Categoria: POLÍTICA

  • Oposição critica PEC do fim da escala 6×1 durante votação na Comissão

    Oposição critica PEC do fim da escala 6×1 durante votação na Comissão

    Comissão na Câmara deve votar proposta nesta quarta-feira (27); Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu que a jornada de trabalho deveria ser definida pelos patrões com os trabalhadores

    Parlamentares da oposição criticaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no Brasil e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. A sessão da Comissão da Câmara pode votar a PEC ocorre nesta quarta-feira (27).

    A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu que a jornada de trabalho deveria ser definida pela negociação entre patrões e trabalhadores, e não por Emenda Constitucional.

    “É óbvio que estamos preocupados com a qualidade de vida do trabalhador, mas é óbvio que estamos preocupados também se o custo que vai aumentar na mão de obra não vai recair sobre aquele povo já tão sofrido que reclama que o dinheiro dele não dá para nada”, comentou a parlamentar. 

    Estudos divergem sobre os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB), a depender das premissas usadas pelos pesquisadores. Em países da Europa, a redução das jornadas não reduziu o PIB, nem teve efeitos negativos sobre os salários ou nível de emprego.

    O deputado Gilson Marques (Novo-SC), que apresentou pedido para adiar a votação, reconheceu que a escala 6×1 é exaustiva, mas argumentou que a mudança “na marra” prejudicaria os trabalhadores.  

    “Tentar acabar com isto na marra, na força da lei, pode piorar ainda mais para quem trabalha. Sabem o que sufoca realmente o cidadão? É o Estado. Este é o verdadeiro problema”, afirmou.

    Para Marques, a redução para escala 5×2 prejudica “o pequeno empreendedor, o consumidor e o próprio trabalhador”.

    Ao mesmo tempo em que criticava o fim da 6×1, a deputada do PL Júlia Zanatta repetiu fala do líder do Partido Liberal (PL), deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que anunciou que o partido apresentaria destaque no Plenário da Câmara para reduzir a escala para 4×3. “Vamos ver como que vão se posicionar”, provocou Zanatta.

    Manobra da oposição

    Como o PL foi contrário à redução da jornada de trabalho durante a tramitação da proposta, a fala do líder do partido representa uma suposta mudança de posição da legenda diante da expectativa de que a PEC será aprovada na Câmara.

    A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de uma das PEC que estabelece o fim da escala 6×1, afirmou que o discurso do principal partido da oposição é uma “manobra” para evitar o fim da escala 6×1.  

    “Para tentar prejudicar o processo de votação, desenterram isso para enganar o trabalhador brasileiro porque sabem que, daqui para amanhã, nós não temos condições de refazer aquilo que já está acordado”, disse a parlamentar.

    O fim da escala 6×1 para a 5×2 e a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas foi um acordo costurado pelo governo e lideranças da Câmara dos Deputados. 

    Ao mesmo tempo, Erika defendeu que, no futuro, seja votado a redução da jornada para 36 horas com escala de 4×3, rebatendo a oposição.

    “Propuseram 10 anos de transição, falaram em 52 horas semanais e, da noite para o dia, porque viram que a coisa também estava ficando puxada para o lado de lá — por que como é que vão explicar para o trabalhador que são contra um tempo de dignidade?”, completou.

    A escala 4×3 é adotada, de forma espontânea, por algumas empresas. Estudo em Portugal revelou que maioria das companhias que adotaram escala reduzida por conta própria pretendem manter a mudança.

    O deputado Carlos Zarratini (PT-SP) defendeu que a PEC não proíbe jornadas maiores de 40 horas, bastando que os empregadores paguem horas-extras. Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) defendeu que a mudança favorece as famílias brasileiras.

    “É, sobretudo, uma conquista das famílias brasileiras, que terão, obviamente, mais saúde física e mental, mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, mais qualidade de vida, redução do estresse, menor exaustão, mais produtividade no trabalho, mais qualificação profissional, mais tempo para estudar, para a vida comunitária e para viver”, justificou.

    Se aprovada a mudança, o Brasil se une a outros países latino-americanos que reduziram a jornada de trabalho nos últimos anos, como Colômbia, Chile e México. 

    Entenda a PEC do fim da 6×1

    O texto em discussão na Comissão Especial prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

    Após prazo de 60 dias, a jornada será reduzida para 42 horas semanais, chegando a 40 horas 14 meses após promulgação da Emenda Constitucional.

    Contudo, duas emendas apresentadas por partidos do centrão, grupo que reúne partidos da direita tradicional, busca derrubar a regra de transição proposta pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA) após ele não acolher sugestão de criar uma regra de transição de 10 anos. 

    O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

    O parecer da PEC permite que o trabalhador faça a escala 6×1, desde que o segundo dia de folga obrigatória por semana seja compensada dentro do mesmo mês.

    A legislação ainda traz restrições para trabalhadores que recebem salário igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, ou seja, R$ 21.188,87 nos valores atuais. Os empregados com recebem esse valor, ou mais, ficariam dispensados de cumprir a jornada prevista na proposta.

    A PEC ainda prevê uma regra de transição maior para os terceirizados da Administração Pública. Nesse caso, as empresas teriam 12 meses para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho.

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  • Operação contra Castro agrava cenário em reduto de Flávio Bolsonaro

    Operação contra Castro agrava cenário em reduto de Flávio Bolsonaro

    Preocupação de bolsonaristas é associação entre o caso Master no Rio de Janeiro com áudios do senador com Daniel Vorcaro. Integrantes do PL manifestam temor com divulgação de diálogos do ex-governador com ex-banqueiro

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A nova operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta terça-feira (26) agrava o cenário das articulações do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, em sua base eleitoral.

    Após uma sequência de reveses desde a renúncia do Palácio Guanabara, em março, a pré-candidatura de Castro ao Senado é vista por aliados como cada vez mais próxima do fim. O temor agora é o agravamento do cenário com a contaminação sobre a campanha do próprio Flávio e de seu palanque no estado, o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    O Rio de Janeiro é visto como crucial na disputa com o presidente Lula (PT). Ele é a base eleitoral da família, onde Jair Bolsonaro venceu em 2018 e 2022 após anos de vitórias do PT no estado nas disputas presidenciais. O colégio eleitoral fluminense é o terceiro maior do país.

    Castro foi alvo de operação nesta terça que apura a transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Banco Master e fundos ligados à instituição.

    A ação ocorreu 11 dias depois de outra operação contra o ex-governador, para apurar na ocasião sua atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado como um sonegador contumaz.

    As suspeitas sobre os investimentos do Rioprevidência são conhecidas há alguns meses e, para setores do PL, estava precificada no lançamento da pré-candidatura. A preocupação de aliados é com os diálogos entre Castro e Vorcaro sob poder da PF que, segundo Mendonça, revelam um “vínculo pessoal estreito”.

    O temor é que esses diálogos possam ser associados aos áudios já divulgados de Flávio para o ex-banqueiro, agravando o desgaste sobre pré-candidatura presidencial do senador.

    Por esse motivo, o cenário é distinto da semana passada, quando uma ala do PL defendia calma e evitava abandonar abruptamente o ex-governador. Esse grupo apostava na proximidade de Castro com prefeitos do Rio de Janeiro e a alta na popularidade de Castro após a Operação Contenção, em que 117 pessoas foram mortas pela polícia no Complexo do Alemão em supostos confrontos -cinco policiais também morreram.

    A presença de Castro na campanha pode também dificultar a decolagem do nome de Douglas Ruas, ainda pouco conhecido dos eleitores. O presidente da Alerj vinha fazendo agendas com o ex-governador até a Operação Sem Refino, sobre a relação com Magro. A preocupação é prejudicar a imagem do deputado já em sua apresentação.

    A associação entre Ruas e Castro tem sido o mote da pré-campanha do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD).

    As dificuldades no palanque bolsonarista no Rio de Janeiro vêm desde o ano passado, quando o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso sob suspeita de vazar informações de uma operação contra o Comando Vermelho. Ele havia se consolidado como pré-candidato ao governo com apoio da família Bolsonaro.

    A situação se agravou após Castro ser condenado a inelegibilidade no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em razão de contratações de cabos eleitorais em programas públicos estaduais, pagos com saques em dinheiro vivo.

    O vácuo no poder gerado pela renúncia de Castro e a prisão de Bacellar levou à ascensão do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, ao Palácio Guanabara. Além de perder o controle da máquina estadual, vista como importante para a campanha no estado, o PL viu o magistrado iniciar uma devassa nas contas da gestão do ex-governador, gerando um novo foco de desgaste.

    As ações de Couto têm sido capitalizadas por Paes e criticadas por integrantes do PL. Na semana passada, até o presidente Lula buscou se associar à gestão Couto, estimulando o governador interino a trabalhar para “prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”.

    O desembargador, por sua vez, afirma conduzir o Executivo pautado pela neutralidade política.

     

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  • Lula omitiu até de amigos que precisaria de radioterapia e tenta mostrar vitalidade para eleição

    Lula omitiu até de amigos que precisaria de radioterapia e tenta mostrar vitalidade para eleição

    Lula iniciou sessões preventivas de radioterapia após retirar um câncer de pele no couro cabeludo. Aliados próximos afirmam que descobriram o tratamento pela imprensa, enquanto o Planalto tenta evitar desgaste sobre a saúde do presidente

    (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, evitou informar até mesmo aliados próximos sobre o tratamento de radioterapia iniciado após a retirada de um câncer de pele no couro cabeludo. Parte de integrantes do círculo pessoal do petista afirmou ter descoberto pela imprensa que ele passaria pelas sessões preventivas.

