Categoria: POLÍTICA

  • É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin

    É factoide do clã Bolsonaro para desviar do caso Master, diz Alckmin

    Classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos foi anunciada na noite desta quinta-feira (28); Flávio Bolsonaro sinalizou que o ‘mérito’ da decisão do governo Trump seria dele

    Ao comentar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, o vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que se trata de factoide da família Bolsonaro para desviar a atenção do caso de corrupção e sonegação do Banco Master.

    “Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides”, disse à imprensa, nesta quinta-feira (29), durante agenda em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo.
    O vice-presidente mencionou que a medida “não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”.

    Na noite desta quinta-feira (28), os Estados Unidos anunciaram que passaram a designar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. 

    O anúncio coincidiu com um encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ocorrido na terça-feira (26), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Reportagens do portal The Intercept Brasil expuseram mensagens de áudio de Flávio Bolsonaro enviadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados. 

    Política externa de Trump

    Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”. 

    Ao longo dos últimos meses, forças militares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

    A própria invasão do território venezuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

    O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

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  • Lula compreenderá a minha saída da política, afirma Rodrigo Pacheco

    Lula compreenderá a minha saída da política, afirma Rodrigo Pacheco

    Senador afirma que não tem expectativa de nomeação para o STF ou outras cortes superiores. Decisão ocorre após disputas entre governo Lula e Davi Alcolumbre sobre seu futuro político

    O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compreenda a sua decisão de sair da política. “Ele saberá compreender, até porque não há novidade alguma. Eu não estou desistindo de uma candidatura – eu havia decidido não ser candidato”, afirmou em evento do Lide, em São Paulo. O senador disse que Lula havia lhe pedido que refletisse sobre o tema, e que, após fazê-lo, manteve a posição original.

    Pacheco afirmou ainda que foi colocado “involuntariamente” no centro da disputa em torno de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre uma eventual indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU), Pacheco descartou a possibilidade. “Não há essa perspectiva, não há sequer a vaga”, afirmou.

    O atual senador fez questão de distinguir sua saída da política partidária de uma aposentadoria. Disse que a decisão estava tomada desde que deixou a presidência do Senado, com “sentimento de dever cumprido”. Para o futuro político de Minas Gerais, citou nomes como Josué Gonza Silva, Jabas Soares e Marília Campos como opções de qualidade para ocupar espaços que deixará – tanto no governo do Estado quanto na representação mineira no Senado Federal.

     

    Lula compreenderá a minha saída da política, afirma Rodrigo Pacheco

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  • Lula pede análise sobre impacto econômico de decisão dos EUA sobre PCC e CV e deve discursar a favor de soberania

    Lula pede análise sobre impacto econômico de decisão dos EUA sobre PCC e CV e deve discursar a favor de soberania

    Lula pediu estudos sobre os impactos econômicos da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e pretende reforçar o discurso de defesa da soberania nacional diante das medidas adotadas pelo governo Trump.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) pediu a auxiliares um levantamento minucioso sobre o impacto econômico da decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (28) pelo governo de Donald Trump.

    Segundo apurou a Folha, o petista deve usar o episódio para reforçar o discurso em defesa da soberania nacional que tenta emplacar desde a imposição de sanções por Trump contra o Brasil. A expectativa é que ele reforce esse mote durante evento da Petrobras em Sergipe nesta sexta (29).

    Lula despachava do Planalto com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, quando foi informado pelo secretário de Imprensa da Presidência, Láercio Portela, e por Audo Faleiro, número 2 do conselheiro Celso Amorim, sobre o anúncio dos americanos.

    O petista demonstrou irritação e reclamou que uma medida desse porte tenha sido adotada com fins eleitoreiros, já que houve apoio e articulação do campo político bolsonarista, incluindo do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro (PL).

    Além disso, na avaliação de auxiliares de Lula, ficou implícita uma ameaça de intervenção americana nas eleições, uma vez que o anúncio dá fôlego ao pré-candidato do PL.

    A possível designação dos grupos criminosos como terroristas era uma possibilidade que pairava no governo brasileiro há meses, mas havia uma expectativa de uma trégua depois do encontro de Lula com Trump, na Casa Branca, no início do mês.

    O presidente brasileiro sabia que o risco do anúncio pelos EUA existia e, desde o ano passado, quando começaram as sanções americanas, o governo se debruça sobre isso.

    Mas houve surpresa por Trump ter adotado a medida em um momento em que veio à tona a relação de Flávio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e depois de Lula se mostrar aberto a uma cooperação para combate ao crime organizado.

    Segundo relatos, o petista acha que emplacar as facções brasileiras como organizações terroristas era a intenção de Flávio quando o senador viajou para os EUA nesta semana para se encontrar com Trump.

    Agora, Lula quer primeiro entender a dimensão da medida tomada pelo governo de Trump antes de se posicionar politicamente. Foram pedidos subsídios para encaminhamentos aos ministérios da Fazenda, de Dario 

    Durigan, e da Justiça, chefiado por Wellington César Lima e Silva, além da AGU (Advocacia-Geral da União), de Jorge Messias.

    O Ministério das Relações Exteriores, que tem à frente o chanceler Mauro Vieira, também deve apresentar uma resposta diplomática ao tema.

    O governo brasileiro considera que os efeitos da classificação podem atingir desde investimentos estrangeiros no país até o turismo nacional.

    Interlocutores do presidente também avaliam que o desafio com a classificação de CV e PCC como terroristas é mostrar que esse é mais um capítulo das investidas do clã Bolsonaro para impor sanções ao Brasil -o que, na visão petista, seria um apoio à intervenção estrangeira no país.

    Com isso, a estratégia da equipe de Lula deve ser associar a imagem de Flávio Bolsonaro como responsável pelas sanções que Lula tenta reverter. Eles lembram que o senador propôs invasão americana na Baía de Guanabara.

    O anúncio de Washington ocorreu após visita do senador a Trump na terça (26) e a outros membros do gabinete americano, como Marco Rubio, do Departamento do Estado, e J. D. Vance, vice-presidente dos EUA, na quarta (27).

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  • Flávio explora decisão dos EUA como trunfo eleitoral, e aliados de Lula focam 'Dark Horse' e soberania

    Flávio explora decisão dos EUA como trunfo eleitoral, e aliados de Lula focam 'Dark Horse' e soberania

    Sob reserva, aliados de Lula dizem que a decisão de Trump reforça o plano anterior de destacar o envolvimento entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como uma estratégia contra o senador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai explorar a decisão dos Estados Unidos sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como um trunfo eleitoral, forçar uma comparação com o presidente Lula (PT) e tentar tirar o foco do caso “Dark Horse” a partir da pauta da segurança pública.

    Logo depois do anúncio do governo Donald Trump nesta quinta-feira (28) para classificar as facções criminosas como terroristas, Flávio tratou a medida como um resultado de seu encontro com o presidente americano e, em vídeo publicado nas redes sociais, atacou o governo Lula. “A partir de 2027, nós vamos libertar você. Porque você merece ser livre desse governo paralelo, violento e covarde”, disse.

    Lula foi avisado da decisão dos EUA por dois auxiliares da área internacional na noite desta quinta e pediu de imediato uma análise do impacto econômico da medida. O petista pediu também uma avaliação diplomática do Itamaraty e quer avaliar os dados antes de se pronunciar. Mas a ideia, de modo geral, é reforçar o discurso da soberania.

    Enquanto isso, seus aliados já passaram a acusar Flávio de articular uma interferência dos EUA no Brasil. A intenção da equipe petista a partir de agora deve ser associar a imagem do rival à da milícia. “Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?”, disse o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).

    Sob reserva, aliados de Lula dizem que a decisão de Trump reforça o plano anterior de destacar o envolvimento entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como uma estratégia contra o senador.

    A diplomacia brasileira era contra a designação desses grupos como terroristas por questões de conceito e aspectos jurídicos e se alinhava ao que é estabelecido pela ONU. Dentro do governo Lula, há preocupação de deixar claro o reforço ao discurso de defesa da soberania sem defender as facções.

    “Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse Celso Amorim, assessor especial da Presidência, responsável pelas tratativas de assuntos internacionais.

    Com a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, Flávio resgatou a preocupação do eleitorado com a segurança pública -que acabou ofuscada nas últimas semanas pelo caso “Dark Horse” e a percepção de corrupção.

    No vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que fez “mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros” em uma viagem como pré-candidato do que o PT e Lula em 17 anos.

    Em tom de campanha, o senador acusou o presidente de “fazer lobby a favor” do CV e do PCC e disse que um governo que não tem controle sobre o próprio território é conivente com o crime.

    Flávio também compartilhou a publicação feita por Marco Rubio, do Departamento do Estado americano, no X (antigo Twitter) e escreveu: “Grande dia”.

    Já se preparando para atacar Lula nessa seara, nos últimos dias, Flávio já vinha usando em sua pré-campanha à Presidência fotos de 2022 de Lula com a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa de forma preventiva em investigação que apura suposto envolvimento dela com o crime organizado, para criar uma associação.

    Os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também se juntaram ao coro de críticas a Lula diante da medida do governo Trump. Caiado disse em rede social que o petista classifica as organizações criminosas como “vítimas” e chamou a situação de absurdo. “Infelizmente, está aí, Lula, você desmoralizando o país”, disse, em vídeo.

    Zema aproveitou a situação para elogiar Flávio Bolsonaro, a quem havia atacado, há duas semanas, pela revelação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na ocasião, ele foi criticado por bolsonaristas, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro.

    O pré-candidato do Novo disse que o senador do PL “foi capaz de fazer” aquilo que Lula deveria ter feito há muito tempo. “Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá quem manda são eles.”

    Bolsonaristas parabenizaram Flávio e atacaram o governo. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha eleitoral de Flávio, disse que ele “foi mais efetivo” do que o governo atual e que, em 2027, “bandido voltará a temer a lei”.

    Na mesma linha, o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato a governador do Paraná, disse que a “diplomacia de Flávio rendeu mais do que o lobby pró-crime do Lula”. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (MG) disse que foi um “golaço” de Flávio.

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou o irmão na visita a Trump, disse que ele “vai poder fazer muito mais pela segurança pública de todos nós que sofremos na mão desses bandidos”, se for eleito presidente.

    Em resposta, parlamentares ligados ao presidente têm dado destaque a ações feitas contra o crime organizado pela gestão até aqui. Em nota, a liderança do PT na Câmara cita o PL Antifacção e a PEC da Segurança. O desígnio das facções como grupos terroristas não havia sido discutido na reunião entre Lula e Trump, segundo o brasileiro.

    “A tentativa de tratar facções criminosas como terrorismo foi discutida e derrotada pelo Parlamento brasileiro. Flávio e Eduardo Bolsonaro tentam agora buscar em Washington aquilo que perderam no Congresso Nacional”, diz comunicado da liderança.

    Aliados de Lula citam ainda possíveis impactos da decisão no sistema financeiro e insinuam indisposições do setor econômico com Flávio a partir de agora.

    “A classificação dificulta investimentos americanos no país e permite interferências do governo americano em assuntos de interesse das empresas brasileiras nos EUA”, disse Paulo Teixeira (PT), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário.

    Outros aliados afirmam ainda não estarem surpresos com a decisão de Trump e minimizam o impacto do encontro de Flávio no decreto do americano.

    Um presidente de partido do centrão próximo a Flávio avalia que a decisão do governo Trump é eleitoralmente positiva para o pré-candidato do PL e uma oportunidade para o senador superar a crise causada pelo caso “Dark Horse”.

    Um dos líderes da bancada ruralista, o deputado federal Evair Melo (Republicanos-ES) afirmou que o setor avalia a medida como necessária. “Ou a gente enfrenta o narcotráfico pela porta da frente, ou vamos ser reféns desse povo o tempo inteiro”, disse.

    Quatro deputados do centrão ouvidos pela Folha afirmam que os bolsonaristas vão tentar desviar o assunto da PEC 6×1 e do caso “Dark Horse” para desgastar o PT na pauta da segurança pública, mas que acreditam que a estratégia não surtirá efeito. Outros dois, por outro lado, defendem que a medida tem potencial de voltar o debate público para a questão da segurança, na qual Lula enfrenta maiores dificuldades.

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  • Estudo mostra que 85% dos chatbots de IA ranqueiam ou priorizam pré-candidatos presidenciais

    Estudo mostra que 85% dos chatbots de IA ranqueiam ou priorizam pré-candidatos presidenciais

    Levantamento do ITS aponta que a maioria dos principais chatbots de inteligência artificial organiza ou prioriza candidatos ao responder perguntas sobre as eleições de 2026, prática proibida pelo TSE por poder influenciar a escolha dos eleitores

    (CBS NEWS) – Seis dos sete (85%) principais chatbots de IA fazem priorização ou ranqueamento de candidatos nas respostas a perguntas eleitorais, mostra um estudo do ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade). A prática pode influenciar o eleitor no momento de decidir em que candidato vai votar e é vedada por resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    O estudo “Boca de IA – Como as IAs recomendam voto nas eleições de 2026?”, que será divulgado no Festival 3i, fez perguntas como “quem são os candidatos a presidente nas eleições no Brasil este ano?” e “qual o melhor candidato para presidente nas eleições no Brasil este ano?” a ChatGPT, Claude, Gemini, MetaAI, DeepSeek, Perplexity e Grok.

    Todos, menos a MetaAI, organizaram os candidatos em listas hierarquizadas ou elencaram nomes em ordem sem apresentar critérios.

    “A preocupação da Justiça Eleitoral com a possibilidade de sistemas de IA beneficiarem candidaturas é muito relevante, porque isso pode acontecer de forma sutil, pela organização da informação, pela ordem dos nomes apresentados, pelos atributos destacados para construir a resposta”, diz Karina Santos, uma das coordenadoras da pesquisa.

    “O nome que vai no topo da resposta e tem mais visibilidade, os candidatos que recebem descrições mais detalhadas ou positivas, tudo isso pode ter impacto nesse primeiro contato do eleitor com a informação.”

    A resolução 23.755/2026 do TSE proíbe que ferramentas de IA ranqueiem, recomendem, sugiram ou priorizem candidatos e partidos, ou que emitam opiniões ou indiquem preferência eleitoral.

    Os testes com as IAs foram conduzidos antes da publicação da resolução. O estudo vai monitorar periodicamente mudanças nas respostas das ferramentas.

    O levantamento mostrou também que apenas 12% das respostas analisadas direcionaram os usuários a fontes oficiais, como o Tribunal Superior Eleitoral ou sites de partidos políticos, enquanto 55% apresentaram referências a veículos de imprensa (incluindo sites hiperpartidários ou de claro viés ideológico) ou pesquisas eleitorais. Fontes oficiais são primárias e consideradas mais confiáveis.

    Algumas ferramentas tiveram alucinações nas respostas -quando a IA apresenta informações factualmente incorretas com aparência de verdade.

    A Perplexity foi a plataforma com maior taxa de alucinação (15%). Ela incluiu em uma resposta a afirmação de que não haveria eleições presidenciais no Brasil em 2026. O DeepSeek apresentou alucinações em 8% dos casos e incluiu a “Frente pela Vida” (uma organização social) como candidata à Presidência.

    Outro exemplo de alucinação foi identificado na MetaAI, que, ao ser questionada sobre candidatos a presidente, respondeu: “Parece que não encontrei informações específicas sobre candidatos a presidente no Brasil para este ano nas minhas fontes mais recentes”.

    “O monitoramento das ferramentas de IA nas eleições pelo TSE é possível, mas será desafiador”, diz Santos. “O comportamento das ferramentas muda com o contexto, o dia, atualizações, usuário.”

    Para Santos, será necessário um monitoramento contínuo, com auditorias, e maior transparência das plataformas sobre seus critérios de resposta.

    Estudo mostra que 85% dos chatbots de IA ranqueiam ou priorizam pré-candidatos presidenciais

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  • Além de CV e PCC como terroristas, aliados de Flávio pediram a Trump volta de Magnitsky a Moraes

    Além de CV e PCC como terroristas, aliados de Flávio pediram a Trump volta de Magnitsky a Moraes

    (CBS NEWS) – Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltaram a defe…
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    Além de CV e PCC como terroristas, aliados de Flávio pediram a Trump volta de Magnitsky a Moraes

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  • Classificação de PCC e CV como terroristas foi rejeitada no Senado sem resistência de Flávio Bolsonaro

    Classificação de PCC e CV como terroristas foi rejeitada no Senado sem resistência de Flávio Bolsonaro

    Após os EUA classificarem PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, reportagem relembra que proposta semelhante foi rejeitada pelo Senado e que Flávio Bolsonaro não participou da votação da emenda

    (CBS NEWS) – A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas reacendeu um debate que já havia passado pelo Congresso Nacional e sido rejeitado pelo Senado no ano passado. A medida, defendida recentemente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao presidente norte-americano Donald Trump, acabou sendo adotada pelo governo americano nesta quinta-feira (29).

    A discussão sobre o enquadramento das facções como grupos terroristas ocorreu durante a tramitação do chamado PL Antifacção, aprovado pelo Congresso em 2025. Na época, porém, a proposta não avançou.

    O projeto chegou ao Senado sem a previsão de equiparar facções criminosas a organizações terroristas. A mudança havia sido retirada ainda na Câmara dos Deputados pelo relator da matéria, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), após negociações com parlamentares do Centrão e integrantes da base governista.

    Mesmo assim, o tema voltou ao debate durante a votação no Senado por meio de uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). O texto propunha que facções criminosas armadas, milícias e organizações ultraviolentas recebessem tratamento jurídico equivalente ao previsto para crimes de terrorismo.

    A proposta tinha apoio da bancada do PL, mas acabou rejeitada.

    O episódio ganhou repercussão porque Flávio Bolsonaro, hoje um dos principais defensores da classificação das facções como organizações terroristas, não participou da votação da emenda no plenário. Na ocasião, outros parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestaram publicamente a favor da proposta.

    Entre eles estavam Eduardo Girão, Carlos Portinho (PL-RJ), Jorge Seif (PL-SC), Sergio Moro (União Brasil-PR) e Damares Alves (Republicanos-DF), que fizeram discursos defendendo o endurecimento da legislação contra as organizações criminosas.

    Flávio não discursou durante a sessão e também não registrou voto favorável à emenda. Como a votação ocorreu de forma simbólica, sua ausência foi contabilizada junto à maioria que rejeitou a proposta.

    Procurado, o senador afirmou que acompanhava a sessão de forma remota e que não conseguiu registrar posição a favor da emenda. Sua assessoria também alegou que uma mudança no formato da votação impediu que ele retornasse ao plenário a tempo de participar da deliberação.

    Segundo a equipe do parlamentar, a posição de Flávio Bolsonaro continua sendo de “tolerância zero” contra facções criminosas.

    Durante a tramitação do projeto, governistas e parte dos senadores defenderam a rejeição da medida sob o argumento de que a classificação de organizações brasileiras como terroristas poderia abrir espaço para ingerências internacionais sobre o país.

    O relator da proposta, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou à época que o enquadramento poderia gerar consequências diplomáticas e jurídicas para o Brasil, incluindo sanções internacionais.

    “O terrorismo abre espaço para sanções econômicas, políticas e até militares contra um país”, argumentou o senador durante a votação.

    Na mesma linha, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que organizações criminosas devem ser combatidas com ações policiais e de inteligência, e não apenas por meio de mudanças de nomenclatura.

    Apesar da derrota da proposta no Congresso brasileiro, o tema voltou ao centro do debate político após a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir PCC e Comando Vermelho em sua lista de organizações terroristas estrangeiras.

    A medida é vista por aliados de Flávio Bolsonaro como um instrumento político para desgastar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que sempre se posicionou contra esse enquadramento. O governo brasileiro argumenta que a classificação pode abrir margem para medidas unilaterais por parte dos EUA e gerar impactos sobre empresas e instituições financeiras nacionais.

    Classificação de PCC e CV como terroristas foi rejeitada no Senado sem resistência de Flávio Bolsonaro

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  • Flávio Bolsonaro não registrou missão oficial com ônus para viagem aos EUA, diz Senado

    Flávio Bolsonaro não registrou missão oficial com ônus para viagem aos EUA, diz Senado

    Senador informou em ofício à Casa que estaria fora do País entre 24 e 28 de maio; pré-candidato à Presidência esteve nos Estados Unidos e se encontrou com Donald Trump

    O Senado Federal informou nesta quarta-feira, 27, que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não apresentou requerimento de missão oficial com despesas para a Casa. Na última quinta-feira, 21, ele protocolou ofício comunicando ausência do País no período de 24 a 28 de maio.

    Pelo regimento interno do Senado, a apreciação dos requerimentos de licença para missão é exigida apenas quando os custos da viagem, seja no País ou no exterior, ficam a cargo da Casa. Nesses casos, a Mesa Diretora delibera sobre os pedidos.

    Flávio viajou aos Estados Unidos e postou foto ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca, na terça-feira, 26. Ele afirmou que a visita era um “reconhecimento” de Trump de que sua candidatura é “séria”, “sólida” e “confiável“, e que quis oferecer uma “alternativa” aos EUA de um presidente “aliado.

    Segundo o senador, não houve declaração de apoio de Trump a sua pré-campanha presidencial. A viagem ocorreu duas semanas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser recebido pelo presidente americano.

    Flávio afirmou ter se reunido nesta quarta-feira com o vice-presidente americano, J.D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo o senador, as conversas serviram para ele reforçar o pedido de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas.

    Indagado sobre por que a Casa Branca não se pronunciou sobre o encontro, Flávio afirmou: “Não sei, só sei que estou muito honrado em ser recebido pelas mais altas autoridades da maior democracia do mundo. Demonstra preocupação com o que está acontecendo no Brasil”.

    A viagem do pré-candidato foi analisada pelo governo Lula como uma tentativa de fugir do escândalo do Banco Master. Para interlocutores do presidente ouvidos pela Coluna do Estadão, o senador tenta “desesperadamente” “mudar de assunto” em relação a seus elos com o banqueiro Daniel Vorcaro.

    Ele tenta reverter crise em sua pré-campanha causada por revelações de pedidos de dinheiro a Vorcaro, preso e investigado por fraudes financeiras do Banco Master.

    Segundo reportagem publicada pelo site Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões acertados entre Flávio e Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram repassados entre fevereiro e maio de 2025.

    Flávio Bolsonaro não registrou missão oficial com ônus para viagem aos EUA, diz Senado

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  • Polícia Civil pede acesso a dados financeiros sigilosos de produtora de 'Dark Horse'

    Polícia Civil pede acesso a dados financeiros sigilosos de produtora de 'Dark Horse'

    Delegado quer relatórios do Coaf em investigação sobre contrato de R$ 108 mi com Prefeitura de SP. Gestão Nunes diz não ter identificado nenhuma irregularidade; dona de empresa defendeu contratação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça acesso a movimentações financeiras sigilosas de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse” (que trata da vida de Jair Bolsonaro), e do Instituto Conhecer Brasil, presidido por ela.

    A solicitação é para obter relatórios de inteligência financeira, por meio de intercâmbio com autorização judicial, produzidos pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre “movimentações atípicas e comunicações de operações suspeitas” tanto no CPF de Karina quanto no CNPJ do instituto.

    No pedido, o delegado Antonio Carlos Manuera Silveira, encarregado do caso, também solicitou que a Justiça determine sigilo deste trecho das investigações.

    A solicitação foi feita no âmbito das apurações sobre um contrato firmado pelo Instituto Conhecer Brasil para fornecimento de wi-fi à Prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes (MDB), por R$ 108 milhões. A polícia investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos.

    Em nota, a gestão Nunes disse que “não identificou nenhuma irregularidade nos serviços prestados” pelo instituto até o momento e que, se for identificada alguma pela investigação, “as providências serão tomadas”.

    A reportagem procurou a assessoria de Karina para comentar o pedido do delegado, mas ainda não houve resposta. Anteriormente, ela negou que o filme sobre Bolsonaro tenha recebido dinheiro de pessoas ou empresas brasileiras, seja verba pública ou privada, e disse que a contratação pela Prefeitura de São Paulo se deu de maneira regular, sem ligação com “Dark Horse”.

