema (Novo)

    – Votaria com certeza: 1,7%;

    – Poderia votar: 21,6%;

    – Não votaria: 26,2%;

    – Não conhece: 49,2%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,3%.

    Ronaldo Caiado (PSD)

    – Votaria com certeza: 2,7%;

    – Poderia votar: 21,1%;

    – Não votaria: 24,3%;

    – Não conhece: 50,9%;

    – Não sabe ou não respondeu: 0,9%.

    Renan Santos (Missão)

    – Votaria com certeza: 1%;

    – Poderia votar: 13,5%;

    – Não votaria: 21,4%;

    – Não conhece: 63,3%;

    – Não sabe ou não respondeu: 0,8%.

    Aldo Rebelo (DC)

    – Votaria com certeza: 0,4%;

    – Poderia votar: 14,3%;

    – Não votaria: 23,1%;

    – Não conhece: 60,8%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,3%.

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, e registrada sob o número BR- 02847/2026.

    Foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

    Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

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  • Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    O depoimento de Eduardo estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual da audiência

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu nesta terça-feira (14) ao interrogatório marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal que trata do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. 

    O depoimento estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual. Por ser réu no processo, Eduardo não é obrigado a prestar depoimento.

    Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo. 

    Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Antes de marcar o depoimento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

    Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

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  • Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

    Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

    CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF; Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (14) não haver base legal para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado possa indiciar ministros da Corte por crime de responsabilidade. 

    Em relatório final sobre os trabalhos da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) indiciou os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade como “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa” e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. 

    A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. 

    O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão, em sessão marcada para esta terça-feira. 

    Críticas

    Após o documento vir a público, Gilmar Mendes publicou uma mensagem na rede social X criticando o relatório e o trabalho da CPI. 

    “O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs”, afirmou Mendes.

    O ministro entende que o relatório “flerta com a arbitrariedade” ao querer criminalizar a concessão de habeas corpus contra abusos de poder. 

    Gilmar Mendes disse ser “elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade”. 

    De acordo com o ministro, tais crimes são regidos por lei própria, a Lei de Impeachment (Lei 1.079/1950), que atribui somente à Mesa Diretora do Senado, à Comissão Especial e ao Plenário da Casa as atribuições para processar crimes de responsabilidade, “sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento”. 

    Cortina de fumaça 

    Decano do Supremo, Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original, de investigar a atuação de policiais que tenham “cruzado para o lado sombrio das milícias”. 

    “O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”, escreveu Gilmar Mendes. 

    Flávio Dino

    O ministro do Supremo Flávio Dino, que não foi indiciado pela CPI do Crime Organizado, também saiu em defesa da Corte e de seus ministros. 

    Ele afirmou ser um “imenso erro” colocar o Supremo como o “maior problema nacional”. 

    Dino ressalta que o relatório final da CPI não cita ninguém ligado de fato ao crime organizado e que o Supremo constantemente toma decisões de combate ao problema. 

    “É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, escreveu Dino nas redes sociais. 

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  • CNT/MDA: no 2º turno, Lula aparece com 44,9% e Flávio Bolsonaro tem 40,2%

    CNT/MDA: no 2º turno, Lula aparece com 44,9% e Flávio Bolsonaro tem 40,2%

    Lula leva vantagem no Nordeste, com pessoas que têm até o ensino fundamental e com renda de até dois salários mínimos; Flávio pontua melhor no Sudeste

    Pesquisa divulgada nesta terça-feira, 14, pela CNT/MDA mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria todos os cinco adversários testados em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. No cenário mais acirrado, Lula aparece com 44,9% contra 40,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

    Lula leva vantagem no Nordeste, com pessoas que têm até o ensino fundamental e com renda de até dois salários mínimos. Já Flávio pontua melhor no Sudeste, entre rendas de 2 a 5 salários mínimos, com jovens de 16 a 24 anos e com pessoas com ensino médio.

    O petista também derrotaria o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-deputado Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). A testagem foi feita de forma estimulada, ou seja, quando os entrevistados recebem uma gama de opções para avaliar.

    Veja os cinco cenários estimulados para um 2° turno:

    Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro

    – Lula: 44,9%;

    – Flávio Bolsonaro: 40,2%;

    – Branco/nulo: 11,3%;

    – Indeciso: 3,6%.

    Cenário 2: Lula x Romeu Zema

    – Lula: 45,2%;

    – Romeu Zema: 31,6%;

    – Branco/nulo: 15,9%;

    – Indeciso: 7,3%.

    Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado

    – Lula: 44,4%;

    – Ronaldo Caiado: 32,7%;

    – Branco/nulo: 15,2%;

    – Indeciso: 7,7%.

    Cenário 4: Lula x Aldo Rebelo

    – Lula: 45,4%;

    – Aldo Rebelo: 29,1%;

    – Branco/nulo: 17,5%;

    – Indeciso: 8%.

    Cenário 5: Lula x Renan Santos

    – Lula: 45%;

    – Renan Santos: 28,3%;

    – Branco/nulo: 17,7%;

    – Indeciso: 9%.

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, e registrada sob o número BR-02847/2026.

    Foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

    CNT/MDA: no 2º turno, Lula aparece com 44,9% e Flávio Bolsonaro tem 40,2%

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  • Lula critica ameaças de Trump ao mundo e defende papa Leão XIV

    Lula critica ameaças de Trump ao mundo e defende papa Leão XIV

    Presidente concedeu entrevistas a três veículos nesta terça-feira (14); Lula disse que admira os EUA como maior economia do mundo, mas que isso é resultado da capacidade de trabalho do povo do país norte-americano

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (14), que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente e que o presidente estadunidense não precisa ameaçar o mundo. Lula também foi solidário ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump esta semana.

    Para o presidente Lula, Trump faz jogo de narrativas na tentativa de agradar à população e para tentar passar a ideia de os Estados Unidos serem “país onipotente, daquele povo superior”. O brasileiro afirmou que admira os Estados Unidos como maior economia do mundo, mas que isso é resultado da capacidade de trabalho do povo do país norte-americano.

    “Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo”, disse Lula. 

    “Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, acrescentou o presidente ao destacar as consequências do conflito na economia, sobretudo nos preços dos combustíveis.

    No domingo (12), ao comentar as críticas do papa sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que Leão XIV é “terrível em política externa” e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical. O papa respondeu que não tem medo do presidente estadunidense e que acredita na mensagem de paz do Evangelho.

    “Estive com ele [papa Leão XIV] e saí muito bem-impressionado. [Quero] ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, disse Lula em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM.

    Ramagem

    Durante a entrevista, Lula ainda lembrou da recente parceria entre Brasil e Estados Unidos visando a combater o tráfico internacional de armas e drogas e comentou a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo serviço de imigração e alfândega do país norte-americano, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

    “O Ramagem acho que vai vir para cá. A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi preso por uma multazinha [de trânsito], mas não. Ele foi preso, ele já estava condenado a 16 anos nesse país [Brasil], ele foi um golpista que está condenado. Ele tem que voltar para o Brasil para cumprir a sua pena”, disse Lula.
    A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que a prisão de Ramagem decorreu “de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”. O ex-deputado e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida.

    Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito. Proibido de deixar o país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

    O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol.

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  • Governo dos EUA divulgam foto de Ramagem sob custódia do ICE

    Governo dos EUA divulgam foto de Ramagem sob custódia do ICE

    Alexandre Ramagem foi preso por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil

    Na tarde desta terça-feira (14), o governo dos Estados Unidos divulgou uma imagem do ex-deputado federal, Alexandre Ramagem, após ser preso por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).

    Ramagem, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava foragido, acabou sendo preso em Orlando, nos Estados Unidos.

    “A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil -Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

    Tratando os trâmites para a deportação do ex-deputado, o governo dos Estados Unidos divulgou uma imagem do registro prisional de Ramagem, que está sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A ‘mugshot’, imagem com dados do preso, foi publicada no site oficial da agência norte-americana.

    A Polícia Federal informou que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil.

    Governo dos EUA divulgam foto de Ramagem sob custódia do ICE

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  • Relator da CPI pede indiciamentos de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

    Relator da CPI pede indiciamentos de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

    Relatório cita indícios de crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master e inclui ministros do STF e o procurador-geral; documento ainda será analisado pela comissão e pode ter votação adiada caso haja pedido de vista

    O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandres de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

     

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    Essas infrações, previstas na Lei 1.079 de 1950, são passíveis de julgamento pelo próprio Senado. O relatório de 221 páginas apresentado nesta terça-feira (14) ainda precisa ser aprovado pela Comissão.

    Um pedido de vista pode adiar a votação do texto.

    “É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou o relator da CPI, ao considerar a limitação de recursos da comissão.

