Categoria: POLÍTICA

  • CPI do INSS rejeita relatório final e indiciamento de Lulinha e mais 215

    CPI do INSS rejeita relatório final e indiciamento de Lulinha e mais 215

    Após a votação, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana, se recusou a submeter à apreciação o pedido dos governistas para um texto alternativo. Viana encerrou a reunião sem nova análise e a CPI do INSS foi finalizada sem a apresentação de um relatório final.

    Em votação realizada na madrugada deste sábado, 28, a CPI do INSS rejeitou o relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O texto pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e de mais 211 pessoas em seu parecer final (veja a lista com todos os nomes mais abaixo).

    Após a votação, o presidente da Comissão, senador Carlos Viana, se recusou a submeter à apreciação o pedido dos governistas para um texto alternativo. Viana encerrou a reunião sem nova análise e a CPI do INSS foi finalizada sem a apresentação de um relatório final.

    O documento propunha ainda a prisão preventiva de Lulinha, que hoje vive na Espanha, sob alegação de risco de fuga. Deixou de fora o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, com quem o banqueiro articulou operações financeiras por meio de fundos de investimentos.

    A base do Palácio do Planalto se opôs à aprovação do documento e apresentou uma versão alternativa com o pedido de 170 indiciamentos, inclusive o de Jair Bolsonaro por organização criminosa, improbidade administrativa e furto qualificado contra idosos. A versão sequer chegou a ser apreciada pela comissão.

    Parar barrar o relatório de Gaspar, o governo mobilizou aliados. O senador Jacques Wagner (PT-BA) pegou um avião às 11h de Salvador para Brasília para participar da votação. O ministro da Agricultura Carlos Fávaro foi exonerado para assumir sua cadeira no senado e participar da votação. Sua suplente, Margareth Buzetti, faz parte da oposição a Lula.

    O relatório final da CPI foi lido nesta sexta-feira, 27, após o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a prorrogação dos trabalhos do colegiado. O texto tem 4.340 páginas e levou oito horas para ser lido. Gaspar recomendou em seu relatório que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli fossem investigados por possíveis crimes, como tráfico de influência, nas relações que mantinham com Vorcaro.

    O documento apontou uma rede de 41 empresas que teriam sido usadas para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro de diferentes esquemas. Esse conglomerado teria movimentado pelo menos R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025. O texto afirma que \”a quase totalidade\” dessas empresas tem característica de ser de fachada, com indícios de que eram usadas para passagem de dinheiro em curtos intervalos de tempo.

    Relator também pedia indiciamento de ex-ministros da Previdência de Lula e Bolsonaro e de ex-assessor de Alcolumbre

    Gaspar também pediu indiciamento de dois ex-ministros da Previdência: o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que comandou a pasta no governo Lula, e José Carlos Oliveira, que chefiou o ministério no governo Bolsonaro.

    Ao ex-ministro de Lula foram imputados os crimes de prevaricação, fraude eletrônica, furto eletrônico, condescendência criminosa e crime de responsabilidade.

    Já Oliveira, que foi ministro no governo Bolsonaro, teve pedido de indiciamento pelos crimes de prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto eletrônico e crime de responsabilidade.

    Veja os pedidos de indiciamento no relatório rejeitado pela CPI do INSS:

