Categoria: POLÍTICA

  • 52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    Levantamento mostra aumento da rejeição à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Maioria dos entrevistados também acredita que a proposta aprovada pelo Congresso buscava beneficiar Jair Bolsonaro

    Pesquisa Quaest mostra que 52% dos brasileiros são contra a redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Por outro lado, 39% se declaram favoráveis à medida. O levantamento ouviu eleitores entre os dias 8 e 11 de maio, após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto sobre dosimetria das penas.

    Em dezembro de 2025, quando o Congresso aprovou o projeto de lei, os grupos favoráveis e contrários estavam empatados, com 46% cada.

    A proposta havia sido vetada por Lula, mas o veto acabou derrubado pelo Congresso. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação da lei até que a Corte julgue ações que questionam sua constitucionalidade.

    A pesquisa também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que o projeto foi aprovado para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzindo uma eventual pena contra ele.

    Já 34% afirmam que a proposta teve como objetivo diminuir as penas de todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Outros 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

    Em dezembro, 58% acreditavam que o projeto beneficiaria Bolsonaro, enquanto 30% entendiam que a medida favoreceria todos os envolvidos. Outros 12% não opinaram.

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

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  • Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF

    Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF

    Segundo pessoas próximas, o petista quer reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. Em conversas, ele também diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas a seu governo.

    CATIA SEABRA E MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) disse a aliados que deverá reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal), mesmo após a Casa rejeitar a indicação do advogado-geral da União.

    Segundo pessoas próximas, o petista quer reafirmar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. Em conversas, ele também diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas a seu governo.

    A expectativa é de que o chefe do Executivo reencaminhe o nome antes das eleições de outubro. Aos ministros e articuladores políticos com os quais conversou, Lula afirmou que não há justificativa técnica para a rejeição e que Messias não a merecia.

    Esses aliados dizem que, após assistir aos destaques da sabatina de Messias, Lula reforçou a avaliação de que o chefe da AGU está preparado para a função.
    Pessoas próximas a Lula afirmam que episódios como o gesto de desagravo a Messias durante a posse do novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde foi fortemente aplaudido, reforçaram a credibilidade do AGU aos olhos do presidente.

    A homenagem a Messias no TSE foi ignorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destoando de outros integrantes da mesa oficial da posse do ministro Kassio Nunes Marques. Durante a solenidade, Lula quase não trocou palavras com Alcolumbre, em uma demonstração do clima entre os dois.

    Pessoas próximas relataram que o advogado-geral ficou recluso após ter o nome rejeitado pelo Senado e disse ter intenção de deixar o governo.
    Lula, no entanto, recomendou que ele não tomasse decisão no calor da derrota. Messias entrou de férias no dia 13 de maio, e seu retorno está previsto para o próximo dia 25.

    Na AGU (Advocacia-Geral da União), há quem avalie que, caso ele permaneça no cargo, haverá constrangimento nas tratativas dos interesses da União com o STF, frente à oposição a seu nome por parte de alguns integrantes da corte.
    Aliados de Lula apostavam no nome de Messias para assumir o Ministério da Justiça num cenário de divisão da pasta -o presidente já disse ter intenção de rachar o ministério em dois (um de Justiça e outro para a Segurança Pública) caso a PEC da Segurança seja aprovada pelo Congresso.

    Lula chegou a cogitar a indicação de uma mulher para a vaga no STF, inclusive sob pressão de aliados do PT. Para líder do partido na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), além da questão da representatividade, a escolha por uma ministra traria um menor risco de rejeição neste momento.
    Articulação política sem mudanças

    O episódio representou um problema na articulação política da gestão petista com o Congresso, uma vez que o número de votos favoráveis a Messias foi menor do que havia sido previsto pelos líderes do governo. Apesar disso, Lula disse a aliados que não pretende fazer mudanças na equipe de articulação política, mesmo com a rejeição inédita. Para ele, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi traído.

    O presidente também não deve abrir mão de José Guimarães (Relações Institucionais), representante do governo na articulação política com o Congresso.