    O senador sergipano alega que o Brasil já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, “mas jamais de integrantes das altas cortes da Justiça”.

    A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto. Já a assessoria do STF não respondeu o contato até a publicação desta reportagem.

    Relator da CPI pede indiciamentos de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

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  • 55% dizem acreditar que ministros do STF estão envolvidos no caso do Banco Master, indica Datafolha

    55% dizem acreditar que ministros do STF estão envolvidos no caso do Banco Master, indica Datafolha

    Esses três grupos somados totalizam quase 70% dos entrevistados que dizem ter tomado conhecimento, ao menos de ouvir falar, das suspeitas de envolvimento de membros do STF neste que tem sido um dos principais motivos de desgaste da corte nos últimos meses

    (CBS NEWS) – Segundo a mais recente rodada do Datafolha, 55% dos brasileiros tiveram conhecimento das suspeitas de ligação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o caso do Banco Master e acreditam que haja magistrados da corte envolvidos no episódio.

    Outros 4%, por outro lado, dizem não acreditar que exista algum nível de participação dos membros do tribunal no caso, enquanto uma parcela de 10% diz não saber se há ou não envolvimento dos ministros.

    Esses três grupos somados totalizam quase 70% dos entrevistados que dizem ter tomado conhecimento, ao menos de ouvir falar, das suspeitas de envolvimento de membros do STF neste que tem sido um dos principais motivos de desgaste da corte nos últimos meses.

    Já os que responderam não ter tido nenhum conhecimento sobre o tema correspondem a 30% da população. Não foi questionada a opinião desde grupo quanto a se acreditavam haver ou não ligação dos ministros com o caso.

    Ao todo, foram ouvidas 2.004 pessoas pelo instituto de 7 a 9 de abril, em 137 municípios pelo Brasil. A margem de erro para a amostra total é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03770/2026.

    Desde o fim do ano passado, revelações sobre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, aproximando-os do escândalo do Banco Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, têm sido um dos principais combustíveis da crise pública em que a corte se vê implicada.

    Em meio a isso, ocorre a pressão pela aprovação de um código de ética mais detalhado e aplicável aos membros do tribunal, bem como movimentações em defesa de que os ministros sejam investigados.

    A pesquisa Datafolha mostra ainda que a opinião sobre a existência ou não de elos de integrantes da corte com o episódio varia quando se olha para intenção de voto declarada pelo respondente.

    Enquanto 42% daqueles que dizem que pretendem votar em Lula (PT) na eleição deste ano acreditam no envolvimento de ministros no caso Master, esse índice salta para 70% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). Entre aqueles que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum candidato, esse percentual é de 48%.

    Se, na amostra geral, 30% dizem não conhecer os relatos das suspeitas que pairam sobre os ministros, entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, esse percentual chega a 48%. Também tem patamar mais alto, na casa dos 42%, entre os que têm apenas o ensino fundamental e também entre quem diz que vai votar em branco ou nulo.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, críticas recentes vocalizadas tanto pelo presidente Lula contra o tribunal quanto por alguns de seus aliados foram uma forma de tentar conter o desgaste político causado pelo escândalo do Banco Master. A intenção é impedir que a direita tenha vantagem eleitoral com o caso.
    Em entrevista na última semana, Lula relatou ter dito a Moraes para que não deixasse que o “caso do Vorcaro” jogasse fora sua biografia como ministro, destacando sua condução do julgamento do 8 de Janeiro.

    Entre os questionamentos ao ministro estão o contrato do Master com o escritório de sua esposa, Viviane Barci. Documentos da Receita Federal divulgados na semana passada indicam transferências que chegaram a R$ 80,2 milhões em dois anos. O escritório admitiu publicamente em março, pela primeira vez, que prestou serviços ao banco e, sobre os valores, se restringiu a dizer que não confirmava “informações incorretas e vazadas ilicitamente”.

    Outro motivo de desgaste a Moraes foi a relevação de que ele teria trocado mensagens com Vorcaro, inclusive no dia em que o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez. O ministro nega.

    Toffoli, por sua vez, que foi o primeiro relator do caso Master na corte e tomou uma série de decisões controversas nesse período, só deixou o caso após intenso desgaste. Mesmo sua saída se deu de modo bastante atípico, após uma reunião a portas fechadas com seus pares, da qual saiu uma nota declarando apoio ao ministro. Naquela semana, a Polícia Federal tinha encaminhado um relatório ao presidente da corte, Edson Fachin, relatando suspeitas sobre o caso.

    Pesam contra Toffoli a indicação de pagamentos feitos à empresa Maridt, que tem o ministro entre os sócios, e que vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, a um fundo de investimentos usado na engrenagem de fraudes do Master. O magistrado diz que a transação foi devidamente declarada e nega ser amigo ou ter recebido dinheiro de Vorcaro.

    Outro ministro que foi atingido pelo caso Master é Kassio Nunes Marques. Documentos indicam que ele viajou em um avião da Prime Aviation, empresa que tinha Daniel Vorcaro como um dos sócios, de Brasília para Maceió, em novembro. A viagem foi organizada e paga pela advogada Camilla Ewerton Ramos, de acordo com o próprio ministro. Ela atua para o banco.

    Também Gilmar Mendes pegou carona em um avião dessa mesma empresa, em voo oferecido ao magistrado pelo maior acionista da MBRF, Marcos Molina. O ministro afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que não sabia das relações de Vorcaro com a Prime Aviation.

    Conforme revelou a Folha de S. Paulo, documentos indicam que Moraes e Toffoli também usaram aviões da Prime Aviation.

    Os termos do acordo de delação de Vorcaro estão sendo negociados em conjunto pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pela Polícia Federal. Em etapas iniciais, advogados que representavam o ex-banqueiro chegaram a sugerir aos investigadores que não fossem mencionados ministros do Supremo. A ideia teria sido rechaçada, porém, dado que não se poderia dar ao delator a prerrogativa de selecionar quem seria acusado ou poupado.

    55% dizem acreditar que ministros do STF estão envolvidos no caso do Banco Master, indica Datafolha

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  • José Guimarães vai buscar aproximar Lula do centrão e deve ser contraponto a Boulos no Planalto

    José Guimarães vai buscar aproximar Lula do centrão e deve ser contraponto a Boulos no Planalto

    Aliados afirmam que Guimarães, além de oferecer a Lula um contraponto a Boulos, terá também como desafio inicial estabelecer um canal de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

    (CBS NEWS) – José Guimarães (PT-CE) assume nesta terça-feira (14) a Secretaria de Relações Institucionais com o desafio de azeitar a articulação política do governo Lula (PT) e rearranjar as forças no Planalto. O novo ministro deve levar o aconselhamento ao presidente para o centro, em contraponto ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), de perfil mais à esquerda e combativo.

    Deputado federal em quinto mandato, Guimarães é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que validou o novo ministro. Líderes do centrão elogiaram a escolha, pois consideram que o novo articulador político é conhecido no Congresso, cumpre acordos e não dá “cavalo de pau”, nas palavras de um integrante do grupo. Guimarães assume o posto no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

    Lideranças partidárias destacam, também, que a ausência no Planalto de Rui Costa (PT), que deixou a Casa Civil para concorrer ao Senado pela Bahia, dará mais força a Guimarães. Eles lembram que, por vezes, acordos costurados pelo líder do governo eram desfeitos ao passarem pela Casa Civil.

    A avaliação entre lideranças do PT e do Congresso é que, após a saída de Rui Costa e Gleisi Hoffmann, Boulos ficou sem concorrentes de outras linhas ideológicas no Planalto. Ele rapidamente assumiu uma posição de prestígio, integrando até o grupo da pré-campanha eleitoral, que se reúne semanalmente no Alvorada.

    Auxiliares do governo apontam que duas decisões recentes do governo tiveram a digital de Boulos e geraram um conflito com o Legislativo: a posição contrária à última versão do projeto de regulamentação dos aplicativos e o envio de um projeto com urgência constitucional para acabar com a escala de trabalho 6×1.

    Lula confirmou na última semana o envio do projeto para acabar com a escala 6×1. A decisão tinha sido anunciada por Boulos, mas contestada por parlamentares e até mesmo integrantes do governo. O presidente da Câmara decidiu fazer a tramitação do tema via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que tem trâmite mais lento.

    A regulamentação dos trabalhos por app foi uma iniciativa da esquerda, mas mudanças feitas pelo relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), fizeram o governo bater cabeça e recuar no apoio. O parecer derruba a taxa mínima por viagem para motoristas e cria, para entregadores, dois modelos: um com remuneração básica de R$ 8,50 e outro com um pagamento por hora trabalhada.

    O Planalto entendeu que essa versão atraiu rejeição e poderia furar a aproximação de Lula com os entregadores, tendo deixado de fora demandas originais do governo no tema. O centrão entende que o governo, que defendia uma taxa mínima de R$ 10, desistiu da ideia porque poderia encarecer o serviço e quis deixar o ônus com a Câmara.

    Guimarães indicou a aliados ter uma posição contrária em ambos os casos. Sobre a 6×1, segundo aliados, ele defendeu que o governo não enviasse o projeto com urgência constitucional ou que, pelo menos, aguardasse uma conversa com Motta antes de oficializar o envio.

    Na questão dos aplicativos, Guimarães fez sua primeira articulação após ser anunciado ministro. Articulou com o relator a retirada pauta da proposta, que seria votada nesta terça-feira (14) na comissão especial. Se fosse à análise, a expectativa era que a oposição e o centrão somassem forças para desgastar o governo e colocar no Planalto a conta de um eventual aumento de custo de entregas e corridas.

    Aliados afirmam que Guimarães, além de oferecer a Lula um contraponto a Boulos, terá também como desafio inicial estabelecer um canal de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O senador teria simpatia pelo deputado, de quem foi colega na Câmara, mas algo longe da relação próxima como a que o petista tem com Motta.

    O governo tem encontrado dificuldades na relação com Alcolumbre desde que o presidente do Senado rompeu relações com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA). Caberá a Guimarães, nesse caso, reaproximar o senador do Planalto, principalmente às vésperas da votação da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    Lula inverteu sua estratégia de articulação política no fim deste terceiro mandato. Quando escolheu Alexandre Padilha (PT) e Gleisi para as Relações Institucionais, o presidente demonstrou que preferia ter um ministro “linha dura” e menos amigo do Congresso no Planalto.

    Agora, Lula coloca Guimarães no Planalto e escolheu para a liderança do governo na Câmara o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O gaúcho é visto como um petista mais “linha dura”, com tendência ao embate em plenário.

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  • Ratinho Jr escolhe Sandro Alex para ser candidato ao Governo do Paraná

    Ratinho Jr escolhe Sandro Alex para ser candidato ao Governo do Paraná

    Ratinho Junior oficializa nome do PSD após impasse interno e surpresa entre aliados; escolha de Sandro Alex ocorre em meio a disputas no partido, saída de pré-candidatos e cenário eleitoral liderado por Sergio Moro no Paraná

    (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), confirmou na noite desta segunda-feira (13) ter escolhido o deputado federal Sandro Alex para ser o candidato do PSD ao governo estadual nas eleições de outubro.

    Sandro Alex exerce seu quarto mandato como deputado federal, mas, até o período de desincompatibilização, no início deste mês, comandava a Secretaria de Infraestrutura e Logística, pasta prestigiada na gestão Ratinho Junior.

    A principal base eleitoral de Sandro Alex é Ponta Grossa, quarta maior cidade do Paraná. Nas eleições municipais de 2024, seu irmão, o deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), saiu derrotado na disputa pela prefeitura. O pleito foi vencido por Elizabeth Schmidt (União Brasil) com engajamento do senador Sergio Moro (hoje no PL) na campanha.

    A confirmação de Sandro Alex nesta segunda pegou aliados de surpresa, já que o secretário das Cidades Guto Silva (PSD) era considerado o mais provável para a vaga, após as saídas de Rafael Greca e Alexandre Curi da lista de pré-candidatos do PSD.

    Na avaliação do grupo, embora Guto Silva tivesse a preferência pessoal do governador, as pesquisas de intenção de voto não o colocavam como competitivo na corrida com Moro, que tem figurado em primeiro lugar até aqui.
    Ratinho Junior intensificou a agenda com Guto desde o início do ano, mas, ainda inseguro sobre o desempenho do aliado, evitou bater o martelo sobre um nome.

    Com a demora, outros políticos do PSD interessados na principal cadeira do Palácio Iguaçu resolveram deixar o partido.

    O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca migrou para o MDB e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, se filiou ao Republicanos.

    Ambos dizem que trocaram de legenda para permanecerem como pré-candidatos a governador, mas uma aliança entre eles não está descartada.

    Além de Sandro Alex, Moro, Curi e Greca, o campo da oposição definiu o nome do deputado estadual Requião Filho (PDT) para concorrer a governador, em uma aliança com o PT.

    Ratinho Junior articulava se lançar à Presidência da República pelo PSD, mas desistiu em março. A necessidade de priorizar a eleição estadual foi citada como um dos motivos. O escolhido para ser o candidato do partido na disputa nacional foi Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.

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