Categoria: POLÍTICA

  • Ministro de Lula diz que 'taxa das blusinhas' foi erro e que elo Flávio-Master vai para campanha

    Ministro de Lula diz que 'taxa das blusinhas' foi erro e que elo Flávio-Master vai para campanha

    José Guimarães afirmou que a “taxa das blusinhas” foi um erro do governo e disse que o escândalo envolvendo o Banco Master estará no debate eleitoral de 2026 após revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

    (CBS NEWS) – A chamada “taxa das blusinhas” foi um erro do governo, e o escândalo do Banco Master estará na pauta do PT na campanha presidencial diante das relações agora conhecidas entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, segundo José Guimarães (PT), ministro das Relações Institucionais e articulador político do presidente Lula.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo, Guimarães rebateu críticas da oposição sobre o alegado caráter eleitoreiro do “pacote de bondades” anunciado pelo Planalto, incluindo a derrubada da “taxa das blusinhas” que estava em vigor desde 2024.

    Lembrando que Flávio negava qualquer contato com Vorcaro até a aparição de áudio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro, o ministro disse que “o país precisa ser passado a limpo”.

    “Defendemos o devido processo legal: quem fez paga a conta. O eleitor será mais criterioso e avaliará o caráter dos candidatos. A imagem do Flávio como ‘moderno e ético’ ruiu; o rei está nu e será difícil ele se vestir novamente.”

    Conforme mensagens relevadas pelo Intercept Brasil, Flávio pediu a Vorcaro dinheiro para financiar o filme “Dark Horse” (“azarão”, em inglês), sobre a vida do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O valor combinado seria de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente pagos à produção.

    RELAÇÃO COM CONGRESSO

    Guimarães tomou posse em abril, após ser escolhido por Lula para assumir o cargo de chefe da Secretaria de Relações Institucionais devido à saída de Gleisi Hoffmann (PT) para disputar as eleições ao Senado pelo Paraná.

    Assumiu com acenos a parlamentares, dizendo que “não tem governo que dê certo que não tenha diálogo com o Congresso”.

    Agora, afirma que “faltou estratégia política da nossa parte no Congresso para lidar com casos como a CPMI do INSS”, que envolveu Lulinha, filho do presidente da República, mas diz que “a situação está voltando à normalidade”, apesar da derrota histórica sofrida por Lula no Senado no final do mês passado, com a rejeição da indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Guimarães abordou o escândalo do Master ao responder se o governo se apressou para suspender a “taxa das blusinhas” por temer que uma iniciativa dessa natureza partisse do Congresso. A MP (Medida Provisória) zerando a cobrança federal foi assinada na semana passada.

    “Não importa de onde nasce a iniciativa, o que importa é o mérito. O que não queremos é que culpas que não são do governo caiam no nosso colo, como o caso do Banco Master. Não se pode sustentar uma candidatura com mentiras”, disse o ministro em alusão ao fato de Flávio ter negado relacionamento com Vorcaro.

    Guimarães rechaçou motivação eleitoreira para o fim do tributo federal sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 245 em valores de hoje).
    “A ‘taxa das blusinhas’ não deveria ter sido feita e eu me penitencio porque eu era líder do governo no Congresso”, afirmou.

    ‘PACOTE DE BONDADES’

    O ministro listou as demais medidas do chamado “pacote de bondades”, que inclui a subvenção da gasolina e o Novo Desenrola, adotadas para redução de endividamento das famílias e contenção de alta de preços, “visando uma economia sem sobressaltos antes do processo eleitoral”.

    “O pacote não é eleitoral, mas o necessário para aquecer a economia e proteger os trabalhadores brasileiros dos impactos da guerra entre [o presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump e o Irã nos combustíveis e tirar um pouco do sufoco que as famílias estão sofrendo com o endividamento. O país não deixa de ter governo por causa do período eleitoral.”

    O ministro argumentou que a taxação das importações foi incluída no Congresso por um deputado do PP, durante a tramitação do projeto do programa automotivo Mover. Mas admitiu ter sido um erro o Planalto ter embarcado na cobrança. À época, um dos motivos elencados era a proteção e geração de empregos nacionais.

    Um dos principais defensores da revogação dentro do governo, Guimarães afirmou que a extinção da cobrança foi produto de um processo de convencimento que consumiu cerca de um mês. A oposição alardeia que o Planalto apenas se antecipou a um movimento que estava sendo ensaiado no Congresso, com capacidade para desgastar Lula às vésperas da eleição.

    “A emenda que isentou compras até US$ 50 foi votada por unanimidade, mas impactou as famílias de baixa renda que compram itens básicos como capinhas de celular e canetas. Por isso, foi necessário desonerar o consumidor”, justificou.

    “Ela atingiu setores populares e classe média baixa, e o impacto na arrecadação era mínimo. Foi uma medida que não deveria ter sido feita e eu me empenhei para reverter, pois prejudicava as famílias.”

    Guimarães minimizou o impacto das medidas para as contas públicas, afirmando que tudo isso foi feito “sem mexer nas regras fiscais ou desarranjo fiscal”.

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  • Flávio Bolsonaro lidera rejeição após áudio com Vorcaro, aponta pesquisa Atlas/Bloomberg

    Flávio Bolsonaro lidera rejeição após áudio com Vorcaro, aponta pesquisa Atlas/Bloomberg

    Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que senador ultrapassou Lula no índice de rejeição após divulgação de áudio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro. Levantamento aponta ainda crescimento do temor entre eleitores diante de eventual vitória do parlamentar

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser o pré-candidato à Presidência numericamente mais rejeitado após a divulgação do áudio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de acordo com pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

    O porcentual de entrevistados que disseram não votar nele “de jeito nenhum” saiu de 49,8% em abril para 52% em maio. Lula, que até então liderava o ranking, oscilou de 51% para 50,6%.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 49,1% dos entrevistados, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cotada para substituir o enteado na corrida presidencial, aparece com 45,6%.

    Na sequência, estão os pré-candidatos Romeu Zema (Novo), com 42,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 38%. Renan Santos (Missão) registra a menor rejeição numérica: 37,8%.

    A maior parte dos eleitores, 47,4%, afirmou que o cenário que mais lhes causa medo é a possibilidade da eleição de Flávio Bolsonaro. Outros 40,5% responderam que temem a reeleição de Lula, enquanto 11% disseram que ambos os resultados preocupam igualmente.

    Há um mês, havia empate técnico no limite da margem de erro: 47,3% diziam temer a reeleição do petista e 45,4% a eleição do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 7,2% temiam ambos os cenários.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio. As entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai.

    A margem de erro é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais, selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.

    Flávio Bolsonaro lidera rejeição após áudio com Vorcaro, aponta pesquisa Atlas/Bloomberg

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  • Polícia Federal transfere Daniel Vorcaro para cela comum

    Polícia Federal transfere Daniel Vorcaro para cela comum

    A Polícia Federal transferiu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum em Brasília após avanço das negociações da delação premiada. Investigadores cobram provas inéditas, recuperação de dinheiro e acusam o empresário de tentar proteger aliados no acordo

    (CBS NEWS) – A Polícia Federal decidiu transferir o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para uma cela comum na superintendência do órgão, em Brasília. Até então, Vorcaro estava preso na cela preparada para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.

    No fim do mês passado, a PF pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que Vorcaro fosse levado de volta para o Presídio Federal de Brasília, na área do Complexo Penitenciário da Papuda.

    O ex-banqueiro está na superintendência da PF desde 19 de março, quando indicou ao ministro a intenção de assinar um acordo de delação premiada.

    Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, da Folha, o ministro afirmou a interlocutores com quem mantém diálogo frequente que não pretende homologar a proposta de delação nos termos em que ela se apresenta.

    O magistrado está descontente com o que considera omissões do ex-banqueiro e tentativas de proteger aliados em sua proposta de colaboração premiada. Os anexos da delação foram apresentados às autoridades no último dia 6.

    A posição manifestada pelo magistrado, no entanto, foi feita antes ainda da entrega dos documentos, com base em informações prévias que ele recebeu. A negociação do acordo é feita entre a defesa de Vorcaro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.

    A defesa de Vorcaro foi procurada nesta segunda-feira (18), mas não quis se manifestar sobre a mudança de cela.