    Segundo relatos ouvidos pela Folha sob condição de anonimato, Lula chegou a comentar recentemente que faria um tratamento relacionado ao câncer, mas sem detalhar que seria submetido à radioterapia.

    O presidente retirou, em 24 de abril, um câncer basocelular, considerado o tipo menos agressivo e mais comum de câncer de pele. Desde então, médicos já avaliavam a possibilidade de um tratamento complementar.

    A decisão pela radioterapia foi confirmada após uma avaliação clínica realizada em 18 de maio. Na ocasião, o boletim médico informou que a recuperação ocorria dentro do esperado e sem intercorrências.

    Os médicos recomendaram as sessões de radioterapia como medida preventiva, mas a definição sobre quando o tratamento começaria ficou a cargo do presidente.

    Segundo auxiliares, Lula optou por iniciar as sessões imediatamente. A primeira aconteceu na segunda-feira (26), após decisão tomada no fim de semana, o que surpreendeu até colaboradores próximos.

    Ainda de acordo com relatos, foi o próprio presidente quem determinou que a informação fosse divulgada, apesar de haver recomendações contrárias dentro do governo.

    Lula passará por 15 sessões de radioterapia ao longo das próximas três semanas. Nesta terça-feira (27), realizou a segunda aplicação e, em seguida, embarcou para Manaus para cumprir agenda política.

    O Palácio do Planalto informou que os boletins médicos são de responsabilidade da equipe que acompanha o presidente.

    Segundo médicos ouvidos pela reportagem, o tratamento adotado é considerado leve e não deve impedir Lula de manter a rotina de trabalho.

    A radioterapia utilizada nesse tipo de caso consiste em aplicar feixes de elétrons diretamente na região tratada. As sessões duram poucos minutos e os efeitos colaterais costumam ser localizados, como irritação na pele, vermelhidão e queda temporária de cabelo.

    Nos últimos anos, Lula tem buscado transmitir imagem de disposição física ao eleitorado. O presidente costuma divulgar exercícios físicos nas redes sociais e frequentemente aparece caminhando ou correndo em eventos públicos.

    O tema da saúde presidencial, porém, já gerou desconforto dentro do governo em outras ocasiões.

    Em 2023, por exemplo, o Planalto só informou após a cirurgia no quadril que Lula também havia realizado um procedimento nas pálpebras durante a internação.

    Em fevereiro deste ano, uma cauterização feita no couro cabeludo só foi esclarecida após fotógrafos registrarem uma mancha na cabeça do presidente durante um evento oficial.

    Já em abril, o governo informou previamente que Lula passaria por novos procedimentos médicos, mas a confirmação de que se tratava de um câncer veio apenas depois.

    O próprio presidente já admitiu publicamente preocupação em não transmitir fragilidade.

    “Se eu operasse logo depois das eleições, diriam que o Lula estava velho e já internado”, afirmou em 2023, após cirurgia no quadril.

    Aliados relatam que Lula segue trabalhando normalmente e mantém boa disposição nas reuniões e compromissos oficiais. Desde a cirurgia, ele tem usado chapéu em aparições públicas para proteger a área operada da exposição ao sol.

    Lula omitiu até de amigos que precisaria de radioterapia e tenta mostrar vitalidade para eleição

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  • Zema não descarta aliança com Caiado para viabilizar outro nome da direita ainda no 1º turno

    Zema não descarta aliança com Caiado para viabilizar outro nome da direita ainda no 1º turno

    Pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema sinalizou possibilidade de alianças com Ronaldo Caiado e voltou a criticar Flávio Bolsonaro após revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso “Dark Horse”.

    O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (27) que não descarta alianças ainda no primeiro turno para fortalecer uma candidatura de direita alternativa ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente o nome mais bem posicionado nas pesquisas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    As declarações foram feitas durante evento com investidores em São Paulo e acontecem após a divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

    Zema citou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) como um possível aliado e afirmou que as definições sobre composições políticas devem acontecer apenas perto do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral.

    “Essas conversas sempre acontecem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ocorrer na data limite. Na política, infelizmente, as decisões costumam ser tomadas na última hora”, afirmou.

    O calendário eleitoral prevê até 15 de agosto para o registro oficial das candidaturas.

    Segundo Zema, o cenário político ainda deve sofrer mudanças até a reta final da disputa presidencial.

    “Vai mudando à medida que o tempo avança. Eu tenho dito que vou levar minha pré-campanha e campanha até o fim”, declarou.

    Apesar disso, o ex-governador destacou a boa relação com Caiado e sinalizou abertura para alianças.

    “Me dou muito bem com o Caiado”, afirmou. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ser vice do ex-governador goiano, respondeu em tom de brincadeira: “Não pode ser o contrário?”

    Zema também ressaltou a proximidade entre Minas Gerais e Goiás e citou a convivência com outros governadores.

