Categoria: POLÍTICA

  • Eduardo Bolsonaro diz ter acionado polícia contra repórter

    Eduardo Bolsonaro diz ter acionado polícia contra repórter

    O site revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, cobrou do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a quitação de parcelas de financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal suspeita que recursos do banqueiro foram usados para financiar despesas de Eduardo.

    GÉSSICA BRANDINO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) disse ter acionado a polícia e que registrará boletim de ocorrência contra um repórter do site The Intercept Brasil que foi até a casa da sua família no Texas, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (22).

    O site revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, cobrou do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a quitação de parcelas de financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal suspeita que recursos do banqueiro foram usados para financiar despesas de Eduardo.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, sob o título “associados ao PCC bateram em minha porta”, o ex-deputado aparece em frente à residência afirmando que a esposa havia ligado nervosa para contar que havia uma pessoa no local. Segundo ele, o homem se apresentou como repórter e fez perguntas aos vizinhos.

    “Aqui no Texas, vocês sabem que muitas pessoas têm arma dentro de casa. Normalmente as pessoas que você recebe são pessoas que você conhece. Não estou fazendo ameaça a ninguém, estou falando que é uma situação totalmente grave e que foge da rotina”, afirmou.

    Eduardo Bolsonaro não divulga onde mora.

    O ex-deputado continua, no vídeo, dizendo que a situação era séria e que nos Estados Unidos poderia ser enquadrada como invasão de privacidade ou invasão de condomínio. “Estão achando que vão ficar ‘stalkeando’ ou trazendo terror para a minha família. Isso não ficará assim”, finaliza.

    A esposa do ex-deputado, Heloísa Bolsonaro, afirmou no Instagram que a filha Georgia, 5, foi até a porta quando ouviu a campainha. Ela conta que, ao se aproximar, um homem falando inglês se apresentou como repórter e perguntou se ela vivia ali com a família.

    “Fechei a porta. Ele entrou no carro, ficou por uns instantes mexendo no celular e saiu. Eu fiquei espiando pela janela, me tremendo toda. Eis que o vejo novamente, ele apenas tinha movido o carro de lugar e agora estava tocando a campainha de todas as casas vizinhas, buscando detalhes sobre nossas vidas e rotinas”, escreveu no Instagram.

    Heloísa continua a publicação defendendo o marido das acusações de que a produção do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro teria sido usada para lavar dinheiro ou cometer fraudes. Nos stories, ela compartilhou fotos do repórter, um homem branco, alto, que usava boné, camisa azul e uma bolsa preta.

    O The Intercept Brasil informou, em nota, que acompanha o caso, que envolveu “um jornalista local experiente contratado para esta cobertura”. O site afirma que o exercício da atividade jornalística foi realizado dentro de todos os padrões éticos e profissionais.

    Procurado pela reportagem, Eduardo Bolsonaro não se manifestou.

    Eduardo Bolsonaro diz ter acionado polícia contra repórter

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Queremos trabalhar com quem quer trabalhar com transferência de tecnologia, diz Lula

    Queremos trabalhar com quem quer trabalhar com transferência de tecnologia, diz Lula

    A declaração foi feita na inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Para o presidente, a inauguração \”dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém\”.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste sábado, 23, que o desafio do Brasil é começar a se perguntar \”quanto custa não fazer\” para que o País entre no rol de países desenvolvidos. A declaração foi feita na inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Para o presidente, a inauguração \”dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém\”.

     

    \”O que a gente ouve muito no governo é o seguinte: é muito caro. Não tem dinheiro. E as pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer. E esse é o desafio que nós temos que ter daqui para frente no Brasil, se a gente quiser tirar o Brasil do rol dos países em via de desenvolvimento e colocar o Brasil no rol dos países altamente desenvolvidos\”, afirmou.

     

    Ele acrescentou: \”A gente não é menos competitivo do que ninguém, basta ousar e fazer\”.

     

    O presidente ainda repetiu que não tem \”preferência\” por nenhum País nas suas relações internacionais e que disse isso ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando os dois se reuniram em Washington neste mês. \”Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar junto conosco e com quem queira participar da transferência de tecnologia para o nosso País\”, reiterou.

     

    \”Investimento: qualidade do transporte, qualidade do emprego\”

     

    Lula disse que o Brasil \”não tem que ter medo de fazer investimento porque investimento tem retorno na qualidade da saúde, do transporte, do emprego\”… A declaração foi feita na inauguração do CDTS.

     

    \”O ministro da Fazenda em qualquer País do mundo, o cara que cuida da finança em qualquer clube, qualquer associação de bairro, está lá para evitar que a gente gaste o dinheiro. Se o cara tiver R$10, R$100 em cima e fala: não tem, não pode gastar\”, afirmou.

     

    Para Lula, é preciso fazer a pergunta \”quanto custa não fazer\” para \”inquietar\” o governo. \”Tudo que a gente tiver que colocar dinheiro para comprar um ativo novo para o País, uma coisa que vai acrescentar conhecimento, que vai acrescentar uma ferrovia, uma estrada, a gente não tem que temer fazer investimento\”, reforçou.

    Queremos trabalhar com quem quer trabalhar com transferência de tecnologia, diz Lula

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Barroso afirma que código de ética para STF é bom e importante

    Barroso afirma que código de ética para STF é bom e importante

    Ele não citou ex-colegas nominalmente, mas sua fala se referia às revelações sobre o Banco Master e laços divulgados pela imprensa entre a empresa e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    ANA LUIZA ALBUQUERQUE
    GUARUJÁ, SP (CBS NEWS) – Ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso afirmou na manhã deste sábado (23) que é preciso separar o juízo que se faz de ministros do Supremo do papel institucional da Corte.

    Ele não citou ex-colegas nominalmente, mas sua fala se referia às revelações sobre o Banco Master e laços divulgados pela imprensa entre a empresa e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    “Tem alguma decisão do Supremo favorecendo o Banco Master? Não que eu saiba”, disse Barroso a jornalistas após participação em evento do grupo Esfera no Guarujá (SP).

    “Não aconteceu nada errado em decisões do Supremo nessa matéria ou em qualquer outra.”

    O ex-ministro, que deixou o STF em outubro de 2025, afirmou que é preciso “não se deixar contaminar por um episódio ou outro” e disse que o papel da corte “não foi minimamente abalado”.

    Barroso afirmou ainda que “há um conjunto de fatos que levaram a uma percepção negativa”, mas que é “preciso não pré-julgar e esperar que as investigações terminem”.

    Perguntado sobre o tema, o ex-ministro disse que a ideia de um código de ética, que divide o STF, “é boa e importante”, mas que é necessário saber como materializá-la.

    A repórter viajou ao Guarujá (SP) a convite do grupo Esfera

    Barroso afirma que código de ética para STF é bom e importante

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele siga na disputa mesmo após 'Dark Horse'

    Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele siga na disputa mesmo após 'Dark Horse'

    O levantamento mostra que 10% dos eleitores de Flávio querem que ele desista da candidatura, enquanto 2% não sabem. A pesquisa ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades. A margem de erro do levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, é de dois pontos para mais ou menos.

    Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 20 e 21 de maio aponta que 88% dos eleitores que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendem que ele deve seguir na disputa à Presidência mesmo após as revelações da ligação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por causa do escândalo do caso Master.

    O levantamento mostra que 10% dos eleitores de Flávio querem que ele desista da candidatura, enquanto 2% não sabem. A pesquisa ouviu 2.004 entrevistados em 139 cidades. A margem de erro do levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, é de dois pontos para mais ou menos.

    Nesta rodada, o Datafolha mostra que houve impacto na intenção de voto de Flávio: na simulação de primeiro turno, a intenção de voto caiu de 35% para 31%, e na de segundo, oscilou de 45% para 43%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou de 38% para 40% no primeiro turno e de 45% a 47% no segundo.

    No eleitorado total, 64% tomaram conhecimento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Este recorte é maior entre quem declara voto no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro: 72%. Para 54% dos eleitores do senador, a relação dele com Vorcaro é próxima, mas 73% dizem que ele segue tendo sua confiança. Para 53%, o senador agiu bem ao pedir dinheiro ao ex-banqueiro.

    Considerando também o eleitorado em geral, 48% dizem que o Flávio deve abrir mão da candidatura e apoiar outro candidato, enquanto 44% defendem que ele deve se manter na disputa.

    Na hipótese de o senador deixar a corrida eleitoral, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) aparece como o nome favorito para sucedê-lo na urna. Entre os eleitores de Flávio, 60% a têm como primeira alternativa. O número cai a 39% entre todos os entrevistados.

    Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele siga na disputa mesmo após 'Dark Horse'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Após Itália negar extradição, Zambelli comemora soltura na Itália; vídeo

    Após Itália negar extradição, Zambelli comemora soltura na Itália; vídeo

    Em colaboração com o perfil do irmão, Zambelli apareceu em vídeo confirmando que estava em liberdade e agradecendo ao advogado responsável por sua defesa. “Eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo. Ele nunca desistiu de mim, nem quando achamos que nada ia dar certo”, declarou.

    A ex-deputada federal Carla Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais após ser libertada na Itália, depois que a Corte de Cassação de Roma negou o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. A decisão da Justiça italiana autorizou a soltura da política, que estava presa no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.

    Em colaboração com o perfil do irmão, Zambelli apareceu em vídeo confirmando que estava em liberdade e agradecendo ao advogado responsável por sua defesa. “Eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo. Ele nunca desistiu de mim, nem quando achamos que nada ia dar certo”, declarou.

    A decisão também repercutiu entre aliados políticos da direita brasileira. A ex-ministra Damares Alves comemorou o resultado e afirmou que “a justiça foi feita”. Segundo a coluna do comentarista Lauro Jardim, do jornal O Globo, autoridades brasileiras que acompanhavam o caso classificaram a decisão como “inesperada”.

     
     
     

     
     
    Ver esta publicação no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação partilhada por Bruno Zambelli (@brunozambelli.sp)

    A defesa de Zambelli informou que ainda avalia os efeitos da decisão judicial para definir se ela permanecerá na Itália ou poderá viajar para outro país sem risco de prisão pela Interpol, já que seu nome segue na lista vermelha da polícia internacional.

    O advogado Fábio Pagnozzi afirmou: “A Corte Superior entendeu que a Carla Zambelli, apesar de ter sido condenada no Brasil, as condenações foram, além de desproporcionais em questões de pena, elas foram também lastreadas em provas muito fracas, principalmente na palavra de um hacker, que a própria Polícia Federal julga ser mentiroso”.

    Ele também declarou: “Foi uma surpresa, porque desde o começo a defesa teve dificuldades em colocar provas dentro de processos de extradição, sempre com a AGU agindo em território internacional atrapalhando o processo, opinando se aquilo era válido ou não.”

    A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter solicitado providências ao Ministério da Justiça e ao Itamaraty para viabilizar a extradição da ex-deputada, condenada pelo STF a dez anos de prisão no caso da invasão aos sistemas do CNJ.

    Após Itália negar extradição, Zambelli comemora soltura na Itália; vídeo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Funcionária pagou cartão da esposa de Mario Frias e fez PIX para ex-chefe

    Funcionária pagou cartão da esposa de Mario Frias e fez PIX para ex-chefe

    A ex-servidora, identificada como Gardênia Morais, atuou como secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Durante esse período, ela também contratou cinco empréstimos consignados em seu nome, que somaram R$ 174.886. Conforme os documentos analisados pelo G1, parte desse dinheiro foi transferida ao então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, em datas próximas às liberações dos empréstimos.

    Segundo informações obtidas e divulgadas pelo site G1, comprovantes bancários e extratos financeiros de uma ex-funcionária do gabinete do deputado federal Mario Frias indicam que ela teria devolvido parte do salário ao então chefe de gabinete e ainda realizado pagamentos ligados a familiares do parlamentar. Os documentos se referem ao período entre fevereiro de 2023 e março de 2024.

    A ex-servidora, identificada como Gardênia Morais, atuou como secretária parlamentar entre fevereiro de 2023 e maio de 2024. Durante esse período, ela também contratou cinco empréstimos consignados em seu nome, que somaram R$ 174.886. Conforme os documentos analisados pelo G1, parte desse dinheiro foi transferida ao então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, em datas próximas às liberações dos empréstimos.

    Os extratos mostram que Gardênia recebia o salário em uma conta do Banco do Brasil e, depois, transferia os valores para outra conta de sua titularidade no Itaú. A partir dessa conta, realizava repasses para Raphael Azevedo, para a ex-esposa dele e para outra parente.

    Entre os comprovantes obtidos pela reportagem estão transferências via PIX de R$ 4.600 em fevereiro de 2023, R$ 5.000 em março do mesmo ano, R$ 1.500 em abril, além de diversos pagamentos mensais de R$ 3.200 destinados à ex-mulher de Azevedo. Somados, os valores identificados chegam a R$ 35.116. Segundo Gardênia, houve outros repasses além dos encontrados pela reportagem e “tinha mais pessoas devolvendo” dinheiro no gabinete.

    Os documentos também apontam pagamentos envolvendo familiares de Mario Frias. Em janeiro de 2024, Gardênia fez um PIX de R$ 1.000 para Maria Lucia Frias, mãe do deputado. Já em dezembro de 2023, ela quitou uma fatura de cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do parlamentar, no valor de R$ 4.832,32.

    Outro ponto que chamou atenção foi um saque em dinheiro vivo de R$ 49.999,99 realizado em março de 2024. Segundo a ex-funcionária, o valor foi entregue posteriormente, mas ela não revelou para quem. Antes do saque, Gardênia havia recebido depósitos de Raphael Azevedo e da esposa dele que totalizavam R$ 50 mil.

    Ao G1, Gardênia confirmou que devolvia parte do salário após um acordo firmado com o então chefe de gabinete. “O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step’”, declarou.

    Ela também afirmou que o deputado tinha conhecimento das devoluções. “O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, disse.

    Sobre os empréstimos consignados, Gardênia afirmou que apenas um deles foi para uso pessoal. “Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha [de 2022]. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa. Enfim, meu nome… Para você ter noção de como ficou minha situação hoje, eu moro de favor na casa da minha ex-sogra”, relatou.

    A prática conhecida como “rachadinha” consiste na devolução de parte dos salários de assessores a parlamentares ou intermediários. No Brasil, não existe um crime específico para essa prática, mas o Ministério Público costuma enquadrar os envolvidos por peculato, caracterizado pelo desvio de recursos públicos.

    Recentemente, Mario Frias também ganhou destaque por atuar como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, confirmadas pela TV Globo e pelo G1, apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar o projeto.

    O atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos, afirmou desconhecer as suspeitas e declarou acreditar que o deputado também não tinha conhecimento dos fatos. Já Raphael Azevedo não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação do material.

    Funcionária pagou cartão da esposa de Mario Frias e fez PIX para ex-chefe

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Carla Zambelli é liberada de presídio na Itália após Justiça negar extradição ao Brasil

    Carla Zambelli é liberada de presídio na Itália após Justiça negar extradição ao Brasil

    Na audiência realizada pela manhã, em Roma, seis juízes analisaram, em cerca de uma hora, recurso apresentado pela defesa contra a decisão da Corte de Apelação. A instância anterior havia sido favorável ao envio de Zambelli ao Brasil, para cumprir pena de prisão. As justificativas para a rejeição devem ser publicadas nos próximos dias.

    MICHELE OLIVEIRA
    ROMA, ITÁLIA (CBS NEWS) – A Corte Suprema de Cassação, última instância da Justiça italiana, negou autorização para que a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) seja extraditada para o Brasil. Os juízes da última instância anularam a decisão da Corte de Apelação, em resolução comunicada pouco depois das 21h (16h em Brasília) aos advogados.

    Na audiência realizada pela manhã, em Roma, seis juízes analisaram, em cerca de uma hora, recurso apresentado pela defesa contra a decisão da Corte de Apelação. A instância anterior havia sido favorável ao envio de Zambelli ao Brasil, para cumprir pena de prisão. As justificativas para a rejeição devem ser publicadas nos próximos dias.

    A ex-deputada já foi solta. Em vídeo publicado nas redes sociais de seu advogado na Itália, Pieremilio Sammarco, cerca de duas horas depois da divulgação da decisão, Zambelli aparece na frente do complexo penitenciário de Rebibbia, onde estava detida desde julho, comemorando a decisão.

    “Essa vitória foi de Deus, eu consagrei nossa vitória a Deus. Ele conseguiu, deu força para os nossos advogados. Agora a gente está livre, graças a Deus, para continuar uma vida de missão”, diz Zambelli na publicação.

    A Folha de S.Paulo apurou que ela vai dormir esta noite no local onde seu marido, Aginaldo, está vivendo nestes últimos meses em Roma.

    Segundo o advogado Pieremilio Sammarco, que defende a ex-deputada na Itália, foram apresentados como argumentos contra a extradição supostos “vícios processuais” no julgamento feito pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as condições carcerárias no presídio no Brasil para onde ela iria e o estado de saúde de Zambelli.

    “Há várias contradições e omissões na sentença da Corte de Apelação, como o fato de não ter se pronunciado sobre a averiguação das condições da Colmeia (presídio ao qual a ex-deputada seria enviada), como o tamanho das celas e a existência de serviço sanitário adequado”, disse o advogado, ao fim da audiência.

    Sammarco disse ainda que Zambelli teria tido piora em seu estado de saúde recentemente, mas não deu detalhes

    O governo brasileiro foi representado na audiência pelo advogado Enrico Giarda, contratado por meio da AGU (Advocacia-Geral da União). “Pedimos a rejeição do recurso e evidenciamos que o processo brasileiro não pode ser refeito na Itália. O procedimento de extradição se baseia em argumentos técnicos e específicos, os quais a Corte de Apelação examinou integralmente”, afirmou.

    Antes da audiência, a defesa de Zambelli tentou adiar o julgamento, pedindo que os dois processos de extradição fossem analisados juntos em uma nova data, a ser definida. Os juízes da Corte de Cassação negaram o pedido. Um dos motivos é que, por a ex-deputada estar presa, as decisões referentes ao seu caso não poderiam esperar uma nova data, que provavelmente seria daqui a meses.

    Zambelli tem duas penas de prisão para cumprir no Brasil, o que gerou dois pedidos diferentes de extradição. O primeiro processo é referente aos dez anos de prisão pela invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    Quando já estava na Itália, após fugir do Brasil, Zambelli foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que apontou uma arma para um homem em São Paulo.

    A Corte de Apelação, instância anterior, analisou os dois processos juntos nas audiências, mas produziu duas sentenças diferentes -uma no fim de março e outra no meio de abril. Em ambas, se manifestou a favor da extradição. Logo após a primeira sentença, a defesa entrou com recurso, alvo de análise nesta sexta-feira. O segundo recurso será avaliado em outra data.

    Carla Zambelli é liberada de presídio na Itália após Justiça negar extradição ao Brasil

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Cármen Lúcia vota contra mudança na Lei da Ficha Limpa que reduz prazo de inelegibilidade

    Cármen Lúcia vota contra mudança na Lei da Ficha Limpa que reduz prazo de inelegibilidade

    O Congresso Nacional aprovou outras mudanças que diminuem as causas de inelegibilidade – por exemplo, como em improbidade; caso foi para no STF e a ministra é a relatora

    A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia votou nesta sexta-feira, 22, para declarar inconstitucionais trechos de uma norma que altera a Lei da Ficha Limpa. A magistrada é a relatora do caso.

    Em lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, os parlamentares anteciparam o início da contagem do prazo de inelegibilidade. O período se inicia a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena. Em suma, a nova regra diminuiu o tempo que o condenado é impedido de se candidatar.

    O Congresso também aprovou outras mudanças que diminuem as causas de inelegibilidade – por exemplo, no caso de improbidade. As alterações foram contestadas na Corte pelo partido Rede Sustentabilidade.

    No seu voto, Cármen Lúcia defendeu que as mudanças aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo esvaziam a legislação sobre o tema e representam um retrocesso.

    Como mostrou o Estadão, a expectativa era que a ministra apresentasse um voto considerando o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que contesta algumas mudanças aprovadas pelo Congresso – sobretudo os trechos que permitem que o período de inelegibilidade seja contado ao mesmo tempo que a suspensão dos direitos políticos.

    “As alterações levadas a efeito pela Lei Complementar n. 219/2025, relacionam-se aos termos iniciais e à contagem de prazo para fins de inelegibilidade e estabelecem cenário de patente retrocesso ao que se tinha estabelecido como instrumento de garantia dos princípios republicano, da probidade administrativa e da moralidade pública”, escreveu Cármen Lúcia em seu voto.

    O julgamento ocorre na Primeira Turma, de forma virtual, e vai até o próximo dia 29. Os demais ministros ainda não votaram.

    Para a ministra, a alteração do prazo “esvazia a proteção constitucional à probidade administrativa e à moralidade”, “desguarnecendo o eleitor da salvaguarda da lisura das candidaturas apresentadas”. Cármen Lúcia sustenta ainda que a nova norma “importaria em impunidade ou anistia”, prejudicando o processo eleitoral.

    Segundo a relatora, o “Supremo Tribunal atua no sentido de afastar por antijurídicos quaisquer comportamentos e atos que impeçam, dificultem ou embacem a probidade administrativa e a moralidade pública inerente ao regime republicano”.

    Cármen Lúcia vota contra mudança na Lei da Ficha Limpa que reduz prazo de inelegibilidade

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF em investigação sobre fraudes de R$ 60 mi

    Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF em investigação sobre fraudes de R$ 60 mi

    Breno Chaves diz que se manifestará após análise de relatório final; presidente do Senado afirma não ter relação com o caso. Apuração trata de suspeitas de direcionamento de concorrências públicas relacionadas ao Dnit

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Um suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi indicado pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação que tem como foco suspeitas de fraudes em licitações do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Amapá.
    Alcolumbre não é investigado no caso e, até o momento, não há registro de participação dele nas suspeitas.

    O indiciamento trata de uma apuração sobre possíveis fraudes em licitações de ao menos R$ 60 milhões que envolvem Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador, e a LB Construções, empreiteira que pertencia a ele.

    Em julho do ano passado, os endereços dele foram alvo de busca e apreensão em uma operação chamada Route 156.

    Breno foi indiciado sob suspeita dos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Procurado, ele disse que se manifestará após análise do relatório final sobre o caso. Anteriormente, ele negou ter cometido irregularidades.

    A assessoria de Alcolumbre disse em nota que “o senador não possui qualquer relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente, tampouco interfere na contratação de empresas ou em decisões administrativas do Dnit, que competem exclusivamente aos órgãos responsáveis”.

    Disse ainda que ele “responde apenas pelos próprios atos, não tendo responsabilidade por alegações, conversas privadas, condutas atribuídas a terceiros ou supostas referências a seu nome, destituídas de prova de conduta indevida”.

    “Caso seja identificado algum desvio na apuração conduzida pelas autoridades competentes, o presidente Davi Alcolumbre defende que os envolvidos sejam rigorosamente responsabilizados na forma da lei.”

    A informação sobre o indiciamento foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    À época da operação, a PF apreendeu pistolas, um fuzil e 250 munições na residência do suplente do senador. Breno tinha registro de CAC (caçadores, atiradores e colecionadores).

    Na ocasião, a PF disse que Breno “se utilizava de sua proximidade com o senador para, a pretexto de influir em atos de agente público, obter vantagens indevidas”.

    Relatórios de inteligência financeira apontam que uma empresa de Breno fez saques em espécie no valor de R$ 2,3 milhões, o que os investigadores consideram “forte indício de ocultação da destinação final dos recursos e de lavagem de ativos”.

    Como a Folha mostrou em 2024, a empresa que pertence a Breno Chaves Pinto assinou contratos, no fim de 2023 e começo de 2024, para obras de R$ 354,5 milhões com verba federal sob o governo Lula (PT).

    A LB Construções foi selecionada, até a ocasião, para obra de R$ 268 milhões do Dnit, em consórcio com outra empresa. A construtora também venceu três editais da Codevasf, estatal federal controlada por um aliado do senador, que somam R$ 86,5 milhões.

    Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF em investigação sobre fraudes de R$ 60 mi

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Mendonça vota para manter prisão de primo de Vorcaro; Gilmar pede vista

    Mendonça vota para manter prisão de primo de Vorcaro; Gilmar pede vista

    Prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro foi convertida em preventiva pelo ministro André Mendonça (foto); ele é investigado por articular operações financeiras de esquema do Banco Master

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça votou nesta sexta-feira, 22, para manter a prisão do empresário Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Depois, o ministro Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para análise), suspendendo julgamento da Segunda Turma. Felipe é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais articuladores das operações financeiras do esquema investigado do Banco Master.

    Na segunda-feira, 18, o relator do caso, Mendonça transformou em preventiva a prisão temporária do empresário, detido durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF. A decisão requer ratificação do colegiado e foi pautada no plenário virtual. O relator votou para referendar a manutenção da prisão preventiva, que não tem data final pré-definida e pode durar por todo o processo judicial.

    Segundo as investigações, trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e o primo mostram como eram tratados pagamentos de propina ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF aponta que o parlamentar recebia uma mesada de ao menos R$ 300 mil de Vorcaro. Ao decretar sua prisão temporária, Mendonça citou também suspeitas de que Felipe participou da venda de ações avaliadas em cerca de R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão para uma empresa administrada pelo irmão do senador.

    Segundo decisão que autorizou a quinta fase da operação, o primo de Daniel Vorcaro “não ocupa posição periférica, mas integra o núcleo financeiro-operacional do grupo, com domínio relevante sobre fluxos patrimoniais, estruturas societárias e mecanismos de ocultação de recursos”.

    Mendonça vota para manter prisão de primo de Vorcaro; Gilmar pede vista

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política