    O ex-banqueiro terá de apresentar provas inéditas e indicar a possibilidade de recuperação de valores obtidos de forma fraudulenta para conseguir que sua delação premiada seja aceita.

    Para que o acordo não seja enfraquecido, Vorcaro também deve se antecipar ao ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. A expectativa é de que o termo de confidencialidade da delação premiada de Costa seja assinado até o fim desta semana.

    Costa está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde o dia 8. Ele foi alocado no mesmo cômodo onde Bolsonaro cumpria pena antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente.

    Polícia Federal transfere Daniel Vorcaro para cela comum

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  • Investigadores querem que Vorcaro devolva R$ 60 bi desviados sob risco de delação ser rejeitada

    Investigadores querem que Vorcaro devolva R$ 60 bi desviados sob risco de delação ser rejeitada

    Investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República pressionam Daniel Vorcaro a devolver bilhões ligados ao caso Banco Master em prazo mais curto. Autoridades avaliam rejeitar eventual delação premiada caso a proposta não apresente provas robustas e reparação considerada adequada

    (CBS NEWS) – Investigadores que apuram o caso do Banco Master afirmam que Daniel Vorcaro terá que devolver, em um curto período, cerca de R$ 60 bilhões que causou em prejuízos, sob o risco de o ex-banqueiro ter sua proposta de delação premiada recusada.

    Vorcaro propôs às autoridades, segundo pessoas que acompanham as apurações, a devolução de cerca de R$ 40 bilhões em dez anos. Tanto o valor como o prazo desagradaram os integrantes da Polícia Federal, da PGR (Procuradoria-Geral da República) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Uma parte das autoridades aponta que o valor do dano é irredutível porque a legislação não permite que o prejuízo seja negociável, ao contrário dos Estados Unidos, por exemplo, onde há essa possibilidade.

    Além disso, a entrega dos valores em um prazo alongado é vista de forma negativa diante do precedente de acordos com empreiteiras da Operação Lava Jato e com a J&F, dos irmãos Batista.

    Depois desses acordos terem sido fechados, as empresas passaram a questionar as quantias negociadas ou trabalharam para reduzir ou suspender os pagamentos na Justiça. Alguns delatores também tiveram as provas decorrentes de suas colaborações anuladas, inclusive pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    O ministro André Mendonça chegou a afirmar a advogados de Vorcaro que era contra o prazo de 10 anos proposto pelo banqueiro e indicou que, nesse cenário, prefere até que haja a devolução de um valor inferior aos R$ 60 bilhões, desde que seja num prazo mais curto.

    Outro problema que preocupa autoridades é que, ao contrário das outras empresas que fizeram grandes acordos, o Master foi liquidado. Ou seja, Vorcaro não tem mais uma fonte de entrada de recursos que banque esses pagamentos nos próximos anos.

    Para demonstrar boa-fé, ele teria que indicar exatamente onde tem dinheiro -em paraísos fiscais, fundos, bens como imóveis e aviões, ou obras de arte, por exemplo- e como pretende devolvê-lo.

    Vorcaro é considerado o líder do esquema investigado, e por isso as autoridades consideram que os termos aplicados a ele na negociação devem ser rígidos. Os custos da quebra do Master superam os R$ 57 bilhões até o momento, segundo dados divulgados.

    Somente os recursos que terão de ser ressarcidos aos clientes pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos dos bancos, são estimados em R$ 51,8 bilhões.

    O valor exato da perda total ainda é desconhecido.

    A delação de Daniel Vorcaro é negociada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal. Os anexos da delação foram entregues pela defesa aos dois órgãos no último dia 6 e ainda serão analisados.

    A entrega desse conteúdo, que detalha episódios diferentes de irregularidades cometidas pelo ex-banqueiro e por outras pessoas, precede a discussão sobre os benefícios da colaboração e a devolução de recursos.

    Procurada pela reportagem sobre o posicionamento dos investigadores a respeito da devolução dos recursos, a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou.

    A restituição dos valores dos danos é apenas um dos entraves que podem afetar a negociação para a assinatura da colaboração premiada.

