Categoria: POLÍTICA

  • CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de pessoas ligadas a Toffoli após carnaval

    CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de pessoas ligadas a Toffoli após carnaval

    A declaração ocorre em meio à repercussão das menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, encontradas pela Polícia Federal (PF). O foco do relator está nos resorts que tiveram participação de dois irmãos do ministro do STF. Toffoli é relator do processo sigiloso do Banco Master no Supremo, e esses resorts devem ser alvo dos primeiros pedidos de quebra de sigilo.

    Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que a comissão votará, na semana posterior ao carnaval, requerimentos de quebra de sigilo e de convocação de pessoas ligadas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao Banco Master. A informação havia sido antecipada pelo Estadão.

    A declaração ocorre em meio à repercussão das menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, encontradas pela Polícia Federal (PF). O foco do relator está nos resorts que tiveram participação de dois irmãos do ministro do STF. Toffoli é relator do processo sigiloso do Banco Master no Supremo, e esses resorts devem ser alvo dos primeiros pedidos de quebra de sigilo.

    \”O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei\”, escreveu Vieira em sua conta no X.

    Conforme revelou o Estadão, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, é dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação milionária dos irmãos do ministro no resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná: o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli.

    A cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, negou que o marido fosse sócio da empresa que chegou a deter um terço do empreendimento.

    O Estadão também mostrou que os irmãos do magistrado foram sócios de um segundo resort da rede Tayayá, localizado às margens do Rio Paraná.

    A comissão também votará requerimentos de quebra de sigilo e convocação relacionados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O contrato do escritório com o banco de Daniel Vorcaro, conforme revelou O Globo, poderia chegar a R$ 129 milhões se fosse cumprido integralmente.

    Criada em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado no Senado investiga temas como ocupação de território por facções, lavagem de dinheiro, corrupção e sistema prisional. Para o relator, há conexões que justificam a inclusão do Banco Master no escopo da investigação.

    CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de pessoas ligadas a Toffoli após carnaval

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  • Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

    Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

    Viagem inclui participação em cúpula global sobre inteligência artificial, encontros com líderes estrangeiros e fóruns empresariais. Governo brasileiro pretende avançar em acordos sobre minerais críticos, comércio, cooperação tecnológica e ampliar parcerias estratégicas com Índia e Coreia do Sul.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará duas visitas oficiais entre os dias 17 e 24 de fevereiro. O primeiro destino será a Índia, até o dia 21. No dia seguinte (22), ele partirá para a Coreia do Sul, retornando ao Brasil no dia 24.

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) apresentou nesta quinta-feira (12) os detalhes da viagem presidencial. Entre os assuntos que serão tratados estão minerais críticos e terras raras, elementos relevantes para a transição energética; e segurança no uso da inteligência artificial (IA), tema central de evento previsto para os dias 18 e 19, em Nova Délhi, na Índia.

    “Será a primeira vez que um presidente brasileiro participa de um evento global de alto nível sobre IA”, informou o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Propriedade Intelectual do Itamaraty, Eugênio Vargas Garcia.

    Garcia explicou que a cúpula de IA discutirá assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização desta tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social.

    A expectativa é que o presidente brasileiro discurse no dia 19, durante a plenária de alto nível, após a abertura do evento, que ficará a cargo do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

    Visita de Estado

    Os dias 20 e 21 serão dedicados à visita de Estado. Esta será a quarta vez que Lula e Modi se encontram. O presidente brasileiro será homenageado com um almoço oferecido pelo presidente indiano, Droupadi Murmu.

    Segundo a secretária do Itamaraty para assuntos relacionados à Ásia e ao Pacífico, embaixadora Susan Kleebank, os dois países assinarão parcerias e memorandos de entendimento sobre terras raras e minerais críticos.

    “Será também oportunidade para avançarmos no acordo de comercial preferencial entre o Mercosul e a índia”, destacou Susan Kleebank.

    Há expectativa de que esses encontros resultem na ampliação do prazo de vistos de turista, dos atuais cinco para dez anos.

    São também esperados avanços nas colaborações entre a Embraer e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.

    Declaração conjunta

    Lula participará ainda da inauguração do escritório da ApexBrasil na Índia. O MRE organizou um fórum empresarial, no dia 21, que já conta com a participação de mais de 300 empresas brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

    Ao final da visita, está prevista uma declaração conjunta de Brasil e Índia. Susan Kleebank antecipou alguns dos pontos que já vêm sendo acordados entre os dois países que, segundo ela, têm “posições coincidentes na pauta internacional”.

