Categoria: POLÍTICA

  • Governadores articulam renúncias, miram Senado e escolhem vices para sucessão

    Governadores articulam renúncias, miram Senado e escolhem vices para sucessão

    Dos atuais 27 governadores, 20 estão com destino político selado: 9 concorrem à reeleição, 9 vão disputar o Senado e 2 não serão candidatos. Outros 4 tentam se viabilizar como candidatos à Presidência e 3 ainda não decidiram se vão disputar as eleições

    (CBS NEWS) – Os governadores começaram 2026 em meio a articulações políticas para as eleições de outubro, com movimentos que incluem migrações partidárias, renúncias para concorrer a outros cargos e até mesmo estratégias de mistério sobre o futuro político.

    Dos atuais 27 governadores, 20 estão com destino político selado: 9 concorrem à reeleição, 9 vão disputar o Senado e 2 não serão candidatos. Outros 4 tentam se viabilizar como candidatos à Presidência e 3 ainda não decidiram se vão disputar as eleições.

    Os governadores que vão concorrer a outros cargos precisam renunciar até o dia 4 de abril, cumprindo a legislação eleitoral. As renúncias devem mexer com o tabuleiro de ao menos 13 estados, com a ascensão dos vices em 11 deles.

    Em ao menos dez unidades da federação, os vice-governadores são os candidatos à sucessão. O movimento, na maioria dos casos, busca manter a ascendência dos atuais governadores sobre seus respectivos grupos políticos.

    Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) vai passar o bastão para o vice Matheus Simões (PSD). Seu principal desafio é se tornar mais conhecido –para isso tem apostado nas redes sociais e na visibilidade do padrinho político Zema, que se lançou como pré-candidato a presidente.

    O cenário é semelhante no Pará, onde a vice-governadora Hana Grassan (MDB) disputa a sucessão de Helder Barbalho (MDB), que vai disputar o Senado. Será a primeira vez que ela vai concorrer a um cargo majoritário como cabeça de chapa.

    No Rio Grande do Sul, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) terá o apoio de Eduardo Leite (PSD) em uma disputa que começa polarizada entre nomes do PT e o PL. Outros vices vão concorrer no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Espírito Santo, Acre e Roraima.

    As renúncias vão ampliar o predomínio da centro-direita nos estados. O PP, que tem dois governadores, chegará a quatro com a ascensão dos vices Lucas Ribeiro, na Paraíba, e Celina Leão, no Distrito Federal. O Republicanos dará um salto semelhante, e terá quatro governadores, incluindo Otaviano Pivetta, em Mato Grosso, e Edilson Damião, em Roraima.

    O MDB dará um salto de dois para cinco governadores com a ascensão dos vices no Pará, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Já o PSD poderá ficar com cinco governadores após a renúncia dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná), e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

    O presidente Lula (PT) manterá aliados no comando de dez estados, mas a esquerda vai perder espaço com as renúncias de Fátima Bezerra (PT-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e João Azevêdo (PSB-PB).

    Os pessebistas serão substituídos por vices da centro-direita, enquanto a petista enfrenta um cenário nebuloso após o rompimento com o vice-governador Walter Alves (MDB), que será candidato a deputado estadual e também vai se desincompatibilizar.

    Caberá à Assembleia Legislativa escolher um novo governador para um mandato-tampão. Para a eleição de outubro, o PT escolheu o nome de Cadu Xavier, secretário estadual da Fazenda.

    No Rio de Janeiro, o quadro é parecido. O governador Cláudio Castro (PL) vai renunciar para concorrer ao Senado, mas está sem vice: Thiago Pampolha deixou o cargo no ano passado para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. O estado também precisará eleger um governador-tampão.

    No Maranhão e em Alagoas, os governadores permanecem no cargo até o fim do mandato. O alagoano Paulo Dantas (MDB) articula a volta do seu antecessor, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB).

    No caso maranhense, o governador Carlos Brandão (sem partido) abdicou de concorrer ao Senado após desavenças com o vice Felipe Camarão (PT). Ele segue no cargo para articular a candidatura do sobrinho, o secretário estadual Orleans Brandão.

    No Amazonas, Tocantins e Rondônia, os governadores fazem mistério quanto ao futuro político. Nos três casos, os governadores têm rusgas com os seus vices e pretendem manter o domínio da máquina pública para eleger aliados como sucessores.

