Categoria: POLÍTICA

  • Lula e Flávio Bolsonaro duelam por palanques, barram candidaturas e priorizam alianças amplas

    Lula e Flávio Bolsonaro duelam por palanques, barram candidaturas e priorizam alianças amplas

    A estratégia passa por barrar projetos de candidaturas próprias nos estados, tourear crises internas dentro dos partidos e contemplar aliados

    SALVADOR, BA (CBS NEWS) – A seis meses da eleição presidencial, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) mobilizam seus times, acirram o duelo por aliados e atuam para garantir palanques competitivos nos estados.

    A estratégia passa por barrar projetos de candidaturas próprias nos estados, tourear crises internas dentro dos partidos e contemplar aliados para ganhar capilaridade para as eleições de outubro.

    O PT avançou na definição dos palanques nas últimas semanas e caminha para ter candidaturas próprias ao governo em apenas dez unidades da federação -o número é inferior a 2022, quando a legenda teve 13 candidatos a governador, e a 2018, quando foram 16.

    Em outros 14 estados, o partido vai apoiar candidatos a governador de outras legendas. Estão previstas alianças de nomes do PSB e PDT, que fazem parte da base de Lula, além de candidatos do MDB, PSD, PP e até União Brasil, partidos que dificilmente estarão no palanque oficial do presidente.

    Parte das alianças deixou cicatrizes na relação entre a cúpula nacional do PT e líderes locais. Foi o caso do Rio Grande do Sul, onde a Comissão Executiva do PT deu um ultimato ao diretório estadual para apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo.

    O PT gaúcho defendia o ex-deputado estadual Edegar Pretto para disputar o Palácio do Piratini. Nesta quinta-feira (9), o diretório local aceitou apoiar o PDT em prol da unidade. Mas a decisão de cima para baixo deixou um rastro de descontentamento entre os petistas gaúchos.

    O Rio Grande do Sul foi um dos três estados nos quais o PDT pediu o apoio do PT para entrar formalmente na aliança nacional lulista. Os outros são o Paraná, onde o PT já fechou uma aliança com Requião Filho (PDT), e Minas Gerais, estado onde a negociação tende a ser mais difícil.

    O PDT defende a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, mas o presidente Lula tenta convencer o senador Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB no fim da janela partidária, a concorrer ao governo mineiro.

    Um dos principais aliados do PT nos estados será o PSD, partido que confirmou a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado ao Planalto. O PT deve apoiar candidatos da legenda no Rio de Janeiro, Mato Grosso e Amazonas.

    Também há possibilidade de aliança com o PSD em Sergipe, onde o governador Fábio Mitidieri endossa a reeleição de Lula.

    Em outros estados do Nordeste, o PT trabalha para ter mais de um palanque apoiando o presidente. É o caso da Paraíba, onde o partido selou apoio à reeleição de Lucas Ribeiro (PP), mas atua para ter Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa, no palanque do presidente Lula.

    O cenário é semelhante em Pernambuco. A despeito do apoio formal do PT a João Campos (PSB), a cúpula do partido trabalha para que o presidente também seja apoiado pela governadora Raquel Lyra (PSD).

    Os palanques seguem indefinidos em Goiás e no Tocantins, onde há dúvidas sobre lançar ou não candidato, e Maranhão, onde há um racha do PT com o governador Carlos Brandão (sem partido).

    O PL vive um cenário de maior indefinição na construção dos palanques para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. O partido colocou como meta lançar ao menos uma candidatura ao governo ou Senado em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

    A sigla tem pré-candidatos a governador em 12 estados, incluindo grandes colégios eleitorais como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a reeleição para a Presidência, foram 13 candidatos.

    Nas últimas semanas, o PL buscou reforçar sua presença no Nordeste com a filiação de Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, e do senador Efraim Filho, que deixou o União Brasil para concorrer ao Governo da Paraíba.