    O documento tratará de temas como desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.

    Coreia do Sul

    Na sequência, a comitiva presidencial seguirá para a Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente Lula se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com CEOs de grandes empresas daquele país.

    De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro pretende, com a viagem, ampliar o comércio entre os dois países. Para tanto, foi agendado um fórum empresarial e a assinatura de um plano com previsão de ações a serem implementadas até 2029.

    As ações serão voltadas a alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

    Até o momento, mais de 130 empresas se inscreveram para participar do Fórum Empresarial Brasil-Coreia. Lula voltará ao Brasil no dia 24 de fevereiro.

    Itamaraty detalha viagem de Lula à Índia e à Coreia do Sul

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  • Flávio Bolsonaro ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura de Ratinho Jr.

    Flávio Bolsonaro ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura de Ratinho Jr.

    Segundo três interlocutores, passou a conversar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, como forma de enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo desistir da eleição presidencial

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ameaça apoiar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na eleição para o Governo do Paraná caso o governador Ratinho Jr. (PSD) decida concorrer à Presidência da República. Está na mesa inclusive a filiação ae Moro o PL, já que ele enfrenta dificuldades para viabilizar sua candidatura pelo seu atual partido.

    A negociação pode implodir o acordo do PL do Paraná com Ratinho Jr, e ambos marcaram de conversar após o Carnaval para tentarem uma composição. O governador saiu de férias na terça-feira (10) e só deve retornar ao país no dia 25 de fevereiro. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estava num roteiro internacional para encontrar líderes da direita em outros países.

    Antes da candidatura presidencial de Flávio, o PL acertou que apoiaria o candidato escolhido por Ratinho Jr. para sua sucessão em troca de espaço para o deputado federal Filipe Barros concorrer ao Senado. Hoje o mais cotado é o secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), mas o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) também disputam a vaga.

    Flávio tem atuado para construir palanques próprios em todos os estados e quer evitar o apoio a um candidato que rivalize com ele nacionalmente. Por isso, segundo três interlocutores, passou a conversar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, como forma de enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo desistir da eleição presidencial.

    O governador ainda não decidiu se concorrerá à Presidência ou ao Senado. Aliados dizem que ele tem oscilado de posição nas conversas reservadas. Ora avalia que não haverá espaço por causa da polarização entre um Bolsonaro e o presidente Lula (PT), ora demonstra otimismo sobre a possibilidade de ir ao segundo turno e vencer por causa da menor rejeição entre os eleitores ao seu nome.

    Também pesa na decisão, segundo três aliados, uma pressão de seu pai, o apresentador de TV e empresário Carlos Massa, o Ratinho, por receio de que isso afete os negócios da família, como concessões de televisão e rádio pelo país.

    Outra preocupação é a manutenção do seu grupo no comando do Paraná. Com uma avaliação positiva superior a 80%, Ratinho planeja fazer o sucessor, mas Moro tem aparecido na liderança de pesquisas de intenção de voto, puxado pela popularidade conquistada nos tempos como juiz da Operação Lava Jato.

    O Paraná é um estado com eleitorado mais à direita, e o apoio da família Bolsonaro tem peso. Na eleição de Curitiba em 2024, a jornalista Cristina Graeml foi ao segundo turno concorrendo pelo nanico PMB e ameaçou o candidato de Ratinho Jr. após sinalizações de endosso do ex-presidente Bolsonaro.

    O apoio de Bolsonaro a Moro, na visão de aliados do governador, é um risco e pode ser decisivo na eleição. Além disso, a filiação ao PL -sigla com maior tempo de propaganda na TV e rádio e maior fatia do fundo eleitoral- mudaria o cenário.

    No atual partido, o União Brasil, Moro encontra dificuldades. Conquistou o comando local após meses de pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas pelo menos dois deputados federais (Felipe Francischini e Nelson Padovani) estão de saída para continuarem no grupo do governador.

    Moro ainda depende do PP, sigla que comandará a federação com o União Brasil no Paraná e já afirmou publicamente que não deseja apoiá-lo. O presidente estadual do PP, deputado Ricardo Barros (PR), lidera a resistência contra o ex-juiz. “Hoje, o que está definido é que o Moro não será nosso candidato”, diz.