    1. Abraão Lincoln Ferreira da Cruz

    2. Adeilson Silveira Hora

    3. Adelino Rodrigues Júnior

    4. Ademir Fratric Bacic

    5. Adroaldo da Cunha Portal

    6. Alan do Nascimento Santos

    7. Aldo Luiz Ferreira

    8. Aleano de Souza Guardachoni

    9. Alessandro Antônio Stefanutto

    10. Alexandre Caetano dos Reis

    11. Alexandre Eduardo Ferreira Lopes

    12. Alexandre Guimarães

    13. Alexandre Moreira da Silva

    14. Alexsandro Prado Santos

    15. Américo Monte

    16. Américo Monte Júnior

    17. Anderson Cordeiro de Vasconcelos

    18. Anderson Ladeira Viana

    19. Anderson Pomini

    20. André Luís Alves Guimarães

    21. André Luiz Martins Dias

    22. André Paulo Félix Fidelis

    23. Andrei José Braga Mendes

    24. Anne Carolline Willians Vieira Rodrigues

    25. Antenor de Sousa Neto

    26. Antônio Araújo da Gama

    27. Antonio Carlos Camilo Antunes

    28. Antônio Lúcio Caetano Margarido

    29. Aristides Veras dos Santos

    30. Brenda Aguiar Soares

    31. Bruna Braz de Souza Santos

    32. Carlos Afonso Galleti Júnior

    33. Carlos Alexandre Alvarenga

    34. Carlos Henrique da Rocha Gonçalves

    35. Carlos Roberto Lupi

    36. Carlos Roberto Ferreira Lopes

    37. Cecília Montalvão Simões

    38. Cecília Rodrigues Mota

    39. Cecílio Barbosa Cintra Galvão

    40. Celso Steremberg

    41. Charles Góes Freitas

    42. Cícero Vasconcelos

    43. Cicero Marcelino de Souza Santos

    44. Cleber Oliveira Medeiros

    45. Cristiana Alcântara Alves Zago

    46. Daniel Dirani

    47. Daniel Gerber

    48. Daniel Simas

    49. Daniel Orsini de Azevedo

    50. Danielle Miranda Fonteles

    51. Danilo Berndt Trento

    52. Daugliesi Giacomasi Souza

    53. Davi de Vasconcelos

    54. Dennys Bergkamp Pontes de Sousa Alves

    55. Diego Luiz Nobre Barros

    56. Dogival José dos Santos

    57. Domingos Sávio de Castro

    58. Durval Natário Tosta IV

    59. Eduardo Silva Portal

    60. Edson Akio Yamada

    61. Edson Cunha de Araújo

    62. Eduardo Freire Delmont

    63. Elano Gil Carvalho Xavier

    64. Emanuel Pinheiro da Silva

    65. Eric Douglas Martins Fidelis

    66. Euclydes Marcos Pettersen Neto

    67. Fábio Luís Lula da Silva

    68. Felipe Macedo Gomes

    69. Felipe Vasconcelos Pereira

    70. Fernando Pereira dos Santos

    71. Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti

    72. Francisco Roumes Rodrigues de Aguiar

    73. Francisco Wesley Nascimento dos Santos

    74. Giovani Batista Fassarella Spiecker

    75. Giovanini Cardoso

    76. Gilmar Stelo

    77. Glauco André Fonseca Wamburg

    78. Glauco Daniel Ribas Santos

    79. Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano

    80. Gustavo Marques Gaspar

    81. Gutemberg Tito de Sousa

    82. Hamilton Souza

    83. Haran Santhiago Girão Sampaio

    84. Heitor Souza Cunha

    85. Hélio Marcelino Loreno

    86. Helionay Rodrigues de Sousa

    87. Herbert Kristensson Menocchi

    88. Higor Dalle Vedove Lourenção

    89. Igor Dias Delecrode

    90. Igor Oliveira Freitas

    91. Ina Maria Lima da Silva

    92. Ingrid Ambrózio Camilo

    93. Ingrid Pikinskeni Morais Santos

    94. Ivaldo Carvalho Silveira

    95. Ivânio da Rocha Oliveira

    96. Janete Pereira Lima

    97. Jerônimo Arlindo da Silva Júnior

    98. Joab Félix de Medeiros

    99. Joana Gonçalves Vargas

    100. João Carlos Camargo Júnior

    101. João Milton Carneiro Neto

    102. Jobson de Paiva Silveira Sales

    103. Jonathan de Souza Almeida

    104. José Arnaldo Bezerra Guimarães

    105. José Branco Garcia

    106. José Carlos Oliveira (Ahmed Mohamad Oliveira Andrade)

    107. José Cordeiro de Vasconcelos

    108. José Fernando Costa dos Santos

    109. José Laudenor da Silva

    110. José Lins de Alencar Neto

    111. José Silva Miguel Júnior

    112. José Sarney Filho

    113. Jucimar Fonseca da Silva

    114. Leandro Fagner da Fonseca Alves

    115. Leonardo Cerquinho Monteiro

    116. Leonardo Rolim

    117. Lucas Fonseca da Silva

    118. Lucineide dos Santos Oliveira

    119. Luís Lima Martins

    120. Marci Eustáquio Teodoro

    121. Márcio Alaor de Araújo

    122. Marco Aurélio Gomes Júnior

    123. Marcos Brito Campos Júnior

    124. Marcos dos Santos Monte

    125. Marcus Vinicius Paranhos Faleiro

    126. Maria Eudenes dos Santos

    127. Maria Eunice Ribas

    128. Maria das Graças Ferraz

    129. Maria Gorete Pereira

    130. Maria Luzimar Rocha Lopes

    131. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira

    132. Maria do Socorro Veras dos Santos

    133. Mauricio Camisotti

    134. Mauro Palombo Concílio

    135. Micael Ferrone Alves Pereira

    136. Milton Baptista de Souza Filho

    137. Milton Salvador de Almeida Júnior

    138. Mônica Ribeiro Santos

    139. Natal Leo

    140. Natal Leo Júnior

    141. Natjo de Lima Pinheiro

    142. Nelmar de Castro Batista

    143. Nelson Wilians Fratoni Rodrigues

    144. Nilton Claudio Carvalho Belsarena

    145. Nivaldo de Farias

    146. Paulo Afonso Aguiar Regadas Neto

    147. Paulo Augusto de Araujo Boudens

    148. Paulo Otávio Montalvão Camisotti

    149. Paulo Cesar Roxo Ramos

    150. Paulo Gabriel Negreiros

    151. Pedro Alves Corrêa Neto

    152. Pedro Lettieri Neto

    153. Pedro Lucas Felix Canuto

    154. Pedro Oliveira de Queiroz

    155. Philipe Roters Coutinho

    156. Philippe André Lemos Szymanowski

    157. Rafael Emrich Candelot

    158. Raphael Maciel Snoeck

    159. Rayama Belmonte Riella

    160. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida

    161. Renan Assunção Siqueira

    162. Renata Martins Costa de Siqueira

    163. Ricardo Bimbo Troccoli

    164. Ricardo Vinícius Campelo de Sá

    165. Roberta Moreira Luchsinger

    166. Roberto Marinho Luiz da Rocha

    167. Rodrigo Alves de França

    168. Rodrigo Ortiz D´Avila Assumpção

