Categoria: POLÍTICA

  • Moraes manda Bolsonaro explicar publicação com fala de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

    Moraes manda Bolsonaro explicar publicação com fala de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

    Em nota de esclarecimento publicada nas redes sociais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a assessoria do PL Mulher afirmou que “nenhum arquivo foi encaminhado” por Eduardo, e mesmo que isso tivesse acontecido, “de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro”

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que a defesa de Jair Bolsonaro explique uma publicação envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para avaliar se há violação à proibição de uso das redes sociais, uma das regras da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

    Se Moraes entender que houve burla, Bolsonaro, que está em temporariamente em domiciliar para cuidar de seus problemas de saúde, poderá voltar para o regime fechado na Papudinha. Os advogados têm 24 horas para prestar os esclarecimentos.

    A publicação a que o ministro se refere é um vídeo que circulou no X em que Eduardo, filho do ex-presidente, diz a uma plateia que está gravando sua fala para depois mostrar para o pai.

    “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, diz Eduardo.

    A declaração ocorreu durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), evento realizado entre 25 e 28 de março nos Estados Unidos, onde o ex-deputado -réu sob a acusação de tentar atrapalhar a investigação sobre a trama golpista- mora há cerca de um ano.

    Na decisão em que pede explicações à defesa de Bolsonaro, Moraes relembra que a prisão domiciliar humanitária está condicionada a uma série de requisitos, entre eles a proibição do uso de redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

    Moraes também proibiu a gravação de vídeos ou áudios pelo próprio ex-presidente ou por meio de terceiros. O ministro disse que o descumprimento das regras implicará na revogação da domiciliar e no retorno imediato ao regime fechado.

    Em nota de esclarecimento publicada nas redes sociais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a assessoria do PL Mulher afirmou que “nenhum arquivo foi encaminhado” por Eduardo, e mesmo que isso tivesse acontecido, “de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente Jair Bolsonaro”.

    “Ele está proibido, por força da determinação judicial, de ter acesso a aparelhos celulares. Essa e todas as outras determinações constantes da decisão relativa à prisão domiciliar estão (e continuarão sendo) cumpridas em sua integralidade”, diz o texto.

    O PL Mulher diz, ainda, “desconhecer o contexto e a motivação” de Eduardo “para a utilização dos termos exatos mencionados por ele na sua fala, os quais parecem ter levado a uma interpretação equivocada”. A nota fala em “convicção de que essa não era a intenção de Eduardo”.

    Moraes manda Bolsonaro explicar publicação com fala de Eduardo para avaliar violação em domiciliar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Existe um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio

    (CBS NEWS) – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse na tarde desta segunda-feira (30) que os problemas da família Bolsonaro precisarão ser resolvidos para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possa vencer o presidente Lula (PT) nas próximas eleições.

    Existe um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio.

    Valdemar participou de um almoço do grupo Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo. O empresário Basilio Jafet perguntou a ele sobre a possibilidade de que brigas na família e falas mais radicais de integrantes do clã possam atrapalhar Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.

    “Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil. Temos que ganhar as eleições”, disse o presidente do PL. Eduardo está vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

    Valdemar afirmou ainda que terá uma reunião com o senador no fim de semana para tratar deste assunto.

    Em sua fala, o presidente do PL defendeu uma mulher para a vaga de vice de Flávio, afirmando que a senadora Tereza Cristina, cotada para o posto, é um “máximo”. Ele também enalteceu o trabalho de Michelle Bolsonaro à frente do PL Mulher.

    Valdemar comentou o caso Master, dizendo que a base do governo Lula não quer assinar uma CPI sobre o assunto. “É um sinal que deve ter gente do governo envolvido nisso”, afirmou.

    A direita bolsonarista vem tentando associar o escândalo do Master ao governo federal, buscando desgastar a imagem de Lula. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro acredita que o assunto prejudicará a campanha do presidente.

