Categoria: Uncategorized

  • Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Como mostrou a Folha, o cálculo do estoque de carbono em um território em Apuí (AM) multiplicou o patrimônio de duas empresas pertencentes a fundos ligados ao Master. A valorização estimada chegou a R$ 45,5 bilhões

    (FOLHAPRESS) – O cálculo usado para estimar o volume de estoque de carbono de um projeto ambiental controlado pela família de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve sua autoria negada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), apontada como responsável pela metodologia.

    Como mostrou a Folha, o cálculo do estoque de carbono em um território em Apuí (AM) multiplicou o patrimônio de duas empresas pertencentes a fundos ligados ao Master. A valorização estimada chegou a R$ 45,5 bilhões.

    Segundo investigadores, os fundos teriam sido inflados com o objetivo de desviar recursos do Master e retroalimentar uma suposta ciranda financeira montada pelo ex-banqueiro.

    A posição da universidade pública é central no caso, já que a valorização dos ativos ocorreu a partir de um estudo técnico apresentado pelas empresas Global Carbon e Golden Green, que utilizaram a Unesp como uma espécie de selo de credibilidade. A universidade, porém, nega qualquer participação na contabilidade do projeto ambiental ligado a familiares de Vorcaro.

    Em nota enviada à Folha na semana passada, a Global Carbon afirmou que “os inventários e os quantitativos foram elaborados pela Unesp, aplicando metodologia desenvolvida pela própria universidade”. Segundo a empresa, “a própria Unesp foi responsável pela metodologia científica utilizada no cálculo de precificação (valoração econômica) desses ativos ambientais”.

    A Unesp, por sua vez, informou que nunca teve conhecimento desses estudos e que não firmou contrato com qualquer empresa ou instituição para prestar serviços de quantificação de estoque de carbono envolvendo a Fazenda Floresta Amazônica, localizada em Apuí (AM). A universidade afirmou ainda que jamais autorizou o uso de seu nome por servidores ou terceiros para esse fim e que só tomou conhecimento do caso após a publicação das reportagens da Folha.

    “A Unesp em nenhum momento firmou contratos ou convênios com tais empresas ou permitiu que outros o fizessem, tampouco autorizou o uso de seu nome, seja por servidores ou terceiros, para chancelar qualquer forma de prestação de serviços às empresas mencionadas nas reportagens”, declarou a instituição.

    A universidade afirmou que desenvolve pesquisas sobre o tema, mas que não identificou requisitos legais e técnicos mínimos para pedido de propriedade intelectual. Por isso, o conhecimento científico gerado é de domínio público e não pode ser comercializado.

    “Se algum servidor utilizou o nome da Unesp para prestação de serviços de consultoria sem anuência e sem o trâmite interno de aprovação, a universidade possui mecanismos internos de averiguação desse tipo de conduta, da qual tomou conhecimento após a leitura das reportagens”, informou.

    O “Relatório de Quantificação de Estoques de Carbono” da Fazenda Floresta Amazônica, que traz exposição da marca da Unesp, é assinado pelo professor Iraê Amaral Guerrini, docente da instituição, além de outros quatro pesquisadores.

    Procurado pela Folha, Guerrini confirmou que houve pagamento pelo serviço prestado, mas se recusou a informar o valor, alegando confidencialidade. Inicialmente, disse que o pagamento havia sido feito pelo suposto dono da fazenda, Marco Antonio de Melo, que negou a informação. Posteriormente, o professor afirmou que houve um mal-entendido e que o pagamento foi realizado pela empresa Global Carbon.

    Segundo a Unesp, para que um docente preste serviços remunerados a terceiros é necessária a solicitação formal de atividade remunerada concomitante, o que não ocorreu. A única forma de a universidade ser remunerada seria por meio de contrato ou convênio institucional, inexistente no caso.

    Em nota, Guerrini afirmou que sua metodologia tem “finalidade estritamente científica” e que não foi concebida para fins comerciais, de precificação de ativos ambientais, certificação de créditos de carbono ou estruturação financeira.

    “Não participamos, em nenhum momento, de processos relacionados à precificação, negociação, comercialização, certificação ou captação de recursos associados a créditos de carbono ou a quaisquer ativos ambientais”, declarou.

    O estudo que analisou a Fazenda Floresta Amazônica, com área total de 143,9 mil hectares, concluiu que o território teria um estoque de 168,8 milhões de toneladas de CO₂ — volume considerado fora de parâmetro por especialistas do setor. Esse critério de estoque, porém, não possui referência em preços de mercado nem lastro comercial.

    Diferentemente do crédito de carbono, que depende de projetos auditados e registrados e pode ser comercializado para compensação de emissões, o estoque de carbono é apenas uma estimativa teórica do carbono existente em uma floresta, sem titularidade exclusiva, sem mercado estabelecido e sem liquidez.

    Ainda assim, Global Carbon e Golden Green precificaram esses estoques e estimaram conjuntamente um valor de R$ 45,5 bilhões.

    O estudo de quantificação foi realizado em 2023. Em 2024, Guerrini elaborou um novo relatório, de “Precificação das Unidades de Estoque de Carbono”, no qual apresentou uma fórmula teórica baseada em preços de commodities agrícolas, além da variação do dólar e do euro.

    À Folha, o professor afirmou que sua metodologia foi utilizada desde 2010 em projetos como o Brasil Mata Viva (BMV), em convênios com a Agência de Inovação da Unesp, e que posteriormente teria havido um convênio com a Pró-Reitoria de Extensão, a Fundunesp e a Global Carbon para continuidade do uso.

    Segundo ele, a metodologia também foi encaminhada à Secretaria Extraordinária do Ministério da Fazenda para avaliação técnica, com eventual uso em políticas públicas.

    A Global Carbon e a Alliance Participações, controlada por Henrique Vorcaro e Nathália Vorcaro, pai e irmã de Daniel Vorcaro, afirmaram em nota conjunta que a Alliance foi convidada a participar de um investimento relacionado a créditos de carbono e recebeu ampla documentação técnica.

    Segundo as empresas, os documentos incluíam certificados de quantificação, relatórios de precificação atribuídos à Unesp, auditorias contábeis de empresas internacionais e documentação fundiária com parecer jurídico. Com base nisso, decidiram investir.

    As empresas afirmam ainda que a Alliance nunca comercializou os ativos, não atuou como gestora dos fundos nem do projeto, e que poderá buscar ressarcimento caso sejam comprovadas inconsistências.

    Passo a passo do esquema

    2019
    A Fazenda Floresta Amazônica, em Apuí (AM), passa a ser negociada como origem de bilhões em créditos de carbono, apesar de ser terra pública da União.

    2020
    São criadas as empresas Global Carbon e Golden Green, ligadas a fundos administrados pela Reag.

    2021
    Com base em auditorias financeiras sem lastro fundiário ou de mercado, as empresas passam a valer bilhões.

    2023
    A Alliance Participações compra 80% dos direitos de negócios de carbono da propriedade.

    2023
    Relatório atribuído à Unesp quantifica o estoque de carbono em 168,8 milhões de toneladas de CO₂.

    2024
    Com base no método teórico, a Golden Green passa a valer R$ 14,6 bilhões e a Global Carbon, R$ 31 bilhões.

    2024
    As transações entram na mira da Justiça após revelação de que as terras pertencem à União e são destinadas à reforma agrária.

    2025
    A Polícia Federal deflagra a Operação Carbono Oculto, que investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo fundos da Reag e o PCC.
     
     

     

    Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Governo sul-coreano afirma que vai comunicar aos Estados Unidos a intenção de cumprir o acordo firmado em novembro, após Donald Trump anunciar possível aumento de tarifas sobre automóveis e outros setores. Seul diz que responderá de forma cautelosa enquanto avalia impactos econômicos e políticos.

    Seul informou nesta terça-feira que pretende comunicar a Washington sua disposição de cumprir o acordo comercial firmado em novembro, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de elevar tarifas sobre veículos sul-coreanos e outros setores, citando atrasos na implementação do pacto.

    Em comunicado, o gabinete presidencial da Coreia do Sul afirmou que, como o aumento das tarifas só passa a valer após etapas administrativas, como a publicação no Registro Federal, o governo planeja informar às autoridades americanas sua vontade de honrar o acordo tarifário. A nota acrescenta que a resposta será “serena e gradual”.

    A manifestação ocorreu após Trump publicar na Truth Social que pretende aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre “automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os demais produtos sujeitos a tarifas recíprocas”, sem indicar quando a medida entraria em vigor.

    O Ministério da Economia e das Finanças da Coreia do Sul informou à imprensa local que está avaliando as “intenções” do presidente americano ao anunciar uma nova elevação tarifária. Embora o gabinete presidencial tenha dito anteriormente não ter recebido notificação oficial de Washington, o ministério afirmou que entrará em contato com o governo dos EUA para atualizar o andamento das discussões no Parlamento sul-coreano e pedir cooperação legislativa para a tramitação do projeto.

    Apresentado em novembro, o projeto de lei busca dar suporte ao compromisso de investimento de US$ 350 bilhões da Coreia do Sul nos Estados Unidos, parte do acordo que estabeleceu uma tarifa básica de 15% para os setores envolvidos. A próxima sessão parlamentar para analisar propostas está marcada para a próxima terça-feira.

    O Ministério do Comércio sul-coreano informou ainda que acompanha de perto a situação. Segundo a agência Yonhap, o negociador-chefe do país planeja viajar em breve aos Estados Unidos para tratar do tema com o representante comercial americano, Jamieson Greer. Já o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Kim Jung-kwan, que está no Canadá, também deve seguir para os EUA para conversar com o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

    Analistas apontam que o anúncio de Trump pode ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto no Parlamento sul-coreano, antes de uma decisão iminente da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas recíprocas adotadas pela atual administração.

