Categoria: POLÍTICA

  • PGR denuncia Silvio Almeida sob acusação de importunação sexual a Anielle Franco

    PGR denuncia Silvio Almeida sob acusação de importunação sexual a Anielle Franco

    A denúncia foi apresentada em 4 de março e é assinada pelo procurador-geral, Paulo Gonet. O processo corre sob sigilo no STF e é conduzido pelo ministro André Mendonça.

    ANA POMPEU
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de importunação sexual à ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

    A denúncia foi apresentada em 4 de março e é assinada pelo procurador-geral, Paulo Gonet. O processo corre sob sigilo no STF e é conduzido pelo ministro André Mendonça.

    Na peça, Gonet afirma que há indícios que respaldam o relato de Anielle. Dentre os depoimentos que corroboram as declarações da ministra está o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Procurada, a defesa do ex-ministro afirmou que o caso permanece sigiloso e reafirmou declarações anteriores. Silvio Almeida vem argumentando que as acusações não têm materialidade e tratam de ilações.

    Andrei participou da reunião de maio de 2023 na sede do Ministério da Igualdade Racial na qual Almeida teria assediado Anielle. O diretor-geral foi ouvido no caso e, segundo a PGR, deu um relato em consonância com o descrito pela ministra.

    De acordo com a denúncia, Andrei diz ter sentido Anielle muito abatida depois da reunião e teria feito comentários fortes, como “não aguentar mais”. Na ocasião, ela não teria citado o nome de Almeida, mas saiu chateada do encontro, relatando desconfortos.

    A corregedora-geral da PF, Aletea Vega Marona Kunde, esteve presente no encontro e, também ouvida no inquérito, deu relato semelhante. Há, ainda, relatos de amigas com quem Anielle conversou na época sobre o momento que vivia.

    O indiciamento de Silvio Almeida ocorreu em novembro passado pela PF e foi embasado na suspeita de importunação sexual contra Anielle e a professora Isabel Rodrigues. A denúncia da PGR, no entanto, aborda apenas o caso de Anielle.

    Segundo o entendimento apontado pela Procuradoria, o segundo caso foi enviado à primeira instância para seguir a jurisprudência do STF, já que, à época dos fatos relacionados à professora, Almeida não era ministro.

    De acordo com informações de pessoas que tiveram acesso ao documento, a PF considerou que houve prescrição em relação a outros casos suspeitos -quando o Estado não pode mais punir alguém pela prática de um crime ou executar uma pena pelo tempo passado desde o fato.

    Somadas, as penas podem resultar em dez anos de prisão.

    O indiciamento foi encaminhado à corte após investigação que apurou acusações de assédio sexual. No início de 2025, durante as investigações, Silvio Almeida chegou a depor por mais de duas horas à Polícia Federal.

    PGR denuncia Silvio Almeida sob acusação de importunação sexual a Anielle Franco

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no STF; entenda suspeitas

    Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no STF; entenda suspeitas

    O ministro não é investigado pela PF -isso só poderia ocorrer com autorização do próprio Supremo-, mas, como mostrou a Folha de S.Paulo, investigadores suspeitam de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual a família do magistrado é ex-sócio, e avançam na apuração.

    LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os questionamentos sobre as conexões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, crescem desde que a primeira relação entre os dois foi revelada pela Folha de S.Paulo, em janeiro, e podem ser respondidos ao longo da investigação da Polícia Federal sobre o caso.

    O ministro não é investigado pela PF -isso só poderia ocorrer com autorização do próprio Supremo-, mas, como mostrou a Folha de S.Paulo, investigadores suspeitam de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual a família do magistrado é ex-sócio, e avançam na apuração.

    A PF elaborou um relatório de 200 páginas sobre as relações de Toffoli e Vorcaro e entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Os achados da PF não foram suficientes para Fachin autorizar uma investigação contra o ministro, mas provocaram a saída de Toffoli da relatoria do caso, que passou para o ministro André Mendonça. Agora, qualquer avanço nas investigações contra Toffoli dependerá de decisões de Mendonça.

    Nesse relatório, a PF incluiu diálogos entre Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel no qual discutem pagamentos para Toffoli. Neles, há indicações de que o ex-banqueiro determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões ao ministro.

    A primeira conexão entre Toffoli e Vorcaro surgiu em reportagem da Folha de S.Paulo em 11 de janeiro mostrando que um resort no interior do Paraná, o Tayayá, teve como sócios uma empresa de dois irmãos do ministro e um fundo que faz parte da rede fraudulenta atribuída ao Banco Master.