    Os principais nomes mencionados no caso até o momento, no entanto, são de direita. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo, é um dos políticos mais ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master, e atuou no Congresso em defesa dos interesses do banco. Vorcaro também era próximo de outros líderes do centrão, como Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

    Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Leite pleiteava a indicação partido na disputa pela Presidência nas eleições de outubro deste ano. O PSD, no entanto, optou por escalar Caiado para o pleito

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos postulantes à indicação como candidato à Presidência da República pelo PSD – criticou a decisão do partido de escolher o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Em uma postagem nas redes sociais na manhã desta segunda-feira, 30, Leite disse que decisão tomada pela sigla “desencanta”.

    “Com toda franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita nosso País. Eu acredito em outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade. Não como uma posição de conveniência, mas com o compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais. Um centro que olha para o futuro, que não fica olhando para os conflitos do passado”, afirmou o governador gaúcho.

    Leite pleiteava a indicação partido na disputa pela Presidência nas eleições de outubro deste ano. O PSD, no entanto, optou por escalar Caiado para o pleito.

    “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso País, eu não vou discutir essa decisão, mas isso não significa ausência de convicção”, diz Leite.

    O governador do Rio Grande do Sul afirmou ainda que a decisão do PSD não encerra a possibilidade de uma candidatura dele ao Planalto.

    “Isso não termina aqui. A política é dinâmica. Jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Se não for agora, vai ser logo ali adiante”, diz.

    O lançamento da pré-candidatura de Caiado pelo PSD ocorre nesta segunda-feira, 30, consolidando um movimento que ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa interna. O anúncio será feito na sede da sigla, no centro de São Paulo, às 16h.

    A definição pelo nome de Caiado ocorre após semanas de articulação nos bastidores e encerra um processo interno que opunha seu nome ao do governador do Rio Grande do Sul.

    Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, a saída de Ratinho Jr. do páreo reorganizou o cenário dentro do partido e abriu caminho para a consolidação do governador goiano como principal opção.

    Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ronaldo Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD

    Ronaldo Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD

    Governador de Goiás entra na corrida presidencial pela segunda vez e assume vaga após desistência de Ratinho Jr. e recuo de Eduardo Leite. Nome busca espaço no campo da direita, em meio à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

    (CBS NEWS) – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vai anunciar nesta segunda-feira (30) que será o pré-candidato do PSD à Presidência da República neste ano. Aos 76 anos, é a segunda vez que ele tenta o cargo, tendo ficado em décimo lugar na primeira eleição após a redemocratização, em 1989.

    O anúncio encerra um princípio de crise na sigla, historicamente avessa a rupturas. O governador gaúcho, Eduardo Leite, havia retomado uma campanha mais intensa pela postulação desde a semana passada, quando o chefe o Executivo do Paraná, Ratinho Jr., desistiu da disputa.

    O paranaense era o favorito de Gilberto Kassab para a campanha. Em janeiro, o presidente do PSD havia reunido os três governadores em um acordo segundo o qual dois iriam abrir mão da postulação em nome daquele que estivesse melhor colocado nas pesquisas.

    Ratinho Jr. estava nesta posição, ainda que num patamar não muito acima dos demais. Mas o PSD entendia que ele tinha melhores condições de encarnar a ideia de um centro, buscando romper a polarização vigente entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

    O senador pelo Rio foi ungido o candidato da direita pelo pai, Jair, o ex-presidente ora em prisão domicilar, condenado por tentativa de golpe. Ele viu sua candidatura se consolidar no campo anti-Lula, e agora Caiado irá disputar votos na mesma seara: nos últimos anos, o goiano aproximou-se do bolsonarismo.

    Ronaldo Caiado lança pré-candidatura a presidente pelo PSD

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% em eventual 2º turno da corrida presidencial

    BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% em eventual 2º turno da corrida presidencial

    Pesquisa com 2.000 eleitores indica cenário de forte polarização, com empate técnico no primeiro turno e igualdade no segundo. Níveis de rejeição elevados reforçam divisão do eleitorado, enquanto avaliação do governo Lula mostra desaprovação maior que aprovação

    Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, 30, aponta um cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026, com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados no segundo turno e tecnicamente empatados no primeiro turno, em diferentes simulações.

    Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% cada, e 7% afirmam que votariam em branco ou nulo. Contra outros adversários, o presidente e pré-candidato à reeleição leva vantagem: venceria o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por 46% a 40%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), por 46% a 41% e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 46% a 36%.

    Foram entrevistados 2.000 eleitores entre os dias 27 e 29 de março de 2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07875/2026.

    No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2pp, os dois estão empatados tecnicamente. Nomes da chamada terceira via têm desempenho residual: Caiado e Zema marcam 4% cada.

    Quando o candidato testado do PSD é Leite, há empate numérico entre Lula e Flávio, ambos com 39%. Nesse cenário, Zema sobe para 5% e o candidato do PSD pontua 4%. Já em uma simulação sem um nome do PSD, Lula vai a 42%, contra 39% de Flávio Bolsonaro, enquanto Zema alcança 6%.

    Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados afirmam que a decisão do voto no primeiro turno já está tomada e não deve mudar, ao passo que 30% afirmam que ainda podem mudar de ideia.

    No quesito rejeição, 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, enquanto 48% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro, reforçando o grau de divisão do eleitorado. Caiado e Zema registram 31% de rejeição, enquanto Leite registra 34%.

    No voto espontâneo, Lula aparece com 32% enquanto Flávio tem 26%. O ex-presidente Jair Bolsonaro pontua 2%.

    Avaliação do governo

    Na avaliação do governo, 44% classificam a gestão Lula como ruim ou péssima, enquanto 35% a consideram ótima ou boa. O governo federal é visto como regular por 21% dos entrevistados. 51% desaprovam a forma do petista governar e 45% aprovam.

    BTG/Nexus: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 46% em eventual 2º turno da corrida presidencial

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger, diz colunista

    Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger, diz colunista

    Diante de uma plateia numerosa, ele traçou paralelos entre a trajetória política de seu pai e a de Donald Trump, ao mesmo tempo em que fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu em inglês e foi lida a partir de um texto preparado.

    O senador Flávio Bolsonaro protagonizou um discurso que chamou atenção durante um evento com representantes da direita americana em Dallas, no Texas. Diante de uma plateia numerosa, ele traçou paralelos entre a trajetória política de seu pai e a de Donald Trump, ao mesmo tempo em que fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu em inglês e foi lida a partir de um texto preparado.

    Logo no início, Flávio buscou apresentar o Brasil como peça-chave para os interesses estratégicos dos Estados Unidos. “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível”, afirmou. Em seguida, reforçou a ideia de que o país ocupa uma posição central no cenário geopolítico: “o Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

    De acordo com a colunista Mariana Sanchez, do UOL em Washington, a participação de Flávio foi antecedida por uma introdução feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que o chamou ao palco enquanto registrava o momento com o celular. Segundo ele, o vídeo seria mostrado ao pai. Durante sua fala, Flávio também mencionou Jair Bolsonaro, comparando sua situação à de Trump. “Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Trump. Não conseguiram. E agora ele está na prisão, assim como Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo. Nós brasileiros ainda lutamos”, declarou.

    O senador também dirigiu críticas diretas ao atual presidente brasileiro, a quem chamou de “socialista condenado por corrupção”. Em sua argumentação, tentou justificar a relevância do tema para o público americano: “Talvez vocês pensem: ‘Por que deveríamos nos importar? Este é um problema do Brasil’. Deixem-me explicar exatamente por que isso importa para a América e para o mundo“. Nesse contexto, voltou a mencionar questões como minerais estratégicos e o combate ao narcotráfico.

    Em outro momento, retomou a ideia de alinhamento político internacional, repetindo: “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região simplesmente impossível”. E reforçou novamente: “O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

    Apesar das críticas à China, o país asiático segue sendo o principal parceiro comercial do Brasil. Ainda assim, Flávio mudou o foco do discurso ao acusar o governo brasileiro de atuar em favor de organizações criminosas. “O presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo“, afirmou.