    Barros afirma que a federação está livre para negociar com Ratinho Jr, mas que também pode lançar candidato próprio -a ex-governadora Cida Borghetti, o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati ou Greca, se ele não tiver espaço no grupo do governador e resolver trocar de partido. Temos alternativas que dialogam melhor com a política”, declarou.

    Questionado pela reportagem, Moro não comentou as conversas com o PL, mas insistiu em nota que pretende concorrer pelo atual partido. “O senador Sergio Moro permanece no União Brasil, partido que garantiu sua candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026. As divergências com PP serão resolvidas com diálogo”, respondeu por meio de sua assessoria.

    Políticos do PP afirmam que a mudança para o PL pode não ocorrer porque o clima está mais favorável a Moro dentro da federação. Um aliado do presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), diz que ele está mais propenso a defender essa candidatura por entender que isso aumentará o número de deputados federais e senadores do grupo. Essa permanência poderia ocorrer mesmo com o apoio de Flávio.

    O senador tem até 4 de abril para decidir qual partido estará filiado para concorrer, prazo limite para quem vai disputar a eleição de 2026.

    Flávio Bolsonaro ameaça apoiar Moro no Paraná para frear candidatura de Ratinho Jr.

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  • Flávio Bolsonaro diz que Nikolas não quer ser candidato ao Governo de Minas Gerais

    Flávio Bolsonaro diz que Nikolas não quer ser candidato ao Governo de Minas Gerais

    Nikolas era considerado uma boa opção pela capacidade de mobilização digital e também de rua. Houve entusiasmo com a caminhada e a manifestação organizadas por ele em janeiro para protestar contra a prisão de Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou, nesta quarta-feira (11), que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não vai concorrer ao Governo de Minas Gerais porque não quer.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, Flávio vinha considerando lançar Nikolas em aliança com uma ala do centrão para ter um palanque bolsonarista forte no estado, considerado crucial na eleição nacional.

    O senador havia discutido o nome do parlamentar em conversa recente com cardeais do União Brasil e do PP, que formam uma federação. Essas legendas do centrão estavam entusiasmadas porque consideram Nikolas como favorito na corrida pelo governo.

    Com a negativa de Nikolas, o partido deve considerar outras opções em Minas. Há ainda o nome do senador Cleitinho (Republicanos), considerado conservador, mas que por vezes entrou em rota de colisão com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua família.

    Em Minas, o governador Romeu Zema (Novo) é pré-candidato à Presidência e tem o vice, Matheus Simões (PSD), como pré-candidato ao governo. Dessa forma, o PL corre o risco de ter o candidato da máquina fazendo campanha para outro nome na corrida pelo Planalto.

    Simões, que deve assumir o cargo de Zema em março, já afirmou que vai apoiá-lo na corrida presidencial. “O presidente [do partido, Gilberto] Kassab foi muito claro. Em Minas Gerais, o palanque é do governador Romeu Zema, é assim que nós caminharemos”, disse em outubro passado.

    Nikolas já havia afirmado em outras ocasiões que não tinha desejo de disputar essa eleição majoritária. Pessoas próximas a Flávio dizem que o deputado foi indagado no ano passado se toparia concorrer ao governo e disse que não.

    O estado é considerado chave para a eleição porque os últimos presidentes eleitos venceram também em Minas Gerais. Trata-se do segundo maior colégio eleitoral do Brasil, mas sem tendência clara para a esquerda ou direita.

    Nikolas era considerado uma boa opção pela capacidade de mobilização digital e também de rua. Houve entusiasmo com a caminhada e a manifestação organizadas por ele em janeiro para protestar contra a prisão de Bolsonaro.

    Nikolas foi o deputado mais votado em 2022, com 1,47 milhão de votos. A expectativa no partido é que, em 2026, ele ultrapasse a marca de 2 milhões de eleitores. A performance nas urnas, avalia a legenda, é impulsionada por um desempenho nas redes sociais, o que o levou a funcionar como um cabo eleitoral nacional na eleição municipal de 2024.

    Do lado do governo, o presidente Lula (PT) gostaria de lançar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao Governo de Minas Gerais. Petistas, no entanto, passaram a desenhar um plano B para o estado.

    Nesse leque de alternativas entrou o nome de Cleitinho. Também fazem parte dos cotados o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.