    Outro problema é a visão de autoridades de que, até agora, os fatos listados nos anexos da delação são fracos e não apontam irregularidades que vão além do material que a PF tem em mãos para conduzir suas próprias investigações.

    Como a Folha mostrou, a sequência de novas fases da operação Compliance Zero, que mira o Master, é vista por autoridades como uma pressão extra para que a delação apresente novos e robustos fatos para ser validada pelo Supremo.

    Na visão dessas pessoas, as novas fases mostram que a PF tem conseguido avançar bem nas apurações sem depender de acordos de colaboração. Além disso, há mais envolvidos no caso dispostos a negociar e colaborar com as investigações, como Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso -ele trocou sua equipe de defesa e mira conseguir fechar um acordo.

    Um dos empecilhos que Vorcaro irá encontrar para emplacar a sua delação é a de uma restrição maior, especialmente da PGR, para fazer esses acordos.

    O entendimento interno é de que os fatos que têm que ser relatados devem ser mais precisos e com mais provas do que as delações feitas na Lava Jato.

    Além disso, descartam fechar uma delação como a de Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e colaborou nas ações da trama golpista.

    Os investigadores consideram que Cid trouxe pouca informação nova ao material que já existia nas provas obtidas anteriormente, por meio de buscas e apreensões.

    De acordo com esses investigadores, se Vorcaro apresentar apenas contexto sobre episódios já conhecidos pelas autoridades ou informações que já estão no material apreendido, ele correrá o risco de ter a sua delação rejeitada.

    Caberá ao ministro André Mendonça, do STF, validar os termos acordados entre Vorcaro e os investigadores.

    Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado, quando tentava embarcar para o exterior, no aeroporto de Guarulhos (SP). A PF aponta que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Master.

    Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central. Atualmente, Vorcaro está detido na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

    Até então, a equipe de defesa que atuava no caso recusava a possibilidade de uma delação. Nos bastidores, a informação era a de que Vorcaro insistia que poderia explicar todas as acusações contra ele no mérito do processo, ou seja, sobre as fraudes e os crimes financeiros.

    Com a mudança de estratégia, ele terá de confessar condutas criminosas, explicá-las e indicar provas para embasar a narrativa feita aos investigadores.

    Investigadores querem que Vorcaro devolva R$ 60 bi desviados sob risco de delação ser rejeitada

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  • Dino relata xingamento e hostilidade de funcionária de companhia aérea

    Dino relata xingamento e hostilidade de funcionária de companhia aérea

    Ministro afirma que mulher, ao ver o nome dele em cartão de embarque, disse ter ‘vontade de matar’. Dino, em rede social, fez apelo a empresários por educação cívica e convívio pacífico

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), relatou nas redes sociais ter sido hostilizado em um aeroporto e fez um apelo a empresários por educação cívica, especialmente em ano eleitoral, “em que muitos sentimentos se acirram”.

    De acordo com Dino, uma funcionária de companhia aérea, ao ver o nome do ministro no cartão de embarque, manifestou a um agente de polícia judicial “a vontade de xingar” o magistrado. Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor matar do que xingar.

    O ministro, na postagem desta segunda-feira (18), não citou o nome da funcionária, a empresa, a data da ocorrência ou o aeroporto em que isso ocorreu. “Não é esse o propósito. Só escrevo esse relato por não ser uma situação de interesse exclusivamente pessoal, e sim coletivo”, disse ele.

    “Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam da minha atuação no STF”, escreveu Dino. “Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto.”

    O magistrado afirmou que o ódio pode gerar um efeito-dominó e contaminar outros funcionários, o que poderia arriscar inclusive a segurança de aeroportos, voos e outros passageiros. “Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”, questionou.

    O pedido de Dino às empresas, em especial àquelas que lidam com atendimento ao público, é para que “façam campanhas internas de educação cívica para que todos possam conviver em paz” -segundo ele, “com o andar do calendário eleitoral”, situações como essa podem acabar se repetindo, então “é melhor prevenir.

    “Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil.”

    Ao longo dos últimos anos, ocorreram outros casos de hostilização de ministros do STF em aeroportos e aeronaves. O ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, foi xingado por um grupo de brasileiros no aeroporto de Roma em 2023.