    Lula diz a aliados que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga do STF

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  • Motta diz que pedido do de CPI do Master vai ter tratamento regimental

    Motta diz que pedido do de CPI do Master vai ter tratamento regimental

    “Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente”, disse Motta a jornalistas, após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo, 17, que os pedidos de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master vão ter um \”tratamento regimental\”, sem dar mais detalhes.

    \”Vamos cumprir o regimento da Câmara, que é o que tem que nortear a decisão do presidente\”, disse Motta a jornalistas, após participar de uma corrida em comemoração aos 200 anos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    O governo e a oposição travam uma disputa pelo protagonismo do pedido de abertura da CPI para apurar irregularidades cometidas pelo Banco Master e pelo seu dono, Daniel Vorcaro. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Vorcaro atualmente está preso e negociando uma delação premiada.

    Há uma série de pedidos de abertura da investigação. Mas a instauração da CPI ainda enfrenta resistências do próprio Motta e do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O tema voltou à discussão no Congresso após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados terem pedido a instauração de uma CPI sobre o Master após o site The Intercept Brasil ter revelado que Flávio pediu uma contribuição de US$ 24 milhões a Vorcaro.

    Segundo o senador, os valores serviriam para patrocinar um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Motta diz que pedido do de CPI do Master vai ter tratamento regimental

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  • Flávio Bolsonaro reforça intenção de manter candidatura: 'não vou desistir'

    Flávio Bolsonaro reforça intenção de manter candidatura: 'não vou desistir'

    “Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro\”, disse. \”Eu não vou desistir de lutar pelo meu Brasil”, acrescentou Flávio durante lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou sua intenção de se candidatar à Presidência mesmo após a repercussão envolvendo as trocas de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante discurso em evento na cidade de Sorocaba, no interior paulista, o pré-candidato à Presidência da República disse neste sábado, 16, que \”não vai desistir de lutar pelo Brasil\”.

    \”Achando que vão me intimidar, achando que vão me calar, eles se esqueceram de uma coisa: aqui tem sangue de Bolsonaro\”, disse. \”Eu não vou desistir de lutar pelo meu Brasil\”, acrescentou Flávio durante lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.

    Na quarta-feira, 13, o The Intercept Brasil revelou áudios e mensagens nos quais o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

    A notícia instaurou uma crise na pré-campanha de Flávio e repercutiu também no mercado financeiro. No dia da divulgação das mensagens, o Ibovespa fechou com queda de 1,8%, enquanto o dólar ficou acima de R$ 5 pela primeira vez desde abril.

    A Polícia Federal (PF) vai investigar se os pagamentos de Vorcaro a pedido de Flávio foram repassados a Eduardo para bancar a estadia do irmão nos Estados Unidos.

    Segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno da disputa presidencial. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

    A maioria das entrevistas ocorreu antes da divulgação da reportagem do The Intercept Brasil.

    Ao longo de sua fala no evento deste sábado, Flávio também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador mencionou a substituição do delegado da Polícia Federal que chefiava o inquérito sobre os desvios no INSS e foi responsável por pedir a realização de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho de Lula, conhecido como Lulinha.

    \”Vocês acabaram de ver, eles aparelharam até a Polícia Federal. Trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do Careca do INSS para tentar manipular as investigações\”, disse.

    O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também citou o endividamento no País e disse que \”a taxa de juros altíssima\” é resultado de um \”governo irresponsável\”.

    \”É, esse percentual altíssimo que fica corrigindo a dívida dos brasileiros, ela fica impagável. Dois Desenrolas em apenas três anos do governo Lula. Somadas, as dívidas de todo mundo dão R$ 500 bilhões. E esse outro Desenrola dele, ele está oferecendo R$ 4,5 bilhões – e ainda por cima, o dinheiro do FGTS da própria pessoa que quer se livrar da dívida\”, declarou.

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  • Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual 2º turno, diz Datafolha

    Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual 2º turno, diz Datafolha

    A pesquisa do Datafolha foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), com 2.004 entrevistados em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatam com 45% das intenções de voto cada em um eventual segundo turno da disputa presidencial, segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 16. O levantamento também mostra que 9% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, e 1% não sabe.