    Também estão encaminhadas alianças com outros partidos em seis estados e no Distrito Federal. Cinco deles são da federação entre União Brasil e PP, legendas que Flávio Bolsonaro trabalha para trazer para o seu arco de alianças.

    Na Bahia, ao contrário de 2022, a legenda fechou uma aliança com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Mas a chapa enfrenta atritos e não deve caminhar unida na eleição presidencial.

    ACM Neto tem endossado Ronaldo Caiado, de quem é amigo, em uma estratégia que busca blindá-lo da rejeição ao bolsonarismo na Bahia. Já os candidatos ao Senado da chapa, o ex-ministro João Roma e o senador Angelo Coronel (Republicanos), estarão no palanque de Flávio.

    No Ceará, o filho mais velho de Bolsonaro chegou a sinalizar uma aliança com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), mas recuou nesta semana e afirmou em entrevista que as negociações estão temporariamente suspensas.

    O apoio do PL a Ciro Gomes enfrenta resistência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defende a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Ceará. Ciro foi adversário de Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, com um histórico de críticas duras ao ex-presidente.

    Outro nó a ser desatado é Minas Gerais, onde a legenda se divide entre apoiar o governador Mateus Simões (PSD), o senador Cleitinho (Republicanos) e lançar ao governo o empresário Flávio Roscoe, que se filiou ao PL. Também há indefinições em estados como Pernambuco, Maranhão e Espírito Santo.

    Em estados do Norte, a tendência é que Flávio Bolsonaro tenha palanques duplos ou triplos. No Acre, três pré-candidatos disputam a direita bolsonarista: a governadora Mailza Assis (PP), que se aliou ao PL, o senador Alan Rick (Republicanos) e o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PSDB).

    Mesmo com promessa de polarização na eleição presidencial, PT e PL devem se enfrentar diretamente em poucos estados. Entre os pré-candidatos lançados pelas siglas, o embate acontece apenas no Rio Grande do Norte, Rondônia e Piauí.

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  • Eduardo Leite pede desculpas a Caiado após críticas por ser preterido no PSD

    Eduardo Leite pede desculpas a Caiado após críticas por ser preterido no PSD

    Governadores se encontraram pela primeira vez desde que o partido escolheu goiano como pré-candidato; Gaúcho entregou carta citando ‘convergências’ mas destacou discordância sobre anistia aos presos do 8/1

    PORTO ALEGRE, RS (CBS NEWS) – O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), pediu desculpas ao pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, por não tê-lo parabenizado quando o partido escolheu o goiano para a disputa ao Palácio do Planalto.

    Os dois tiveram uma reunião breve em Porto Alegre na sede da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul) na tarde desta quinta-feira (9), o primeiro encontro entre ambos desde o anúncio do PSD, na semana passada.

    “Estive hoje com o governador Caiado e aproveitei para, antes de mais nada, me desculpar pela indelicadeza não intencional de não tê-lo parabenizado pela indicação como pré-candidato do PSD”, disse Leite em comunicado nas redes sociais.

    No encontro, o gaúcho apresentou uma carta a Caiado afirmando que deseja focar nas “tantas convergências” mas citou a anistia aos réus do 8 de Janeiro como um ponto divergente entre os dois.

    “Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de Janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar”, disse Leite no texto.

    “Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios. Uma medida dessa natureza, logo no início, tende a interromper o diálogo com uma parcela significativa da população, que não se sente representada por esse caminho.”

    Também nas redes sociais, Leite disse que está pronto para ajudar Caiado “no que estiver ao meu alcance para que possamos oferecer uma alternativa viável e real contra a polarização”. Afirma que a candidatura deve ter “gestos que sinalizem abertura, moderação, capacidade de agregar, seja na formação de equipes, no discurso ou na forma de fazer política.”

    O partido de Gilberto Kassab chegou a ter três pré-candidatos à Presidência no começo do ano. A disputa afunilou entre o goiano e o gaúcho após o governador do Paraná, Ratinho Junior, até então o favorito da disputa, anunciar que ficaria no governo e não disputaria nem a Presidência nem o Senado.

