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  • Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Estudo do Sindifisco aponta que valor corrigido pela inflação alcançaria R$ 6.694,37; veja a diferença entre a tabela de 2026 e os valores corrigidos pelo IPCA

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.

    Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda -apenas pela não atualização da tabela.

    Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.

    “O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida”, afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.

    De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.

    Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.

    Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado “efeito arrasto”, quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.

    Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
    Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
    Em R$

    Rendimento Mensal Bruto – Imposto a mais
    1.518 – 0
    2.000 – 0
    2.500 – 0
    3.000 – 0
    3.036 – 0
    3.434 – 0
    4.000 – 0
    4.358 – 0
    5.000 – 0
    5.010 – 3,58
    5.158 – 56,58
    5.272 – 97,36
    5.500 – 190,47
    5.600 – 231,28
    5.698 – 271,25
    6.000 – 382,88
    6.500 – 535,84
    6.800 – 627,38
    7.000 – 688,41
    7.100 – 718,92
    7.200 – 749,44
    7.350 – 795,21
    7.360 – 796,93
    7.400 – 803,81
    7.500 – 821,01
    7.800 – 872,61
    8.000 – 907,01
    8.500 – 992,67
    9.000 – 1.078,17
    10.000 – 1.186,87
    20.000 – 1.553,42
    45.000 – 1.553,42
    100.000 – 1.553,42
    Fonte: Sindifisco
    Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.

    O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.

    VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026

    Rendimentos tributáveis – Redução do imposto

    • até R$ 5.000 – até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
    • de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 – R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
    • de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350

    VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

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  • Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Cerca de 183 mil contribuintes receberão R$ 403,65 milhões

    Cerca de 183 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30), o lote da malha fina de janeiro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 182.959 contribuintes receberão R$ 403,65 milhões, entre contribuintes prioritários e não-prioritários.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    • 124.065 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
    • 27.295 contribuintes de 60 a 79 anos;
    • 15.951 contribuintes sem prioridade;
    • 7.868 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • 4.692 contribuintes acima de 80 anos;
    • 3.088 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Pagamento

    O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.”

    Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

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  • Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

    Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

    Ao longo de 2025, houve 26,59 milhões contratações e 25,3 milhões de desligamentos; Ministro do Trabalho atribui resultado à taxa de juros; desemprego está na mínima histórica

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Em 2025, o Brasil teve o pior resultado na geração de empregos formais desde de 2020, com a criação de 1,27 milhão de novos postos entre janeiro e dezembro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (29).

    Ao longo de 2025, houve 26,59 milhões contratações e 25,3 milhões de desligamentos, com número de celetistas indo de 47,1 milhões para 48,4 milhões. O aumento no total de vagas formais é de 2,71%, percentual menor do que os registrados em 2023 (3,3%) e 2024 (3,69%).

    O resultado de dezembro também mostrou uma piora na comparação com 2024, com saldo negativo de 618 mil postos de trabalho formais. O número representa uma queda de 1,26% na comparação com o último ano.

    No acumulado do ano, todos os principais agrupamentos de atividades econômicas tiveram aumento nas contratações. O maior crescimento foi de serviços, com 758 mil postos formais, um aumento de 3,29%. O segundo setor com maior saldo foi de comércio, com 247 mil novos postos formais.

    Por estado, no acumulado de janeiro a dezembro, as maiores altas foram no Amapá, onde houve aumento de 8,4% no total de postos de trabalho formais, na Paraíba, onde houve aumento de 6%, e em Piauí, com 5,81%. O pior resultado foi no Espírito Santo, onde houve um aumento de apenas 1,52%.

    O ministro Luiz Marinho, de Trabalho e Emprego, atribuiu o resultado menor em dezembro à alta da taxa de juros. Nesta quarta (28), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa Selic em 15%, percentual que permanece inalterado desde a metade de 2025.

