Categoria: Uncategorized

  • Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

    Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

    Prazo para devolução de descontos indevidos foi prorrogado em novembro

    Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto, Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os pedidos.

    De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

    prazo original se encerraria em 14 de novembro. No entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos. O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.

    Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço coordenado de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.

    Como pedir a devolução

    Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:

     Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br; Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h; Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.

    Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    A previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões

    O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

    Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões. 

    Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

    Superação de expectativas

    O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

    As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

    Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Geraldo Alckmin afirmou estar otimista quanto à conclusão do acordo e destacou que há expectativa positiva quanto à conclusão de novos acordos e preferências tarifárias em 2026

    O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira, 6, que o acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado. Ele repetiu que está otimista e que esse acordo é importante em um momento em que a geopolítica está instável.

    Além disso, o ministro disse que o acordo, quando fechado, será o maior do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

    “O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul-UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, afirmou a jornalistas depois do anúncio do resultado da balança comercial brasileira de 2025.

    Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar cai para R$ 5,36 e Bolsa tem forte alta em meio a bom humor externo

    Dólar cai para R$ 5,36 e Bolsa tem forte alta em meio a bom humor externo

    Moeda recua a R$ 5,364 e Ibovespa avança a 163.866 pontos nesta terça-feira (6)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta terça-feira (6), pegando carona no bom humor externo após o mercado digerir o impacto inicial da invasão dos Estados Unidos à Venezuela no final de semana. Os investidores também seguem à espera de novos dados sobre as economias norte-americana e brasileira nesta semana.

    Às 15h47, a moeda recuava 0,58%, cotada a R$ 5,372. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,362. Já a Bolsa tinha forte alta de 1,15%, a 163.732 pontos.

    A cerimônia de posse da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ajudou a dissipar parte da cautela que rondava as mesas de operação desde o ataque norte-americano a Caracas no último sábado.

    Vice de Nicolás Maduro, Rodríguez declarou lealdade ao ditador e disse que prestava o juramento “com pesar”.

    “Venho com pesar, pelo sofrimento causado ao povo venezuelano, por uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria. Venho com pesar, pelo sequestro de dois heróis que são reféns nos Estados Unidos.”

    A posse da líder interina reduz a incerteza sobre como será conduzida a política econômica da Venezuela, em especial no que diz respeito à indústria do petróleo.

    “Os fluxos iniciais de busca por segurança no dólar já se dissiparam”, afirma Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury. “Não é uma grande surpresa, dada a limitada integração da Venezuela à economia global, que tem sido restringida por políticas governamentais e sanções internacionais.”

    Ele ainda aponta que, para o mercado, há uma sensação geral de que a operação foi um ataque pontual e direcionado, e não o início de um conflito prolongado, especialmente ao considerar que Rodríguez não sugeriu ações militares de retaliação.

    Segundo ele, a remoção do regime Maduro aponta para uma transição política gradual e, “espera-se”, pacífica, que pode levar à abertura da economia venezuelana. “A indústria petrolífera, principal motor de crescimento do país, parece estar prestes a ser reformulada pelos EUA, o que deve impulsionar a produção nos próximos anos. Mas uma ‘retomada rápida’ não está nos planos, e qualquer impacto nos preços globais do petróleo provavelmente demorará a ser sentido”, afirma Ryan.

    Os preços do petróleo Brent, referência internacional, estão em queda, apagando parte dos ganhos de mais de US$ 1 por barril na véspera. A commodity recuava 1,13%, a US$ 61,06, na Bolsa de Londres.

    No Brasil, Petrobras estendia o movimento de segunda-feira, quando perdeu R$ 6,8 bilhões em valor de mercado. Os papéis preferenciais recuavam 1,19%; os ordinários, 1,38%. Os negócios da estatal na B3 também estão sendo afetados pela notícia de um vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, que paralisou as operações da petroleira por tempo indeterminado.

    A avaliação de analistas e investidores é que as petroleiras brasileiras podem perder atratividade com a expectativa de novos investimentos no setor na Venezuela, além de terem que lidar com preços mais baixos da commodity, devido a um potencial crescimento da oferta.

    A Venezuela é dona da maior reserva de petróleo no mundo e é do grupo fundador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas sua indústria foi sucateada nos últimos anos e hoje produz menos de 1% do volume global.

    Com o impacto inicial do ataque já digerido pelos operadores, o foco agora se volta para divulgações de dados econômicos ao longo da semana.

    O principal relatório da agenda é o payroll dos Estados Unidos, uma métrica sobre o mercado de trabalho que poderá alterar as apostas sobre a política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).

    Por ora, 83,9% dos investidores apostam que a decisão do banco central será de manutenção da taxa de juros no atual patamar de 3,5% e 3,75%. Os 16,1% restantes enxergam uma nova redução como o movimento mais provável da próxima reunião, marcada para o fim de janeiro.

    No Brasil, com o Congresso e parte das autoridades do Executivo ainda em recesso, os investidores não têm, por enquanto, gatilhos fortes para operar, o que mantém o dólar próximo da estabilidade ante o real e no patamar de R$ 5,40.

    “Caso rompa este suporte de R$ 5,40, teremos novamente uma tendência de baixa do dólar no médio prazo”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, acrescentando que no longo prazo a divisa segue em tendência de queda.

    Dólar cai para R$ 5,36 e Bolsa tem forte alta em meio a bom humor externo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • PF intima ex-executivos do Master e do BRB para prestar novos depoimentos em inquérito

    PF intima ex-executivos do Master e do BRB para prestar novos depoimentos em inquérito

    Ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa será ouvido pela segunda vez na investigação que apura irregularidades na venda do Master ao BRB

    A Polícia Federal marcou uma nova rodada de depoimentos na investigação sobre suspeita de crimes financeiros na venda do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB) e convocou executivos dos bancos para prestar esclarecimentos. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa também foi intimado para prestar um segundo depoimento.

    Essas oitivas devem ocorrer no final de janeiro e início de fevereiro e foram marcadas por iniciativa da Polícia Federal na condução da investigação.

    Dentre os depoimentos previstos estão do ex-sócio do Master Augusto Lima e do ex-diretor Luiz Antônio Bull, além do ex-diretor financeiro do BRB Dario Oswaldo Garcia Junior e o superintendente de operações financeiras do BRB, Robério Mangueira.

    A PF quer apurar qual foi a participação de cada um deles no negócio de venda de falsas carteiras de crédito consignado do Master ao BRB por R$ 12 bilhões, objeto do inquérito.

    Até agora, a PF só colheu os depoimentos do dono do Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

    Eles foram ouvidos no dia 30 de dezembro, em uma diligência determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

    Ao final dos depoimentos, a PF fez uma acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique.

    Como mostrou o Estadão, Vorcaro fez críticas à ação do Banco Central em seu depoimento à Polícia Federal e disse que seu banco honrou com todos compromissos financeiros que tinha.

    Já o ex-presidente do BRB admitiu que o banco público ainda não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões aportados no Master.

    A equipe de investigação ainda analisa os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro.

    A expectativa é que, até o final do mês, quando ocorrerão os depoimentos, a PF já tenha extraído informações dos telefones celulares e possa utilizá-las para confrontar os investigados.

    O caso foi enviado ao STF após a PF ter apreendido um documento, na casa de Vorcaro, com menção a um deputado federal, como revelou o Estadão.

    PF intima ex-executivos do Master e do BRB para prestar novos depoimentos em inquérito

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Banco Central questiona decisão monocrática no caso Master e pede decisão colegiada do TCU

    Banco Central questiona decisão monocrática no caso Master e pede decisão colegiada do TCU

    O Banco Central apresentou embargo de declaração ao TCU para contestar decisão individual do ministro Jhonatan de Jesus que determinou inspeção no órgão. O BC afirma que apenas decisões colegiadas podem autorizar a medida e pede esclarecimentos

    O Banco Central (BC) entrou com um embargo de declaração no Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar a decisão monocrática do ministro Jhonatan de Jesus, que determinou uma inspeção no BC para averiguar o processo de análise do Banco Master.

    Segundo o BC, o regimento interno do TCU estabelece que apenas decisões colegiadas podem autorizar inspeções em órgãos federais. Por isso, a autarquia questiona a medida, argumentando que a decisão deveria ter sido tomada pela Primeira Câmara do tribunal, o que não teria sido indicado no despacho do ministro.

    “Tendo em vista que não há, na decisão monocrática proferida por Vossa Excelência, indicação de deliberação da Primeira Câmara do TCU determinando a inspeção no BCB, serve-se esta autarquia dos presentes embargos de declaração para solicitar que tal omissão seja sanada, mediante a indicação da decisão do referido colegiado acerca da mencionada diligência”, afirmou o Banco Central.

    A informação foi divulgada pelo site G1 e confirmada pelo Estadão.

    O TCU está em período de recesso, assim como o Congresso Nacional e o Poder Judiciário, e só retoma os trabalhos na sexta-feira, 16 de janeiro.

    Banco Central questiona decisão monocrática no caso Master e pede decisão colegiada do TCU

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar abre em ligeira alta de 0,19%, cotado a R$ 5,4157, em linha com exterior

    Dólar abre em ligeira alta de 0,19%, cotado a R$ 5,4157, em linha com exterior

    Moeda norte-americana sobe levemente no início do pregão, refletindo cautela global diante da crise na Venezuela, enquanto investidores acompanham dados da balança comercial, agenda política doméstica e indicadores econômicos dos Estados Unidos e da Europa

    O dólar abriu o pregão desta terça-feira, 6, em leve alta frente ao real, em linha com a valorização moderada da moeda norte-americana no exterior e com a postura mais cautelosa dos investidores diante de um cenário geopolítico ainda carregado.

    Na abertura dos negócios, o dólar à vista avançava 0,19%, cotado a R$ 5,4157. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,14% no início da manhã. No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro começou praticamente estável, com alta de 0,04%, a R$ 5,4500.

    No exterior, o ambiente segue de busca seletiva por segurança. Desde ontem, os metais preciosos registram forte valorização, com o ouro subindo 3% e a prata avançando 8%, em meio aos desdobramentos da crise na Venezuela.

    Na segunda-feira, 5, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não está em guerra com a Venezuela, disse que pretende “consertar” o país e descartou a realização de novas eleições no curto prazo. Segundo a Bloomberg, Trump pediu ao secretário de Estado, Marco Rubio, que lidere o processo de implementação de reformas econômicas e políticas no país vizinho. Apesar disso, a leitura predominante no mercado é de que o episódio mantém elevado o nível de incerteza no curto prazo, o que sustenta o dólar como ativo de proteção.

    No mercado doméstico, a agenda é relativamente esvaziada, o que tende a reforçar a influência do cenário externo sobre o câmbio nesta abertura. O principal destaque do dia é a divulgação da balança comercial de dezembro e do acumulado de 2025, às 15h, acompanhada de coletiva de imprensa do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin. A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta superávit de US$ 7,1 bilhões em dezembro, após saldo positivo de US$ 5,842 bilhões em novembro.

    Os investidores também monitoram os desdobramentos envolvendo o Banco Master, após determinação do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, para a realização de uma inspeção no Banco Central sobre o processo de liquidação extrajudicial da instituição. Auditores do BC avaliam a medida como atípica, o que gerou questionamentos sobre segurança jurídica no sistema financeiro e mantém o tema no radar do mercado.

    No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende vetar o projeto de lei que reduz as penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, enquanto o Supremo Tribunal Federal prepara um evento para marcar os três anos da trama golpista. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que pedirá à Polícia Federal a investigação de parlamentares da oposição acusados de incentivar uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, adicionando ruído ao ambiente político.

    No cenário internacional, além da crise na Venezuela, os investidores acompanham discursos de dirigentes do Federal Reserve, com destaque para a fala do presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, às 10h, e a divulgação do PMI de serviços e do PMI composto dos Estados Unidos, às 11h45. Na Alemanha, sai o índice de preços ao consumidor de dezembro.

    Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou em queda de 0,37%, a R$ 5,4055, o menor valor de fechamento desde o último dia 11.

    Dólar abre em ligeira alta de 0,19%, cotado a R$ 5,4157, em linha com exterior

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, afirma ANP

    Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, afirma ANP

    Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado

    O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um Estado na semana encerrada em 3 de janeiro. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 72,19% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

    Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

    O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,00 e a paridade é de 67,34%.

    Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, afirma ANP

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Com alta de 6,79%, salário mínimo sobe R$ 103 em 2026

    Com alta de 6,79%, salário mínimo sobe R$ 103 em 2026

    O reajuste do salário mínimo em 2026 foi de 6,79%; novo valor passou a valer em janeiro e será recebido pelos trabalhadores a partir de fevereiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O salário mínimo foi atualizado para R$ 1.621 em 2026, um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior.

    O reajuste do salário mínimo em 2026 foi de 6,79%. O novo valor passou a valer em janeiro e será recebido pelos trabalhadores a partir de fevereiro.

    O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o novo valor após divulgação dos dados de inflação. O cálculo considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro, somado ao crescimento do PIB de dois anos antes, com limite de 2,5 pontos percentuais acima da inflação.

    O INPC, índice que mede a inflação para famílias de baixa renda, ficou em 0,03% em novembro. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,18%.

    IMPACTO NO ORÇAMENTO E COMPARAÇÃO COM PREVISÕES

    O valor final ficou abaixo do que o governo estimava para o Orçamento de 2026. No início do ano, a previsão era de R$ 1.630; na aprovação do Orçamento, de R$ 1.627. O valor oficial foi fechado em R$ 1.621 por causa da inflação menor do que o previsto.

    A diferença é resultado da desaceleração da inflação nos últimos meses. O governo utiliza o INPC e o crescimento do PIB para tentar garantir aumento real ao mínimo, mas impõe teto para não pressionar demais as contas públicas.

    Com alta de 6,79%, salário mínimo sobe R$ 103 em 2026

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar fecha em queda e Bolsa avança com ataque dos EUA à Venezuela em foco

    Dólar fecha em queda e Bolsa avança com ataque dos EUA à Venezuela em foco

    Investidores repercutem ação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro; em 2025, a moeda americana acumula queda de 11,19%, enquanto o Ibovespa sobe 33,7%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,28% nesta segunda-feira (5), cotado a R$ 5,404, com a invasão dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada do último sábado norteando as mesas de operações.
    O movimento da moeda norte-americana no Brasil acompanhou o do exterior. O índice DXY, que compara o dólar a seis outras divisas fortes, caiu 0,17%, a 98.25 pontos, indicando fraqueza global.

    Já a Bolsa avançou 0,82%, a 161.869 pontos, apesar da forte queda das ações da Petrobras em meio às repercussões da operação no mercado de petróleo.

    Na maior intervenção contra a América Latina em décadas, os Estados Unidos atacaram a Venezuela no sábado, bombardeando a capital, Caracas, e capturando o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcoterrorismo.

    Após a prisão, em comunicado no mesmo dia, Donald Trump afirmou que EUA governarão a Venezuela até transição. Segundo ele, o petróleo venezuelano “voltará a fluir” através da exploração de empresas norte-americanas, que seguirão à frente das operações e da infraestrutura do país.

    A Venezuela é dona da maior reserva de petróleo no mundo e é do grupo fundador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas sua indústria foi sucateada nos últimos anos e hoje produz menos de 1% do volume global.

    Ainda assim, o petróleo representa cerca de 90% das exportações da Venezuela, tendo a China como principal compradora. “Mas para a China, o petróleo venezuelano não é tão importante porque representa muito pouco do seu consumo. O país pode suprir essa falta sem dificuldade”, afirma David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

    Zylbersztajn ainda afirma que, para a cadeia global de petróleo, é esperado que a operação dos Estados Unidos em solo venezuelano aumente a oferta da commodity mundialmente. Por outro lado, membros da Opep+ decidiram, no domingo, manter a produção estável.

    A escalada de tensões impõe volatilidade para o barril do Brent, referência internacional. Após iniciar o dia em queda de mais de 1%, a commodity avançou 1,66% na Bolsa de Londres, cotado a US$ 61,76. Os preços do petróleo caíram mais de 18% em 2025 -a maior queda anual desde 2020-, em meio a crescentes preocupações com o excesso de oferta.

    Para as petrolíferas norte-americanas, o movimento é de alta. As ações da Chevron, a única grande empresa dos EUA que atualmente opera nos campos de petróleo da Venezuela, subiram 5%, enquanto as refinarias Phillips 66 e PBF Energy subiram 7% e 3%, respectivamente.

    No Brasil, as ações da Petrobras chegaram a entrar em leilão logo nos primeiros minutos de negociação na B3. Fecharam em queda de 1,6%, na contramão do movimento do petróleo.

    A queda da petroleira e das demais empresas do setor deriva da percepção de que a concorrência no mercado latino-americano vai aumentar, afirma Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, “principalmente se as empresas americanas ganharem espaço por aqui, como parece ser o plano dos EUA”.

    A situação venezuelana ainda adiciona ruído à América Latina. “Não é algo que muda o fundamento do mercado brasileiro, mas aumenta a percepção de risco para a região”, diz Thiago Azevedo, sócio fundador da Guardian Capital.

    Por aqui, os olhos estão voltados à divulgação dos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro e do mercado de trabalho dos Estados Unidos, ambos na sexta-feira (9). As informações são utilizadas na antecipação da trajetória dos juros por parte do mercado financeiro.

    “Até a gente voltar para a divulgação de dados econômicos e para as movimentações políticas no Brasil, a gente deve ver um mercado mais neutro, sem grande volatilidade agora no início do ano”, diz Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos.

    Além disso, agentes aguardam a definição sobre quem será o sucessor de Jerome Powell como presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

    Em 2025, o dólar acumulou queda de 11,19% em 2025, o maior recuo desde 2016, quando a moeda americana perdeu 17,8%.

    Já o Ibovespa fechou o ano em alta de 33,7%, também o melhor desempenho desde 2016, quando avançou 39% num ano marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff -em dólares, a variação também foi a maior em nove anos.

    Segundo analistas, o forte fluxo de recursos estrangeiros para o mercados emergentes, incluindo o Brasil, deu impulso à valorização da moeda brasileira e ao Ibovespa.

    Dólar fecha em queda e Bolsa avança com ataque dos EUA à Venezuela em foco

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia