Categoria: POLÍTICA

  • Castro comunica desistência de pré-candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF

    Castro comunica desistência de pré-candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF

    Ex-governador do Rio foi alvo de duas operações da PF em um intervalo de 11 dias. Divulgação de mensagens com Daniel Vorcaro selou fim de postulação de Castro

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, nesta quinta-feira (28) sua desistência de concorrer a uma cadeira no Senado.

    A retirada da pré-candidatura ocorre após ele ser alvo de duas operações da Polícia Federal num intervalo de 11 dias. Ele deve divulgar um comunicado em suas redes sociais sobre a decisão.

    O fim da pré-candidatura atende aos desejos de aliados do PL. O temor era que as suspeitas contra Castro contaminasse a campanha do próprio Flávio e de seu palanque no estado, o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    As mensagens de Castro agradecendo a Vorcaro por jantares em restaurantes de luxo tornaram inviável qualquer reabilitação do ex-governador. Aliados avaliam que os diálogos poderiam ser associados aos áudios já divulgados de Flávio para o ex-banqueiro, agravando o desgaste sobre pré-candidatura presidencial do senador.

    Castro foi alvo de operação nesta terça que apura a transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, para o Banco Master e fundos ligados à instituição.

    A ação ocorreu 11 dias depois de outra operação contra o ex-governador, para apurar na ocasião sua atuação em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado como um sonegador contumaz.

    Os diálogos sobre jantares com whisky, charutos e até carne folheada a ouro tornaram o cenário distinto do da semana passada, quando uma ala do PL defendia calma e evitava abandonar abruptamente o ex-governador após a operação sobre as relações com Ricardo Magro.

    Esse grupo apostava na proximidade de Castro com prefeitos do Rio de Janeiro e a alta na popularidade de Castro após a Operação Contenção, em que 117 pessoas foram mortas pela polícia no Complexo do Alemão em supostos confrontos -cinco policiais também morreram.

    O ex-governador tinha também empecilhos jurídicos para se candidatar, após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condená-lo à inelegibilidade pelo uso de funcionários contratados em campanhas eleitorais.

    Castro comunica desistência de pré-candidatura ao Senado após ser alvo de operações da PF

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  • PGR denuncia lobista, ex-chefe de gabinete e ex-servidor do STJ em caso de venda de decisões

    PGR denuncia lobista, ex-chefe de gabinete e ex-servidor do STJ em caso de venda de decisões

    PGR denunciou sete investigados por suposto esquema de venda e vazamento de decisões judiciais no STJ. Entre os acusados estão um lobista, ex-servidores do tribunal e operadores financeiros ligados à Operação Sisamnes

    (CBS NEWS) – A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta quarta-feira (27) sete pessoas investigadas por suspeita de participação em um esquema de venda e vazamento de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Entre os denunciados estão o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e a esposa dele, Mirian Gonçalves. Também foram denunciados Márcio José Toledo Pinto, ex-servidor do STJ que atuou em diversos gabinetes da Corte, e Daimler Campos, ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti.

    Esta é a primeira denúncia apresentada no âmbito da Operação Sisamnes, iniciada em 2024 para investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o segundo tribunal mais importante do país.

    Andreson foi denunciado pelos crimes de corrupção ativa, exploração de prestígio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar em Mato Grosso.

    Segundo a PGR, o lobista era o “principal eixo de intermediação” entre pessoas interessadas na compra de decisões judiciais e integrantes de tribunais em Brasília.

    “Cabia-lhe estabelecer a conexão entre terceiros interessados, em geral advogados, e assessores de desembargadores e ministros com acesso ou influência sobre decisões judiciais”, afirma a denúncia.

    Daimler Campos e Márcio Toledo foram denunciados por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa. Toledo também responde por lavagem de dinheiro.

    O ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti está afastado desde o início das investigações. Apesar da denúncia, ele não havia sido indiciado anteriormente pela Polícia Federal. Já Márcio Toledo foi exonerado do STJ após apuração administrativa interna.

    Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o grupo atuou de forma estruturada entre junho de 2019 e dezembro de 2023 para obter vantagens financeiras ilícitas em troca de interferência em decisões judiciais no STJ.

    A denúncia afirma que integrantes da organização tinham acesso a minutas de decisões cadastradas no sistema interno do tribunal e repassavam informações sigilosas a terceiros interessados.

    De acordo com Gonet, os investigados também orientavam e, em alguns casos, elaboravam textos alinhados ao resultado desejado pela organização criminosa.

    Apesar das acusações, nenhum ministro do STJ foi denunciado até o momento. A PGR afirma, porém, que a atuação dos ex-assessores comprometeu decisões judiciais proferidas pelas ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti, além do ministro Moura Ribeiro.

    As defesas dos acusados negam irregularidades.

    Os advogados de Daimler Campos classificaram a denúncia como “teratológica” e afirmaram que documentos apresentados pela defesa teriam sido ignorados.

    Já a defesa de Andreson e Mirian Gonçalves afirmou que o Supremo Tribunal Federal não teria competência para julgar o caso.

    Os outros denunciados são a esposa de Márcio Toledo e dois suspeitos apontados como operadores financeiros do esquema.

    O relator dos inquéritos da Operação Sisamnes é o ministro Cristiano Zanin, do STF. A denúncia ainda precisará ser analisada pela Primeira Turma da Corte para decidir se os acusados se tornarão réus.

    As investigações começaram após a análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023 em Cuiabá. No aparelho, a Polícia Federal encontrou conversas envolvendo desembargadores, empresários e o lobista Andreson Gonçalves.

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  • Caiado fala em trabalhar com Zema para evitar divisão da direita após discutir aliança

    Caiado fala em trabalhar com Zema para evitar divisão da direita após discutir aliança

    Pré-candidato do PSD afirmou que trabalha ao lado de Romeu Zema para evitar divisões na centro-direita em 2026. Caiado também defendeu união do campo conservador e comentou o peso político da família Bolsonaro na disputa presidencial

    (CBS NEWS) – O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (27) que pretende atuar ao lado do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para evitar divisões no campo da centro-direita nas eleições de 2026.

    A declaração foi dada em Cuiabá (MT), durante um encontro com empresários do agronegócio. Caiado e Zema passaram a admitir publicamente a possibilidade de integrar a mesma chapa já no primeiro turno e se reuniram na terça-feira (26) para discutir um alinhamento político.

    Ao comentar a possibilidade de aliança, Caiado afirmou que as conversas têm como prioridade construir um ambiente de “convivência pacífica” entre os nomes do mesmo espectro político.

    “De maneira alguma nós iremos cair na tese da cizânia, da separação”, declarou.

    Segundo o ex-governador de Goiás, o principal objetivo neste momento é garantir que as candidaturas da centro-direita cheguem fortalecidas ao segundo turno, sem conflitos internos que enfraqueçam o grupo.

    Caiado descreveu o encontro com Zema como um movimento estratégico de coordenação política, mais voltado à união do campo conservador do que à definição imediata de uma chapa presidencial.

    “Cada um de nós tem a sua parcela e vai trabalhando. Eu acredito muito na força dos debates”, afirmou.

    O pré-candidato do PSD também disse acreditar que os debates eleitorais serão decisivos para apresentar ao eleitorado temas como segurança pública, combate à corrupção e reformas estruturais.

    Ele reconheceu ainda que enfrenta desafios em relação ao nível de conhecimento do público sobre sua trajetória política.

    “Hoje, uma parte significativa da população ainda não me conhece”, afirmou.

    As declarações reforçam o discurso adotado por Caiado desde a reunião com Zema em São Paulo. Nos bastidores, aliados avaliam que uma definição mais concreta sobre eventual união só deve ocorrer perto do prazo final para o registro das candidaturas, em agosto.

    Ao ser questionado sobre o papel da família Bolsonaro no cenário eleitoral e sobre a necessidade de “estatura moral” para liderar uma candidatura presidencial, Caiado afirmou que responde apenas pela própria trajetória.

    “Estou respondendo pelos meus atos, pelos meus 40 anos de vida pública. Nunca fui envolvido em denúncia de corrupção, de negociata, de rachadinhas”, declarou.