    Nesse ponto, ele defendeu que grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Especialistas, no entanto, fazem distinção entre terrorismo e crime organizado. Segundo Mario Sabburro, ex-secretário nacional de Segurança Pública, essas facções não possuem motivação ideológica ou política, mas sim objetivos financeiros.

    Uma eventual classificação como terroristas poderia abrir caminho para ações mais diretas dos Estados Unidos em território brasileiro, incluindo operações militares ou bloqueio de recursos financeiros ligados a essas organizações, o que levanta questionamentos sobre soberania nacional.

    Ao final do discurso, Flávio Bolsonaro fez referência direta a Donald Trump, sugerindo uma aproximação política. “Eu entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado ‘Fazendo a América Grande Novamente’ e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países (…). Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são seus verdadeiros aliados do Brasil”. Em tom otimista, concluiu: “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”.

    Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger, diz colunista

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flávio faz dancinhas para mirar TikTok e jovens da periferia, mas aliados rejeitam iniciativa

    Flávio faz dancinhas para mirar TikTok e jovens da periferia, mas aliados rejeitam iniciativa

    O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 44, adotou um jingle próprio, o “Funk do 01”, e começou a dançar em sua pré-campanha.

    GUSTAVO ZEITEL
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Sucesso no Rio de Janeiro desde os anos 2000, “A Dança do Créu”, de MC Créu, ainda agita o fim de festa, avisando que para dançar “tem que ter disposição”. Do verso não se extrai nada além do óbvio, mas estar bem disposto parece ter se tornado uma virtude neste ano eleitoral. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 44, adotou um jingle próprio, o “Funk do 01”, e começou a dançar em sua pré-campanha.

    Consultores de marketing político afirmam que Flávio deseja mostrar jovialidade, estabelecendo um contraste com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80. O filho 01 de Jair Bolsonaro mira o público do TikTok, rede social que se distingue pelas dancinhas em vídeos curtos. Segundo os especialistas, o senador mobiliza a cultura periférica, almejando os votos da juventude que mora nessas regiões. Ao mesmo tempo, o entorno de sua pré-campanha rejeitou a coreografia, dizendo se tratar de um tiro no pé.

    @flaviobolsonaro QUE RECEPÇÃO É ESSA, RIO GRANDE DO NORTE? Energia que contagia! Muito obrigado pelo carinho de cada um de vocês. Vamos juntos resgatar o nosso Brasil! #fy #flaviobolsonaro #bolsonaro #natal #nordeste som original – Flávio Bolsonaro

    ” target=”_blank” rel=”noopener”>

    @flaviobolsonaro QUE RECEPÇÃO É ESSA, RIO GRANDE DO NORTE? Energia que contagia! Muito obrigado pelo carinho de cada um de vocês. Vamos juntos resgatar o nosso Brasil! #fy #flaviobolsonaro #bolsonaro #natal #nordeste som original – Flávio Bolsonaro

    “Dançar gera a percepção de que ele é saudável e mais em forma do que Lula”, diz o consultor de marketing político Lucas Pimenta. No fim de semana passado, Flávio foi ao Nordeste, onde promoveu dois eventos, um em João Pessoa, Paraíba, e outro, em Natal, Rio Grande do Norte. Flávio vestiu uma camiseta onde se lia “Nordeste é a solução” e foi anunciado ao som daquele jingle, feito com inteligência artificial, sobre a chegada de um “novo capitão”.

    “Segura a pressão que o time tá on/ É Deus e família no mesmo tom/ Esquece o passado/ Foca o que vem”, diz a letra. Acompanhando o batidão, o “novo capitão” desceu as passarelas montadas nos eventos, emulando o jogo de corpo do passinho, estilo de dança atrelado ao funk.

    Arriscou-se em passos à direita e à esquerda, tentando fazer alguns giros. Aliado do senador, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) comparou os movimentos aos de um orangotango. Auxiliares da pré-campanha também desaprovaram as dancinhas. Diante da repercussão nas redes, dizem eles, aquelas cenas nunca deveriam ter existido, porque deram uma impressão ridícula, resultando em um tiro no pé.