    169. Rodrigo Moraes

    170. Rogério Soares de Souza

    171. Romeu Carvalho Antunes

    172. Ronaldo Ribeiro Santos

    173. Ronaldo de Souza Estrella

    174. Rubens Oliveira Costa

    175. Samuel Chrisóstomo do Bomfim Júnior

    176. Sandra Helena Lima do Nascimento

    177. Sandro Temer De Oliveira

    178. Sebastião Faustino de Paula

    179. Sérgio Cheque Bernardo

    180. Silas Bezerra de Alencar

    181. Silas da Costa Vaz

    182. Silvanete de Jesus Ribeiro

    183. Sílvio Roberto Machado Feitoza

    184. Suelen Ribeiro dos Santos

    185. Taline Nunes Campos Neves

    186. Tânia Carvalho dos Santos

    187. Teresa Raquel Barbosa

    188. Thaisa Hoffmann Jonasson

    189. Thayse Daniela Silva Carvalho do Nascimento

    190. Thamiris Januário Mattos Snoeck

    191. Thamyrez Maia de Oliveira Ramos

    192. Thiago Henrique Paranhos Carvalho

    193. Thiago Rocha Guimarães

    194. Tiago Abraão Ferreira Lopes

    195. Tiago Schettini Batista

    196. Tônia Andrea Inocentini Galleti

    197. Vanderlei Barbosa dos Santos

    198. Vanessa Barramacher Tocantins

    199. Victor Infante Aiello

    200. Vinicius Faleiros Martins

    201. Vinícius Ramos da Cruz

    202. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho

    203. Vitor Luís Spilla Antevere

    204. Vladimir Augusto de Oliveira Formiga

    205. Wagner Ferreira Moita

    206. Waldemar Monte Neto

    207. Walton Cardoso Lima Júnior

    208. Weverton Rocha Marques de Souza, senador

    209. Wilson Alexandre Sartin Panacione

    210. Wilson de Morais Gaby

    211. Yasmin Ahmed Hatheyer Oliveira

    212. Zacarias Canuto Sobrinho

    213. Artur Ildefonso Brotto Azevedo

    214. Daniel Vorcaro

    215. Augusto Lima

    216. Eduardo Chedid

    CPI do INSS rejeita relatório final e indiciamento de Lulinha e mais 215

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  • Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro, indica Datafolha

    Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro, indica Datafolha

    Em uma escala de 1 a 7, o Datafolha pede ao entrevistado para responder em qual posição política se colocaria, sendo 1 o máximo à esquerda e 7, o máximo à direita. O eleitor de centro corresponde, portanto, ao número 4.

    ANA LUIZA ALBUQUERQUE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) supera o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores autoidentificados como de centro nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no começo deste mês para a Presidência da República.
    Esses eleitores sem aderência prévia ao petismo ou ao bolsonarismo podem ser decisivos na eleição de outubro, que deve ser acirrada.

    Em uma escala de 1 a 7, o Datafolha pede ao entrevistado para responder em qual posição política se colocaria, sendo 1 o máximo à esquerda e 7, o máximo à direita. O eleitor de centro corresponde, portanto, ao número 4.

    Nos cenários testados pelo instituto com a presença de Lula e de Flávio e sem Ratinho Junior -que anunciou na segunda (23) a desistência da candidatura-, o petista aparece na frente.

    No primeiro deles, Lula tem 31% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 17%. Romeu Zema (Novo) aparece com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%.

    A margem de erro neste grupo de centro é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada de 3 a 5 de março de 2026, com 2.004 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas entre 137 municípios, com a população de 16 anos ou mais. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-03715/2026.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, na pesquisa geral, com todo o eleitorado, Lula também está à frente de Flávio nos cenários de primeiro turno, por cinco ou seis pontos percentuais. Neste caso, a margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

    Na pesquisa espontânea, quando o Datafolha não cita o nome dos possíveis candidatos, 15% dos eleitores autoidentificados como de centro dizem que pretendem votar em Lula para presidente, enquanto 2% mencionam Flávio e, outros 2%, Jair Bolsonaro (PL).

    No segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente conta com 41% das intenções de voto entre o grupo de centro, e o senador, com 32% -estão empatados tecnicamente. Outros 24% dizem que pretendem votar em branco, e 3% não sabem.

    Na pesquisa com todo o eleitorado, os dois também aparecem empatados na simulação de segundo turno, mas com uma diferença numérica menor. O filho de Bolsonaro marca 43%, ante 46% do presidente.

    O Datafolha também perguntou a cada entrevistado em qual número ele se encaixa, considerando uma escala de 1 a 5, em que 1 é bolsonarista e 5, petista. Assim, o eleitor que se identifica como o número 3 não está alinhado a nenhum dos polos.

    Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula e Flávio estão empatados tecnicamente entre esse eleitorado, com o presidente numericamente à frente por entre sete a dez pontos percentuais. A margem de erro neste grupo também é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Os dois também estão empatados na simulação de segundo turno. O presidente tem 40% das intenções de voto entre o eleitor que não se identifica como bolsonarista ou petista, enquanto o filho de Bolsonaro tem 35%. Outros 23% afirmam que pretendem votar em branco, e 2% não sabem.

    Lula e Flávio empatam tecnicamente ainda no quesito rejeição, considerado chave para as campanhas, que projetam que o eleitor independente escolherá não o candidato ideal, mas o menos pior.
    Entre os eleitores que se autoidentificam como de centro (número quatro na escala da esquerda à direita), 45% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula no primeiro turno, enquanto 51% dizem o mesmo de Flávio.

    As respectivas porcentagens são de 48% e 50%, considerando os eleitores que não se identificam como bolsonaristas nem petistas (número três nesta escala).

    Professor de ciência política na USP, Sérgio Simoni diz que os números indicam vantagem para Lula entre o eleitorado de centro, mas pondera que é preciso ter cuidado com a interpretação dos dados.

    “Às vezes [o entrevistado] coloca centro, mas não é exatamente o mesmo significado que a gente atribui [para o termo]. Quando [o Datafolha] pergunta também [no contexto da] escala entre petistas e bolsonaristas, permite um cenário com mais nuances”, afirma.

    Independentemente da intenção de voto, a maioria dos eleitores que se encontra no meio das duas escalas diz que prefere que a maior parte das ações do próximo presidente seja diferente das de Lula. Estão de acordo com esta afirmação 79% dos entrevistados que se autoidentificam como de centro, e 81% dos que não se posicionam como bolsonaristas ou petistas.

    POLARIZAÇÃO

    Bolsonaristas e petistas correspondem a fatias quase idênticas do eleitorado, mostra a pesquisa -cada grupo representa pouco mais de um terço.

    Na escala de 1 a 5, sendo 1 bolsonarista e 5, petista, 19% dos entrevistados se posicionam como o número 3, não associado a nenhum dos polos. Outros 7% se colocam como o número 2 na escala, e 9%, como o 4. Na ponta, há 28% de eleitores identificados ao máximo como bolsonaristas, e outros 28%, como petistas.

    Não houve nos últimos anos variação percentual nos dois grupos para além da margem de erro.

    Simoni afirma que os dados indicam que de fato existe uma divisão cristalizada entre petistas e bolsonaristas, mas pondera que há uma grande faixa de eleitores que pode ser disputada. “Mais de um terço dos eleitores se posiciona ou no meio, ou, ainda que tendendo para um lado, não se identifica fortemente [com nenhum dos lados]”, diz.
    Já na escala de 1 a 7, do máximo à esquerda ao máximo à direita, respectivamente, 15% dos entrevistados se colocam no número 1, 17%, no número 4, e 29%, no número 7. Os demais se dividem entre as posições restantes, de forma equilibrada.

    Para Simoni, a grande porcentagem de eleitores que se consideram o máximo à direita não pode ser interpretada como um indício de radicalidade.

    “Tradicionalmente, a direita tem um patamar mais elevado do que a esquerda. Mesmo nos momentos nos quais Lula estava no auge, como quando ganhou a eleição de 2002.”
    O professor afirma que, segundo uma das interpretações para essa vantagem, o eleitor pode não atribuir o mesmo significado que os acadêmicos para os termos esquerda ou direita.

    PERFIL RAIZ

    A pesquisa também permite traçar o perfil do eleitorado bolsonarista, petista e de centro.

    O bolsonarista raiz é homem, vive nas regiões Sul, Centro-Oeste ou Norte, é branco, evangélico e prefere o PL.
    Já a petista raiz é mulher, tem mais de 60 anos, completou o ensino fundamental, ganha até dois salários mínimos, vive no Nordeste, é aposentada e católica.

    O eleitor desassociado do petismo e do bolsonarismo, por sua vez, tem o seguinte perfil: homem, entre 16 e 24 anos, estudante, com ensino superior, sem partido de preferência, sem religião e morador da região Sudeste.

    A estagiária de comunicação Fernanda Rabello, 22, faz parte do grupo. “Sou centro, porque acredito que é possível ter benefícios pra sociedade em ambos os lados, com um mediando o outro”, diz. “Não decidi em quem votar para presidente, está cedo ainda. Acho que o maior problema do país é a disparidade de classes: pessoas que detêm muita riqueza e pessoas que não têm o que comer.”

    Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro, indica Datafolha

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  • PF prende pela segunda vez Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj

    PF prende pela segunda vez Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj

    Ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito sobre grupos criminosos. OUTRO LADO: Defesa de Rodrigo Bacellar não se manifestou sobre a prisão

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União) foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (27) pela segunda vez, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Além da prisão, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão. Os motivos da medida cautelar não foram divulgados.

    Bacellar havia sido preso em dezembro, sob suspeita de vazamento de informações sobre a operação que tinha como alvo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Os dois foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

    PF prende pela segunda vez Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj

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  • Vamos ter maioria no Senado e 'impichar' Alexandre de Moraes, diz Eduardo Bolsonaro nos EUA

    Vamos ter maioria no Senado e 'impichar' Alexandre de Moraes, diz Eduardo Bolsonaro nos EUA

    Durante discurso em conferência nos EUA, ex-deputado diz que aliados vão tentar impeachment de Moraes se vencerem o Senado. “Existe um prognóstico que vamos ter a maioria no Senado”, disse

    DALLAS, EUA (CBS NEWS) – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que, se o senador Flávio Bolsonaro (PL) for eleito, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai sofrer um processo de impeachment. A fala ocorreu nesta sexta-feira (27) durante o discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos EUA.

    “Existe um prognóstico que vamos ter a maioria no Senado”, disse ele em referência a base aliada da direita. “Os futuros senadores vao ‘impichar’ o Alexandre de Moraes. Vamos chutar para fora esses juízes corruptos. No dia seguinte, eu vou processar ele pela prisão, pelos crimes que ele cometeu e por quando ele me processou por crimes que eu não cometi.”

    O ex-parlamentar, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro no ano passado, foi um dos principais defensores das taxações contra com o Brasil e de punições contra Moraes, que caíram no fim do ano passado.

    O ex-deputado se mudou para os Estados Unidos há um ano alegando sofrer perseguição no Brasil e perdeu seu mandato parlamentar por faltas.

    No CPAC, afirmou que ele e sua esposa têm contas bancárias congeladas. “Eles tiraram o meu passaporte, meu mandato. Agora, eu sou um ex-deputado. Não me deixam nem ser um policial federal no Brasil”, disse ele, que ironizou que vive nesta situação porque é “uma ameaça ao Brasil” e que é “um cara muito perigoso”.

    “Não temos medo de você, Alexandre de Moraes. Vamos vencer essas eleições, vamos perdoar Jair Bolsonaro, e os EUA vão ter o maior aliado no Brasil no ano que vem”, diz.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, Eduardo tem guiado Flávio em viagens internacionais para construir uma articulação estrangeira de extrema direita. O senador é pré-candidato pelo PL à Presidência da República e também vai se apresentar no evento neste sábado (28).

    Diferente do ano passado, quando discursou sozinho no palco da conferência, Eduardo dividiu o horário com outros convidados de diferentes países, como Austrália, Húngria, Japão e ex-primeira-ministra do Reino Unidos de Liz Truss.

    O presidente do CPAC, Matt Schlapp, afirmou que ama Eduardo, Flávio e Jair Bolsonaro. Também alegou que esteve no Brasil e viu que nos livros didáticos “crianças com 9 anos aprendem que podem ser ativos sexualmente e trocar seu gênero”, sem explicar a que obra se referia.

    Aliados do bolsonarista, o ex-parlamentar e o ex-comentarista da Jovem Pan, Paulo Figueiredo, têm intensificado pedidos para que a comunidade internacional acompanhe o processo eleitoral brasileiro. Na última semana, estava planejada a viagem de Darren Beattie, conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, para o Brasil.

    Beattie tentou uma visita a Jair Bolsonaro, que, em um primeiro momento, foi autorizada pelo ministro do ST Alexandre de Moraes. Porém, depois de manifestação do ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, o magistrado retrocedeu.

    O juiz afirmou que a visita poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”. Ele também disse que o pedido não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado, relacionados a entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.

    Darren Beattie é crítico de Moraes e do governo federal, e sua visita se daria em contexto no qual o Brasil avalia que Trump pode tentar interferir nas eleições. No Brasil, ele também planejava tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais conduzidos pelo STF.

    O conselheiro ainda procurava uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o ministro Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.

    Vamos ter maioria no Senado e 'impichar' Alexandre de Moraes, diz Eduardo Bolsonaro nos EUA

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  • STF forma maioria para voto secreto em eleição indireta no RJ; Moraes defende voto popular

    STF forma maioria para voto secreto em eleição indireta no RJ; Moraes defende voto popular

    Ministros também concordam com prazo de desincompatibilização reduzido a 24 horas em disputa na Alerj; Moraes vê desvio de finalidade em renúncia de Cláudio Castro e vota por eleição direta; Gilmar, Dino e Zanin acompanham

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu em voto nesta sexta-feira (27) a realização de eleições diretas para a escolha do “governador-tampão” no estado.

    Moraes considerou que a renúncia de Cláudio Castro (PL) foi uma manobra para evitar a eleição direta, que poderia ser determinada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em caso de cassação no julgamento em que o ex-governador foi condenado na terça-feira (24).

    Em relação às regras para a realização de uma eleição indireta, o voto de Moraes estabeleceu maioria em favor voto secreto, a fim de evitar a influência do crime organizado a disputa na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

    Neste ponto, Moraes acompanhou o voto do ministro Luiz Fux, relator do caso, acompanhado também pelos ministros Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

    Ao defender o voto secreto, Fux contrariou precedentes do próprio STF, contudo afirmou que o poder do crime organizado no estado exige a proteção do voto dos deputados.

    “Reputo que essas considerações devem ganhar maior peso em um ambiente de proliferação da criminalidade organizada, como infelizmente sói ocorrer no estado do Rio de Janeiro, com a expansão de grupos de narcotraficantes e milícias armadas, inclusive com penetração no meio político”, escreveu o ministro.

    O prazo de desincompatibilização, outro tema em debate, ainda não tem maioria formada. Cinco ministros acompanharam a divergência aberta por Cármen, que defendeu a manutenção da lei estadual, com previsão de um dia para saída dos cargos após a dupla vacância dos cargos de governador e vice.

    Fux defendeu o respeito à lei de inelegibilidade, que exige seis meses, e permanece como o único com esta posição. A sessão virtual extraordinária se encerra na segunda-feira (30) e ainda restam cinco ministros para votar.

    O voto de Moraes abre um terceiro ponto de debate, sobre a possibilidade de eleição direta. O PSD planeja protocolar nesta sexta-feira (27) uma reclamação no STF para tratar especificamente deste tema.

    A eleição direta é um pleito do partido de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo estadual em outubro. Ele afirma que aceita concorrer para o mandato-tampão caso ele seja realizado com voto popular.

    Caso a eleição seja indireta, a avaliação na Alerj é de que o voto secreto favorece a candidatura de oposição, por permitir que infiéis da aliança do PL escolham outro nome.

    A sigla do ex-governador Cláudio Castro quer apresentar o nome do deputado Douglas Ruas para o mandato-tampão. A indicação, porém, depende da vitória da tese de Cármen sobre desincompatibilização, já que ele foi secretário estadual até o último dia 20.

    Dois nomes articulam uma candidatura na oposição. O ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT) é um dos cotados, mas também depende da vitória do voto de Cármen -o petista era secretário nacional de Assuntos Federativos no governo Lula. Outro que tenta viabilizar o nome é o deputado Chico Machado (Solidariedade).

    Os dois devem contar com o apoio do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes. Eles também contam com a ajuda de Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Alerj cassado pelo TSE que rompeu aliança com Castro.

    STF forma maioria para voto secreto em eleição indireta no RJ; Moraes defende voto popular

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  • Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

    Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

    O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, ontem (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão; senador Carlos Viana (foto) é o presidente do colegiado

    O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS pede o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, que tem mais de 4 mil páginas, começou a ser lido na manhã desta sexta-feira (27).

    Entre os indicados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, Maurício Camisotti, do ex-dono do banco Master Daniel Vorcaro, ex-ministros de estado, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

    O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, ontem (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, no início dos trabalhos, que após a leitura do relatório, será concedido pedido de vista pelo tempo de uma hora.

    Na sequência, o texto deve ser colocado para votação. Há a expectativa de que integrantes da comissão, da base do governo, apresentem um relatório alternativo ao de Gaspar.

    “Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, disse Viana.

    Para que os 216 indiciados só se tornam réus pelos crimes listados pela CPMI, é preciso que haja denúncia pelo Ministério Público e que ela seja aceita pela instância judicial competente.

    Indiciamentos

    O principal indiciado é o “careca do INSS”, apontado como líder e articulador do esquema. Também foram indiciados a esposa e o filho do Careca do INSS, Tânia Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes. Já o empresário Maurício Camisotti foi indiciado como operador e intermediário do esquema.

    Entre os indicados estão os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; os ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg.

    Os ex-dirigentes do INSS André Paulo Félix Fidélis (ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão), Sebastião Faustino de Paula (ex‑diretor de Benefícios).

    Os servidores do INSS Rogério Soares de Souza, Ina Maria Lima da Silva, Jucimar Fonseca da Silva e Wilson de Morais Gaby.

    O ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS  Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson.

    Além do ex‑diretor‑presidente da Dataprev Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, do diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan do Nascimento Santos e Heitor Souza Cunha, funcionário da Caixa Econômica Federal.

    O relatório pede ainda o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), dos deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual do Maranhão, Edson Cunha de Araújo (PSB-MA). Pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS através de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

    Gaspar solicitou ainda o indiciamento do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) Carlos Roberto Ferreira Lopes; o ex-dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) Aristides Vera e do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) Abraão Lincoln Ferreira da Cruz.

    Também foram pedidos os indiciamentos do executivo do Banco C6 Consignado S.A  Artur Ildefonso Brotto Azevedo; Augusto Ferreira Lima, executivo do Banco Master S.A e de Eduardo Chedid, executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.

    Os indiciamentos são pelos crimes de: advocacia administrativa, desobediência, prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto mediante fraude, furto eletrônico, violação de sigilo funcional, uso de documento falso, evasão de divisas, falso testemunho, tráfico de influência, condescendência criminosa, peculato, coação no curso do processo, crime de responsabilidade, gestão fraudulenta e temerária e crime contra a economia popular.

    A Agência Brasil entra em contato com a defesa dos citados e está aberta a manifestações.

    Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

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  • MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG

    MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG

    A pouco mais de uma semana do fim do prazo para mudança de partido, porém, o senador tem repetido que sua decisão ainda não está tomada. Pacheco filiou aliados de Minas ao PSB e afirmou a pessoas próximas que vê a sigla como um bom caminho político

    (CBS NEWS) – Encorajada pelo presidente Lula (PT), a ala governista do MDB reforçou o convite de filiação ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de olho na construção da candidatura dele ao Governo de Minas e em uma aliança nacional com o PT.

    Na terça-feira (24), após uma conversa com Lula, dirigentes do MDB telefonaram para Pacheco e pediram uma posição até o fim da semana, reafirmando o desejo de que se filie ao partido e se lance ao Palácio Tiradentes. Em favor da sigla, alegam oferecer melhor estrutura para a disputa ao Governo de Minas.

    Pacheco ainda não descarta se filiar ao PSB, embora o próprio Lula já tenha dito anteriormente que vê o MDB como a melhor opção política para ele.

    Desde que anunciou sua saída do PSD, no ano passado, Pacheco tem sido cortejado pelo MDB, pelo PSB e pelo União Brasil. Nos últimos dias, as conversas se afunilaram entre os dois primeiros.

    A pouco mais de uma semana do fim do prazo para mudança de partido, porém, o senador tem repetido que sua decisão ainda não está tomada. Pacheco filiou aliados de Minas ao PSB e afirmou a pessoas próximas que vê a sigla como um bom caminho político.

    Nesta quarta (25), o senador participou de um jantar com integrantes do PSB -encontro que foi visto pelo grupo como a selagem de um acordo. O presidente nacional, João Campos (PE), o presidente mineiro, Otacílio Costa, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), reforçaram o convite.

    No MDB, Pacheco ainda enfrenta as ressalvas da direção, hoje inclinada a liberar os estados para apoiar Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente. Apesar disso, a bancada emedebista do Senado diz não abrir mão do colega.

    “Nós não podemos desconhecer o que significará para o partido a volta do Pacheco ao MDB”, afirmou o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) à reportagem nesta quarta, acrescentando que Pacheco é um dos principais quadros da política.

    De acordo com aliados de Lula, a entrada de Pacheco no MDB poderia ampliar a possibilidade de uma aliança formal com o partido na disputa presidencial. O presidente, segundo esses relatos, não desistiu de contar com o MDB na busca pela reeleição.

    Na noite de terça, reunidos no Palácio do Planalto, Lula e emedebistas passaram em revista as alianças do partido nos estados, levando em consideração como seus diretórios estaduais se posicionariam diante de uma proposta de união com o PT na corrida presidencial.

    Os dirigentes do MDB apontaram unidades da federação onde seria necessária uma intervenção direta de Lula para a costura de acordos. A Bahia e o Maranhão foram citados como lugares onde se exige uma ação do presidente. Na Bahia, a relação dos dois partidos foi descrita como autofágica.

    Pacheco afirma que a sua decisão sobre a candidatura ao Governo de Minas Gerais também passa pelo alinhamento do campo político de Lula no estado -o que inclui nomes como o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado, do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silva (PSD), e do ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que colocou o nome dele à disposição do MDB para a candidatura ao governo mineiro.

    Em busca de um palanque robusto em Minas, Lula é um dos principais entusiastas da candidatura de Pacheco. A pedido do presidente, petistas suspenderam conversas em que procuraram um plano B no estado. Lula também recorreu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que convencesse o senador a concorrer.

    Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é apontada como fundamental para a reeleição do presidente.

    MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG

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  • Lula cobra em reunião pressa para reagir a Flávio Bolsonaro

    Lula cobra em reunião pressa para reagir a Flávio Bolsonaro

    Presidente pressiona base por reação política e aceleração da estratégia eleitoral, diante do avanço do adversário nas pesquisas. Cúpula petista cobra mais alinhamento, intensificação do discurso e mobilização para fortalecer a pré-campanha.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) cobrou de aliados pressa na estruturação da pré-campanha presidencial durante reunião no Palácio da Alvorada, na segunda-feira (23). A instrução do petista vem no momento em que seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ganha terreno nas pesquisas de intenção de voto.

    Ainda segundo relatos, o presidente deu sinais de frustração com os resultados dos levantamentos eleitorais e com a dificuldade de conversão das ações do governo em votos. Ele reclama da falta de energia para reagir à ofensiva bolsonarista.

    Nos dias seguintes ao encontro, a cúpula petista instruiu deputados do partido a acirrar o embate político com a oposição, focando especialmente no caso Banco Master. A orientação é para aumentar a repercussão das declarações de Lula sobre o tema e colar o escândalo de fraude financeira no bolsonarismo.

    Lula tem recebido regularmente o núcleo de sua pré-campanha para debate de conjuntura e definição de estratégia política-eleitoral.

    Na segunda-feira, quando o petista cobrou seus aliados em tom de preocupação, estavam presentes alguns dos principais nomes da coordenação, como o presidente do PT, Edinho Silva, que será o coordenador geral, o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, que coordenará a elaboração do programa de governo, e o ex-prefeito de Diadema (SP) José de Filippi Jr., que será o tesoureiro.

    Entre auxiliares do presidente, a avaliação é a de que o campo adversário avançou na montagem dessa estrutura da pré-campanha. No dia seguinte à reunião no Alvorada, Edinho Silva transmitiu a recomendação do presidente a deputados petistas.

    Durante almoço com a executiva bancada do PT na Câmara, o presidente do PT informou que o PL já havia constituído um robusto corpo jurídico e uma assessoria de comunicação. Enfatizando a importância da próxima eleição, defendeu também a necessidade de adesão a jantares de arrecadação, como um programado para abril.

    Ele lembrou ainda que, diferentemente do PT, o PL não repassa recursos do fundo partidário para seus diretórios, o que permite maior reserva de recursos para a campanha.

    No encontro, instruiu que os deputados reproduzissem mais o discurso de Lula e buscassem maior alinhamento à comunicação do governo. Foi mencionado como exemplo a associação do caso Master à gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL).

    Em discurso na semana passada, o presidente da República se referiu ao caso Master como “ovo da serpente” deixado pela gestão Bolsonaro. A cúpula do governo julga não ter nada a ver com o escândalo, mas avalia que a fraude tem causado desgaste à imagem da atual gestão.

    Outra recomendação é para vinculação do aumento de combustíveis à guerra iniciada pelos EUA. A estratégia é lembrar que o presidente americano, Donald Trump, é apoiado pelos bolsonaristas, enquanto Lula prega a paz.

    Além disso, a ideia é questionar por que governadores apoiados por Bolsonaro não aderiram à proposta do governo federal para que abram mão da receita do ICMS sobre combustíveis, permitindo a redução do preço ao consumidor.

    Ainda segundo relatos dos participantes, os deputados sugeriram que o governo também faça sua parte, adotando medidas de estímulo à economia popular e liberação de recursos para programas de interesse social.

    Ao comentar a falta de estruturação da pré-campanha petista descrita por Edinho, deputados chegaram a lembrar que hoje detêm a máquina governista e seria alarmante supor que o adversário estaria mais bem organizado.

    Flávio Bolsonaro foi escolhido por seu pai, preso por tentativa de golpe, para representar o campo bolsonarista na eleição presidencial. Desde o anúncio, no fim do ano passado, Flávio ganhou terreno e agora aparece empatado com Lula nas pesquisas de intenção de voto.