    A pesquisa do Datafolha foi realizada entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), com 2.004 entrevistados em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

    A maioria entrevistas ocorreu antes da divulgação pelo The Intercept Brasil – no dia 13 de maio – do áudio de Flávio Bolsonaro, que mostra uma troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, na qual o senador pede dinheiro para ajudar a bancar a produção do filme \”Dark Horse\” sobre a vida do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, a pesquisa pode não ter captado a totalidade do efeito das denúncias sobre a campanha do senador do PL.

    Segundo o Datafolha, ainda nas projeções de segundo turno, Lula tem 46% contra 40% do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Lula pontua 46% contra 39% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), em um eventual segundo turno. Na pesquisa anterior, Lula tinha empate técnico com Flávio, Zema e Caiado nas simulações de segundo turno, o que mostra que o petista abriu vantagem sobre os dois últimos.

    No cenário estimulado de primeiro turno, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro tem 35%, em empate técnico. Zema e Caiado aparecem com 3% cada, enquanto Renan Santos (Missão) tem 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) registra 1%. O Datafolha mostra ainda que 9% afirmam que votarão em branco ou nulo, e 3% não sabem.

    Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 45% cada em eventual 2º turno, diz Datafolha

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  • 'Ele merece ou não este filme?', diz Flávio Bolsonaro ao defender uso de verba para obra sobre o pai

    'Ele merece ou não este filme?', diz Flávio Bolsonaro ao defender uso de verba para obra sobre o pai

    “Um filho quer fazer um filme, em homenagem ao próprio pai. Ele merece ou não merece esse filme?”, questionou ele, para a plateia. “E a gente vai fazer e busca recursos privados, tudo certo, direitinho, dentro da lei.”

    BÁRBARA MARQUES E MARCELO TOLEDO
    CAMPINAS, SP, E RIBEIRÃO PRETO, SP (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu sua atuação no financiamento do filme que conta a história do pai, Jair Bolsonaro, em discurso realizado em Campinas, interior de São Paulo, nesta sexta-feira (15). Na última quarta (14), o site The Intercept Brasil revelou conversas nas quais o senador cobra repasses do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para custear a produção.

    “Um filho quer fazer um filme, em homenagem ao próprio pai. Ele merece ou não merece esse filme?”, questionou ele, para a plateia. “E a gente vai fazer e busca recursos privados, tudo certo, direitinho, dentro da lei.”

    O senador esteve presente no evento para lançar a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, no Hotel Royal Palm Plaza.

    Ele disse que “ninguém imaginava” na época que “o investidor” chegaria na situação que está hoje, em referência a Vorcaro. “Nesse país, gente, está tudo tanto de pernas pro ar, que o certo vira errado, o errado vira certo, e não tem mais limite para as maldades.”

    Ele também atacou o site Intercept, que divulgou as conversas, e associou o veículo à criminalidade. Disse que o site publicou “mentiras” depois que ele anunciou medidas que pretende tomar contra organizações criminosas. “Bastou eu falar pros marginais que eles têm até dezembro para sair do país ou serem neutralizados pelos nossos policiais”, afirmou.

    Flávio vinha tentando se apresentar na pré-campanha com discurso de moderação em comparação com o pai.

    O evento desta sexta também contou com a presença de aliados como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o senador e ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro Sérgio Moro (PL).

    Moro, que discursou no início do evento, defendeu a candidatura de Flávio e atacou o PT. “O escândalo do grupo Master é o escândalo do PT”, afirmou.
    Neste sábado (16), Flávio participará de outro evento de Derrite, também com Tarcísio, em Sorocaba (SP).

    Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, e o ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção, valor que supera os custos de filmes que venceram o Oscar, como “Ainda Estou Aqui”.

    Na manhã desta sexta, o presidenciável disse que não tinha a obrigação de avisar antecipadamente seus aliados sobre sua relação com Vorcaro e a cobrança por valores destinados, de acordo com ele, ao filme.

    “Não tem absolutamente nada de errado. Não tenho que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei um investidor, quando Vorcaro circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava entre autoridades. Era uma pessoa até cortejada em todo o Brasil”, afirmou o senador.

    Ao participar de um evento na manhã desta no Hospital de Amor em Barretos (a 423 km de São Paulo), o presidente Lula (PT) ironizou Flávio, ao fazer uma relação do pré-candidato à Presidência da República com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Aqui nesse hospital, aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, afirmou o presidente.