    “Criamos um consórcio com sete governadores e me dei muito bem com todos, inclusive com o Tarcísio. Goiás e Minas são quase estados gêmeos”, disse.

    Mesmo admitindo possíveis composições, Zema afirmou que os nomes da direita devem se unir em um eventual segundo turno contra Lula.

    “Nós vamos estar juntos contra o grande objetivo nosso, que é combater a esquerda”, declarou.

    Críticas a Flávio Bolsonaro e ao Bolsa Família
    Durante o evento, Zema também voltou a criticar Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o caso conhecido como “Dark Horse”.

    Sem citar diretamente o senador, o ex-governador afirmou que o eleitor não aceitaria candidatos ligados a “banqueiro bandido”.

    Na pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (23), Lula apareceu com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 43%. Na rodada anterior, ambos apareciam empatados com 45%.

    Zema também criticou programas sociais e afirmou que o atual modelo de distribuição de renda estaria contribuindo para o aumento da dependência do Bolsa Família.

    “O que tem de marmanjão de 20, 30 anos recebendo Bolsa Família e complementando renda com bicos não está escrito”, afirmou.

    Segundo ele, seria necessário criar regras mais rígidas para beneficiários que recusam oportunidades de emprego.

    Apesar das críticas, o pré-candidato reconheceu que políticas sociais continuam sendo necessárias para grupos mais vulneráveis, como mães com filhos pequenos.

    Na área da segurança pública, Zema também criticou a condução das políticas nacionais e afirmou que o setor deveria ser coordenado por profissionais da área policial.

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  • ´Tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar', diz Tarcísio sobre Flávio e caso Master

    ´Tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar', diz Tarcísio sobre Flávio e caso Master

    Governador de São Paulo endureceu o tom ao comentar o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master, classificando o episódio como um “escândalo” e afirmando que o senador precisa dar mais explicações sobre o dinheiro recebido para a produção de filme sobre Jair Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a afirmar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa apresentar explicações sobre o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Tarcísio, entretanto, chamou o caso de “escândalo” que “agride a sociedade como um todo”, expressões mais contudentes do que havia usado na primeira vez que comentou a ligação de seu aliado com o caso.

    “Acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, disse Tarcísio nesta terça-feira (26), durante entrega de obras de saneamento básico em Perus, na zona norte de São Paulo.

    Há duas semanas, quando as ligações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro foram reveladas pelo site The Intercept Brasil, o governador havia dito que o áudio preocupava e pedido explicações do aliado.

    “Acho que ele precisa continuar dando esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo, porque é fundamental que todo mundo tenha segurança na relação, no que aconteceu”, afirmou Tarcísio no dia 14, durante entrega de apartamentos em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

    Na ocasião, contudo, ele elogiu Flávio por apresentar respostas de pronto.

    No começo do ano, após o senador ser indicado por Bolsonaro como representante do bolsonarismo para disputar a Presidência da República contra Lula, o governador se reuniu com Flávio e afirmou que coordenaria sua campanha em São Paulo.

    Na entrevista desta terça, Tarcísio disse que não tratou com o senador sobre uma possível participação dele na Marcha para Jesus, promovida por igrejas evangélicas e marcada para o próximo dia 4. “Eu não sei, tem que perguntar para ele”, afirmou o governador ao ser questionado sobre a presença de Flávio no evento.

    Como a Folha mostrou, bolsonaristas de São Paulo identificaram um distanciamento de Tarcísio em relação a Flávio após o início da crise e, nos bastidores, relataram incômodo com a postura.

    No fim de semana seguinte à divulgação dos áudios, Tarcísio e Flávio tinham duas agendas juntos no interior do estado, uma na sexta-feira (15) e outra no sábado (16). Tarcísio afirmou que estava com gripe e não compareceu ao segundo encontro.

    Questionado nesta terça sobre a ausência de agendas públicas com o senador, que esteve na capital paulista na semana passada, o governador afirmou que ainda não está em campanha. “Tenho uma agenda de governador. Veja, estou governando o estado. Quando vou pensar em eleição? No período da campanha”, disse

    Tarcísio falou com a imprensa antes da confirmação de que Flávio foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que ocorreu no fim da tarde desta terça, no horário de Brasília.

    Questionado se o encontro poderia ajudar a imagem do senador, o governador respondeu: “Ele é pré-candidato à Presidência da República e esse é o cargo mais importante do Brasil. Ou seja, ele está querendo assumir uma posição de liderança nacional. E aí é natural que ele converse com outros chefes de Estado, outros líderes internacionais, mundiais, e obviamente falar com o presidente dos Estados Unidos é muito saudável”.

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  • PF: Castro tinha 'vínculo próximo' e 'alinhamento político' com Vorcaro para investir no Master

    PF: Castro tinha 'vínculo próximo' e 'alinhamento político' com Vorcaro para investir no Master

    Operação que fez buscas contra ex-governador do Rio foi baseada em material apreendido no celular de Vorcaro. Defesa ainda não comentou suspeitas, que são mencionadas em decisão do ministro André Mendonça

    As transferências de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para fundos de investimento ligados ao Banco Master dependiam da atuação política do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), segundo a Polícia Federal (PF).

    Na manhã desta terça-feira, 26, Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão na oitava fase da Operação Compliance Zero sob suspeita de manter “vínculo próximo” e “alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro, termos usados pela PF no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorizar a operação.

    A defesa de Castro não se manifestou sobre as diligências até a publicação desta matéria.

    A decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou as diligências, aponta que Cláudio Castro “exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes do Rioprevidência no Banco Master”.

    Na representação, a PF destaca o “sincronismo entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros subsequentes do Regime Próprio de Previdência Social, além de conversas encontradas no celular de Vorcaro indicando que a liberação de determinados investimentos dependia de alinhamento político com o ex-chefe do Executivo estadual”.

    O Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores fluminenses, aplicou R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos considerados de alto risco. Esses títulos são papéis de dívida emitidos diretamente pelo banco, sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e funcionam como empréstimos feitos por investidores à instituição.

    Agora, a Polícia Federal apura aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos de investimento ligados ao Banco Master a partir de julho de 2024. Nesse caso, os recursos são reunidos e administrados por gestoras, que aplicam o dinheiro em diferentes ativos financeiros, incluindo papéis emitidos pelo próprio banco. Somadas as duas modalidades, as movimentações sob investigação chegam a cerca de R$ 3 bilhões transferidos pelo Rioprevidência.

    Segundo a Polícia Federal, “a atuação do ex-governador não se limitou a contatos institucionais, mas envolveu vínculo pessoal estreito com o controlador do Banco Master, caracterizado por encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, com elevada coincidência temporal em relação aos aportes bilionários do RioPrevidência”.

    Esse relacionamento, de acordo com os investigadores, “teria viabilizado o alinhamento político necessário para a liberação dos investimentos, bem como a nomeação estratégica de dirigentes do RioPrevidência em cargos-chave (Presidência, Diretoria de Investimentos e Gerência de Investimentos), assegurando que as decisões de credenciamento e de aplicação de recursos previdenciários fossem conduzidas e desconformidade com a política de investimentos e com as normas regulatórias, mas em consonância com os interesses do Banco Master”.

    A Polícia Federal afirma que as investigações identificaram mudanças na composição da diretoria do Rioprevidência pouco antes do início da série de investimentos no Banco Master.

    Além de Castro, também foram alvo nesta terça-feira o lobista Ricardo Siqueira Rodrigues, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de Investimentos Eucherio Lerner Rodrigues, o ex-gerente de Investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal e a ex-gerente de Controle Interno e Auditoria Fernanda Pereira da Silva Machado.

    Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto para manifestação.

    Para a PF, o “sincronismo” entre reuniões e os aportes financeiros, somado à troca de integrantes da diretoria do fundo, à supressão de etapas técnicas no processo decisório e à ausência de justificativas formais para as operações, reforça a suspeita de interferência política de Castro nas aplicações.

    É a segunda vez em 11 dias que o ex-governador do Rio é alvo de buscas da Polícia Federal. No dia 15, no âmbito da Operação Sem Refino, investigação sobre as ligações da gestão de Castro com o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador de impostos do País, os agentes apreenderam o celular e o tablet do ex-governador.

    PF: Castro tinha 'vínculo próximo' e 'alinhamento político' com Vorcaro para investir no Master

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  • Oposição vai a Alcolumbre para tentar frear 6×1 no Senado

    Oposição vai a Alcolumbre para tentar frear 6×1 no Senado

    Presidente do Senado tem mantido mistério sobre como lidará com a PEC, prestes a passar na Câmara. Bolsonaristas e empresários apelam por alteração do texto, o que na prática deve atrasar a promulgação da proposta

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Parlamentares de oposição conversaram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca de apoio para incluir a criação do regime de remuneração baseado em horas trabalhadas na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1. Na prática, tal ação pode travar as discussões na Casa, impedindo a votação antes da eleição, como deseja o governo do presidente Lula (PT).

    Os parlamentares bolsonaristas procuraram o presidente do Senado, na semana passada, diante de uma expectativa que eles têm de derrota na Câmara. Espera-se que os deputados aprovem a PEC em plenário na próxima quinta-feira (28), sem contemplar a proposta da oposição e com um período de transição que vai de 2 a 14 meses para a redução de jornada, considerado curto demais para setores da direita e do empresariado.

    Segundo interlocutores, Alcolumbre sinalizou positivamente à oposição. O presidente do Senado pontuou a necessidade de um debate amplo também na Casa, narram congressistas que participaram do diálogo.

    Procurado desde esta segunda-feira (25), Alcolumbre não se manifestou até a publicação desta reportagem.