    Wilson Lima (União Brasil), governador do Amazonas, quer disputar Senado, mas enfrenta desgastes em sua gestão. Uma opção cogitada é concorrer a deputado federal.

    No caso do Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado pela Justiça em setembro de 2025 e ficou três meses fora do cargo, dando lugar ao vice Laurez Moreira (PSD), seu desafeto. Agora, resiste em passar o bastão para o vice.

    Dentre os governadores que devem disputar a reeleição estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, que perdeu fôlego como presidenciável com a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

    Na esquerda, os petistas Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Elmano de Freitas (Ceará) enfrentam desgastes sob a sombra de seus antecessores, os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Camilo Santana (Educação). A tendência, contudo, é que ambos disputem a reeleição.

    Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) enfrentou um revés com o rompimento do MDB, legenda com mais prefeitos no estado. Ainda assim, segue como favorito para a reeleição no estado, que tem forte viés bolsonarista.

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  • Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

    Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

    Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

    A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.

    Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.

    Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.

    Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.

    “Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27).
    Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.

    Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.

    Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

    Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.

    Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.

    A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.

    Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.

    O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.

    Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.

    “A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.

    Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.

    Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.

    Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

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  • Bolsonaro é elogiado por Epstein em novos emails: "Mudou o jogo"

    Bolsonaro é elogiado por Epstein em novos emails: "Mudou o jogo"

    Em uma mensagem datada de 8 de outubro de 2018 e citada pela emissora britânica BBC, Epstein teria escrito: “Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.

    Uma troca de e-mails atribuída a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos que morreu na prisão em 2019, e a Steve Bannon, ex-estrategista político e ex-conselheiro do então presidente norte-americano Donald Trump, traz uma série de comentários elogiosos ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Em uma mensagem datada de 8 de outubro de 2018 e citada pela emissora britânica BBC, Epstein teria escrito: “Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.

    Na sequência da conversa, Bannon afirma ter proximidade com o núcleo político de Bolsonaro e relata que foi convidado para atuar como conselheiro. “Eles querem-me como conselheiro. Devo fazê-lo?”, questiona. Epstein responde com a frase: “É o argumento ‘reino no inferno’ outra vez”. No mesmo período, Bannon declarou apoio público a Bolsonaro, e os dois também discutiram a possibilidade de viajar ao Brasil para reforçar o apoio à candidatura. “Se estás confiante na vitória de Bolsonaro, pode ser bom a tua marca se fosses visto lá”, escreveu Epstein.

    Em outro trecho, Epstein demonstrou incômodo com o fato de Bolsonaro ter classificado como “fake news” uma suposta associação com Bannon. À época, Eduardo Bolsonaro afirmou à imprensa que Bannon estaria disponível para auxiliar a família, declaração posteriormente rechaçada por Jair Bolsonaro. Sobre isso, Bannon comentou: “Tenho de manter esta coisa do Jair nos bastidores”. E acrescentou: “O meu poder vem do facto de não ter ninguém para me defender”.

    Lula também aparece citado nos e-mails. Epstein orientou Bannon a evitar comentários sobre Bolsonaro em um encontro com Noam Chomsky no Arizona, mencionando a proximidade de Chomsky com Lula. “A mulher dele é brasileira, por isso vai com calma ao falar de Bolsonaro. Eles são amigos do Lula. Mas ele é uma figura icónica e não se deve perder a oportunidade de conversar sobre história e política. Vou colocar-vos em contacto por e-mail para que possam coordenar diretamente”.

    A relação entre Chomsky e Epstein já havia sido mencionada em outros documentos divulgados anteriormente, assim como referências a Lula. Em um e-mail de dezembro de 2018, Chomsky descreveu Lula a Epstein como “o prisioneiro político mais importante do Mundo” e relatou uma visita feita ao ex-presidente durante o período em que esteve preso.

    Bolsonaro é elogiado por Epstein em novos emails: "Mudou o jogo"

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  • Lula passa por exame de rotina e apresenta 'evolução satisfatória' após cirurgia de catarata

    Lula passa por exame de rotina e apresenta 'evolução satisfatória' após cirurgia de catarata

    Em nota à imprensa, o Palácio do Planalto afirmou que o presidente apresenta “evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado para o período”. O texto também reforça a previsão de retorno com as atividades habituais na segunda-feira.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido, neste sábado (31), em Brasília, a uma avaliação médica de rotina, parte do acompanhamento pós-operatório da cirurgia de catarata realizada na sexta-feira.