    Caiado foi o escolhido por Kassab para ser pré-candidato do PSD à Presidência, em detrimento de Eduardo Leite, que ensaiava se lançar como uma alternativa de centro ao PT e ao grupo de Jair Bolsonaro.

    Após a escolha, Leite publicou um vídeo afirmando que respeitava a trajetória do correligionário, mas lamentava a decisão. Segundo ele, seu nome seria o único no partido na disputa capaz de romper com a polarização.

    Leite e Caiado se encontrariam nesta manhã no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, mas a reunião foi adiada depois que Leite teve um voo cancelado por problemas no aeroporto de Congonhas (SP).

    Em entrevista coletiva à noite no Fórum da Liberdade, onde foi debatedor junto com Romeu Zema (Novo) e Aldo Rebelo (DC), Caiado afirmou que o gaúcho estará em seu palanque no Rio Grande do Sul e espera contar com sua presença em Brasília caso seja eleito.

    “Foi um dia extremamente importante para mim”, disse Caiado sobre o encontro, acrescentando que tem consenso com o gaúcho sobre a ideia de acabar com a polarização.

    Entretanto, diferente de Leite, defendeu a anistia como caminho para isso.

    “Não se conversa mais nesse assunto, vou tratar de outro assunto. Ou seja, aquilo está criando um problema? Vamos amputar o problema”, disse Caiado.
    “Vamos discutir outros assuntos, temas outros,. Inteligência artificial, medicina, saúde, o que desejar.”

    Segundo o pré-candidato, a divergência sobre anistia não é um tema “que possa ser motivo de nenhum constrangimento entre nós no processo de uma campanha eleitoral”. “O resto, 100% de convergência”, continuou.

    Leite decidiu permanecer no governo gaúcho e não disputará a eleição deste ano.

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  • Fux cita Master e diz que, se políticos do RJ forem ao inferno, vão com 'altas autoridades'

    Fux cita Master e diz que, se políticos do RJ forem ao inferno, vão com 'altas autoridades'

    Fux saiu em defesa do Rio após críticas à degradação institucional do estado feita por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes (os dois citados no caso Master) e Flávio Dino

    RIO DE JANEIRO, RJ E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), citou nesta quinta-feira (9) o caso do Banco Master, que envolve colegas da corte, para defender seu estado de origem, o Rio de Janeiro, de críticas que considerou “generalizadas”.

    O embate ocorreu durante o julgamento sobre as eleições do mandato-tampão para o comando do Palácio Guanabara.

    Fux saiu em defesa do Rio após críticas à degradação institucional do estado feita por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes (os dois citados no caso Master) e Flávio Dino. Para o ministro carioca, os comentários foram “manifestação de profundo descrédito em relação ao Rio de Janeiro de forma generalizada”.

    “Eu até credito que muitos assim o fizeram, porque ingressaram no Supremo Tribunal Federal em época posterior, mas essa perplexidade não seria tão grande se colegas tivessem participado do julgamento do mensalão, do julgamento da Lava Jato, desse julgamento agora do INSS e do Banco Master, porque os escândalos não são concentrados no estado do Rio de Janeiro”, afirmou Fux.

    Gilmar pegou carona em um avião da Prime Aviation, empresa da qual o dono do Master, Daniel Vorcaro, era sócio.

    “Há bons políticos políticos no estado do Rio de Janeiro, que representam o estado na Câmara Federal. São excelentes políticos. De sorte que se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades”, afirmou Fux.

    A fala do ministro ocorreu após Gilmar, Dino e Moraes debaterem o envolvimento de políticos do estado em escândalos criminais.

    Gilmar afirmou ter recebido informações do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segundo a qual “32 ou 34 parlamentares da Assemleia recebem mesada do jogo do bicho”. “Estamos vivendo esses episódios a toda hora. Deus tenha piedade do Rio de Janeiro.”

    Dino listou a sequência de ex-governadores presos ou investigados por crimes, sendo o último o ex-governador Cláudio Castro (PL), condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    “Repito Gilberto Gil: ‘o Rio de Janeiro continua lindo, continua sendo’. Nada contra. Mas, institucionalmente, o povo do Rio tem essa perplexidade.”

    Moraes citou o caso Marielle Franco, em que foram condenados dois ex-deputados fluminense, Domingos e Chiquinho Brazão, ambos também apontados como líderes de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro.

    Fux cita Master e diz que, se políticos do RJ forem ao inferno, vão com 'altas autoridades'

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  • Sabatina de Jorge Messias para vaga no STF será dia 29 de abril

    Sabatina de Jorge Messias para vaga no STF será dia 29 de abril

    Senador Weverton Rocha (PDT-MA) é o relator da indicação; previsão é que a sabatina ocorra pela manhã e que, no mesmo dia, o plenário do Senado vote a indicação de Messias à vaga no STF

    A sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), será no dia 29 de abril. 

    A informação foi repassada nesta quinta-feira (9) pelo relator do processo de indicação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA).

    Segundo o relator, a previsão é que a sabatina ocorra pela manhã e que, no mesmo dia, o plenário do Senado vote a indicação de Messias à vaga no STF. 

    Em entrevista coletiva no Senado, após ter a indicação de relator oficializada, o senador afirmou que a apresentação do relatório no colegiado ocorrerá na próxima quarta-feira (15). 

    “Vou ler o relatório na próxima semana e ficou combinado que a sabatina será dia 29 pela manhã, seguindo o mesmo rito: terminada a sabatina, traremos para o plenário para a análise dos senadores e senadoras o que ficou decidido na CCJ.”

    Rito

    O senador disse que as datas para apresentação do relatório e da sabatina foram definidas após conversas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA).

    Para tomar posse como ministro do STF, Messias precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e ter o nome aprovado em votação tanto no colegiado quanto no plenário da Casa.

    Para ter seu nome aprovado, ele precisa de pelos menos 41 votos dos senadores em plenário.

    Indicação

    Na semana passada, a Presidência da República entregou a documentação de Jorge Messias, formalizando sua indicação à vaga de ministro do STF.

    A escolha do indicado é uma prerrogativa constitucional exclusiva do presidente da República. A documentação era aguardada para dar sequência ao processo de análise do nome do advogado. A indicação oficial ocorre pouco mais de quatro meses após o anúncio do nome pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 20 de novembro do ano passado. 

    O senador disse ainda que vai conversar ainda hoje com Messias para tratar do relatório e da sabatina. O parlamentar adiantou que seu relatório será favorável à aprovação de Messias.

    Na avaliação do relator, o advogado-geral da União preenche todos os requisitos para o cargo, a exemplo do notável saber jurídico e da reputação ilibada. Ele disse ainda acreditar que o ambiente para a aprovação do nome de Messias é favorável.

    “Já se passaram quatro meses [desde a indicação] e de lá para cá ele dialogou, fez visitas a diversos senadores e tem aberto mais portas. Arrisco dizer que ele já está mais ou menos com o caminho construído para ser aprovado no plenário do Senado Federal.”

    Messias foi indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025. 

    Na semana passada, um dia antes de ter a documentação enviada, o chefe da AGU enviou uma declaração sobre o diálogo com os senadores para ter seu nome aprovado.

    “Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, afirmou.

    Perfil

    Messias tem 45 anos de idade e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória. 

    Jorge Messias está no comando da AGU desde 1° de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

    Nascido no Recife, o ele é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. É formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e tem títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

    Durante o governo da presidente Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto do presidente da República.

    Sabatina de Jorge Messias para vaga no STF será dia 29 de abril

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  • Alcolumbre destrava indicação de Messias para o STF, e sabatina deve ser marcada para abril

    Alcolumbre destrava indicação de Messias para o STF, e sabatina deve ser marcada para abril

    Escolha de Lula para vaga na corte enfrenta resistência do presidente do Senado; advogado-geral da União precisa passar por sabatina e ter 41 votos de 81 senadores

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu enviar à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quinta-feira (9), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

    A expectativa é de que a sabatina de Messias na CCJ aconteça ainda em abril. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), tinha uma estimativa de que a sabatina ocorreria de 8 a 15 dias após o envio da indicação à comissão.

    Além da sabatina na CCJ, Messias precisa receber a maioria absoluta de votos no plenário, ou seja, ser aprovado por ao menos 41 senadores em votação secreta.

    A mensagem que formaliza a indicação de Messias foi enviada ao Senado pelo presidente Lula (PT) no último dia 31, mas estava parada desde então, em meio à relação desgastada entre Alcolumbre e o petista. O anúncio do nome havia sido feito há mais de quatro meses, no dia 20 de novembro.

    Naquela época, o governo enfrentou um impasse com Alcolumbre, que resistia ao nome de Messias. A preferência inicial do presidente do Senado era pelo nome do também senador Rodrigo Pacheco (hoje no PSB-MG). Lula, então, decidiu segurar o envio do comunicado oficial para ter mais tempo de articulação política para a sabatina.

    Apoiadores do advogado-geral no Congresso afirmam que sua situação está melhor agora do que em relação a novembro. O cálculo feito nos bastidores é de que Messias tem hoje cerca de 56 votos favoráveis entre 81 senadores.

    Alcolumbre destrava indicação de Messias para o STF, e sabatina deve ser marcada para abril

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  • Gilmar Mendes pegou carona em avião de empresa de Daniel Vorcaro

    Gilmar Mendes pegou carona em avião de empresa de Daniel Vorcaro

    Ministro do STF afirmou que não sabia de relações de dono do Master com empresa; magistrado foi a Diamantino (MT) para a posse do irmão como prefeito da cidade

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes pegou carona em um avião da Prime Aviation, empresa da qual o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, era sócio.

    O voo foi oferecido ao magistrado pelo maior acionista da MBRF, Marcos Molina. A empresa é dona de marcas como Sadia e Perdigão. O jatinho levou Gilmar de Diamantino (MT), sua cidade natal, para Brasília no dia 1º de janeiro de 2025. Ele tinha ido ao município para a posse do seu irmão, Chico Mendes, como prefeito.

    As informações foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela Folha de S.Paulo.

    Procurado pela reportagem, o ministro ainda não respondeu. Ele afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que não sabia das relações de Vorcaro com a Prime Aviation. A MBRF confirmou a viagem e disse que Molina tem uma das cotas do avião PT-PVH, utilizado para a viagem.

    A Prime Aviation não divulga “dados sobre os usuários das aeronaves do seu portfólio, sejam eles cotistas e seus convidados ou clientes de fretamento do serviço de táxi aéreo”. Vorcaro era dono de parte da Prime Aviation por meio do fundo Patrimonial Blue. A empresa é dona, entre outras, da mansão que o ex-banqueiro usava em Brasília.

    A Folha de S.Paulo revelou que dois ministros do STF ligados ao banco, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, usaram aviões da Prime para deslocamentos em 2025.

    Para chegar à conclusão, a reportagem cruzou os dados de embarques no terminal executivo do aeroporto de Brasília com as decolagens realizadas e os nomes dos proprietários de jatinhos.

    Moraes e sua mulher, Viviane Barci, foram registrados pela Anac como passageiros do hangar de jatos executivos de Brasília oito vezes. Na sequência, houve a decolagem de aviões da Prime Aviation.

    O escritório de Viviane, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 80 milhões em dois anos do Banco Master, como revelado por documentos enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado.

    Já Dias Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h de 4 de julho, segundo informações da Anac. Um avião da Prime Aviation decolou às 10h10 para Marília (SP), cidade natal do ministro, de acordo com dados do Decea.

    Naquele mesmo dia, seguranças do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo haviam sido deslocados para Ribeirão Claro (PR), município onde fica o resort Tayayá, que é frequentado por Toffoli e fica a 150 km de Marília.

    Toffoli e o cunhado de Daniel Vorcaro, o empresário Fabiano Zettel, que seria o operador financeiro do banqueiro, foram sócios no Tayayá até o ano passado.

    O ministro, relator original do inquérito que apura as fraudes do Master, se afastou do caso após a PF (Polícia Federal) indicar pagamentos a uma empresa do ministro, que, segundo Toffoli, teriam a ver com a venda de participação no Tayayá.

    Gilmar Mendes pegou carona em avião de empresa de Daniel Vorcaro

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  • Flávio Dino pede vista e interrompe julgamento sobre eleições no RJ

    Flávio Dino pede vista e interrompe julgamento sobre eleições no RJ

    O julgamento foi interrompido com um empate em favor da eleição direta e indireta, com Zanin favorável ao pleito por voto popular e Fux em favor do pleito feito entre os deputados estaduais da Alerj

    RIO DE JANEIRO, RJ, E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino pediu nesta quinta-feira (9) vista dos processos que tratam das eleições para escolha do governador-tampão do Rio de Janeiro, que comandará o Palácio Guanabara até o fim do ano.

    Dino afirmou que prefere aguardar a publicação do acórdão do julgamento em que o ex-governador Cláudio Castro (PL) foi condenado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele defendeu a permanência do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, como governador interino até a conclusão do caso.

    O julgamento foi interrompido com um empate em favor da eleição direta e indireta. O ministro Cristiano Zanin, relator do processo, manteve nesta quarta-feira (8) seu posicionamento favorável ao pleito por voto popular. Luiz Fux se posicionou em favor do pleito feito entre os deputados estaduais da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    O plenário do Supremo começou a julgar nesta quarta a reclamação proposta no Supremo pelo PSD-RJ, do ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato a governador, pedindo a realização de eleições diretas no estado.

    O argumento é o de que a renúncia de Cláudio Castro (PL) na véspera do julgamento do TSE, em março, foi uma manobra para evitar a eleição direta, que poderia ser determinada pelo tribunal em caso de cassação no julgamento em que o ex-governador foi condenado.

    A Constituição fluminense prevê eleição indireta, pelos deputados estaduais, caso a dupla vacância dos cargos de governador e vice ocorra sem condenação eleitoral. O estado está sem vice-governador desde o ano passado, quando Thiago Pampolha renunciou para assumir uma cadeira no TCE (Tribunal de Contas do Estado).

    Flávio Dino pede vista e interrompe julgamento sobre eleições no RJ

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  • Cármen Lúcia antecipa saída do TSE, e Kassio assume presidência em maio

    Cármen Lúcia antecipa saída do TSE, e Kassio assume presidência em maio

    Ministra ficaria no cargo até 3 de julho, mas disse que isso prejudicaria organização da eleição; escolha simbólica do novo presidente da corte eleitoral será na próxima semana

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, decidiu antecipar sua saída do cargo, que seria apenas no dia 3 de julho.

    A eleição simbólica para a escolha de Kassio Nunes Marques como novo presidente da corte será no próximo dia 14, com cerimônia de posse prevista para maio.

    Ao anunciar a decisão, Cármen afirmou que, se cumprisse todo o mandato, Kassio teria pouco tempo para organizar as eleições gerais de outubro -cerca de cem dias.

    “Decidi que, em vez de deixar para o último dia, a sucessão deste tribunal se inicie antes, com os procedimentos para a eleição dos novos dirigentes e o processo de transição”, disse a ministra.

    A magistrada afirmou que a medida busca “garantir o equilíbrio e a tranquilidade na passagem das funções”. Na gestão Kassio, o ministro André Mendonça assume como vice do TSE.