    Em 2018, o decano Gilmar Mendes também foi ofendido durante um voo de Brasília a Cuiabá. Situações semelhantes já ocorreram com os ministros aposentados Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski.

    Dino relata xingamento e hostilidade de funcionária de companhia aérea

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  • Norma do Senado barra reenvio de Messias por Lula neste ano, mas Planalto estuda como contornar

    Norma do Senado barra reenvio de Messias por Lula neste ano, mas Planalto estuda como contornar

    Lula insiste em nome de Jorge Messias para o STF, mas regra interna do Senado barra nova análise ainda em 2026

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Uma norma editada pelo Senado em 2010, durante a presidência de José Sarney na Casa, impede uma nova indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) neste ano. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o presidente Lula (PT) afirmou a aliados que insistirá no nome do advogado-geral da União para a corte.

    Aliados de Lula ainda analisam o cenário. Parte avalia que o petista deve anunciar publicamente sua insistência no nome de Messias, mas só enviar a nova mensagem em 2027, caso seja reeleito. Outros apontam que o governo pode questionar o ato judicialmente partindo da tese de que a prerrogativa de indicação está amparada na Constituição e não poderia ser restringida por um ato do Senado, que é infraconstitucional.

    O ato da Mesa nº 1 de 2010 diz: “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”. Sessão legislativa é o período de funcionamento do Congresso a cada ano. Na prática, isso significa que o nome de Messias só poderia ser apreciado novamente pelos senadores em 2027.

    Dessa forma, se Lula indicar formalmente o advogado-geral da União ao STF, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), poderá arquivá-lo de ofício, sem necessidade de apreciação pelos pares.

    Segundo interlocutores, Alcolumbre disse que não pretende pautar outra indicação ao STF neste ano e que a vaga em questão será preenchida por um nome definido pelo próximo presidente da República.

    De acordo com pessoas próximas, Lula quer reforçar que a escolha é uma prerrogativa do presidente da República. O nome de Messias foi rejeitado numa votação histórica, a partir de uma articulação da direita com o centrão. Alcolumbre tentou pressionar o governo a indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), mas foi contrariado.

    Sem um gesto favorável por parte de Alcolumbre, o indicado de Lula não alcançou o mínimo necessário, mesmo tendo pedido apoio e se apresentado a 78 dos 81 senadores.

    Em conversas, Lula diz ter consciência de que o Senado não impôs uma derrota pessoal a Messias, mas a seu governo. O AGU foi rejeitado por 42 votos contrários e somente 34 favoráveis, em votação secreta. Era necessário o apoio de, pelo menos, 41 senadores.

    Foi a primeira vez que o Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894, quando cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o tribunal foram barrados.

    Norma do Senado barra reenvio de Messias por Lula neste ano, mas Planalto estuda como contornar

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  • Deputados de SP indicaram R$ 700 mil a empresa e entidades ligadas a produtora de 'Dark Horse'

    Deputados de SP indicaram R$ 700 mil a empresa e entidades ligadas a produtora de 'Dark Horse'

    Três bolsonaristas indicaram emendas entre 2023 e 2025, mas parte acabou não sendo paga pelo governo Tarcísio; Parlamentar do PT também fez destinação e diz que recurso é exclusivamente para grupo de teatro que recomendou instituto

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Deputados estaduais de São Paulo destinaram emendas que somam R$ 700 mil a empresas e entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse” (azarão, em inglês) entre 2023 e 2026, segundo levantamento da reportagem no portal de transparência do estado.

    O site Intercept Brasil revelou que o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência da República pelo PL, manteve contato com o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para quem pediu dinheiro para bancar a realização do filme. Um dia antes da prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025, Flávio enviou mensagens a Vorcaro cobrando parcelas da verba.

    A Go Up, produtora do filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tem como sócia-administradora Karina Gama, que controla outras empresas ou entidades do ramo cultural beneficiadas por verbas públicas. Ela afirma que o filme sobre Bolsonaro não recebeu dinheiro de Vorcaro, do Master ou de investidores brasileiros.