    Na época, atos de Toffoli à frente do caso causavam estranhamento nos órgãos que investigam o caso. O magistrado convocou em dezembro uma acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor do BC (Banco Central) Ailton de Aquino.

    A medida colocava Aquino como um dos investigados, seguindo a linha de defesa de Vorcaro à época, de que a autoridade monetária tinha se precipitado ao decretar a liquidação do Master, em novembro.

    Diante da repercussão, o ministro mudou a solicitação para depoimentos individuais, que ocorreram em 30 de dezembro -enquanto estava hospedado no resort Tayayá.

    A parceria no resort localizado em Rio Claro (PR) começou em setembro 2021, quando a Maridt Participações S.A., empresa do ministro com os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, vendeu metade de sua participação no empreendimento ao fundo de investimentos Arleen por pouco mais de R$ 3 milhões.

    O Arleen integra uma extensa cadeia de fundos utilizados pelo Master, de acordo com as investigações da PF e do Banco Central. O controlador do fundo é Fabiano Zettel, pastor e operador financeiro de Vorcaro, através de outro fundo, o Leal.

    O cunhado de Vorcaro aplicou R$ 26 milhões no fundo Leal no segundo semestre de 2022.

    A Maridt deixou a sociedade nas empresas que compõem o grupo Tayayá em fevereiro do ano passado, quando o restante de sua participação foi adquirida pelo empresário Paulo Humberto Barbosa.

    Barbosa é um advogado goiano que atuou diversas vezes para a JBS, empresa do grupo J&F. Quando ele comprou a participação do Arleen no Tayayá, o fundo não pertencia mais a Zettel, mas sim a Alberto Leite, empresário amigo de Toffoli que manteve as cotas do fundo por menos de um ano.

    Na época da revelação da Folha de S.Paulo, o ministro Dias Toffoli não disse que também era sócio da Maridt. Ele só fez a revelação em 12 de fevereiro, após a PF produzir um relatório sobre as relações entre Toffoli e Vorcaro.

    Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Zettel, por mensagem de WhatsApp, qual era a situação dos repasses. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro.

    O cunhado respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

    Depois disso, Zettel apresentou a lista de pagamentos para Vorcaro aprovar. Nessa lista, constava em uma das linhas: “Tayaya – 15″. Para a PF, tratava-se do repasse de R$ 15 milhões ao empreendimento. Vorcaro respondeu: “Paga tudo hoje”.

    Em agosto de 2024, Vorcaro voltou a tratar das cobranças com o cunhado. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”, perguntou o banqueiro.

    Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

    Vorcaro se irritou. “Onde tá a grana?”, afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”.

    Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. O cunhado, então, respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

    Em nota enviada por Toffoli quando o relatório da PF veio a público, o ministro disse que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro” e que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

    A Maridit, afirma Toffoli em nota enviada nesta sexta (20), é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal.

    “Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas”, afirmou.

    “O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro”, acrescentou, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.

    Sobre as vendas de participações no Tayayá para o fundo Arleen e para Paulo Humberto, Toffoli afirmou que “tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado”.

    A defesa de Daniel Vorcaro não quis se pronunciar.

    Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no STF; entenda suspeitas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Gilmar Mendes vota; prisão de Vorcaro é mantida por unanimidade

    Gilmar Mendes vota; prisão de Vorcaro é mantida por unanimidade

    Ministros referendaram decisão de André Mendonça; Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não participou do julgamento

    Por 4 votos a 0, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (20) manter a prisão banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

    O colegiado finalizou o julgamento virtual do caso e referendou decisão do ministro André Mendonça, que, no dia 4 deste mês, determinou a prisão do banqueiro e mais dois aliados dele. 

    Também vão continuar presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações. O julgamento virtual começou na sexta-feira (13), quando foi formada maioria de 3 votos a 0 pela manutenção da prisão. Além de Mendonça, votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux e Nunes Marques.

    O último voto foi proferido hoje pelo ministro Gilmar Mendes, que acompanhou a maioria, mas fez diversas ressalvas no voto. 

    Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não participou do julgamento.

    Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

    Delação 

    Na semana passada, após o Supremo formar maioria de votos, Vorcaro decidiu mudar de advogado. 

    A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e foi substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecidos do país.

    A mudança sinalizou a intenção de Vorcaro em assinar um acordo de delação premiada. 

    Ontem, o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal.

    A mudança do local de prisão foi o primeiro passo das tratativas para o fechamento da colaboração premiada com os delegados responsáveis pela investigação e a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

    Gilmar Mendes vota; prisão de Vorcaro é mantida por unanimidade

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes determina que PGR se manifeste sobre possibilidade de prisão domiciliar a Bolsonaro

    Moraes determina que PGR se manifeste sobre possibilidade de prisão domiciliar a Bolsonaro

    Informações do hospital sobre a saúde do ex-presidente foram compartilhadas com Gonet; após o envio do parecer, ministro vai decidir se medida humanitária é cabível

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (20) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre a possibilidade de conceder prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Moraes enviou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, as informações prestadas pelo hospital DF Star, em Brasília, sobre o estado de saúde de Bolsonaro, que está internado para tratar uma broncopneumonia decorrente de uma broncoaspiração. Ainda não há previsão de alta.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a ofensiva pela domiciliar teve a participação de Flávio e Michelle Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), da bancada bolsonarista no Congresso Nacional e de ministros do STF.

    Um argumento utilizado por políticos e por outros ministros junto a Moraes foi o risco de que a eventual morte de Bolsonaro fosse encarada politicamente como responsabilidade do Supremo. Pelo menos cinco magistrados entendem que deixar Bolsonaro cumprir a pena em casa seria a melhor opção.

    Ao atender Bolsonaro na manhã em que ele passou mal, a equipe médica de plantão na Papudinha citou “risco de morte” do ex-presidente como motivo para a transferência ao hospital, conforme consta em relatório enviado ao STF pelo núcleo de custódia.

    Ao solicitar a domiciliar para Bolsonaro, a defesa do ex-presidente afirmou que houve uma piora no seu quadro de saúde e que a unidade conhecida como Papudinha é incompatível com a preservação da saúde e da integridade física do ex-presidente.

    A internação foi colocada pelos advogados como um fato superveniente à decisão de Moraes que, em 2 de março, havia negado a domiciliar. Por isso, foi requerida uma reconsideração. Antes de decidir, contudo, o ministro pediu o parecer da PGR.

    As informações prestadas pelo DF Star foram compartilhadas com Gonet. Moraes afirma que foram apresentados “o prontuário médico e demais informações atualizadas sobre a internação”, o que inclui os exames realizados e os medicamentos que estão sendo administrados.

    Bolsonaro cumpre na Papudinha uma condenação de 27 anos e três meses de prisão, imposta pela Primeira Turma do STF, que o considerou o líder de uma organização criminosa que buscava dar um golpe de Estado.

    Moraes determina que PGR se manifeste sobre possibilidade de prisão domiciliar a Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ratinho Jr. e Caiado têm menos mulheres no 1º escalão que Zema e Eduardo Leite

    Ratinho Jr. e Caiado têm menos mulheres no 1º escalão que Zema e Eduardo Leite

    Favorito do PSD ao Planalto, governador do PR tem só 3 entre 25 cargos; gestão cita outros postos de liderança; presença feminina entre presidenciáveis e sob Lula segue inferior à metade dos titulares do primeiro escalão

    CURITIBA, PR (CBS NEWS) – Entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto em 2026 que exercem atualmente mandatos no Executivo, os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, são os que têm hoje mais mulheres em postos do primeiro escalão na comparação com seus adversários.

    Mas a presença de mulheres segue ainda inferior à metade dos postos de liderança existentes e não chega a 40%. Em 16 cargos do primeiro escalão da gestão Zema, 6 são ocupados por mulheres, representando 37% da estrutura. No governo Leite, elas são 34%: 10 mulheres entre 29 postos.

    O levantamento da reportagem considera apenas o quadro atual de nomeados no primeiro escalão, ou seja, ministras, secretárias ou equivalentes, como os comandos da Procuradoria-Geral do Estado e da Controladoria-Geral do Estado.

    Ratinho Junior (PSD) e Ronaldo Caiado (PSD), governadores do Paraná e de Goiás, respectivamente, têm as piores proporções: 12% e 14%. No Paraná, as 3 mulheres entre 25 cargos ocupam a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa; a Secretaria da Cultura e a Controladoria-Geral do Estado. As duas primeiras pastas foram criadas no segundo mandato.

    Procurado para comentar, o governo paranaense mencionou a atuação de Eliane Carmona, que é diretora-presidente do Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional), cargo que não foi incluído no levantamento. O Fundepar é responsável por obras, merenda e transporte da área de educação.

    A gestão Ratinho Junior enfatizou ainda o fato de o governador ter indicado, ao longo de seu governo, quatro mulheres para cadeiras de desembargadoras do Tribunal de Justiça do Paraná.

    Em Goiás, as 3 mulheres entre 21 cargos comandam as pastas da Cultura, Educação e Meio Ambiente. Procurado, o governo Caiado não comentou.

    Caiado e Ratinho Junior, assim como Leite, são os três presidenciáveis do PSD. A definição sobre quem será o candidato do partido de Gilberto Kassab ao Planalto será anunciada até o final deste mês, mas a cúpula da sigla já indicou que deve ser o governador do Paraná.

    “O número baixíssimo de mulheres [principalmente no caso de Paraná e Goiás] chama a atenção, mas tem um recorte interessante no caso do Rio Grande do Sul e de Minas, que é o perfil das escolhidas, mais técnico e profissional, mais fora do universo político”, avalia Nahomi Helena de Santana, diretora do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral e mestre em direitos humanos e democracia pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).

    Ela também observa que, tanto em Minas quanto no Rio Grande do Sul, as mulheres ocupam pastas com orçamentos robustos, de visibilidade. “A Priscilla Maria Santana, por exemplo, é uma servidora de carreira assumindo uma pasta complicada, pelo histórico de crises fiscais profundas”, comenta ela, em referência à secretária da Fazenda no Rio Grande do Sul.

    À reportagem a gestão Leite afirmou que é o maior número de secretárias de Estado na história do Rio Grande do Sul. O ineditismo é tratado como um ativo pelo governo.

    Já o governo Zema disse que vem ampliando “as oportunidades para elas em cargos de liderança, sempre pautado por critérios técnicos e de competência”.

    O governo mineiro também destacou a presença de outros cargos ocupados hoje por mulheres que não estão contemplados no levantamento da reportagem. Ele cita a coronel Jordana Daldegan, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas; a delegada Letícia Reis, chefe da Polícia Civil; e Gabriela Siqueira, à frente da Ouvidoria-Geral do Estado.

    Pré-candidato à reeleição, o presidente Lula (PT) tem hoje 10 mulheres entre 38 postos (26%). Segundo a Presidência, os ministérios chefiados por mulheres “são pastas estratégicas para o desenvolvimento de políticas públicas em áreas cruciais para o país e que se destacam por desenvolver ações transversais”.

    A gestão Lula acrescentou que a participação feminina em cargos de direção e assessoramento passou de 34,9% em 2022 para 40,8% em janeiro deste ano.

    Flávio Bolsonaro (PL) exerce mandato como senador pelo Rio de Janeiro. Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), manteve na maior parte do mandato apenas duas mulheres na Esplanada dos Ministérios, ou 9% da estrutura, considerando um desenho com 22 cargos de primeiro escalão.

    Para Nahomi Helena de Santana, as barreiras encontradas pelas mulheres dentro de partidos políticos e no processo eleitoral devem ser consideradas entre as razões que explicam a baixa presença de mulheres no primeiro escalão.

    “São cargos geralmente utilizados em acordos políticos, eleitoreiros. Não estou dizendo que é errado, mas isso significa que eles já ficam amarrados às indicações dos partidos, a maioria controlados por homens”, analisa.

    “Na esfera federal, desamarrar isso é mais difícil, por conta da forte relação com o Congresso Nacional. Lembro do caso da Ana Moser, que saiu do Ministério do Esporte para dar espaço a André Fufuca”, observa.

    Ratinho Jr. e Caiado têm menos mulheres no 1º escalão que Zema e Eduardo Leite

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas continua sem previsão de alta da UTI, aponta boletim

    Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas continua sem previsão de alta da UTI, aponta boletim

    Médicos afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém “boa evolução clínica”, mas seguirá internado na unidade de terapia intensiva (UTI), sem previsão de receber alta

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue internado na unidade de terapia intensiva (UTI), segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta sexta-feira, 20. Os médicos afirmam que ele mantém “boa evolução clínica”, mas ainda não há previsão de receber alta.

    Bolsonaro tem recebido antibioticoterapia endovenosa, ou seja, antibióticos aplicados diretamente na veia. Além disso, o ex-presidente “segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.

    O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral, decorrente de episódio de broncoaspiração, quando há a entrada de conteúdo das vias digestivas, como alimentos ou secreções, nas vias respiratórias, o que pode causar infecção nos pulmões.

    Na noite desta quinta-feira, 19, o filho do ex-presidente Carlos Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai no hospital e relatou que o tratamento aplicado tem deixado Bolsonaro “apagado”. Carlos afirmou ainda que “por conta das medicações fortes, sua sensibilidade está ainda mais elevada”.

    Na última sexta-feira, após deixar o hospital, o médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que essa foi a “maior que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.

    Na quarta-feira, 18, Caiado disse que um novo exame apontou uma melhora parcial do pulmão direito, sendo que o lado esquerdo do órgão ainda apresenta comprometimento moderado e difuso. O cardiologista afirmou ainda que apesar de não haver previsão de alta da UTI, existe uma expectativa de que, com as reações positivas ao tratamento, Bolsonaro possa ser transferido para o quarto neste final de semana.

    “A prudência manda deixarmos lá (na UTI) para termos total segurança, observar, como eu falei, o quadro clínico, a evolução laboratorial, a melhora dos sintomas. Mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana, que evoluamos para uma transferência para o quarto. Mas eu não sei exatamente o momento”, disse Caiado.

    Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

    Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas continua sem previsão de alta da UTI, aponta boletim

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Haddad defende Alckmin vice de Lula, e diz que Tebet tem mais raiz que Tarcísio em SP

    Haddad defende Alckmin vice de Lula, e diz que Tebet tem mais raiz que Tarcísio em SP

    Em 1º dia fora do Ministério da Fazenda, petista afirma que se reunirá com quadros de SP para discutir eleições; ex-ministro declarou que eleições de 2026 serão parecidas com as de 2022, quando ele também concorreu ao governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Agora pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad projetou uma campanha eleitoral muito semelhante à vivida em 2022, defendeu que Geraldo Alckmin (PSB) se mantenha como vice de Lula (PT) nas eleições e cutucou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao dizer que, até hoje, ele não tem familiaridade com o estado.

    Na manhã desta sexta-feira (20), Haddad concedeu uma entrevista coletiva a jornalistas em um hotel na região central da capital paulista. Em seu primeiro dia oficialmente fora do Ministério da Fazenda, ele declarou que se reunirá com quadros políticos do estado para discutir as eleições de 2026 e que vai buscar especialistas para dar início ao plano de governo o quanto antes.

    “Eu tenho obsessão com o plano. Não gosto de assumir nenhuma função sem apresentar um plano consistente para o estado”, declarou.

    Embora tenha evitado falar sobre o perfil que busca para um vice, afirmou que acha “natural” que Alckmin se mantenha na vice de Lula. Na noite de quinta (19), o presidente disse que a vaga estava aberta para o pessebista, mas que ele também poderia escolher disputar o Senado.

    “Eu sou a pessoa mais entusiasta do fato de que os dois compõem uma chapa muito importante para o Brasil. Agora, nós vamos ver como as coisas estão decantando, vamos ver como é que terminam as conversas com todos os setores da sociedade. Quero ouvir a opinião do governador Alckmin, quatro vezes governador de estado de São Paulo, sobre as nossas chances aqui e qual é a melhor composição para lograrmos êxito na eleição”, afirmou Haddad.

    O petista acrescentou que Alckmin ajudou muito na eleição de Lula em 2022 e observou que, de alguma forma, a disputa atual será muito parecida com a de quatro anos atrás -o próprio Haddad enfrentará Tarcísio nas urnas novamente.

    “Nós vamos fazer uma campanha parecida com 2022 aqui em São Paulo. Se Lula foi o candidato a presidente, eu fui candidato a governador. E nós nos entendemos muito bem. Agora muda um pouco a situação porque ele é presidente da República. Não sei se ele vai estar com escritório em São Paulo como teve em 2022, porque o QG [da campanha] era em São Paulo. Provavelmente, a campanha vai ficar mais centrada em Brasília até por questão logística. Mas eu não vejo razão para ser muito diferente da [campanha] de 2022.”

    Haddad, que resistiu meses à ideia de sair candidato ao Governo de São Paulo, disse que ninguém o verá dizendo que partiu para o sacrifício com a candidatura. “Uma pessoa que fez a campanha de 2016, a campanha de 2018, a campanha de 2022, você vai colocar em dúvida a disposição de luta dessa pessoa?”, questionou.

    Na sequência, ele declarou que se recorda da demora de Tarcísio, em 2022, em definir se sairia candidato por São Paulo, que não é o seu estado de origem -o governador é carioca-, e alfinetou o adversário ao dizer que ele continua não tendo familiaridade com o estado.

    “Outro dia eu vi alguém do Tarcísio falar ‘como é que vocês vão votar em uma senadora forasteira’, se referindo a Simone Tebet. Ela tem muito mais raízes em São Paulo, infinitamente, do que o Tarcísio. Tem duas filhas que moram há anos em São Paulo, vem toda semana.”

    Também na noite desta quinta, Lula confirmou que Tebet, ministra do Planejamento, mudará seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo com o intuito de se candidatar ao Senado. Filiada ao MDB, que apoia Tarcísio no estado, ela é cotada como possível candidata pelo PSB.

    Haddad defende Alckmin vice de Lula, e diz que Tebet tem mais raiz que Tarcísio em SP

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moro e Deltan tentam 'reviver farsa da Lava Jato' com ajuda da Globo

    Moro e Deltan tentam 'reviver farsa da Lava Jato' com ajuda da Globo

    Deltan Dallagnol e Sergio Moro estão propagando tese de Gerson Camarotti, da GloboNews, de que Vorcaro ascendeu com desmonte da Lava Jato. Banco Master foi criado em 2019 e ganhou força no governo Bolsonaro, quando o ex-juiz era ministro da Justiça

    Com as eleições presidenciais se aproximando, a internet e imprensa estão sendo tomadas por narrativas para mexer com a imagem do governo Lula, que pelas pesquisas é o favorito para ser reconduzido ao cargo, além de fazer a oposição crescer nas pesquisas. No últimos dias vazamentos seletivos de uma ala da Polícia Federal (PF) foram jogados para a população para mexer com a opinião pública.

    Nas redes sociais, o ex-juiz Sergio Moro (PL-PR) e o ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo) decidiram se juntar a TV Globo, que vem sendo acusada de propagar ataques contra o governo Lula, e estão defendendo uma tese de Gerson Camarotti, analista política da GloboNews, que tenta ligar a ascensão de Daniel Vorcaro ao que ele classifica como “desmonte da Lava Jato”.

    Em seguida, Sergio Moro compartilhou a tese nas redes afirmando que Daniel Vorcaro ascendeu pelo vazio deixado pela operação: “O desmonte da Lava Jato abriu os portões do inferno para a volta da roubalheira sem pudor”, disse. A tese do jornalista da TV Globo foi prontamente compartilhada por Deltan Dallagnol nas redes sociais.

    No entanto, Moro ignorou o fato que teve aval do Banco Central de Roberto Campos Neto para criar o Banco Master em 2019, quando ele era ministro da Justiça do então governo Jair Bolsonaro.

    No X (antigo Twitter), internautas rebateram publicações de Moro sobre o assunto, classificando a Lava Jato como ‘farsa’ e relembrando que na época da operação, a emissora carioca teria ‘usado’ o juiz para criar narrativas negativas contra o Partido dos Trabalhadores. Um internauta relembrou entrevista com ‘bajulação’ de Camarotti para Moro, defendendo a Lava Jato: “A Globo acha que esquecemos que eles tentaram usar a Lava Jato para afundar o PT. Tanto é, que o Valdemar Costa Neto estava envolvido na operação, mas apenas citam a esquerda. Valdemar é líder do PL, partido de Bolsonaro, no qual Moro se filiou”, disse um.

    “Você é aliado do mesmo grupo político que acabou com a Lava-Jato, está se fazendo de besta senador?”, questionou outro. O mais triste para mim é ver o senhor senador ao lado justamente das pessoas, ou melhor, da família que promoveu esse desmonte. Sei que busca preservar capital político e apoio, mas ao se aliar aos Bolsonaros você destruiu sua história. Sua covardia foi maior. Lamentável”, destacou internauta.

    Globo usa filho para desgastar Lula

    O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a TV Globo está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula, que tentará seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro, onde provavelmente Flávio Bolsonaro (PL) estará entre os candidatos.

    Em entrevista à ‘Revista Fórum’, Carvalho comentou a edição da noite anterior do Jornal Nacional, que dedicou boa parte do telejornal para exibir reportagem baseada a partir de “uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens.

    Horas depois, Flávio Bolsonaro, que criticou a emissora muitas vezes a chamando de ‘GloboLixo’, compartilhou em suas redes a reportagem na íntegra, mostrando um alinhamento com a emissora.

    O advogado destacou que como a oposição não tem um projeto para o país, que a emissora então armou uma estratégia para bater no governo de outra forma. Para ele, a Globo se associar ao bolsonarismo, remete aos tempos ‘tenebrosos’ da Lava Jato, quando a força tarefa comandada por Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) – candidatos de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado e ao Senado no Paraná – mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.

    “A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção”, afirmou Carvalho.

    Segundo ele, o método usa novamente vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que está alinha ao bolsonarismo. O advogado antecipou à Fórum que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações sobre esses vazamentos.

    “Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram”, disse.

    Moro e Deltan tentam 'reviver farsa da Lava Jato' com ajuda da Globo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula diz que vaga de vice está aberta para Alckmin, mas não o descarta no Senado

    Lula diz que vaga de vice está aberta para Alckmin, mas não o descarta no Senado

    O presidente também anunciou que uma das vagas ao Senado será disputada pela ministra Simone Tebet (Planejamento), que mudará o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e trocará o MDB pelo PSB

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) declarou, na noite desta quinta-feira (19), que a vaga de vice em sua candidatura à reeleição está aberta ao atual ocupante, Geraldo Alckmin (PSB), mas que caberá ao pessebista a escolha -se novamente ao Executivo ou se ao Senado.

    “Eu ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como vice outra vez”, disse Lula no Sindicato dos Metalúrgicos ao anunciar a pré-candidatura de Fernando Haddad ao Governo de São Paulo.

    “Se ele [Alckmin] for meu vice, Haddad, eu fico tranquilo. Mas a gente precisa montar uma chapa de senador para disputar conosco, e eles [da direita] não têm senador para disputar conosco. Não sei se Geraldo vai ser candidato ao Senado, mas a vaga de vice está aberta para você”, declarou Lula.

    O presidente também anunciou que uma das vagas ao Senado será disputada pela ministra Simone Tebet (Planejamento), que mudará o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e trocará o MDB pelo PSB.

    “Sei que a Simone Tebet vai ser uma das candidatas a senadora aqui”, afirmou Lula.

    O petista acrescentou que caberá a Alckmin a tarefa de discutir com Haddad qual a melhor opção para as eleições de 2026.

    CRÍTICA AO BC

    No evento, Lula também criticou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao associá-lo ao escândalo do Banco Master. Mais cedo, em uma agenda pela manhã, o presidente havia reclamado do corte de apenas 0,25 na taxa Selic -ele esperava uma redução maior.

    “Esse Banco Master, vira e mexe estão tentando empurrar nas costas do PT e do governo. Esse banco é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram, esse rombo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, Haddad, vão tentar dizer que somos nós”, disse Lula.

    “Quem reconheceu o banco em setembro de 2019 foi o Roberto Campos, e todas as falcatruas foram feitas por ele. Nós temos que ir a fundo, e a bancada do PT tem que ter coragem de denunciar”, acrescentou o petista.

    Para o anúncio de Haddad, o PT preparou um evento repleto de seus quadros, com deputados federais, estaduais, vereadores e petistas históricos, como o ex-ministro José Dirceu, além dos ministros Luiz Marinho (Trabalho), Camilo Santana (Educação), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e de Alckmin.

    Também estiveram no local Nadia Campeão, presidente nacional do PC do B; Beto Tripoli, presidente estadual do PV; e o deputado estadual Caio França, presidente estadual do PSB. Todos foram chamados ao palco para se juntar aos ministros.

    “Esse e o inicio de uma coligação ampla que a gente vai construir aqui em São Paulo”, declarou Kiko Celeguim, deputado federal e presidente estadual do PT.

    HOMENAGEM

    Antes do evento de pré-campanha, Lula participou de uma homenagem a Pepe Mujica, presidente do Uruguai morto em 2025. Mujica recebeu o título de doutor honoris causa, in memoriam, da Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo.

    Lula leu uma carta enviada a ele por Mujica, no qual o uruguaio falou a favor da integração regional como “sonho bolivariano esquecido no tempo”. O petista criticou os Estados Unidos, em momento marcado pela interferência do governo de Donald Trump em diferentes países do mundo, como Venezuela e Irã. “Não é possível que a gente não tenha consciência de que não são os outros que vão resolver nossos problemas”, afirmou.

    Ele também citou o período de colonização portuguesa, marcado pela exploração do ouro, e disse que estrangeiros querem fazer o mesmo com as terras raras brasileiras. “Querem nos explorar e fazer o mesmo que faziam com o ouro.”

    Ele chamou Mujica de irmão e companheiro e também teceu homenagens a sua companheira, a ex-vice-presidente do Uruguai Lucía Topolansky, que foi ao evento receber a homenagem em nome de Mujica.

    Lula diz que vaga de vice está aberta para Alckmin, mas não o descarta no Senado

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Paes deixa a Prefeitura do Rio com promessa quebrada, linguagem bolsonarista e apoio a Lula

    Paes deixa a Prefeitura do Rio com promessa quebrada, linguagem bolsonarista e apoio a Lula

    Com a saída, assume o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), 31, que será o mais novo a ocupar o cargo na história da cidade. A última semana de Paes no cargo foi usada para sinalizar os discursos de campanha até outubr

    (CBS NEWS) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), 56, renuncia nesta sexta-feira (20) ao cargo para disputar o governo estadual descumprindo promessa de campanha e apresentando os sinais de seu discurso eleitoral neste ano.

    Na última semana no cargo, provocou embates com o governador Cláudio Castro (PL) no setor de transportes e segurança pública. Ao mesmo tempo, adotou o termo “neutralizar” para se referir à morte de criminosos em confronto para sinalizar uma política linha dura ao eleitor bolsonarista, majoritário no Rio de Janeiro.

    Paes garante manter apoio ao presidente Lula nas eleições, mas tem buscado proximidade de nomes alinhados ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Ele entregou a indicação da vice para o ex-deputado Washington Reis (MDB), alinhado ao provável adversário do petista.

    O prefeito afirma ter o aval de Lula para fazer esses movimentos num estado em que Lula perdeu em 2022 na disputa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pré-candidato ao governo diz que não pretende nacionalizar a disputa.

    Paes é o prefeito que por mais tempo comandou o Palácio da Cidade: 13 anos e 2 meses e 20 dias, superando seu antigo padrinho político, Cesar Maia (12 anos). É também o primeiro a renunciar ao cargo desde a redemocratização.

    Ao deixar o cargo, o prefeito descumpre uma promessa de campanha feita durante a disputa pela reeleição, em 2024, quando declarou ser sua obrigação concluir o quarto mandato que disputava.

    Ele tem dito que sua candidatura ao governo é um forma de contribuir ainda mais com a cidade. Aliados afirmam que a mudança não provocará rejeição, pois, segundo pesquisas internas, o eleitor de Paes deseja que ele concorra ao Palácio Guanabara.

    Com a saída, assume o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), 31, que será o mais novo a ocupar o cargo na história da cidade.

    A última semana de Paes no cargo foi usada para sinalizar os discursos de campanha até outubro.

    Na segurança pública, o prefeito vem demonstrando apoio às operações policiais, se afastando de críticas feitas pelo próprio presidente Lula às ações como a do ano passado no Complexo do Alemão, quando 122 pessoas morreram, dos quais cinco policiais.

    Na manhã desta quinta-feira (19), ao comentar a operação da polícia no morro dos Prazeres, em Santa Teresa, o prefeito defendeu as incursões com termos bolsonaristas, mas criticou Castro por não ter um plano de ocupação de áreas dominadas pelo crime organizado.

    “Chegou a hora de terminar com a hipocrisia tradicional no Rio: se um delinquente ameaça a vida de um agente do Estado ou de um cidadão, só o Estado constituído tem o dever e o direto de neutralizar esse delinquente. Paremos com essa falsa assimetria de tratar policiais como devem ser tratados os delinquentes”, escreveu em suas redes sociais.

    O termo “neutralizar” é usado como um eufemismo no meio bolsonarista para se referir à morte de criminosos em confronto.

    Um dia antes, na quarta-feira (18), o prefeito usou pela primeira vez o termo em suas redes ao criticar o fato de o Complexo do Alemão continuar sendo usado como “quartel-general” do Comando Vermelho, mesmo após a Operação Contenção.

    “Retomem a autoridade e o monopólio da Força do Estado. Tem que ficar até ter o controle e trazer paz pra quem mora lá! Se tiver que neutralizar mais 200 que seja feito mas restaurem a ordem! Não adianta ir e sair! Só lembrando: esse governo do Cláudio Castro(PL) já está aí há 8 anos! Tudo gente com gogó e conversinha de valente mas sem ação efetiva! Isso vai mudar!”, escreveu.

    Na segunda-feira (16), o embate foi no setor de transportes, quando a prefeitura iniciou a operação do chamado BRT Metropolitano, que prevê a ligação entre municípios da Baixada Fluminense e a rede de corredores viários da capital fluminense.

    A primeira linha ligaria Mesquita ao Terminal Pedro Fernandes com a promessa de reduzir tempo e custo aos passageiros. O Detro (Departamento Estadual de Transporte Rodoviário), contudo, afirmou que o município estava invadindo atribuição do estado e proibiu a circulação dos ônibus. Um coletivo foi rebocado e o secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Jorge Arraes, foi ameaçado de prisão caso insistisse no serviço.

    “Alô povo da Baixada Fluminense, especialmente de Mesquita. O governo Cláudio Castro acabou de apreender um ônibus nosso do BRT Metropolitano que vai atender o morador da Baixada pela metade do tempo e metade do preço! Que gente desrespeitosa. E tem mais: estão defendendo a máfia dos ônibus e a tragédia que são esses ônibus intermunicipais. Não fazem e não deixam fazer!”, escreveu Paes.

    No fim do dia, houve um acordo para o início da operação da linha de Mesquita para o terminal.

    Paes deixa a Prefeitura do Rio com promessa quebrada, linguagem bolsonarista e apoio a Lula

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política