Categoria: POLÍTICA

  • Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

    Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

    JOSUÉ SEIXAS E CARLOS VILLELA
    MACEIÓ, AL E PORTO ALEGRE, RS (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) fez críticas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e disse que a crise do banco evidencia as desigualdades financeiras no Brasil.

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões, mais de R$ 40 bilhões, e quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú”, disse Lula durante evento em Maceió (AL), onde estava para um ato de entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida.

    Lula se referia ao valor do ressarcimento aos investidores com dinheiro no Banco Master por meio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido com recursos das instituições financeiras. De acordo com o fundo, serão devolvidos R$ 40,6 bilhões a 800 mil pessoas, no maior resgate da história.

    “Um cidadão que deu um desfalque de R$ 40 bilhões nesse país, e tem gente que defende, porque está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”, continuou.

    O presidente não esclareceu a quem se referia quando citou os supostos defensores de Vorcaro, que é acusado de fraudes contra o sistema financeiro, incluindo emissão de títulos de crédito falsos. Ele chegou a ser preso em novembro, mas foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumpre prisão domiciliar em São Paulo.

    Lula defendeu políticas públicas do seu governo, como reajustes reais do salário mínimo, o Bolsa Família e o programa de assistência odontológica Brasil Sorridente. “Se nós não cuidarmos das pessoas mais pobres, elas vão ficar mais pobres”, disse.

    O evento também mostrou a aproximação do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), mais conhecido como JHC, com Lula. Ambos permaneceram sentados lado a lado e trocaram longas conversas ao pé do ouvido durante o ato.

    Apesar de ter apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando trocou o PSB pelo PL, JHC vem ensaiando uma mudança de postura no último ano e fez um aceno público ao petista em seu discurso.

    “A política tem que ter menos apontar os dedos e mais estender as mãos, e é isso que estou fazendo com o senhor hoje. É um pacto social, um pacto por Maceió, um pacto por Alagoas e um pacto pelo povo do nosso Brasil”, disse.

    O evento contou com a participação de lideranças como o secretário-geral da Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL), o ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) e o ministro dos Transportes e ex-governador alagoano Renan Filho (MDB).

    Em seu discurso, Renan abriu as saudações com uma deferência a JHC e reafirmou o apoio do pai, o senador Renan Calheiros, que não estava presente, à reeleição do petista. “O lugar de Renan em 2026 é onde Renan sempre esteve, ao lado do presidente Lula”, disse o ministro.

    O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP), que foi vaiado por parte do público, não estava na primeira fila de convidados.
    A disputa pública entre Renan Calheiros e Arthur Lira, adversários políticos de longa data, arrefeceu nos últimos meses após a costura de um acordo amplo entre os grupos de ambos, de olho nas eleições de 2026, que incluiu articulações para os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    Em julho, Lula indicou a procuradora de Justiça de Alagoas Marluce Caldas Bezerra, tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
    Segundo interlocutores, a indicação de Marluce está atrelada a uma promessa de JHC de não renunciar para disputar outros cargos nas eleições de 2026.

    O acordo prevê que Lira possa concorrer ao Senado com o apoio de Lula, junto a Renan, que deve tentar a reeleição. O senador licenciado Renan Filho (MDB), hoje no Ministério dos Transportes, vai tentar voltar ao governo de Alagoas, cargo que ocupou entre 2015 e 2022. Já o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), em segundo mandato, não deve concorrer a outro cargo neste ano.

    O acordo político também envolvia o projeto que aumenta a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês, relatado por Lira na Câmara dos Deputados. O governo avaliava que uma possível interferência de JHC nos planos eleitorais de Lira poderia levar o deputado a impor obstáculos à tramitação do projeto.

    Entretanto, a ida do projeto ao Senado mostrou que a trégua entre Renan e Lira não é total. Em outubro, o emedebista -que relatou o projeto no Senado- criticou modificações feitas pela Câmara no texto original enviado pelo Palácio do Planalto.

    Pobre se sacrifica enquanto dono do Banco Master dá 'golpe de R$ 40 bi', diz Lula

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  • 'Vou percorrer cada rincão deste País', diz Lula sobre eleições

    'Vou percorrer cada rincão deste País', diz Lula sobre eleições

    “Vamos para a rua. Não queremos fazer confrontação física, o que queremos é confrontação de realização”, disse Lula nesta sexta-feira, 23, citando programas de seu governo.