    Cármen Lúcia antecipa saída do TSE, e Kassio assume presidência em maio

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  • Deputada ameaça usar lei Maria da Penha contra Erika Hilton

    Deputada ameaça usar lei Maria da Penha contra Erika Hilton

    Sessão da Comissão da Mulher foi marcada por confronto entre deputadas, críticas a Erika Hilton, ameaça de uso da Lei Maria da Penha e tumulto com participação de visitantes, levando à interrupção dos trabalhos e acionamento da Polícia Legislativa

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados protagonizou, nesta quarta-feira (8), novas cenas de embate entre deputadas da oposição e a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP). Um grupo de parlamentares tentou aprovar uma moção de repúdio à eleição de Hilton.

    Deputadas oposicionistas se revezaram em discursos criticando postagens em redes sociais da congressista do PSOL e disseram que mulheres se sentiram ofendidas. Elas se referiam a textos em que a presidente da comissão mencionava críticas recebidas nas redes como vindas de “imbeCIS”, com a grafia em letras maiúsculas sendo interpretada como uma referência a mulheres “cisgênero” (pessoas cuja identidade de gênero corresponde ao sexo biológico atribuído ao nascer).

    Em meio a discussões acaloradas, a deputada Socorro Neri (PP-AC) ameaçou recorrer à Lei Maria da Penha, que pune a violência contra mulheres, contra Erika Hilton.

    “A senhora grita e parece que vai partir para uma agressão. Se vier para cima de mim, para me enfrentar, vamos procurar a Lei Maria da Penha porque a senhora tem a força de um homem”, declarou Socorro Neri.

    Ela acusou Hilton de insuflar militantes de esquerda que acompanhavam a reunião da comissão. “A sua fala agressiva está incitando a militância contra nós, deputadas que não concordamos com seu posicionamento. Enquanto mulher, a senhora não me representa”, disse a deputada do Acre.

    Após ouvir uma sequência de críticas, Erika Hilton deixou a cadeira de presidente e foi até a bancada da comissão para rebater as declarações. Disse que, desde que tomou posse, participa das reuniões do colegiado e afirmou que muitas das deputadas que agora a criticam não costumavam comparecer para discutir projetos. Também explicou que suas postagens não se referiam às mulheres, nem às parlamentares.

    “(As mensagens são) para essas pessoas que vão para as redes sociais e me ameaçam de morte, que dizem que vão arrancar a minha cabeça, que dizem que eu não mereço estar no Parlamento. Foi para todo esse esgoto, esgoto da sociedade”, disse Hilton.

    Um tumulto envolvendo deputados e pessoas que acompanhavam a sessão levou à interrupção da reunião. Um visitante proferiu ofensas verbais contra a deputada Clarissa Tércio (PP-PE). O deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) reagiu, aproximou-se do homem, derrubou o celular que ele segurava e exigiu sua retirada do plenário.

    A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou, inicialmente, que não tinha competência para impedir o acesso de um cidadão às dependências da Câmara, mas, diante da escalada da confusão, acionou o Departamento de Polícia Legislativa (Depol) para intervir.

    O visitante foi retirado do local pelos agentes. A sessão foi encerrada por iniciativa da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), para que os parlamentares presentes pudessem acompanhar Clarissa Tércio no registro do boletim de ocorrência. Outros deputados manifestaram solidariedade à parlamentar pernambucana.

    Deputada ameaça usar lei Maria da Penha contra Erika Hilton

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  • Boulos amplia espaço como conselheiro de Lula após saída de ministros da 'cozinha' do Planalto

    Boulos amplia espaço como conselheiro de Lula após saída de ministros da 'cozinha' do Planalto

    Ministro amplia influência no Planalto, passa a integrar núcleo estratégico da pré-campanha de Lula e ganha protagonismo político, apesar de resistências internas e de ainda não fazer parte do círculo mais próximo de interlocutores do presidente

    (CBS NEWS) – As trocas no primeiro escalão do governo consolidaram o espaço do chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), junto ao presidente Lula (PT). Com a desincompatibilização dos ministros-candidatos, Boulos ampliou sua influência na chamada cozinha do Planalto, participando inclusive das reuniões semanais do conselho de campanha do petista.