    Flávio Bolsonaro diz que Nikolas não quer ser candidato ao Governo de Minas Gerais

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  • PF apura repasses de empresa de resort a Toffoli e encontra conversa com Vorcaro

    PF apura repasses de empresa de resort a Toffoli e encontra conversa com Vorcaro

    Polícia Federal aponta indícios de repasses de empresa ligada a fundo do Banco Master ao ministro; material apreendido inclui conversas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro e pode embasar pedido de suspeição no Supremo

    (CBS NEWS) – A Polícia Federal investiga transferências de dinheiro feitas por uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os pagamentos teriam sido realizados pela Maridt, que participou do empreendimento e está registrada em nome de dois irmãos do magistrado.

    A interlocutores, Toffoli afirmou que os repasses ocorreram porque ele é sócio da empresa ao lado de outros familiares. É a primeira vez que o ministro detalha seu envolvimento com o resort e com a companhia administrada pelos irmãos.

    Uma das linhas de investigação da PF envolve possíveis transferências realizadas após os irmãos de Toffoli venderem sua participação no Tayayá ao fundo Arleen, integrante de uma estrutura ligada ao Banco Master.

    Entre 2021 e 2025, segundo revelou a Folha de S.Paulo, os irmãos José Eugenio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli dividiram o controle do resort, localizado no Paraná, com o fundo Arleen.

    O Arleen ingressou na sociedade em 2021, ao adquirir cotas de empresas pertencentes aos irmãos e a um primo do ministro. O fundo era controlado por outro fundo, o Leal, que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    As informações reunidas até o momento podem indicar, segundo investigadores, um vínculo financeiro entre o resort e o ministro, que costuma frequentar o Tayayá e utiliza uma casa no empreendimento. Para aprofundar apurações relacionadas a Toffoli, no entanto, é necessária autorização do próprio STF, já que o ministro é o relator do caso.

    A PF também encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, conversas entre o banqueiro e Toffoli. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pela Folha com uma autoridade que acompanha a investigação.

    Em conversas reservadas, Toffoli tem afirmado que não mantinha contato com o ex-banqueiro, mas admite que pode haver mensagens em que Vorcaro mencione seu nome. O STF não se manifestou sobre o tema.

    A referência ao ministro levou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a encaminhar o material ao presidente do STF, Edson Fachin. Os investigadores pedem a abertura de novas apurações, incluindo as menções a Toffoli. Segundo o UOL, o material foi entregue pessoalmente a Fachin na segunda-feira (9), informação confirmada pela Folha.

    Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou ter “preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa”. A defesa acrescentou que espera que as investigações sejam conduzidas de forma isenta e imparcial.

    As novas revelações aumentaram a pressão para que Toffoli se afaste da relatoria. Sua atuação no inquérito já vinha sendo questionada desde que assumiu o caso, no ano passado, e a conexão com o Tayayá ampliou as críticas.

    Em relatório entregue a Fachin, a PF apontou elementos que poderiam fundamentar uma declaração de suspeição do ministro. O presidente do STF já intimou Toffoli a se manifestar sobre o pedido.

    A auxiliares, o ministro afirma não ver motivo para deixar o caso. Seu gabinete declarou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações” e sustentou que a instituição não tem legitimidade para formular esse tipo de requerimento, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.

    Um pedido semelhante já havia sido encaminhado pela PF à Procuradoria-Geral da República, mas o procurador-geral, Paulo Gonet, não deu andamento, após já ter afastado a suspeição em requerimento apresentado por parlamentares de oposição.

    No STF, ministros avaliam que a arguição de suspeição é prerrogativa exclusiva da PGR, o que colocaria em dúvida a legitimidade da PF para apresentar o pedido. Ainda assim, Fachin seguiu o rito e notificou Toffoli para se pronunciar.

    As investigações sobre o Banco Master também apontaram possível envolvimento de políticos com foro privilegiado. Material apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero traz referências a lideranças partidárias e altas autoridades. Eventuais apurações envolvendo essas figuras deverão tramitar no STF.

    Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o celular do banqueiro, ampliando o escopo da investigação. 

    PF apura repasses de empresa de resort a Toffoli e encontra conversa com Vorcaro

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  • Costa Neto diz que há opção de uma vice mulher para Flávio e cita nome de Tereza Cristina

    Costa Neto diz que há opção de uma vice mulher para Flávio e cita nome de Tereza Cristina

    Dirigente do PL diz que prefere uma mulher na vice de eventual candidatura de Flávio Bolsonaro e cita a senadora Tereza Cristina como nome ideal para a composição da chapa.

    O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 11, que sua preferência para compor a chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República seria por uma mulher. Um dos nomes citados por ele foi o da senadora Tereza Cristina.

    “Hoje, a minha opção seria por uma mulher. Eu acho que as mulheres cresceram muito. Tereza Cristina é um máximo para tudo, até para presidente. Tereza Cristina era quem eu queria que fosse vice do Bolsonaro na última eleição”, declarou Valdemar, em entrevista à GloboNews.

    Segundo o dirigente partidário, a definição da chapa caberá a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Costa Neto diz que há opção de uma vice mulher para Flávio e cita nome de Tereza Cristina

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  • Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e deve ser retomado amanhã (12)

    Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e deve ser retomado amanhã (12)

    Na terça-feira, 10, a Justiça da Itália negou um pedido da defesa da ex-deputada para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil

    O julgamento que vai decidir sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma, na Itália, foi suspenso nesta quarta-feira, 11, e está previsto para ser retomado nesta quinta-feira, 12. A análise do caso já foi adiada quatro vezes.

    A extradição da ex-parlamentar começou a ser analisada nesta terça. Essa é a fase final que deve decidir sobre o destino de Zambelli. O advogado Fabio Pagnozzi, que representa Zambelli no Brasil, afirmou que a audiência precisou ser remarcada porque defesa e acusação “tiveram muitos quesitos” sobre o caso.

     

    “A audiência hoje (quarta, 11) da Carla Zambelli foi exaustiva. Como a defesa teve muitos quesitos e a acusação também foi remarcada para amanhã (quinta) às 9h da Itália”, afirmou.

    Na terça-feira, 10, a Justiça da Itália negou um pedido da defesa da ex-deputada para trocar o colegiado de juízes responsável pelo processo de extradição da ex-parlamentar para o Brasil.

    Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli teve sua extradição pedida à Itália após ter deixado o Brasil, o que levou à sua prisão pela polícia italiana. Agora, porém, cabe às autoridades judiciais do país europeu abrir e concluir o procedimento que definirá se a extradição será ou não autorizada, especialmente porque a ex-parlamentar também possui cidadania italiana.

    Segundo apuração do Estadão junto a investigadores, Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, que atua na embaixada brasileira, em conjunto com autoridades italianas. A prisão ocorreu no mesmo dia da publicação de Bonelli. Desde então, a ex-deputada permanece detida na capital italiana.

    No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF. Na primeira ação, recebeu pena de dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Após essa condenação, Zambelli deixou o País e acabou presa na Itália em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais.

    Na segunda condenação, o STF fixou pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, com perda do mandato após o trânsito em julgado.

    Ela se envolveu em uma confusão no dia das eleições de 2022. Em vídeos divulgados nas redes sociais em poder da Polícia Civil, a parlamentar aparece empunhando uma pistola enquanto persegue um homem negro, que é agredido por outras pessoas. Um tiro é disparado pelo grupo do qual fazia parte a deputada. Carla alega ter sido agredida.

    Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e deve ser retomado amanhã (12)

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  • Pesquisa: Lula lidera cenários para 2026; Flávio é principal adversário

    Pesquisa: Lula lidera cenários para 2026; Flávio é principal adversário

    Pesquisa Genial/Quaest mostra o presidente à frente no primeiro turno e em todas as simulações de segundo turno. Senador Flávio Bolsonaro se consolida como principal nome da oposição, mas ambos concentram os maiores índices de rejeição

    Lula está na frente em todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O presidente aparece com intenções de voto entre 35% e 39% no primeiro turno, consolidando liderança diante dos possíveis adversários.

    O principal nome da oposição, de acordo com o levantamento, é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele surge isolado na segunda colocação em todos os cenários, com percentuais que variam de 29% a 33%.

    A pesquisa foi realizada entre 5 e 9 de fevereiro, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026.

    Sete cenários diferentes foram simulados, incluindo os nomes dos governadores Ratinho Jr (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Eduardo Leite (PSD-RS). Em todos eles, Lula aparece à frente.

    Também foram testados os nomes do ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e de Renan Santos (Missão). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não foi incluído, já que afirma que não pretende disputar a Presidência.

    No primeiro turno, Ratinho Jr aparece com 8% e 7% nos dois cenários em que foi testado. Zema registra 4% nos quatro cenários em que figura. Caiado pontua 4% em dois cenários, enquanto Eduardo Leite varia entre 3% e 4%.

