Categoria: POLÍTICA

  • Camilo Santana lidera contra Ciro Gomes no Ceará, aponta Genial/Quaest

    Camilo Santana lidera contra Ciro Gomes no Ceará, aponta Genial/Quaest

    Ciro Gomes aparece à frente de Elmano de Freitas (PT), mas perderia para Camilo Santana (PT) no Ceará, aponta pesquisa Genial/Quaest

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) aponta que o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa para o Governo do Ceará contra o governador Elmano de Freitas (PT), mas perderia em cenário contra Camilo Santana (PT).

    No segundo turno, Ciro bate Elmano por 46% a 35%. Já contra Camilo a vantagem se inverte, mas por margem mais apertada: este vence por 44% a 39%.

    O mesmo padrão é observado na disputa de primeiro turno. Em uma configuração com o atual governador e sem Camilo, Ciro tem 41% das intenções, e Elmano, 32%. O senador Eduardo Girão (Novo) aparece com 4%, e Jarir Pereira (PSOL), com 1%. Zé Batista (PSTU) não pontua.

    Votos em branco ou nulo somam 11%. Não sabem 11%.

    Já em um cenário de primeiro de turno considerando Camilo em vez de Elmano, Ciro vai 33%, enquanto o ex-ministro da Educação de Lula (PT) marca 40%. Girão tem 5%, e Pereira e Batista, 1%.

    A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiabilidade é de 95%. A pesquisa ouviu 1.002 eleitores do Ceará entre os dias 24 e 28 de abril. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e protocolada com o nº CE-01725/2026.

    Ciro Gomes disse que decidirá em maio se aceitará o convite do presidente do PSDB, Acécio Neves, para concorrer novamente à Presidência da República ou se seguirá na disputa pelo Governo do Ceará. Em 2022, quando estava no PDT, Ciro concorreu ao Planalto pela quarta vez, ficando em quarto lugar, com 3% dos votos válidos.

    Após Elmano ter aparecido atrás de Ciro em pesquisas eleitorais anteriores, o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT), que se descompatibilizou do cargo em abril, é cogitado para substituir o governador na disputa. O presidente Lula (PT) acompanha a situação porque precisa de um palanque forte no estado para ajudá-lo a obter votos na eleição nacional.

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  • Juliana Brizola empata com Zucco no 1º turno no RS, mas ganha no 2º, aponta Genial/Quaest

    Juliana Brizola empata com Zucco no 1º turno no RS, mas ganha no 2º, aponta Genial/Quaest

    Deputado federal tem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro; neta de Brizola recebeu apoio de Lula e PT. Vice-governador tenta emplacar sucessão a Eduardo Leite (PSD), que não vai concorrer a nada neste ano

    PORTO ALEGRE, RS (CBS NEWS) – A pesquisa Genial/Quaest para as eleições de outubro divulgada nesta quinta-feira (30) aponta para um empate técnico entre Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) no primeiro turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Sul, com vantagem da pedetista na segunda rodada.

    A neta de Leonel Brizola marca 24% das intenções de voto na primeira etapa de votação, contra 21% do deputado federal. Na sequência, aparecem Gabriel Souza (MDB), com 6%, e Marcelo Maranata (PSDB), com 2%, e Rejane Oliveira (PSTU), com 1%.

    Votos brancos ou nulos somam 12%, e 34% dos entrevistados se declararam indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

    A pesquisa ouviu 1.104 eleitores do Rio Grande do Sul por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais de 24 a 28 de abril.

    SEGUNDO TURNO

    Em simulação de segundo turno entre Brizola e Zucco, a candidata do grupo do presidente Lula (PT) no estado aparece à frente, com 35%, ante 27% do nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    No confronto entre Zucco e Gabriel Souza, o deputado marca 28%, contra 20% do candidato apoiado por Eduardo Leite (PSD).

    Já em uma disputa entre Brizola e Gabriel, a pedetista supera o vice-governador por 35% a 17%.

    AVALIAÇÃO DO GOVERNO LEITE

    A pesquisa também mediu a avaliação do governo de Eduardo Leite (PSD). Entre os entrevistados, 24% consideraram o governo negativo, 39% o avaliaram como regular e 34% como positivo.

