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  • Brasil tem recorde de turistas estrangeiros no 1º trimestre, com alta anual de 19,4%

    Brasil tem recorde de turistas estrangeiros no 1º trimestre, com alta anual de 19,4%

    No período, 1 em cada 4 turistas estrangeiros que chegaram ao país teve como destino o Rio de Janeiro; levantamento considera exclusivamente pessoas que residem fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior

    O Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros por via aérea no primeiro trimestre de 2026. Foram 2,33 milhões de visitantes internacionais, alta de 19,4% em relação a igual período do ano passado. Os números foram divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base em informações da Polícia Federal e do Ministério do Turismo.

    “Nosso objetivo é chegar, até o final do ano, a 7,5 milhões de turistas internacionais. Só no primeiro trimestre já atingimos a metade da meta”, destacou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

    Considerando todos os modais – aéreo, terrestre, marítimo e fluvial – o País também alcançou o melhor resultado da série histórica para o período, com 3,74 milhões de chegadas no trimestre. O levantamento considera exclusivamente pessoas que residem fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior.

    Desempenho aéreo

    Em janeiro, foram 742.848 chegadas por via aérea. O número representa crescimento de 22,15% frente ao mesmo mês de 2025. Em fevereiro, o número chegou a 835.464 visitantes (+15,44%) e, em março, a 750.934 (+21,36%).

    A Argentina foi o principal emissor de turistas no período, com 780.578 visitantes, seguida por Chile (316.252) e Estados Unidos (213.401). Entre os europeus, destacaram-se Portugal (113.765) e Alemanha (74.409).

    Pelos pontos de entrada, São Paulo (855.191) e Rio de Janeiro (843.615) concentraram a maior parte dos desembarques. Santa Catarina aparece na sequência, com mais de 328 mil entradas, seguida por Bahia (83.570) e Pernambuco (52.031).

    “Os resultados do trimestre refletem o esforço conjunto do governo federal para ampliar a conectividade, modernizar a infraestrutura e posicionar o Brasil como um destino cada vez mais competitivo no cenário internacional”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

    Brasil tem recorde de turistas estrangeiros no 1º trimestre, com alta anual de 19,4%

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  • Bancos, INSS e Correios não abrem na próxima terça (21), feriado de Tiradentes

    Bancos, INSS e Correios não abrem na próxima terça (21), feriado de Tiradentes

    Agências da Previdência Social também não têm atendimento na emenda de segunda-feira (20)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Agências bancárias, da Previdência Social e dos Correios estarão fechadas na próxima terça-feira (21), devido ao feriado de Tiradentes.

    Os bancos e os Correios funcionam em seus horários normais de atendimento na segunda-feira (20), mas as agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estarão fechadas na emenda do feriado.

    A Central telefônica 135, do INSS, terá atendimento normal na segunda, das 7h às 22h. Na terça, porém, o serviço terá exclusivamente atendimento eletrônico. O site e aplicativo Meu INSS seguem disponíveis em ambas as datas.

    Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), compensações bancárias, como a TED (Transferência Eletrônica Disponível), não poderão ser efetivadas no feriado. O Pìx continua a funcionar normalmente 24 horas por dia.

    Boletos de cobrança e contas de consumo (como as de água, energia e telefone) que eventualmente vencerem no dia em que não há compensação bancária poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil após o feriado.
    Já os tributos e impostos precisam ser antecipados caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, para evitar a incidência de juros e multa. Boletos bancários podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado), no caso de clientes cadastrados como sacados eletrônicos.

    A Febraban recomenda que os clientes utilizem meios eletrônicos, tanto nas áreas de autoatendimento das agências quanto nos canais digitais dos bancos. Serviços de internet banking, mobile banking e caixas eletrônicos podem ser utilizados para pagamento de contas, checagem de saldo e extrato e transferências, por exemplo. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento.

    Durante a terça-feira, os Correios não devem realizar entregas, que serão retomadas na quarta-feira (22). A estatal diz estar disponível por meio do atendimento automatizado no site Correios (clique aqui!); nos telefones 4003-8210, 0800-881-8210 ou 0800-881-8211 para pessoas com deficiência auditiva; no WhatsApp 11 4003-8210; e no chat, disponível no portal e no aplicativo.

    VEJA FERIADOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS EM ABRIL

    23 de abril (quinta-feira)
    – Rio de Janeiro: Dia de São Jorge
    28 de abril (terça-feira)
    – Espírito Santo: Dia de Nossa Senhora da Penha

    VEJA PRÓXIMOS FERIADOS NACIONAIS
    Maio
    – 1º de maio (sexta-feira): Dia do Trabalho – feriado nacional

    Junho
    – 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi – ponto facultativo

    Setembro
    – 7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil – feriado nacional

    Outubro
    – 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida – feriado nacional

    Novembro
    – 2 de novembro (segunda-feira): Finados – feriado nacional
    – 15 de novembro (domingo): Proclamação da República – feriado nacional
    – 20 de novembro (sexta-feira): Dia de Zumbi e da Consciência Negra – feriado nacional

    Dezembro
    – 24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal – ponto facultativo após 14h
    – 25 de dezembro (sexta-feira): Natal – feriado nacional
    – 31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 – ponto facultativo após 14h

    Bancos, INSS e Correios não abrem na próxima terça (21), feriado de Tiradentes

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  • Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios

    Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios

    Alessandra Bambirra, uditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), diz que desvantagem ainda é grande em relação aos urbanos

    No Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, nesta sexta-feira (17), ainda há muitos desafios a serem vencidos no Brasil em relação à precarização dos trabalhadores rurais. A afirmação foi feita à Agência Brasil pela auditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Alessandra Bambirra.

    Apesar da grande mecanização em várias culturas, o país ainda tem grande número de trabalhadores rurais com desvantagem em relação aos urbanos em termos de conhecimento, educação, acesso à informação, à internet, aos meios de comunicação.

    “A gente tem uma discrepância muito grande quando trabalha com a fiscalização porque vê uma vulnerabilidade muito maior nos trabalhadores do campo”. 

    Também é observada no campo uma diferença socioeconômica porque, ao mesmo tempo em que se tem empresas e trabalhadores altamente qualificados na área rural, fazendas com grandes produções, ainda são encontrados trabalhadores em situações degradantes de trabalho, sem condições mínimas que garantam dignidade. “A diferença é muito grande em relação ao que encontramos no campo”, disse a auditora-fiscal.

    Trabalho escravo

    Alessandra confirmou que o trabalho escravo ainda está presente no país. Na zona urbana é encontrado, em sua maior parte, na construção e no trabalho têxtil. No meio rural, apresenta situações muito críticas. 

    “Principalmente nas jornadas exaustivas, nas condições degradantes de moradia ou alojamento, servidão por dívida, na qual o empregador cobra do trabalhador tudo que seria obrigação dele. O trabalhador fica com aquela dívida e não consegue se desvincular”, acrescentou.

    O estado de Minas Gerais é pioneiro no país no combate ao trabalho escravo, mas Alessandra lembrou que a auditoria-fiscal precisa de estrutura e pessoal para cumprir o seu trabalho. “Dos dois lados ainda encontramos desafios para combater essa chaga”.

    Certificação

    Ela destacou que é preciso haver política pública mais eficaz, que parta de um interesse genuíno de combate a esse tipo de situação degradante no trabalho. Os auditores-fiscais têm buscado a responsabilização das cadeias produtivas. “Porque, se depender só do cumprimento da legislação, a gente encontra barreiras”.

    Alessandra admitiu que já são vistas grandes empresas que trabalham com café, cana, cacau e sisal, por exemplo, tentando fazer o vínculo da marca que está sendo divulgada com todo o processo de produção, que seja livre do trabalho escravo, de trabalho infantil, de condições degradantes, de acidentes e adoecimento por trabalho, e que garanta direitos. 

    A certificação de alta qualidade deve ser dada não só ao produto e à marca, mas a todo o processo de produção, defendeu. “A certificação do processo também é importante. E é com isso que contamos na responsabilização de toda a cadeia. Isso é muito importante para que se obter resultados econômicos de forma que as empresas comecem a se responsabilizar por todo o processo”.