    'Ele merece ou não este filme?', diz Flávio Bolsonaro ao defender uso de verba para obra sobre o pai

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  • Set de 'Dark horse' teve champanhe na prisão de Bolsonaro

    Set de 'Dark horse' teve champanhe na prisão de Bolsonaro

    De acordo com profissionais ouvidos pela reportagem da Globo, alguns trabalhadores resistiram inicialmente em participar do filme devido ao viés ideológico do projeto. Ainda assim, muitos aceitaram por conta dos cachês acima da média do mercado.

    As gravações de Dark Horse foram marcadas por um clima de tensão nos bastidores. Isso porque grande parte da equipe técnica tinha posicionamentos progressistas, algo comum no setor audiovisual, enquanto os principais nomes ligados ao projeto eram associados ao bolsonarismo e ao trumpismo, como o roteirista Mário Frias e o diretor Cyrus Nowrasteh. Além das divergências ideológicas, profissionais que participaram da produção relataram em entrevista a GLOBO que o longa demonstrava, diariamente, sinais de um investimento milionário.

    O filme, cujo título significa “azarão”, retrata o atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro e sua chegada à Presidência da República. A produção recebeu patrocínio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso sob acusações como lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, coerção e intimidação.

    Segundo relatos, desde o começo das gravações, os responsáveis orientaram os profissionais a evitarem roupas vermelhas ou símbolos ligados a movimentos como o MST. Com o passar do tempo, integrantes da equipe passaram a questionar também acessórios usados pelas lideranças do projeto, incluindo bonés e roupas com bandeiras americanas estampadas com fuzis. “A gente concordava em não usar vermelho, mas pedimos que eles também não usassem aquilo”, contou uma pessoa envolvida na produção.

    De acordo com profissionais ouvidos pela reportagem da Globo, alguns trabalhadores resistiram inicialmente em participar do filme devido ao viés ideológico do projeto. Ainda assim, muitos aceitaram por conta dos cachês acima da média do mercado. Uma integrante da equipe teria até perdido outro trabalho após os contratantes descobrirem sua participação em Dark Horse. “Ela chorou no set”, relatou um profissional.

    O momento de maior tensão teria acontecido no chamado “dia do rolo 100”, tradição do cinema que celebra a marca simbólica do centésimo rolo de gravação — atualmente adaptada ao “cartão de memória 100”. Apesar da falta de entusiasmo de parte da equipe, os líderes organizaram uma comemoração com champanhes. Coincidentemente, a data caiu em 22 de novembro de 2025, dia da prisão de Jair Bolsonaro. Segundo relatos, muitos integrantes celebraram de maneira evidente, usando a festa como justificativa, enquanto Mário Frias e outros bolsonaristas lamentavam discretamente.

    Os relatos também reforçam que a produção teve orçamento elevado. As filmagens duraram cerca de dez semanas, tempo considerado acima da média. “Tudo era filmado com calma, a gente filmava três páginas de roteiro por dia, quando o normal no cinema é cinco ou seis”, afirmou um integrante da equipe.

    O set contava frequentemente com centenas de figurantes, além de até cinco equipes de câmera usando equipamentos sofisticados. Os atores norte-americanos, como Jim Caviezel e Esai Morales, tinham trailers próprios e profissionais stand-ins para testes de luz e posicionamento, estrutura incomum em produções brasileiras. Segundo a colunista Malu Gaspar, ao menos R$ 62 milhões de Daniel Vorcaro teriam sido destinados ao projeto. “Em Dark Horse, era dinheiro para todo lado”, resumiu um integrante da equipe.

    Set de 'Dark horse' teve champanhe na prisão de Bolsonaro

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  • Eduardo assinou contrato com diretor de filme de Bolsonaro, diz site

    Eduardo assinou contrato com diretor de filme de Bolsonaro, diz site

    Função assumida pelo ex-deputado daria poder de lidar diretamente com a gestão financeira do projeto, segundo Intercept Brasil. Procurado pela Folha, Eduardo não se manifestou; Flávio Bolsonaro nega que irmão tenha gerido recursos do filme

    SÃO PAULO, SP, E WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor-executivo do sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e assinou um contrato com poderes sobre a gestão financeira do projeto, de acordo com o site The Intercept Brasil. Os documentos obtidos contradizem declarações públicas de Eduardo de que ele teria apenas cedido direitos de imagem, sem exercer nenhum cargo de gestão na produção.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo admitiu que assinou um contrato com a produtora do filme para contratar o diretor da obra e que recebeu a função de diretoria executiva, mas afirmou que os planos mudaram.