    Em nota à imprensa, o Palácio do Planalto afirmou que o presidente apresenta “evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado para o período”. O texto também reforça a previsão de retorno com as atividades habituais na segunda-feira.

    O procedimento cirúrgico da sexta-feira foi realizado no Hospital de Olhos CBV, sem intercorrências. Lula chegou por volta das 7h40 e recebeu alta às 10h. De acordo com nota oficial do governo, ele ficará na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República, ao longo do fim de semana.

    Na quinta, dia seguinte ao retorno de uma viagem ao Panamá, Lula foi submetido a exames pré-operatórios. O presidente é acompanhado por equipes médicas lideradas pelos médicos Roberto Kalil Filho e Helena Germo.

    O procedimento é considerado simples por especialistas. A catarata é uma condição que afeta principalmente idosos em razão do desgaste do cristalino ocular, uma lente que fica atrás da parte colorida do olho e que, com o passar dos anos, fica opaca.

    Na cirurgia, é implantada uma lente para substituição do cristalino opaco. Isso é feito por meio de uma incisão na córnea após anestesia. Os cuidados pós-operatórios incluem aplicação de colírio quatro vezes por dia e repouso.

    Lula tem 80 anos e teve outras duas passagens relevantes pelo hospital no atual governo: operou uma artrose no setembro de 2023 e, em dezembro de 2024, foi internado às pressas devido a um sangramento intracraniano, consequência de uma queda em casa dois meses antes.

    Lula passa por exame de rotina e apresenta 'evolução satisfatória' após cirurgia de catarata

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  • Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

    Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

    As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

    LUÍSA MARTINS
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.

    As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

    O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.

    A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.

    Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada -a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.

    O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.

    Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.

    De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.

    A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.

    A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, “voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais”.
    Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, “bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo”, aponta a PM.

    Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.

    Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.

    Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e nenhum livro lido, aponta relatório

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  • Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

    Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

    Segundo a ministra, as conversas ainda estão em fase inicial e não há decisão tomada sobre uma eventual filiação partidária ou candidatura. Marina afirmou que tem recebido sondagens de diferentes siglas e que o cenário está sendo avaliado com cautela.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que conversou com o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, e que também foi procurada por outras legendas interessadas em lançá-la candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano.

    Segundo a ministra, as conversas ainda estão em fase inicial e não há decisão tomada sobre uma eventual filiação partidária ou candidatura. Marina afirmou que tem recebido sondagens de diferentes siglas e que o cenário está sendo avaliado com cautela.

    \”Estou dialogando com o PT, sim, e tive uma primeira conversa muito boa com o Edinho. Uma conversa já aconteceu com a presidente do PSOL, Paula Coradi. Tem pedidos de conversa do PSB, do PV, de vários partidos. Uma análise está sendo feita\”, disse em entrevista à RedeTV!, nesta quinta-feira, 29.

    Marina também comentou as especulações em torno de uma eventual candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo. Segundo ela, as manifestações dentro do campo governista não devem ser interpretadas como pressão para que ele entre na disputa.

    \”Muita gente fala em pressão, mas eu vejo como reconhecimento da liderança que o Haddad representa e da importância política que ele tem\”, afirmou. Marina lembrou que o ministro levou a disputa paulista ao segundo turno em 2022, em uma eleição considerada difícil, e que o desempenho foi decisivo para a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). \”A liderança dele volta a ser central\”, disse.

    Eleita deputada federal em 2022, Marina afirmou que não pretende disputar a reeleição à Câmara e indicou que vê o Senado como o próximo passo de sua trajetória política.

    \”Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção\”, disse.

    Além do nome de Marina, o PT estuda lançar a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), como candidata ao Senado. Tebet avalia a mudança de domicílio eleitoral após as eleições de 2022, quando apoiou Lula no segundo turno, movimento que gerou resistência ao seu nome em Mato Grosso do Sul, reduto de perfil majoritariamente bolsonarista.

    Marina Silva tem uma trajetória no PT. Foi uma das fundadoras da legenda e permaneceu filiada por mais de duas décadas, até 2009, quando anunciou sua desfiliação após divergências internas, especialmente em torno da agenda ambiental. À época, a então senadora afirmou que a decisão havia sido \”sofrida\” e disse buscar liberdade para discutir projetos programáticos ligados ao desenvolvimento sustentável.

    Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

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  • Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

    Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

    “Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político”, disse.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), reagiu à investida do PT para que a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), deixe seu partido para concorrer ao governo ou ao Senado em São Paulo na chapa de apoio a Lula (PT). Baleia afirmou à reportagem que o PT não age corretamente e está armando uma arapuca para Tebet.

    “Graças ao MDB e ao brilhantismo dela, Simone virou uma figura nacional, mas o PT armou uma arapuca que pode queimar uma liderança com um grande futuro político”, disse.
    “O PT não está agindo corretamente ao usar Simone para uma aventura de um partido que não tem liderança em São Paulo. É um desrespeito com o MDB”, completou.

    Nesta sexta-feira (30), a ministra afirmou que deixará a pasta até o dia 30 de março e que será candidata na eleição deste ano em São Paulo ou Mato Grosso do Sul, mas sem especificar o cargo. O futuro eleitoral de Tebet deve ser definido por Lula.

    Segundo a ministra, não foi feito nenhum acerto ainda e estão programadas novas conversas com o presidente antes do Carnaval. “Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos nem Governo do Estado de São Paulo” afirmou.

    Ela disse que conversou com Lula sobre uma candidatura ao Senado e indicou que não deve tentar o governo paulista.

    O PT discute nomes para lançar em São Paulo, mas as principais figuras, como Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), resistem a disputar o Palácio dos Bandeirantes. Por isso, Tebet é cogitada como alternativa contra a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O ex-governador e atual ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também é uma opção.

    Pesquisas eleitorais encomendadas por aliados de Tebet indicam que ela pontua bem em São Paulo e poderia representar um incômodo para Tarcísio, que é o favorito para a reeleição.

    O objetivo do PT é construir um palanque forte em São Paulo e chegar ao menos ao segundo turno, atraindo um patamar relevante de votos para Lula, ainda que o resultado seja de derrota -como aconteceu em 2022 com Haddad, que disputou o governo. O atual ministro da Fazenda é o preferido pela cúpula do PT para concorrer ao governo paulista.

    Em relação ao Senado, os quatro políticos (Tebet, Haddad, Alckmin e França) são opções, além de Marina Silva, que está de saída da Rede e negocia com o PT.

    “Simone tem uma história política no MDB desde seu pai, Ramez Tebet, que foi uma das grandes lideranças políticas nacionais do MDB”, disse ainda Baleia Rossi.

    Para integrar o palanque de Lula em São Paulo, porém, Tebet tem que trocar de partido. Uma filiação ao próprio PT é considerada improvável, mas ela já recebeu convite do PSB. Em São Paulo, o MDB faz oposição ao presidente e deve integrar a coligação de Tarcísio.

    No plano nacional, o MDB é divido entre apoiadores e detratores de Lula, e a tendência do partido é a de manter neutralidade no pleito presidencial. Emedebistas próximos ao petista, porém, trabalham para que o partido ocupe a vaga de candidato a vice no lugar de Alckmin.

    Tebet, por sua vez, já declarou que, independentemente da posição do MDB, irá apoiar a reeleição de Lula.

    Em 2022, ela concorreu à Presidência pelo MDB, como alternativa a Lula e Jair Bolsonaro (PL), mas declarou apoio e fez campanha para o petista no segundo turno, o que ajudou a consolidar o discurso da esquerda de frente ampla contra o bolsonarismo.

    Presidente do MDB diz que plano do PT de lançar Simone Tebet em SP é uma arapuca

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  • Kassab cita FHC como referência e diz que Tarcísio teria cenário ideal para Presidência

    Kassab cita FHC como referência e diz que Tarcísio teria cenário ideal para Presidência

    Ele citou mais de uma vez como referência o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e não rechaçou a comparação de que o PSD seria um novo PSDB na política, citando semelhança no posicionamento dos partidos como opções de centro em momentos históricos.

    ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse nesta sexta-feira (30) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria o candidato ideal ao Palácio do Planalto em 2026, negou ter falado em submissão do político em relação ao clã Bolsonaro e disse que é preciso avançar com os três pré-candidatos do PSD.

    “A candidatura de Tarcísio seria a ideal, mas é preciso olhar para frente. Temos três ótimos nomes para concorrer à Presidência”, afirmou Kassab à reportagem em evento na Arena B3, no centro de São Paulo.