    No segundo turno, Lula também lidera em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, a diferença é de cinco pontos percentuais: 43% para o presidente, ante 38% do senador. Diante de Ratinho Jr, Lula tem 43% contra 35%. Contra Caiado, marca 42% a 32%. Frente a Zema, 43% a 32%. Já contra Eduardo Leite, 42% a 28%.

    Em eventual disputa com Aldo Rebelo, Lula aparece com 44% contra 25%. O mesmo percentual se repete em cenário contra Renan Santos, que também registra 25%.

    A pesquisa aponta ainda que Lula e Flávio concentram as maiores taxas de rejeição. O senador é rejeitado por 55% dos entrevistados, mesmo índice registrado em janeiro. Lula aparece com 54%, também estável em relação ao mês anterior.

    Entre os demais nomes, Ratinho Jr tem rejeição de 40%, Caiado de 35%, Zema de 34%, Eduardo Leite de 35%, Aldo Rebelo de 26% e Renan Santos de 19%.
     
     

     

    Pesquisa: Lula lidera cenários para 2026; Flávio é principal adversário

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  • Está muito cedo para falar sobre possível candidatura a vice-presidente, diz Tereza Cristina

    Está muito cedo para falar sobre possível candidatura a vice-presidente, diz Tereza Cristina

    Senadora afirma que debate sobre vice-presidência é prematuro e que definição caberá aos partidos em eventual coligação; declaração ocorre após Valdemar Costa Neto defender publicamente seu nome para compor chapa liderada por Flávio Bolsonaro

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, nesta quarta-feira, 11, que ainda é cedo para discutir uma possível candidatura à vice-presidência em uma chapa da direita. Pela manhã, ela se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin para tratar do acordo entre Mercosul e União Europeia.

    Questionada sobre declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que defendeu seu nome como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), Tereza minimizou o debate.

    “Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice. O candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes, e aí nós vamos decidir”, afirmou, acrescentando que se sente lisonjeada por ter sido lembrada.

    Está muito cedo para falar sobre possível candidatura a vice-presidente, diz Tereza Cristina

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  • Motta diz que vai analisar 'todos' os pedidos de CPI

    Motta diz que vai analisar 'todos' os pedidos de CPI

    Presidente da Câmara afirma que seguirá o regimento na análise de pedidos de CPI, evita confirmar comissão sobre o Banco Master e volta a defender a execução das emendas parlamentares, destacando regras de transparência e rastreabilidade.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira, 10, que pretende seguir a ordem regimental de análise dos pedidos de comissões parlamentares de inquérito, mas evitou se comprometer com a instalação de uma CPI para investigar o caso Banco Master.

    “Regimentalmente, temos que seguir a ordem de apreciação, e só cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados. Vamos fazer a análise. Tenho dito isso, nem tenho afirmado nem descartado. Só tenho dito que tenho de cumprir o regimento. Vamos analisar esses pedidos todos que estão postos”, declarou, em participação virtual na conferência do banco BTG Pactual, em São Paulo.

    O deputado explicou que a avaliação ocorrerá após a conclusão da instalação das comissões temáticas da Casa. “No ano passado nós decidimos não instalar nenhuma dessas comissões parlamentares, mas agora, no momento certo, após a instalação das comissões permanentes e a criação das comissões especiais, vamos fazer a análise sobre a instalação ou não dessas comissões parlamentares de inquérito”, afirmou.

    De acordo com o Placar da CPI do Banco Master, levantamento do Estadão, até a noite de ontem 319 dos 513 deputados, o equivalente a 62%, declararam apoio à abertura da comissão. Apenas um parlamentar se posicionou contra. Nove preferiram não responder e os demais ainda não se manifestaram.

    Emendas

    Motta também voltou a defender a execução das emendas parlamentares e disse que os repasses seguem as regras acordadas entre os Poderes.

    “Estamos cumprindo 100% daquilo que ficou acordado entre o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, no que diz respeito à transparência e à rastreabilidade. As emendas impositivas e de bancada são extremamente transparentes. Das emendas de comissão agora se sabe o autor, o destinatário final, as comissões têm que aprovar, tudo isso estabelecido por lei, e essa lei está sendo cumprida conforme estabelecemos nesse acordo”, declarou.

    Ele ressaltou, no entanto, que eventuais irregularidades devem ser punidas. “Quem faz isso tem que ser punido, tem que pagar. Mas criminalizar o acesso do parlamentar ao Orçamento por uma questão pontual de problema na execução não é justo.”

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