    Segundo o ministro, a política monetária tem afetado investimentos e a desaceleração do ritmo de crescimento da economia. Ele afirma que, se houver demora na redução dos juros, ainda haverá um tempo para que isso seja sentido pelo mercado, o que comprometeria o resultado do restante do ano.

    “Procurei dialogar com Banco Central, mostrando o que a gente conseguia interpretar das atas e que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo [da economia]. Enxergava, institia que iríamos ter processo de diminuição de velocidade. É o que o BC esperava e trabalhou para diminuir, dada a sua responsabilidade de cumprimento nas metas. Mas isso reflete em queimar orçamento para pagar juros.”

    O ministro disse ainda que o tarifaço do presidente americano Donald Trump, que chegou a sobretaxar importações brasileiras em 50%, gerou impactos menores do que a Selic elevada, devido à abertura de mercado do Brasil para outros países. O setor de indústria, que foi um dos mais afetados pela política de Trump, teve a criação de 144 mil empregos formais.

    “O impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo para abrir novos mercados. Isso deu uma minimizada muito grande”, disse Marinho.

    O resultado negativo na formalidade surge apesar de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrar que o Brasil vem seguindo uma tendência de renovar a mínima histórica de desemprego. No trimestre até novembro do ano passado, a taxa de desocupação foi a 5,2%, menor percentual desde 2012, início da série histórica.

    Brasil criou 1,27 milhão de vagas formais no ano passado, pior saldo desde 2020, aponta Caged

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  • Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

    Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

    A PGR irá opinar se as apurações devem continuar sob supervisão do Supremo ou se elas devem ser enviadas para a primeira instância do Judiciário. Depois dessa manifestação, Toffoli decidirá sobre o prosseguimento da investigação

    (FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu encaminhar para manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) a investigação sobre a rede de influenciadores que teria sido usada pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para descredibilizar o Banco Central.

    A PGR irá opinar se as apurações devem continuar sob supervisão do Supremo ou se elas devem ser enviadas para a primeira instância do Judiciário. Depois dessa manifestação, Toffoli decidirá sobre o prosseguimento da investigação.

    A Polícia Federal identificou aproximadamente 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o “Projeto DV”, referência às iniciais do empresário.

    O recrutamento dos perfis em redes sociais que fizeram um bombardeio digital contra Banco Central e investigadores no caso Master envolveu um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil.

    A equipe responsável pela articulação das publicações enviou mensagens a influenciadores em meados de dezembro.

    Internamente, agentes da PF que acompanham o caso já chamam o esquema de “gabinete do ódio” de Vorcaro, em alusão à rede de influenciadores digitais de direita que era utilizada pelo governo de Jair Bolsonaro para espalhar fake news sobre o sistema eleitoral e sobre adversários políticos do ex-presidente.

    Ao Supremo, a defesa de Vorcaro rejeitou qualquer envolvimento com os perfis. 

    Os advogados disseram que o ex-banqueiro “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”.

    “[Vorcaro] cumpre rigorosamente as medidas cautelares que lhe foram impostas -embora entenda sua defesa que são desnecessárias e injustas- inclusive colaborando ativamente com as investigações em andamento, tendo respondido todas as indagações que lhe foram dirigidas em oitiva e acareação realizadas perante esta Suprema Corte no dia 30 de dezembro de 2025”, disseram.

    A informação sobre os contratos de influenciadores foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. “Ofereceram valores expressivos”, disse o influenciador Rony de Assis Gabriel (PL-RS), que também é vereador por Erechim, a 370 quilômetros da capital gaúcha. Ele foi procurado, em 20 de dezembro, pelo marketeiro André Salvador, que disse estar com um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise de um executivo grande”.

    Salvador contatou, em 21 de dezembro, o deputado estadual Léo Siqueira (Novo-SP). Na ocasião, o profissional de comunicação se apresentou como funcionário da agência Mithi, de Thiago Miranda, um dos sócios do Grupo Léo Dias. Ambos os parlamentares recusaram as propostas, de acordo com gravações de tela vistas pela reportagem.

