Categoria: POLÍTICA

  • Dino pede explicações sobre envio de emendas a produtora de filme sobre Bolsonaro

    Dino pede explicações sobre envio de emendas a produtora de filme sobre Bolsonaro

    Dino deu 5 dias para que a Câmara e outros três deputados do PL se manifestem sobre denúncia de que “emendas pix” poderiam estar sendo usadas em marketing eleitoral e em filme sobre ex-presidente

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu cinco dias para a Câmara dos Deputados se manifestar sobre o envio de emendas parlamentares para organizações ligadas à Karina Ferreira Gama, produtora do filme The Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A decisão foi tomada após o ministro receber um ofício da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre o tema. Ela apontou um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”, sob o comando da roteirista. “Tal configuração estabelece um ‘grupo econômico por coordenação’ que, na prática, pode estar constituindo-se como um óbice à rastreabilidade dos recursos públicos”, sustentou.

    Segundo o ofício, essas entidades têm recebido “emendas pix” de parlamentares que são clientes de serviços de marketing eleitoral prestados por empresas do mesmo conglomerado.

    Em janeiro, o Estadão mostrou que o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista de The Dark Horse, enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares a uma organização não governamental (ONG) presidida por Karina Ferreira Gama.

    O ofício da deputada também cita outra organização vinculada à produtora que teria sido beneficiada com R$ 2,6 milhões em “emendas Pix” enviadas pelos deputados Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), além dos ex-deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP).

    Dino também intimou Frias, Kicis e Pollon para que se manifestem em até cinco dias úteis sobre as irregularidades apontadas.

    As emendas Pix são transferências especiais de recursos federais indicadas por parlamentares diretamente a Estados e municípios, sem necessidade de convênio prévio ou apresentação de projeto detalhado. Esse tipo de repasse caracterizado pela alta celeridade e pela falta de transparência foi revelado pelo Estadão em 2021.

    Dino pede explicações sobre envio de emendas a produtora de filme sobre Bolsonaro

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  • Bolsonaro deve ter alta da UTI nas próximas 24 horas, dizem médicos

    Bolsonaro deve ter alta da UTI nas próximas 24 horas, dizem médicos

    Ex-presidente deixa unidade de terapia intensiva se mantiver evolução favorável, afirma boletim; Bolsonaro está internado desde o último dia 13 para tratar de uma broncopneumonia

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter alta da UTI (unidade de terapia intensiva) nas próximas 24 horas, caso mantenha evolução satisfatória, afirmou nesta segunda-feira (23) a equipe médica que atende o político.

    Ele está internado desde o último dia 13, em Brasília, para tratar de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Submetido a tratamento com antibióticos, vem apresentando melhora nos últimos dias.

    “[Bolsonaro] segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”, diz o boletim médico divulgado nesta segunda. “Se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas.”

    Nesta segunda, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa de Bolsonaro.

    Na semana, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu ao hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado, informações sobre o quadro clínico do ex-presidente. A instituição enviou ao ministro os boletins médicos e um prontuário completo. Após a manifestação da PGR, a decisão caberá a Moraes.

    O ex-presidente está preso no processo da trama golpista, mas precisou ser transferido para um hospital em 13 de março após passar mal. Ele foi diagnosticado com um quadro de broncopneumonia.

    Bolsonaro deve ter alta da UTI nas próximas 24 horas, dizem médicos

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  • 6 dos 10 ministros do STF receberam verbas acima do teto, e Moraes lidera lista

    6 dos 10 ministros do STF receberam verbas acima do teto, e Moraes lidera lista

    Moraes foi quem recebeu os maiores valores ao longo do período analisado. O ministro, que trabalhou como promotor de Justiça de 1991 a 2002, recebeu ao todo mais de R$ 1 milhão líquido do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) de 2019 a 2026

    (CBS NEWS) – Seis dos 10 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) receberam verbas acima do teto remuneratório do funcionalismo enquanto já ocupavam cargos na corte, que agora é palco de decisões contrárias ao pagamento de supersalários.

    Entre os que embolsaram valores acima do teto constitucional, hoje em R$ 46,3 mil, estão Flávio Dino e Gilmar Mendes, autores de liminares que barraram supersalários na administração pública federal, estadual e municipal.