    A Polícia Federal investiga se a verba enviada por Vorcaro para a realização do filme foi repassada por meio de um fundo constituído nos EUA, chamado Havengate. A investigação também tenta saber se o repasse do ex-banqueiro foi usado para bancar despesas de Eduardo no país, onde vive desde março do ano passado. Ele nega.

    O Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina, aparece como beneficiário de três emendas impositivas (de execução obrigatória) de deputados estaduais. Em 2023, a deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária da Mulher da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), destinou R$ 100 mil para aquisição de equipamentos pela entidade. O valor foi pago em dezembro daquele ano.

    O deputado estadual Lucas Bove (PL), que, assim como Valéria, integra a bancada bolsonarista da Assembleia Legislativa de São Paulo, tentou enviar R$ 213 mil ao Instituto Conhecer Brasil para realização de projeto esportivo em 2025, mas a emenda não foi paga devido a impedimento de ordem técnica.

    Segundo o Governo de São Paulo, esses impedimentos geralmente dizem respeito a descumprimento de prazos, ausência de projeto de engenharia ou de licença ambiental, não apresentação de documentos, entre outros.

    Bove afirmou à reportagem que cancelou a emenda, destinada a um projeto com crianças, por falta de documentação da instituição. “Recebi um projeto que parecia interessante para a área da educação, porém redirecionei o recurso por ausência de documentos do proponente”, disse em nota.

    Neste ano, o deputado estadual Luiz Fernando (PT) também destinou R$ 190 mil para o instituto, mas a emenda ainda não foi empenhada. Objetivo da verba é a realização de projetos culturais, segundo os dados do portal da transparência.

    Procurada pela reportagem, a assessoria do deputado petista diz que um grupo de teatro solicitou a emenda e indicou o Instituto Conhecer Brasil para recebê-la. Segundo a nota, a emenda “será utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro em São Bernardo do Campo, por solicitação de um grupo de teatro da cidade”, base eleitoral de Luiz Fernando.

    A assessoria afirma que o deputado envia, desde 2015, emendas para apoiar projetos culturais de teatro com aulas e aquisição de equipamentos. “Foi com esse intuito que fomos procurados pelo grupo local que nos indicou a referida ONG”, diz.

    Outro deputado estadual bolsonarista que contribuiu com emendas foi Gil Diniz (PL), ex-assessor de Eduardo.

    Em 2025, Gil Diniz usou uma emenda de R$ 200 mil para financiar a série documental “Heróis Nacionais – filhos do Brasil que não se rende”. A verba foi enviada à ANC (Academia Nacional de Cultura), outra empresa da qual Karina é presidente. O dinheiro foi pago em agosto daquele ano.

    Gil e Valéria foram procurados neste domingo (17) por meio de mensagens de WhatsApp, mas não responderam até a publicação da reportagem.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, apesar de Flávio ter dito haver “zero de dinheiro público” em sua negociação com Vorcaro, a rede ligada à produtora do filme recebeu emendas federais do PL, além das estaduais, e tem um contrato com a Prefeitura de São Paulo na gestão Ricardo Nunes (MDB).

    O Instituto Conhecer Brasil firmou termo de colaboração para receber R$ 108 milhões da prefeitura paulistana, conforme revelado pelo The Intercept Brasil, para fornecer internet wi-fi em comunidades de baixa renda, após chamamento público realizado em 2024.

    A entidade também recebeu R$ 2 milhões em emendas do deputado federal Mario Frias (PL-SP), em 2025, para projetos de letramento digital e esporte.

    Já a série da ANC sobre heróis nacionais teve ainda R$ 2,6 milhões de emendas destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL- DF), além de Carla Zambelli, então deputada pelo PL de São Paulo, e Alexandre Ramagem, que exercia o mandato pelo PL do Rio de Janeiro.

    Conforme revelado pelo UOL, o dinheiro foi repassado em 2024, por emenda Pix, para o estado de São Paulo e tinha como destino final a ANC.

    Deputados de SP indicaram R$ 700 mil a empresa e entidades ligadas a produtora de 'Dark Horse'

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  • 70% dizem que Lula e Congresso têm relação mais de confronto do que de colaboração, aponta Datafolha

    70% dizem que Lula e Congresso têm relação mais de confronto do que de colaboração, aponta Datafolha

    Pesquisa Datafolha mostra que 70% dos brasileiros enxergam mais confronto do que colaboração na relação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso. Levantamento também aponta alta rejeição ao desempenho de deputados e senadores

    (CBS NEWS) – A relação entre o governo Lula (PT) e o Congresso Nacional é vista por 70% da população como de mais confronto do que colaboração, segundo nova pesquisa Datafolha.

    Outros 20% veem mais cooperação do que embate, enquanto 2% afirmam não ver nem um, nem outro, e 8%, que não sabem.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça-feira (12) e quarta-feira (13), e foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026.

    A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.

    A opinião do eleitorado parece refletir a série de embates entre Executivo e Legislativo ocorridos no atual mandato de Lula. Eles chegaram ao ápice no fim de abril, com a histórica rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Desde 2023, o Congresso impôs uma série de reveses ao governo. Naquele ano, por exemplo, retirou competências das pastas de Meio Ambiente e Povos Indígenas.

    Em 2024, os parlamentares derrubaram vetos às chamadas saidinhas de presos e ao “PL do Veneno”, sobre agrotóxicos. Em 2025, impediram mudanças nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), na primeira reversão de um decreto presidencial desde o governo Collor, e barraram também medida provisória que aumentava os impostos. O governo e o PT reagiram com críticas nas redes com o mote “Congresso Inimigo do Povo”.

    Neste ano, além de barrar Messias, o Senado derrubou o veto de Lula à redução de penas a acusados por atos golpistas.

    Por outro lado, Lula conseguiu ver aprovadas no Legislativo a reforma tributária e a isenção e Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e fez acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, considerada estratégica para a campanha do petista.

    Entre quem acha que há mais confronto do que colaboração entre o governo e o Congresso, 89% dizem que isso é negativo para o Brasil, e 10% consideram positivo. No grupo minoritário, que vê colaboração, 58% dizem que a relação Lula-Congresso é positiva, e 38% descrevem a parceria como negativa para o país.

    Neste momento, o petista mantém proximidade com Motta e tenta superar o desgaste com o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após o veto à indicação de Messias.

    O objetivo de Lula é fazer avançar propostas como o fim da escala 6×1, que deve ser votada ainda neste mês na Câmara. No Senado, a ideia é aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, parada no momento.

    AVALIAÇÃO DO CONGRESSO

    O levantamento também mostra o Legislativo em baixa perante a população. O desempenho de deputados federais e senadores é considerado ruim ou péssimo por 37% dos entrevistados, e bom ou ótimo por 15%. A maior parcela, 43%, diz que o Congresso é regular.

    A situação é pior do que a medida em dezembro do ano passado, mas se manteve estável em relação ao último levantamento, no início de março. Naquele momento, 39% consideravam o Legislativo brasileiro ruim ou péssimo, 14% o viam como ótimo ou bom e 42% o classificavam como regular.

    A insatisfação com a Câmara e o Senado não sofre mudança significativa a depender do olhar bolsonarista ou petista. Entre os que se classificam da primeira forma, 15% consideram o trabalho bom ou ótimo, 43% o veem como regular e 37% como ruim ou péssimo. A divisão entre os petistas é de 17%, 40% e 37%, respectivamente.

    Brasileiros de renda intermediária e mais instruídos estão mais descontentes com o Congresso em comparação aos mais pobres e menos instruídos.

    Considerando diferentes estratos sociais, a avaliação positiva do Congresso chega a 21% entre empresários e pessoas com ensino fundamental completo. A avaliação negativa varia para 47% entre funcionários públicos, 43% entre quem tem mais de 60 anos, 34% entre mulheres e 31% entre evangélicos.

    O descontentamento do brasileiro com os deputados e senadores ganhou novos contornos com o acirramento da crise do Banco Master, cujos desdobramentos atingiram recentemente dois senadores -o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

    Flávio admitiu ter mantido contato com Daniel Vorcaro, dono do banco, ao longo de 2025 para tratar do financiamento a um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), enquanto Ciro é suspeito de ter recebido R$ 300 mil mensais do Master para defender interesses do banco, o que ele nega.

