Categoria: POLÍTICA

  • Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por ofensas contra ex-senadora

    Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por ofensas contra ex-senadora

    Justiça Eleitoral condenou Ciro Gomes por violência política de gênero após declarações contra a prefeita Janaína Farias, chamada pelo ex-ministro de “cortesã” e “assessora para assuntos de cama” de Camilo Santana durante entrevista em 2024

    CRISTINA CAMARGO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, foi condenado pela Justiça Eleitoral por violência política de gênero contra a prefeita de Cratéus (CE), Janaína Farias (PT).

    Ele dirigiu uma série de ofensas à petista em 2024, quando ela assumiu o Senado como suplente de Camilo Santana, ex-ministro da Educação do governo Lula e rival de Ciro.

    Em declarações públicas, a adversária política foi chamada de “cortesã” e “assessora para assuntos de cama do Camilo Santana”.

    “Em vez de ser assessora de alcova agora eu vou substituir. Ela é simplesmente a pessoa que organizava as farras do Camilo Santana. É isso que eu estou dizendo”, ele afirmou em entrevista ao Jornal Jangadeiro, de Fortaleza, em abril de 2024.

    O artigo do Código Eleitoral em que Ciro foi enquadrado é o 326-B, que estabelece pena de um ano e quatro meses de reclusão, mais pagamento de multa, a quem “assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar a campanha eleitoral ou o desempenho do mandato”.

    A pena, de um ano e quatro meses de reclusão, foi substituída pelo próprio juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, da 115ª Zona Eleitoral do Ceará, pelo pagamento de 20 salários mínimos a Janaína e 50 salários mínimos a entidades cearenses de proteção dos direitos das mulheres. A defesa pode recorrer.

    Em sua defesa, Ciro negou a intenção sexista de suas afirmações e alegou que as menções feitas sobre a então senadora foram exemplo do que chama de “patrimonialismo do sr. Camilo Santana”.

    Segundo ele, o ex-ministro era o verdadeiro alvo de suas falas. À Justiça Eleitoral, disse ainda que sempre deu espaço para as mulheres em seus mandatos de prefeito e governador.

    Janaína chamou a condenação de uma vitória das mulheres. “Fui vítima, assim como tantas mulheres neste país, e a decisão é um alento. Não podemos relativizar a misoginia jamais”.

    Ela afirmou que vai doar os valores estipulados pela Justiça Eleitoral a entidades ligadas à proteção dos direitos das mulheres.

    Na época das ofensas, a bancada feminina do Senado pediu um voto de repúdio contra o ex-governador do Ceará, chamando a fala dele sobre a senadora de machista, preconceituosa e violenta.

    “Esses ataques são repugnantes e absolutamente inaceitáveis, refletindo uma postura pessoal de desvalorização das mulheres e uma resistência preocupante à participação feminina em espaços de poder e decisão”, diz trecho do documento.

    Em 2002, o presidenciável afirmou que um dos papéis na campanha eleitoral de sua então mulher, a atriz Patrícia Pillar, era dormir com ele. O episódio rendeu muitas críticas a Ciro, chamado de machista. Vinte anos depois, a atriz afirmou ter perdoado o então candidato, por quem declarou “grande admiração e respeito”.

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  • Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

    Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

    Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto

    A ex-deputada federal Carla Zambelli terá um imóvel penhorado por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ação, a parlamentar foi condenada a pagar indenização de R$ 17,7 mil pelo uso indevido de uma foto de Guilherme Boulos (PSOL-SP). Como não quitou a dívida, a Justiça determinou a penhora do bem. A decisão foi publicada na segunda-feira, 18.

    A execução ocorrerá em um imóvel localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo. No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, determinou que o \”oficial de justiça deverá relacionar os bens que encontrar, ainda que entenda não serem passíveis de penhora\”. Os itens serão avaliados e poderão ser levados a leilão.

    Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto.

    A defesa do fotógrafo afirmou que Zambelli “usurpou trabalho alheio”. Já a ex-parlamentar argumentou que Leone havia cedido a imagem a um banco de imagens e que, por isso, ela poderia utilizá-la sem pagamento. A justificativa, no entanto, foi rejeitada pela Justiça paulista, uma vez que a ex-deputada não comprovou no processo que a foto havia sido disponibilizada para uso livre de direitos autorais.

    Zambelli está presa na Itália desde 2025 e enfrenta um processo de extradição. Ela deixou o país após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, assim como o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso diz respeito à ocasião em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.

    Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

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  • AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional

    AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional

    Advocacia-Geral da União afirmou ao Supremo Tribunal Federal que a Lei da Dosimetria representa um “retrocesso institucional” e defendeu a suspensão da norma, aprovada pelo Congresso para reduzir penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro

    A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu nesta terça-feira (19) a inconstitucionalidade da Lei da Dosimetria, norma que permite a redução das penas dos réus que foram condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão também opinou pela manutenção da suspensão da aplicação da lei.

    O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da lei até decisão final da Suprema Corte sobre a constitucionalidade da norma. 

     

    A AGU disse que a promulgação da Lei da Dosimetria pelo Congresso representa um “retrocesso institucional”.
    Para o órgão, os atentados contra a democracia devem receber a resposta firme diante da gravidade das condutas.

     “A Lei nº 15.402/2026 padece, ainda, de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República, especialmente porque enquanto o constituinte originário buscou estabelecer travas severas na direção da defesa da democracia, o diploma legal impugnado, em sentido oposto, inclina-se a beneficiar aqueles que tentaram e poderão tentar subvertê-la”, afirmou a AGU.

    Pelo menos três ações contestam no Supremo a deliberação do Congresso, que, no mês passado, derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria.

    As ações foram protocoladas pelas Federação PSOL-Rede, Federação PT, PCdoB e PV e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

    A expectativa é que as ações sejam julgadas neste mês pelo plenário da Corte.

    AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional

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  • Flávio Bolsonaro contradiz discursos anteriores ao confirmar visita a Daniel Vorcaro

    Flávio Bolsonaro contradiz discursos anteriores ao confirmar visita a Daniel Vorcaro

    Senador admitiu encontro com Daniel Vorcaro após prisão do ex-banqueiro e mudou versões dadas anteriormente sobre relação com o dono do Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter tido um encontro com Daniel Vorcaro após o ex-banqueiro ter sido preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Segundo o senador, ele foi até a casa de Vorcaro para colocar um “ponto final” sobre o financiamento do filme de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

    A informação foi divulgada inicialmente nesta terça (19) pelo portal Metrópoles e depois confirmada pelo parlamentar.

    O senador havia afirmado na última sexta (15) que poderia vir à tona algum encontro com o então banqueiro, mas não disse na ocasião que isso teria ocorrido quando já se sabia de irregularidades do Banco Master. “Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, disse em entrevista à CNN Brasil.

    Questionado nesta terça, Flávio não respondeu sobre por que não contou a respeito da reunião com o dono do Master antes.

    Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção. A informação pegou de surpresa aliados, porque, antes de admitir conversas para fazer o pedido, Flávio havia negado publicamente mais de uma vez conhecer o ex-banqueiro
    Lembre diferentes declarações de Flávio sobre pontos-chave do caso.

    SOBRE CONHECER VORCARO

    ANTES

    Como mostrou a coluna Mônica Bergamo em março, documentos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) revelaram que o telefone de Flávio constava na agenda de Vorcaro.
    Na ocasião, Flávio afirmou que nunca teve contato com o ex-banqueiro. “O número do meu telefone não é propriamente um segredo”, disse ele, sugerindo que outra pessoa poderia ter passado seu contato a Vorcaro.

    DEPOIS

    No último dia 13, o site Intercept Brasil revelou que Flávio enviou, em 16 de novembro do ano passado, a seguinte mensagem ao então banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

    Flávio então mudou o tom e confirmou a aproximação nas redes sociais. “Eu conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha mais governo Bolsonaro, não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele”, declarou.

    Em entrevistas posteriores, ele disse que havia negado o contato devido a uma cláusula de confidencialidade imposta pelo contrato do filme “Dark Horse”.

    “Quando eu falo, quando eu nego, na verdade, que eu conhecia, que eu tinha contato com ele [Vorcaro] é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato”, declarou à GloboNews.

    Além disso, justificou o motivo da negação: “Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas”.

    SOBRE VORCARO TER FINANCIADO O FILME ‘DARK HORSE’

    ANTES

    Questionado em Brasília pelo Intercept antes da publicação da reportagem sobre o financiamento de Vorcaro ao filme sobre Bolsonaro, o senador negou diante de vários jornalistas. “É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus”, declarou.

    DEPOIS

    Após a publicação da reportagem, na quarta (13), ele divulgou nota na qual confirmou os contatos e disse não haver qualquer irregularidade. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai”, declarou.

    SOBRE TER FALADO COM VORCARO APESAR DAS SUSPEITAS SOBRE O MASTER

    ANTES

    Em entrevistas após a revelação da troca de mensagens com Vorcaro, Flávio disse que, à época, não sabia das suspeitas sobre o Master, mas não mencionou ter encontrado Vorcaro depois da primeira prisão do ex-banqueiro.
    “Não tinha como saber o que o Brasil não sabia”, afirmou o senador à GloboNews na última quinta (14).

    Questionado sobre a mensagem trocada quando o Banco Central já havia vetado a compra do Master pelo BRB, ele respondeu: “Eu torcia para que ele esclarecesse”.

    “A última parcela de investimento que ele fez foi em maio de 2025. Portanto, não havia toda essa confusão que nós sabemos sobre a sua atuação. Isso não existia na época”, declarou à CNN no dia seguinte.

    DEPOIS

    Nesta terça, após o Metrópoles divulgar que Flávio encontrou Vorcaro quando este já usava tornozeleira eletrônica, o senador declarou: “Eu estive com ele mais uma vez, após esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e não podia sair da cidade de São Paulo. Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, para dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu teria ido atrás de outro investidor há bastante tempo”.

    O senador finalizou afirmando que solicitou à produtora uma prestação de contas, exigindo que o valor aplicado por Vorcaro seja destacado e fique à disposição das autoridades.

    Quando questionada pela Folha de S.Paulo, a sócia-administradora da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, Karina Gama negou repasses de verba do ex-banqueiro para o projeto. “Não tenho absolutamente nenhum recurso oriundo dessa pessoa [Vorcaro] ou das empresas das quais ele ou Fabiano Zettel fazem parte. De todos os investidores que vieram para a gente, mais de dez, nenhum deles faz parte do conglomerado dele. São empresas americanas que atuam em território americano”.

    Flávio Bolsonaro contradiz discursos anteriores ao confirmar visita a Daniel Vorcaro

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  • Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site

    Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site

    Frias afirma na gravação que queria agradecer e informar o então banqueiro sobre o andamento da produção. Ele chegou a dizer que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para o longa

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Áudios e conversas mostram que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) manteve contato e agradeceu Daniel Vorcaro pelo apoio à produção de “Dark Horse”, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do site Intercept Brasil.

    No trecho divulgado, Frias afirma que queria agradecer e informar o então banqueiro sobre o andamento da produção. “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”, diz o deputado.

    Mensagem teria sido enviada em 11 de dezembro de 2024. Segundo o Intercept, o áudio foi gravado pouco depois do horário em que estava previsto um encontro entre Flávio e Vorcaro, que não foi confirmado.

    Vorcaro responde pelo WhatsApp que retornaria em seguida. “Eu to numa ligação te chamo em seguida”, escreveu, e Frias respondeu: “Blz”. Segundo o site, os dois conversaram por ligação por cerca de dois minutos naquele dia.

    Mario Frias teria procurado Vorcaro novamente em 15 de dezembro de 2024.

    Ainda segundo a reportagem, o deputado enviou uma captura de tela que exibe uma troca de mensagens entre ele e o diretor Cyrus Nowrasteh. Em seguida, disse a Vorcaro: “Leia isso. Milagres só são possíveis quando a [há] fé. Vai ser a maior super produção de uma história brasileira”.

    Em 22 de dezembro, os dois voltaram a se falar. Vorcaro disse que estava na igreja e prometeu chamar o parlamentar quando saísse. Veja o diálogo:

    Vorcaro: Fala irmão. Na igreja. Qdo sair te chamo.

    Mario Frias: Ok irmão. Irmão Esse filme é o grande milagre, ele será capaz de tocar o coração de milhões de pessoas em todo mundo. O planeta está despertando e o filme terá um papel histórico imprescindível para as futuras gerações. Muito obrigado. Ele é uma questão de justiça divina. Será um filme de fé e superação!

    Daniel Vorcaro: Tenho certeza disso

    Mario Frias: Amém. JB [Jair Bolsonaro] precisa ter sua verdadeira história revelada. 2026 é do Brasil. Deus te abençoe meu Brother

    Frias é produtor-executivo do filme Dark Horse. Após a divulgação dos áudios entre Vorcaro e Flávio, ele disse que o banqueiro não havia dado “um único centavo” para a produção do longa. No dia seguinte, recuou e disse que havia “uma diferença de interpretação sobre a origem formal” do investimento.

    “Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora”, disse.

    O UOL procurou Mario Frias, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

    Áudio mostra Mario Frias agradecendo a Vorcaro por apoio a filme, diz site

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  • Candidatura 'derrete' e Flávio Bolsonaro cai 6 pontos, aponta Atlas/Intel

    Candidatura 'derrete' e Flávio Bolsonaro cai 6 pontos, aponta Atlas/Intel

    Flávio Bolsonaro cai 6 pontos e perderia para Lula no 2º turno, aponta pesquisa Atlas/Intel. A rejeição do senador chegou a 52% e superou numericamente a de Lula (50,6%)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caiu 6 pontos no cenário de segundo turno contra Lula (PT), mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

    O levantamento indica que a divulgação dos áudios em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro impactou a candidadura do parlamentar.

    Flávio, que estava empatado tecnicamente com o petista, ficou com 41,8%, enquanto o presidente alcançou 48,9%. Na última pesquisa do instituto, a diferença entre eles era de 0,3%. Intenções de votos brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 9,3%.

    A rejeição do senador chegou a 52% e superou numericamente a de Lula (50,6%). Em abril, 51% dos eleitores não votariam no atual presidente de jeito nenhum, enquanto 49,8% rejeitavam o pré-candidato do PL.

    A Atlas/Intel ouviu 5.032 pessoas através do método Atlas RDR, sigla em inglês para recrutamento digital aleatório, do dia 13, quando foram divulgadas as conversas entre Flávio e o então dono do Banco Master Daniel Vorcaro, ao dia 18.

    A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06939/2026 e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

    Após a repercussão, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro pediu à corte eleitoral que suspendesse a divulgação da pesquisa. O argumento é que o levantamento foi “estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa”.

    No questionário aprentando pela Atlas/Intel ao TSE, o conteúdo dos áudios entre o senador e Daniel Vorcaro foi mostrado aos participantes ao final da entrevista, depois das perguntas sobre intenção de voto.

    Ao todo, foram testados três cenários de primeiro turno com Lula. No primeiro deles, o atual presidente tem 47%, e Flávio, 34,3%, uma queda de 5,4 pontos percentuais para o bolsonarista em relação a abril.

    Eles são seguidos por Renan Santos (Missão), com 6,9%, Romeu Zema (Novo), com 5,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,7%. Augusto Cury (Avante), tem 0,4%, e Aldo Rebelo, (DC), marca 0,2%. Brancos e nulos somam 1,4%, e 1,9% dizem não saber.

    No mês passado, Flávio tinha 39,7%, ante 46,6% de Lula nesse mesmo cenário.

    A pesquisa não considerou a possível pré-candidatura do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa. O ex-magistrado foi anunciado pelo DC (Democracia Cristã) e causou atrito interno. Rebelo afirma que judicializará a disputa partidária caso seja preterido injustamente, segundo ele.

    As outras duas simulações projetam a disputa em primeiro turno sem o atual pré-candidato do PL. No cenário sem membros da família Bolsonaro, Lula lidera com 46,7%, seguido por Zema (17%), Caiado (13,8%), Renan Santos (8%), Rebelo (1,8%) e Augusto Cury (1,2%). Brancos e nulos chegam a 6,8%, e 4,6% não souberam responder.

    No cenário com Michelle Bolsonaro (PL), o atual presidente mantém a liderança, com 47%, contra 23,4% da ex-primeira-dama. Romeu Zema registra 10%, seguido por Renan Santos, com 7,8%, e Ronaldo Caiado, com 6%. Aldo Rebelo marca 0,7%, e Augusto Cury, 0,5%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,6%.

    ÁUDIOS DE FLÁVIO A VORCARO

    As conversas entre o senador e o dono do Banco Master chegaram ao conhecimento de 95,6% dos entrevistados. O filho de ex-presidente cobrava o banqueiro pelo financiamento do filme ‘Dark Horse’, que conta a trajetória política de Jair Bolsonaro. Ao todo, Flávio pediu R$ 134 milhões

    O vazamento foi recebido com naturalidade pela maioria, com 65,2% dos entrevistados afirmando que as informações não causaram surpresa. Outros 20,5% disseram ter ficado um pouco surpresos, enquanto apenas 14,3% relataram forte espanto com o conteúdo revelado.

    Para a maioria dos que souberam do vazamento (51,7%), o diálogo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro traz evidências de envolvimento direto no escândalo do Master. Já 33,3% veem uma tentativa legítima de apoio financeiro a um filme. Outros 12,1% apontam proximidade sem ilegalidade e 2,9% não souberam opinar.

    Os eleitores também avaliaram o impacto do ‘Caso Dark Horse’ na candidatura do senador do PL. Para 45,1%, o episódio enfraqueceu muito sua pré-candidatura à Presidência, e 19% acham que enfraqueceu um pouco.O caso não trouxe efeitos para 15%, e 13,4% acreditam em fortalecimento. Não souberam responder 7,3%.

    ‘MEDO OU PREOCUPAÇÃO’

    “Pensando no futuro do país no contexto das eleições presidenciais deste ano, qual dos seguintes resultados possíveis te causa mais medo ou preocupação?”, também perguntou a Atlas/Intel aos participantes.

    A eleição de Flávio passou a ser o resultado eleitoral que causa maior medo ou preocupação nos entrevistados, atingindo 47,4%. Ele superou a reeleição de Lula, que caiu para 40,5%, enquanto 11% afirmaram ter o mesmo nível de temor por ambos os cenários.

    Em abril, a recondução do atual presidente era o resultado que causava maior preocupação, liderando com 47,3%. A eleição do filho de Jair Bolsonaro causava temor em 45,4% dos entrevistados, enquanto 7,2% responderam que ambos os cenários causavam o mesmo nível de medo.

    A AVALIAÇÃO DO GOVERNO

    Segundo o levantamento, a avaliação negativa do governo Lula oscilou para baixo e chegou a 48,4%, ante 51% em abril, queda de 2,6 pontos percentuais. Já a percepção positiva não variou: era 42% e foi para 42,9%. A avaliação regular, por sua vez, foi de 7% para 8,7%, avanço de 1,7 ponto percentual.

    A desaprovação ao presidente Lula caiu de 53% em abril para 51,3% em maio, recuo de 1,7 ponto percentual. Já a aprovação não mudou: era 47% e hoje está em 47,4%. Os que não souberam responder são 1,3%.

    Candidatura 'derrete' e Flávio Bolsonaro cai 6 pontos, aponta Atlas/Intel

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  • PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

    PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

    Nota do STF diz que investigado teria repassado a integrante da imprensa ‘informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início do caso’; associação disse que perito tem direito à ampla defesa e frisou necessidade de ‘evitar conclusões precipitadas’

    A Polícia Federal (PF) realiza operação nesta terça-feira, 19, contra o perito criminal federal João Cláudio Nabas por suspeita de vazamento de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes obtidas na investigação da Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

    A suspeita da PF nessa apuração é que Nabas teria vazado informações de Moraes apreendidas no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, como o contrato do escritório de advocacia da mulher do ministro, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master e diálogos do magistrado com o banqueiro.

    Segundo informações da Receita Federal, o escritório de Viviane Moraes recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Master em 2024 e 2025.

    A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e suspensão das funções públicas do perito. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

    De acordo com comunicado do STF, “o investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero”. O Estadão tenta contato com a defesa de Nabas.

    Essa operação foi batizada como a sétima fase da Operação Compliance Zero e apura o crime de violação de sigilo funcional. Na nota, o STF ressaltou que não há investigação contra profissional de imprensa. “Nesse contexto, as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte”, diz a nota.

    O perito atuou nas fases inicias da investigação e foi responsável pela análise de materiais apreendidos.

     

    PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

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  • AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

    AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

    Órgão ligado ao governo Lula diz que texto deve ser declarado inconstitucional; medida já foi suspensa por Moraes. Advocacia-Geral da União afirma que redução de penas inverte lógica e acaba premiando atos golpistas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestou nesta terça-feira (19) pela suspensão da Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) declare o texto inconstitucional.

    Em seu parecer, o órgão afirma que “premiar” a atuação dos condenados pelos atos golpistas com uma redução de até dois terços da pena “inverte a lógica de agravamento”, uma vez que o número de pessoas que participou dos atos potencializa o dano e dificulta a defesa das instituições.

    “A gravidade da proteção insuficiente gerada pela lei, outrora vetada pelo presidente da República, exige a atuação do Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição, restaurando a coerência axiológica do sistema e garantindo que os atentados contra a democracia recebam a resposta firme, técnica e proporcional que a gravidade de suas condutas exige perante a história”, diz a AGU.

    A dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional ainda no ano passado e já foi suspensa em 9 de maio pelo ministro Alexandre de Moraes, sorteado relator de ações na corte que questionam a validade da medida.

    Na decisão, o ministro diz que aguardará o julgamento do plenário da corte sobre a constitucionalidade da lei.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a Lei da Dosimetria em 8 de maio, depois de o presidente Lula (PT) deixar vencer o prazo após seu veto integral ao texto ter sido derrubado pelo Congresso.

    Com isso, advogados dos réus acionaram o STF com pedidos de redução de pena com base na nova lei. Ainda na sexta, porém, a federação PSOL-Rede e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) também entraram com ações na corte para barrar a norma, pedindo que o texto fosse considerado inconstitucional e que uma medida cautelar (decisão urgente) suspendesse sua eficácia.

    A federação constituída por PT, PC do B e PV também acionou o STF com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Ela argumenta que a vigência da Lei da Dosimetria até o julgamento da ADI iria criar um “incentivo perverso para a organização de novos ataques às instituições democráticas”.

    Como mostrou a Folha, ao julgar a constitucionalidade da lei, o STF tende a validá-la, mas com recados sobre combate a atos antidemocráticos. Há um consenso de que a redução de penas é uma prerrogativa do Legislativo, mas parte dos ministros diz entender que a medida pode significar incentivo a novos atos antidemocráticos.

    AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

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  • Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro após prisão do ex-banqueiro por caso Master

    Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro após prisão do ex-banqueiro por caso Master

    Informação foi confirmada pelo senador e pré-candidato à Presidência nesta terça-feira (19). Filho de Jair Bolsonaro pediu dinheiro ao dono do Master para financiar filme sobre ex-presidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois da primeira prisão do ex-banqueiro, no fim de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada por Flávio nesta terça-feira (19).

    Segundo o site, o encontro ocorreu na casa de Vorcaro em São Paulo depois que o ex-banqueiro foi liberado da prisão por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou restrições como o uso de tornozeleira eletrônica.

    Na esteira do caso “Dark Horse”, Flávio se reuniu com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo e tratar de outros posicionamentos do grupo.

    Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Desde então, Flávio vem tentando conter os danos para a pré-campanha e enfrenta uma crise de confiança entre aliados.

    Na última sexta (15), o senador disse que poderia vazar informação sobre “algum encontro” entre ele e Vorcaro.

    “Pode vazar um videozinho mostrando o estúdio, que eu possa ter enviado para ele, ou algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo para tratar exclusivamente do filme. Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, declarou em entrevista à CNN Brasil.

    Na ocasião, ele disse que se encontrou pessoalmente “poucas vezes” com Vorcaro, todas para tratar da produção, e que o dono do Master ainda não era investigado.

    O ex-banqueiro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior. Segundo investigadores, ele tentava fugir do Brasil para evitar ser preso peloas fraudes no caso. A defesa do ex-banqueiro nega.

    No dia seguinte, o Master foi liquidado pelo Banco Central.

    Dez dias depois da primeira prisão, Vorcaro foi solto e passou a usar tornozeleira eletrônica. Em 4 de março de 2026, foi detido novamente.

    Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro após prisão do ex-banqueiro por caso Master

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  • 6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou indicado de Lula ao STF, aponta Datafolha

    6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou indicado de Lula ao STF, aponta Datafolha

    Pesquisa Datafolha mostra que 59% dos brasileiros não souberam da rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Entre os que acompanharam o caso, a maioria avaliou que o episódio enfraqueceu o governo de Luiz Inácio Lula da Silva

    (CBS NEWS) – Mais da metade dos brasileiros não ficou sabendo da rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta semana.

    O levantamento mostra que 59% da população desconheciam o episódio, considerado uma derrota histórica para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 41% afirmaram ter tomado conhecimento da rejeição.

    Entre os entrevistados que souberam do caso, 19% disseram estar bem informados, 18% mais ou menos informados e 4% mal informados.

    A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros entre terça-feira (12) e quarta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    Entre os que acompanharam o episódio, 53% afirmaram que a rejeição de Messias enfraqueceu o governo federal. Apenas 7% disseram que o Planalto saiu fortalecido, enquanto 36% consideraram que não houve impacto político.

    Mesmo sendo vista como uma indicação voltada ao eleitorado evangélico, a rejeição teve o mesmo nível de desconhecimento entre evangélicos e população em geral: 59% em ambos os grupos disseram não saber do ocorrido.

    O desconhecimento foi maior entre eleitores de Lula, com 61%, do que entre apoiadores de Flávio Bolsonaro, grupo no qual 50% afirmaram não ter acompanhado o caso.

    Já entre eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o índice sobe para 72%.

    A rejeição de Jorge Messias marcou a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF. Na época, cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto foram barrados.

    Messias recebeu 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários para aprovação, enquanto 42 senadores votaram contra.

    Mesmo após a derrota, Lula teria afirmado a aliados que pretende reenviar o nome de Messias ao STF para reforçar a prerrogativa presidencial na escolha de ministros da Corte.

    A possibilidade pode abrir uma disputa jurídica, já que uma norma interna do Senado, em vigor desde 2010, impede que o mesmo nome seja indicado novamente no mesmo ano.

    Além disso, existe a hipótese de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dificultar a tramitação de uma nova indicação, mesmo que o governo escolha outro nome.

    Segundo bastidores políticos, Alcolumbre defendia outro candidato para a vaga e teria atuado pela derrota de Messias. O episódio também ganhou força entre parlamentares ligados ao bolsonarismo, que transformaram críticas ao STF em uma das principais bandeiras eleitorais.

    Durante a sabatina, o senador Sergio Moro chegou a defender que a vaga deixada por Luís Roberto Barroso fosse preenchida apenas após as eleições presidenciais.

    A fala provocou reação do senador Rogério Carvalho, que classificou o discurso como uma tentativa de esvaziar os poderes do presidente da República e fez referência aos atos golpistas de 8 de janeiro.
     

    6 em cada 10 não souberam que Senado rejeitou indicado de Lula ao STF, aponta Datafolha

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