    O governo considera imprevisível a forma como Alcolumbre lidará com o texto. A relação do chefe do Legislativo com o Planalto está ruim desde a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), no final de abril.

    O temor de governistas é que Alcolumbre atrapalhe o andamento da proposta, mesmo diante do apelo popular ao fim da escala 6×1. O senador não concorre à reeleição neste ano e poderia “matar no peito” e travar a PEC, assim como travou a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do banco Master.

    O presidente do Senado tem interesse ainda em angariar apoio da oposição em uma eventual tentativa de reeleição ao comando da Casa, em 2027.

    Dessa forma, Alcolumbre tem sido assediado por setores descontentes com a proposta desenhada e prestes a ser aprovada na Câmara. Como mostrou a Folha de S.Paulo, um grupo de empresários também conversa com o presidente do Senado nesta terça-feira (26) em busca de alterações, visando um período maior de transição.

    Na semana passada, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6×1 é legítima, porém “inoportuna e eleitoreira”, e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas.

    Nos bastidores, a oposição considera como melhor cenário deixar a análise da PEC para depois de outubro, tirando de Lula esse trunfo eleitoral. Em último caso, tentar impor um período de transição mais longo para a validade do fim da 6×1 e a redução de jornada de 44 para 40 horas semanais.

    O texto da Câmara prevê duas etapas de transição. Primeiro, 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada semanal máxima passará de 44 horas para 42 horas. As duas horas restantes serão reduzidas 12 meses depois, levando a jornada semanal para 40 horas.

    O governo analisa os cenários com calma. Questionados sobre a ofensiva da oposição para incluir o novo regime de remuneração por horas e a tentativa de adiar a votação no Senado, integrantes do governo a par das discussões do fim da escala 6×1 preveem ganhos políticos em ambos os cenários.

    Se o Congresso aprovar, Lula terá a maior parte dos louros da conquista trabalhista. Se o Legislativo emperrar a discussão, o PT terá uma plataforma de campanha, reeditando o mote “Senado inimigo do povo”.

    A cúpula da Câmara deseja que a discussão no Senado seja encerrada em até um mês, mesmo período usado pelos deputados. Alcolumbre deve enviar a PEC para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas também pode pedir sessões de debate em outros colegiados, como a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). Isso poderia atrasar a tramitação.

    Se aprovada na CCJ, Alcolumbre ainda precisaria pautar a PEC no plenário. Enquanto na Câmara é necessário o voto favorável de 308 dos 513 deputados, no Senado é preciso o apoio de 49 dos 81 senadores.

    No caso da PEC, o governo acompanha tudo com atenção, porque esse tipo de projeto não requer sanção presidencial. Ou seja, Lula precisaria aceitar o texto que sair do Congresso, sem possibilidade de exclusão de trechos.

    Uma vez aprovada a PEC com as regras gerais para o fim da escala 6×1 e a redução de jornada, a Câmara dará início à tramitação do projeto de lei enviado pelo governo com o mesmo tema. A ideia é aproveitar o texto do Planalto para regulamentar a mudança para categorias específicas que já trabalham em regime diferenciado, como profissionais da saúde e da segurança pública.

    Oposição vai a Alcolumbre para tentar frear 6×1 no Senado

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  • Lula diz que Brasil seria melhor sem mentiras e alerta para uso da IA

    Lula diz que Brasil seria melhor sem mentiras e alerta para uso da IA

    “Agora inventaram uma coisa chamada Inteligência Artificial, que é muito boa para a saúde, para a educação, para a ciência e a tecnologia. É muito boa para muita coisa. Mas eu acho que não presta para eleição”, disse

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil poderia estar “muito melhor”, caso a população não tivesse sido influenciada, no período eleitoral, por mentiras contadas por políticos descompromissados com a população pobre.

    A declaração foi feita durante a entrega de 576 moradias do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Manaus, no Residencial Morar Melhor, localizado no bairro Tarumã-Açu. Com o investimento de R$ 92,16 milhões, o empreendimento deverá beneficiar 2 mil pessoas.

    Segundo Lula, pessoas como as que estavam no público, beneficiadas pelo MCMV, são frequentemente tratadas como “invisíveis” por grande parte dos políticos.Partindo dessa premissa, o presidente defendeu que eleitores tenham “maturidade e seriedade”, distinguindo verdades de mentiras ao decidir o futuro do país. Nesse sentido, ele alertou sobre a disseminação de informações falsas usando inteligência artificial nas redes sociais.

    “O Brasil é um país que já poderia estar muito melhor. Não fica porque, de vez em quando, a gente elege alguém que não tem nenhum compromisso com nada. São pessoas que exercem o mandato de presidente, pessoas que nunca conversaram com vocês, pessoas que nunca viram vocês e que tampouco ligam para o povo pobre”, discursou o presidente.

    Maturidade e seriedade

    Na avaliação de Lula, o povo pobre só ganha importância para essa gente em época de eleições.

    “É importante que vocês saibam que, na hora de decidir o destino desse país, dessa cidade, desse estado, vocês têm que se comportar com muita maturidade e com muita seriedade. Não dá para a gente continuar acreditando nas mentiras contadas 24 horas por dia no celular”, argumentou.

    “Agora inventaram uma coisa chamada Inteligência Artificial, que é muito boa para a saúde, para a educação, para a ciência e a tecnologia. É muito boa para muita coisa. Mas eu acho que não presta para eleição, porque a inteligência artificial pode contar muita mentira através do telefone celular. Então vamos ter muita responsabilidade, porque esse país precisa de gente séria”, complementou.

    Lula diz que Brasil seria melhor sem mentiras e alerta para uso da IA

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  • PL e Republicanos indicaram produtora de Dark Horse a campanhas em SP, dizem candidatas

    PL e Republicanos indicaram produtora de Dark Horse a campanhas em SP, dizem candidatas

    ONG de produtora também firmou contrato de R$ 5 milhões com governo do Distrito Federal. OUTRO LADO: Procurada, Karina Gama não respondeu à reportagem

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os diretórios do PL (Partido Liberal) e do Republicanos indicaram a GO7 assessoria, que tem como sócia a produtora do filme “Dark Horse” (o azarão, em inglês), para atuar em campanhas eleitorais em São Paulo, segundo candidatos.

    A GO7 recebeu R$ 250 mil para atuar na comunicação de cinco candidaturas desde 2020, incluindo a do deputado federal Mario Frias (PL-SP). Ele foi o único eleito.

    A empresa pertence a Karina Ferreira da Gama, que também é sócia-administradora da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL). A revelação de diálogos em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pedia dinheiro ao então dono do Banco Master para o longa abriu uma crise na pré-campanha do parlamentar.

    Segundo Bianca Fanti, que concorreu a vereadora de Guarulhos (SP) nas eleições de 2024 pelo PL, a GO7 foi indicada pelo diretório do PL para sua campanha. Já Patrícia Alonso, que pleiteou o mesmo cargo na capital paulista pelo Republicanos em 2020, diz que o partido tocou a campanha com a empresa e que ela teve pouca gerência em relação aos gastos.

    Procurada por e-mail, mensagem e por sua assessoria de imprensa, Karina não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    O PL também não retornou, após ser procurado via assessoria de imprensa. O Republicanos de São Paulo afirmou não ter informação sobre o tema.

    A campanha de Bianca Fanti, conhecida como Bibi Fanti, pagou R$ 30 mil para a GO7. Na candidatura de Patrícia Alonso, R$ 13 mil foram repassados à empresa de Karina para serviços de assessoria de comunicação.

    O maior valor (R$ 141 mil) foi repassado à GO7 pela campanha do tenente Manoel Nascimento, ex-deputado estadual de São Paulo, que concorreu a vereador na capital paulista em 2024, pelo Republicanos.

    Nas eleições de 2022, Karina trabalhou para dois candidatos do PL em São Paulo. Um deles foi de Felipe Carmona, que pagou R$ 13 mil para a GO7 no pleito para deputado estadual. O outro foi de Mario Frias, cuja campanha repassou R$ 54 mil para a empresa.

    Os pagamentos realizados durante as eleições para as empresas de Karina constam no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Patrícia Alonso afirma que teve pouca gerência em relação aos gastos com a GO7, mas que gostou do trabalho da empresa de Karina.

    Em nota, o escritório de advocacia Taveira e Romão, que representa Bibi Fanti, diz que não havia vínculo prévio ou pessoal entre a Go7 e a candidata. Segundo o escritório, a contratação foi acompanhada juridicamente e observou as normas da legislação eleitoral vigente.

    Já Felipe Carmona disse conhecer Karina desde 2019 e que não houve orientação do PL quanto a sua contratação. Ele afirma ainda que, caso se torne candidato a deputado estadual neste ano, contratará a produtora novamente.

    Procurados às 12h de quinta-feira (21) por mensagem, a assessoria do deputado Mario Frias e o ex-deputado Tenente Nascimento não responderam à reportagem.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, apesar de Flávio ter dito haver “zero de dinheiro público”, outros parlamentares federais e estaduais já fizeram repasses para empresas e entidades ligadas a Karina. Deputados estaduais de São Paulo destinaram emendas que somam R$ 700 mil entre 2023 e 2026.

    O Instituto Conhecer Brasil, ONG que tem Karina como presidente, também recebeu R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias em 2025, para projetos de letramento digital e esporte.

    PARCERIA COM GDF

    O Instituto Conhecer Brasil também firmou contrato com o Governo do Distrito Federal após vencer um chamamento público da Fundação de Apoio à Pesquisa, em 2023.

