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  • Governo é surpreendido com veto da UE sobre importação de carnes do BR

    Governo é surpreendido com veto da UE sobre importação de carnes do BR

    União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco. Governo brasileiro afirmou ter recebido a decisão com “surpresa” e prometeu adotar medidas para tentar reverter o veto

    O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira, 12, ter recebido com “surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano no bloco europeu.

    Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informaram que vão adotar “todas as medidas necessárias” para tentar reverter a decisão e preservar o fluxo das exportações brasileiras para o mercado europeu.

    A medida foi aprovada pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia e passará a valer em 3 de setembro deste ano.

    Segundo a Comissão Europeia, o Brasil foi excluído da lista por não atender exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais destinados à exportação para a União Europeia.

    “A Comissão confirma que o Brasil não está incluído na lista”, afirmou a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova.

    Com a decisão, o Brasil deixará de exportar para a União Europeia animais vivos destinados à produção de alimentos e produtos derivados, incluindo bovinos, equinos, aves, ovos, produtos de aquicultura, mel e invólucros.

    A Comissão Europeia explicou que a legislação do bloco proíbe o uso de antimicrobianos para estimular crescimento ou aumentar a produtividade animal, além da utilização de medicamentos reservados ao tratamento de infecções humanas.

    O órgão europeu informou ainda que as autorizações poderão ser retomadas “assim que a conformidade for demonstrada” pelas autoridades brasileiras.

    O governo brasileiro destacou que as exportações continuarão normalmente até a entrada em vigor da medida e ressaltou que o país exporta produtos de origem animal para o mercado europeu há cerca de 40 anos.

    “Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”, afirmou o governo em nota.

    A nova lista da União Europeia incluiu 21 novos países autorizados a exportar ao bloco e ampliou permissões para outros cinco. Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram entre os países habilitados.

    O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, terá uma reunião nesta quarta-feira com autoridades sanitárias europeias para pedir esclarecimentos sobre a decisão.

    Mais cedo, durante entrevista à imprensa internacional, o diplomata afirmou que faltou um diálogo “mais frequente e mais fluido” por parte da União Europeia.

    “Recebo essa notícia com surpresa. Gostaria que o diálogo com o bloco europeu tivesse sido mais frequente e mais fluido. Não é uma boa notícia e esperamos reverter isso”, declarou.

    Segundo o embaixador, o problema não estaria necessariamente ligado ao uso de antibióticos, mas à necessidade de o Brasil comprovar que possui sistemas adequados de segregação e controle da produção destinada ao mercado europeu.

    Questionado sobre a possibilidade de as exigências sanitárias funcionarem como barreiras protecionistas contra produtos brasileiros, Costa e Silva afirmou que medidas sanitárias e fitossanitárias “são legítimas” e fazem parte do direito de qualquer país.

    O diplomata criticou, porém, o que classificou como uma “narrativa” de agricultores europeus e de alguns países da União Europeia de que o Brasil não cumpre os padrões sanitários e ambientais exigidos pelo bloco.

    “Se o Brasil está no mercado europeu e é o maior fornecedor de produtos agropecuários para a União Europeia, é porque cumprimos as regras e temos qualidade”, afirmou.
     
     

     

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  • Fim da taxa das blusinhas: compra na Shein fica mais barata? Entenda

    Fim da taxa das blusinhas: compra na Shein fica mais barata? Entenda

    Com o fim do imposto federal de 20%, compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress ficam sujeitas apenas ao ICMS. Veja quando a regra vale e como muda o preço final.

    O governo federal anunciou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, nome dado ao imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por meio do programa Remessa Conforme.

    Na prática, a mudança afeta compras feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee, AliExpress, Temu e outros sites estrangeiros que vendem produtos de baixo valor ao consumidor brasileiro.

    A medida foi formalizada em uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em uma portaria do Ministério da Fazenda, publicadas no “Diário Oficial da União” desta terça-feira, 12. Segundo o governo, a isenção entrou em vigor no mesmo dia.

    O que deixa de ser cobrado?

    Deixa de ser cobrado o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas dentro do programa Remessa Conforme.

    A cobrança atingia principalmente produtos comprados em plataformas internacionais, como roupas, acessórios, eletrônicos, itens de beleza, produtos para casa e outros artigos vendidos por sites como Shein, Shopee e AliExpress.

    Ainda haverá cobrança de imposto?

    Sim. O fim da “taxa das blusinhas” acaba apenas com o imposto federal de importação de 20%.