    Uma aceleração da pré-campanha, por parte de Lula, é um movimento limitado no momento. A campanha oficial só começa oficialmente em agosto. Até lá os postulantes são proibidos, por exemplo, de pedir voto.

    Lula cobra em reunião pressa para reagir a Flávio Bolsonaro

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  • CPI do INSS: após revés no STF, Viana quer votar relatório nesta sexta

    CPI do INSS: após revés no STF, Viana quer votar relatório nesta sexta

    Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu contra a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS por 8 votos a 2; André Mendonça e Luiz Fux foram os únicos favoráveis ao pedido de continuidade da CPMI

    O senador Carlos Viana (Podemos-MG) pretende ler e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27).

    O presidente da CPMI manifestou o posicionamento nesta quinta-feira (26) depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir contra a prorrogação da investigação por 8 votos a 2.

    A posição final do STF significa um revés à pretensão do presidente da CPMI, que havia decidido prorrogar os trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, havia concordado com o pedido do parlamentar. 

    Os votos contrários à estender os trabalhos foram dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Além de André Mendonça, o ministro Luiz Fux foi favorável ao pedido de continuidade da CPMI.

    O voto favorável do relator André Mendonça teve o argumento de que foram atendidos requisitos legais, como o número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados.

    Em votos contrários, por exemplo, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas íntimas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da CPMI.

    Investigação

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito começou os trabalhos em agosto de 2025 com a finalidade de investigar os descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. 

    A comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados. 

    Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça. 

    CPI do INSS: após revés no STF, Viana quer votar relatório nesta sexta

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  • Ratinho Junior diz que foi difícil desistir da eleição presidencial e que busca sucessor no Paraná

    Ratinho Junior diz que foi difícil desistir da eleição presidencial e que busca sucessor no Paraná

    Em agenda no interior do estado, governador afirma que pretende se dedicar a ‘passar o bastão’. No PSD, os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás) seguem pré-candidatos

    CURITIBA, PR (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afirmou durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (26) que a decisão que o levou a desistir da corrida à Presidência da República foi muito difícil e que “família e compromisso com os paranaenses” influenciaram o recuo.

    “O PSD tinha três nomes que estavam sendo analisados internamente e tomei uma decisão muito difícil, não tenha dúvida. Eu estava muito animado em ser uma opção para o brasileiro”, disse Ratinho Junior durante uma agenda oficial em Pato Branco, interior do Paraná.

    Ele afirmou que pesou na sua decisão “o compromisso com os paranaenses de ficar até o último dia do mandato”.

    O governador admitiu publicamente o interesse em participar das eleições ao Planalto no final de 2024 e, ao longo de 2025, trabalhou para entrar na disputa, inclusive viajando a outros estados para encontros com o empresariado. Ele divulgou à imprensa um comunicado sobre a desistência na segunda-feira (23).

    Com a saída de Ratinho Junior, os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás) seguem como pré-candidatos do PSD ao Planalto. A decisão do partido será anunciada até a próxima semana.

    Durante a coletiva desta quinta, Ratinho Junior indicou que o foco agora é tentar eleger um sucessor no estado. “A ideia é fazer as entregas nos próximos meses e construir [a candidatura de] alguém que possa dar continuidade a este trabalho. Passar o bastão”, disse ele.

    No Paraná, o PSD ainda não decidiu quem concorrerá ao Palácio Iguaçu e tem tido dificuldades para encontrar um nome com condições de enfrentar nas urnas o senador Sergio Moro. O ex-juiz tem liderado as pesquisas de intenção de voto e se filiou ao PL nesta semana, ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), em um ato marcado por críticas ao PT do presidente Lula, pré-candidato à reeleição.

    “Tenho muito medo que as brigas de Brasília venham a atrapalhar o Paraná. Nós conseguimos proteger o estado durante sete anos desta briga, que traz muito prejuízo para o Brasil. Minha função é fazer o escudo disso, proteger o paranaense”, disse.

    Até a filiação de Moro ao PL, a legenda integrava o grupo de Ratinho Junior no Paraná. Agora, lideranças do PL que seguem ao lado do governador articulam um movimento de desfiliação.

    Dos 53 prefeitos do PL hoje no Paraná, ao menos 48 estão dispostos a deixar o partido para continuar no grupo de Ratinho Junior, segundo o deputado federal Fernando Giacobo, que se reuniu com os gestores nesta quinta, em Curitiba.

    Giacobo renunciou à presidência do PL no Paraná logo após a filiação de Moro e deixou o partido. Nesta quinta, ele disse à Folha de S. Paulo que havia um acordo entre PL e PSD referendado no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que o grupo permanecerá unido em torno do nome que será escolhido por Ratinho Junior para disputar o Executivo estadual.

    O deputado federal Filipe Barros, que assumiu o comando do partido no lugar de Giacobo, afirmou em nota que ele e Moro vão “dialogar com muita responsabilidade e respeito” com todos os prefeitos, vices e parlamentares. Barros é pré-candidato a senador na chapa de Moro.

    Além do ex-juiz, outros dois nomes já foram lançados para a corrida ao Governo do Paraná: o do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) e o do deputado estadual Requião Filho (PDT). O deputado é filho do ex-senador e ex-governador do Paraná Roberto Requião, que nesta quinta-feira se lançou pré-candidato a deputado federal pelo PDT.

     

    Ratinho Junior diz que foi difícil desistir da eleição presidencial e que busca sucessor no Paraná

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