    Para Pimenta, Flávio buscou, em primeiro lugar, chamar a atenção em um mundo marcado pelo excesso de informações. Quanto ao jingle, o consultor diz ser construído de modo a ajudar no que ele chama de efeito de tribo, isto é, a criação de um ritual a ser repetido pelos apoiadores.

    Na visão de Pimenta, Flávio tenta evitar que 2026 seja um espelho de 2022, quando o ex-presidente enfrentou rejeição dos mais jovens. Em julho daquele ano, pesquisa Datafolha mostrou que 67% das pessoas de 16 a 29 anos desaprovavam a reeleição de Bolsonaro.

    Pesquisa Datafolha mais recente mostra que Flávio já apresenta rejeição menor que a do pai no segmento de jovens de 16 a 24 anos –40%, quatro pontos percentuais a menos do que a desaprovação de Lula.

    Especialista em marketing eleitoral, Felipe Soutello enfatiza a escolha da dança como parte integrante da gestualidade do pré-candidato. “A dança tem, sobretudo se consideramos a herança dos rituais dos povos originários, uma força política por natureza e quase todo adolescente hoje faz dancinha no TikTok”, afirma.

    Soutello é cético em relação à capacidade de Flávio demonstrar jovialidade dançando. Afinal, afirma, políticos com idade avançada deram exibicionismos com a mesma natureza nesses últimos anos.

    A tendência foi capitaneada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, há dois anos, usou “YMCA”, do grupo Village People, como trilha sonora da campanha. Nos comícios, seus apoiadores repetiam a coreografia do republicano, fechando as duas mãos para dar soquinhos. Um destino curioso para uma música que, nos anos 1970, era um distintivo gay.

    O ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, também resolveu mostrar que nasceu para bailar –mas se deu mal. No início do ano, foi capturado pelas forças americanas, porque, entre outros motivos, Trump se irritou com a dancinha de Maduro pedindo paz.
    No Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deixou-se flagrar, mais de uma vez, dançando em festas. A cena logo viralizou nas redes sociais. Enquanto Flávio aposta no funk, Lula posta vídeos com suas corridinhas, sugerindo estar bem disposto.

    Também consultor de marketing político, Rodolpho Dalmo conta que as dancinhas de Flávio passam por uma tática de despolitizar a sua figura, em favor do entretenimento, para se aproximar do eleitorado e só então se apresentar como candidato viável. “É uma despolitização para se politizar, ele precisa parecer que é um cara comum”, diz Dalmo.

    Flávio faz dancinhas para mirar TikTok e jovens da periferia, mas aliados rejeitam iniciativa

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • 'Tem que virar a página da desconfiança com Michelle e Tarcísio', diz Flávio Bolsonaro nos EUA

    'Tem que virar a página da desconfiança com Michelle e Tarcísio', diz Flávio Bolsonaro nos EUA

    Em entrevista no Gaylord Texan Resort, ele afirmou que está feliz com a ida do pai para casa. Como a Folha de S. Paulo mostrou, com a prisão domiciliar autorizada a Jair Bolsonaro, membros do PL e integrantes da pré-campanha de Flávio afirmaram que, com Bolsonaro em casa, Michelle influenciaria ainda mais as decisões políticas dele.

    ISABELLA MENON
    DALLAS, EUA (CBS NEWS) – O senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que é preciso “virar a página da desconfiança com Tarcísio [de Freitas] e Michelle [Bolsonaro]”, durante evento nos Estados Unidos. Ele participa do Cpac (Conservative Political Action Conference), maior evento conservador dos EUA.

    Em entrevista no Gaylord Texan Resort, ele afirmou que está feliz com a ida do pai para casa. Como a Folha de S. Paulo mostrou, com a prisão domiciliar autorizada a Jair Bolsonaro, membros do PL e integrantes da pré-campanha de Flávio afirmaram que, com Bolsonaro em casa, Michelle influenciaria ainda mais as decisões políticas dele.