    Também receberam verbas extras em seus contracheques os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Desde 2019, os adicionais recebidos pelos ministros alcançaram R$ 2,8 milhões, em valores correntes.

    A Folha fez o levantamento a partir de bases de dados do Poder Judiciário, do Ministério Público e da AGU (Advocacia-Geral da União), que paga a seus integrantes honorários de sucumbência -remuneração recebida por advogados da parte vencedora em um processo judicial e que, na administração pública, são comparados a uma espécie de bônus para os servidores da carreira.

    Moraes foi quem recebeu os maiores valores ao longo do período analisado. O ministro, que trabalhou como promotor de Justiça de 1991 a 2002, recebeu ao todo mais de R$ 1 milhão líquido do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) de 2019 a 2026.

    Os ministros foram procurados por email e telefone via assessoria de imprensa do STF, mas não retornaram aos questionamentos da reportagem.

    A ministra Cármen Lúcia e o presidente da corte, Edson Fachin, foram procuradores de estado, e Dias Toffoli, advogado-geral da União. A reportagem não identificou penduricalhos pagos aos ministros no período analisado. Cristiano Zanin nunca foi concursado, portanto não teria direito a esses adicionais.

    Os ministros receberam supersalários devido a ganhos retroativos, um dos principais penduricalhos que engordam os contracheques dos magistrados. São conhecidos entre os servidores como “puxadinhos”: os órgãos criam algum benefício adicional a ser pago a seus integrantes e adotam o entendimento de que ele retroage até determinada data do passado, gerando faturas de milhares de reais devidas a um único servidor.

    Em fevereiro, uma liminar de Dino barrou verbas pagas acima do teto constitucional e proibiu novas leis que criassem penduricalhos. Outra decisão no STF, esta de Gilmar Mendes, suspendeu os penduricalhos previstos em leis estaduais para integrantes do Judiciário e do Ministério Público.

    Dino recebeu valores acima do teto já no cargo na Suprema Corte. Em dezembro de 2024, o ministro, vinculado ao TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), ganhou quase R$ 30 mil líquidos apenas em valores referentes a verbas retroativas -referentes a direitos não usufruídos enquanto ainda era juiz federal, como férias e folgas -além do salário. Ou seja, naquele mês, Dino recebeu R$ 55 mil líquidos, somando-se a remuneração de R$ 24,6 mil como integrante do STF.

    Além disso, o ministro recebeu supersalários enquanto ainda era governador do Maranhão. Em dezembro de 2020, ganhou R$ 106 mil líquidos, também por causa dos retroativos.

    Já o decano da corte, Gilmar Mendes, embolsou mais de R$ 880 mil pagos pelo MPF (Ministério Público Federal) desde 2019.

    O ministro atuou como procurador da República de 1985 a 1988. Depois, foi cedido para outros órgãos, mas continuou vinculado ao MPF até 2002. No fim de fevereiro, Gilmar liberou, por 45 dias, o pagamento de penduricalhos retroativos reconhecidos administrativamente e já programados para o período. O julgamento final sobre o tema, para tratar das liminares de Dino e do decano do STF, deve ocorrer na próxima quarta (25).

    Em novembro de 2020, mesmo mês em que tomou posse como ministro do STF, Kassio Nunes Marques recebeu mais de R$ 277 mil também do TRF-1, onde foi juiz federal de segunda instância.

    Mendonça, por sua vez, foi nomeado ministro do STF em dezembro de 2021. 

    Ainda assim, ele recebeu R$ 175,3 mil, em valores nominais, desde janeiro de 2022. O maior valor foi pago em janeiro de 2025, quando o ministro recebeu R$ 154,8 mil em honorários retroativos, segundo dados do Portal da Transparência.
    Moraes, que recebeu os maiores valores no período analisado, hoje é relator de dois recursos em tramitação no Supremo sobre simetria entre o Ministério Público e o Judiciário.

    No começo do mês, Moraes mandou os Tribunais Regionais Federais e do Trabalho e os Tribunais de Justiça do país informarem quais são os penduricalhos pagos por equiparação ao Ministério Público ou a outra carreira nos últimos dez anos.

    6 dos 10 ministros do STF receberam verbas acima do teto, e Moraes lidera lista

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  • PGR dá parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro

    PGR dá parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro

    Parecer da PGR cita risco de agravamento súbito do quadro de saúde e defende monitoramento integral fora da prisão. Defesa do ex-presidente pediu medida após internação por broncopneumonia e alegou possibilidade de complicações graves

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (23), parecer favorável à prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde. 

    “Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, escreveu Gonet. 

     

    Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes praticados contra a democracia. Ele foi considerado culpado por liderar uma organização criminosa armada que tentou um golpe de Estado. 

    Com 71 anos, o ex-presidente cumpre pena na Papudinha, como é conhecida uma ala de celas especiais dentro do 19ª Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Em 13 de março, Bolsonaro passou mal em sua cela e foi levado às pressas para atendimento hospitalar. 

    Ao chegar ao hospital, Bolsonaro foi internado em Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), com sudorese, calafrios e baixa oxigenação. Ele foi depois diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele segue internado no hospital DF Star, em Brasília. 

    Após a internação, a defesa voltou a pedir a prisão domiciliar de Bolsonaro, alegando sobretudo o risco de morte do ex-presidente por algum mal súbito, havendo a necessidade de monitoramento constante do estado de saúde. 

    Na última sexta (20), o ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro, pediu a manifestação da PGR sobre o novo pedido. 

     

    PGR dá parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro

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  • Castro deve deixar governo do Rio às vésperas de julgamento no TSE

    Castro deve deixar governo do Rio às vésperas de julgamento no TSE

    Renúncia ocorre antes de decisão que pode cassar mandato e torná-lo inelegível. Saída abre disputa na Alerj por governador interino e intensifica cenário político no estado às vésperas das eleições

    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deve oficializar nesta segunda-feira sua saída do cargo, em meio à retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na perda de seu mandato e em inelegibilidade.

    A decisão ocorre às vésperas da análise do caso envolvendo suspeitas de abuso de poder político e econômico, que já conta com votos favoráveis à condenação do governador. Ao deixar o cargo antes de uma eventual decisão, aliados avaliam que Castro tenta reduzir os impactos jurídicos do processo, embora especialistas apontem que a inelegibilidade ainda pode ser mantida.

    Com a saída antecipada, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) terá a responsabilidade de eleger, após um período de um mês, um governador interino que ficará à frente do estado até o fim do mandato, previsto para dezembro.

    O movimento também intensifica a disputa política no estado. O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que recentemente deixou o cargo, deve concorrer ao governo nas próximas eleições e criticou a decisão de Castro, afirmando que o adversário tenta evitar as consequências do julgamento.

    Além da escolha do novo governador, a Alerj poderá enfrentar uma série de decisões importantes nas próximas semanas, incluindo a eleição de um novo presidente da Casa e a definição de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), cargos estratégicos para o cenário político fluminense.

    A saída de Castro também está ligada aos seus planos eleitorais. O governador pretende disputar uma vaga no Senado e, pela legislação, precisaria deixar o cargo até o início de abril para atender às regras de desincompatibilização.

    Castro deve deixar governo do Rio às vésperas de julgamento no TSE

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  • Lula tenta rejuvenescer bancada do PT, uma das mais velhas da Câmara

    Lula tenta rejuvenescer bancada do PT, uma das mais velhas da Câmara

    A bancada do PT é atualmente a terceira com média de idade mais alta da Câmara. Lula expõe a aliados há anos uma preocupação com a falta de renovação no partido. No início de 2026, demonstrou publicamente descontentamento com barreiras impostas a possíveis novos candidatos da legenda.

    CAIO SPECHOTO, CATIA SEABRA E MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) instruiu a direção de seu partido a buscar candidatos jovens visando a uma renovação da legenda. Em um caso específico, o chefe do governo interveio diretamente para lançar uma pré-candidatura a deputada federal em São Paulo.

    A bancada do PT é atualmente a terceira com média de idade mais alta da Câmara. Lula expõe a aliados há anos uma preocupação com a falta de renovação no partido. No início de 2026, demonstrou publicamente descontentamento com barreiras impostas a possíveis novos candidatos da legenda.

    Hoje com 80 anos de idade, Lula disse durante a campanha de 2022 que, se fosse eleito, não tentaria um novo mandato como presidente em 2026. A inexistência de um sucessor óbvio já era observada à época. Depois, o petista passou a dizer que só concorreria à reeleição caso fosse o único em seu campo político capaz de derrotar o bolsonarismo.

    O deputado José Guimarães (PT-CE), coordenador do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) do PT, que discute a estratégia eleitoral do partido, disse que houve uma recomendação de Lula para buscar candidatos jovens.

    “Lula sempre fala que é muito importante renovar o PT”, declarou Guimarães. “Estamos ficando velhos, né? Essa juventude tem que entrar para segurar o PT. Nós estamos passando, precisa de uma renovação geracional. Acho que essa é a preocupação dele”, disse o deputado, que é líder do governo na Câmara.

    A idade média dos deputados do PT é de 59,2 anos. Só as bancadas do PC do B e do PDT são, na média, mais velhas. A bancada do PL, principal partido de oposição a Lula, é a oitava no ranking, com média de idade de 53,8 anos –igual à geral do conjunto de deputados da Casa.

    A secretária nacional de Juventude do partido, Julia Köpf, 29, disse que a legenda está “correndo atrás” de candidatos jovens. “Até agora estamos numa fase bastante inicial. Acho que tem uma juventude muito disposta, sabem que a missão de enfrentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não é fácil”, afirma.

    A Folha apurou que em quase todos os casos o presidente da República não entra diretamente nas conversas. Dirigentes petistas, porém, informam Lula sobre algumas das candidaturas de jovens em articulação nos estados e ele costuma demonstrar aprovação em determinadas situações.

    No caso da vereadora de São Paulo Luna Zarattini, 32, o chefe do governo interveio diretamente. A petista não pretendia disputar um mandato de deputada federal, mas Lula pediu que ela concorra.

    Além do perfil jovem, o presidente da República se interessou pelo tamanho do eleitorado de Luna. Ela teve 100.921 votos para a Câmara Municipal da capital paulista em 2024 e é considerada uma candidata forte independentemente de critérios geracionais.

    Lula também demonstrou a aliados simpatia à pré-candidatura da deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT-PR), 25. O plano inicial era que ela tentasse a reeleição na Assembleia Legislativa do Paraná, mas o cenário mudou quando o presidente da República pediu para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disputar uma vaga no Senado.

    A ministra tem mandato de deputada federal. Foi eleita em 2022 com 261.247 votos, a segunda maior votação do estado. Ana Júlia e o presidente do diretório paranaense do partido, Arilson Chiorato, devem se candidatar a deputado federal mirando o eleitorado de Gleisi.

    Outra pré-candidatura à Câmara que deixou Lula satisfeito, de acordo com políticos próximos ao chefe do governo, foi o da deputada estadual Rosa Amorim (PT-PE). Ela tem 29 anos e é ligada ao MST.

    O eleitorado jovem foi importante para Lula vencer Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022. A última pesquisa Datafolha realizada antes do segundo turno naquele ano mostrou que o petista tinha 50% das intenções de voto contra 37% de Bolsonaro entre eleitores com 16 a 24 anos. A margem de erro para o recorte dessa edição do levantamento foi de três pontos percentuais.

    Na edição mais recente da pesquisa, visando à eleição deste ano, o presidente não lidera entre os mais jovens. Lula tem 43% das intenções de voto para segundo turno entre eleitores de 16 a 24 anos. Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e provável principal candidato da oposição, aparece com 44%. Neste caso, a margem de erro do recorte é de cinco pontos percentuais.

    O levantamento mais recente, divulgado em março, mostra que Lula e Flávio estão tecnicamente empatados nas intenções de voto para segundo turno. O petista tem 46% e o bolsonarista, 43%. Nesse caso, a margem de erro é de dois pontos.

    A margem varia dependendo do recorte em uma mesma pesquisa porque é influenciada pelo tamanho da amostra de eleitores. O número de entrevistados para chegar ao número geral é maior que o número de entrevistados de 16 a 24 anos, por isso o resultado total tem margem de erro menor.

    Integrantes do partido relatam, em conversas reservadas, que o apoio a novos candidatos causa disputas internas. Políticos já estabelecidos às vezes resistem à ideia de dividir espaços com novos atores e perder influência. Um dos principais pontos de atrito costuma ser a partilha dos recursos para financiamento de campanha.

    O próprio presidente da República mencionou indiretamente o fenômeno em um discurso recente. “No PT, a gente fala muito em igualdade, mas está cheio de companheiro deputado que não quer que saia outro deputado para não concorrer com ele”, declarou Lula a uma plateia de petistas no início de fevereiro.

    O PT havia proibido que deputados disputassem reeleição pelo partido depois de exercerem três mandatos consecutivos na mesma Casa Legislativa, mas voltou atrás em 2025 antes de a medida dar resultado.

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  • Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha no NE com defesa de domiciliar para Jair e discurso anti-PT

    Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha no NE com defesa de domiciliar para Jair e discurso anti-PT

    Em um ato político em Natal (RN), Flávio disse acreditar que a prisão domiciliar pedida pela defesa do pai será concedida. Bolsonaro está internado desde o último dia 13 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star, em Brasília, onde trata um quadro de pneumonia bacteriana bilateral.

    RENATA MOURA
    NATAL, RN (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deu a largada de sua pré-campanha no Nordeste neste sábado (21) defendendo a concessão de prisão domiciliar para o pai, Jair Bolsonaro (PL), e reforçando críticas ao governo Lula (PT).

    Em um ato político em Natal (RN), Flávio disse acreditar que a prisão domiciliar pedida pela defesa do pai será concedida. Bolsonaro está internado desde o último dia 13 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star, em Brasília, onde trata um quadro de pneumonia bacteriana bilateral.

    “Os exames comprovam o agravamento da saúde dele e agora, com 71 anos de idade e comorbidades já publicamente conhecidas, a domiciliar humanitária vai ser autorizada”, disse o senador em entrevista à imprensa.

    No discurso para apoiadores, Flávio criticou o aumento do preço dos combustíveis: “Vocês já viram como está o preço da gasolina? O diesel batendo R$ 10?”, questionou.

    Sem fazer referências à guerra no Irã, o senador afirmou que Lula é um “incompetente que não consegue enfrentar uma crise”.

    Na sequência, citou medidas de redução de tributos adotadas por Bolsonaro em 2022, quando o preço dos combustíveis aumentou na esteira dos impactos da invasão da Ucrânia. Na última semana, Lula adotou uma medida semelhante ao zerar o PIS e a Cofins do óleo diesel.

    Mirando eleitores mais jovens e empreendedores, o senador prometeu reduzir impostos e facilitar a vida de quem quer abrir o próprio negócio. Também colocou a segurança pública no centro do discurso, prometendo endurecer o tratamento a organizações criminosas e a agressores de mulheres.

    O evento no Rio Grande do Norte teve bolo nas cores verde e amarelo, além de coro de feliz aniversário para o ex-presidente, que fez 71 anos neste sábado.

    Vestindo uma camiseta com a frase “Nordeste é solução”, Flávio disse que o crescimento do seu nome nas pesquisas é resultado de suas propostas e do que chamou de “grande desastre que é o governo do PT”.

    O ato político marcou a filiação ao PL do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que vai concorrer ao governo do estado. A chapa apresentada terá o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o militar Coronel Hélio (PL) como candidatos ao Senado. Babá Pereira (PL), ex- prefeito do município de São Tomé, será o vice.

    Além de Álvaro Dias, já anunciaram que são pré-candidatos ao governo o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) e o atual secretário de Fazenda do Estado, Cadu Xavier (PT).

    A governadora Fátima Bezerra (PT), que concorreria ao Senado, anunciou nesta semana que vai permanecer no cargo até o final do mandato.

    Neste domingo (22), Flávio participa ainda de um ato político na Paraíba.

    Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha no NE com defesa de domiciliar para Jair e discurso anti-PT

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  • Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança 'faz as guerras' em vez de evitá-las

    Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança 'faz as guerras' em vez de evitá-las

    “O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou o presidente durante o 1º Fórum de Alto Nível Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África. Ele disse ainda estar “indignado com a passividade” da organização.

    LAIZ MENEZES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) diante do avanço de guerras, em especial no Oriente Médio, ao discursar neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia. Ele afirmou que o Conselho de Segurança da entidade, criado para manter a paz e a segurança internacional, “promove guerras”, ao citar os conflitos na Faixa de Gaza, na Ucrânia e no Irã.

    “O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou o presidente durante o 1º Fórum de Alto Nível Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África. Ele disse ainda estar “indignado com a passividade” da organização.

    Lula afirmou que o conselho não foi capaz de resolver conflitos em Gaza, na Ucrânia, na Líbia, no Iraque e no Irã. “Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião e mais dinheiro se acha dono do mundo”, disse.

    O presidente também cobrou uma reforma urgente do órgão e defendeu maior representação de América Latina e da África. “Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.

    Ele classificou o momento atual de período com a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) e contrapôs os gastos militares à persistência da fome. “Enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome”, afirmou.

    Publicada no mês passado, a 67ª edição do Balanço Militar mostrou que o gasto militar global cresceu em 2025 e atingiu o maior patamar desde a Segunda Guerra. O avanço em relação a 2024 foi de 2,5% em termos reais, chegando a US$ 2,63 trilhões (R$ 13,58 trilhões). E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), de 638 milhões a 720 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2024.

    Lula dedicou parte do discurso ao caso do Irã. Ele relembrou que, em 2010, viajou a Teerã com o então presidente da Turquia, Abdullah Gül, para negociar um acordo sobre enriquecimento de urânio -proposta que, segundo ele, teve aval do então presidente americano, Barack Obama, em carta.

    Segundo o presidente, o acordo foi firmado, mas Estados Unidos e Europa responderam ampliando o bloqueio ao país. “Depois de alguns anos, foram fazer outro acordo pior do que aquele que a gente tinha feito”, disse.

    Para Lula, o episódio faz parte de um padrão em que potências constroem a imagem de um inimigo para justificar o uso da força. “Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras”, afirmou, em referência a argumentos usados pelo presidente Donald Trump para atacar o Irã, com base no temor de desenvolvimento de armas nucleares.

    Outro tema abordado foi a disputa por minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que países da América Latina e da África ainda enfrentam as consequências da colonização e alertou para o risco de uma nova forma de dominação, agora com base em recursos estratégicos. Segundo ele, potências estrangeiras tentam repetir uma lógica histórica de exploração.

    “[Com os minerais críticos] é a chance de Bolívia, África e América Latina não aceitar ser apenas exportadora”, disse, defendendo que investidores estrangeiros se instalem e produzam nesses países.

    Lula também defendeu que o Atlântico Sul permaneça livre de disputas geopolíticas e anunciou que o Brasil organizará, em 9 de abril, uma reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

    Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança 'faz as guerras' em vez de evitá-las

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  • Advogado ligado a Lula critica PF ao defender Lulinha: 'Eles atiram a flecha e pintam o alvo'

    Advogado ligado a Lula critica PF ao defender Lulinha: 'Eles atiram a flecha e pintam o alvo'

    Carvalho, que já foi cotado para chefiar o Ministério da Justiça –órgão ao qual a PF é subordinada–, critica tanto o que chamou de criatividade da investigação, ao ver indícios de ilícitos que, para ele, não existem, quanto o vazamento de informações do caso, que ele classifica como criminoso. Disse, contudo, confiar na corporação e no seu dirigente, o diretor-geral Andrei Rodrigues.

    BRUNO RIBEIRO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Amigo de Lula (PT), o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, faz duras críticas ao trabalho da Polícia Federal ao defender Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que vem sendo investigado por suposta ligação com as fraudes do INSS.

    Carvalho, que já foi cotado para chefiar o Ministério da Justiça –órgão ao qual a PF é subordinada–, critica tanto o que chamou de criatividade da investigação, ao ver indícios de ilícitos que, para ele, não existem, quanto o vazamento de informações do caso, que ele classifica como criminoso. Disse, contudo, confiar na corporação e no seu dirigente, o diretor-geral Andrei Rodrigues.

    Em entrevista à Folha na sexta-feira (20), o advogado de Lulinha fez paralelos entre os governos Lula e Jair Bolsonaro (PL) para dizer que, na gestão anterior, houve episódios de tentativas de interferência do governo na PF, órgão de Estado, que não ocorrem agora, mas que integrantes da corporação não estão cumprindo seu papel da mesma maneira republicana.

    “A Polícia Federal, como instituição de Estado, e como toda instituição, está em disputa. E essa disputa é reflexo da disputa que acontece na própria sociedade, ainda dividida pelo ódio e pela intolerância”, afirmou. Carvalho atua na defesa de Lulinha com o advogado Guilherme Suguimori.

    “Há episódios da Lava Jato que infelizmente estão sendo reproduzidos. Tenho certeza absoluta, pelo bem da integridade da própria corporação, que o Andrei [Rodrigues] vai tomar providências bastante enérgicas para se livrar desses elementos que colocam em xeque a credibilidade da instituição. Confio nele. O presidente Lula devolveu independência e autonomia para a Polícia Federal, e ela precisa usar essa independência e autonomia com responsabilidade”, disse.

    A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Polícia Federal para comentar as declarações do advogado, mas o órgão não respondeu.

    O advogado nega com veemência que Lulinha tenha recebido qualquer valor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, decorrente do esquema de descontos indevidos em aposentadorias de brasileiros.

    “Não há qualquer tipo de repasse, de forma direta ou indireta. Tanto é que a Polícia Federal está tentando estabelecer linhas, digamos, pirotécnicas, exageradamente criativas, num delírio persecutório que parece não ter fim e nos remete ao que houve de pior no nosso sistema de Justiça. Eles atiram a flecha e pintam o alvo. Então, assim, não deixam de errar. Começaram pelo fim: querer condenar”, disse Carvalho.

    “Ninguém quer que o Fábio esteja acima da lei. Mas não podemos permitir que ele seja tratado como se estivesse abaixo dela.”

    A PF investiga se Lulinha recebeu valores do Careca do INSS por meio de uma amiga em comum, a empresária Roberta Luchsinger, alvo de uma operação em dezembro. Os três se conhecem: a convite dela, Lulinha fez uma viagem a Portugal em 2024 para visitar um projeto de canabidiol de Careca.

    Uma das suspeitas da PF é de que Lulinha receberia uma mesada de R$ 300 mil por meio da amiga. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a PF investiga repasses a uma agência de viagens, e um relatório sugere que a mudança dele para a Espanha, no ano passado, poderia ser para uma “possível evasão” do Brasil. Como revelou a Folha, Lulinha abriu uma empresa na Espanha em janeiro deste ano.

    Carvalho rebate todos os pontos. “Não houve nem um único repasse sequer”, afirmou o advogado, referindo-se a valores vindos de Careca ou de Luchsinger.

    Segundo sua análise, a quebra do sigilo bancário de Lulinha teria comprovado isso, uma vez que os extratos não registrariam transferências nesse sentido. “O vazamento criminoso dos dados foi revelador e tranquilizador”, afirmou.

    Sobre a viagem com Careca, em 2024, ele repetiu informação anterior de que Lulinha não tinha ciência das atividades ilícitas do lobista e foi visitar uma fazenda de canabidiol por ter um familiar com epilepsia que usa a substância. “Nós dissemos isso de forma voluntária e espontânea ao ministro André Mendonça, mesmo antes de sermos inquiridos a respeito.”

    A movimentação financeira noticiada nas contas de Lulinha, de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos, também é contestada. “O Coaf não separa o que é entrada e o que é saída” e duplica os valores a cada transferência entre contas do mesmo titular, disse o advogado. O valor real seria de cerca de R$ 5 milhões em quatro anos –parte da herança de Marisa Letícia, parte de empréstimos feitos ao presidente Lula quando estava preso.

    A suspeita de evasão é igualmente rechaçada pelo advogado, que diz que Lulinha preparava a mudança para Madri desde 2023, um ano antes das investigações.

    A defesa de Luchsinger enviou uma petição ao STF, obtida pela Folha, questionando o vazamento de informações sobre o caso. No documento, a defesa destaca que as transferências da empresa dela para a agência de viagens citadas pela PF ocorreram entre dezembro de 2023 e junho de 2024, ao passo que o contrato entre a empresa dela e a de Careca só foi firmado em dezembro de 2024. Com base nisso, a defesa sustenta que seria falsa a premissa de que a triangulação configuraria lavagem de dinheiro.

    Em dezembro passado, Lula comentou as suspeitas que se formavam sobre a ligação de seu filho com a fraude do INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado.”

    “Eis aí a diferença entre um estadista, o presidente Lula, e um miliciano, o ex-presidente Jair Bolsonaro: um interferindo em investigações para blindar a família, o outro pedindo ao filho que se coloque à disposição do STF”, afirmou Carvalho, em referência às suspeitas de interferência na PF na apuração contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”.

    Para Carvalho, a exposição forçada pelo inquérito pode ter um efeito paradoxal. “Se antes ele era um problema, hoje ele pode ser uma solução [para Lula]”, afirmou. “Se a oposição achava que tinha uma bala de prata, talvez agora tenha se dado conta de que tem uma bala de festim.”

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  • PGR denuncia Silvio Almeida sob acusação de importunação sexual a Anielle Franco

    PGR denuncia Silvio Almeida sob acusação de importunação sexual a Anielle Franco

    A denúncia foi apresentada em 4 de março e é assinada pelo procurador-geral, Paulo Gonet. O processo corre sob sigilo no STF e é conduzido pelo ministro André Mendonça.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de importunação sexual à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

    A denúncia foi apresentada em 4 de março e é assinada pelo procurador-geral, Paulo Gonet. O processo corre sob sigilo no STF e é conduzido pelo ministro André Mendonça.

    Na peça, Gonet afirma que há indícios que respaldam o relato de Anielle. Dentre os depoimentos que corroboram as declarações da ministra está o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Procurada, a defesa do ex-ministro afirmou que o caso permanece sigiloso e reafirmou declarações anteriores. Silvio Almeida vem argumentando que as acusações não têm materialidade e tratam de ilações.

    Andrei participou da reunião de maio de 2023 na sede do Ministério da Igualdade Racial na qual Almeida teria assediado Anielle. O diretor-geral foi ouvido no caso e, segundo a PGR, deu um relato em consonância com o descrito pela ministra.

    De acordo com a denúncia, Andrei diz ter sentido Anielle muito abatida depois da reunião e teria feito comentários fortes, como “não aguentar mais”. Na ocasião, ela não teria citado o nome de Almeida, mas saiu chateada do encontro, relatando desconfortos.

    A corregedora-geral da PF, Aletea Vega Marona Kunde, esteve presente no encontro e, também ouvida no inquérito, deu relato semelhante. Há, ainda, relatos de amigas com quem Anielle conversou na época sobre o momento que vivia.

    O indiciamento de Silvio Almeida ocorreu em novembro passado pela PF e foi embasado na suspeita de importunação sexual contra Anielle e a professora Isabel Rodrigues. A denúncia da PGR, no entanto, aborda apenas o caso de Anielle.

    Segundo o entendimento apontado pela Procuradoria, o segundo caso foi enviado à primeira instância para seguir a jurisprudência do STF, já que, à época dos fatos relacionados à professora, Almeida não era ministro.

    De acordo com informações de pessoas que tiveram acesso ao documento, a PF considerou que houve prescrição em relação a outros casos suspeitos -quando o Estado não pode mais punir alguém pela prática de um crime ou executar uma pena pelo tempo passado desde o fato.

    Somadas, as penas podem resultar em dez anos de prisão.

    O indiciamento foi encaminhado à corte após investigação que apurou acusações de assédio sexual. No início de 2025, durante as investigações, Silvio Almeida chegou a depor por mais de duas horas à Polícia Federal.

    PGR denuncia Silvio Almeida sob acusação de importunação sexual a Anielle Franco

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