    O ICMS, imposto estadual, continua sendo cobrado. A alíquota é de 17% na maioria dos estados, mas pode chegar a 20% em alguns locais.

    Como era antes?

    Antes da mudança, uma compra internacional de US$ 50 tinha a cobrança de 20% de imposto de importação. Com isso, o valor subia para US$ 60.

    Depois, era aplicado o ICMS de 17% sobre esse valor. Nesse exemplo, o total chegava a US$ 72,29, ou cerca de R$ 354 pela cotação do dólar desta terça-feira.

    Como fica agora?

    Com o fim do imposto de importação de 20%, a mesma compra de US$ 50 passa a ter apenas a cobrança do ICMS.

    Considerando uma alíquota de 17%, o valor final fica em US$ 60,24, ou cerca de R$ 295. Ou seja, um produto que antes poderia custar R$ 354 passaria a sair por aproximadamente R$ 295.

    A mudança vale para compras na Shein, Shopee e AliExpress?

    Sim, desde que a compra seja internacional, tenha valor de até US$ 50 e seja feita dentro das regras do programa Remessa Conforme.

    Compras acima desse valor seguem outras regras de tributação. Além disso, produtos vendidos por lojas nacionais dentro dessas plataformas podem ter regras diferentes, já que não se tratam necessariamente de importação direta pelo consumidor.

    Quando a nova regra começa a valer?

    Segundo o governo, a isenção entrou em vigor nesta terça-feira, 12.

    Quem é impactado pela mudança?

    A mudança impacta consumidores que compram produtos internacionais de até US$ 50 e empresas brasileiras que concorrem com itens importados.

    Para o consumidor, a principal diferença está no preço final, que deixa de incluir o imposto federal de 20%. Para o varejo nacional, a preocupação é com o aumento da concorrência de produtos importados de baixo valor.
     
     

     

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  • Petrobras busca aumento de produção para mitigar efeitos da guerra

    Petrobras busca aumento de produção para mitigar efeitos da guerra

    Mudança abrupta nos preços não é intenção da empresa, diz presidente da estatal Magda Chambriard; ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro

    A Petrobras não tem intenção em mudanças abruptas de preço de combustíveis no Brasil, apesar do encarecimento do preço do petróleo no mercado internacional, por causa da guerra no Oriente Médio. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, a estatal busca o aumento de produção para garantir a segurança energética do país.

    “A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã”, disse nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro. 

    “Mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse”, completou, durante entrevista a jornalistas sobre o balanço financeiro da empresa.

    Os ataques entre Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. A região concentra países produtores de petróleo e o Estreito de Ormuz, passagem marítima no sul do Irã, que sofreu bloqueios. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

    Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

    O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Por isso, o encarecimento do produto é sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

    Para tentar frear a escalada no mercado interno, o governo federal tomou medidas como a isenção de tributos federais que incidem nos combustíveis e subvenção econômica (espécie de reembolso) para produtores e distribuidores.

    Gasolina e Etanol

    Desde o início da guerra, a Petrobras reajustou o óleo diesel – usado principalmente por caminhões e ônibus – e o querosene de aviação (QAV).

    A gasolina não sofreu reajuste. Questionada sobre possível aumento de preço da gasolina, para acompanhar a escalada no mercado internacional, a presidente apontou que monitora os preços, mas também a participação no mercado (market share) e a concorrência com o etanol.

    “Temos a competição com o etanol, que em quinze dias caiu de preço. O Brasil tem uma frota flex, e só no posto o motorista escolhe qual combustível usar”, explicou.

    Magda complementou que a produção de gasolina da companhia atende à demanda brasileira. O país importa, mas também exporta o combustível.

    A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angelica Laureano, acrescentou que decisão sobre um possível aumento do preço da gasolina não depende da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que reduz a zero as alíquotas dos tributos PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis para atenuar o aumento no preço de combustíveis. O PLP tramita no Senado.

    “Se a empresa avaliar que está persistentemente com o preço que não atende às nossas expectativas, a gente vai aumentar; e o PLP, talvez, venha para nos ajudar a não repassar isso ao mercado”, afirmou.

    A diretora garantiu que atualmente o preço “está equilibrado”.

    Desempenho

    A presidente da Petrobras destacou o excelente desempenho operacional da empresa, com um recorde de produção de óleo e gás. No primeiro trimestre, a produção foi 16,1% superior à do primeiro trimestre do ano passado.

    De acordo com Chambriard, o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias está acima de 100%, o maior desde dezembro de 2014.

    FUT é um indicador sobre o patamar de produção das refinarias. De acordo com a Petrobras, as refinarias têm capacidades máximas de projeto e de referência, mas é possível operar acima, caso haja autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador do setor.

    A empresa afirmou ainda que investe em confiabilidade das estruturas e que 2026 é um ano de baixa nas manutenções (paradas) programadas.

    Lucro

    A Petrobras registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado é mais que o dobro (110%) que o obtido no último trimestre de 2025 (R$ 15,6 bilhões).

    Já na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 35,2 bilhões), o resultado revela recuo de 7,2%.

    De acordo com Magda Chambriard, a diferença a menos é explicada pelo câmbio. Se calculado em dólar, o lucro apresenta leve alta.

    “Temos efeito câmbio que não tem efeito no caixa da companhia”, diz.

    O balanço financeiro aponta ainda que os investimentos da companhia totalizaram R$ 26,8 bilhões, o que representa uma expansão de 25,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

    A dívida da companhia somou US$ 71,2 bilhões (equivalente a R$ 350 bilhões) no trimestre ─ alta de 10,8% na comparação anual ─ no entanto, dentro do limite previsto no plano de negócios 2026-2030, ou seja, abaixo de US$ 75 bilhões.

    O custo médio do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional de preço, foi de US$ 80,61, 26,6% superior ao do último trimestre de 2025.

    Segundo o comunicado da companhia, o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde da produção não se refletiram nas receitas do primeiro trimestre.

    “Por exemplo, no mercado asiático, destino da maior parte das nossas exportações, a precificação costuma ocorrer com base nas cotações do mês anterior àquele da chegada da carga”, detalha.

    “Portanto, a elevação nos preços de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do segundo trimestre”, finaliza o comunicado a investidores.

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  • Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

    Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

    Imposto gerou R$ 1,7 bi para caixa do governo até abril, e perda pode ser compensada por ganhos com alta do petróleo, diz Instituição Fiscal Independente

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”.  

    A Medida Provisória deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje. 

    No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.  

    “O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.

    Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos. 

    “Não é só blusinha”

    A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que, apesar do apelido, as compras internacionais desse valor são diversificadas, não apenas de roupas.

    “Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.

    O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da nossa tributação.

    “Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.

    A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

    Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, para aumentar a fiscalização e a redução de fraudes.

    Lula assina MP e zera "taxa das blusinhas"

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  • Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

    Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

    “Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, disse Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (12) que a proposta do fim da escala de trabalho 6 por 1 tem enfrentado resistência porque atinge interesses de setores poderosos da economia brasileira.

    “Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, disse no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    De acordo com Boulos, os grupos contrários à redução da jornada de trabalho que dá ao trabalhador dois dias de folga semanais, estão tentando, inclusive, estabelecer prazos para que a nova jornada comece a vigorar. Algo que, segundo ele, não terá apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na avaliação do ministro, o presidente Lula, ao defender a redução da jornada de trabalho, se coloca em posição de enfrentamento a “um grande sistema econômico”. 

    “Mas foi para isso que ele foi eleito”, acrescentou.

    Movimento recorrente

    As críticas à proposta, segundo o ministro, fazem parte de um movimento recorrente sempre que há avanços em direitos trabalhistas, o mesmo quando se propôs a criação do salário mínimo, das férias remuneradas e do 13º salário.

    “O que existe é um terrorismo econômico brutal nessa história, que, aliás, não é novo no Brasil, se você observar os arquivos dos jornais de 1940, quando [o então presidente] Getúlio Vargas criou a lei do salário mínimo. Hoje, tem doido para tudo. Alguns até falam em acabar com o salário mínimo. Mas ninguém aceita isso”, argumentou.

    O ministro defendeu que o debate sobre o tema seja feito com base em dados reais. Nesse sentido, citou estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), segundo o qual o impacto médio da redução da jornada para 40 horas semanais seria de cerca de 1% no custo operacional das empresas.

    “Isso é semelhante ao impacto causado pelo aumento real do salário mínimo, algo que se teve em todos os governos do Lula. Alguma empresa faliu? Gerou desemprego? Ao contrário, temos o menor índice de desemprego da série histórica no Brasil. A atividade econômica, o PIB, está crescendo como não crescia há 12 anos no país”, afirmou.

    “Você tem muita conversa de terrorismo para querer inviabilizar, e tem pouco fato”, complementou.

    Boulos reiterou o argumento de que a redução da jornada tem, entre seus impactos positivos, o aumento da produtividade.

    “Não é segredo para ninguém que um trabalhador cansado vai render menos. Tem havido uma explosão de casos de Burnout [síndrome do esgotamento] no trabalho, por ansiedade, depressão, exaustão. No ano passado, 500 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, por excesso de trabalho”, argumentou.

    Mulheres

    O ministro Guilherme Boulos ressaltou que a mudança terá impacto direto na vida das mulheres, que frequentemente acumulam dupla jornada.

    “O homem trabalha na 6 por 1 e tem um dia de descanso. A mulher trabalha na 6 por 1 e não tem nenhum dia de descanso, porque no único dia que deveria ser de descanso, ela trabalha em casa”, disse ao lembrar que tarefas domésticas transformam o dia de folga feminina em mais trabalho.

    Para o ministro, o fim da escala representa também uma correção dessa desigualdade. 

    “Quando a gente acaba com a seis por um, nós também estamos dando um respiro para as mulheres trabalhadoras deste país”.

    Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

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  • União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

    União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

    Decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Bloco acusa Brasil de falhas sobre uso de antimicrobianos

    A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu. 

    A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

    Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

    A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.

    A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.

    O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.

    Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

    Entenda substâncias

    Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

    A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.

    Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

    O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.

    Como afeta o Brasil

    A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

    Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.

    O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

    Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

    Caminhos possíveis

    Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.

    O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

    A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

    Setor reage

    Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.

    Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.

    Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.

    Pressão europeia

    A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.

    Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.

    O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.

    * com informações da Agência Lusa

    União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

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  • Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio; veja como participar

    Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio; veja como participar

    Podem se inscrever os estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, de nível superior, reconhecidas pelo MEC. Inscrições começam no próximo dia 21

    A Petrobras vai oferecer 150 vagas no programa de estágios de 2026. As inscrições começam no próximo dia 21 e, pela primeira vez, quase um terço das oportunidades foi reservada para mulheres. Há cotas para negros, indígenas, quilombolas e Pessoas com deficiência (PCD).

    Veja os detalhes divulgados pela estatal:

    Quem pode se inscrever

    Estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, de nível superior, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

    Áreas de atuação

    A empresa abriu vagas para estudantes nas áreas de administração de empresas, advocacia, análise de sistemas, biblioteconomia, biologia, ciência de dados, ciências atuariais, ciências contábeis, economia, enfermagem, engenharias (ambiental, civil, de computação, controle e automação, petróleo, produção, telecomunicações, elétrica, mecânica, naval, química), geofísica, geologia, jornalismo, marketing, oceanografia e relações públicas.

    Cidades

    As 150 vagas estão distribuídas em cidades de 12 unidades da federação. São elas Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), Duque de Caxias (RJ), Itaboraí (RJ), São Paulo (SP), Santos (SP), Cubatão (SP), São José dos Campos (SP), Paulínia (SP), Mauá (SP), Vitória (ES), Brasília (DF), Canoas (RS), Salvador (BA), Camaçari (BA), Betim (MG), Ipojuca (PE), Araucária (PR), São Mateus do Sul (PR), Aracaju (SE), Laranjeiras (SE), Fortaleza (CE) e Manaus (AM).

    Reserva de vagas

    São reservadas 30% das vagas para mulheres; 30% para negros, indígenas e quilombolas; além de 10% para pessoas com deficiência (PCD).

    A diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, ressalta que a reserva é uma forma de “estimular a presença de mulheres e pessoas negras nas carreiras Stem [Ciência, Tecnologias e Matemática, na sigla em inglês] e ampliar a presença dos grupos sub-representados na indústria de energia”.

    Carga horária

    O regime do estágio será de 20 horas semanais, de segunda a sexta-feira, podendo ser adotado o regime híbrido, a critério da empresa. Os estagiários com deficiência poderão aderir ao teletrabalho integral, desde que compatível com o plano de atividades do estágio.

    Prazo de inscrição

    De 21 de maio a 3 de junho, pelo site. 

    Provas

    O processo seletivo será realizado por meio de aplicação de prova objetiva online com 60 questões, sendo 10 de língua portuguesa, 10 de conhecimentos gerais, 10 de matemática, 10 de raciocínio lógico, 10 de tecnologias, ciência de dados e inteligência artificial e 10 de conhecimentos sobre a Petrobras. 

    Imediatamente após a inscrição no processo seletivo, os candidatos já poderão realizar a prova objetiva.

    Benefícios

    A Petrobras oferece bolsa-auxílio de R$ 1.825, vale transporte de R$ 15 por dia de trabalho presencial, seguro contra acidentes pessoais, além de recesso remunerado, conforme prevê a legislação.

    Sem efetivação

    A estatal esclarece que o programa de estágio não gera vínculo empregatício com a Petrobras e não é concurso público para contratação de empregados efetivos. A companhia reforça que não possui concurso aberto no momento e não tem previsão de realização de processo seletivo público para contratação de empregados efetivos.

     

    Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio; veja como participar

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  • Inflação desacelera a 0,67% em abril e vai a 4,39% em 12 meses

    Inflação desacelera a 0,67% em abril e vai a 4,39% em 12 meses

    IPCA desacelera ante março (0,88%), mas ainda reflete impactos da guerra no Irã. Alta acumulada em 12 meses vai a 4,39% e se aproxima do teto da meta (4,5%)

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O índice oficial de inflação do Brasil desacelerou a 0,67% em abril, após subir 0,88% em março, quando houve os impactos iniciais da guerra no Irã.

    É o que apontam os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O novo resultado veio em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 0,67%. O grupo alimentação e bebidas subiu menos do que em março, mas seguiu pressionando o índice, assim como a gasolina.

    Apesar da trégua ante o mês anterior, a taxa de 0,67% é a maior para meses de abril em quatro anos, desde 2022 (1,06%).

    No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA acelerou a 4,39%, após marcar 4,14% na leitura anterior. O ganho de força se explica em parte pelo fato de que o índice havia subido menos em abril do ano passado (0,43%).

    Ao marcar 4,39%, o IPCA se aproxima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida de maneira contínua pelo BC (Banco Central).

    ALIMENTOS E GASOLINA PRESSIONAM

    O grupo alimentação e bebidas registrou alta de preços de 1,34% em abril. O avanço foi menos intenso do que o verificado em março (1,56%).

    Ainda assim, o segmento teve a maior variação e o principal impacto (0,29 ponto percentual) no IPCA entre os nove grupos pesquisados.

    O ramo de saúde e cuidados pessoais veio na sequência (1,16% e 0,16 p.p.). Juntos, os dois grupos representaram, aproximadamente, 67% do resultado do mês.

    Dentro de alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio (em casa) registrou alta de 1,64%.

    Houve influência da carestia da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Do lado das quedas, o IBGE destacou o café moído (-2,3%) e o frango em pedaços (-2,14%).

    Já a alimentação fora do domicílio, em locais como bares e restaurantes, registrou alta de 0,59%.

    O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, disse que dois fatores podem explicar o novo aumento do grupo de alimentos e bebidas: a redução da oferta de produtos nesta época do ano e a carestia do óleo diesel após o início da guerra no Irã.

    O preço do diesel subiu 4,46% em abril, após alta de 13,9% em março.

    Quando a análise considera os bens e serviços de forma individual, a maior pressão no IPCA veio da gasolina (0,10 p.p.). O combustível subiu 1,86% em abril, após aumento de 4,59% em março.

    O leite longa vida (0,09 p.p.) veio na sequência da lista de impactos.

    IPCA, JUROS E PROJEÇÕES

    O IPCA serve de referência para a condução da política de juros do BC. Como a inflação deu sinais de trégua antes da guerra no Irã, o BC passou a cortar a taxa Selic, que caiu a 14,5% ao ano em abril.

    O conflito, contudo, segue sem resolução e, conforme analistas, pode afetar a duração e a intensidade do ciclo de cortes dos juros.

    A guerra pressionou as cotações do petróleo no mercado internacional, o que elevou os custos de combustíveis no Brasil.

    Na mediana, as projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 estão em alta há nove semanas consecutivas, conforme o boletim Focus divulgado pelo BC na segunda-feira (11).

    A alta esperada subiu a 4,91% para o acumulado até dezembro. Assim, distanciou-se do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida de maneira contínua pelo BC.

    O quadro preocupa o governo Lula (PT) em ano eleitoral. Após o início da guerra, o Executivo lançou um pacote de medidas para tentar conter a alta de parte dos combustíveis.

     

    Inflação desacelera a 0,67% em abril e vai a 4,39% em 12 meses

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  • Bancos terão até 30 dias para limpar nome de clientes com dívidas de até R$ 100 no Desenrola

    Bancos terão até 30 dias para limpar nome de clientes com dívidas de até R$ 100 no Desenrola

    Bancos que aderirem ao novo Desenrola Brasil terão até 30 dias para retirar dos cadastros de inadimplência dívidas originais de até R$ 100. Programa prevê descontos que podem chegar a 90% e parcelamento em até quatro anos para famílias endividadas

    (FOLHAPRESS) – Os bancos que aderiram ao novo Desenrola Brasil terão até 30 dias para retirar dos cadastros de inadimplência os registros de dívidas originais de até R$ 100. A exigência faz parte das condições estabelecidas pelo governo federal para participação das instituições financeiras no programa de renegociação.

    Segundo o Ministério da Fazenda, a baixa deverá ser feita de forma permanente junto aos birôs de crédito. A expectativa do governo é que mais de 1 milhão de pessoas sejam beneficiadas pela medida, a depender da adesão dos bancos ao programa.

    A regra para dívidas renegociadas acima de R$ 100 é diferente. Nesses casos, o nome do consumidor deixa os cadastros de inadimplência apenas após o pagamento da primeira parcela do novo acordo, e não no momento da renegociação. Depois da formalização do acordo, o consumidor terá prazo de até 35 dias para quitar a primeira parcela.

    Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os registros de dívidas de até R$ 100 estão espalhados entre sistemas das próprias instituições financeiras e dos birôs de crédito, sem uma base centralizada.

    “Embora a implementação da desnegativação dessas dívidas envolva rotinas internas, sistemas e fluxos operacionais próprios de cada instituição financeira, o programa estabelece diretrizes e requisitos comuns a todos os participantes, os quais foram detalhados e complementados por atos normativos do Ministério da Fazenda”, diz a entidade.

    A Febraban afirma ainda que está apoiando as instituições nos esclarecimentos técnicos para a correta implementação do programa.

    Em respostas enviadas à Folha, Bradesco, Itaú, C6 Bank e Nubank afirmaram que, nos casos de dívidas acima de R$ 100 renegociadas no programa, a retirada do nome dos cadastros de inadimplência ocorre após o pagamento da primeira parcela, como prevê a medida provisória. O Nubank disse ainda que a desnegativação é feita automaticamente, sem necessidade de solicitação por parte do cliente.

    DESENROLA BRASIL

    O programa de renegociação voltado a famílias endividadas conta com descontos que variam de acordo com o tipo de dívida e o tempo de inadimplência. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na média, os descontos podem chegar a cerca de 65%, mas há variações relevantes entre as modalidades.

    Para dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos previstos vão de 40% a 90%. Já no caso do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), os abatimentos ficam entre 30% e 80%.

    Após o desconto negociado, os débitos poderão ser parcelados em até quatro anos, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. A renegociação será feita diretamente com os bancos.

    Podem ser renegociados até R$ 15 mil por pessoa (após descontos), por instituição financeira, com garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações).

    O Desenrola contempla brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), que deverão procurar os canais oficiais dos bancos para aderir à renegociação. Para as famílias que aderirem, está previsto o bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses.

    Bancos terão até 30 dias para limpar nome de clientes com dívidas de até R$ 100 no Desenrola

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  • Bis: Galípolo foi escolhido chair da reunião de BCs de economias emergentes

    Bis: Galípolo foi escolhido chair da reunião de BCs de economias emergentes

    Gabriel Galípolo foi escolhido pelo Banco de Compensações Internacionais para presidir reuniões de banqueiros centrais de grandes economias emergentes. Mandato do presidente do Banco Central brasileiro terá duração de dois anos e começa em setembro

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi escolhido pelo conselho de administração do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) como chair das reuniões de banqueiros centrais das grandes economias de mercado emergentes. O mandato de Galípolo, de dois anos, começa em 1º de setembro.

    As reuniões de banqueiros centrais das grandes economias de mercados emergentes acontecem três vezes por ano, no contexto dos ciclos de encontros do BIS. Nessa instância, os participantes trocam visões sobre riscos e desenvolvimentos macroeconômicos e financeiros, além de outros assuntos.

    As informações foram divulgadas pelo BIS. O presidente do BC brasileiro substitui o executivo-chefe da Autoridade Monetária de Hong Kong, Eddie Yue, como chair das reuniões. Até a última segunda-feira, 11, Galípolo estava em Basileia, na Suíça, onde participou das reuniões bimestrais do BIS.

    Bis: Galípolo foi escolhido chair da reunião de BCs de economias emergentes

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