Categoria: POLÍTICA

  • Lula deixa hospital após cirurgia de catarata no olho esquerdo

    Lula deixa hospital após cirurgia de catarata no olho esquerdo

    Em 2020, Lula já havia sido submetido a uma cirurgia de catarata no olho direito

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou na manhã desta sexta-feira, 30, o hospital, em Brasília, onde foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo. Lula chegou ao hospital por volta das 7h20. A cirurgia, segundo apurou o Broadcast Político, estava prevista para as 8h. O presidente deixou o local às 10h04 com o comboio presidencial.

    O CBV Hospital de Olhos, onde Lula fez o procedimento, fica na Asa Sul, em Brasília, próximo ao hospital Sírio-Libanês.

    A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não deu informações sobre a cirurgia desde a tarde de quinta-feira, 29, quando informou que o presidente passou por exames e faria o procedimento desta sexta. Não informou, porém, o horário e nem o local. Tampouco divulgou informações, até este momento, sobre a cirurgia ou o período de recuperação do presidente.

    Em 2020, Lula foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho direito. Naquela oportunidade, estava atuando na campanha do PT para eleger prefeitos e vereadores nas eleições municipais daquele ano.

    Segundo informou o jornal O Globo, na época, o petista recebeu alta no mesmo dia do procedimento. Daquela vez, o presidente teve de ficar alguns dias de repouso e retomou as atividades em cerca de uma semana.

    Por causa do exame e da cirurgia desta sexta, Lula cancelou alguns compromissos. Na quinta-feira, 29, ele faria anúncios do programa Agora Tem Especialistas. Nesta sexta, visitaria uma unidade odontológica móvel no quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO). As duas agendas, com claro apelo eleitoral, foram adiadas.

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  • Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

    Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

    Presidente fez exames pré-operatórios na quinta-feira (29); petista já teve outras passagens pelo hospital no atual governo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) chegou por volta das 7h40 desta sexta-feira (30) ao hospital em Brasília onde será submetido a uma cirurgia de catarata.

    O comboio presidencial entrou por uma portaria específica para carros e se dirigiu a uma entrada privada nos fundos do prédio do Hospital de Olhos CBV, na Asa Sul de Brasília. Seguranças do presidente se agruparam em frente a essa porta.

    A hora e o local da cirurgia não foram divulgados oficialmente pela área de comunicação do governo federal.

    Lula passou por exames pré-operatórios na manhã de quinta-feira (29), dia seguinte ao retorno de uma viagem ao Panamá. O petista passou o resto do dia na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República.

    O procedimento é descrito como simples pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor-executivo do Instituto Penido Burnier e membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa. Ele diz que a catarata afeta principalmente idosos em razão do desgaste do cristalino ocular.

    Lula tem 80 anos e teve duas passagens relevantes pelo hospital no atual governo: operou uma artrose no final de 2023 e, no fim de 2024, foi internado às pressas por causa de um sangramento intracraniano.

    A cirurgia de artrose foi em 29 de setembro de 2023, em Brasília. O petista teve uma prótese implantada no lado direito do quadril para eliminar dores que sentia no local havia meses. Ele havia passado a campanha presidencial de 2022 e os primeiros meses de 2023 reclamando das dores a aliados.

    Depois, em 10 de dezembro de 2024, o presidente passou por um procedimento mais delicado. Ele foi submetido às pressas a uma cirurgia para tratar uma hemorragia intracrainana. O sangramento foi consequência de uma queda que Lula havia sofrido em casa dois meses antes.

    Os riscos corridos pelo petista nesse episódio foram maiores. Ele passou mal no Palácio do Planalto e foi removido emergencialmente para São Paulo.

    Ao deixar o hospital depois de tratar o sangramento, Lula disse que só se deu conta da gravidade do episódio depois da operação. Eu só fui ter noção da gravidade já depois da cirurgia pronta, depois da cabeça estar nova“, declarou. “Nunca penso que vou morrer, mas tenho medo”, disse o petista na ocasião.

    Lula fumou por cerca de 50 anos até parar em 2010, depois de uma crise de hipertensão. No ano seguinte, já como ex-presidente, o petista teve um câncer diagnosticado na laringe. Ele tratou a doença, que foi curada em 2012.

    Diz que, agora, cuida melhor da própria saúde. O presidente, que concorrerá à reeleição em outubro, procura mostrar vitalidade ao público sempre que pode.

    Lula costuma mencionar sua rotina de exercícios. Também tem por hábito divulgar imagens de caminhadas e outras atividades ao ar livre realizadas nos terrenos do Palácio da Alvorada ou da Granja do Torto, residências oficiais da Presidência da República.

    Em setembro passado, por exemplo, ele participou de uma caminhada promovida pelo Ministério da Educação e correu em alguns trechos do trajeto -incluindo a parte mais íngreme, a subida entre o Palácio do Planalto e a sede do Ministério da Justiça.

    Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

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  • PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    Em provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, há referências a lideranças partidárias e altas autoridades

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à reportagem, sob anonimato, por investigadores do caso. Eles afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras.

    Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro.

    As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).

    Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.

    Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.

    As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.

    As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.

    A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

    A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

    A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.

    Em depoimento à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões com autoridades. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, disse.

    Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a investigação envolvendo políticos continuaria sob supervisão do STF.

    Nas últimas semanas, uma articulação foi iniciada por ministros do Supremo para que o caso seja remetido à Justiça de primeiro grau. O objetivo era reduzir a pressão sobre o tribunal, principalmente depois de revelações sobre conexões de integrantes do tribunal com negócios do Master.

    O movimento passou a ser descrito como uma saída honrosa para o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo, que tem sua conduta questionada por manter um alto grau de sigilo sobre o caso e pela sociedade que dois de seus irmãos mantiveram com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro no resort Tayayá, no Paraná.

    Com o desgaste do STF e a pressão da opinião pública, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, chegou a afirmar ao G1 que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora” de que o caso saísse do tribunal.

    A menção aos políticos encontrada na investigação, no entanto, deve levar a um ajuste de rota, com parte das investigações enviadas à instância inferior e uma nova frente aberta no STF.

    A investigação que pode ser enviada ao primeiro grau, que envolve a fabricação de carteiras pelo Master, está avançada e deve ser concluída rapidamente, segundo agentes envolvidos no caso. A PF deve produzir um relatório final e apontar os indícios de crime que teriam sido praticados pelos principais suspeitos.

    A preocupação de pessoas envolvidas no caso, ouvidas pela Folha, é com o risco de as investigações contra políticos não avançarem no STF por pressões sobre a corte.

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

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  • PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

    PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

    O presidente Lula tem dito a aliados que ainda buscará ter mais conversas com Pacheco sobre a possibilidade de uma candidatura

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) avisou a auxiliares que vai procurar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para tentar convencê-lo a disputar o Governo de Minas Gerais, o que garantiria um palanque forte para o petista no segundo maior colégio eleitoral do país.

    Diante dos sinais contrários dados por Pacheco nos últimos meses, lulistas tentam buscar um plano B em Minas, com um leque de alternativas que inclui o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.

    Também são citadas as prefeitas de Contagem, Marília Campos, e de Juiz de Fora, Margarida Salomão, ambas petistas. As menções a Marília, porém, são mais frequentes para uma das duas vagas ao Senado.

    Ao menos até aqui, o movimento não tem o aval de Lula. O presidente está convencido de que Pacheco é o nome ideal para a disputa no estado e pretende convidá-lo para uma conversa sobre seu destino político. O petista tem enaltecido o senador em conversas com aliados. Além disso, para a costura de um acordo, busca ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O diretório mineiro do PT também dificultaria uma possível aliança entre Lula e Cleitinho. Petistas do estado dizem que o senador dá sinais trocados e o veem como bolsonarista -no último fim de semana, por exemplo, Cleitinho apoiou a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pela liberdade de Jair Bolsonaro (PL).

    Além de Cleitinho, aliados do presidente também identificam no deputado estadual Tadeuzinho, presidente da Assembleia, um possível candidato ao governo estadual.

    Recentemente, no entanto, Lula recomendou que o presidente do PT, Edinho Silva, adiasse a negociação com Tadeuzinho à espera de um aceno de Pacheco. A medida foi interpretada no entorno de Lula como um sinal de que as conversas com Pacheco poderiam evoluir.

    Procurado, Tadeuzinho afirmou que hoje é pré-candidato a deputado estadual. O emedebista disse que passou os últimos meses focado na dívida do estado e que qualquer caminho diferente ao da reeleição será discutido a partir de agora com seu grupo político.

    Minas Gerais tem o segundo maior eleitorado do Brasil, superado em tamanho apenas pelo de São Paulo. Tradicionalmente, o candidato a presidente que vence em solo minero é eleito. Desde 1945, só quem ganhou a Presidência apesar da derrota em Minas foi Getúlio Vargas, em 1950.

    Lula e seus aliados avaliam que a eleição presidencial de 2026 será acirrada. Ter candidatos fortes a governador fazendo campanha pelo petista seria importante para ele não perder votos que teve nos estados em 2022. Naquele ano, Lula obteve 50,2% dos votos mineiros.

    O presidente da República tem dito a aliados que ainda buscará ter mais conversas com Pacheco sobre a possibilidade de uma candidatura. Lula fala, nos bastidores, que quer contar com o senador para um projeto político amplo. Ele propõe a montagem de um palanque que dê segurança para que Pacheco assuma o desafio.

    Aliados do petista avaliam que o senador do PSD poderia disputar o governo com uma chapa forte, tendo o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos como candidatos ao Senado. O ex-prefeito de BH Marcio Lacerda também tem sido assediado como possível vice de Pacheco -mesmo com o recado já dado a pessoas próximas de que não pretende voltar à vida pública.

    Pacheco, por sua vez, vem afirmando a aliados que pretende encerrar sua trajetória política ao fim de seu atual mandato como senador, que acaba em fevereiro do ano que vem. Ele esteve entre os cotados para ser indicado a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, no ano passado, mas o presidente acabou escolhendo Jorge Messias. Procurado pela reportagem, o parlamentar não quis se manifestar.

    Caso decida concorrer a governador, Pacheco provavelmente teria que mudar de partido. O PSD, ao qual é filiado atualmente, agora abriga também o vice-governador Mateus Simões, que é pré-candidato ao governo com o apoio do governador atual, Romeu Zema (Novo).

    Lula teria indicado a Pacheco que o melhor partido para ele concorrer, se assim decidir, seria o MDB. Uma eventual migração seria negociada por meio dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).

    Também haveria a possibilidade de Alcolumbre encontrar espaço para Pacheco no União Brasil. Nesse caso, seria necessário oferecer mais garantias ao senador. Uma das possibilidades seria, sempre por meio do presidente do Senado, tentar emplacar um aliado de Pacheco como presidente do diretório mineiro do partido.

    Com o cenário indefinido, setores petistas de Minas Gerais discutem a possibilidade de lançar a reitora da UFMG, Sandra Goulart, como candidata ao governo. É pouco provável, porém, que Lula e a direção nacional do PT deixem a definição de uma candidatura majoritária no estado para a seção local do partido.

    Petistas mineiros acham possível que Cleitinho não seja candidato e indique seu irmão, Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, como vice de Simões. O senador tem descartado essa hipótese.

    PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

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  • PT cita Banco Master para reforçar críticas ao mercado financeiro antes da eleição

    PT cita Banco Master para reforçar críticas ao mercado financeiro antes da eleição

    PT usará caso Master para atacar mercado financeiro e reforçar bandeiras de campanha de Lula

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O PT deve aprovar ainda nesta quinta-feira (29) uma resolução que usa o caso Banco Master para reforçar as críticas do partido ao mercado financeiro. O texto, ao qual a reportagem teve acesso, também defenderá a tarifa zero no transporte público e a redução da jornada de trabalho, dois temas que deverão aparecer na campanha de reeleição do presidente Lula.

    “Os escândalos financeiros, como o do Banco Master e outros, que expõem a corrupção e a promiscuidade entre parte do mercado e o crime organizado”, afirma a proposta de resolução que deverá ser aprovada, “revelam que a disputa em curso é estrutural” -o texto menciona outros fatores, como “a permanente ofensiva da extrema direita”.

    O partido deverá afirmar que a disputa política atual “trata-se do enfrentamento entre um projeto que defende a democracia e o desenvolvimento com soberania e justiça social e um projeto que busca subordinar o Estado brasileiro aos interesses do capital financeiro, das plataformas digitais sem controle democrático e de uma agenda autoritária”.

    O escândalo do Banco Master envolve operadores do mercado e da política. O dono do banco, Daniel Vorcaro, ficou preso por 12 dias no ano passado e agora é monitorado por tornozeleira eletrônica.

    O caso ganhou relevância depois de o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB, banco estatal de Brasília. As perdas para a empresa do governo do Distrito Federal podem chegar a R$ 5 bilhões, de acordo com um dos depoimentos dados à investigação.

    Na resolução debatida pelo PT, as críticas ao mercado financeiro aparecem em diferentes momentos.

    “A disputa eleitoral que se aproxima não será apenas entre candidaturas, mas entre projetos antagônicos: de um lado, o projeto democrático, popular e soberano que recolocou o povo no centro das decisões do Estado; de outro, o projeto autoritário, excludente e subordinado aos interesses do capital rentista e da extrema direita global, representado pelo bolsonarismo, independentemente de quem venha a ser seu porta-voz nas urnas”, afirma o documento em discussão.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para ser o candidato do bolsonarismo na eleição presidencial deste ano. Forças mais ao centro têm se organizado para também ter um candidato para disputar o poder com Flávio e Lula.

    O partido também defende a queda da taxa de juros. Na quarta-feira (28), o Banco Central decidiu manter a taxa em 15% ao ano, mas sinalizou que fará um corte em março.

    Além disso, o documento deverá incluir um trecho sobre segurança pública. O debate sobre o tema é uma deficiência histórica do PT. É consenso no mundo político que, em 2026, o assunto deverá ser um dos principais da campanha presidencial.

    “A extrema direita tenta disputar o imaginário social a partir do debate da segurança pública de forma irresponsável e sem apresentar soluções concretas, mobilizando termos como ‘narcoterrorismo’”, afirma o texto.

    “Essa narrativa, que opera pelo medo, reforça ações autoritárias e oferece respostas simplistas para problemas complexos, explorando a sensação de falta de segurança vivida pela população”, afirma o texto.

    O partido instruirá seus militantes a defender a redução da jornada de trabalho, a tarifa zero no transporte coletivo e propostas de aumentem a seguridade social para trabalhadores de aplicativos.

    PT cita Banco Master para reforçar críticas ao mercado financeiro antes da eleição

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  • Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), defendeu nesta quarta-feira (29) um indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista, e para os condenados por participação nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023.

    Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano.

    “Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso”, disse o governador em entrevista à CNN Brasil.

    Ratinho afirmou que a punição ao 8 de Janeiro foi excessiva e comparou o ataque a invasões de petistas à Assembleia Legislativa do Paraná.

    Lideranças do PSD se dividem sobre o tema. Caiado, que anunciou sua filiação à legenda nesta semana, já afirmou em diversas ocasiões que é favorável a uma anistia ampla e irrestrita, que também beneficiaria Bolsonaro.

    Leite, por outro lado, já disse que é contra a anistia, por considerá-la “ruim para o país”. Em entrevista à CNN, em março do ano passado, admitiu discutir a dosagem das penas para os que não estiveram envolvidos em atos de planejamento de um golpe de Estado.

    Sob pressão de bolsonaristas, Kassab afirmou em nota, em setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro, sua posição a favor da anistia e “sua solidariedade ao ex-presidente”.

    Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD de Kassab

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  • Tarcísio reforça que vai disputar a reeleição em SP, após visita a Bolsonaro na Papudinha

    Tarcísio reforça que vai disputar a reeleição em SP, após visita a Bolsonaro na Papudinha

    Após visitar Bolsonaro na Papudinha, governador reforçou que seguirá em São Paulo, confirmou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto e afirmou que a conversa teve caráter de solidariedade, descartando qualquer pressão por uma disputa presidencial

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou nesta quinta-feira, 29, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, que vai disputar a reeleição neste ano. “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo”, disse ao sair da unidade prisional.

    Este foi o primeiro encontro entre os dois após a prisão de Bolsonaro. A visita havia sido autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na quinta-feira passada, 22. Tarcísio chegou a cancelar o encontro depois de avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura de Flávio Bolsonaro.

    Na terça-feira, 27, o governador já havia afirmado que não seria candidato à Presidência “nem se Bolsonaro pedisse”.

    “A gente queria fazer essa visita ao presidente. Uma visita que a gente tinha se programado. Queria muito transmitir meu abraço e solidariedade, falar do meu apreço e da minha gratidão e tinha uma tarefa muito difícil, que era transmitir o abraço de muitas pessoas”, afirmou.

    “Toda vez que faço evento em São Paulo são milhares de pessoas. É impressionante o carinho das pessoas. Eu queria ser porta-voz desse carinho, falar da saudade que as pessoas têm dele, dizer que tem uma massa de brasileiros que torcem por ele. Foi esse o objetivo da visita. Ele vai sempre ter um grande amigo”, acrescentou.

    O governador de São Paulo afirmou ainda que estará na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Questionado se participará da campanha, respondeu: “Claro”.

    Tarcísio também disse que conversou com o ex-presidente sobre a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pelo PSD. Segundo ele, Bolsonaro avalia que o nome soma na disputa. “O presidente elogiou Caiado. Tem apreço por ele. A gente entende que é uma candidatura que soma com o projeto e que, no fim, estará junto contra o PT”, afirmou.

    O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) acompanhou Tarcísio durante a visita desta quinta-feira, 29, mas preferiu não se pronunciar.

    Na véspera, Carlos almoçou com o governador em São Paulo. Há duas semanas, ele havia ironizado um discurso da primeira-dama paulista, Cristiane de Freitas, que afirmou que o Brasil “precisa de um novo CEO”, em referência a uma possível candidatura presidencial do marido.   

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  • Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

    Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

    Na mesma decisão, Moraes liberou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se somará aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar a visita do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES) à Papudinha, em Brasília. A decisão é desta quinta-feira, 29.

    Moraes afirmou que a autorização de contato entre investigados e condenados em procedimentos correlatos apresenta “risco manifesto à investigação” e citou a tentativa prévia de ingresso de Magno Malta na unidade prisional sem autorização, além do fato de Valdemar Costa Neto ser investigado pelos mesmos crimes atribuídos ao ex-presidente.

    Apesar de negar os pedidos de visita de Magno Malta e do presidente do PL, o ministro autorizou outras visitas ao ex-presidente. No dia 7 de fevereiro, Jair Bolsonaro poderá receber o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), das 8h às 10h, e o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), das 11h às 13h.

    Já no dia 14 de fevereiro, estão autorizadas as visitas de Luiz Antonio Nabhan Garcia, das 8h às 10h, e do senador Wilder Morais (PL-GO), das 11h às 13h.

    Caminhada

    Além de negar parte dos pedidos de visita, Moraes autorizou a realização de caminhadas controladas pelo ex-presidente, em locais previamente definidos pela administração do Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM), preferencialmente no campo de futebol ou na pista asfaltada da unidade. A atividade deverá ocorrer sob escolta permanente e sem contato com outros detentos, em atendimento a recomendações médicas.

    O ministro também autorizou a alteração excepcional de um dos dias de visitação para os sábados, mantendo as quartas-feiras, com o objetivo de reduzir a circulação interna e reforçar a segurança do local. As visitas seguem limitadas a dois visitantes por vez, em horários previamente estabelecidos pela administração prisional.

    Na mesma decisão, Moraes liberou a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se somará aos atendimentos já prestados por um bispo e um pastor evangélico. As atividades religiosas deverão ocorrer de forma individual, uma vez por semana, com duração de até uma hora. 

    Moraes nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

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  • Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

    Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

    Procedimento será feito no olho esquerdo nesta sexta-feira, após exames pré-operatórios realizados hoje; agenda incluiu cancelamento de viagem a Goiás e despachos na Granja do Torto depois de retorno de compromisso internacional no Panamá.

    A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira, 30. O procedimento foi confirmado por meio de nota divulgada nesta quinta-feira, 29.

    De acordo com a Secom, Lula realizou hoje os exames pré-operatórios. Ao longo do restante do dia, o presidente manterá despachos a partir da Granja do Torto, residência de campo oficial da Presidência da República.

    A intervenção médica não constava na agenda inicial do chefe do Executivo. Lula tinha prevista uma visita a um território quilombola em Cavalcante, no interior de Goiás, a cerca de 300 quilômetros de Brasília, compromisso que acabou cancelado no início da semana.

    O presidente retornou de viagem internacional na madrugada desta quinta-feira. Ele esteve no Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, ocasião em que se reuniu com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

     

    Lula faz exames e passará por cirurgia nesta sexta-feira

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  • Lula já me comunicou que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil, diz Rui Costa

    Lula já me comunicou que Miriam Belchior assumirá a Casa Civil, diz Rui Costa

    Rui Costa afirmou que deixará o governo no fim de março para disputar as eleições e disse que a transição será feita sem mudanças na equipe ou descontinuidade de projetos, com a secretária-executiva assumindo o comando da Casa Civil

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o ministério em seu lugar quando ele deixar o cargo para disputar as eleições. Segundo Rui, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já o comunicou oficialmente sobre a decisão e também informou Miriam.

    “Eu saio no final de março, último dia de março, deixo o governo. Quem assume, o presidente Lula já me comunicou e comunicou a Miriam também, que ela assume o ministério. Ela já foi ministra do Planejamento, é uma pessoa excepcional, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. Não vai ter nenhuma descontinuidade, a equipe é a mesma”, declarou Rui Costa em entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, na Bahia.

    Rui Costa afirmou ainda que o presidente dará prioridade, nas mudanças ministeriais, a nomes que já integram as equipes atuais.

    “Lula está dando prioridade nas eventuais mudanças que vai ter que fazer nos ministérios para que se mantenham as equipes. Um caso ou outro pode mudar, mas, na essência, ele quer manter as equipes, porque não faz sentido, a seis meses das eleições, fazer mudança geral nas equipes, porque correria risco de descontinuar projetos e ações”, completou.

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