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  • Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

    Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

    Expectativa de corte da Selic em março, alta das commodities e fluxo estrangeiro sustentam o otimismo no mercado. Ibovespa renova máximas históricas, com apoio de ações de peso como Petrobras e Vale, enquanto juros futuros e dólar recuam no início do pregão

    Um iminente corte de juros no Brasil pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março estimula o Ibovespa no começo do pregão desta quinta-feira, 29, a despeito de o índice ter fechado ontem com mais uma marca inédita, aos 184.691,05 pontos, em alta de 1,52%. Apesar da indicação de recuo à frente da Selic, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos seguirá elevado, o que aumenta a expectativa de que investidores estrangeiros continuem aportando na B3, ao menos por enquanto.

    A valorização de 1,78% do minério de ferro em Dalian, na China, e o avanço de cerca de 3,50% do petróleo no exterior também dão suporte ao mercado. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que o tempo para a realização de um acordo nuclear estaria se esgotando.

    No pré-mercado de ações em Nova York, os índices avançam moderadamente, após o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manter a taxa de juros estável nos Estados Unidos pela primeira vez desde julho do ano passado e evitar sinalizações sobre quando poderá voltar a flexibilizá-la.

    Segundo Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, uma combinação de fatores sustenta o principal indicador da B3, como dados e balanços positivos nos EUA e o sinal de queda da Selic pelo Copom. “A alta das commodities e a sinalização de corte dos juros pelo Banco Central em março permitem o Ibovespa andar um pouco mais, em uma manhã ainda de queda dos juros futuros e do dólar, estimulando fluxo”, afirma.

    Também na véspera, após o fechamento da B3, o Copom manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, como esperado, e deixou claro que o próximo movimento será de queda. Muitos departamentos econômicos já previam o início dos cortes no encontro seguinte, em março, conforme mostrou a pesquisa Projeções Broadcast. Agora, diante do tom mais assertivo do comunicado, as apostas em um ritmo maior de redução do que 0,25 ponto porcentual não podem ser descartadas.

    “Há propensão ao risco, e isso se espalha para outros ativos brasileiros. Especialmente os juros futuros curtos caem. O dólar continua recuando, pois há muita gordura no carry trade. Mesmo se os Estados Unidos voltarem a cortar juros, a tendência é que investidores estrangeiros continuem surfando esse movimento. Ou seja, mesmo com queda da Selic, ainda falamos de uma taxa em torno de 12% ao final do ciclo, o que segue elevado”, avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

    Para Lucca Macieira, analista de mercado da Victrix Capital, o Ibovespa reage de forma positiva após a decisão do Copom, principalmente por causa da comunicação do Banco Central. “Foi relativamente mais dovish do que o mercado esperava. Esse fator deve sustentar o otimismo para a bolsa brasileira”, estima.

    No comunicado, o Copom indicou que, caso o cenário esperado se confirme, antevê iniciar a flexibilização da política monetária já na próxima reunião, ao mesmo tempo em que reforçou que manterá o grau de restrição necessário para assegurar a convergência da inflação à meta. “A mensagem reforça que o processo de cortes será gradual e dependente de dados”, destaca Macieira.

    Entre os destaques da agenda desta quinta-feira estão os dados fiscais e o Caged, ambos referentes a dezembro de 2025. O Caged será divulgado às 14h30. Em relação às contas do governo central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — houve superávit primário de R$ 22,107 bilhões em dezembro, após um período de déficit. O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava superávit de R$ 16,850 bilhões. No acumulado do ano, o resultado foi um déficit primário de R$ 61,691 bilhões.

    Mais cedo, foi divulgado o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que subiu 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro. A variação mensal ficou levemente abaixo da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,42%.

    No exterior, permanecem no radar a balança comercial, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o custo unitário da mão de obra nos Estados Unidos. Após o fechamento dos mercados, Apple e Visa divulgam seus balanços.

    Às 11h12, o Ibovespa subia 0,66%, aos 185.908,94 pontos, acumulando alta de 15,38% em janeiro. Na máxima, avançou 0,95%, alcançando 186.449,75 pontos, um ganho de quase 1.760 pontos em relação à mínima de abertura, aos 184.691,70 pontos.

    Entre as blue chips, Petrobras liderava os ganhos, com alta de até 2,80%, ainda refletindo a valorização superior a 3% do petróleo. Vale avançava 1,98%. No setor bancário, Bradesco operava estável, enquanto Banco do Brasil subia 1,65%, a maior alta do segmento. Papéis mais sensíveis aos juros também se destacavam, como Magazine Luiza, com avanço de 1,98%.
     

    Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos

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  • Banco Central faz investigação interna sobre caso Master

    Banco Central faz investigação interna sobre caso Master

    Havia expectativa de que um relatório preliminar fosse elaborado até o fim de fevereiro, mas a área tem autonomia total, e a análise pode se estender em caso de novos desdobramentos ou abertura de sindicâncias adicionais

    (FOLHAPRESS) – O Banco Central conduz, desde o fim do ano passado, uma investigação interna para analisar a atuação da autarquia no processo de fiscalização do Banco Master, desde a expansão do conglomerado controlado por Daniel Vorcaro até a liquidação da instituição, em novembro de 2025.

    A apuração foi aberta a pedido do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e é conduzida sob sigilo pela corregedoria do órgão. Não há prazo definido para a conclusão. Havia expectativa de que um relatório preliminar fosse elaborado até o fim de fevereiro, mas a área tem autonomia total, e a análise pode se estender em caso de novos desdobramentos ou abertura de sindicâncias adicionais.

    A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    Uma semana após a liquidação do Banco Master, o então diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, foi afastado da função. Há pouco mais de uma semana, já fora do posto havia cerca de dois meses, Souza pediu desligamento da função comissionada, equivalente a um cargo de confiança. A saída foi oficializada nesta quinta-feira (29), por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

    Relatos internos indicam que lançamentos do balanço do Master foram motivo de divergência entre Souza e Galípolo, com discussões acaloradas sobre o tema. Souza atuou como diretor de Fiscalização entre 2019 e 2023, durante a gestão de Roberto Campos Neto, e seguiu no BC como supervisor de dezenas de instituições financeiras, incluindo o Master, mesmo após receber propostas da iniciativa privada.

    Segundo pessoas próximas, ele já manifestava, havia cerca de um ano, o desejo de deixar o cargo comissionado, mas permaneceu enquanto se estendia o processo envolvendo o banco de Vorcaro.

    Trajetória semelhante foi a do então chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana. Até a véspera da formalização de sua saída da função comissionada, também a pedido, a agenda pública indicava que ele estava “ausente”. Até o momento, não há acusações formais contra nenhum dos dois servidores.

    Em depoimento à Polícia Federal, o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, mencionou o nome de Santana ao comentar um ofício recebido em junho de 2025. No documento, o então presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, sinalizava o início da busca de ativos no balanço do Master. O banco do Distrito Federal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que, segundo investigadores, eram fraudulentas.

    Com a investigação interna, o Banco Central busca dar mais transparência à própria atuação no caso Master, prestar contas à sociedade e utilizar o episódio para aprimorar procedimentos de fiscalização e supervisão em situações semelhantes no futuro.

    O presidente do BC, no entanto, mapeou riscos associados ao processo, como o desgaste interno, já que a apuração envolve servidores com quase três décadas de atuação e ampla reputação entre os colegas. Esse fator pesou para que a iniciativa partisse do próprio comando da autarquia. Segundo funcionários ouvidos sob anonimato, o ambiente interno é de apreensão e estranhamento.

    Também foi considerada a possibilidade de a defesa de Daniel Vorcaro usar conclusões da sindicância para contestar decisões tomadas ao longo do processo. Ainda assim, Galípolo decidiu não se omitir e solicitou uma espécie de “autópsia” do caso Master.

    Essa análise pós-evento, voltada à verificação de governança, é mais comum no setor privado. A investigação não foi iniciada antes da liquidação para evitar especulações sobre interferência no trabalho técnico durante o andamento do processo.

    Em nota, a ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central) informou acompanhar com atenção as investigações relacionadas ao caso e disse confiar no trabalho “técnico, colegiado e responsável” da instituição. Segundo a entidade, os servidores atuam com base em processos formais, documentados e colegiados, especialmente em áreas sensíveis como fiscalização, supervisão e resolução de instituições financeiras.

    “Esses procedimentos incluem mecanismos permanentes de controle interno, rastreabilidade decisória, auditoria e prestação de contas, que amparam a correção técnica das decisões e permitem seu contínuo aperfeiçoamento institucional”, afirmou. A associação acrescentou que eventuais responsabilizações devem ocorrer nos foros competentes, com base em fatos apurados, provas documentadas e respeito ao devido processo.

    A atuação do Banco Central no caso também é analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo pessoas que acompanham a investigação, a tendência é que o ministro Jhonatan de Jesus dê parecer favorável à conduta do regulador.

    A expectativa no TCU é que o plenário confirme esse entendimento, encerrando um episódio que dividiu a corte e gerou desgaste na relação entre as instituições. Análise preliminar da auditoria indicou que não houve inação nem falhas de monitoramento contínuo do Banco Master em atos realizados desde meados de 2024. Caso não surjam novos elementos, o relator deve seguir o parecer técnico.
     
     

     

    Banco Central faz investigação interna sobre caso Master

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  • Ainda não combinei com Lula data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro, diz Haddad

    Ainda não combinei com Lula data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro, diz Haddad

    A mudança na equipe econômica ainda depende da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad reiterou que a decisão é de Lula e reconheceu que outros nomes podem ser considerados para comandar a Fazenda

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a comentar nesta quinta-feira, 29, que sua saída do ministério deve ocorrer em fevereiro e evitou cravar o nome do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, como seu sucessor. Segundo Haddad, a definição cabe ao presidente. “O mês de fevereiro, com certeza”, declarou o ministro em entrevista ao portal Metrópoles.

    “Dario sempre serviu a governos progressistas. Ele ter passado pelo mercado é ponto para ele, significa que traz para o setor público o conhecimento de como funcionam setores relevantes. Ele tem um conhecimento realmente abrangente, uma pessoa de formação muito sólida”, afirmou.

    A mudança na equipe econômica ainda depende da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad reiterou que a decisão é de Lula e reconheceu que outros nomes podem ser considerados para comandar a Fazenda. “Dentro do PT tem muita gente que pode se colocar”, disse. O ministro também negou que haja resistência ao nome de Durigan dentro do Partido dos Trabalhadores.

    Haddad já havia sinalizado anteriormente que pretende deixar o cargo em fevereiro para se dedicar à campanha de reeleição de Lula. A expectativa é de que outros ministros também anunciem suas saídas nos próximos meses para disputar as eleições.

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    Ainda não combinei com Lula data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro, diz Haddad

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  • Dólar recua após sinais do Copom e apetite por risco externo

    Dólar recua após sinais do Copom e apetite por risco externo

    Por volta das 9h30, a divisa americana recuava 0,24%, a R$ 5,1939, e o dólar futuro de fevereiro caía 0,03%, a R$ 5,1960. Na quarta-feira, 28, o dólar à vista fechou estável, a R$ 5,2066, após recente rodada de apreciação forte da moeda brasileira – superior a 5% em 2026

    O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 29, e pressiona os juros futuros para baixo, enquanto o Ibovespa futuro avança, após a manutenção de juros pelo Fed e o Copom, sinais de cortes da Selic em março e apetite por risco em Nova York. Esse cenário impulsiona as commodities e pode estar induzindo migração de fluxo estrangeiro para bolsa brasileiro e a renda fixa em razão do forte diferencial de juros em operações de carry trade. Investidores acompanham ainda a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao Metrópoles. Por volta das 9h30, a divisa americana recuava 0,24%, a R$ 5,1939, e o dólar futuro de fevereiro caía 0,03%, a R$ 5,1960.

    Haddad, disse que ainda não combinou com o presidente Lula a data para deixar governo, mas deve ser em fevereiro e elogiou o secretário-executivo, Dario Durigan. Para ele, a taxa de juros atual está em patamar incompatível com a estabilidade da dívida e o anúncio de começo de corte juros fará trajetória da dívida ir para patamar razoável.

    Mais cedo, o BC informou que as concessões de crédito livre dos bancos subiram 20,2% em dezembro ante novembro, para R$ 701,3 bilhões, segundo o Banco Central, e fecharam 2025 com alta de 9,0%. Para pessoas físicas, houve avanço de 7% no mês e 10,6% no ano; para empresas, a alta foi de 38,3% em dezembro e de 7,2% em 2025. Ja a taxa média de inadimplência nas operações de crédito livre oscilou de 5,3% em novembro (dado revisado, de 5,0%) para 5,4% em dezembro.

    O IGP-M subiu 0,41% em janeiro, após queda de 0,01% em dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas, ficando levemente abaixo da mediana do mercado (0,42%). Em 12 meses, o índice acumula queda de 0,91%.

    Na B3, os investidores estrangeiros aportaram R$ 1,525 bilhão no dia 27, elevando a entrada acumulada em janeiro e no ano para R$ 21,725 bilhões, em sessão de alta do Ibovespa (+1,79%). No sentido oposto, houve saída de recursos de institucionais (R$ 13,6 bi no ano), pessoas físicas (R$ 3,0 bi), instituições financeiras (R$ 4,5 bi) e outros investidores (R$ 0,6 bi).

    Em relação ao caso do banco Master, o Banco Central abriu investigação interna para apurar o crescimento acelerado e a posterior liquidação da instituição, por decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Maurício Quadrado, sócio do Master entre 2020 e 2024, teve contas na Suíça congeladas após denúncias de propinas ligadas às operações Sépsis e Cui Bono da Lava Jato, mas, mesmo com ativos bloqueados entre 2018 e 2022, recebeu autorização do Banco Central para ingressar no banco.

    Na quarta-feira, 28, o dólar à vista fechou estável, a R$ 5,2066, após recente rodada de apreciação forte da moeda brasileira – superior a 5% em 2026.

    Dólar recua após sinais do Copom e apetite por risco externo

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  • Aposentados e pensionistas do INSS vão receber R$ 2,2 bilhões em atrasados na Justiça

    Aposentados e pensionistas do INSS vão receber R$ 2,2 bilhões em atrasados na Justiça

    Valores contemplam aposentadorias, pensões, auxílios e o BPC. Pagamento será feito por meio de RPVs a beneficiários que venceram ações contra o INSS, com processos concluídos e ordem judicial expedida em dezembro de 2025.

    (FOLHAPRESS) – O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2.219.241.041,51 para quitar dívidas judiciais do governo federal com aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os pagamentos referem-se a RPVs (Requisições de Pequeno Valor) autorizadas por juízes em dezembro de 2025.

    Receberão os recursos 146.866 beneficiários que venceram 108.620 processos de concessão ou revisão de benefício, com causas de até 60 salários mínimos, o equivalente a R$ 97.260 neste ano.

    As ações incluem aposentadorias, pensões e auxílios, além do BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Esses pagamentos são classificados como RPVs.

    Para receber o valor, é necessário que o processo tenha transitado em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso por parte do INSS, e que a ordem de pagamento do juiz tenha sido emitida em algum dia de dezembro.

    Cabe a cada TRF (Tribunal Regional Federal) realizar o depósito dos recursos, de acordo com seus próprios cronogramas. O dinheiro é depositado pelo tribunal da região onde o segurado ingressou com a ação.

    Para efetuar o pagamento, são abertas contas na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil em nome do segurado ou de seu advogado, em uma etapa chamada de processamento.

    Em geral, o processamento leva cerca de uma semana e começa logo após a liberação dos valores pelo CJF. Após esse prazo, o saque pode ser realizado. Antes disso, o segurado deve verificar se tem direito ao pagamento e se os valores já estão disponíveis.

    Para saber a data exata em que o dinheiro estará liberado para saque, o credor deve consultar o tribunal responsável pelo processo. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, o tribunal é o TRF da 3ª Região, cujo site é trf3.jus.br.

    Na consulta, é necessário informar o CPF, o número da OAB do advogado ou o número do processo.

    VEJA O PASSO A PASSO PARA CONSULTAR OS ATRASADOS DO INSS

    Na página inicial, clique em “Consulta processual”.

    Em seguida, selecione “Consultas por OAB, Processo de origem, Ofício 

    Requisitório de origem ou Número de protocolo”.

    Informe um dos dados solicitados e marque a opção “Não sou um robô”.

    Selecione as imagens solicitadas e clique em “Verificar”.

    Clique em “Pesquisar”.

    Na página seguinte, aparecerá o valor do atrasado.

    Se for RPV, essa sigla constará no campo “Procedimento”.

    Se for precatório, estará indicado como PRC, cujo pagamento ocorre apenas uma vez por ano.

    O total liberado pela Justiça inclui também recursos destinados ao pagamento de outras ações de natureza alimentar, como dívidas com salários de servidores públicos que processaram o governo. A soma total chega a R$ 2.707.117.191,61.

    QUEM VAI RECEBER OS ATRASADOS DO INSS NESTE LOTE?

    O pagamento será feito a segurados que venceram ações contra a Previdência e tiveram o valor liberado pelo juiz em algum dia de dezembro de 2025. É necessário que o processo seja uma RPV e que esteja totalmente concluído. As informações estão disponíveis no site do tribunal responsável.

    Na consulta online, o segurado também pode verificar o valor que será depositado no campo “Valor inscrito na proposta”. Esse montante pode sofrer correções até a data do pagamento.

    Quando o dinheiro é efetivamente liberado, a consulta passa a indicar o status “Pago total ao juízo”.

    RPVs POR REGIÃO DA JUSTIÇA FEDERAL

    TRF da 1ª Região (DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
    Geral: R$ 941.079.672,46
    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 766.414.070,89 (40.104 processos, 48.447 beneficiários)

    TRF da 2ª Região (RJ e ES)
    Geral: R$ 224.159.908,22
    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 156.757.735,86 (6.828 processos, 9.774 beneficiários)

    TRF da 3ª Região (SP e MS)
    Geral: R$ 413.242.147,27
    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 320.808.491,51 (10.533 processos, 13.730 beneficiários)

    TRF da 4ª Região (RS, PR e SC)
    Geral: R$ 468.821.263,48
    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 392.493.378,79 (21.223 processos, 29.485 beneficiários)

    TRF da 5ª Região (PE, CE, AL, SE, RN e PB)
    Geral: R$ 435.459.173,29
    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 377.419.658,84 (19.308 processos, 32.428 beneficiários)

    TRF da 6ª Região (MG)
    Geral: R$ 224.355.026,89
    Previdenciárias/Assistenciais: R$ 205.347.705,62 (10.624 processos, 13.002 beneficiários)

    QUEM TEM DIREITO A RECEBER OS ATRASADOS DO INSS?

    Têm direito aos atrasados os segurados que processaram o INSS, ganharam a ação e não estão mais sujeitos a recursos. O pagamento só ocorre após a ordem judicial.

    Além disso, o valor do processo deve ser de até 60 salários mínimos. Quantias superiores são classificadas como precatórios, que seguem um sistema diferente, com pagamento concentrado em um único lote anual.

    Aposentados e pensionistas do INSS vão receber R$ 2,2 bilhões em atrasados na Justiça

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  • Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos

    Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos

    Com Selic mantida em 15%, taxa real volta a superar 10% após quase duas décadas, em cenário marcado por expectativas de inflação mais baixas, dúvidas sobre a eficácia da política monetária e preocupação com inflação de serviços e gasto público

    (FOLHAPRESS) — Com a manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15% ao ano, a taxa real — que considera a expectativa de inflação para os próximos 12 meses — permanece em cerca de 10,6%. Trata-se do nível mais alto desde maio de 2006, quando atingiu 10,7%.

    Os juros reais ficaram por cerca de 20 anos abaixo de 10% e só voltaram a superar esse patamar em julho do ano passado, quando a Selic chegou a 15%. Desde então, as expectativas de inflação passaram a recuar — no último boletim Focus, a mediana é de 4% para este ano —, o que contribuiu para a elevação da taxa real.

    O cenário de maio de 2006 apresenta algumas semelhanças com o atual. Naquele período, a Selic estava em 15,25% ao ano, e a expectativa de inflação era de 4,1%.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa em 15% pela quinta reunião consecutiva. A decisão foi unânime entre os diretores.

    Para Bernardo Carvalho, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) e colunista da Folha, historicamente o patamar elevado da taxa real no Brasil girava em torno de 7%. Segundo ele, juros reais na casa de 10% não são comuns na economia brasileira recente.

    Carvalho afirma que os mecanismos de transmissão da política monetária no país são menos eficazes do que em outras economias por dois motivos principais. Um deles é a existência de diversas linhas de crédito direcionadas — como o financiamento habitacional atrelado à taxa da poupança e o crédito do BNDES para empresas —, o que reduz o número de tomadores sujeitos às taxas de mercado.

    Além disso, mesmo quem não tem acesso a essas linhas especiais acaba sendo pouco impactado pela Selic, já que o spread bancário — a diferença entre os juros pagos pelos bancos na captação e os cobrados dos clientes — costuma ser elevado. Nesse contexto, variações na taxa básica têm efeito limitado frente ao nível já alto dos juros praticados no mercado.

    Por essa razão, afirma Carvalho, para que a política monetária seja eficaz, o Banco Central precisa “dar uma porrada” nos juros.

    O economista também atribui os aumentos recentes ao receio do BC de perder credibilidade durante a transição no comando da instituição, de Roberto Campos Neto para Gabriel Galípolo. Quando Galípolo assumiu a presidência, surgiram expectativas — que Carvalho classifica como “completamente erradas” — de que haveria um afrouxamento da política monetária. Diante do risco de desancoragem das expectativas de inflação, o BC optou por sucessivas altas de um ponto percentual, movimento que ele considera excessivo.

    Já o economista Ailton Braga, assessor técnico do Senado e ex-analista do Banco Central, afirma que, mesmo com a elevação dos juros reais, o gasto público primário da União, dos estados e dos municípios cresceu a um ritmo de 7% ao ano entre 2022 e 2024, impulsionando o consumo das famílias.

    Segundo Braga, o mercado de crédito tende a ampliar a oferta quando há aumento da renda disponível, o que também contribui para estimular o consumo.

    Para Juliana Inhasz, professora do Insper, o ponto central da manutenção dos juros nominais — e, consequentemente, da alta dos juros reais — é a inflação de serviços, que segue como uma das principais preocupações.

    “A alta dos preços de serviços é resistente, ainda há expectativas desancoradas, e o fiscal é um elemento de bastante transtorno”, afirma.

    Com Selic em 15%, taxa de juros real é a mais alta em 20 anos

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