    SENADO

    Na disputa pelas duas vagas ao Senado, Manuela D’Ávila (PSOL) aparece com 14%. Germano Rigotto (MDB) tem 12%, e Paulo Pimenta (PT) e Marcel Van Hattem (Novo) registram ambos com 9% cada um. Frederico Antunes (PSD) marca 2%, e Cláudio Diaz (PSDB), 1%.

    Brancos e nulos somam 18%, enquanto 28% permanecem indecisos.

    Os atuais senadores do Rio Grande do Sul são Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT), que não concorrem à reeleição. A chapa do PSDB ainda não decidiu o segundo nome que lançará para o Senado.

    O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e registrado na Justiça Eleitoral sob o número RS-03000/2026.

    MUDANÇAS EM OITO MESES

    Esta é a primeira pesquisa Genial/Quaest realizada desde que Edegar Pretto (PT) abriu mão da candidatura ao governo do Estado, por pressão da direção nacional do partido, e passou a integrar como vice a chapa de Juliana Brizola.

    O levantamento anterior, divulgado em agosto de 2025, apontava Juliana Brizola com 21%, Zucco com 20%, Pretto com 11% e Gabriel com 5%.

    Desde então, Zucco oficializou uma aliança à direita e garantiu o apoio do PP, maior partido do Rio Grande do Sul, que indicou como vice a deputada estadual Silvana Covatti.

    Já Gabriel tem como vice o deputado federal Ernani Polo, que deixou o PP em discordância com o apoio da sigla a Zucco e se filiou ao PSD, partido do governador Eduardo Leite.

    Maranata ainda não constava na pesquisa. Ele disputaria a eleição ao lado da produtora rural Betty Cirne Lima, coordenadora da feira agrícola Expointer, mas ela abriu mão da pré-candidatura a vice-governadora para se dedicar à organização do evento, que ocorre em setembro.

    Juliana Brizola empata com Zucco no 1º turno no RS, mas ganha no 2º, aponta Genial/Quaest

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  • Derrubada de veto para aliviar pena de Bolsonaro pode beneficiar mais de 200 mil condenados

    Derrubada de veto para aliviar pena de Bolsonaro pode beneficiar mais de 200 mil condenados

    Políticos de direita e extrema-direita defendem o projeto de lei da dosimetria que poderá beneficiar mais de 200 mil condenados por diversos crimes

    RAPHAEL DI CUNTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria, que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros incriminados pela tentativa de golpe de Estado, beneficiará mais de 200 mil condenados por outros crimes.

    Atualmente, quem está em regime de prisão domiciliar não pode diminuir sua pena por estudo ou trabalho, exceto em casos específicos, com autorização do juiz. O projeto amplia essa possibilidade de remição para todos que cumprem pena em casa.

    Cerca de 235 mil pessoas cumpriam pena em regime domiciliar em 30 de junho de 2025, dado mais recente disponível na Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça. O número de presos nessa modalidade tem crescido em velocidade acelerada, principalmente por causa da pandemia, e aumentou 3.812% em nove anos.

    Cada obra lida corresponde à remição de quatro dias de pena e exige comprovação com a apresentação de um relatório, que é avaliado por uma comissão. Os participantes do programa podem apresentar a resenha de até 12 livros por ano.

    Ou seja, é possível reduzir a pena em até 48 dias no período de 12 meses. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.

    No caso de trabalho, é possível abater um dia de pena a cada três dias em serviço.

    O dispositivo para autorizar os presos em regime domiciliar possam abater da pena os esforços com estudo e trabalho foi incluído pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto na Câmara.

    A mudança legislativa fazia parte de um acordo que envolvia Bolsonaro cumprir pena em casa por sua condição de saúde e idade. O ex-presidente, porém, tentou romper a tornozeleira eletrônica, foi enviado para o regime fechado em novembro e só voltou para casa em março por causa do agravamento dos problemas de saúde.

    A alteração é criticada por especialistas. Felippe Angeli, diretor da plataforma Justa, afirma que a redução da pena por trabalho ou estudo no regime domiciliar já é autorizada por alguns tribunais, embora não esteja prevista na legislação. Caso vire lei, o uso será ampliado, o que abre um potencial de fraudes.

    “Hoje tudo é organizado a partir da custódia pelo Estado. O preso sai do estabelecimento e retorna [após o trabalho/estudo] ou no regime fechado tem acesso a possibilidade trabalho e educação dentro do estabelecimento. Então, isso já fica registrado para fins da própria remição. No caso domiciliar, não se tem essa informação, vai precisar de uma prova muito robusta”, diz.

    Angeli destaca que a mudança exigirá uma regulamentação para evitar fraudes, considerando que o regime domiciliar dificulta a fiscalização pelo Estado sobre as vedações. “O problema é que por causa de uma pessoa [Bolsonaro], você está alterando todo um sistema que vai impactar centenas de milhares de pessoas sem saber como você vai fazer isso, sem um maior debate.”

    O advogado Pierpaolo Bottini, que foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, afirma que é a favor do abatimento da pena, mas que o modo como está sendo instituída é um problema. “O instituto sozinho não é ruim, no fundo é um instrumento de ressocialização. A questão é que ele não pode ser casuística e vir num projeto que busca beneficiar um determinado grupo de pessoas”, afirmou.

    Ele diz que o texto exigirá uma regulamentação e um debate mais amplo sobre como ser aplicado. “Eu sei que é mais difícil [do que no regime fechado ou semiaberto], mas não é impossível. Ele vai precisar de um trabalho que ele consiga comprovar que efetivamente trabalhou ou, no caso de um curso, assistir com a câmera aberta”, opina.

    Procurado pela Folha de S.Paulo, Paulinho da Força afirmou que sua assessoria jurídica elaborou o texto e garantiu que o projeto só beneficiaria o caso de Bolsonaro, para permitir a diminuição da pena por estudo na prisão domiciliar, e que não terá um efeito mais amplo sobre o sistema prisional.

    O projeto foi aprovado pela Câmara por 291 votos a 148 e por 48 a 25 no Senado, mas foi vetado integralmente pelo presidente Lula (PT). O veto será votado nesta quinta (30) em sessão do Congresso Nacional e a tendência é de que seja derrubado, o que faz com que entrem em vigor as mudanças legislativas aprovadas inicialmente pelo Legislativo.

    Bolsonaro solicitou em janeiro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que pudesse abater a pena com leitura. Os relatórios do 19º Batalhão de Polícia Militar na Papuda, prédio conhecido como “Papudinha”, no entanto, mostram que ele não leu nenhum livro no período e, por isso, não teve nenhuma redução nos dias encarcerado.

    Derrubada de veto para aliviar pena de Bolsonaro pode beneficiar mais de 200 mil condenados

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  • Governo Lula mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

    Governo Lula mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

    Aliados citam conluio entre Alcolumbre, Moraes e Pacheco; presidente reuniu ministros para discutir estratégia após Senado ter rejeitado AGU como indicado ao STF

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29).

    Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.

    Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao Governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.

    O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.

    Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.

    Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.

    O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.

    Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que “não se deve tomar decisões a 39 graus de febre”.

    Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.

    Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.

    Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.

    Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

    Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. O presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.

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  • Rejeição de Messias implode relação entre Lula e Senado, e governistas discutem reação

    Rejeição de Messias implode relação entre Lula e Senado, e governistas discutem reação

    Setores no entorno do presidente avaliam declaração de guerra a Alcolumbre. outros grupos ponderam que governo federal ainda precisa aprovar projetos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A derrota imposta pelo Senado ao presidente Lula (PT) com a rejeição da indicação de Jorge Messias como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) despertou a fúria de governistas contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Casa.

    Parte dos aliados de Lula falam em declaração de guerra entre o governo e a presidência do Senado. Uma das ideias defendidas nesse setor é uma ofensiva governista no Amapá, estado de Alcolumbre, para reduzir o poder de seu grupo político.

    Outra ala pondera que um rompimento não é viável porque o petista ainda precisa aprovar projetos no Congresso antes da eleição, como o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso.

    O consenso entre esses setores é que a relação entre o petista e Alcolumbre ficará péssima e sem confiança.

    Opositores avaliam que, com o resultado, o governo ficará irreversivelmente enfraquecido no Senado.

    Alcolumbre foi contra a indicação de Messias desde o fim do ano passado, quando o anúncio foi feito pelo governo. Ele queria que Lula tivesse escolhido o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

    Logo no início da discussão, o presidente do Senado indicou nos bastidores que trabalharia contra o indicado e sugeriu a aliados a possibilidade de deixar a votação para depois da eleição presidencial.

    Nas últimas semanas, governistas avaliavam que a resistência de Alcolumbre havia arrefecido. A análise era de que ele não estava ajudando, mas havia parado de se esforçar pela rejeição.

    A interpretação não estava correta. Senadores relataram à Folha de S.Paulo que, em datas próximas à votação, Alcolumbre pediu a eles que se colocassem contra a nomeação de Messias como ministro do STF.

    Nos dias anteriores à votação, diversos senadores avaliavam que Messias corria o risco de ser rejeitado. Só o que poderia garantir uma aprovação, por esse raciocínio, seria um gesto de Alcolumbre em favor do indicado de Lula.

    Os ministros do STF são indicados pelo presidente da República, mas a nomeação só é concluída se houver aprovação pelo Senado. É necessário ao menos 41 votos favoráveis para um indicado ser aprovado.

    Rejeição de Messias implode relação entre Lula e Senado, e governistas discutem reação

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  • Celso de Mello chama rejeição de Messias de infeliz, grave e injustificável

    Celso de Mello chama rejeição de Messias de infeliz, grave e injustificável

    Ministro aposentado do STF vê motivação política do Senado e defende trajetória e reputação de AGU. Rejeição foi a primeira desde o século 19 e adiciona mais um capítulo à queda de braço entre governo e Congresso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – “Lamento, profundamente, a grave e injustificável deliberação hoje adotada pelo Senado Federal”, afirmou o ministro aposentado e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, ao comentar a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga na corte.

    O indicado do presidente Lula (PT) no lugar de Luís Roberto Barroso, que renunciou em outubro de 2025, foi rejeitado por um placar de 42 votos a 34. Messias é o primeiro nome não aprovado em 132 anos, quando o Senado recusou indicação de Cândido Barata Ribeiro, escolhido pelo então presidente Floriano Peixoto, em 1894.

    Para Celso de Mello, o atual AGU possuía “estatura jurídica, a qualificação profissional e a trajetória pública” condizentes com a aprovação, além de cumprir os dois requisitos previstos na Constituição para investidura no cargo: notável saber jurídico e reputação ilibada. Messias é, para o ex-presidente do STF, um jurista “sério, preparado e experiente”.

    “A deliberação do Senado parece haver-se orientado por motivações de caráter marcadamente político, alheias à avaliação objetiva dos méritos pessoais, funcionais e jurídicos do indicado”, continua o ministro em texto enviado à Folha na noite desta quarta-feira (29).

    Ele reconhece, entretanto, que é prerrogativa do Senado aceitar ou rejeitar o nome indicado pelo presidente da República. Essa competência, afirma também, deve ser exercida com “espírito público, responsabilidade institucional e fidelidade aos parâmetros constitucionais”.

    A decisão da Casa revisora é mais um capítulo da queda de braço entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, que vota nesta quinta (30) a derrubada de vetos de Lula ao PL da Dosimetria e pode aumentar o desgaste do governo em ano eleitoral.

    Para Celso de Mello, não houve “causa legítima” que justificasse a rejeição pelo Senado, que “perdeu uma oportunidade” ao tomar uma decisão “infeliz”.

    Segundo ele, a rejeição do nome representa um momento em que a política está “dissociada da justiça e da razão institucional” e pode comprometer o funcionamento das instituições. “A história, estou certo, saberá distinguir entre a dignidade do indicado e a impropriedade da rejeição”, afirma.

    Celso de Mello chama rejeição de Messias de infeliz, grave e injustificável

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  • Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro

    Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro

    Presidente do Senado não pretende ler requerimento para investigar banco e deve colocar em pauta só redução de penas. Pedidos para investigar atuação do banco e relações de Vorcaro com autoridades foram engavetados por cúpula do Congresso

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve enterrar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Master e ignorar o requerimento da oposição para investigar os desvios no banco.

    Para a CPI sair do papel, a leitura é obrigatória na sessão do Congresso marcada para esta quinta-feira (30), a primeira desde o protocolo do requerimento. Alcolumbre, no entanto, quer evitar o tema e fez um acordo com a oposição para não haver contestações a essa decisão, segundo congressistas ouvidos pela Folha de S.Paulo.

    Em troca, Alcolumbre pautou o veto ao projeto de lei da dosimetria, que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A tendência é que o veto seja derrubado pelo Congresso.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, Alcolumbre e o relator do projeto da dosimetria, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), empreenderam uma negociação com a oposição para que a votação do veto não implicasse na leitura do requerimento da CPI do Master.

    A cúpula do Congresso quer evitar a repercussão do caso Master, que pode expor a classe política ainda mais -parte dos líderes de partidos, deputados e senadores tinha relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que se tornou uma figura pública altamente impopular.

    O acordo para analisar o veto da dosimetria sem a leitura da CPI foi selado quando Alcolumbre anunciou a sessão do Congresso há cerca de três semanas, junto com a sabatina e votação da indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que acabou rejeitada nesta quarta (29) pelo Senado.

    O governo Lula não deve fazer esforço para que a CPI do Master seja instalada, por entender que é uma pauta negativa, que mantém o tema da corrupção em debate e ofusca as entregas do governo -como a proposta de redução da jornada de trabalho e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

    O requerimento do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) para abertura de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, foi protocolado em 3 de fevereiro com apoio de 281 parlamentares. O foco são as relações de ministros do STF com Daniel Vorcaro.

    Há também um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) na Câmara dos Deputados, que mira nos desvios do Master com o BRB (Banco de Brasília). Na Câmara, o requerimento está engavetado por enfrentar uma fila de pedidos de CPI protocolados anteriormente.

    O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também propôs uma CPI sobre o Master exclusiva no Senado ainda no ano passado, mas Alcolumbre tampouco fez a leitura desse requerimento. O parlamentar recorreu ao STF, e o caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, ainda sem decisão.

    Sem o andamento dessas CPIs específicas sobre o Master, parlamentares da base aliada e da oposição utilizaram outras duas comissões que estavam instaladas para acessar documentos, quebras de sigilo e relatórios de inteligência financeira envolvendo o banco de Vorcaro.

    No entanto, as CPIs dos desvios no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e do Crime Organizado foram encerradas sem prorrogação do prazo pelo presidente do Senado. Nos dois casos, não houve votação de um relatório final para a tomada de demais providências.

    Alcolumbre deve enterrar CPI do Master em acordo com oposição por redução de pena de Bolsonaro

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  • “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça

    “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça

    André Mendonça lamentou a rejeição da indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF)

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente nesta quarta-feira (29) após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga no STF.

    Em postagem nas redes sociais, Mendonça disse que respeita a decisão do Senado, mas pondera que o país perdeu a oportunidade de ter um “grande” ministro.

    “Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, declarou. 

    O ministro, que também pastor presbiteriano, citou uma referência bíblica para homenagear Messias.

    “Amigo verdadeiro não está presente nas festas. Está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, completou.

    No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Messias assuma a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

    “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça

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  • Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

    Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

    De forma inédita, foi rejeita a indicação de Lula para vaga de ministro para o Supremo Tribunal Federal

    Nesta quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Atual Advogado-Geral da União foi indicado pelo presidente Lula para o STF e chegou a ter seu nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    A indicação de Messias foi anunciada por Lula há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

    No plenário do Senado, Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, sendo que o ministro precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação foi secreta.

    A derrota do indicado de Lula é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.

    Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Jorge Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.

    A nova indicação precisará ser validado pelo Senado.

    Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

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  • CCJ do Senado aprova nome de Jorge Messias para o STF

    CCJ do Senado aprova nome de Jorge Messias para o STF

    Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários pela indicação de Messias ao STF; indicação deve ser votada em plenário ainda hoje

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Foram 16 votos favoráveis e 11 contrários. Com a aprovação, a indicação segue para votação no plenário do Senado, onde precisa obter o voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores.

    A CCJ aprovou ainda um pedido de urgência para a votação da indicação no plenário. De acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a indicação de Jorge Messias será levada para votação em plenário ainda hoje

    A sabatina do advogado-geral da União no colegiado teve início por volta das 9h. Pouco depois das 12h, o painel de votação foi aberto. A votação foi encerrada perto das 18h. Durante a sabatina, Messias respondeu a perguntas de senadores da base governista e da oposição. 

    A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

    CCJ do Senado aprova nome de Jorge Messias para o STF

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