    Durante evento de entrega de 1.337 casas do Programa Minha Casa, Minha Vida em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou que viajará pelo Brasil durante o ano e disse que não quer confronto físico com a oposição. “Vamos para a rua. Não queremos fazer confrontação física, o que queremos é confrontação de realização”, disse Lula nesta sexta-feira, 23, citando programas de seu governo.

    “Se preparem, porque esse ano eu vou andar neste País. Vou percorrer cada rincão deste País, junto com essa turma aqui. Nós vamos garantir que a democracia vai prevalecer nesse País e que vença a disputa eleitoral aquele que o povo brasileiro quiser”, falou ao público que acompanhava o evento.

    O presidente defendeu ainda o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas: “Quando alguém fala que a urna eletrônica permite roubar, eu digo sempre que se a urna eletrônica permitisse roubar, o Lulinha não seria três vezes presidente da República deste País. A elite brasileira já teria roubado há muito tempo”.

    O petista pediu ainda para que seus apoiadores “ajudem a controlar o celular” e a “não passar a mentira para frente”, referindo-se a desinformação.

    Participaram do evento em Maceió nomes como o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB); o prefeito de Maceió, JHC; os ministros da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos; da Saúde, Alexandre Padilha; da Casa Civil, Rui Costa; das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; dos Transportes, Renan Filho; e das Cidades, Jader Filho. Mais cedo, Lula foi à cerimônia de entrega de Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) e de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a Alagoas dentro do programa Agora Tem Especialistas.

    Banco Master

    No discurso, Lula também afirmou que não é justo os pobres serem “sacrificados” enquanto “um cidadão” do banco Master “deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. Sem citar o nome do dono do Master, Daniel Vorcaro, nem de seus sócios, Lula disse que há pessoas que defendem esse tipo de prática e lembrou que o prejuízo será coberto pelos bancos.

    “Não é possível que a gente continue vendo o povo ser sacrificado enquanto tem um cidadão do banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Mais de R$ 40 bilhões. Quem vai pagar são os bancos, é o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica que vai pagar, é o Itaú. Um cidadão deu um desfalque de R$ 40 bilhões neste País e tem gente que defende, porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara”, declarou Lula.

    'Vou percorrer cada rincão deste País', diz Lula sobre eleições

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  • Magno Malta tenta visitar Bolsonaro, mas é impedido por falta de autorização do STF

    Magno Malta tenta visitar Bolsonaro, mas é impedido por falta de autorização do STF

    Parlamentares de direita e extrema-direita ignoram que Jair Bolsonaro foi condenado e preso e usam a prisão do ex-presidente como plataforma política

    O senador Magno Malta (PL-ES) tentou visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, no dia 17 de janeiro, mas teve a entrada vetada por falta de autorização judicial. A informação consta em ofício encaminhado nesta quinta-feira, 22, pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo do ex-presidente.

    Segundo o documento, o parlamentar compareceu às dependências do 19º Batalhão da PMDF com a intenção de acessar a área de custódia para conhecer a cela do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os oficiais informaram, de imediato, que o ingresso só poderia ocorrer mediante autorização expressa do STF.

    Magno Malta confirmou o episódio, mas informou que não houve qualquer tentativa de ingresso nas dependências internas da unidade, tampouco a prática de qualquer conduta incompatível com os parâmetros legais vigentes. O senador informou que dirigiu-se ao local com o único objetivo de buscar informações sobre o estado de saúde e bem-estar do ex-presidente.

    Durante a conversa, que durou cerca de 30 minutos, Magno Malta também questionou a possibilidade de realizar uma oração no local. A solicitação foi negada, sob o argumento de que a assistência religiosa ao ex-presidente está restrita às pessoas, dias e horários definidos na decisão judicial. O senador mencionou sua ida ao local durante uma live, na qual conduziu uma oração.

    Após ser informado das restrições, o senador deixou voluntariamente as dependências do quartel, de acordo com o registro da PMDF. O parlamentar informou que limitou-se a apenas solicitar informações sobre o ex-presidente.

    Ainda conforme o documento, já na área externa da unidade, um veículo oficial do Senado Federal estacionou nas proximidades e houve início de filmagens do entorno do complexo. A Polícia Militar realizou abordagem orientativa, por se tratar de área sensível, e as gravações foram interrompidas sem registro de incidentes.

    A corporação informou ao STF que todas as providências adotadas seguiram os princípios da legalidade, proporcionalidade e segurança institucional, sem emprego de força e sem qualquer intercorrência.

    Magno Malta tenta visitar Bolsonaro, mas é impedido por falta de autorização do STF

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  • Bolsonaristas detonam Tarcísio por 'ignorar' Jair na prisão

    Bolsonaristas detonam Tarcísio por 'ignorar' Jair na prisão

    Tarcísio tentou reagir a Flávio e mostrar voz própria, segundo aliados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O anúncio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de que visitará o ex-presidente Jair Bolsonaro na próxima semana foi o desfecho de uma sequência de incidentes que alimentou discussões acaloradas entre bolsonaristas.

    Tarcísio voltou a reafirmar, pela segunda vez em duas semanas, que não quer disputar a Presidência no lugar de Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo ex-presidente para o cargo. Ele tinha sofrido uma série de críticas nos últimos dias por faltar a uma visita que tinha sido marcada para quinta (22). O governador decidiu desmarcar o encontro, citando compromissos em São Paulo, mas, em sua agenda oficial, constava apenas o item “despachos internos”. À tarde, ele promoveu uma troca no secretariado, mudando a Casa Civil estadual.

    A decisão de não visitar Bolsonaro na data marcarda foi analisada por aliados como uma tentativa de impor um limite aos filhos do ex-presidente.

    Um auxiliar de Tarcísio disse que o governador vinha acumulando desgastes com Flávio e atribuindo a auxiliares do senador a criação de boatos relacionados a uma eventual campanha presidencial -que ele nega- e até rumores de que planeja deixar a política.

    Ao longo desta quinta (22), enquanto bolsonaristas criticavam Tarcísio por cancelar o encontro com o ex-presidente na prisão, parte do grupo agiu para acalmar os ânimos.

    “Tarcísio de Freitas, é um aliado importante, forte e leal. Conheço-o pessoalmente e afirmo, sem hesitação: trata-se de um homem de bem, comprometido com o projeto nacional liderado por Jair Bolsonaro”, escreveu em rede social Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica de Bolsonaro que tem auxiliado Flávio a buscar aliados no mercado financeiro.
    Como mostrou a Folha, Tarcísio cancelou a visita após se irritar com a declaração do filho do ex-presidente de que o encontro seria para o governador ouvir que sua candidatura presidencial estava “descartada”. O senador se lançou ao Planalto em dezembro com apoio do pai.

    O encontro com Bolsonaro foi remarcado para a próxima quinta-feira (29), e Tarcísio escreveu em rede social que é “grato e leal” ao ex-mandatário.

    Entre apoiadores mais radicais do ex-presidente, a atitude de Tarcísio de adiar a visita e passar o dia no Palácio dos Bandeirantes foi vista como afronta, o que acabou explicitando a tensão entre o clã Bolsonaro e o governador.

    Nesse grupo, também ganhou força a leitura de que Tarcísio, ao contrário do que diz publicamente, trabalha não pela reeleição e, sim para disputar o Palácio do Planalto. A avaliação é que, por isso, ele teria evitado a conversa com o ex-presidente, que poderia cobrar um compromisso mais claro com a candidatura de Flávio.

    Interlocutores do governador negam essa versão. Eles afirmam que o cancelamento da visita não afeta o plano de concorrer à reeleição e que Tarcísio não faz nenhum movimento para viabilizar uma candidatura presidencial.

    Um aliado próximo disse que o governador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conversaram por telefone ainda na noite de quarta-feira (21), quando Tarcísio afirmou haver uma questão de agenda e que seria preciso mudar a data da visita.

    Quem defende o nome de Flávio afirma que Tarcísio enviou o recado de que não aceitará pressão e quis evitar o constrangimento de ser cobrado pelo ex-presidente a fazer campanha pelo filho. Como resultado, vem sendo classificado como orgulhoso.

    Deputados bolsonaristas, porém, receberam o recado de segurar críticas ao governador, seguindo a orientação de Flávio de buscar a união dos nomes da direita.

    A disputa na direita se intensificou nos últimos dias entre defensores de que Flávio seja o presidenciável do campo, como indicou Bolsonaro, e aqueles que mantêm a preferência pela candidatura presidencial de Tarcísio. O episódio da transferência do ex-presidente para a Papudinha, na semana passada, e a articulação em torno de uma eventual prisão domiciliar impulsionaram a dupla Tarcísio-Michelle em detrimento dos filhos de Bolsonaro.

    Em vídeo publicado na quarta (21), o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) falou sobre uma suposta tentativa de derrubar a candidatura do irmão.

    “A campanha do Flávio está a todo vapor e não será derrubada. Se isso, por ventura, chegasse a se verificar, qual o sentimento que você teria no seu coração? Que pessoas trabalharam para chantagear Bolsonaro e, numa negociata espúria, inescrupulosa, suja e vil, tiveram êxito”, disse.

    Aliados e auxiliares de Tarcísio, por outro lado, minimizam o gesto de distanciamento do governador, que, desde a eleição em 2022, tem mantido uma posição dúbia em relação ao bolsonarismo e buscado certa independência.

    Eles não escondem que houve um recado por parte de Tarcísio, mas afirmam que ele apenas buscou reagir a ataques que tem recebido e mostrar que não vai aceitar ser tutelado ou pressionado, que tem voz própria e espaço como governador de São Paulo.

    Um interlocutor do governador diz que ele conseguiu comunicar que não se trata de uma divergência em relação a Bolsonaro, por quem disse ter solidariedade e gratidão, e sim de uma ação para evitar uma emboscada dos filhos do ex-presidente.

    Ainda de acordo com esses aliados, a atitude de Tarcísio foi correta e não deve gerar prejuízo eleitoral, enquanto o entorno de Flávio avalia que o governador pode, sim, perder votos ao se afastar do ex-presidente.

    Bolsonaristas detonam Tarcísio por 'ignorar' Jair na prisão

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  • Presidente do STF defende atuação de Toffoli no caso do Banco Master

    Presidente do STF defende atuação de Toffoli no caso do Banco Master

    Fachin afirma que crises e adversidades não suspendem o Estado de Direito e que, justamente nesses momentos, deve prevalecer o respeito à Constituição

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, emitiu nota oficial, na noite desta quinta-feira (22), para defender a atuação da Corte no inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na manifestação, o chefe do Poder Judiciário cita nominalmente o ministro Dias Toffoli, relator da investigação criminal, que vem sendo alvo de críticas na condução do caso e pressão para deixar a supervisão da apuração feita pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).    

    “A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, afirma.

    A nota faz uma defesa enfática da atuação profissional das instituições. Fachin afirma que crises e adversidades não suspendem o Estado de Direito e que, justamente nesses momentos, deve prevalecer o respeito à Constituição, ao devido processo legal e à atuação técnica das instituições.  

    Sem mencionar explicitamente o episódio da fraude no Master, o ministro faz uma menção indireta ao caso destacando que “situações com impacto sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes”.

    Fachin ressalta a autonomia do Banco Central, o papel da Polícia Federal na apuração de crimes financeiros e a atribuição do Ministério Público na persecução penal e na defesa da ordem econômica.

    Fachin também afirma ainda que o STF exerce regularmente sua função constitucional, inclusive durante o recesso, período em que matérias urgentes são apreciadas pela Presidência da Corte ou pelo relator dos respectivos processos, sendo posteriormente submetidas ao colegiado.

    “As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método”, observa.

    O presidente da Corte enfatizou que o Supremo não se curva a ameaças ou intimidações e que ataques à sua autoridade representam ataques à própria democracia, defendendo a crítica legítima, mas repudiando tentativas de desmoralização institucional.

    “Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito”, aponta. “O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça”, prossegue a nota.

    Críticas

    Entre decisões recentes de Toffoli que geraram polêmica, está a que determinou o lacre e o acautelamento de bens, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero aos cuidados da PGR. A medida chegou a ser criticada por associação de peritos criminais.

    Toffoli também vem tendo sua atuação questionada por parlamentares que alegam suposto impedimento ou suspeição. Mais cedo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um desses pedidos, apresentado ainda em dezembro pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). 

    O arquivamento do pedido de afastamento de Toffoli do caso foi elogiado pelo decano do STF, o ministro Gilmar Mendes.

    “Em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições. Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro”, escreveu Gilmar em postagem na rede X.

    Presidente do STF defende atuação de Toffoli no caso do Banco Master

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  • Michelle cita Collor a Moraes, e aliados de Bolsonaro apostam em perícia para obter prisão domiciliar

    Michelle cita Collor a Moraes, e aliados de Bolsonaro apostam em perícia para obter prisão domiciliar

    Aliados do ex-presidente intensificam articulações no Supremo e apostam em perícia médica para tentar viabilizar prisão domiciliar humanitária, enquanto ministros avaliam impactos jurídicos, políticos e o estado de saúde de Bolsonaro antes de uma decisão final

    (CBS NEWS) Aliados de Jair Bolsonaro têm pressionado ministros do Supremo Tribunal Federal pela concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente e depositam expectativas na perícia médica determinada pelo relator do caso, Alexandre de Moraes.

    Segundo relatos, Moraes não deu qualquer garantia à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante a conversa que tiveram a sós na semana passada, mas afirmou que analisaria as informações médicas e que a decisão seguiria os prazos da Justiça.

    A conversa entre Moraes e Michelle foi descrita como cordial. A ex-primeira-dama narrou, de forma cronológica, a queda sofrida por Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal, as informações desencontradas recebidas pela família e o passo a passo até o atendimento médico.

    Michelle questionou o ministro sobre a possibilidade de conceder a Bolsonaro o mesmo benefício dado ao ex-presidente Fernando Collor em maio do ano passado, a prisão domiciliar humanitária. Moraes respondeu que Collor foi diagnosticado com Parkinson e apresenta risco de queda.

    A esposa de Bolsonaro detalhou ao ministro todos os medicamentos que o ex-presidente utiliza e os efeitos colaterais de cada um, incluindo o risco de quedas. De acordo com relatos, Moraes fez perguntas, todas respondidas por Michelle.

    Ela também atribuiu ao efeito dos medicamentos o episódio em que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro. Michelle falou sobre a dosagem e a interação entre os remédios e afirmou que Bolsonaro não teria mexido no equipamento se ela estivesse em casa naquele momento.

    Michelle foi recebida por Moraes e pelo decano do STF, Gilmar Mendes, mas pessoas próximas a Bolsonaro afirmam que há uma mobilização coletiva em curso.

    Um aliado do ex-presidente, que falou à reportagem sob condição de anonimato, resumiu a situação dizendo que “todo mundo está falando com todo mundo”. Segundo ele, amigos de Bolsonaro com acesso a ministros do Supremo tentaram ou conseguiram contato.

    Um dos ministros que conversou sobre o estado de saúde de Bolsonaro foi o presidente do STF, Edson Fachin. Também são citados, além de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, os ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.

    Dois parlamentares, que preferiram não se identificar, admitiram ter conversado com ministros nas últimas semanas. Um deles afirmou ter falado com cinco magistrados. O outro, com apenas um.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, relatou ter procurado quatro dos atuais dez ministros do STF. Já a conversa de Michelle com Moraes foi intermediada pelo deputado federal Altineu Côrtes e pelo senador Bruno Bonetti.

    Na avaliação de um dos parlamentares, a repercussão do tema na imprensa tem retardado a decisão de Moraes. Segundo ele, é necessário cautela para que o ministro não se sinta politicamente pressionado, mas convencido de que o quadro de saúde do ex-presidente é, de fato, delicado.

    Amigos de Bolsonaro afirmam que a perícia médica e a decisão de Moraes de transferi-lo da superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para um batalhão da Polícia Militar conhecido como Papudinha renovaram as expectativas pela concessão da prisão domiciliar.

    A avaliação é de que o cenário também mudou porque outros ministros do STF, ao analisarem a gravidade do estado de saúde de Bolsonaro, passaram a temer que a corte seja responsabilizada pela família ou pela opinião pública caso ocorra algum agravamento.

    Um aliado do ex-presidente aponta ainda um fator político. Na visão dele, as sucessivas negativas de Moraes acabam vitimizando Bolsonaro e fortalecendo a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho.

    Michelle deve retomar, no próximo mês, as viagens que vinha realizando pelo país por meio do PL Mulher, após uma pausa de dois meses. Nesta quarta-feira, 22, no entanto, a ex-primeira-dama comunicou o adiamento do primeiro encontro, previsto para o Tocantins.

    “A medida foi necessária em razão da atual situação que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e a presidente do PL Mulher Michelle Bolsonaro estão enfrentando, o que demandou a readequação da agenda de compromissos previamente planejada”, informou a assessoria.

    Michelle cita Collor a Moraes, e aliados de Bolsonaro apostam em perícia para obter prisão domiciliar

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  • Malafaia critica Flávio Bolsonaro e volta a defender Tarcísio como nome da direita

    Malafaia critica Flávio Bolsonaro e volta a defender Tarcísio como nome da direita

    Malafaia também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como ativo eleitoral, ao citar a capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos. “A direita pura não ganha a eleição”, afirmou, ao defender uma candidatura com maior “capilaridade” e apoio além do núcleo bolsonarista

    Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o pastor Silas Malafaia voltou a defender que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Para Malafaia, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “não empolgou a direita”.

    Em entrevista ao SBT News, o líder religioso afirmou que há outros quadros qualificados no campo conservador, como os governadores Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União), de Goiás, mas avaliou que a eleição exige mais do que “competência”. Segundo ele, vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por construir uma frente que reúna centro e direita, algo que, na sua leitura, Tarcísio consegue fazer com mais facilidade.

    Malafaia também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como ativo eleitoral, ao citar a capacidade de diálogo com mulheres e evangélicos. “A direita pura não ganha a eleição”, afirmou, ao defender uma candidatura com maior “capilaridade” e apoio além do núcleo bolsonarista.

    O pastor argumentou ainda que o fato de a esquerda reagir com mais intensidade a Tarcísio, e não a Flávio, seria um indicativo de quem representa ameaça real no pleito. “Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar o Lula”, disse, ressaltando não ter objeções pessoais ao senador, mas insistindo que sua eventual candidatura “não empolgou a direita”.

    Malafaia também questionou a escolha de Bolsonaro pelo filho Flávio como candidato do bolsonarismo, ao sugerir que o senador teria se aproveitado do estado emocional do pai.

    Segundo Malafaia, a forma como a decisão foi conduzida revela fragilidade política. “Eu achei uma afronta: um pai, debilitado emocionalmente, o filho ir lá, sozinho, e arrancar dele: ‘Ô, eu sou candidato’. Depois, o filho vai lá e faz o pai escrever: ‘Sou candidato’. Acho isso um amadorismo político, se aproveitando de um momento de debilidade emocional de Bolsonaro”, afirmou.

    Na avaliação de Malafaia, inclusive, a decisão de Tarcísio de recuar da visita a Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, nesta quinta-feira, 22, se deve às recentes declarações de Flávio. Ao O Globo, o senador afirmou que o governador ouviria de Bolsonaro que sua reeleição em São Paulo é “fundamental para a estratégia nacional” e que uma candidatura presidencial do governador estaria descartada.

    “Na minha visão, Tarcísio falou: ‘não vou agora, vou deixar passar. Eu não vou debaixo dessa pressão, de que eu vou chegar lá para ser um cordeirinho’. É a minha visão do que eu estou presenciando agora. Eu não falei com o Tarcísio. Estou dando a minha opinião e a minha visão”, disse.

    Conforme a Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo (Secom), o encontro entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi adiado por conflito de agenda. Uma nova data será agendada.

    No entanto, como mostrou o Estadão, a agenda do governador prevê apenas compromissos internos no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
     
     

     

    Malafaia critica Flávio Bolsonaro e volta a defender Tarcísio como nome da direita

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  • Eduardo Bolsonaro diz que Tarcísio 'não tem a opção de ir contra' candidatura de Flávio

    Eduardo Bolsonaro diz que Tarcísio 'não tem a opção de ir contra' candidatura de Flávio

    Declaração do deputado expõe tensões no bolsonarismo, pressões sobre Tarcísio de Freitas e consolida Flávio Bolsonaro como aposta do grupo para a disputa presidencial, enquanto aliados divergem sobre o futuro político da direita

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta quinta-feira, 22, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), “não tem a opção de ir contra” a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Em entrevista ao portal Jornal Razão, o ex-parlamentar disse que, se seguir caminho distinto, Tarcísio pode se equiparar ao ex-governador paulista João Doria.

    “Acho que ele não tem nem muito o que aceitar, porque é difícil você mudar essa conduta”, disse Eduardo. “O Tarcísio, até ontem, é um servidor público, um desconhecido da sociedade (sic), que ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro.”

    Segundo Eduardo, “Tarcísio é inteligente” e, por isso, “não tomará esse caminho”. Ele afirmou ainda que o cargo de governador de São Paulo é estratégico e que qualquer gestor que cumpra dois mandatos bem avaliados no Estado projeta seu nome como presidenciável por décadas. Na avaliação do ex-deputado, o arranjo político de Flávio já está definido e o jogo de bastidores, encerrado. Acrescentou que o irmão é um político habilidoso e articulado e que, mais cedo ou mais tarde, “para um número cada vez menor de céticos”, ficará claro ao eleitorado que ele é o candidato.

    “Para presidente, vai ser Lula contra Flávio Bolsonaro”, prosseguiu. “Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato, ele vai se equiparar ao João Doria.” O ex-chefe do Executivo paulista passou a ser visto como um “traidor” no bolsonarismo após se posicionar contra Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, visando às eleições presidenciais de 2022.

    Eduardo enfatizou que, no desenho atual, Flávio será o candidato à Presidência, enquanto Tarcísio disputará a reeleição ao governo paulista. Afirmou ainda que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também deve entrar na corrida presidencial, mas com “chances reduzidas”, ressalvando o trabalho realizado pelo paranaense. Para ele, o cenário eleitoral já se encontra polarizado.

    Visita

    As declarações ocorreram após a visita de Tarcísio ao ex-presidente, prevista entre 8h e 10h no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, ser adiada sob a justificativa de “compromissos” no Estado. Na agenda oficial do governador, entretanto, constam apenas despachos internos.

    De acordo com interlocutores do governador ouvidos pelo Estadão/Broadcast, o recuo ocorreu após Tarcísio ponderar que a conversa poderia abrir espaço para cobranças por um posicionamento mais enfático em favor da candidatura presidencial de Flávio. Embora sustente publicamente o projeto de disputar a reeleição em São Paulo, o chefe do Executivo paulista é citado nos bastidores como um potencial nome da direita para a corrida ao Palácio do Planalto este ano.

    A pessoas próximas, Tarcísio tem externado desconforto diante das pressões reiteradas de segmentos do bolsonarismo por um apoio mais explícito ao projeto presidencial de Flávio. Em conversas reservadas, relatou a percepção de que, para esse grupo, nenhuma demonstração de alinhamento tem sido suficiente. Após o recuo, o governador passou a ser alvo de críticas de bolsonaristas, inclusive de forma aberta pelo vice-prefeito da capital, Mello Araújo (PL).

    Em seus discursos, Tarcísio passou a focar no Estado que governa, após Bolsonaro abençoar o filho mais velho como candidato do grupo político. O movimento busca afastar qualquer leitura de concorrência com o senador e evitar ataques dos filhos do ex-presidente. O chamado “fogo amigo”, aliás, sempre figurou entre os principais fatores de cautela do governador em relação a uma eventual disputa pelo Planalto. Tarcísio nunca contou com apoio unânime do clã, em especial do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

    O desconforto foi reforçado em episódio recente envolvendo Eduardo e o pastor Silas Malafaia. Após o líder religioso afirmar preferir Tarcísio como candidato da direita à Presidência, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice, o ex-parlamentar reagiu nas redes sociais. Na plataforma X, publicou uma sequência de imagens do governador cumprimentando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gesto interpretado como tentativa de constranger o aliado e reforçar críticas à sua postura institucional. Eduardo já afirmou, inclusive, que Tarcísio “não é de direita”.

    A rusga entre os dois é anterior ao aquecimento do debate presidencial de 2026, mas se intensificou após a atuação de Eduardo nos Estados Unidos em defesa de sanções do presidente americano Donald Trump contra o Brasil. À época, Tarcísio afirmou a aliados que o ex-deputado se tornou o “maior cabo eleitoral de Lula” e estaria “fazendo gol contra” de forma recorrente.
     
     

     

    Eduardo Bolsonaro diz que Tarcísio 'não tem a opção de ir contra' candidatura de Flávio

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  • AtlasIntel: Lula mantém aprovação estável em janeiro em relação a dezembro

    AtlasIntel: Lula mantém aprovação estável em janeiro em relação a dezembro

    A AtlasIntel entrevistou 5.418 pessoas de todas as regiões do Brasil. As entrevistas foram realizadas pela internet seguindo a metodologia da empresa, que recruta os entrevistados durante a navegação de rotina na web

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve aprovação estável em relação ao mês passado, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 22. De acordo com o levantamento, 50,7% desaprovam o presidente, enquanto 48,7% aprovam. O porcentual é quase idêntico ao de dezembro, quando 50,7% desaprovavam e 48,8% aprovavam.

    A aprovação é uma forma de os institutos de pesquisa medirem a aprovação pessoal de um presidente. Outra forma de analisar a gestão é pela avaliação do governo. Neste caso, os números também permaneceram estáveis.

    O governo Lula é considerado ótimo ou bom por 47,1% – eram 46,5% em dezembro. Por outro lado, 48,5% consideram ruim ou péssimo – eram 48,9% no mês passado. Os que consideram a gestão regular são 4,4%, ante 4,6% no último mês de 2025.

    Tanto na aprovação do presidente quanto na avaliação do governo, Lula tem uma grande desvantagem entre os mais jovens. Dos entrevistados de 16 a 24 anos, 75,5% desaprovam o presidente e 65,6% consideram seu governo ruim ou péssimo. Entre os de 25 a 34 anos, 64,6% o desaprovam e 62,6% veem a gestão como ruim ou péssima.

    Apesar de sua desaprovação superar a aprovação, Lula é o líder político com a imagem menos negativa. Todos os políticos incluídos na pesquisa têm um porcentual maior de avaliações negativas do que positivas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está no lado oposto ao de Lula: 87% têm uma avaliação negativa dele e apenas 2%, uma visão positiva.

    Lula, por sua vez, tem 49% de avaliações positivas e 50% de avaliações negativas. Sua posição é melhor que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (44% positivas contra 55% negativas), a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (44% positivas contra 49% negativas), e a do senador Flávio Bolsonaro (39% positivas contra 57% negativas). Também é melhor que a de alguns de seus ministros e de governadores de direita analisados pela pesquisa, como o do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), o de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo).

    A AtlasIntel entrevistou 5.418 pessoas de todas as regiões do Brasil. As entrevistas foram realizadas pela internet seguindo a metodologia da empresa, que recruta os entrevistados durante a navegação de rotina na web. A pesquisa foi realizada de 15 a 20 de janeiro de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de um ponto porcentual.

    AtlasIntel: Lula mantém aprovação estável em janeiro em relação a dezembro

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  • Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

    Filhos de Bolsonaro declaram apoio a Nikolas e tentam impulsionar caminhada

    Nikolas anunciou que pretende percorrer cerca de 240 quilômetros em protesto contra as condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o grupo chegue à capital federal no domingo (25)

    (CBS NEWS) Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mobilizaram para declarar apoio à caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), iniciada na última segunda-feira (19), em Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília.

    Nikolas anunciou que pretende percorrer cerca de 240 quilômetros em protesto contra as condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A expectativa é que o grupo chegue à capital federal no domingo (25).

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência pelo grupo, não participou da caminhada por causa de uma viagem a Israel, mas manifestou apoio por telefone a Nikolas e aos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e André Ferreira (PL-CE), que acompanham o ato.
    “Parabéns pela iniciativa”, disse o senador. Segundo ele, “não é um movimento de confronto, mas de esperança”.

    Flávio não citou diretamente o STF em sua manifestação, o que vai ao encontro da postura recente de Michelle Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para pedir melhores condições para o marido, preso por tentativa de golpe de Estado. Após a conversa, Bolsonaro foi transferido, na semana passada, para a unidade conhecida como Papudinha.

    O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se manifestou por vídeo. “É uma boa resposta para dizer que ninguém está virando as costas para os presos políticos”, afirmou o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos desde o ano passado e, por isso, perdeu o mandato.

    No ano passado, Nikolas e integrantes da família Bolsonaro tiveram momentos de tensão e trocaram críticas públicas. Eduardo chegou a afirmar que o deputado não se posicionava de forma suficiente em defesa das articulações feitas nos Estados Unidos para impor sanções a Moraes. Depois das divergências, os dois se reconciliaram.

    Eduardo é réu por coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe, acusado de articular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar influenciar o julgamento do pai.

    Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC) se juntou pessoalmente à caminhada na terça-feira (20), após pedidos de Eduardo e Flávio.
    “Essa consideração que ele está tendo não só conosco, mas com os presos políticos do 8 de Janeiro, demonstra uma maturidade gigantesca para dar mais um passo numa nova batalha”, afirmou Carlos.

    O vídeo com a declaração foi republicado nas redes do PL nacional, que vem acompanhando e divulgando a manifestação.

    Para o deputado federal Carlos Jordy (PL-SP), vice-líder da Minoria na Câmara, o apoio da família Bolsonaro é “muito simbólico” e indica que o grupo está no caminho certo. “Tudo isso só está acontecendo por causa do presidente Bolsonaro, que deu início a todo esse movimento da direita no país”, afirmou. Ele também se juntou à caminhada na tarde de terça-feira.

    A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse que pretende se integrar ao ato. “O povo estava cobrando algo assim dos parlamentares”, declarou.

    Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que “toda manifestação individual ou coletiva para expor as fragilidades da chamada democracia relativa é válida”.

    Do outro lado, o deputado Rogério Correia (PT-MG) classificou o protesto como “a caminhada da mentira e do golpe”. “É a tese do golpe continuada, sempre criando um clima para tentar inverter decisões democráticas, inclusive da Justiça brasileira, na tentativa de colocar Bolsonaro em liberdade”, disse.

    A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) afirmou que o país tem pautas mais urgentes do que “essa cortina de fumaça”, citando o custo de vida e o fim da escala 6×1.

    Na carta que justifica a caminhada, Nikolas fala em “desumanização dos brasileiros presos após o dia 8” e em “perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro”. O deputado evita citar diretamente o STF, mas menciona decisões ligadas ao tribunal.

    Entre as reivindicações, ele aponta a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que previa a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O projeto foi aprovado pelo Congresso no ano passado, apesar da defesa de anistia total pelos bolsonaristas, mas foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de janeiro. O veto ainda será analisado pelo Congresso, atualmente em recesso até 2 de fevereiro.

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