Categoria: POLÍTICA

  • Delegado revisa inquérito e conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

    Delegado revisa inquérito e conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

    Polícia Federal reafirma ausência de provas contra Bolsonaro em investigação sobre interferência, e caso volta à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se arquiva definitivamente ou pede novas diligências

    A atual gestão da Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que investigava supostas interferências indevidas do então presidente Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas da prática de crimes no caso.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, havia determinado a reabertura da investigação, iniciada após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Na ocasião, Moro afirmou ter sofrido pressão do presidente para promover mudanças em cargos de comando da Polícia Federal, supostamente por receio do avanço do inquérito das fake news contra aliados do governo. À época, a PF já havia concluído pela inexistência de interferência indevida, e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento do caso.

    Agora, sob o governo Lula, a Polícia Federal reavaliou as provas reunidas e reafirmou que não há elementos que justifiquem uma imputação penal.

    “Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial.

    O relatório também destaca que a PF solicitou ao ministro Alexandre de Moraes o compartilhamento de provas do inquérito das fake news que indicassem eventual interferência indevida, mas recebeu como resposta que não havia elementos nesse sentido.

    A conclusão aponta ainda que eventuais indícios de interferência, caso existam, devem ser apurados diretamente nos inquéritos sob relatoria de Moraes.

    Após receber o relatório complementar, o ministro encaminhou o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que poderá solicitar novas diligências ou pedir o arquivamento definitivo da investigação.

    Delegado revisa inquérito e conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

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  • “Está ficando feio”: Carlos Bolsonaro ataca comando do PL e cobra reação

    “Está ficando feio”: Carlos Bolsonaro ataca comando do PL e cobra reação

    Filho de Bolsonaro pressiona Valdemar Costa Neto em meio a racha na direita, com trocas de ataques entre aliados e disputa por protagonismo; críticas expõem desgaste interno e falta de união no partido

    O ex-vereador Carlos Bolsonaro voltou a criticar publicamente a condução interna do Partido Liberal e cobrou uma postura mais ativa do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Em publicação nas redes sociais neste sábado, ele demonstrou insatisfação com o que considera falta de ação diante de problemas dentro do partido.

    “Valdemar, me ajude a te ajudar, antes que seja tarde… Pelo amor de Deus! Está ficando feio para o partido que está preferindo não ver o que está acontecendo dentro de casa. Isso é um absurdo. Mas por que tanta inércia? Difícil entender. Vai ver é só coincidência…”, escreveu.

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    A cobrança acontece em meio a um cenário de conflitos entre nomes da direita, com trocas públicas de críticas e disputas por espaço político. Nos últimos dias, episódios envolvendo aliados evidenciaram o clima de tensão dentro do campo bolsonarista.

    Entre os casos recentes, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira protagonizaram embates nas redes sociais. Em outro momento, Nikolas também entrou em confronto com o senador Jorge Seif, após divergências sobre a condução de votações no Congresso.

    O atrito começou depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, convocou uma sessão para analisar o veto ao chamado PL da Dosimetria, que trata da redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Antes disso, Nikolas havia pressionado publicamente pela realização da sessão.

    Seif reagiu afirmando que “pressão de internet é ótima pra like e monetização”, mas “não é efetiva”. Em resposta, o deputado mineiro elevou o tom e chamou o senador de “vagabundo”.

    Na véspera, Carlos Bolsonaro já havia feito outra publicação direcionada a Valdemar Costa Neto, desta vez pedindo mobilização do partido em defesa do irmão, Flávio Bolsonaro, alvo de uma denúncia apresentada à Procuradoria-Geral da República por suposta propaganda eleitoral antecipada em uma igreja.

    “A democracia venezuelana funcionando a todo vapor desde 2022. Mais uma excelente oportunidade de demonstrar a união e defender, com a verdade, Flávio Bolsonaro. Vamos utilizar o engajamento para isso. Vamos acionar a todos, Valdemar! Vamos, vamos, vamos!”, escreveu.

    “Está ficando feio”: Carlos Bolsonaro ataca comando do PL e cobra reação

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  • Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, diz Datafolha

    Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, diz Datafolha

    Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março. Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) perdeu vantagem em um segundo turno da eleição deste ano, aponta o Datafolha. Ele foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista. Quando o rival é Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% ante 42% .

    Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de terça (7) a quinta (9). Ele está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

    Esta é a primeira pesquisa com a depuração do quadro de pré-candidatos a partir da escolha do ex-governador de Goiás pelo PSD, na semana passada.

    Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março. Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito.

    Na rodada passada, o goiano perdia de 46% a 36% para Lula, e agora a diferença caiu oito pontos. O senador fluminense Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, subiu três pontos. Já Zema foi avaliado neste cenário pela primeira vez.

    A esta altura, o segundo turno é o cenário mais provável. Quando se excluem os nulos e brancos, que é a forma com que a Justiça Eleitoral contabiliza resultados de pleitos, Lula soma 45% das intenções em votos válidos. Já seus adversários somados têm 55%, considerando arredondamentos. Para vencer a disputa, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos.

    O dado precisa ser visto com cautela, contudo, devido à distância da eleição. O índice de votos brancos e nulos e de indecisos tende a cair perto do pleito.

    Já a simulação do primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e por isso só comparável à sua análoga na rodada anterior, repete a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio neste estágio inicial da corrida eleitoral.

    O senador avançou quatro pontos em menções espontâneas, indo de 12% para 16%. Lula ainda lidera o quesito, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, oscilando de 25% para 26% ante a pesquisa anterior. Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.

    Quando os nomes são mostrados pelo pesquisador, Lula repete os 39% da liderança, mas viu Flávio oscilar positivamente dois pontos, de 33% para 35% -o que desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente. Mas a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.

    Já Caiado não agregou apoio significativo após sua confirmação pela sigla comandada por Gilberto Kassab, indo de 4% para 5%. O favorito do PSD para a postulação, o governador paranaense Ratinho Junior, marcava um pouco acima, mas desistiu da disputa.

    Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não tinha sido lançado, estreia com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.

    A rejeição também segue estável e os números mostram o lado reverso da polarização: os mais desejados pelo eleitor também são os mais rejeitados pela torcida do candidato adversário, restando poucos e decisivos votos no meio do caminho.

    Com efeito, dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente. Confirmando a firmeza dessas opiniões, 99% dizem conhecer Lula e 93%, Flávio.

    Neste quesito se saem melhor Zema e Caiado. O mineiro é desconhecido para 56% dos eleitores e tem um índice de rejeição de apenas 17%. O goiano quase repete os números: 54% e 16%, respectivamente.

    Em relação ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% de nordestinos (55%). São todos estratos com margens de erro próxima da geral, por serem volumosos.

    O senador tem 49% entre os 2% mais ricos, mas ali a margem é de 13 pontos. Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem).

    Mantendo um padrão que vem desde quando seu pai concorreu em 2018, Flávio vence entre os 29% de evangélicos, com 49% das intenções ante 25% das de Lula. Quando o entrevistado faz parte dos 49% de católicos, o petista marca 43% e o senador, 30%. A margem é, respectivamente, de 4 e 3 pontos.

    Em relação ao pelotão seguinte de pré-candidatos, a distribuição de sua votação é no geral homogênea. Caiado se destaca em seu Norte/Centro-Oeste de origem, com 12% de intenções numa área com 16% da população do país e 6 pontos de margem. O goiano marca o mesmo no segmento de 5 a 10 mínimos.

    Zema só tem um desempenho diferente, com 9% de intenções, entre os mais ricos, que ganham acima de 10 mínimos, com a alta margem já apontada.

    Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, diz Datafolha

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  • Flávio Bolsonaro busca marqueteiros que evitem radicalização na campanha

    Flávio Bolsonaro busca marqueteiros que evitem radicalização na campanha

    Pré-campanha do senador mira ampliar base eleitoral além do bolsonarismo, aposta em discurso mais moderado e reforça equipe de comunicação para explorar desgaste do governo Lula; estratégia inclui alianças estaduais e foco em maioria no Senado em 2027

    (CBS NEWS) – Depois de construir palanques de apoio em ao menos 20 estados, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passou a se concentrar em estruturar uma equipe política e de comunicação para explorar o desgaste do governo Lula (PT) e apresentar o senador a eleitores não bolsonaristas.

    A ideia é evitar a radicalização, o que foi considerado um erro do bolsonarismo em campanhas anteriores. Por isso, políticos e marqueteiros que cercam Flávio têm dito que o senador deve expor seu perfil, que consideram conciliador em comparação ao do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado.

    Nas últimas semanas, Flávio contratou marqueteiros para a campanha e ainda pode ampliar o time. O senador exonerou do seu gabinete o assessor Fernando Nascimento Pessoa, responsável pela estratégia das suas redes sociais, para atuar exclusivamente na eleição.

    Como mostrou o Painel, o especialista em estratégia Marcos Carvalho, da AM4, também entrou para a equipe e deve ficar à frente do planejamento, gestão e produção de materiais, com uso de inteligência de dados.

    Carvalho trabalhou na campanha de Bolsonaro em 2018 e na campanha de Lula em 2022, na reta final do segundo turno.

    Aliados de Flávio ainda buscam um marqueteiro experiente para coordenar a comunicação e as peças a serem exibidas na TV, já que o PL tem o maior espaço no horário eleitoral entre todos os partidos. Mas, segundo políticos próximos ao senador, não há pressa para preencher esse cargo, que pode até mesmo ficar vago.

    As conversas estavam avançadas com Paulo Vasconcelos, considerado favorito entre aliados de Flávio. Vasconcelos, porém, trabalha com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que foi escolhido candidato a Presidência pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab. Diante disso, o marqueteiro deve ser responsável pela estratégia da campanha de Caiado.

    Outra opção que foi cogitada é o estrategista Jorge Gerez, que prestou serviços ao governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), por 14 anos. Após Ratinho ter desistido de concorrer à Presidência da República, Gerez se reuniu com coordenadores da campanha de Flávio.

    Quem participou da reunião diz que Gerez é um bom profissional, mas provavelmente não vai ser escolhido para esse posto, ainda que possa contribuir com a campanha de outras formas.

    O marqueteiro afirma que o eleitor brasileiro busca mudança e, por isso, defende que Flávio apresente um projeto de futuro. Gerez disse à equipe que o senador tem chances de vencer no primeiro turno caso não cometa erros, como comprar brigas e se concentrar em atacar Lula em vez de defender boas propostas.

    De janeiro até o fim do mês passado, a estratégia da pré-campanha de Flávio foi feita também pelo publicitário Sergio Lima, marqueteiro de Bolsonaro na campanha de 2022, que deixou a equipe. Na ocasião, ele divulgou uma nota afirmando respeitar a decisão e cobrando respeito entre os profissionais de comunicação.

    “Respeito a decisão, desejo muito sucesso a todos. Isso não significa que eu vou sair por aí dizendo que voto no candidato adversário”, afirmou.

    Lima também é defensor da tese de que Flávio deve conversar com eleitores de fora da sua bolha e evitar os embates travados pelo pai.

    Outro nome que pode integrar formalmente a campanha de Flávio é o do publicitário Marcello Lopes, que é amigo de Flávio e inclusive frequenta a mesma igreja do senador, que é ligado à Comunidade das Nações, do bispo JB Carvalho.

    Por enquanto, Marcellão, como é conhecido, tem apenas dado conselhos informais ao senador, mas estuda entrar formalmente para a equipe de campanha. O publicitário faz parte do time de aliados de Flávio que dizem apostar na queda de rejeição do senador, defendendo que seu estilo ponderado é autêntico e não parte de um personagem.

    A equipe do filho mais velho de Bolsonaro também teve conversas com o marqueteiro Pablo Nobel, mas há dúvidas sobre a viabilidade de ele conciliar a campanha presidencial do senador e a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a qual já se comprometeu.

    O coordenador da campanha de Flávio será o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela montagem do plano de governo e pela pulverização de candidatos do PL ou da direita alinhados ao bolsonarismo para concorrerem aos governos estaduais e ao Senado.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o PL tem pré-candidatos a governador em 12 estados, incluindo grandes colégios eleitorais como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

    Também estão encaminhadas alianças com outros partidos em seis estados e no Distrito Federal. Cinco deles são da federação entre União Brasil e PP, legendas que Flávio trabalha para trazer para o seu arco de alianças.

    Já no Senado, o plano é consolidar uma maioria de senadores pró-impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e ganhar o controle da Casa em 2027. Entre nomes do PL e de legendas aliadas, há mais de 50 possíveis candidatos da direita bolsonarista.

    De acordo com cálculos do ex-presidente, até 35 candidatos desse grupo podem ser eleitos, o que faria a oposição a Lula ultrapassar 41 das 81 cadeiras do Senado.

    Flávio Bolsonaro busca marqueteiros que evitem radicalização na campanha

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  • TSE mantém condenação do 'deputado da motosserra' por crimes eleitorais

    TSE mantém condenação do 'deputado da motosserra' por crimes eleitorais

    Hildebrando Pascoal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) pelos crimes de corrupção eleitoral, concentração e transporte ilegal de eleitores e associação criminosa

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta quinta-feira, 9, por unanimidade, a condenação do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal Nogueira Neto a 14 anos de reclusão e multa por crimes cometidos durante as eleições de 1998 no Acre. A defesa havia pedido a revisão criminal da condenação, mas o plenário rejeitou o recurso.

    A relatora, ministra Estela Aranha, foi acompanhada pelos ministros Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. O Estadão tenta contato com a defesa do ex-deputado. O espaço está aberto.

    Hildebrando foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) pelos crimes de corrupção eleitoral, concentração e transporte ilegal de eleitores e associação criminosa. A sentença transitou em julgado em maio de 2004.

    Na revisão criminal, a defesa levantou três argumentos para tentar desconstituir a condenação: impedimento dos magistrados que participaram do julgamento original, ausência de supervisão judicial do inquérito policial em razão do foro por prerrogativa de função que o réu detinha à época e suposta dupla punição pelo mesmo fato.

    O TSE rejeitou todas as teses. Sobre o impedimento dos juízes, o tribunal registrou que a arguição não foi apresentada em nenhum momento durante a tramitação da ação penal original e só foi suscitada em 2022, 18 anos após o trânsito em julgado da condenação. Para o tribunal, a defesa perdeu o prazo para fazer a alegação.

    Quanto à supervisão do inquérito, o tribunal anotou que os atos investigatórios realizados enquanto Hildebrando detinha mandato parlamentar se restringiram a oitivas e declarações de testemunhas, sem a prática de medidas sujeitas à cláusula de reserva de jurisdição. A Corte também rejeitou o argumento de que mudanças na jurisprudência posteriores à condenação definitiva pudessem beneficiar o réu.

    A alegação de dupla punição pelo mesmo fato foi igualmente descartada. A relatora destacou que o tema já havia sido apreciado e rejeitado pelo próprio TSE em recurso julgado em 2004, quando a Corte concluiu que as condutas tipificadas nos dois dispositivos legais são distintas. A revisão criminal, segundo o tribunal, não pode ser utilizada para rediscutir fundamentos já apreciados e rejeitados.

    Conhecido como “deputado da motosserra”, Hildebrando Pascoal foi deputado estadual pelo Partido da Frente Liberal (PFL) entre 1995 e 1999 e, em seguida, eleito deputado federal, cargo do qual foi cassado em setembro de 1999 por quebra de decoro parlamentar. Ele é apontado como líder de um esquadrão da morte formado por policiais militares e civis no Acre e acumula múltiplas condenações, incluindo por homicídios. Permanece preso desde 1999, atualmente em regime domiciliar.

    A conduta de Hildebrando contribuiu para a aprovação, em 2001, da Emenda Constitucional 35, que permite ao Supremo Tribunal Federal investigar crimes de parlamentares sem autorização prévia da Casa Legislativa, reservando ao Congresso o direito de suspender ações penais apenas depois de abertas.

    TSE mantém condenação do 'deputado da motosserra' por crimes eleitorais

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  • Flávio Bolsonaro chama Tereza Cristina de 'sonho de consumo' ao responder sobre vaga de vice

    Flávio Bolsonaro chama Tereza Cristina de 'sonho de consumo' ao responder sobre vaga de vice

    Tereza Cristina já disse que não quer ser candidata a vice em nenhuma chapa do campo da direita; “Não sou candidata a vice-presidente e não cabe nos meus projetos”, afirmou

    “Tereza é o sonho de consumo de todo mundo”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ser questionado se a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) era cotada para a vaga de vice. A declaração foi dada durante a 86ª Expogrande nesta quinta-feira, 9, em Campo Grande (MS).

    Nos últimos meses, Flávio tem intensificado viagens pelo País. “Uma das maiores referências no mundo do agro que o Brasil tem. Nós tivemos o privilégio de ter ela como ministra no governo Bolsonaro”, continuou o candidato, em coletiva.

    Principal concorrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais, Flávio ainda não definiu quem irá compor a chapa. “Mas questão de vice, vai ser muito mais lá para frente”, continuou o candidato.

    Tereza Cristina já disse que não quer ser candidata a vice em nenhuma chapa do campo da direita. “Não sou candidata a vice-presidente e não cabe nos meus projetos”, afirmou com exclusividade à Coluna Roseann Kennedy, do Estadão.

    Ela também era desejada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Conforme apurou a Coluna, Tereza chegou a brincar com o presidente do partido diante das citações recorrentes do dirigente ao seu nome para ser vice de Flávio. Ela disse a Valdemar, de quem é amiga de longa data, que, caso um dia ela fosse candidata a presidente da República, escolheria Valdemar para ser vice na chapa.

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  • Moraes manda PF devolver equipamentos de blogueiro investigado por perseguição contra Dino

    Moraes manda PF devolver equipamentos de blogueiro investigado por perseguição contra Dino

    O jornalista Luís Pablo Conceição Almeida foi alvo de investigação por suposto crime de perseguição contra Flávio Dino; prazo para retirada dos itens apreendidos é de 30 dias

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou na quarta-feira, 8, que a Polícia Federal devolva os equipamentos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, investigado por suspeita de perseguição contra o ministro Flávio Dino. Autor do Blog do Luís Pablo, ele teve celulares, notebook e disco rígido apreendidos em 10 de março, no âmbito da apuração sobre informações publicadas em seu site a respeito do uso de carro oficial por Dino e familiares em São Luís (MA).

    Moraes atendeu a um pedido da defesa de Luís Pablo para a devolução dos equipamentos, que contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na decisão, o magistrado afirma que a PF já realizou a extração dos dados dos aparelhos eletrônicos e que as informações foram incluídas nos autos, não sendo mais necessário manter os itens apreendidos.

    O ministros determinou que o jornalista retire seus equipamentos em até 30 dias. Caso isso não ocorra, autorizou a destruição dos materiais. Ao Estadão, Luís Pablo informou que deve comparecer nesta sexta-feira, 10, na Polícia Federal para restituição dos aparelhos eletrônicos.

    “Recebo a decisão com tranquilidade”, disse Luís Pablo. “Sigo confiante de que os fatos serão analisados com base na lei e nas garantias constitucionais”, afirmou.

    No despacho em que determinou a busca e apreensão dos equipamentos, Moraes afirmou que o autor “se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos”, o que teria permitido “exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”. Segundo o ministro, há indícios de que o blogueiro cometeu crime de perseguição, “com indicação da participação de outros indivíduos na empreitada criminosa”.

    Em reportagens publicadas a partir de novembro do ano passado, Luís Pablo afirma que Flávio Dino estaria utilizando, em São Luís, um veículo oficial pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) adquirido com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE), destinado à proteção institucional de magistrados e às atividades do Judiciário estadual.

    Segundo a publicação, o veículo passou a ser usado pelo ministro e por familiares em deslocamentos privados na capital maranhense de forma contínua. O carro, um Toyota SW4, seria da frota restrita do tribunal e originalmente estaria destinado ao uso do presidente do TJ-MA, corregedores ou ao apoio eventual a autoridades em missão oficial.

    O blog também diz que o automóvel tem uma placa reservada e seria abastecido com recursos públicos do próprio tribunal. O site usa imagens que diz ter recebido do carro sendo utilizado para fins privados e sem relação com demandas de segurança do Judiciário ou do próprio ministro.

    Em nota, Flávio Dino afirmou que existem normas que permitem a utilização de veículos de segurança pelo STF em colaboração com os tribunais. Dino também afirmou que sua equipe já havia sido alertada em 2025 sobre \”procedimento de monitoramento ilegal dos seus deslocamentos em São Luís\”, com publicação de placas de veículos utilizados, quantidade e nomes de agentes de segurança. Ele frisou que o material obtido pela equipe dele foi enviado à PF e à PGR para que o monitoramento ilegal fosse investigado.

    A apuração tramitou inicialmente sob cuidados do ministro Cristiano Zanin, que encontrou paralelos com o que é objeto do chamado inquérito das fake news e redistribuiu ao relator, Alexandre de Moraes.

    Na decisão que determinou a busca e apreensão dos itens, Moraes transcreveu trecho da representação da PF que lembrou que em 2017 Luís Pablo já foi alvo de investigações nas quais apareceu como “suspeito de praticar extorsão para não divulgar informações sobre operações policiais”. A PGR deu parecer favorável à decisão. Antes do caso do veículo oficial, Luís Pablo já havia compartilhado outras matérias sobre o ministro Dino em seu blog.

    No último mês, Luís Pablo disse que recebeu a decisão com serenidade e que seguiu as práticas jornalísticas para levantamento de informações. Em seu blog e em suas redes sociais, ele se autodenomina como “jornalista investigado” e se diz “censurado”.

    “Sou jornalista há muitos anos e sempre exerci minha profissão com responsabilidade, tratando de temas de interesse público. As reportagens que motivaram a investigação foram produzidas dentro da atividade jornalística”, declarou Luís Pablo.

    Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram preocupação sobre a decisão de Moraes de apreensão dos equipamentos. As entidades apontam que a atividade jornalística possui proteção constitucional do sigilo da fonte. Segundo a nota, qualquer medida que viole essa garantia representa ameaça ao livre exercício do jornalismo.

    Já Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a determinação de Moraes por avaliar que ela coloca toda a categoria em risco.

    “A medida coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros. A ordem, insuficientemente fundamentada, cria um precedente preocupante para o exercício do jornalismo no Brasil”, destacou.

    A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão (OAB-MA), também se manifestou, por meio de sua Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa. A entidade destacou que a medida causa “preocupação institucional” e que vai se manter “vigilante na salvaguarda dos direitos dos jornalistas e profissionais da comunicação” que atuam no Maranhão.

    Moraes manda PF devolver equipamentos de blogueiro investigado por perseguição contra Dino

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  • Exército prende militares condenados por trama golpista após ordem de Moraes

    Exército prende militares condenados por trama golpista após ordem de Moraes

    4 mandados são cumpridos após fim do processo no Supremo Tribunal Federal, sendo que há 2 foragidos; prisões aconteceram no Espírito Santo e no Distrito Federal

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O Exército cumpre nesta sexta-feira (10) mandados de prisão contra membros da corporação condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pela trama golpista. As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

    Já foram presos Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues, subtenente da ativa; e Guilherme Almeida, tenente-coronel da ativa.

    O primeiro foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo, e os dois últimos foram presos em Brasília, no Distrito Federal.

    Além disso, estão foragidos Reginaldo Abreu, coronel da reseva do Exército, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

    O STF oficializou em novembro do ano passado o fim do processo e o início do cumprimento da pena dos condenados da trama golpista.

    Exército prende militares condenados por trama golpista após ordem de Moraes

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  • Presidente do PT comenta suposta ausência de Lula nas eleições

    Presidente do PT comenta suposta ausência de Lula nas eleições

    O presidente se elegeu em 2022 prometendo que não disputaria um novo mandato. Após a posse, porém, passou a afirmar que cogitava concorrer mais uma vez. Em declarações públicas, afirmou que a candidatura dependeria de estar bem de saúde

    O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou nesta quinta-feira, 9, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será candidato à reeleição este ano. Na véspera, Lula havia dito que “dificilmente” não será candidato à reeleição, mas evitou dizer que concorrerá antes da convenção do PT, em julho.

    “Ele (Lula) fez uma fala de quem valoriza a convenção partidária. Ele pensa que a convenção que tem que decidir, mas claro que o presidente Lula é candidato”, disse Edinho em coletiva de imprensa após jantar com empresários promovido pelo grupo Esfera em São Paulo (SP). “Penso que ele hoje é a liderança mais preparada para que o Brasil enfrente essa turbulência internacional.”

    O dirigente do PT também comentou questões locais envolvendo as eleições deste ano em São Paulo e no Rio Grande do Sul. De acordo com o petista, o ex-ministro e pré-candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) será o responsável por resolver o conflito entre os ex-ministros Marina Silva e Márcio França pela segunda vaga ao Senado do campo progressista no Estado.

    “Penso que Fernando Haddad vai conduzir esse processo. Tem que ser conduzido por ele. E ele habilidoso e preparado como é, vai equacionar para que tenhamos chapa forte em São Paulo”, disse Edinho, ressaltando que França e Marina não necessariamente devem ocupar a vice de Haddad, caso não sejam escolhidos como candidatos ao Senado.

    O petista também ressaltou a importância do PT apoiar a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) ao governo gaúcho. O ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edegar Pretto (PT) desistiu nesta quinta-feira de concorrer em favor da pedetista.

    “Nesse momento, entendemos que a unidade do campo democrático no Rio Grande do Sul é fundamental, não só para construção das condições políticas para que a gente possa ganhar, mas também para dar sustentação à candidatura do presidente Lula”, disse Edinho.

    Presidente do PT comenta suposta ausência de Lula nas eleições

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  • Kassab diz que o PSD está firme com Tarcísio, apesar de conversas com Haddad

    Kassab diz que o PSD está firme com Tarcísio, apesar de conversas com Haddad

    PSD, de Kassab, está de fora da chapa ao governo e ao Senado encabeçada por Tarcísio; político também deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais do governo paulista em março

    O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou nesta quinta-feira, 9, o compromisso com a reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em meio a conversas com o ex-ministro Fernando Haddad (PT). Kassab salientou que o apoio ao atual chefe do Executivo paulista é algo já decidido pelo partido.

    “Ele (Haddad) enviou uma mensagem de feliz Páscoa e eu retribui. Até posso, porque discutir políticas públicas e ideias é muito importante”, disse Kassab, em entrevista coletiva após um jantar com empresários promovido pelo grupo Esfera Brasil. “Vale registrar que o PSD está muito firme na campanha de reeleição do governador Tarcísio.”

    Após a migração do vice-governador Felício Ramuth para o MDB, o PSD acabou de fora da chapa ao governo e ao Senado encabeçada por Tarcísio. Kassab também deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais do governo paulista em março.

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