Categoria: POLÍTICA

  • Vorcaro chama Bolsonaro de idiota e reclama de post feito por ex-presidente sobre Master

    Vorcaro chama Bolsonaro de idiota e reclama de post feito por ex-presidente sobre Master

    Dono do Master diz que ex-presidente fez post contra o banco por acreditar que era coisa do PT; em conversa de julho de 2024 com a namorada, ex-banqueiro diz que amigos, como Ciro, tentaram remediar

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Daniel Vorcaro, dono do Master, chama Jair Bolsonaro (PL) de idiota e reclama de um post em que o ex-presidente fala de suposta fraude do banco e atribui ao “sistema”, segundo mensagens do seu celular obtidas pela reportagem.

    “O pior de ontem foi o bolsonaro postado. Recebi mais de mil msgs instagram”, disse Vorcaro a sua namorada, a influenciadora Martha Graeff, em 13 de julho de 2024.

    Na ocasião, Bolsonaro publicou uma reportagem do jornal O Globo informando que gerentes da Caixa haviam perdido o emprego após barrarem uma operação considerada arriscada e atípica de R$ 500 milhões. A operação dizia respeito a compras de títulos do Master.

    “Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram DEMITIDOS. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações”, escreveu Bolsonaro.

    “Idiota”, reclamou Vorcaro. “Depois todos os amigos, o próprio ciro [Nogueira] ligou. Mas nao tinha como tirar. Cara é um beócio. Alguém falou que era coisa PT ele postou”, diz.

    “Ahhhhh entendi. Twitter é terra de ninguém”, responde Martha.

    Descrito por Vorcaro como “grande amigo”, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), é aliado de Bolsonaro.

    Procurado pela reportagem, o senador afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, “o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”.

    “Ciro Nogueira volta a destacar que está tranquilo quanto às investigações da Polícia Federal nas denúncias que envolvem o empresário, uma vez que não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”, completou.

    Vorcaro chama Bolsonaro de idiota e reclama de post feito por ex-presidente sobre Master

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  • Deputado aciona PGR contra Campos Neto por suposta omissão na supervisão do Banco Master

    Deputado aciona PGR contra Campos Neto por suposta omissão na supervisão do Banco Master

    Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que havia sinais de fragilidade financeira no Banco Master que teriam sido acompanhados pelo Banco Central ao longo da gestão de Campos Neto (foto) sem que medidas mais duras fossem adotadas

    O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou nesta quarta-feira, 4, uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação criminal contra o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto por suposta omissão na supervisão do Banco Master.

    A representação também solicita o requerimento de documentos internos do Banco Central relacionados à supervisão da instituição financeira, além do depoimento de Campos Neto e de outros servidores envolvidos nas decisões.

    Procurado, Campos Neto não se manifestou até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

    Segundo Lindbergh, havia sinais de fragilidade financeira da instituição que teriam sido acompanhados pelo Banco Central ao longo dos anos sem que medidas mais duras, como intervenção ou direção fiscal, fossem adotadas. O deputado argumenta que a deterioração do banco poderia ter sido mitigada caso providências fossem tomadas antes.

    “Relatos indicam que sinais de fragilidade, especialmente relacionados à liquidez e à qualidade de ativos, já eram detectáveis ao longo dos anos que antecederam a liquidação. Esses sinais, ao que se noticia, teriam sido objeto de relatórios internos e alertas técnicos, circunstância que exige investigação detalhada quanto ao tratamento dado a essas informações”, sustenta o deputado.

    Na petição, o parlamentar ainda cita uma reportagem do Estadão de abril do ano passado para argumentar que uma norma editada pelo BC em outubro de 2023, ainda sob a gestão Campos Neto, abriu uma brecha para que o Banco Master e outras instituições financeiras não fossem obrigadas a contabilizar o risco de carregar precatórios e direitos creditórios em seu balanço.

    Com isso, o Master, que tem forte participação desses papéis entre os seus ativos, pôde continuar operando sem a necessidade de receber mais aportes por parte dos sócios ou ser obrigado a vender ativos.

    “Tecnicamente, a norma do BC editada à época da presidência do ora representado, alterou os chamados ‘fatores de ponderação de risco’ (FPR) uma classificação que aumenta o risco de determinados ativos no balanço das instituições financeiras”, escreveu o petista.

    Campos Neto sabia dos problemas do Master, mas evitou intervir

    Como mostrou o Estadão, Campos Neto tinha conhecimento dos graves problemas de liquidez enfrentados pelo Banco Master durante sua gestão à frente da autoridade monetária, mas evitou adotar medidas mais extremas contra a instituição.

    O crescimento da instituição financeira de Daniel Vorcaro ocorreu entre 2019 e 2024, durante a gestão de Campos Neto. Em 7 de novembro de 2024, como revelou o Estadão, o Banco Master enviou comunicação ao Banco Central comprometendo-se a adotar medidas para melhorar recompor a saúde financeira da instituição até maio de 2025.

    A manifestação foi uma resposta a um ultimato da autoridade monetária um ano antes de o banco ser liquidado pelo atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025.

    Deputado aciona PGR contra Campos Neto por suposta omissão na supervisão do Banco Master

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  • Decisão de Dino mobiliza Lulinha contra quebra de sigilo, e CPI vê afronta a Congresso

    Decisão de Dino mobiliza Lulinha contra quebra de sigilo, e CPI vê afronta a Congresso

    Flávio Dino derrubou, em caráter liminar (provisório), medida que havia sido aprovada pela CPI mista do INSS contra a empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de pessoa próxima de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino de suspender a quebra do sigilo bancário e fiscal de uma amiga de Lulinha levou a defesa do filho do presidente Lula (PT) a buscar a extensão do mesmo benefício e provocou novas críticas no Congresso Nacional de interferência do Judiciário em prerrogativas do Legislativo.

    Dino derrubou nesta quarta (4), em caráter liminar (provisório), a medida que havia sido aprovada pela CPI mista do INSS contra a empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de pessoa próxima de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Horas depois, a defesa do próprio filho do presidente aproveitou a decisão para também buscar suspender a quebra dos sigilos dele.

    A cúpula da CPI do INSS reagiu à ordem de Dino, disse haver “afronta ao Parlamento” e anunciou a intenção de recorrer.

    “É um absurdo o que está sendo colocado aqui. Como que não houve debate para a aprovação [das quebras]? O Congresso vota em bloco as decisões. Portanto, é no mínimo estranha essa posição do ministro Flávio Dino, mas nós vamos respeitar porque decisão do STF deve ser cumprida”, disse o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    Ele também criticou o modelo de tomada de decisões monocráticas (apenas por um ministro) no STF. Viana ressaltou que já tem um projeto aprovado no Senado e que está parado na Câmara sobre o tema.

    O relator da CPI, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse que a decisão de Dino é um “péssimo exemplo para a democracia”.

    “Estamos avançando muito em busca da verdade e não vamos admitir a interferência de um poder na Casa. Não é possível que uma votação legítima reconhecida pelo presidente Davi Alcolumbre seja desmerecida em uma decisão de um ministro do STF.”

    Na semana passada, o ministro do STF Gilmar Mendes já havia suspendido outra quebra de sigilo aprovada no Congresso -no caso, de uma empresa ligada ao ministro Dias Toffoli, então decidida pela CPI do Crime Organizado e relacionada ao caso do Banco Master.

    Em sua decisão, Dino afirma que a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez, em votação “em globo”, sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida -entre elas quebras de sigilo, convocações e pedidos ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

    Segundo o ministro, “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado” e, embora a CPI tenha poderes equivalentes aos de autoridades judiciais, também deve cumprir os deveres das autoridades judiciais.

    A medida suspende imediatamente os efeitos da decisão da CPI e impede o compartilhamento dos dados, caso eles já tenham sido enviados ao Senado ou a outros órgãos.

    No pedido de extensão enviado a Dino, a defesa de Lulinha argumentou que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal.

    “Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis a Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, diz Guilherme Suguimori, advogado de Lulinha.

    O defensor afirma, ainda, por meio de nota, que colaborar com a investigação não significa aceitar medidas ilegais do ambiente político, marcado por exposição midiática e em período pré-eleitoral.

    “Fábio seguirá colaborando proativamente com a investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive fornecendo de forma voluntária os documentos bancários e fiscais nos autos do procedimento adequado, sob a tutela do Judiciário e a garantia do devido processo legal.”

    Inicialmente, a avaliação entre advogados era a de que a decisão do ministro, por entender que havia ilegalidade na quebra de sigilo de uma envolvida pelo modo como a sessão da CPI ocorreu, poderia levar à suspensão de todos os requerimentos ao mesmo tempo.

    Até o final da tarde, ao menos cinco pedidos já haviam sido apresentados depois da decisão de Dino. De acordo com três deles, como o primeiro pedido questionava o ato da CPI e a decisão de Dino fala em suspender “o ato impugnado”, o entendimento era de que todo o bloco de requerimentos havia sido suspenso.

    Segundo a liminar do ministro do STF, a CPI poderá refazer a análise dos pedidos, desde que apresente “motivação concreta”, debate e votação individualizada. Dino enviou a decisão para referendo do plenário do STF e notificou a cúpula da CPI, além do Coaf, do Banco Central e da Receita Federal.

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  • Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

    Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

    Foi na gestão de Campos Neto no Banco Central que o Banco Master acabou sendo criado e cresceu em meio a fraudes, durante governo de Jair Bolsonaro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Com a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a estratégia do PT é mirar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para vincular o maior escândalo bancário do país ao governo Jair Bolsonaro (PL) e tentar desgastar também a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Campos Neto é sempre apontado como referência econômica entre os bolsonaristas e um possível nome para comandar um novo Ministério da Economia caso Flávio seja eleito. Atualmente, ele é vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. Também é colunista da Folha de S.Paulo.

    Foi na gestão dele no BC que o Banco Master acabou sendo criado e cresceu em meio a fraudes. O ex-presidente do BC tem se defendido dizendo que a autoridade monetária não ficou inerte e fez alertas ao banco de Vorcaro para que ajustasse suas condutas às regras vigentes.

    Campos Neto foi procurado nesta quarta (4) por meio de sua assessoria, mas não houve resposta.

    A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, que cumpriu a função entre 2019 e 2023, na gestão Campos Neto.

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou, ao autorizar os mandados, que Souza atuou como uma “espécie de empregado/consultor” de Vorcaro.

    De acordo com o ministro, há indícios de que o ex-diretor intermediava ou auxiliava o Banco Master em operações societárias e financeiras, chegando a indicar potenciais interessados na compra de uma instituição financeira vinculada ao grupo de Daniel Vorcaro. Ele também teria atuado como interlocutor informal entre o banqueiro e agentes do mercado.

    Outro servidor do BC alvo da operação desta terça é Belline Santana, que também foi acusado pela PF de atuar para Vorcaro dentro da autoridade monetária. Ele chegou a emitir opinião sobre um ofício que o Banco Master enviaria ao departamento até então chefiado por Belline, e manteve contato telefônico com Vorcaro em diversas ocasiões.

    Ambos foram afastados da função pública por determinação do STF e deverão usar tornozeleira eletrônica.

    A ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann, afirmou nas redes sociais que o ex-diretor é acusado de receber dinheiro para não fiscalizar o Master. “Por que será que Campos Neto não agiu contra as fraudes de Vorcaro enquanto era presidente do BC?”, questionou.

    Ela também criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que usou um jatinho de uma empresa de Vorcaro na campanha eleitoral de 2022, para pedir votos para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    “Essa ‘Turma’ dos amigos de Nikolas espionava autoridades, invadia bancos de dados do Ministério Público e da Polícia Federal, organizava ataques a desafetos de Vorcaro e até contra jornalistas. E a Turma da extrema direita, de Bolsonaro e Nikolas, ainda quer jogar esse escândalo no colo dos outros”, diz.

    O parlamentar tem alegado que não conhece Vorcaro, que o avião pertencia a uma empresa de táxi aéreo e que o banqueiro ainda não estava envolvido em irregularidades públicas na época. Nas redes, ele tem feito postagens sugerindo que Vorcaro faça uma delação premiada.

    Ex-líder do PT na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (RJ) apresentou notícia-crime à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo que Campos Neto seja investigado por suposta omissão dolosa na fiscalização bancária.

    “O que falta para PF e PGR investigarem também o papel do Roberto Campos Neto na fraude do Banco Master?”, perguntou o petista, nas redes sociais.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o caso Master provocou abalos no mundo político tanto à direita quanto à esquerda.

    Um dos políticos mais próximos de Vorcaro era o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), aliado de Bolsonaro.

    O ex-ministro petista Guido Mantega (Fazenda) foi consultor do Master e, no ano passado, Lula foi informado sobre a relação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com um sócio do Master, mas recebeu a avaliação de que não haveria riscos de envolvimento no esquema.

    Master: PT relembra que fraudes aconteceu na gestão de Campos Neto no BC

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  • Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, apresentou nesta quarta-feira (4) um pedido de extensão da decisão de Flávio Dino de suspender a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger.

    O pedido argumenta que os requerimentos na CPI do INSS foram todos aprovados em conjunto, o que seria ilegal. Ainda, cita o que o próprio relator afirmou na decisão pela manhã de que as quebras de sigilos foram definidas no atacado na comissão parlamentar.

    “Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis à Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, diz Guilherme Suguimori, advogado de Lulinha.

    Mais cedo, Dino suspendeu a medida que tinha sido aprovada pela CPI mista do INSS.

    A decisão liminar afirma que a comissão aprovou 87 requerimentos de uma só vez, em votação “em globo”, sem apresentar fundamentação individualizada para cada medida -entre elas quebras de sigilo, convocações e pedidos ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Segundo o ministro, “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

    Inicialmente, a avaliação entre advogados era a de que a decisão do ministro, por entender que havia ilegalidade na quebra de sigilo de uma envolvida pelo modo como a sessão da CPI ocorreu, todos os requerimentos deveriam ter sido suspensos ao mesmo tempo.

    Defesa de Lulinha pede que Dino barre quebra de sigilo em CPI também

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  • 'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

    'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

    Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII, mas, segundo a PF, teria cometido suicídio na prisão, com morte encefálica confirmada na unidade de saúde.

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta quarta-feira (4), após ser encontrado desacordado na cela onde estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele foi socorrido e levado ao Hospital João XXIII, mas, segundo a PF, teria cometido suicídio na prisão, com morte encefálica confirmada na unidade de saúde. A corporação informou que agentes iniciaram manobras de reanimação e acionaram o Samu antes do encaminhamento ao hospital.

    Mourão havia sido preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Na mesma ação foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos. A PF abrirá investigação interna para esclarecer as circunstâncias da morte, e imagens que registram a dinâmica do ocorrido serão enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

    As apurações indicam que Mourão exercia papel central no grupo, executando ordens que incluíam monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados sigilosos e práticas de intimidação física e moral. Conversas obtidas pela investigação mostram Vorcaro determinando que ele levantasse informações sobre funcionários e terceiros, além de sugerir ações intimidatórias. Em um dos trechos, é mencionada a estratégia de pressionar um chefe de cozinha para intimidar outro funcionário.

    Há também diálogos em que Vorcaro relata estar sendo ameaçado por uma empregada e solicita a Mourão que obtenha endereço e dados pessoais dela. Outro ponto da investigação envolve o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Após reportagens consideradas negativas, surgem mensagens sobre monitoramento e até planejamento de agressão física contra o profissional. Em nota, O Globo repudiou as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista.

    O relatório aponta indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços ilícitos. A defesa de Vorcaro negou as acusações, afirmou que ele sempre colaborou com as autoridades e sustentou que nunca tentou interferir nas investigações.

    'Sicário' de Vorcaro morre e PF diz que ele se suicidou na prisão

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  • Alcolumbre diz que se Lula quer falar com ele, deve procurá-lo

    Alcolumbre diz que se Lula quer falar com ele, deve procurá-lo

    Um encontro entre eles estava previsto para esta semana para destravar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas não ocorreu.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta quarta-feira (4), que o presidente Lula (PT) deve procurá-lo se quiser falar com ele.

    Um encontro entre eles estava previsto para esta semana para destravar a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas não ocorreu.

    “A gente espera ser chamado por todas as pessoas que a gente tem respeito e consideração. E, naturalmente, da mesma maneira que quando eu desejei, em outras oportunidades, conversar pessoalmente com o presidente da República, eu procurei ele. E é legítimo, inclusive, que se ele desejar falar comigo, ele deve me procurar para a gente poder continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia”, disse Alcolumbre a jornalistas.

    O presidente do Senado havia sido questionado sobre uma agenda com Lula. A respeito de Messias, Alcolumbre respondeu que o governo ainda não enviou a mensagem com a indicação, primeiro passo para que a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) seja marcada.

    Messias foi anunciado o escolhido de Lula para vaga no STF em 20 de novembro, mas até agora ainda não passou por sabatina de senadores.

    Na terça-feira (3), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o encontro entre Lula e Alcolumbre aconteceria em breve.

    Alcolumbre diz que se Lula quer falar com ele, deve procurá-lo

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  • Vorcaro planejou agredir o jornalista Lauro Jardim, diz ministro

    Vorcaro planejou agredir o jornalista Lauro Jardim, diz ministro

    Em troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria solicitado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo e da rádio CBN, fosse agredido em um assalto forjado.

    O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta quarta-feira, 4, na terceira fase da Operação Compliance Zero, é suspeito de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos da instituição financeira.

    A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. (leia a íntegra abaixo)

    Em troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro teria solicitado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo e da rádio CBN, fosse agredido em um assalto forjado.

    “Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? Hrs hein. Lanço uma nova sua? Positiva”, enviou Mourão no WhatsApp.

    “Sim”, respondeu o banqueiro.

    “Cara escroto”.

    “Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele”, sugeriu Vorcaro.

    “Vou fazer isto.”

    “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, disse o banqueiro.

    Em seguida, Mourão reage com dois símbolos de sinal positivo à mensagem em que Vorcaro manifesta a intenção de “Quebrar todos os dentes” do jornalista. Na sequência, escreve “Estamos em cima de todos os links negativos vamos derrubar todos e vamos soltar positivas”.

    Ainda em referência à mensagem de Vorcaro “Quero dar um pau nele”, Mourão questiona. “Pode? Vou olhar isso…”. Em resposta, Vorcaro confirma “Sim”.

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi preso preventivamente na manhã desta quarta. O ministro André Mendonça argumentou que a prisão do “longamanus violento” de Daniel Vorcaro ocorre “para garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”.

    Em nota, o jornal O Globo repudiou “veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia”.

    As investigações indicam que Vorcaro “manteve relação contratual com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.

    “Nesse contexto, foram identificadas tratativas relativas à execução dessas atividades e à mobilização de equipes responsáveis pela extração e coleta dos dados de interesse do grupo criminoso”, diz o relatório da Polícia Federal.

    Com a palavra, o jornal ‘O Globo’

    “O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava ‘calar a voz da imprensa’, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público.”

    Com a palavra, a defesa de Daniel Vorcaro

    A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

    A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

    Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.

    Vorcaro planejou agredir o jornalista Lauro Jardim, diz ministro

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  • Relator da CPI do INSS critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

    Relator da CPI do INSS critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

    Ele acredita que essa decisão deverá abrir procedentes que podem levar até mesmo à anulação da quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luchsinger é amiga de Lulinha.

    O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fez críticas nesta quarta-feira, 4, à anulação da quebra de sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

    Ele acredita que essa decisão deverá abrir procedentes que podem levar até mesmo à anulação da quebra de sigilos de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Luchsinger é amiga de Lulinha.

    \”A abrangência da decisão deixa margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos\”, disse o relator.

    Esse é um entendimento também compartilhado pelo presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    Dino concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPMI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

    O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, eles sejam mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

    Na decisão, Dino ressaltou que as CPIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar de forma individualizada medidas que violem dados sigilosos.

    Gaspar afirmou que o ministro do Supremo \”deu um tapa na cara do brasileiro de bem\” e \”salvou Lula de escândalos e afogou a transparência no combate à corrupção\”. \”Dino, você trabalhou contra o Brasil\”, disse.

    O relator disse estar \”revoltado e indignado\” com a decisão do magistrado. \”Lulinha tem culpa no cartório, os bancos precisam ser investigados. Você, como paladino da moralidade, impedindo a CPMI de trabalhar para passar este País a limpo. Estamos revoltados e indignados. Vamos derrubar essa sua decisão. Ninguém aguenta mais essa impunidade\”, afirmou.

    Dino entrou em campo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitar recurso da base do governo contra a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Luchsinger, Lulinha e outras oito dezenas de requerimentos.

    \”Não é caso de flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular deliberação da CPMI\”, disse o presidente do Senado na sessão plenária.

    Relator da CPI do INSS critica Dino e diz que decisão pode anular quebra de sigilo de Lulinha

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  • Prefeito e vice de Macapá são afastados e alvos da PF por ordem de Flávio Dino

    Prefeito e vice de Macapá são afastados e alvos da PF por ordem de Flávio Dino

    Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em operação sobre suspeitas de desvios na saúde; Dr. Furlan (PSD) sugere ser vítima de perseguição e diz ser pré-candidato ao Governo do Amapá

    BRASÍLIA, DF, E RECIFE, PE (CBS NEWS) – O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), e o vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), foram alvos de uma ação da Polícia Federal nesta quarta-feira (4) por ordem do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Eles foram afastados do cargo por 60 dias, em uma investigação sobre suspeitas de um esquema de fraude a licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde da capital do Amapá.

    Também foram alvos da medida a secretária municipal de Saúde, Erica Aranha de Sousa Aymoré, e o presidente da Comissão Especial de Licitação, Walmiglisson Ribeiro da Silva.

    Procurada, a assessoria de Dr. Furlan enviou publicação das redes na qual ele sugere perseguição política, declara-se pré-candidato ao governo do Amapá e cita que o que acontece está dentro do esperado, especialmente “ataques, perseguições e atrasos”.

    “A gente sabia que isso ia acontecer. Mas eles não estão indo contra o Furlan. Estão indo contra a vontade do povo, contra a população de Macapá e de todo o estado do Amapá. Diante disso, quero aqui reafirmar que sou pré-candidato a governador do estado do Amapá para construir um futuro melhor, cheio de trabalho, de realizações, de felicidade e de alegria ao lado do nosso povo. Meu compromisso é com o povo e eu conto com vocês para a gente vencer tudo e todos”, afirmou.

    As defesas do vice-prefeito e dos servidores não foi localizada até a publicação deste texto.

    Houve busca em endereços ligados ao prefeito, aos servidores e sócios da empresa Santa Rita Engenharia.

    As investigações apontam, segundo a PF, suspeitas da existência de um esquema criminoso que envolveria agentes públicos e empresários que direcionaram licitações, desviaram recursos públicos e lavaram dinheiro.

    A apuração tem como foco projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. Os mandados são cumpridos em Macapá, Belém e Natal.

    A apuração envolve recursos federais provenientes de emendas parlamentares transferidos ao município entre 2020 e 2024. Segundo relatório da Controladoria-Geral da União citado na decisão do ministro, Macapá recebeu cerca de R$ 128,9 milhões por meio dessas transferências especiais, parte delas relacionadas à construção do Hospital Geral Municipal.

    De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a licitação para a obra do hospital, estimada em R$ 69,3 milhões, teria sido direcionada para beneficiar a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. Perícias apontaram indícios de comprometimento da competitividade do processo licitatório, incluindo propostas incompatíveis com o mercado e coincidência entre o orçamento apresentado pela empresa e parâmetros internos da administração municipal.

    As investigações também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas após a assinatura do contrato. Sócios da empresa teriam realizado saques em espécie que somam milhões de reais, com registros de transporte e possível redistribuição dos valores em Macapá. Parte das diligências aponta para possíveis vínculos entre essas movimentações e pessoas próximas ao prefeito.

    Além do afastamento, a decisão autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados, buscas e apreensões em endereços ligados ao caso e a suspensão da participação da Santa Rita Engenharia e de seus sócios em licitações no estado do Amapá enquanto durar a investigação.

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