    O valor total do termo previsto inicialmente era de R$ 4 milhões, para apoiar um projeto de “cultura maker” na rede pública do DF. O objetivo do projeto é permitir que os alunos criem, consertem e modifiquem objetos em um laboratório nas escolas. No início de 2025, houve um aditivo de R$ 1 milhão, totalizando R$ 5 milhões investidos no contrato com o ICB.

    O projeto está em andamento há dois anos sob queixa dos professores do DF, segundo relatório técnico do governo.

    Os docentes reclamam da gestão do ICB, da falta de acompanhamento da ONG de Karina na execução dos projetos e da ausência de retorno de técnicos do ICB para problemas detectados.

    Entre os recursos comprados com o valor repassado à ONG estavam as impressoras 3D. Mas, segundo relatório das visitas técnicas, parte das impressoras nunca havia sido utilizada devido ao mau funcionamento, sem retorno do corpo técnico do ICB. Os professores também reclamam da falta de treinamento para uso da impressora.

    Procurado por e-mail às 11h46 desta quinta-feira (22), o governo do Distrito Federal não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    O Conhecer Brasil também firmou contrato com a prefeitura de São Paulo para receber R$ 108 milhões para fornecer internet wi-fi em comunidades de baixa renda.

    À reportagem, Karina havia afirmado que a contratação pela prefeitura se deu de maneira regular, sem ligação com o Dark Horse, assim como os recursos de emendas parlamentares.

    PL e Republicanos indicaram produtora de Dark Horse a campanhas em SP, dizem candidatas

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  • Redes de Lula serão geridas pelo PT para amplificar ofensiva contra adversários

    Redes de Lula serão geridas pelo PT para amplificar ofensiva contra adversários

    Perfis pessoais de Lula passarão a ser administrados pelo PT em estratégia para intensificar embates políticos nas redes sociais. Mudança ocorre em meio ao avanço de Flávio Bolsonaro como possível adversário em 2026

    (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá adotar uma postura mais combativa nas redes sociais nas próximas semanas, após a decisão de transferir a gestão de seus perfis pessoais para o PT.

    Atualmente administradas pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), as contas passarão a ser controladas diretamente pelo partido, o que permitirá uma atuação política mais agressiva e menos limitada pelas regras de comunicação institucional do governo federal.

    A mudança também provocará alterações na estrutura de comunicação do governo. O fotógrafo Ricardo Stuckert, que acompanha Lula desde 2003 e hoje atua como secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência, deixará o cargo para trabalhar diretamente no PT.

    Stuckert já é responsável pela maior parte das redes sociais de Lula, com exceção do X, antigo Twitter. Sob a gestão vinculada ao governo, os perfis têm priorizado conteúdos ligados à agenda oficial do presidente.

    Com a transferência para o partido, a estratégia será ampliar o foco na imagem política de Lula e intensificar o debate público em tom de pré-campanha.

    Segundo auxiliares do presidente, a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível adversário em 2026 acelerou a decisão de reformular a comunicação digital.

    No PT, Stuckert trabalhará ao lado de Nicole Briones, especialista em comunicação digital que coordenou as redes de Lula entre 2017 e 2021.

    Nicole também atuou na EBC e, desde outubro de 2025, integra a coordenação digital do PT a convite do presidente da legenda, Edinho Silva.

    PT amplia ataques a Flávio Bolsonaro nas redes
    A nova estratégia digital já começou a aparecer nas plataformas ligadas ao PT, que passaram a intensificar publicações relacionando Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    O tema ganhou força após a divulgação de conversas envolvendo pedidos de dinheiro atribuídos ao senador.

    Segundo aliados do governo, a mudança de postura ocorre em meio à melhora do desempenho de Lula nas pesquisas eleitorais.

    De acordo com levantamento Datafolha divulgado na sexta-feira (22), Lula abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro após a repercussão do caso “Dark Horse”, referência ao nome de um filme sobre Jair Bolsonaro que teria recebido recursos ligados a Vorcaro.

    Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o petista lidera por 47% a 43%.

    Comunicação do governo enfrenta críticas internas
    A transferência das redes também reflete insatisfação de aliados de Lula com a comunicação digital do governo, atualmente comandada pelo ministro Sidônio Palmeira.

    Interlocutores do presidente criticam a falta de impacto político de parte das campanhas publicitárias e questionam estratégias consideradas pouco eficazes nas redes sociais.

    Apesar das críticas, a gestão de Sidônio ampliou significativamente os investimentos em publicidade digital.

    Em 2025, os gastos do governo federal com anúncios em plataformas da Google e da Meta superaram, pela primeira vez, os investimentos em publicidade nas emissoras SBT e Band.

    Segundo dados da Secom, os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões destinados à publicidade oficial no último ano.

    As campanhas têm abordado temas como isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, segurança pública, combate à violência contra mulheres e crianças e o debate sobre o fim da escala 6×1.

     

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