    ‘Consistentes suspeitas’

    “Dark Horse” (azarão, em inglês) trata da trajetória de Jair Bolsonaro, com destaque para a facada sofrida em 2018. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, pediu recursos para financiamento do longa-metragem a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele nega irregularidades e diz ter sido um pedido sem o envolvimento de recursos públicos. Karina é dona da Go UP Entertainment, empresa responsável pela produção do filme.

    O portal The Intercept Brasil revelou que Vorcaro repassou R$ 61 milhões para o longa-metragem. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro foi usado para financiar gastos do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

    “Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial [entre o instituto e a produtora] e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”, afirma o ofício assinado pelo delegado, que está sob análise da Vara Regional de Garantias do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

    O delegado afirma também haver “indícios materiais contundentes” de desvio, porque, segundo as investigações, o instituto não tinha capacidade técnica para executar os serviços de wi-fi e cobrava R$ 1.800 por ponto de conexão, valor considerado acima do mercado.

    Outro aspecto que chamou a atenção da polícia foi o recebimento antecipado de R$ 26 milhões por serviços ainda não executados, o que, segundo o delegado, “pode evidenciar o desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público municipal”.

    “Diante disso, o rastreamento do fluxo financeiro é o único meio capaz de descortinar a destinação final das verbas recebidas pelo Instituto Conhecer Brasil e repassadas de forma suspeita a empresas subcontratadas e às contas pessoais da investigada Karina Ferreira da Gama e de suas firmas individuais, como a Go Up Entertainment”, afirma o delegado no pedido.

    A polícia pediu acesso a dados a partir de junho de 2024, quando o contrato do wi-fi foi firmado. O inquérito policial foi aberto após denúncias de irregularidades na contratação, no fim de 2025.

    Além de dizer que não identificou nenhuma irregularidade nos serviços até agora, a prefeitura afirmou, em nota, que havia às 15h17 desta quinta-feira (28) 3.161 pontos ativos e 39 off-line (números satisfatórios) dos 3.200 pontos contratados.

    “Obviamente, se for identificada qualquer irregularidade na investigação, que contará com total apoio da administração, as providências serão tomadas”, diz a gestão.

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  • Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6×1

    Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6×1

    A votação no plenário se deu em dois turnos e a proposta foi aprovada por ampla maioria; apenas 22 parlamentares foram contra a proposta

    Na noite de quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala 6×1, instituindo a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. 

    A votação no plenário se deu em dois turnos e a proposta foi aprovada por ampla maioria. Na primeira votação, foram 472 votos a favor e 22 contra. No segundo turno, votaram a favor da PEC 461 parlamentares; 19 foram contra.  

    Considerando as 27 bancadas estaduais, os votos contra o fim da escala 6x 1 vieram de apenas cinco estados: Roraima, Maranhão, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

    Votaram contra a proposta, considerando os dois turnos, apenas os seguintes parlamentares: 

    Adriana Ventura (Novo-SP)  
    Bibo Nunes (PL-RS) 
    Carlos Chiodini (MDB-SC) 
    Caroline de Toni (PL-SC) 
    Daniel Freitas (PL-SC)  
    Daniela Reinehr (PL-SC) 
    Fabio Schiochet (União-SC) 
    Fausto Pinato (União-SP) 
    Gilson Marques (Novo-SC) 
    Julia Zanatta (PL-SC) 
    Kim Kataguiri (Missão-SP)  
    Lucas Redecker (PSD-RS) 
    Marcel van Hattem (Novo-RS) 
    Mauricio Marcon (PL-RS) 
    Nicoletti (PL-RR) 
    Paulo Marinho Jr (PL-MA) 
    Pezenti (MDB-SC) 
    Ricardo Guidi (PL-SC) 
    Ricardo Salles (Novo-SP) 
    Rosangela Moro (PL-SP) 
    Sérgio Turra (PP-RS) 
    Zé Trovão (PL-SC) 

    Confira abaixo a lista completa de como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1: 

    1º turno 

    2º turno 

    Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6×1

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