    A fala faz referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cuja pré-candidatura enfrenta desgaste após novas repercussões envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Apesar disso, Caiado adotou cautela ao falar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e reconheceu a força política do aliado.

    “Goste ou não, ele é um homem que vai para a rua e tem prestígio”, disse.

    O presidenciável também defendeu que divergências internas não provoquem rupturas no campo conservador.

    “Se cada um tem um problema, ele que se explique. Isso não pode gerar discórdia ou dispersão entre as nossas bases”, afirmou.

    Segundo Caiado, a prioridade da centro-direita neste momento é evitar o “esgarçamento” político e impedir que “esse tecido da centro-direita se rompa”.

    Romeu Zema, por sua vez, sofreu críticas de bolsonaristas nas últimas semanas após classificar como “imperdoável” a ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.

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  • Flávio insiste que Trump trate CV e PCC como terroristas para tentar emparedar Lula na eleição

    Flávio insiste que Trump trate CV e PCC como terroristas para tentar emparedar Lula na eleição

    Aliados de Flávio Bolsonaro querem que EUA classifiquem PCC e CV como organizações terroristas para ampliar pressão sobre Lula na pauta da segurança pública. Governo brasileiro teme impactos diplomáticos, econômicos e jurídicos da medida

    (CBS NEWS) – Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pressionam o governo dos Estados Unidos para que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) sejam classificados como organizações terroristas. A estratégia, segundo interlocutores do parlamentar, é aumentar a pressão sobre o governo Lula (PT) no debate sobre segurança pública durante a campanha eleitoral.

    Como o governo brasileiro é contrário à equiparação das facções criminosas a grupos terroristas internacionais, bolsonaristas avaliam que a discussão colocaria aliados de Lula em posição defensiva, permitindo explorar politicamente o tema como uma suposta “proteção a criminosos”.

    A ofensiva foi liderada por Flávio Bolsonaro durante uma série de reuniões em Washington nesta semana. Segundo pessoas próximas ao senador, ele levou o pedido diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro realizado na Casa Branca na terça-feira (26). O assunto também foi tratado em conversas com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance nesta quarta-feira (27).

    De acordo com interlocutores do senador, Trump afirmou que analisará a proposta, sem indicar se pretende ou não atender ao pedido.

    Em nota divulgada pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, que acompanha a agenda de Flávio nos EUA, o senador reforçou a Rubio o pedido apresentado a Trump no dia anterior. Segundo ele, o secretário de Estado demonstrou preocupação com a situação brasileira e receptividade à proposta.

    No Palácio do Planalto, a avaliação é de que uma eventual classificação do PCC e do CV como organizações terroristas poderia expor empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional a medidas unilaterais dos Estados Unidos. Integrantes do governo também afirmam que a medida abriria brechas para possíveis intervenções americanas em território brasileiro.

    Aliados de Flávio acreditam que a pauta da segurança pública favorece o senador e expõe uma fragilidade do governo Lula. Por isso, consideram que a aproximação com Trump pode render dividendos políticos importantes, principalmente entre o eleitorado bolsonarista.

    A reunião com o presidente americano também ajudou Flávio a mudar o foco da repercussão negativa envolvendo sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Após o encontro na Casa Branca, o senador afirmou que procurou mostrar a Trump uma postura oposta à de Lula.

    “Enquanto Lula vai de joelhos rastejando para implorar ao presidente Trump que não declare organizações criminosas como terroristas, eu faço o contrário”, disse Flávio a jornalistas.

    Questionado sobre o risco de interferência americana no Brasil, o senador negou qualquer ameaça e voltou a criticar o governo petista.

    “Não tem absolutamente nada de ameaça ao Brasil. Vários outros países fizeram isso”, afirmou.

    Do lado do governo, a estratégia agora é usar o encontro entre Trump e Flávio para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional. Petistas também pretendem comparar a recepção dada a Lula durante visita oficial aos Estados Unidos com o tratamento recebido por integrantes da família Bolsonaro nesta semana.

    Segundo auxiliares do Planalto, a ideia é destacar que Lula foi recebido com cerimônia oficial, incluindo tapete vermelho e declarações positivas de Trump, enquanto Flávio e Eduardo Bolsonaro tiveram uma recepção considerada mais fria.

    Durante a reunião com o senador, Trump chegou a elogiar Lula, citando o “dinamismo” do presidente brasileiro, segundo relato confirmado por Paulo Figueiredo.

     

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  • Recusa de Pacheco faz Lula considerar ex-prefeita de Contagem para o Governo de Minas

    Recusa de Pacheco faz Lula considerar ex-prefeita de Contagem para o Governo de Minas

    Após Rodrigo Pacheco descartar disputa pelo Governo de Minas, Lula passou a considerar a ex-prefeita Marília Campos como alternativa do PT para 2026. Partido também avalia outros nomes para garantir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país

    (CBS NEWS) – Após a recusa definitiva do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em disputar o Governo de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a considerar o nome da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) como possível candidata ao Palácio Tiradentes em 2026.

    Até então, Lula defendia que Marília disputasse uma vaga no Senado e vinha desestimulando integrantes do PT que sugeriam o nome dela para o governo estadual. A própria petista já avisou ao partido que prefere concorrer ao Senado.

    Nos bastidores, porém, a negativa de Pacheco e a dificuldade de consolidar outros palanques competitivos em Minas fizeram o presidente reavaliar o cenário. Aliados de Lula não descartam uma tentativa de convencimento caso o PT decida apostar em uma candidatura própria no estado.

    A movimentação é vista com cautela por pessoas próximas à ex-prefeita. Segundo interlocutores, Marília já estruturou sua pré-candidatura ao Senado e reafirmou recentemente que não pretende disputar o governo mineiro.

    Lula, no entanto, tem demonstrado preocupação em resolver rapidamente o cenário eleitoral em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

    Na segunda-feira (25), a pedido do presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se reuniu com Rodrigo Pacheco. Durante a conversa, que durou cerca de duas horas, o senador voltou a afirmar que não pretende entrar na disputa pelo governo estadual. O recado já foi transmitido diretamente a Lula.

    Dentro do PT mineiro, dirigentes avaliam que a insistência do presidente em uma candidatura de Pacheco acabou travando as articulações políticas nos últimos meses, apesar dos sinais reiterados de recusa por parte do senador.

    Nos bastidores, integrantes do partido pediram ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, que a legenda encerre de vez as tentativas de convencer Pacheco e avance na construção de uma alternativa própria.

    Uma ala da sigla entende que, diante da necessidade de garantir um palanque forte para Lula em Minas, o ideal seria investir em um nome petista em vez de apoiar um aliado do PSB.

    Enquanto isso, o PSB também trabalha com outras possibilidades. Um dos nomes cogitados é o do empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar e recém-filiado ao partido. Outra alternativa seria o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, aliado político de Pacheco.

    No PT, parte da direção também passou a defender o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, chegou a ser procurado para tentar construir um acordo que aproximasse Kalil da candidatura de Lula em Minas.

    As conversas, porém, não avançaram. Integrantes da cúpula petista consideraram ruim um encontro recente com Kalil, que tem afirmado que não pretende abrir seu palanque para presidenciáveis.

    Nesta terça-feira (27), começou a circular entre integrantes do PT um áudio em que Kalil afirma que apenas apoiará quem desejar em seu palanque e que não aceitará imposições políticas.

    Mesmo assim, dirigentes petistas acreditam que a polarização nacional pode acabar levando o ex-prefeito a apoiar Lula publicamente.

    Do lado da direita, o cenário também segue indefinido. O PL trabalha para construir uma aliança com o senador Cleitinho, do Republicanos, cotado para disputar o governo mineiro com apoio do partido de Flávio Bolsonaro. O parlamentar afirmou que deve decidir sobre a candidatura até o próximo mês.

     

    Recusa de Pacheco faz Lula considerar ex-prefeita de Contagem para o Governo de Minas

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  • Eduardo tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar 'máximo' de recursos aos EUA

    Eduardo tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar 'máximo' de recursos aos EUA

    Mensagens divulgadas pelo Intercept mostram Eduardo Bolsonaro orientando envio de recursos aos EUA para o filme Dark Horse; PF investiga repasses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e possível uso de fundo no Texas para custear permanência do ex-deputado no país

    O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discutiu o financiamento do filme Dark Horse com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias. Segundo mensagens divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo site Intercept Brasil, Eduardo orientou sobre formas de facilitar o envio de dinheiro aos Estados Unidos para a produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira enviar aos EUA sem aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático. Vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isso demoraria cerca de seis meses, calculamos”, escreveu Eduardo em mensagem enviada a Miranda, segundo o site.

    “Meu receio é que você seja solícito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual etc. Será que conseguimos?”, acrescentou.

    Eduardo também afirmou que o corretor de imóveis Altieris Santana estava à disposição para se reunir “com quem quer que seja”. Santana é um dos controladores do Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, ao lado do advogado Paulo Calixto, apontado como ligado ao ex-deputado.

    Parte dos R$ 134 milhões negociados para o filme entre a família Bolsonaro e Vorcaro foi transferida para esse fundo pela Entre Investimentos e Participações, empresa que atuava em parceria com negócios ligados ao dono do Banco Master.

    O Intercept Brasil procurou Altieris Santana, Paulo Calixto, Thiago Miranda e a defesa de Daniel Vorcaro, mas não obteve resposta.

    Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, quando foi ao país para buscar apoio do governo de Donald Trump contra o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Jair Bolsonaro foi condenado pela Corte a 27 anos e três meses de prisão.

    Segundo a reportagem, Eduardo mora em uma casa em Southlake, no Texas. O imóvel foi visitado por um repórter do Intercept, que foi recebido por Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-deputado. Ela afirmou que o marido não estava no local e que a família não concederia entrevista.

    Na semana passada, Eduardo publicou um vídeo dizendo ter comunicado à polícia a presença de um homem rondando sua residência.

    Ainda de acordo com o site, o imóvel esteve anunciado para aluguel até fevereiro de 2025 por cerca de R$ 30 mil mensais. A casa pertence ao Bunce Family Trust, fundo privado registrado em nome de Christopher Bunce e Natalie Bunce desde 2019.

    PF investiga repasses ligados a Vorcaro

    Como mostrou o Estadão, a Polícia Federal investiga negociações entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que teria pedido recursos ao banqueiro para financiar o filme.

    Uma das linhas de investigação apura se parte do dinheiro foi desviada para o fundo sediado no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro e usada para custear sua permanência nos Estados Unidos, após o STF bloquear contas e dificultar o recebimento de recursos no exterior.

    Eduardo também admitiu ter figurado como produtor-executivo em uma versão anterior do contrato com a produtora responsável por Dark Horse. Segundo ele, deixou a função após se mudar para os EUA, limitando-se a ceder os direitos autorais relacionados à sua participação no longa.

    Eduardo tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar 'máximo' de recursos aos EUA

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  • Justiça Eleitoral oficializa cancelamento de filiação de Aldo Rebelo ao DC

    Justiça Eleitoral oficializa cancelamento de filiação de Aldo Rebelo ao DC

    Aldo Rebelo, que segue se apresentando como pré-candidato à Presidência pelo DC, afirmou que já apresentou recurso

    A Justiça Eleitoral de São Paulo acatou na segunda-feira, 25, o pedido de oficialização do cancelamento de filiação do ex-ministro Aldo Rebelo à sigla Democracia Cristã (DC). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra Rebelo como não filiado a partido político.

    O juiz eleitoral Tiago Machado determinou que a desfiliação fosse anotada com data retroativa à última sexta-feira, 22, data da deliberação da agremiação.

    Ao Estadão, Aldo Rebelo, que segue se apresentando como pré-candidato à Presidência pelo DC, afirmou que já apresentou recurso. “O que houve foi uma homologação de uma desfiliação, e isso será judicializado, como o processo de expulsão se vier a ser aberto, que não foi”, comentou.

    “Todas as artimanhas para retirar ou impedir a minha candidatura serão derrubadas na Justiça, não há dúvida. Porque todas as tentativas estão eivadas de ilegalidades e irregularidades. Expulsão precisa de um processo longo, demorado”, afirmou Rebelo.

    Na semana passada, direção nacional do DC autorizou a abertura de procedimento disciplinar pela expulsão sumária do ex-ministro, que era o pré-candidato da legenda à Presidência da República. A medida resultou na comunicação da desfiliação de Rebelo à Justiça Eleitoral.

    Depois do lançamento da pré-candidatura de Aldo Rebelo, o presidente do partido, João Caldas, anunciou que a sigla pretende lançar o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa à Presidência.

    Segundo Rebelo, Caldas decidiu pela troca por estar “atormentado” com a possibilidade de o caso Master atingir sua família em Alagoas. Para ele, um ex-ministro do STF poderia ajudar a blindar investigações contra o presidente do DC. A reunião do diretório nacional pela expulsão do ex-ministro se deu após essas falas.

    À Coluna do Estadão, ele afirmou que a escolha do pré-candidato “não é uma escolha pessoal do presidente do partido, é uma escolha coletiva na convenção”. “Como você convida alguém para um compromisso e depois desmancha sem avisar? Não é correto, não é procedimento que se faça”, disse.

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  • Direita tenta derrubar transição de 60 dias para fim da escala 6×1

    Direita tenta derrubar transição de 60 dias para fim da escala 6×1

    O ‘União’, presidido por Antônio Rueda, é um dos partidos que tentam derrubar a transição. Parlamentares de direita e extrema-direta fizeram proposta para uma transição com nova escala de trabalho para somente em 10 anos

    Os partidos do chamado centrão, que reúne coligações da direita tradicional, tentam derrubar a transição de 60 dias para iniciar a implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no Brasil e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Um outro destaque para limitar a extensão do fim da escala 6×1 foi retirado após acordo.

    A sessão da Comissão Especial que trata do assunto na Câmara dos Deputados começou na manhã desta quarta-feira (27). Os parlamentares debatem ainda quatro destaques que tentam mudar o texto do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

    O bloco partidário que reúne União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos apresentou quatro destaques, mas aceitou retirar um deles após acordo para que todos possam falar durante a sessão. Há mais de 30 deputados inscritos.Dois destaques apresentados pelo centrão preveem a exclusão da regra de transição proposta pelo relator, que estabelece a entrada em vigor do fim da escala 6×1, assim como a redução da jornada de 44 para 42 horas, em 60 dias após a promulgação da proposta.

    A redução para as 40 horas está prevista para ocorrer 14 meses após a publicação do texto no Diário Oficial. O pedido de supressão da regra de transição ocorre após o relator Leo Prates não acolher as emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares do centrão e da oposição que pretendiam estabelecer uma regra de transição de 10 anos a partir da promulgação da Emenda Constitucional.

    Destaque retirado

    Um dos destaques apresentados pelo centrão foi retirado, no início da sessão, após acordo com o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP).

    O destaque pedia a exclusão dos dois dias de repouso obrigatório por semana para os casos em que, por Lei, sejam estabelecidos regimes de trabalho diferenciados. Se esse destaque fosse aprovado, o fim da escala 6×1 poderia ser limitado por lei posterior que tratasse de categorias específicas.

    Transição 

    Um outro destaque, apresentado pelo Psol e pela Rede, pede a exclusão do artigo que impõe uma regra de transição maior – de um ano em vez de 60 dias – para o fim da escala 6×1 dos terceirizados vinculados à administração pública.

    Na mesa da Comissão, havia ainda dois pedidos de retirada da PEC da pauta e dois pedidos para adiar a votação, todos apresentados pelo deputado Gilson Marques (Novo-SC), que acabou retirando os pedidos de adiamento de votação, após acordo para que todos tenham direito de falar na sessão.

    Com amplo apoio popular, a PEC é apoiada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e criticada pela oposição. Na última sessão, a votação foi adiada por pedido de vista apresentado pelo deputado Maurício Macron (PL-RS).

    Entenda 

    O texto da PEC prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. 

    Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

    Após os primeiros 60 dias, a jornada será reduzida para 42 horas semanais, chegando a 40 horas 14 meses após promulgação da Emenda Constitucional.

    O relator ainda modifica o Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

    A PEC também permite que o trabalhador faça a escala 6×1, desde que o segundo dia de folga obrigatória por semana seja compensado dentro do mesmo mês.

    A legislação traz ainda restrições para trabalhadores que recebem salário igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,87 em valores atuais). Os empregados que recebem esse valor ou mais ficariam dispensados de cumprir a jornada prevista na proposta.

    A PEC prevê uma regra de transição maior para os terceirizados da Administração Pública. Nesse caso, as empresas teriam 12 meses para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho.

    Direita tenta derrubar transição de 60 dias para fim da escala 6×1

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  • Fux acompanha Cármen Lúcia e vota contra redução de inelegibilidade na Lei da Ficha Limpa

    Fux acompanha Cármen Lúcia e vota contra redução de inelegibilidade na Lei da Ficha Limpa

    Ação pode derrubar mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo; julgamento no plenário virtual da Corte vai até o dia 29 de maio

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux votou nesta terça-feira, 26, para acompanhar a relatora Cármen Lúcia em julgamento que pode derrubar mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo.

    O julgamento no plenário virtual da Corte vai até o dia 29 de maio. Com dois votos para declarar inconstitucionais trechos da lei que diminuem o tempo de inelegibilidade de candidatos, ainda faltam se manifestar oito magistrados.

    A norma aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado antecipa o início da contagem do prazo de inelegibilidade. O período se inicia a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena, o que diminui o tempo que o condenado é impedido de se candidatar.

    Também foram aprovadas mudanças que diminuem as causas de inelegibilidade – por exemplo, no caso de improbidade. As alterações foram contestadas na Corte em ação do advogado e ex-juiz Márlon Reis, considerado o “pai” da Ficha Limpa, por meio do partido Rede Sustentabilidade.

    Na terça-feira, o Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) divulgou nota em que pede que os demais ministros do Supremo sigam o entendimento de Cármen Lúcia.

    “É notório que do ponto de vista do interesse público é relevante manter condenados afastados da vida pública por períodos significativos, não se justificando sob a ótica da sociedade esta aceleração açodada pelo retorno à vida política desses políticos condenados pela Justiça”, diz o comunicado.

    O que está em jogo

    O julgamento influencia diretamente nas eleições de 2026, já que vai definir o alcance e a amplitude da lei que elimina do processo eleitoral candidatos condenados. Caso a mudança sancionada se mantenha, políticos como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e José Roberto Arruda podem ter as candidaturas beneficiadas.

    No seu voto, a relatora Cármen Lúcia defendeu que as mudanças esvaziam a legislação sobre o tema e representam um retrocesso.

    Para a ministra, a alteração do prazo “esvazia a proteção constitucional à probidade administrativa e à moralidade”, “desguarnecendo o eleitor da salvaguarda da lisura das candidaturas apresentadas”. Cármen Lúcia sustenta ainda que a nova norma “importaria em impunidade ou anistia”, prejudicando o processo eleitoral.

    Segundo a relatora, o “Supremo Tribunal atua no sentido de afastar por antijurídicos quaisquer comportamentos e atos que impeçam, dificultem ou embacem a probidade administrativa e a moralidade pública inerente ao regime republicano”.

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  • Oposição critica PEC do fim da escala 6×1 durante votação na Comissão

    Oposição critica PEC do fim da escala 6×1 durante votação na Comissão

    Comissão na Câmara deve votar proposta nesta quarta-feira (27); Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu que a jornada de trabalho deveria ser definida pelos patrões com os trabalhadores

    Parlamentares da oposição criticaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no Brasil e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. A sessão da Comissão da Câmara pode votar a PEC ocorre nesta quarta-feira (27).

    A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu que a jornada de trabalho deveria ser definida pela negociação entre patrões e trabalhadores, e não por Emenda Constitucional.

    “É óbvio que estamos preocupados com a qualidade de vida do trabalhador, mas é óbvio que estamos preocupados também se o custo que vai aumentar na mão de obra não vai recair sobre aquele povo já tão sofrido que reclama que o dinheiro dele não dá para nada”, comentou a parlamentar. 

    Estudos divergem sobre os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho na inflação e no Produto Interno Bruto (PIB), a depender das premissas usadas pelos pesquisadores. Em países da Europa, a redução das jornadas não reduziu o PIB, nem teve efeitos negativos sobre os salários ou nível de emprego.

    O deputado Gilson Marques (Novo-SC), que apresentou pedido para adiar a votação, reconheceu que a escala 6×1 é exaustiva, mas argumentou que a mudança “na marra” prejudicaria os trabalhadores.  

    “Tentar acabar com isto na marra, na força da lei, pode piorar ainda mais para quem trabalha. Sabem o que sufoca realmente o cidadão? É o Estado. Este é o verdadeiro problema”, afirmou.

    Para Marques, a redução para escala 5×2 prejudica “o pequeno empreendedor, o consumidor e o próprio trabalhador”.

    Ao mesmo tempo em que criticava o fim da 6×1, a deputada do PL Júlia Zanatta repetiu fala do líder do Partido Liberal (PL), deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que anunciou que o partido apresentaria destaque no Plenário da Câmara para reduzir a escala para 4×3. “Vamos ver como que vão se posicionar”, provocou Zanatta.

    Manobra da oposição

    Como o PL foi contrário à redução da jornada de trabalho durante a tramitação da proposta, a fala do líder do partido representa uma suposta mudança de posição da legenda diante da expectativa de que a PEC será aprovada na Câmara.

    A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de uma das PEC que estabelece o fim da escala 6×1, afirmou que o discurso do principal partido da oposição é uma “manobra” para evitar o fim da escala 6×1.  

    “Para tentar prejudicar o processo de votação, desenterram isso para enganar o trabalhador brasileiro porque sabem que, daqui para amanhã, nós não temos condições de refazer aquilo que já está acordado”, disse a parlamentar.

    O fim da escala 6×1 para a 5×2 e a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas foi um acordo costurado pelo governo e lideranças da Câmara dos Deputados. 

    Ao mesmo tempo, Erika defendeu que, no futuro, seja votado a redução da jornada para 36 horas com escala de 4×3, rebatendo a oposição.

    “Propuseram 10 anos de transição, falaram em 52 horas semanais e, da noite para o dia, porque viram que a coisa também estava ficando puxada para o lado de lá — por que como é que vão explicar para o trabalhador que são contra um tempo de dignidade?”, completou.

    A escala 4×3 é adotada, de forma espontânea, por algumas empresas. Estudo em Portugal revelou que maioria das companhias que adotaram escala reduzida por conta própria pretendem manter a mudança.

    O deputado Carlos Zarratini (PT-SP) defendeu que a PEC não proíbe jornadas maiores de 40 horas, bastando que os empregadores paguem horas-extras. Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) defendeu que a mudança favorece as famílias brasileiras.

    “É, sobretudo, uma conquista das famílias brasileiras, que terão, obviamente, mais saúde física e mental, mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, mais qualidade de vida, redução do estresse, menor exaustão, mais produtividade no trabalho, mais qualificação profissional, mais tempo para estudar, para a vida comunitária e para viver”, justificou.

    Se aprovada a mudança, o Brasil se une a outros países latino-americanos que reduziram a jornada de trabalho nos últimos anos, como Colômbia, Chile e México. 

    Entenda a PEC do fim da 6×1

    O texto em discussão na Comissão Especial prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial. Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

    Após prazo de 60 dias, a jornada será reduzida para 42 horas semanais, chegando a 40 horas 14 meses após promulgação da Emenda Constitucional.

    Contudo, duas emendas apresentadas por partidos do centrão, grupo que reúne partidos da direita tradicional, busca derrubar a regra de transição proposta pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA) após ele não acolher sugestão de criar uma regra de transição de 10 anos. 

    O relator ainda modifica Artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

    O parecer da PEC permite que o trabalhador faça a escala 6×1, desde que o segundo dia de folga obrigatória por semana seja compensada dentro do mesmo mês.

    A legislação ainda traz restrições para trabalhadores que recebem salário igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS, ou seja, R$ 21.188,87 nos valores atuais. Os empregados com recebem esse valor, ou mais, ficariam dispensados de cumprir a jornada prevista na proposta.

    A PEC ainda prevê uma regra de transição maior para os terceirizados da Administração Pública. Nesse caso, as empresas teriam 12 meses para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho.

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