    Alguns aliados de Flávio criticam a ex-primeira-dama por não ter embarcado em sua campanha. Enquanto parte dos bolsonaristas diz acreditar que a preponderância dela sobre Bolsonaro pode agravar esse racha na família, outros afirmam que, pelo contrário, Bolsonaro agora poderá agir como ponte e recompor o diálogo entre a mulher e o filho. Também disseram que a medida intensificará a participação do pai nas articulações do filho.

    Flávio nega qualquer problema com a madrasta, chamou os supostos problemas familiares de “falsa narrativa” e disse que também trabalhou para que o pai fosse transferido para a prisão domiciliar. “Ele vai estar muito mais bem cuidado em casa com a Michelle, com a família, com profissionais de saúde.”

    “Essas falsas narrativas, como se a Michelle quisesse uma coisa e eu outra, não procedem. A gente está alinhado no mesmo princípio de evitar o desastre que seria o Brasil ter mais quatro anos governados pelo PT. Não tem absolutamente nada que possa acontecer para ter alguma mudança com relação à minha pré-candidatura”, disse ele.

    Ele também afastou a possibilidade de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “volte para o jogo”. O nome de Tarcísio apareceu ao longo do ano passado como possível alternativa para a disputa da Presidência, indicado por Bolsonaro. No entanto, o ex-presidente indicou Flávio para a campanha.

    Sobre a relação com o pai, Flávio disse que, caso vença, o pai “não tem condições de assumir um cargo, mas, se Deus quiser, ele vai subir a rampa junto comigo em 2027”. “Vai ser sempre alguém que eu vou consultar para tomar decisões, mas o candidato sou eu.”

    Sobre outros cargos, como vice e ministro da Fazenda, evitou citar nomes. E aproveitou para criticar o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dizendo que, em um eventual governo, vai escolher uma pessoa que “entenda de economia e infinitamente melhor do que ele.

    Segundo ele, o Brasil vai sofrer “uma profunda modernização de toda a sua máquina pública” se ele vencer as eleições.

    “Nós vamos promover tesouradas [sem especificar quais] para que possamos desburocratizar, revogar normas regulamentadoras, revogar essa série de decretos que existe aí para atravancar os empreendimentos que só causam insegurança jurídica.”

    Em relação à segurança pública e à pressão que ele e Eduardo têm feito para que o PCC e CV sejam designados como organizações terroristas pelos EUA, ele disse que não vai pedir para que o Trump faça a classificação. “Não vou pedir para o Trump designar ninguém, eu vou designar PCC e CV como terroristas. Já que o Lula não teve coragem de fazer.”

    O governo Lula (PT) evita a classificação por receio de que ela possa deixar empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional expostos a sanções unilaterais dos EUA. Por outro lado, a direita critica a atuação do governo brasileiro e afirma que ele faz lobby a favor das facções criminosas.

    Em meio ao escândalo do caso Master, o senador negou que tente silenciar o assunto e disse que fala sobre ele “todos os dias”. Entre os nomes citados no caso está o ex-chefe da Casa Civil da gestão Bolsonaro, Ciro Nogueira.

    Flávio disse que Jair Bolsonaro não esteve com Vorcaro “que eu saiba” e disse que, em um eventual mandato, vai focar no combate à corrupção e disse que o escândalo é uma “conta do PT”.

    Em discurso na semana passada, Lula se referiu ao caso Master como “ovo da serpente” deixado pela gestão Bolsonaro. A cúpula do governo julga não ter nada a ver com o escândalo, mas avalia que a fraude tem causado desgaste à imagem da atual gestão.

    Flávio e Eduardo participam juntos de uma palestra durante o Cpac neste sábado (28). Esta é a terceira viagem do pré-candidato à presidência aos Estados Unidos neste ano. Depois da agenda em Dallas, ele segue nos próximos dias em solo americano para uma agenda que não foi divulgada.

    'Tem que virar a página da desconfiança com Michelle e Tarcísio', diz Flávio Bolsonaro nos EUA

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • STF anula condenação Anthony Garotinho pela Justiça Eleitoral

    STF anula condenação Anthony Garotinho pela Justiça Eleitoral

    Garotinho foi condenado pela Justiça Eleitoral a 13 anos de prisão sob a acusação da compra de votos nas eleições municipais de 2016 em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou a condenação de Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro e ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, no âmbito da Operação Chequinho. A decisão foi tomada em um habeas corpus e assinada na sexta-feira (27).

    Garotinho foi condenado pela Justiça Eleitoral a 13 anos de prisão sob a acusação da compra de votos nas eleições municipais de 2016 em troca do benefício social do programa Cheque Cidadão.

    De acordo com Zanin, a condenação imposta ao ex-governador foi baseada em provas consideradas ilícitas pelo Supremo, obtidas a partir da extração de dados de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes (RJ).

    “Diante disso, apesar da gravidade, em tese, dos crimes imputados ao paciente [Garotinho], não se mostra possível ter por comprovada a materialidade das infrações penais a ele imputada com base em elementos probatórios produzidos exclusivamente a partir da lista extraída, de forma irregular, por meio de pendrive, de computador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes/RJ”, afirmou o magistrado.

    “Não se trata de questão marginal ou irrelevante, mas de conteúdo eletrônico ilegal que serviu de suporte à condenação.”

    Em 2022, um dos denunciados na operação teve a condenação anulada pela Segunda Turma do tribunal com base no argumento de que a coleta de provas pelos investigadores foi irregular. A defesa de Garotinho alegou que as provas usadas contra ele tiverem a mesma origem ilícita.

    Então sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski, o colegiado entendeu que faltou perícia para garantir a validade de provas obtidas num computador apreendido na prefeitura.

    Designado novo relator do caso com a aposentadoria de Lewandowski, Zanin já havia concedido uma decisão que beneficiou Garotinho ao autorizá-lo a concorrer nas eleições municipais de 2024 -um dos desdobramentos da condenação era a inelegibilidade do político fluminense.

    À época, o ministro entendeu que era necessário suspender os efeitos da condenação apenas em relação à inelegibilidade porque, caso se chegasse à conclusão de que as condenação decorreu de prova ilícita, Garotinho ficaria indevidamente impedido de disputar as eleições.

    STF anula condenação Anthony Garotinho pela Justiça Eleitoral

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • CPMI do INSS termina sem relatório final

    CPMI do INSS termina sem relatório final

    Logo após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu pelo encerramento dos trabalhos da comissão sem a votação de um relatório alternativo, produzido pela base governista.

    Após sete meses de trabalho, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada sem relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, com um placar de 19 a 12. LINK 1 

    Logo após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu pelo encerramento dos trabalhos da comissão sem a votação de um relatório alternativo, produzido pela base governista.

    A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou uma questão de ordem para a apreciação do relatório alternativo. Viana não acatou o pedido e não indicou um relator para ler o texto da base governista.

    Carlos Viana anunciou que a investigação continuará. Cópias do relatório rejeitado, segundo ele, serão encaminhadas a diversas instituições, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

    O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que o documento da base governista será levado à Polícia Federal.

    Entenda

    A reunião começou pouco antes das 10h de sexta-feira (27) e terminou depois da 1h da madrugada deste sábado (28). 

    Com mais de 4 mil páginas, o texto do relator pedia o indiciamento de 216 pessoas.

    Entre os indiciados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; o empresário Maurício Camisotti; o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

    O relator pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS por meio de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

    O documento foi apresentado após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, na quinta-feira (26), a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. 

    Com a decisão, os trabalhos da comissão deveriam ser encerrados neste sábado.

    Relatório alternativo

    O relatório alternativo, apresentado pela base do governo, pede o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

    Entre os indiciados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, citado como comandante de suposta organização criminosa que fraudava descontos associativos do INSS. 

    O parecer também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por organização criminosa.

    Investigação

    A CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

    No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

    Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais de Daniel Vorcaro. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

    * Com informações da Agência Senado

    CPMI do INSS termina sem relatório final

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política