    O trabalho no campo ainda é marcado pela informalidade, por isso o trabalhador segue mais vulnerável à exclusão previdenciária, à precarização e à invisibilidade institucional. Grande parte dos trabalhadores resgatados de situações irregulares de trabalho é oriunda de regiões mais vulneráveis de Minas Gerais e do Nordeste de forma geral, e muitas vezes aliciados por intermediários conhecidos como “gatos”.

    Integração

    O Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo implica a necessidade de ação que integre tanto o poder público quanto as próprias empresas do setor rural.

    “O trabalho no campo nunca vai ser desnecessário, porque a população do mundo só aumenta e precisamos de mais alimentos. Há mais demanda por produtos, e o trabalhador é o elo mais frágil dessa cadeia”.

    Toda essa estrutura deve ser voltada para o trabalhador do campo, incluindo políticas públicas e básicas, como saúde, educação, acesso à informação, infraestrutura de acesso, garantias previdenciárias. Para Alessandra Bambirra, existe uma discrepância grande demais em relação ao trabalhador do campo para um país como o Brasil.

    OIT

    Apesar de todas as dificuldades, o Brasil tem políticas reconhecidas na área internacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca o modelo brasileiro de Previdência Rural como referência regional, por assegurar proteção social a agricultores familiares, pescadores artesanais e trabalhadores em regime de subsistência, inclusive sem contribuição direta. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Rede de Observatórios do Trabalho, faz o monitoramento contínuo da informalidade, do trabalho análogo à escravidão e das desigualdades territoriais.

    A delegacia sindical de Minas Gerais do Sinait considera que a fiscalização do trabalho é ferramenta fundamental para combater irregularidades e prevenir violações. Em 2025, naquele estado, foram realizadas 783 ações fiscais em estabelecimentos rurais, que identificaram 2.063 trabalhadores em situação irregular e 3.964 irregularidades relacionadas à saúde e segurança no trabalho.

    Operações recentes no sul e centro-oeste de Minas Gerais resultaram em 59 trabalhadores resgatados em lavouras de café. No norte do estado, 18 pessoas foram encontradas em condições degradantes em carvoarias, atividade reconhecida pelo alto risco social e ambiental. Em muitos casos, foram identificadas situações envolvendo núcleos familiares, inclusive com presença de crianças e adolescentes e moradias precárias.

    Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios

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  • É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

    É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

    Melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo; gastos com educação e saúde garantem dedução no imposto

    Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

    A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso. 

    “A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres. 

    Despesas com educação e saúde

    Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

    O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas. 

    Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

    Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

    A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo. 

    “Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

    Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

    “O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

    O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

    Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

    É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

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  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

    Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento na quinta-feira (16), independentemente do NIS; veja!

    A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (17) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,8 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês.

    O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Pagamento unificado

    Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento na quinta-feira (16), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6).Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção

    Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706.

    Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

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  • Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

    Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

    O programa agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais. Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, a renda considerada é a renda bruta familiar mensal

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Até o final deste mês será possível comprar a casa própria pelos limites de renda e valores dos imóveis atualizados para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Com as novas regras, o programa passa a incluir desde apartamentos compactos nas faixas mais baixas até imóveis de padrão médio, com dois ou três quartos, nas faixas superiores.

    A principal novidade é o aumento da renda bruta familiar permitida, que agora chega a R$ 13 mil mensais, focando especialmente na classe média que enfrenta dificuldades com os juros altos do mercado tradicional.

    A ampliação deve incluir cerca de 6,4 milhões de famílias no público potencial do programa, segundo a Abrainc (associação das incorporadoras).

    Segundo a entidade, a atualização dos tetos revisa o poder de compra do programa, considerando os recentes aumentos de inflação e custos de construção que não estavam contemplados nos antigos limites de preço de imóvel.

    A medida, diz a Abrainc, também traz mais previsibilidade ao setor, favorecendo novos investimentos e a continuidade dos lançamentos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

    De acordo com o indicador Abrainc Fipe, em 2025 os lançamentos do MCMV cresceram 38%, acima da média do mercado imobiliário total, que foi de 31%, demonstrando a relevância do programa para o setor.

    Em São Paulo, além dos benefícios do MCMV, os compradores têm acesso a programas complementares de benefícios vindos da prefeitura e do governo estadual. Com isso, só na capital foram vendidas 93 mil unidades em 2025, 79% acima de 2024.

    Impulsionado pelas mudanças no programa, o setor da construção civil prevê a criação de 123 mil empregos em 2026. Na ponta, o movimento já aparece nos estandes de vendas.

    Grandes incorporadoras passaram a direcionar lançamentos e ofertas para os novos tetos de R$ 400 mil e R$ 600 mil, ampliando o estoque de imóveis dentro do Minha Casa, Minha Vida.

    O QUE MUDA NAS FAIXAS DE RENDA

    O programa agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, com quatro faixas:

    – Faixa 1: até R$ 3.200
    – Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
    – Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
    – Faixa 4: de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil

    Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, a renda considerada é a renda bruta familiar mensal, que é a soma dos ganhos de todas as pessoas que vão compor o financiamento e morar no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.

    Entram nessa conta salários formais, rendimentos de trabalho autônomo, aposentadorias, pensões e outras fontes comprováveis. O valor total é o que define em qual faixa o comprador se encaixa e, consequentemente, a taxa de juros e eventuais subsídios a que terá direito.

    QUAL A TAXA DE JUROS PELO MINHA CASA, MINHA VIDA

    As taxas de juros do Minha Casa, Minha Vida variam conforme a renda familiar e são significativamente mais baixas do que as do mercado imobiliário tradicional -hoje, em torno de 12% ao ano. Na prática, quanto menor a renda, menor a taxa.

    Veja como ficam no programa:

    – Faixa 1 (até R$ 3.200): entre 4% e 4,5% ao ano (para rendas mais próximas do teto de R$ 2.850,01 a R$ 3.200)
    – Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 5.000): entre 4,75% e 5,5% ao ano
    – Faixa 3 (R$ 5.000,01 a R$ 9.600): entre 6,5% e 7,66% ao ano
    – Faixa 4 (R$ 9.600,01 a R$ 13 mil): cerca de 10% ao ano

    O QUE DÁ PARA COMPRAR

    O imóvel que pode ser financiado pelo Minha Casa, Minha Vida depende da faixa de renda da família e dos novos tetos de valor, que foram elevados para acompanhar a alta dos preços do mercado imobiliário.

    O programa não fixa um tamanho padrão de imóvel, mas impõe requisitos técnicos mínimos que, na prática, fazem com que as unidades tenham pelo menos algo entre 36 m² e 40 m² nas faixas mais populares e variem acima disso nas demais.

    Segundo a Abrainc, a tipologia predominante no Minha Casa, Minha Vida é a de dois dormitórios, em todas as faixas de renda.

    Até cerca de R$ 275 mil (faixas 1 e 2):
    – Mais compactos, geralmente apartamentos de 2 dormitórios, com metragem reduzida e foco em custo
    – São comuns em bairros mais afastados ou cidades menores

    Até R$ 400 mil (faixa 3):
    – Apartamentos novos de padrão intermediário, ainda com 2 quartos na maioria dos casos, mas já com mais espaço e áreas de lazer

    Até R$ 600 mil (faixa 4):
    – Passam a entrar imóveis de padrão médio, com 2 ou 3 dormitórios, maior metragem e condomínios mais completos, inclusive em regiões mais valorizadas das grandes cidades

    QUANTO A CAIXA FINANCIA

    A Caixa Econômica Federal, principal operadora do programa, já está apta a operar com as novas regras de renda, que entraram em vigor em 1º de abril de 2026.

    Por outro lado, a implementação completa depende de ajustes operacionais. O banco informou que tem até 15 dias a partir de 9 de abril (data da regulamentação) para adaptar sistemas e procedimentos.

    Já é possível iniciar o processo e simular nas novas condições, mas a liberação integral das operações pode levar alguns dias.

    O percentual financiado no Minha Casa, Minha Vida não é igual para todos os casos, pois varia conforme a faixa de renda, o tipo de imóvel e a região do país.

    Na prática, o programa não cobre 100% do valor, e o comprador precisa dar um valor de entrada. Com os novos tetos, o valor exigido de entrada também sobe.

    O percentual financiado varia por região:

    – Norte, Nordeste e Centro-Oeste: até 80% do valor do imóvel
    – Sul e Sudeste: entre 60% e 65%, dependendo da faixa

    COMO PEDIR E ONDE SIMULAR O FINANCIAMENTO

    O processo começa pela simulação:
    – Acesse o Simulador Habitacional no site ou aplicativo da Caixa
    – Informe renda familiar, valor do imóvel e localização
    – O sistema indica a faixa, a taxa de juros e eventual subsídio

    Para seguir com o financiamento, será preciso apresentar:
    – comprovantes de renda (holerite, declaração de IR)
    – documentos pessoais extrato do FGTS

    Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

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  • Alta do petróleo pode reduzir déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, diz IFI

    Alta do petróleo pode reduzir déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, diz IFI

    Segundo a instituição, o aumento do preço do barril do petróleo tipo Brent melhora o resultado primário, embora o país deva continuar registrando déficit em 2026 e 2027

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A disparada do preço do petróleo em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã deve pressionar a inflação, mas pode aliviar as contas públicas brasileiras -reduzindo o déficit em até 0,6% do PIB, segundo a IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão ligado ao Senado), em relatório publicado nesta quinta-feira (16).

    Segundo a instituição, o aumento do preço do barril do petróleo tipo Brent melhora o resultado primário, embora o país deva continuar registrando déficit em 2026 e 2027.

    Sem choque de preços, a IFI projeta resultado negativo de 0,7% do PIB em 2026. Caso o barril se mantenha em torno de US$ 97 até o fim do ano, o déficit cairia para cerca de 0,1%.

    Para 2027, a estimativa é de resultado primário negativo em 1,2% do PIB sem choque. Com o Brent ao redor de US$ 108, o rombo seria menor, de 0,6% do PIB.
    O choque favorece a arrecadação por dois canais: diretamente, via impostos, royalties e participações do Estado em empresas de petróleo; e indiretamente, com a alta da inflação, que amplia a base tributária.

    Os ganhos fiscais poderiam ser maiores caso o governo não adotasse medidas para mitigar os impactos da alta dos combustíveis. Foram concedidos subsídios ao diesel e ao GLP (gás de cozinha), além do adiamento de cobranças tarifárias sobre empresas aéreas.

    Se o preço do barril permanecer elevado, a inflação deve pressionar despesas a partir de 2027, especialmente aquelas indexadas ao salário mínimo, como benefícios previdenciários, BPC, auxílio-desemprego e abono salarial.

    Segundo Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI, as estimativas ainda são preliminares e cercadas de incerteza. “Não se pode cravar qual será o comportamento do preço do barril e dos derivados nem os efeitos sobre a inflação global e sua transmissão para cada país”, afirma.

    Nos cálculos da IFI, são considerados todos os gastos do governo. Já nas contas oficiais, como as divulgadas nesta quarta-feira (15), parte dos precatórios, investimentos em Defesa e despesas extraordinárias do fundo social para educação e saúde ficam fora do cálculo, conforme permite uma emenda constitucional.

    Para o crescimento da dívida pública, no entanto, o que importa é o gasto efetivo. Por isso, a IFI inclui todas as despesas em suas projeções.

    O Ministério do Planejamento apresentou nesta quarta o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 e desconsiderou os efeitos da guerra sobre o resultado fiscal, diante das incertezas do cenário.

    Estados Unidos e Irã disputam o controle do trânsito marítimo no Estreito de Hormuz, ligação entre o Golfo Pérsico e o oceano Índico por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

    Alta do petróleo pode reduzir déficit do Brasil para até 0,1% do PIB em 2026, diz IFI

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  • Dólar sobe e Bolsa cai com negociações entre EUA e Irã em foco

    Dólar sobe e Bolsa cai com negociações entre EUA e Irã em foco

    Brasil se valoriza pelo diferencial de juros com os EUA e pela distância em relação a guerra no Irã. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar sobe nesta quinta-feira (16), em um ambiente em que investidores permanecem atentos às negociações envolvendo EUA e Irã, mas já adotam uma postura mais cautelosa. Dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerada uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), também estão no radar.

    Às 14h09, a moeda norte-americana subia 0,30%, cotada a R$ 5,007, em linha com o avanço no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outros seis pares fortes, tinha alta de 0,19%.

    No mesmo horário, a Bolsa recuava 0,44%, aos 196.864 pontos, na contramão do avanço das ações da Petrobras.

    A possível retomada das negociações de paz entre EUA e Irã permanece no radar, mas, sem novidades relevantes no conflito geopolítico, agentes do mercado passam a adotar uma postura de maior precaução.

    A corretora Ágora vê o dólar em oscilação, com o cenário internacional incerto, mas destaca a valorização de ativos brasileiros, pincipalmente pela exposição a commodities como petróleo.

    Nesta quinta, a commodity avança com o clima de indefinição. As 14h10, o preço do petróleo Brent, referência mundial, subia 4,80%, a US$ 99,47, enquanto o barril WTI, avançava 3,33%, a US$ 94,36. A alta influencia na valorização das ações da Petrobras, que subiam até 4,17%.

    No câmbio, a moeda americana ainda mantém os menores níveis desde de março de 2024, quando chegou a R$ 4,980, rondando o patamar de R$ 5.

    Na última semana, o cenário de negociações impulsionou a busca global por ativos de risco. O comportamento beneficiou o fluxo para mercados emergentes, como é o caso do Brasil. A trégua retomou o fluxo de investimentos estrangeiros para os países.

    O Brasil se valoriza pelo diferencial de juros com os EUA e pela distância em relação ao conflito. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes em fevereiro. O fluxo, contudo, foi interrompido com a guerra no Irã.

    Com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o otimismo voltou. Na sexta (10), a moeda encostou nos R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçada a esse valor. Na segunda (13), o dólar rompeu o piso, patamar que não era alcançado desde 2024.

    Na última quarta-feira, o entusiasmo já começou a ser revertido, sem sinais claros de um progresso no cenário geopolítico.

    “Os investidores estão em compasso de espera. Na terça-feira, dois dias atrás, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações diplomáticas podem ser retomadas nos próximos dois dias, mas outras fontes afirmaram que o encontro poderia ocorrer somente no final de semana. Então, sobra essa dúvida”, diz Lucca Bezon, especialista em inteligência de mercado da StoneX.

    Na quarta-feira, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as conversas entre Estados Unidos e Irã estão em andamento e que o governo de Donald Trump está otimista com a possibilidade de um acordo para o fim do conflito.

    “Continuamos muito engajados nessas conversas, vocês ouviram do vice-presidente [J. D. Vance] e do presidente [Trump] nesta semana que essas conversas estão sendo produtivas e estão em andamento”.

    Algo similar foi dito por Trump na quarta em entrevista ao canal Fox. “Acho que isso pode acabar muito em breve. Vai acabar logo”, disse em referência ao conflito.

    Há, contudo, algumas incertezas. O bloqueio dos EUA ao estreito de Hormuz, determinado por Trump no domingo (12), continua.

    O comando militar do Irã ameaça agir para conter o comércio pelo mar Vermelho caso o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do país não seja levantado.

    A via tem sido utilizada por empresas para desviar das tensões entre os países, inclusive por companhias do agronegócio brasileiro,

    A medida dos EUA foi uma resposta à cobrança de pedágio feita pelo Irã para embarcações. Em vez de reabrir a passagem, como previsto na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que, segundo o governo iraniano, evita minas colocadas pela própria teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por barril de óleo transportado.

    No Brasil, destaque para dados do IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB. O indicador teve uma alta de 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, segundo dado dessazonalizado. A expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,47%.

    Apesar da alta, o IBC-BR demonstrou desaceleração em relação à alta de 0,86% em janeiro. “[O dado] reforça a leitura de que a economia ainda cresce, mas com um menor fôlego na margem”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

    Em conjunto com dados do IPCA de março, que registrou alta de 0,88% em março, os dados reforçam a posição de vigilância do BC (Banco Central) em relação a trajetória da curva de juros -hoje em 14,75%.

    “Esse quadro costuma pesar sobre setores mais sensíveis a juros, mas também dá sustentação ao argumento de que o mercado seguirá calibrando expectativas de crescimento e Selic com muita cautela nas próximas semanas”, diz Araújo.

    Dólar sobe e Bolsa cai com negociações entre EUA e Irã em foco

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  • Caso Master: ex-presidente do BRB escondeu imóveis de R$ 146 mi

    Caso Master: ex-presidente do BRB escondeu imóveis de R$ 146 mi

    Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Vorcaro

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa em nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades na atuação da instituição para comprar o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

    Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Vorcaro, além das operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.

    O ex-diretor é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, um dos fundamentos para a prisão é a suspeita de que ele teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões , dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento.

    O advogado Cléber Lopes, que faz a defesa de Costa, disse que seu cliente não praticou crime algum e que a prisão realizada foi um exagero por parte da Justiça. “A defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum”, disse Lopes ao deixar o apartamento do ex-presidente do BRB no bairro Noroeste, em Brasília, onde ocorreu a prisão.

    Além do ex-diretor, também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de um esquema criminoso envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master.

    Monteiro foi responsável pela arquitetura societária e financeira destinada à aquisição e ocultação de seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em cerca de R$ 146,5 milhões, que seriam destinados a Costa.

    Para esconder o real beneficiário dos imóveis, ele teria operado uma estrutura de empresas de fachada e fundos de investimento. As investigações apontam que ele indicou o próprio cunhado, Hamilton Edward Suaki, para figurar como diretor das empresas adquirentes.

    Ele atuou ainda na frente jurídica para dar aparência de legalidade a operações envolvendo carteiras de crédito fictícias vendidas pelo Banco Master ao BRB. Isso incluía a elaboração e o ajuste de contratos, extratos e documentos que o Banco Central posteriormente identificou como inconsistentes ou artificiais.

    A reportagem ainda não conseguiu localizar a defesa de Monteiro.

    Ao longo das investigações, Costa negou qualquer irregularidade. Ele argumentava que não houve decisão individual e que os instrumentos usados na compra de carteiras são comuns no mercado. A defesa sustentava que a estrutura do BRB é caracterizada pela colegialidade, com decisões distribuídas entre diretoria, conselho de administração e comitês técnicos.

    Costa esteve à frente do BRB de 2019 a novembro de 2025, por indicação do então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Antes de assumir o comando do BRB, trabalhou por quase duas décadas na Caixa, onde foi vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

    Paulo Henrique Costa era alvo de investigações desde a primeira fase da operação, deflagrada em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, o Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do executivo, mas a medida foi negada pela Justiça Federal, que determinou apenas seu afastamento do comando do banco.

    No início de abril, o BRB entregou à PF o relatório final de uma auditoria independente sobre seus negócios com o Master, conduzida pelo escritório Machado Meyer com assistência da consultoria Kroll. O material consolidou suspeitas que já vinham sendo apuradas desde a primeira fase da operação.

    A auditoria aponta que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como “negócio do presidente” e conduzidas sob pressão e urgência.

    O relatório indica que as carteiras eram fragmentadas, para evitar a necessidade de aprovação pelo Conselho de Administração do banco público -aquisições bilionárias teriam sido determinadas e analisadas no mesmo dia. Em alguns casos, negociações foram feitas sem a entrega de relatórios exigidos contratualmente.

    Do total de operações realizadas entre 2024 e 2025, 83% envolveram ativos ligados ao Master, volume considerado elevado diante da ausência de mecanismos eficazes de mitigação de risco.

    Ao todo, o BRB comprou R$ 21,9 bilhões em carteiras do banco ligado a Vorcaro. Parte relevante desses ativos, cerca de R$ 12,3 bilhões, apresenta indícios de ausência de lastro, inconsistências estruturais e vícios documentais.

    As investigações também identificaram suspeitas de contratos inadimplentes e registros em nome de pessoas mortas.

    A Polícia Federal encontrou uma anotação na agenda da ex-diretora de Controle e Riscos do BRB Luana de Andrade Ribeiro, de julho do ano passado, em que afirma que Paulo Henrique Costa também teria determinado a compra de carteiras para salvar o Master.