    Ele citou mais de uma vez como referência o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e não rechaçou a comparação de que o PSD seria um novo PSDB na política, citando semelhança no posicionamento dos partidos como opções de centro em momentos históricos.

    “O PSDB cumpriu um papel importante. Teve um grande presidente, o Fernando Henrique Cardoso, grandes quadros. Vamos lembrar aqui em São Paulo, por exemplo, o governo Mário Covas, o governo José Serra, dois expoentes do PSDB”, disse.

    “O PSD também surge em um momento em que lideranças políticas de diferentes estados, que pensam da mesma maneira, têm o mesmo projeto do país, entendem que já têm um partido representando esse centro. Tem uma semelhança um pouco de como está nascendo [agora o PSD]. O PSDB veio naquele momento se contrapor à direita malufista e a esquerda petista. O PSD está realmente surgindo como partido de centro, tem essa semelhança, se contrapondo à direita bolsonarista e a esquerda petista”.

    Nesta semana, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD, que passou a reunir três pré-candidatos à Presidência -ao lado dos governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

    No evento na Arena B3, Kassab disse que Tarcísio tem dado sinais consistentes de que vai se manter fiel ao clã Bolsonaro e afirmou respeitar a opinião do político, de quem é secretário de governo e relações institucionais.

    Ele negou ter insinuado haver submissão na relação entre o governador de São Paulo e a família Bolsonaro em entrevista dada na quinta-feira (29) ao Canal UOL. Nela, Kassab afirmou ser “fundamental que ele [Tarcísio] tenha a sua identidade. Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade, outra coisa é submissão”.

    Na arena B3, Kassab afirmou que com a frase quis dizer que Tarcísio não é submisso, mas que tem caráter e faz os gestos corretos aos Bolsonaro. Disse ainda que seria um privilégio ser vice na chapa do governador à reeleição e que acha que vai deixar o governo, mas que isso vai ser conversado “na hora certa”.

    “Foi o contrário. A pessoa me perguntou se ele era submisso, eu falei que não era submisso. Ele [Tarcísio] é uma pessoa que tem caráter, que sabe que reconhecimento é importante, seja na vida pessoal, seja na vida política, e que esses gestos dele são corretos, são adequados para alguém que foi ministro e foi lançado e apoiado nessa campanha de governador. Portanto, é mais do que correta essa aliança, essa parceria, esse reconhecimento”, disse Kassab sobre fala dada ao UOL no dia anterior.

    Na Arena B3, ele ainda falou ser preciso respeitar a posição do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), de tentar candidatura própria ao Planalto e negou já ter feito movimentação, no final do ano passado e antes de apresentar seus três pré-candidatos atuais à Presidência, para que Zema fosse vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), movimento noticiado à época.

    Nesta semana, Kassab foi um dos principais personagens da política nacional ao anunciar que seu partido concentraria três pré-candidatos para disputar uma vaga na corrida presidencial de 2026, para concorrer contra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro, que recebeu o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para pleitear o cargo e herdar seu capital político.

    Zema tem sinalizado que se mantém na corrida para garantir visibilidade ao próprio partido. A possibilidade de aceitar ser vice, porém, continua em aberto, segundo pessoas próximas ao político.
    Já Tarcísio confirmou nesta quinta-feira (29) que fará parte do time de Bolsonaro na corrida. Disse também que disputará a reeleição no estado.

    A fala de Kassab desta sexta se deu em evento da Amcham Brasil, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, que reuniu empresários e analistas na B3, em São Paulo, a respeito da “visão do setor privado sobre os principais desafios e prioridades para 2026”.

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  • Tarcísio diz que Kassab tem opiniões próprias e que apoio a Bolsonaro não é submissão

    Tarcísio diz que Kassab tem opiniões próprias e que apoio a Bolsonaro não é submissão

    A declaração foi dada após evento de entrega da restauração da Estação Júlio Prestes, ponto de partida da linha 8-diamante de trens metropolitanos.

    JULLIA GOUVEIA E ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (30) que Gilberto Kassab (PSD) tem “opiniões próprias” e que seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não é submissão.

    A declaração foi dada após evento de entrega da restauração da Estação Júlio Prestes, ponto de partida da linha 8-diamante de trens metropolitanos.

    O governador foi questionado em coletiva de imprensa sobre fala de Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, sobre sua relação com o ex-presidente, afirmando que “uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade, outra coisa é submissão”.

    “Ele é um dirigente nacional importante e fala como dirigente nacional dentro daquilo que ele acredita. […] Ele é a pessoa que tem suas opiniões próprias, e problema nenhum também”, afirmou Tarcísio, que reafirmou o alinhamento de Kassab com as diretrizes do governo estadual em sua atuação como secretário.

    Sobre sua relação com Bolsonaro, Tarcísio afirmou que tem uma relação de gratidão e amizade com o ex-presidente, “absolutamente nada a ver com submissão”.

    “É fácil você ficar do lado quando a pessoa tá bem. Difícil e você às vezes não tem muito isso na política, é estender a mão quando a pessoa está na pior, quando ela precisa da sua ajuda, quando a pessoa perdeu o poder, quando a pessoa tá privada da sua liberdade”, disse.

    Também nesta sexta (30), Kassab afirmou em evento na Arena B3, no centro de São Paulo, que não falou em submissão na relação entre Tarcísio e a família Bolsonaro.

    “Foi o contrário. A pessoa me perguntou se ele era submisso, eu falei que não era submisso. Ele [Tarcísio] é uma pessoa que tem caráter, que sabe que reconhecimento é importante, seja na vida pessoal, seja na vida política, e que esses gestos dele são corretos, são adequados para alguém que foi ministro e foi lançado e apoiado nessa campanha de governador. Portanto, é mais do que correta essa aliança, essa parceria, esse reconhecimento”.

    Nesta quinta (29), o governador de São Paulo visitou o ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

    Ele afirmou manter “relação muito próxima” com ele, apesar das tensões com bolsonaristas que levaram ao cancelamento da visita na semana anterior. “Havia algumas questões de interpretação de outros, são naturais, alguns ruídos que acontecem. Mas nunca houve desarmonia nenhuma”, disse.

    Tarcísio reafirmou que busca reeleição como governador de São Paulo e que vai aliar a estratégia de São Paulo à estratégia nacional de seu grupo, com “alinhamento absoluto e total” ao PL.

    Já Kassab disse que seria um privilégio compor a chapa ao governo de São Paulo como vice de Tarcísio, disse que apoia o político na eleição estadual e que cabe a ele a definição sobre parcerias para tentar a reeleição como governador.

    Tarcísio diz que Kassab tem opiniões próprias e que apoio a Bolsonaro não é submissão

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  • Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    “É um gesto que, sem dúvida, faz muito bem a ele neste momento difícil que ele atravessa e que contribui para que, com mais força e energia, possamos seguir adiante com esperança em dias melhores”, escreveu o ex-parlamentar nas redes sociais

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira, 29, representou um gesto de apoio em um “momento difícil” e contribui para o fortalecimento de laços políticos.

    “Fico muito feliz ao ver o Tarcísio visitando o meu pai. É um gesto que, sem dúvida, faz muito bem a ele neste momento difícil que ele atravessa e que contribui para que, com mais força e energia, possamos seguir adiante com esperança em dias melhores”, escreveu o ex-parlamentar em publicação no X.

    Este foi o primeiro encontro entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente. O governador havia sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a realizar a visita na quinta-feira passada, 22, mas optou por cancelá-la após avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

    Na terça-feira, 27, Tarcísio afirmou que não será candidato ao Palácio do Planalto “nem se Bolsonaro pedisse”. A pressão no campo da direita pela candidatura de Tarcísio à Presidência provocou um estremecimento na relação dele com a família Bolsonaro, que agora tenta dissipar publicamente o conflito.

    Na postagem, Eduardo Bolsonaro disse ainda que o episódio deve ser visto como um sinal de convergência entre aliados. “Este é um momento de focarmos naquilo que converge. Tenho certeza de que todos nós compartilhamos o mesmo desejo: um Brasil melhor“, escreveu.

    Segundo ele, São Paulo ocupa papel central nesse processo. “Esse caminho passa por São Paulo e por todos os brasileiros, inclusive aqueles que hoje estão fora do país”, afirmou.

    Eduardo destacou ainda a presença do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) no encontro e disse que gestos como o da visita reforçam compromissos políticos. “Fiquei especialmente satisfeito com a visita realizada hoje (ontem, quinta) e ainda mais alegre ao ver o meu irmão Carlos Bolsonaro ao lado do governador. Gestos como esse fortalecem laços, constroem pontes e reafirmam compromissos com o futuro do Brasil”, concluiu.

    Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

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