    Apesar da dimensão do escândalo, Alcolumbre enterrou a proposta de criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master no mês passado, em acordo com a oposição em troca de pautar a derrubada do veto de Lula à lei que reduz penas de condenados por golpismo. A instalação da comissão ainda é defendida, contudo, por petistas e bolsonaristas nas redes.

    No fim de abril, o duplo revés de Lula com Messias e Dosimetria levou a esquerda a ressuscitar o slogan “Congresso inimigo do povo”.

    O Datafolha também apontou que, aos três anos e quatro meses de mandato, 39% avaliam que o presidente Lula está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular.

    70% dizem que Lula e Congresso têm relação mais de confronto do que de colaboração, aponta Datafolha

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  • Joaquim Barbosa vira pré-candidato e provoca guerra dentro do DC

    Joaquim Barbosa vira pré-candidato e provoca guerra dentro do DC

    Partido Democracia Cristã lançou o ex-ministro do STF como pré-candidato à Presidência, mas Aldo Rebelo rejeitou a mudança e afirmou que manterá sua candidatura até a convenção, mesmo que precise recorrer à Justiça

    Joaquim Barbosa entrou oficialmente no Democracia Cristã e passou a ser tratado pela legenda como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão, no entanto, provocou uma disputa interna no partido, já que Aldo Rebelo afirmou que manterá sua pré-candidatura até a convenção partidária e não descartou recorrer à Justiça.

    O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, João Caldas, que afirmou ver em Joaquim Barbosa uma figura capaz de representar “união nacional” e recuperar a confiança da população nas instituições brasileiras.

    Em nota, Caldas declarou que a trajetória do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal “honra os valores republicanos” e atende ao desejo de mudança da sociedade.

    Segundo dirigentes do partido, a entrada de Barbosa ocorreu após a avaliação de que a candidatura de Aldo Rebelo não conseguiu avançar nas pesquisas de intenção de voto desde o lançamento, no início do ano.

    Apesar disso, Aldo Rebelo contestou a movimentação da sigla e afirmou que a decisão anunciada reflete apenas a posição do presidente do partido.

    Em entrevista à TV Globo, o ex-ministro disse que seguirá como pré-candidato até a convenção nacional da legenda e afirmou que poderá judicializar a disputa interna caso seja necessário.

    Rebelo também destacou que Joaquim Barbosa ainda não confirmou publicamente se pretende disputar a Presidência.

    Procurado pela emissora, o ex-ministro do STF não comentou o assunto nem respondeu aos pedidos de entrevista.

    Joaquim Barbosa integrou o Supremo entre 2003 e 2014 e ganhou projeção nacional durante o julgamento do mensalão. Ele deixou a Corte antes da aposentadoria compulsória, encerrando antecipadamente sua passagem pelo tribunal em julho de 2014.

    Pelas regras atuais, Barbosa poderia ter permanecido no STF até 2029, quando completaria 75 anos.
     

    Joaquim Barbosa vira pré-candidato e provoca guerra dentro do DC

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  • 52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    Levantamento mostra aumento da rejeição à redução das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Maioria dos entrevistados também acredita que a proposta aprovada pelo Congresso buscava beneficiar Jair Bolsonaro

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

    Pesquisa Quaest mostra que 52% dos brasileiros são contra a redução das penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Por outro lado, 39% se declaram favoráveis à medida. O levantamento ouviu eleitores entre os dias 8 e 11 de maio, após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto sobre dosimetria das penas.

    Em dezembro de 2025, quando o Congresso aprovou o projeto de lei, os grupos favoráveis e contrários estavam empatados, com 46% cada.

    A proposta havia sido vetada por Lula, mas o veto acabou derrubado pelo Congresso. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a aplicação da lei até que a Corte julgue ações que questionam sua constitucionalidade.

    A pesquisa também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que o projeto foi aprovado para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, reduzindo uma eventual pena contra ele.

    Já 34% afirmam que a proposta teve como objetivo diminuir as penas de todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Outros 12% disseram não saber ou preferiram não responder.

    Em dezembro, 58% acreditavam que o projeto beneficiaria Bolsonaro, enquanto 30% entendiam que a medida favoreceria todos os envolvidos. Outros 12% não opinaram.

    52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest

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