    A expansão só se deu nos últimos meses. Ao tomar posse em 29 de outubro, Boulos assumiu tarefas de visibilidade externa, distantes do núcleo decisório do Palácio do Planalto.

    Entre as suas atribuições estavam, por exemplo, a defesa do governo nas redes sociais, a relação com os movimentos sociais e o fortalecimento da presença do Executivo nas cidades, com a montagem do programa Governo do Brasil na Rua.

    À época, Lula ainda atribuiu a Boulos a articulação da regulamentação do trabalho por aplicativos e do fim da escala 6×1. Como uma espécie de porta-voz, o ministro viu ainda sua lista de tarefas aumentar à medida que o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, crescia nas pesquisas de opinião, tendo sido escalado para a negociação com caminhoneiros.

    Mas, para auxiliares do presidente, a surpresa está na sua rápida integração ao grupo que discute estratégia eleitoral. Filiado ao PSOL, Boulos é hoje um forasteiro no conselho composto por aliados históricos do presidente, quase todos petistas.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, Lula tem recebido regularmente o núcleo de sua pré-campanha para debate de conjuntura e definição de estratégia política-eleitoral.

    Entre os participantes, estão futuros integrantes do comitê eleitoral, como o presidente do PT, Edinho Silva, seu coordenador-geral; o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, responsável pela elaboração do programa de governo; e o ex-prefeito de Diadema (SP) José de Filippi Jr., futuro tesoureiro.

    Compõem o grupo ainda o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE), o presidente da Fundação Perseu Abramo, Paulo Okamotto, o ex-ministro Gilberto Carvalho e a dirigente petista Mônica Valente.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também são ouvidos pelo presidente na construção da candidatura de reeleição. O marqueteiro deve ser Raul Rabelo, publicitário próximo de Sidônio.

    Nesta quarta-feira (8), o próprio Lula atestou o prestígio de seu ministro ao confirmar o envio de um projeto para acabar com a escala 6×1. A decisão tinha sido anunciada por Boulos, mas contestada por parlamentares e até mesmo integrantes do governo.

    A trajetória de Boulos não foi imune a quedas de braço com seus pares. Ele atraiu a ira de colegas por ter sido um dos principais articuladores da revogação de um decreto presidencial sobre um programa de concessão de hidrovias na região amazônica.

    O projeto enfrentava resistências de comunidades indígenas da região do Tapajós, no Pará, mas tinha apoio de outros ministérios, como da Casa Civil. Boulos negociou a revogação diretamente com o presidente.

    Conhecedores de Lula ressaltam, além disso, que a participação no conselho não significa acesso automático ao seleto grupo de interlocutores do presidente, integrado, por exemplo, pelos ex-ministros Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Rui Costa, todos do PT. O trio deixou seus cargos para disputar a eleição, dois deles a pedido do próprio presidente.

    Boulos, por sua vez, quis ficar no governo. Essa é a primeira vez que seu trabalho é observado de perto pelo presidente. Em 2024, Lula se empenhou pela candidatura do psolista à Prefeitura de São Paulo. Mas nunca trabalhou diretamente com ele.

    O mundo político há anos especula a possibilidade de Boulos migrar para o PT, partido maior e com mais capacidade de projetar candidaturas fortes. No início de março, o PSOL se recusou a entrar em uma federação com o partido de Lula, em derrota para o ministro.

    Ele também aparece como possível sucessor político de Lula, hoje com 80 anos. Para isso, terá de entrar em uma fila composta por petistas.

    Boulos amplia espaço como conselheiro de Lula após saída de ministros da 'cozinha' do Planalto

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