    Segundo o Intercept, o contrato, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024, designa ele e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos, ao lado da produtora GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos. A função conferiria poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e a gestão financeira de um projeto audiovisual.

    Ainda de acordo com o site, os produtores-executivos teriam responsabilidade sobre decisões estratégicas de financiamento, preparação de documentação para investidores e identificação de fontes de recursos para o filme -que, na época, se chamava “O Capitão do Povo”.

    Também haveria uma minuta de aditivo contratual, datada de fevereiro de 2024, citando Eduardo como “financiador” da produção. O Intercept ressalva que não há confirmação de que o aditivo tenha sido, de fato, assinado.

    No vídeo postado em suas redes, Eduardo Bolsonaro disse que o Intercept está fazendo um “vazamento seletivo” para “assassinar a reputação de Flávio Bolsonaro”.

    Segundo Eduardo, o contrato com o cargo foi assinado com a produtora para assegurar a execução do filme. O ex-deputado diz que enviou US$ 50 mil para os EUA como garantia para que o diretor Cyrus Nowrasteh continuasse no projeto. Por isso, teria recebido o título de produtor-executivo.

    “A produtora, na época, disse basicamente o seguinte: Eduardo, bota esse dinheiro aqui. Como o risco é 100% seu, eu vou te garantir ser diretor-executivo do filme”, disse ele.

    Ainda segundo Eduardo, grandes investidores teriam entrado no projeto antes do fim do contrato, o que possibilitou que o ex-deputado não precisasse mais ter essa função. Ele diz que, com essa mudança, recebeu de volta os US$ 50 mil que havia enviado como garantia.

    “Quando essa estrutura passou a ser de fundo de investimento, ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor-executivo, e passei a ser somente uma pessoa que assinou sua cessão de direitos autorais”, disse Eduardo.

    “Quem diz que recebi dinheiro de Daniel Vorcaro ou do fundo criado nos Estados Unidos está mentindo. Eu recebi meu dinheiro de volta da produtora, o valor que era meu e que nem foi corrigido. Esse dinheiro foi o que permitiu confeccionar o filme”, afirmou. Procurado diretamente pela Folha, o ex-deputado não se manifestou.

    Em entrevista à CNN na tarde desta sexta (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o contrato mostrado pelo Intercept é antigo e que Eduardo publicaria um vídeo para explicar a situação. Segundo o senador, seu irmão nunca fez a gestão dos recursos do filme.

    Na quarta-feira (13), o Intercept revelou que Flávio articulou com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o repasse de R$ 134 milhões para financiar a produção, dos quais R$ 61 milhões já foram pagos. Um áudio de setembro de 2025 mostra o senador cobrando mais recursos ao banqueiro. Flávio confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens em troca.

    Nesta sexta, o Intercept também publicou mensagens em que Eduardo orienta o empresário Thiago Miranda, intermediário entre Vorcaro e a família Bolsonaro, sobre como enviar recursos aos Estados Unidos. “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo”, teria dito Eduardo.

    Em outra mensagem, sugere: “Enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual”.

    As mensagens indicam que parte dos valores negociados por Flávio com Vorcaro foi transferida ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas (EUA) e controlado por aliados de Eduardo -entre eles Paulo Calixto, advogado responsável pelo processo imigratório do ex-deputado nos Estados Unidos.

    A Polícia Federal apura se o dinheiro de Vorcaro para o filme teria custeado despesas de Eduardo nos EUA, para onde ele se mudou em fevereiro de 2025 alegando perseguição do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Em postagem em redes sociais na quinta (14), Eduardo negou ter recebido recursos do fundo e afirmou que a suspeita “não se sustenta e é tosca”. Disse ainda que seu status migratório nos EUA não permitiria tal operação. Já Mario Frias informou ao Intercept que “Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor-executivo” do filme.

    O orçamento total da produção, segundo documentos obtidos pelo site, está estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões -valor que condiz montante que Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro: US$ 24 milhões.

    Eduardo assinou contrato com diretor de filme de Bolsonaro, diz site

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  • José Dirceu é diagnosticado com linfoma e inicia tratamento em SP

    José Dirceu é diagnosticado com linfoma e inicia tratamento em SP

    Ex-ministro do governo Lula é pré-candidato a deputado federal

    O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.

    José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais.

    Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002.  

    Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal.

    José Dirceu é diagnosticado com linfoma e inicia tratamento em SP

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  • Bolsonaristas veem Tarcísio distante e querem apoio maior a Flávio

    Bolsonaristas veem Tarcísio distante e querem apoio maior a Flávio

    Governador afirmou que filho de Bolsonaro deve continuar dando respostas sobre financiamento de filme. Aliados avaliam que Tarcísio não endossou argumentos da defesa de Flávio sobre recursos privados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro posicionamento do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) diante da crise gerada pelas relações entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, do Banco Master, desagradou bolsonaristas em São Paulo.

    Embora Tarcísio tenha defendido o senador, dizendo que ele prontamente prestou esclarecimentos sobre o tema, as avaliações colhidas pela Folha com três apoiadores do clã Bolsonaro, sob condição de reserva, foram no sentido de que o governador buscou se distanciar de Flávio.

    A crise foi deflagrada na quarta-feira (13), quando o site The Intercept Brasil revelou que Flávio negociou diretamente com Vorcaro um financiamento para a produção de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Segundo a reportagem, de R$ 134 milhões previstos, ao menos R$ 61 milhões foram transferidos de fevereiro a maio de 2025. Vorcaro está preso desde novembro do ano passado, e o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central poucos dias depois.

    Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e outros parlamentares do grupo têm focado a defesa do senador no argumento de que o financiamento do filme foi feito sem recursos públicos. Eles se dizem a favor também de uma apuração mais ampla, por meio de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master.

    Ao dizer que o tema “preocupa”, Tarcísio não fez referência a esses argumentos e, ao destacar que o senador “imediatamente procurou dar todos os esclarecimentos”, afirmou que Flávio deveria continuar dando respostas –o que, entre aliados, indicou que, para o governador, as explicações não bastavam.

    Uma eventual CPI do Master não conta com apoio do centrão no Congresso –que tem nomes citados nas investigações do escândalo. Os desvios no Master, que causaram um rombo de R$ 47 bilhões ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), contaram com recursos de investidores privados e também de fundos de pensão de servidores públicos.

    A contrariedade com a posição do governador se acentuou porque, segundo os relatos, além de considerar que Flávio tem mais o que explicar, Tarcísio pediu a auxiliares que cancelassem o encontro com o senador previsto para a noite desta sexta-feira (15) em Campinas.

    A tentativa se deu nesta quinta, enquanto Tarcísio fazia uma visita às cidades do ABC. Ele entregou apartamentos, almoçou com apoiadores e anunciou medidas para mobilidade urbana. Diante de sinalizações de que nem Flávio nem Derrite queriam o adiamento, Tarcísio foi aconselhado a manter o encontro, segundo um de seus interlocutores.

    O senador e o governador haviam marcado um evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado. O PP já havia adiado um encontro com a presença do governador após a operação da Polícia Federal que mirou ligações entre Vorcaro e o presidente da sigla, Ciro Nogueira, que nega irregularidades.

    No fim de fevereiro, quando Flávio encontrou Tarcísio em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, o governador afirmou ao senador que caberia a ele a coordenação da pré-campanha no estado. Na ocasião, auxiliares de Flávio relataram ter ficado positivamente surpresos com a sinalização.

    Nas redes sociais, parlamentares e apoiadores bolsonaristas pouparam, por ora, o governador de ataques. Segundo um dos integrantes do grupo, há ainda a expectativa de que, no evento em Campinas, Tarcísio adote uma posição mais próxima de Flávio em sua defesa.

    A reportagem procurou o Palácio dos Bandeirantes, mas não teve resposta até a publicação deste texto.

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