    No mercado financeiro, cerca de três horas e meia após a abertura da Bolsa de Seul, ações das montadoras Hyundai Motor e Kia registravam queda, assim como papéis de grandes empresas biofarmacêuticas, como Samsung Biologics e Celltrion, em aparente reação ao anúncio do presidente americano.

    Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Queda no valor de venda para distribuidoras será de R$ 0,14 por litro; estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu valor de venda para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) corte de 5,2% no preço da gasolina vendida por suas refinarias. O novo valor, que entra em vigor nesta terça (27), será de R$ 2,57 por litro, queda de R$ 0,14 em relação ao preço atual. O preço do diesel não será alterado.

    A medida pode aliviar os preços nas bombas, pressionados desde o início do ano pelo aumento de R$ 0,10 por litro na alíquota de ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadoria e Serviços), que foi integralmente repassado ao consumidor.

    Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina no país subiu exatos R$ 0,10 por litro entre os dias 28 de dezembro e 17 de janeiro, para R$ 6,32 por litro. A pesquisa de preços da última semana ainda não foi divulgada.

    Desde 2022, o ICMS é unificado no país e reajustado uma vez por ano pelos estados. Em 2026, a alíquota subiu para R$ 1,57 por litro, apesar da queda do preço da gasolina nas refinarias.

    O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretarias Estaduais de Fazenda) alegou no fim de 2025 que o reajuste do imposto é calculado sobre a variação do preço de bomba, que não teria acompanhado os cortes nas refinarias.

    Pelo contrário, prosseguiu, “o preço da gasolina se elevou de R$ 6,18, em janeiro, para R$ 6,20, em outubro, um acréscimo de 0,3%”. “A principal razão foi o aumento de 31,3% no valor da margem de distribuição e revenda”, apontou.

    O mercado já esperava alguma reação da Petrobras, uma vez que a empresa vinha operando com a gasolina acima das cotações internacionais há semanas, reflexo da queda dos preços do petróleo nos últimos meses.

    Na abertura do mercado desta segunda, por exemplo, o produto em suas refinarias custava R$ 0,21 mais caro do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

    “Desde o de novembro, a diferença entre o preço doméstico da gasolina e a paridade de importação está maior e mais persistente, o que levou investidoresa anteciparem qie uma revisão poderia ocorrer no curto prazo”, escreveram nesta segunda analistas do Itaú BBA.

    Eles consideram, porém, que o corte ficou abaixo do esperado. Agora, avaliam, o preço da Petrobras está 5% acima da paridade de importação.

    O economista da ASA, Leonardo Costa, estima que o corte tenha um impacto de seis pontos percentuais no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor-Amplo), o índice oficial de inflação do país. “Com isso, nossa projeção para o IPCA do mês recua de 0,51% para 0,45%”.

    Para 2026, a ASA mantém sua estimativa de 4% para o IPCA, pois já consideradva queda nos preços de combustíveis ao longo do ano. A Warren investimentos, por outro lado, diz que não esperava o corte e, por isso, reduziu sua projeção de infalação para 2026 de 4,5% para 4,4%.

    Em nota, a estatal afirmou que, desde dezembro de 2022, reduziu o valor de venda da gasolina para as distribuidoras em R$ 0,50 por litro. “Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, diz a estatal.

    Petrobras reduz em 5,2% preço da gasolina nas refinarias

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • INSS começa nesta segunda (26) pagamento para quem recebe o piso

    INSS começa nesta segunda (26) pagamento para quem recebe o piso

    Segundo dados do próprio INSS, cerca de 21,9 milhões de benefícios, o equivalente a 62,5% do total, têm valor de até um salário mínimo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa nesta segunda-feira (26) a pagar aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários referentes a janeiro de 2026. Os primeiros depósitos contemplam quem recebe até um salário mínimo, com valor reajustado para R$ 1.621, um aumento de 6,79%.

    Os pagamentos seguem o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador que aparece após o traço. Como ocorre tradicionalmente, segurados que recebem até o piso nacional entram no calendário antes dos demais. As datas se estendem até o início de fevereiro.

    Já os benefícios acima de um salário mínimo começam a ser pagos a partir de 2 de fevereiro, também conforme o número final do cartão. Nesse caso, o reajuste aplicado é de 3,9%, percentual correspondente à variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada em 2025, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O índice é integral para aposentados e pensionistas que já recebiam o benefício em fevereiro de 2025. Quem passou a receber aposentadoria, pensão ou auxílio ao longo do ano passado terá reajuste proporcional ao número de meses em que o benefício foi concedido.

    Segundo dados do próprio INSS, cerca de 21,9 milhões de benefícios, o equivalente a 62,5% do total, têm valor de até um salário mínimo. Outros 13,1 milhões de segurados recebem acima do piso nacional e entram no calendário apenas em fevereiro.

    O teto dos benefícios previdenciários também foi atualizado com o reajuste do INPC e passou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026. O novo valor máximo é pago a cerca de 10,6 mil beneficiários, segundo o Ministério da Previdência.

    O INSS orienta que os segurados consultem a data exata de pagamento pelo aplicativo ou site Meu INSS, além da central telefônica 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO INSS EM 2026

    PRIMEIRO SEMESTRE

    Para quem recebe um salário mínimo
    Final do benefício – Jan/26 – Fev/26 – Mar/26 – Abr/26 – Mai/26 – Jun/26

    1 – 26/jan – 23/fev – 25/mar – 24/abr – 25/mai – 24/jun
    2 – 27/jan – 24/fev – 26/mar – 27/abr – 26/mai – 25/jun
    3 – 28/jan – 25/fev – 27/mar – 28/abr – 27/mai – 26/jun
    4 – 29/jan – 26/fev – 30/mar – 29/abr – 28/mai – 29/jun
    5 – 30/jan – 27/fev – 31/mar – 30/abr – 29/mai – 30/jun
    6 – 02/fev – 02/mar – 01/abr – 04/mai – 01/jun – 01/jul
    7 – 03/fev – 03/mar – 02/abr – 05/mai – 02/jun – 02/jul
    8 – 04/fev – 04/mar – 06/abr – 06/mai – 03/jun – 03/jul
    9 – 05/fev – 05/mar – 07/abr – 07/mai – 05/jun – 06/jul
    0 – 06/fev – 06/mar – 08/abr – 08/mai – 08/jun – 07/jul

    Para quem recebe acima do salário mínimo
    Final do benefício – Jan/26 – Fev/26 – Mar/26 – Abr/26 – Mai/26 – Jun/26

    1 e 6 – 02/fev – 02/mar – 01/abr – 04/mai – 01/jun – 01/jul
    2 e 7 – 03/fev – 03/mar – 02/abr – 05/mai – 02/jun – 02/jul
    3 e 8 – 04/fev – 04/mar – 06/abr – 06/mai – 03/jun – 03/jul
    4 e 9 – 05/fev – 05/mar – 07/abr – 07/mai – 05/jun – 06/jul
    5 e 0 – 06/fev – 06/mar – 08/abr – 08/mai – 08/jun – 07/jul

    SEGUNDO SEMESTRE

    Para quem recebe o salário mínimo
    Final do benefício – Jul/26 – Ago/26 – Set/26 – Out/26 – Nov/26 – Dez/26

    1 – 27/jul – 25/ago – 24/set – 26/out – 24/nov – 22/dez
    2 – 28/jul – 26/ago – 25/set – 27/out – 25/nov – 23/dez
    3 – 29/jul – 27/ago – 28/set – 28/out – 26/nov – 28/dez
    4 – 30/jul – 28/ago – 29/set – 29/out – 27/nov – 29/dez
    5 – 31/jul – 31/ago – 30/set – 30/out – 30/nov – 30/dez
    6 – 03/ago – 01/set – 01/out – 03/nov – 01/dez – 04/jan
    7 – 04/ago – 02/set – 02/out – 04/nov – 02/dez – 05/jan
    8 – 05/ago – 03/set – 05/out – 05/nov – 03/dez – 06/jan
    9 – 06/ago – 04/set – 06/out – 06/nov – 04/dez – 07/jan
    0 – 07/ago – 08/set – 07/out – 09/nov – 07/dez – 08/jan

    Para quem recebe acima do salário mínimo
    Final do benefício – Jul/26 – Ago/26 – Set/26 – Out/26 – Nov/26 – Dez/26

    1 e 6 – 03/ago – 01/set – 01/out – 03/nov – 01/dez – 04/jan
    2 e 7 – 04/ago – 02/set – 02/out – 04/nov – 02/dez – 05/jan
    3 e 8 – 05/ago – 03/set – 05/out – 05/nov – 03/dez – 06/jan
    4 e 9 – 06/ago – 04/set – 06/out – 06/nov – 04/dez – 07/jan
    5 e 0 – 07/ago – 08/set – 07/out – 09/nov – 07/dez – 08/jan

    QUAL É A ORDEM DE PAGAMENTO DO BENEFÍCIO?

    Recebem antes os aposentados, pensionistas e demais beneficiários que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional, até o teto da Previdência Social, tem o pagamento liberado depois.
    A data do depósito é definida pelo número final do benefício, sem considerar o dígito verificador, e pelo valor recebido. O calendário anual estabelece os dias exatos de pagamento para cada grupo.

    O QUE SIGNIFICA MÊS DE COMPETÊNCIA?

    Os pagamentos seguem o mês de competência do benefício. Na prática, isso quer dizer que os depósitos de um mês começam a ser feitos nos últimos dias daquele mês e podem avançar para o início do mês seguinte.
    A competência de dezembro, por exemplo, começa a ser paga no fim de dezembro e vai até os primeiros dias de janeiro.

    O PAGAMENTO PODE ATRASAR POR CAUSA DE FERIADOS BANCÁRIOS?

    Não. O calendário nacional do INSS já é elaborado considerando os feriados bancários, o que garante que o benefício esteja disponível na data indicada.
    No caso de feriados estaduais ou municipais, os depósitos não são interrompidos. Mesmo sem expediente bancário local, os valores ficam disponíveis para saque e movimentação.

    COMO O BENEFICIÁRIO PODE MOVIMENTAR O DINHEIRO?

    A movimentação depende do tipo de conta escolhida. Quem tem conta aberta apenas para receber aposentadoria, pensão, auxílio ou BPC pode sacar o valor em caixas eletrônicos. Também é possível fazer transferências e movimentar o dinheiro pela internet.

    QUANDO OCORRE O REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS?

    Os benefícios do INSS são reajustados no início do ano, após a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para quem recebe um salário mínimo, o aumento fica acima da inflação, conforme a política de valorização do governo federal.

    VEJA PARA QUANTO VAI A APOSENTADORIA EM 2026

    VALOR DO BENEFÍCIO EM 2025 – VALOR DO BENEFÍCIO EM 2026

    R$ 1.518,00 – R$ 1.621
    R$ 2.000,00 – R$ 2.078
    R$ 2.500,00 – R$ 2.597,50
    R$ 3.000,00 – R$ 3.117
    R$ 3.500,00 – R$ 3.636,50
    R$ 4.000,00 – R$ 4.156
    R$ 4.500,00 – R$ 4.675,50
    R$ 5.000,00 – R$ 5.195
    R$ 5.500,00 – R$ 5.714,50
    R$ 6.000,00 – R$ 6.234
    R$ 6.500,00 – R$ 6.753,50
    R$ 7.000,00 – R$ 7.273
    R$ 7.500,00 – R$ 7.792,50
    R$ 8.000,00 – R$ 8.312
    R$ 8.157,41 – R$ 8.475,55

    Valores não consideram desconto do Imposto de Renda, se houver.

    QUAL SERÁ O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO EM 2026?

    O salário mínimo será de R$ 1.621. O novo valor representa um aumento de R$ 103, o que corresponde a 6,78%, em relação ao piso atual de R$ 1.518. O cálculo considera a inflação de 4,18% medida pelo INPC e a regra que garante ganho real, limitado pelo arcabouço fiscal.

    Com a limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto, o salário mínimo teria chegado a R$ 1.636 em 2026.

    INSS começa nesta segunda (26) pagamento para quem recebe o piso

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026

    Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026

    Expectativas para PIB, Câmbio e Selic se mantêm estáveis, diz o Banco Central

    Pela terceira semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu as expectativas que tem para a inflação em 2026. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 4%.

    Tido como referência para a inflação oficial do país, o IPCA estava projetado em 4,02% na semana passada. Quatro semanas antes, estava em 4,05%. Para os anos 2027 e 2028, o mercado mantém projeções estáveis há 12 semanas, em 3,80% para 2027; e em 3,5% para 2028.

    Meta de inflação

    Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2026 e anos subsequentes é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Dessa forma, todas projeções de inflação indicadas pelo Focus encontram-se dentro das metas, a exemplo do que ocorreu com o IPCA de 2025, que também ficou dentro da meta do governo, com os 4,26% registrados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

    Juros

    Os demais índices anunciados pelo Boletim Focus para 2026 apresentam estabilidade na comparação com as semanas anteriores.

    No caso da taxa básica de juros (Selic), o mercado financeiro mantém os 12,25% estimados para o final de 2026, percentual calculado há cinco semanas consecutivas. Atualmente, a Selic encontra-se em 15%, o maior nível desde julho de 2006 quando atingiu 15,25%.

    Para 2027, a expectativa do mercado financeiro é de que a Selic caia para 10,50%, percentual que se repete nas projeções há 50 semanas consecutivas. Para 2028, as expectativas também se mantêm estáveis, projetando que a Selic ficará em 10%, ao final do ano.

    Variações da Selic

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

    Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e dólar

    Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todos bens e serviços produzidos no país -)  as expectativas são de que a economia brasileira cresça 1,80% em 2026, mesmo percentual que se repete há sete semanas.

    Para os anos seguintes, o mercado financeiro projeta crescimento de 1,80% em 2027; e de 2% em 2028.

    De acordo com o Boletim Focus, o dólar estadunidense deve fechar 2026 cotado a R$ 5,50. Este valor é o mesmo projetado há 15 semanas. Para 2027 e 2028, estão projetadas cotações a R$ 5,51; e R$ 5,52, respectivamente.

    Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 50ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, pela quinta semana consecutiva. Considerando só as 106 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana subiu de 12,0% para 12,25%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 50ª semana seguida. Considerando só as 99 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 10,50%.

    A mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00%. Há um mês, estava em 9,75%. Para 2029, a mediana seguiu em 9,50%, pela 13ª semana consecutiva.

    Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

    Na ata, o colegiado afirmou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

     

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Gás do Povo chega a todas as capitais a partir desta segunda

    Gás do Povo chega a todas as capitais a partir desta segunda

    Vale para botijão começa a ser distribuído a 950 mil famílias

    O Programa Gás do Povo passa a atender todas as capitais brasileiras a partir desta segunda-feira (26). Nesta segunda fase, 950 mil novas famílias de 17 capitais passam a receber o vale para recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg), que pode ser utilizado em mais de 10 mil revendedoras credenciadas em todo o país.

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social , Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar.

    De acordo com o governo, o programa traz vantagens não apenas para as famílias de baixa renda, mas para a saúde pública. O MDS ressalta que o acesso ao botijão reduz o uso de alternativas perigosas (como lenha, carvão e querosene) para o cozimento, diminui riscos de doenças respiratórias e queimaduras e garante acesso a fontes de energia limpas e seguras.

    O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, ressalta que o programa ajuda diretamente no orçamento das famílias. “O benefício alivia o orçamento familiar dos mais pobres, que podem destinar o dinheiro que gastariam no botijão para comprar alimentos ou suprir outra necessidade básica”, afirma. O Auxílio Gás, benefício atual que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. 

    O que muda nesta etapa

    • Inclusão de 950 mil novas famílias no programa
    • Expansão para 17 capitais que ainda não participavam
    • Cobertura passa a alcançar todas as capitais do país
    • Vale pode ser usado em mais de 10 mil revendas credenciadas

    Capitais incluídas a partir de 26/01

    • Aracaju (SE)
    • Boa Vista (RR)
    • Brasília (DF)
    • Campo Grande (MS)
    • Cuiabá (MT)
    • Curitiba (PR)
    • Florianópolis (SC)
    • João Pessoa (PB)
    • Macapá (AP)
    • Maceió (AL)
    • Manaus (AM)
    • Palmas (TO)
    • Porto Velho (RO)
    • Rio Branco (AC)
    • Rio de Janeiro (RJ)
    • São Luís (MA)
    • Vitória (ES)

    Quem tem direito ao Gás do Povo

    Para receber o benefício, a família precisa:

    • Ser beneficiária do Bolsa Família;
    • Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
    • Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;
    • Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
    • Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

    Como usar o vale do gás

    O benefício pode ser acessado de diferentes formas:

    • Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;
    • Cartão do Bolsa Família (com chip);
    • Cartão de débito da Caixa;
    • Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

    Onde consultar o benefício:   

    • Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para os celulares dos sistemas Android e iOS;
    • Página oficial do Gás do Povo no site do MDS;
    • Portal Cidadão Caixa;
    • Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

    Canais para tirar dúvidas

    • Disque Social 121 (MDS);
    • FalaBR, do Governo Federal ;
    • SAC Caixa: 0800-726-0101;

    Próximos passos do programa

    • Cobertura em todos os 5.571 municípios do país até março;
    • Atendimento de 15 milhões de famílias nos próximos dois meses;
    • Substituição definitiva do antigo Auxílio Gás, com foco na recarga direta do botijão.

    Gás do Povo chega a todas as capitais a partir desta segunda

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu

    Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu

    Especialistas afirmam que definição varia conforme objetivos, renda e momento da vida; embora obrigatório para instituições, testes não refletem toda a complexidade das decisões financeiras

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quem começa a dar os primeiros passos no mundo dos investimentos costuma se deparar rapidamente com rótulos como conservador, moderado e agressivo. Eles aparecem nos aplicativos dos bancos, em relatórios de corretoras e em grande parte das recomendações financeiras, mas nem sempre é claro o que eles significam ou por que existem.

    Essas classificações foram adotadas pelas instituições financeiras em resposta a uma exigência regulatória da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que determina que bancos, corretoras e demais intermediários só podem recomendar produtos adequados ao chamado “perfil do investidor”. Com isso, surgiram os testes de perfil que você provavelmente já teve que responder ao tentar começar a investir.

    A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) estabelece que as instituições adotem ao menos três categorias –conservador, moderado e agressivo– seguindo parâmetros definidos em seu código de distribuição.

    O planejador financeiro Carlos Castro, da Planejar, diz, que os perfis de investidor nascem da regulação. Como cada produto financeiro tem características distintas –como risco, volatilidade e prazos– e nem todos os investidores estão preparados para lidar com essas variações, a regra busca oferecer uma camada mínima de proteção.

    Essa avaliação é feita, então, por meio de um questionário que reúne informações sobre o prazo pretendido para o investimento, a tolerância a risco, os objetivos declarados, a situação financeira (incluindo receitas e patrimônio) e o conhecimento ou experiência do cliente com produtos do mercado.

    O assessor de investimentos Michael Viriato, colunista da Folha, afirma que os perfis usados pelas instituições funcionam também como uma proteção jurídica, pois podem ser utilizados para que bancos e corretoras se resguardem caso um cliente questione perdas posteriormente.

    QUAIS SÃO OS TIPOS DE INVESTIDOR?

    O conservador é o investidor com baixa tolerância a risco e que costuma priorizar liquidez. O moderado aceita oscilações médias e busca preservar o capital no longo prazo. Já o agressivo demonstra maior tolerância a risco e está disposto a enfrentar perdas potenciais em busca de retornos superiores.

    Pelas regras definidas pela Anbima, sempre que o cliente declarar aversão a risco e necessidade de liquidez, ele deve ser enquadrado no perfil mais conservador adotado pela instituição, independentemente das demais respostas.

    Com base nessa classificação, a CVM determina que intermediários (bancos e corretoras) não podem recomendar produtos incompatíveis com o perfil do cliente.

    Isso não significa, porém, que o investidor esteja proibido de assumir riscos maiores. Caso deseje realizar uma operação fora do seu perfil, ele pode fazê-lo, desde que a instituição o alerte formalmente e que o cliente assine uma declaração de ciência dos riscos envolvidos.

    Apesar das definições formais, os especialistas afirmam que a divisão rígida em três perfis é limitada e não reflete a dinâmica da vida financeira real. Carlos Castro diz que o investidor não “é” conservador, moderado ou agressivo, mas “está” em um desses estados, dependendo do contexto.

    Além disso, disposição para assumir risco não é o mesmo que capacidade. Uma pessoa pode ter predisposição para enfrentar oscilações maiores, mas não significa que deve fazer isso.

    Na avaliação de Castro, o momento de vida importa: filhos pequenos, casamento, alta dependência financeira ou compromissos relevantes são algumas das situações que podem reduzir a capacidade real de assumir perdas –mesmo quando a vontade de correr risco existe.

    Na aposentadoria, independentemente da predisposição ao risco, a margem para erros diminui muito, pois o investidor não tem novos recursos entrando para compensar eventuais perdas.

    O perfil muda, diz Viriato, porque os objetivos e as circunstâncias das pessoas não são estáticos. Metas financeiras se transformam e a renda também exerce influência sobre a tolerância a risco.

    É comum, por exemplo, que investidores com alto rendimento se sintam confortáveis para assumir mais oscilação, mas se tornem mais conservadores quando esse fluxo diminui. O mesmo ocorre em mudanças de carreira, como quando uma pessoa decide empreender e passa a rejeitar a volatilidade porque já enfrenta incertezas suficientes no próprio negócio.

    PERFIL DA CARTEIRA E DIFERENTES TIPOS DE INVESTIMENTO

    Para Castro, da Planejar, mais do que rotular a pessoa, o perfil deve ser atribuído à carteira. Um mesmo investidor pode assumir mais risco em determinados momentos, mas manter aplicações conservadoras para objetivos específicos, como a reserva de emergência.

    A diferença entre renda fixa e variável está principalmente na previsibilidade: a primeira oferece retornos mais estáveis e costuma formar a base de carteiras conservadoras, enquanto a segunda envolve oscilação e tende a ser mais adequada a metas de longo prazo ou fases da vida em que há preparo para lidar com volatilidade.

    Os especialistas destacam que, independentemente do momento, a diversificação ajuda a atravessar mudanças nos ciclos econômicos.

    Para Viriato, o conceito brasileiro de conservadorismo, muito associado à aversão à oscilação, deve ser revisto. Um investimento de longo prazo pode oscilar bastante no curto prazo e, ainda assim, ser a forma mais conservadora de garantir um objetivo. Para ele, conservador é quem atinge seu objetivo financeiro com mais certeza; já o agressivo é quem não tem essa segurança.

    Na prática, investidores que priorizam previsibilidade tendem a concentrar a carteira em aplicações como caderneta de poupança, títulos de grandes bancos, Tesouro Selic e fundos de renda fixa.

    Quem aceita alguma oscilação em busca de retornos maiores (perfil moderado) equilibra renda fixa e renda variável, enquanto aqueles com maior tolerância a risco costumam ter participação mais significativa em ativos sujeitos a variações de mercado, como ações.

    EDUCAÇÃO FINANCEIRA E COMO COMEÇAR A INVESTIR

    Quem está dando os primeiros passos deve começar investindo no que conhece e, com o tempo, buscar informação para ampliar gradualmente o repertório. Castro recomenda priorizar conteúdos produzidos por instituições independentes, como CVM e Anbima, antes de seguir influenciadores ou orientações de instituições financeiras.

    Viriato diz que o aprendizado no mercado financeiro se constrói pela combinação entre estudo e prática. Segundo ele, é ao vivenciar a oscilação do mercado que o investidor realmente aprende a lidar com o próprio perfil.

    Entenda o que são os perfis de investidor e se é possível descobrir o seu

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Oito investigados prestam depoimentos à PF no inquérito do Banco Master nesta semana

    Oito investigados prestam depoimentos à PF no inquérito do Banco Master nesta semana

    Saiba quem são os investigados que concederão depoimento à PF nesta semana!

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Oito investigados nas apurações que envolvem suspeitas de fraude no Banco Master serão ouvidos pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26) e na terça (27), em mais uma etapa do inquérito que tramita sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, no STF (Supremo Tribunal Federal).

    A expectativa era a de que mais pessoas fossem ouvidas pela PF, que havia intimado, inclusive, o dono do banco, Daniel Vorcaro, para novo depoimento. Porém, Toffoli determinou a redução do prazo para oitivas, de seis dias para dois dias, e a PF apresentou um novo cronograma sem o ex-banqueiro.

    Os depoimentos acontecerão por videoconferência ou no Supremo, no prédio onde são realizadas as sessões das duas Turmas do tribunal. Apenas três dos oito investigados (Roberto Bonfim Mangueira, Luiz Antonio Bull e Augusto Ferreira Lima) irão presencialmente.

    Em 30 de dezembro, Vorcaro foi ouvido no mesmo no STF, além do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

    Em seguida, Vorcaro e Costa, do BRB, participaram de uma acareação, que tratou de divergências sobre a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes, segundo os investigadores, do Master para o BRB.

    A Folha tenta contato com as defesas. Em declarações públicas, defensores de Vorcaro e de outros investigados têm negado que cometeram irregularidades.

    As pessoas que serão ouvidas nesta semana têm relação com a primeira fase da operação Compliance Zero, que levou Vorcaro à prisão em 17 de novembro do ano passado. Ele foi solto no dia 28, e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A investigação inicial trata de suspeitas relacionadas à tentativa de venda do Master para o BRB.

    Saiba quem são os investigados que concederão depoimento à PF nesta semana:

    Augusto Ferreira Lima
    Ex-sócio do Master. Responsável direto pelas decisões da instituição junto com Daniel Vorcaro, e também responsável por relações públicas do banco. Ele é apontado como um dos principais interlocutores junto ao BRB para viabilizar operações bilionárias de cessões de crédito. Também é apontado como controlador de associações usadas pelo Master para justificar ao BC, de forma falsa, a origem de créditos cedidos ao BRB. Sua defesa diz que as operações são posteriores à sua saída do Master e não têm relação com sua atuação na instituição.

    Henrique Souza e Silva Peretto
    Proprietário formal da Tirreno. Foi responsável por aumentar o capital social da empresa, que saiu de R$ 100 para R$ 30 milhões. Para a PF, esse aumento é incompatível com a operação regular da Tirreno e foi feito para dar uma falsa aparência de capacidade econômica e ocultar sua finalidade como empresa de fachada. Também é investigado por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional e participação em organização criminosa.

    André Felipe de Oliveira Seixas Maia
    Ex-funcionário do Master, tornou-se diretor da Tirreno, empresa que as investigações apontam ser de fachada. O Master adquiriu créditos de dívidas da Tirreno “sem realizar qualquer pagamento” e os revendeu ao BRB. Ele é investigado por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional e participação em organização criminosa.

    Luiz Antonio Bull
    Diretor do Banco Master. As investigações apontam que ele assinou diversos instrumentos entre o banco e a Tirreno, assim como ofícios encaminhados aos órgãos de controle sobre as operações. É suspeito de participar de fraudes na emissão de CCBs (cédulas de crédito bancário) consideradas inexistentes ou podres. É investigado sob suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional e participação em organização criminosa.

    Alberto Felix de Oliveira Neto
    Atuava como diretor do Master. Ele foi signatário do contrato de parceria entre o banco e a Tirreno, além de outros contratos sob investigação. Ele é investigado sob suspeita de diversos crimes contra o sistema financeiro nacional.

    Angelo Antonio Ribeiro da Silva
    Ex-diretor do Banco Master. Também é apontado como signatário de diversos instrumentos entre o banco e a Tirreno e de participação em fraude na emissão de CCBs que foram posteriormente revendidas ao BRB para gerar liquidez artificial ao Master.

    Dario Oswaldo Garcia Júnior
    Ex-diretor financeiro do BRB, investigado junto com Paulo Henrique Costa por suspeita de gestão fraudulenta e associação criminosa, pela tentativa de salvamento do Banco Master. Segundo as investigações, sua atuação teria viabilizado aportes do banco público para socorrer o Master em sua crise de liquidez. Ele era responsável por garantir que as informações enviadas ao Banco Central estivessem em conformidade com as normas legais.

    Robério Cesar Bonfim Mangueira
    Atuava como superintendente de Operações Financeiras do BRB. Ele apresentou um ofício ao Banco Central para justificar transferências de recursos do BRB ao Master.

    Oito investigados prestam depoimentos à PF no inquérito do Banco Master nesta semana

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

    IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

    Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

    Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

    Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

    “Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

     

    As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

    • Inteligência artificial (32% de citações);
    • Incidentes cibernéticos (31%);
    • Mudanças na legislação e regulamentação (28%);
    • Mudanças climáticas (27%) e
    • Catástrofes naturais (21%).

     

    IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia