Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro lidera crescimento nas redes, e Lula critica dependência digital

    Flávio Bolsonaro lidera crescimento nas redes, e Lula critica dependência digital

    Levantamento mostra que pré-candidato à Presidência tem ampliado presença online e registrado mais engajamento nas últimas semanas. Especialistas apontam que críticas de Lula ao mundo digital podem afastar parte do eleitorado

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem ganhado espaço nas redes sociais desde que foi anunciado como pré-candidato à Presidência da República. Nas últimas semanas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou a registrar crescimento mais acelerado no ambiente digital do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A movimentação acontece em um momento em que pesquisas de intenção de voto indicam empate técnico entre Flávio e Lula em um eventual segundo turno.

    Enquanto o senador amplia sua presença nas redes, Lula tem demonstrado certa resistência ao universo digital. Em discursos recentes, o presidente já afirmou diversas vezes que não usa celular e costuma criticar o uso excessivo do aparelho, prática comum entre grande parte da população.

    Especialistas avaliam que esse tipo de discurso pode afastar parte do eleitorado conectado. Ao mesmo tempo, o avanço de Flávio na internet acompanha a consolidação de sua candidatura e o crescimento nas pesquisas.

    A pedido da Folha de S.Paulo, a consultoria de dados Bites analisou o desempenho digital dos principais nomes da política nacional. O levantamento compara, semana a semana, qual líder apresentou maior “tração” nas redes sociais entre 2022 e 2026.

    No marketing político, o termo “tração” se refere à capacidade de um perfil crescer de forma consistente na internet, medido pelo volume de interações como curtidas, comentários e compartilhamentos.

    Nos primeiros anos analisados, Jair Bolsonaro dominava com folga o cenário digital. Segundo especialistas, sua eleição em 2018 teve forte influência de uma estrutura digital voltada para mobilização política.

    “A direita apostou primeiro nas redes, enquanto a esquerda demorou a perceber a relevância desse ambiente”, afirma André Eler, diretor técnico da Bites.

    Após a eleição de Lula em 2022, o cenário mudou temporariamente. A vitória do petista nas urnas gerou entusiasmo nas redes e o presidente chegou a superar Bolsonaro em engajamento por seis semanas.

    Esse cenário voltou a se inverter pouco depois. A liderança digital de Bolsonaro se manteve até agosto de 2025, quando ele passou a cumprir prisão domiciliar e ficou incomunicável. Meses depois, após condenação por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente foi transferido para o regime fechado.

    Nesse período, Lula tentou fortalecer sua presença nas redes com o apoio da Secretaria de Comunicação Social, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira. A estratégia ajudou o presidente a liderar o engajamento digital por 15 semanas no ano passado.

    Flávio Bolsonaro, que inicialmente tinha menor alcance nas redes, começou a crescer quando passou a atuar como principal porta-voz do bolsonarismo. O salto de popularidade ocorreu após o pai anunciar, em dezembro, que ele seria o candidato da família à Presidência.

    Desde então, o senador passou a liderar o engajamento digital em várias semanas deste ano.

    Em números absolutos de seguidores, Lula ainda mantém vantagem. Porém, o crescimento recente de Flávio tem sido mais acelerado. Desde dezembro, o senador ganhou cerca de 3,4 milhões de novos seguidores, enquanto o presidente somou aproximadamente 378 mil no mesmo período.

    “As taxas de crescimento de Flávio já se aproximam das que Bolsonaro teve no auge”, afirma Eler.

    Aliados do senador atribuem a expansão nas redes ao interesse do público em conhecer melhor o nome escolhido por Jair Bolsonaro para representar o grupo político nas eleições.

    Segundo interlocutores, a estratégia atual busca apresentar Flávio como uma figura com perfil de estadista, capaz de representar o país internacionalmente.

    As redes sociais do senador têm destacado viagens e encontros políticos no exterior. Em um dos vídeos publicados recentemente, ele aparece conversando em espanhol com o presidente da Argentina, Javier Milei, durante a posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast.

    O objetivo, segundo aliados, é construir gradualmente uma imagem mais moderada do pré-candidato.

    De acordo com pesquisa Datafolha, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, os dois estão tecnicamente empatados: o senador tem 43% e o presidente, 46%.

    Enquanto Flávio aposta na presença digital, Lula mantém um discurso crítico em relação à dependência tecnológica.

    Durante a inauguração de um centro médico no Rio de Janeiro, o presidente sugeriu que as pessoas deveriam “fazer um cafuné no marido ou na mulher” ao acordar, em vez de olhar imediatamente o celular.

    Em entrevista ao podcast Mano a Mano, do rapper Mano Brown, Lula afirmou que o uso excessivo de smartphones tem contribuído para o enfraquecimento da convivência social.

    Para a especialista em marketing digital Mariana Bonjour, esse tipo de discurso pode gerar distanciamento com o eleitorado.

    “O presidente acaba ficando distante do cidadão comum, e outro candidato ocupa esse espaço”, afirma.

    Ela avalia que, apesar dos esforços da comunicação do governo, as redes de Lula ainda funcionam como uma extensão do noticiário tradicional, sem uma linguagem própria para o ambiente digital.

    “Não existe equipe ou orçamento que substitua a presença direta do candidato na rede. Autenticidade não se terceiriza”, diz.

    Segundo a especialista, o formato mais valorizado pela internet atualmente é o entretenimento e a comunicação espontânea.

    Enquanto as publicações de Lula costumam ter produção elaborada, os conteúdos de Flávio frequentemente são gravados pelo próprio senador, sem intermediação de equipe.

    Um exemplo recente foi um vídeo publicado na sexta-feira (13), em que ele pediu orações para o pai, internado na UTI com broncopneumonia.

    O presidente também tem adotado uma postura crítica em relação às grandes empresas de tecnologia. Em seu terceiro mandato, Lula apresentou projetos para regulamentar redes sociais no Brasil e defendeu regras para o uso de inteligência artificial.

    Para o estrategista político Paulo Loiola, existe também um componente ideológico na relação da esquerda com o mundo digital.

    “As big techs são grandes empresas estrangeiras muitas vezes associadas à direita, enquanto a esquerda tem uma tradição política baseada na mobilização presencial”, afirma.

    Segundo ele, a diferença geracional também influencia nesse cenário. Lula tem 80 anos, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44.

    Loiola observa que, embora o contato direto com eleitores continue sendo importante, a internet ampliou o alcance da comunicação política.

    “Não vou dizer que o aperto de mão deixou de importar, mas ninguém consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. A internet permite alcançar muito mais gente”, conclui.
     
     
     

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  • Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

    Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

    Governadores do PSD que disputam espaço na corrida presidencial apresentam propostas iniciais de governo, que incluem fim da reeleição, maior autonomia para estados na legislação penal e classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

    Os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), todos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSD, revelaram em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, quais seriam as primeiras medidas de governo caso um deles seja eleito.

    Eduardo Leite afirmou que pretende propor o fim da reeleição para cargos do Executivo como um dos primeiros atos de seu eventual governo. Segundo ele, a medida ajudaria a reduzir a polarização política e a criar um ambiente de maior diálogo no país.

    “Eu não tenho ambição de fazer com que os brasileiros pensem da mesma forma. Eu não quero que os brasileiros se unam no mesmo pensamento político, e sim no mesmo propósito”, disse o governador gaúcho, ao criticar o atual clima de polarização política no Brasil.

    Leite afirmou ainda que enviaria ao Congresso uma proposta de emenda constitucional logo no início do mandato.

    “Eu, para poder criar um melhor ambiente, mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República. Me ajudem a fazer as transformações que o país precisa. Não olhem para mim como um obstáculo para a próxima eleição”, declarou.

    Ratinho Júnior, por sua vez, defendeu a descentralização das decisões do governo federal e afirmou que encaminharia ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para permitir que os estados legislem sobre crimes contra a vida.

    “Eu defendo a descentralização do Brasil. Acho que um grande erro do país, não só na segurança pública, mas em diversas áreas, é a centralização do poder em Brasília. Estou convencido de que você não conserta o Brasil apenas com decisões tomadas na capital, mas com mais autonomia para estados e municípios”, afirmou o governador do Paraná.

    Já Ronaldo Caiado disse que sua primeira medida seria apresentar uma proposta para que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam reconhecidos oficialmente como organizações terroristas.

    A proposta segue linha semelhante à defendida recentemente pelo governo dos Estados Unidos. Durante a entrevista, Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de se opor à classificação das facções.

    “Essas facções se apoderaram de tal maneira das estruturas de poder que hoje parecem inatingíveis. Muitos governantes pensam: ‘Vou mexer com isso? Vou sair do governo e ficar na mira desse pessoal’. Isso acontece porque existe um governo federal sendo complacente e conivente com as facções”, afirmou.

    Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

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  • Entenda o que está em jogo nas negociações entre Brasil e EUA sobre facções criminosas

    Entenda o que está em jogo nas negociações entre Brasil e EUA sobre facções criminosas

    Possível decisão do governo Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas preocupa o governo brasileiro, que teme impactos econômicos, tensões diplomáticas com os EUA e até brechas para ações militares americanas

    (CBS NEWS) A possível decisão do governo de Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas tem causado preocupação no governo brasileiro. A medida pode gerar consequências econômicas, criar tensões diplomáticas com os Estados Unidos e até abrir brechas para ações militares em território brasileiro.

    No dia 8, o portal UOL revelou que a administração Trump estuda incluir as duas facções na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos, conhecidas como Foreign Terrorist Organizations. A iniciativa acendeu um alerta no governo Lula.

    Essa classificação é um ato administrativo do governo americano e não depende de autorização judicial. Por isso, pode ser aplicada com grande margem de decisão por parte da Casa Branca e, em alguns casos, ter efeitos extraterritoriais, atingindo pessoas ou instituições fora dos Estados Unidos.

    Desde então, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem participado de reuniões para tentar impedir a mudança e discutir alternativas com autoridades americanas. Nos bastidores, o governo também teme que o tema seja explorado politicamente pela oposição em ano eleitoral.

    Além disso, o governo Trump chegou a sugerir que o Brasil recebesse em presídios nacionais estrangeiros capturados nos Estados Unidos, em um modelo semelhante ao adotado por El Salvador, que abriga detentos em sua penitenciária de segurança máxima conhecida como Cecot.

    Impactos econômicos

    Caso PCC e Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas, empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional poderiam ser afetados por medidas unilaterais dos Estados Unidos.

    A legislação americana prevê punições não apenas para integrantes dessas organizações, mas também para pessoas, empresas e instituições financeiras que tenham recursos ligados a esses grupos ou conhecimento sobre eles.

    Na avaliação do governo brasileiro, isso pode abrir margem para sanções contra empresas que tenham tido contato indireto com recursos relacionados às facções, mesmo que não tivessem conhecimento da origem criminosa.

    Instituições financeiras, por exemplo, poderiam ser alvo de medidas punitivas caso tenham movimentado valores posteriormente associados às organizações.

    Tensão diplomática

    A possível classificação também ameaça gerar novos atritos entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, os dois países vinham reduzindo tensões após disputas comerciais provocadas por tarifas impostas anteriormente.

    Na tentativa de evitar a medida, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, entrou em contato com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, logo após a divulgação da informação.

    Entre os argumentos apresentados pelo governo brasileiro está a sugestão de que Washington aguarde um encontro presencial entre Lula e Trump antes de tomar qualquer decisão definitiva. A expectativa é de que essa reunião aconteça em abril.

    O governo brasileiro também sustenta que a classificação das facções como organizações terroristas poderia gerar efeitos inesperados no país e afetar áreas importantes da cooperação bilateral.

    Outra preocupação é a possibilidade de os Estados Unidos passarem a restringir a concessão de vistos para cidadãos brasileiros.

    Risco de ações militares

    Em um cenário mais extremo, a nova classificação poderia abrir brechas legais para que os Estados Unidos tratem o combate às facções brasileiras como uma questão de segurança nacional.

    Nesse contexto, autoridades americanas poderiam justificar operações envolvendo militares ou agentes da CIA em áreas de fronteira ou até dentro do território brasileiro.

    Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), indicam que PCC e Comando Vermelho ampliaram significativamente sua atuação nos últimos anos.

    Segundo o levantamento, as duas facções já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em pelo menos 13 deles.

    O PCC domina principalmente Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo e Piauí. Já o Comando Vermelho tem forte presença no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rio de Janeiro, estado onde surgiu.

    As duas organizações também expandiram suas atividades para fora do país. O Comando Vermelho mantém negócios com pelo menos oito países da América Latina, enquanto o PCC já possui presença identificada em ao menos 16 nações.
     
     
     

    Entenda o que está em jogo nas negociações entre Brasil e EUA sobre facções criminosas

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  • Bolsonaro está estável e tem melhora na função renal, diz boletim médico

    Bolsonaro está estável e tem melhora na função renal, diz boletim médico

    Apesar da melhora, os médicos relatam que os marcadores inflamatórios do ex-presidente estão elevados, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue estável clinicamente e apresentou melhora na função renal, segundo boletim médico divulgado neste domingo (15) pelo hospital DF Star, onde ele está internado desde sexta-feira (13) para tratar uma pneunominia nos dois pulmões.

    Apesar da melhora, os médicos relatam que os marcadores inflamatórios do ex-presidente estão elevados, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos.
    Bolsonaro permanece na UTI do hospital DF Star para tratar um quadro de pneumonia bacteriana bilateral, causada por broncoaspiração sem previsão de alta.

    “[Bolsonaro] Evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue. Em decorrência destas alterações, houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos. Segue com suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora”, diz o boletim.

    O ex-presidente foi encaminhado ao hospital após passar mal na Papudinha, onde está detido dsde janeiro. Um relatório de acompanhamento feito na quinta-feira (12), véspera da transferência de Bolsonaro ao hospital, afirmou que ele estava em estado regular de saúde.

    Às 6h45 da sexta, as equipes médicas foram acionados por agentes porque Bolsonaro disse que passou a apresentar náuseas e tremores durante a madrugada. Ele estava com febre e calafrios.
    A equipe médica entendeu ser necessária a transferência imediata para o hospital. Segundo Flávio, “os policiais procederam como têm que proceder num caso de emergência”.

    O ex-presidente chegou ao DF Star com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e a exames laboratoriais.

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  • Flávio Bolsonaro sobre Jair: aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida

    Flávio Bolsonaro sobre Jair: aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida

    O relato foi feito aos jornalistas pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado, 14.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar um quadro de soluço, tem voz fraca e aparência abatida. O relato foi feito aos jornalistas pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado, 14.

    “Ontem não estava com soluços, mas hoje já estava. A aparência continua abatida. E você sente que ele não está com a voz forte, a voz normal. Está enfraquecida”, contou Flávio. Ele Jair Bolsonaro não disse que estava se sentindo melhor, ele disse que estava ‘na mesma’”, acrescentou.

    O senador afirmou que vai aguardar a elaboração de um novo laudo médico para que os advogados do ex-presidente façam um novo pedido à justiça para cumprir prisão domiciliar.

    Flávio ressaltou que Bolsonaro não pode ficar sem acompanhamento médico e familiar, pois há riscos de sofrer desequilíbrios e acidentes em virtude dos efeitos colaterais da sua medicação.

    “Ele é muito bem tratado no Batalhão. O problema é que ele dorme sozinho e passa muito tempo do dia sozinho (…) e pode sofrer acidente. Se tiver demora para atendimento, pode resultar na morte dele, isso é um fato”, argumentou.

    Segundo relato de Flávio, os médicos reafirmaram que se o atendimento hospitalar inicial ao ex-presidente tivesse demorado mais uma ou duras horas, seu quadro poderia ter evoluído para uma infecção generalizada. “Isso reforça a importância de ele ter acompanhamento permanente”.

    Flávio Bolsonaro sobre Jair: aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida

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  • Bolsonaro segue estável na UTI, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

    Bolsonaro segue estável na UTI, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

    Segundo boletim médico, ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, recebendo antibióticos e hidratação intravenosa para tratar uma pneumonia, sem previsão de alta da UTI.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve piora nas funções renais e elevação dos marcadores inflamatórios neste sábado, 14.

     

    Segundo boletim médico, ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, recebendo antibióticos e hidratação intravenosa para tratar uma pneumonia, sem previsão de alta da UTI.

     

    Bolsonaro foi diagnosticado com \”pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração\”. O hospital informou que ele está estável clinicamente, \”porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios\”. \”Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa\”, completou.

     

    Assinam o boletim os seguintes médicos: Dr. Claudio Birolini, cirurgião geral, Dr. Leandro Echenique, cardiologista, Dr. Brasil Caiado, cardiologista, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr., coordenador da UTI Geral e Dr. Allisson B. Barcelos Borges, diretor geral.

    Bolsonaro segue estável na UTI, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

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  • Lula reforça discurso de soberania ao barrar americano, mas quer manter canal com Trump

    Lula reforça discurso de soberania ao barrar americano, mas quer manter canal com Trump

    A intenção do petista e do governo brasileiro é delimitar a influência americana sobre o Brasil, mas sem romper a relação que Lula tenta construir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    CATIA SEABRA, CAIO SPECHOTO E MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) reforçou seu discurso sobre soberania nacional ao barrar a entrada no país de Darren Beattie, conselheiro do governo americano que queria visitar Jair Bolsonaro (PL) na prisão. A intenção do petista e do governo brasileiro é delimitar a influência americana sobre o Brasil, mas sem romper a relação que Lula tenta construir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Em evento público na sexta-feira (13), Lula declarou que a revogação do direito de entrada do americano, aplicada pelo Itamaraty, é uma resposta brasileira ao cancelamento do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), efetuado no final do ano passado.

    O entorno de Lula receia que o governo Trump, que lidera as forças globais de direita, intervenha na política interna brasileira em favor do bolsonarismo, principalmente durante a eleição deste ano.

    A tentativa de Beattie encontrar o ex-presidente e seu filho Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República e provável adversário de Lula na disputa de outubro, seria um movimento nesse sentido.

    Auxiliares de Lula ouvidos pela reportagem ressalvam que é possível que o movimento de Beattie não tenha tido o aval direto de Trump.

    Também afirmam que as negociações com os Estados Unidos para viabilizar a visita de Lula ao país não devem ser afetadas pelo episódio, apesar de alguns reconhecerem que o tom do presidente pode piorar o clima entre os dois países. A viagem do petista era esperada para o começo de março, mas tem sido postergada.

    O governo brasileiro busca acordos com os Estados Unidos principalmente relacionados ao combate ao crime organizado. Trump usou o tema como pretexto, por exemplo, para agir contra a Venezuela. Um acordo sobre o assunto poderia servir como uma espécie de vacina contra algum tipo de investida americana.

    Pesquisa Genial/Quaest indicou recentemente que uma contraposição aos Estados Unidos pode ajudar na popularidade de Lula. O levantamento, realizado de 6 a 9 de março, mostra que 48% dos brasileiros têm opinião desfavorável aos Estados Unidos, enquanto 38% são favoráveis. Em outubro de 2023, 56% tinham imagem positiva do país e 25%, negativa.

    A relação entre EUA e Brasil teve um ponto mais baixo em 2025, quando Trump aplicou sanções econômicas ao país e as vinculou às investigações contra Jair Bolsonaro. O governo brasileiro buscou negociar e conseguiu a retirada de parte das sanções. Lula e Trump se aproximaram pessoalmente a partir de um encontro em reunião da ONU.

    A possibilidade de retomar um discurso de soberania nacional vem no momento em que Flávio aparece empatado com o presidente nas pesquisas de intenção de voto.

    Um dos melhores momentos da popularidade de Lula, em 2025, foi construído combinando os discursos de soberania nacional, taxação dos mais ricos com alívio de impostos para os mais pobres e contraposição a um projeto que blindaria congressistas de investigações.

    Com um novo embate retórico contra os Estados Unidos seria possível retomar ao menos parte do ganho político obtido no ano passado. Falas nesse sentido foram proferidas ainda na sexta pelo presidente do PT, Edinho Silva. “A questão da soberania dos países infelizmente hoje está sendo debatida internacionalmente, por conta muito dessa postura agressiva do governo Trump”, declarou ele.

    Ele também mencionou “lideranças políticas” se alinhando ao presidente dos EUA, referindo-se aos bolsonaristas.

    Segundo a última pesquisa do Datafolha, Flávio dobrou suas intenções de voto no primeiro turno e hoje estaria empatado em um cenário contra Lula. O avanço do opositor veio acompanhado de uma oscilação na avaliação negativa do governo, de 37% para 40%.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), defendeu a revogação do visto de Darren Beattie e criticou falas proferidas no passado recente pelo americano.

    “A tentativa de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, de visitar o condenado Jair Bolsonaro, não deu certo. E agora ficará sem visto de entrada no Brasil, por decisão do presidente Lula. O que é correto, porque tem várias autoridades brasileiras que tiveram seus vistos cancelados para os EUA”, escreveu.

    Beattie tentou marcar um encontro com Bolsonaro após a defesa do ex-presidente solicitar autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). Para isso, o conselheiro americano não procurou previamente integrantes do Itamaraty nem do Palácio do Planalto, como é praxe em visitas deste tipo. Hoje, Bolsonaro cumpre pena, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.

    O americano chegou a ter seu pedido de visita autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas a defesa do ex-presidente requisitou que a data fosse alterada. Após isso, o ministro pediu informações ao Itamaraty sobre a agenda de Beattie no Brasil.

    Como resposta, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, declarou que a visita do conselheiro poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, levando Moraes a recuar da liberação.

    No pedido oficial, o funcionário americano justificava a visita com sua participação no fórum de minerais críticos da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), a ser realizado em São Paulo – sem menções aos encontros com a família Bolsonaro.
    Segundo diplomatas ouvidos pela reportagem, é possível que a vinda de Darren Beattie, que pertence ao segundo escalão do governo americano, e o conflito entre as justificativas apresentadas não tenham sequer passado por avaliação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

    Eles argumentam que os critérios para permissão de visitas diplomáticas como essa são valores compartilhados entre os dois países e que teriam sido avaliados pelo primeiro escalão antes da formalização do pedido à Justiça brasileira.

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  • Michelle atualiza quadro de saúde de Bolsonaro e apela "continuem orando"

    Michelle atualiza quadro de saúde de Bolsonaro e apela "continuem orando"

    “Meu galego ainda está indisposto, mas já conseguiu comer um pouquinho, fez nebulização, a febre baixou, tomou banho e agora vai fazer a fisioterapia respiratória. A Laurinha chegou para ficar com ele enquanto vou em casa tomar um banho. Continuem orando por sua recuperação. Eu agradeço muito! Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”, disse a ex-primeira-dama.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais nesta noite para atualizar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-mandatário foi internado às pressas na manhã desta sexta-feira (13/3) no hospital DF Star após apresentar um quadro de febre alta, queda de saturação, sudorese e calafrios.

    Em publicação no X, Michelle detalhou que Bolsonaro conseguiu se alimentar e teve breve melhora no seu quadro de febre.

    “Meu galego ainda está indisposto, mas já conseguiu comer um pouquinho, fez nebulização, a febre baixou, tomou banho e agora vai fazer a fisioterapia respiratória. A Laurinha chegou para ficar com ele enquanto vou em casa tomar um banho. Continuem orando por sua recuperação. Eu agradeço muito! Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”, disse a ex-primeira-dama.

    Segundo o boletim médico, o ex-presidente fez exames de imagens e laboratoriais que confirmaram uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

    O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave”.

    “Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.

    Bolsonaro passou mal na cela em que está, na Papudinha. A equipe médica de plantão optou por transferir Jair Bolsonaro para o hospital na manhã desta sexta, a fim de que o quadro fosse investigado.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha, presídio localizado no complexo da Papuda, no Distrito Federal, desde o dia 15 de janeiro.

    Michelle atualiza quadro de saúde de Bolsonaro e apela "continuem orando"

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  • Bolsonaro está estável, mas situação é extremamente grave, diz médico

    Bolsonaro está estável, mas situação é extremamente grave, diz médico

    Ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, está internado em UTI com quadro de broncopneumonia; claudio Birolini diz que pneunomia pode colocar vida do paciente em risco

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave”.

    “Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.

    Os médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado concederam entrevista a jornalistas no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões.

    O boletim médico divulgado pelo DF Star no início da tarde desta sexta informou que Bolsonaro chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

    Segundo a Polícia Militar do DF, ele teve um mal-estar súbito na madrugada em sua cela na Papudinha e precisou ser atendido pela equipe médica de plantão, que entendeu ser necessária a transferência imediata para o hospital.

    A infecção pulmonar do ex-presidente, que afeta bronquíolos e alvéolos, é causada pela aspiração de líquidos do estômago decorrente do quadro de refluxo. Bolsonaro sofre com soluços desde a facada que levou durante a campanha presidencial em 2018.

    O ex-presidente chegou à unidade de saúde com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e exames laboratoriais. Ele está sendo medicado com dois antibióticos administrados na veia.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante do ex-presidente durante a internação e liberou visitas dos filhos: o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos, Jair Renan (PL-SC) e Laura.

    Em 1º de janeiro, o ex-presidente teve alta após fazer uma cirurgia de hérnia. À época, Moraes negou pedido da defesa pela prisão domiciliar.

    Bolsonaro foi condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência.

    A transferência para a Papudinha ocorreu em janeiro. Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.

    Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

    Moraes mencionou “a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.

    Bolsonaro está estável, mas situação é extremamente grave, diz médico

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  • Entenda a broncopneumonia, doença que levou Bolsonaro à UTI

    Entenda a broncopneumonia, doença que levou Bolsonaro à UTI

    Infecção respiratória pode ser provocada por uma bactéria, um vírus ou um fungo; principais sintomas são tosse seca ou com catarro, falta de ar, febre alta com calafrios e cansaço intenso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nesta sexta-feira (13) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. Em comunicado, o hospital DF Star afirmou que o ex-presidente chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

    A doença é uma infecção respiratória que atinge os brônquios e o parênquima pulmonar, parte do pulmão que é responsável pela troca de oxigênio pelo gás carbônico durante a respiração. Quando essa área é comprometida, a troca gasosa fica prejudicada, o que pode levar a dificuldades respiratórias graves e até à morte. O agente causador da infecção pode ser uma bactéria, um vírus ou um fungo.

    Na prática clínica, o termo broncopneumonia é usado como sinônimo de pneumonia, segundo a médica Fernanda Bacceli, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Os pacientes geralmente apresentam tosse seca ou com catarro, falta de ar, febre alta com calafrios, entre outros.

    O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a infecção teria sido causada pela aspiração de líquidos do estômago durante soluços. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025, e Flávio atribui a gravidade do quadro às condições da prisão, enquanto pede a transferência para prisão domiciliar. “Estão brincando com a vida do meu pai”, declarou o senador.

    Bacceli, porém, afirma que não é possível estabelecer essa relação com certeza. “A principal causa de internação hospitalar no mundo inteiro é pneumonia ou broncopneumonia e uma parte delas é por aspiração”, diz. Segundo ela, é possível que o estresse ou a alimentação tenham desencadeado o quadro, mas também é possível que tivesse acontecido mesmo se o ex-presidente estivesse em casa.

    CAUSAS PODEM SER VIRAIS OU GÁSTRICAS

    A principal causa da broncopneumonia é viral. Influenza, coronavírus e vírus sincicial respiratório estão entre os agentes mais comuns, explica a médica. Após um quadro gripal, a imunidade cai e as próprias bactérias que habitam o pulmão, chamadas de microbiota, podem se multiplicar de forma excessiva e causar uma infecção bacteriana secundária. A doença também pode ser causada por infecção fúngica.

    Outra causa é a broncoaspiração, caso do ex-presidente Bolsonaro. Nesse processo, algum conteúdo do trato gastrointestinal entra na via aérea em vez de seguir para o esôfago. Isso pode ocorrer durante a deglutição, quando o alimento vai para o caminho errado, em episódios de refluxo ácido ou em situações de vômito. Nesse caso, bactérias que colonizam o sistema digestivo chegam ao pulmão e causam a infecção, explica Bacceli.

    Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode provocar febre alta, tosse, dor no tórax, falta de ar, mal-estar generalizado e prostração. Alterações da pressão arterial e confusão mental também estão entre os sintomas.

    Nos casos mais graves, a infecção pode causar toxemia, condição em que toxinas carregadas pelo sangue provocam danos ao organismo. A secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada é outro sinal de alerta.

    IDADE É UM DOS FATORES DE RISCO

    A gravidade da broncopneumonia varia de caso a caso. A idade é um dos principais fatores de risco. A partir dos 60 anos, há uma redução natural da imunidade específica para infecções bacterianas, o que aumenta a chance de complicações. Pessoas com doenças crônicas ou em tratamentos que reduzem a imunidade também têm risco maior.

    Ainda assim, a doença pode surpreender. “Ela mata algumas pessoas aos 20 anos e a gente pode dar alta para alguns pacientes com 100 anos”, explica Bacceli. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são determinantes para a evolução do quadro.

    TRATAMENTO PODE SER FEITO EM CASA OU EM AMBULATÓRIO

    O tratamento da broncopneumonia bacteriana é feito com antibióticos por um período de 7 a 10 dias. A necessidade de hospitalização depende da evolução de cada paciente. Casos mais leves podem ser tratados em casa, com antibióticos em comprimido. Quadros com queda na oxigenação exigem acompanhamento hospitalar, com administração de oxigênio e, em situações mais graves, internação em UTI e ventilação mecânica.

    “Tem paciente que toma antibiótico na veia, em 48 horas sai do oxigênio e vai embora só para terminar o tratamento em comprimido em casa. E tem paciente que mesmo usando antibiótico evolui pior”, diz Bacceli. Após a fase aguda, alguns pacientes precisam de fisioterapia respiratória para recuperar a musculatura e a função pulmonar.

    VACINA PODE PREVENIR

    A principal medida de prevenção contra a broncopneumonia é a vacinação. Estão disponíveis vacinas contra os vírus influenza e Covid, além da vacina pneumocócica, indicada em dose única para pessoas a partir de 50 anos.

    As vacinas, porém, oferecem proteção parcial. “Elas cobrem apenas alguns tipos de agentes infecciosos, e não todos”, explica Carlos Carvalho, diretor da divisão de pneumologia do InCor do Hospital das Clínicas da USP, ouvido pela Folha de S. Paulo em oportunidade prévia.

    Em casos de broncoaspiração, como o do ex-presidente, diz Bacceli, cuidados como o tratamento de doenças gástricas e evitar deitar de barriga para cima após episódios de vômito também ajudam a reduzir o risco.

    Entenda a broncopneumonia, doença que levou Bolsonaro à UTI

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