    A suspeita é que o Banco Master não tinha dinheiro suficiente para pagar os títulos que emitia no mercado e, portanto, comprou papéis fabricados pela Tirreno Consultoria, sem realizar qualquer pagamento. Em seguida, revendeu esses papéis ao BRB.

    A Polícia Federal investigava se os dirigentes do Banco de Brasília teriam aceitado esses ativos sem a documentação necessária para a formalização do negócio.

    Investigações apontam que, após o Banco Central rejeitar a proposta de aquisição do Master pelo BRB e proibir novas compras de carteiras, o Banco de Brasília aceitou a substituição de parte desses papéis, mas alguns desses ativos também tinham suspeitas de fraude.

    Em depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro de 2025, Costa disse que não havia “evidência concreta” de que as carteiras de crédito da Tirreno tinham problemas.

    As investigações também miram os negócios em que Vorcaro e seus associados se tornaram acionistas do próprio BRB -banco que era o principal comprador de carteiras do Master.

    O BRB fez duas operações de aumento de capital em 2024, no valor de R$ 1 bilhão. Na primeira delas, dois acionistas compraram ações do banco e repassaram os papéis para fundos que pertenciam à teia do Master e que não poderiam participar dessa rodada.

    Após as duas operações, Vorcaro, seu ex-sócio no Master Maurício Quadrado e o fundador da gestora Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se acionistas de 23,5% do capital do BRB.

    Com base nos elementos colhidos, a auditoria da Machado Meyer aponta que Costa teria organizado “operação triangulada e com elementos suspeitos de simulação para permitir que tais fundos fizessem a aquisição de ações”.

    A defesa nega irregularidades e destaca que o BRB comunicou ao Banco Central, em janeiro de 2025, que o fundo Verbier se tornaria um “participante qualificado” do capital do banco, e que, em 23 de abril de 2025, comunicou o BC após tomar conhecimento da identidade dos beneficiários finais dos fundos.

    Na primeira fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de novembro de 2025, foi afastado do cargo por 60 dias por determinação judicial, com base em suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

    Demitido no dia seguinte pelo governador, foi substituído por Nelson Souza, ex-presidente da Caixa.

    Caso Master: ex-presidente do BRB escondeu imóveis de R$ 146 mi

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  • Latam terá classe executiva com assento-cama em aviões de corredor único

    Latam terá classe executiva com assento-cama em aviões de corredor único

    Latam anuncia nova cabine executiva com assentos que viram cama em aviões de corredor único a partir de 2027. Modelo será inédito na América do Sul e permitirá voos mais longos com maior conforto em rotas entre cidades médias

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nesta quarta-feira, a Latam anunciou que oferecerá cabine executiva com assentos que viram cama nas aeronaves Airbus A321 XLR, de corredor único, que devem chegar à companhia a partir de 2027. Os assentos serão do modelo VantageSOLO, fabricados pela Thompson Aero Seating.

    Segundo a companhia, a configuração da cabine premium será 1-1, com dois assentos por fileira, próximos às janelas da aeronave. As outras áreas do avião devem manter a configuração comum 3-3, com seis assentos por fileira, preservando as cabines econômica e econômica premium. No total, a aeronave terá capacidade “superior a 170 passageiros” -o número exato, no entanto, não foi confirmado pela Latam.

    Apesar de ser relativamente comum em companhias que já operam o A321 XLR (como a espanhola Ibéria, de Madri para Fortaleza e Recife, e a portuguesa TAP), essa será a primeira vez que uma aérea da América do Sul oferece esse tipo de serviço em aeronaves de corredor único. Esses novos aviões também devem ganhar um sistema de entretenimento de bordo semelhante àqueles dos aviões maiores, com telas na traseira dos assentos.

    Por enquanto, a companhia ainda não anunciou as rotas que devem ser atendidas pelo A321XLR, mas a expectativa é que a aeronave seja usada para serviços de longa distância entre cidades médias, que não teriam demanda suficiente para encher um avião de corredor duplo. Esse novo modelo de aeronave foi projetado justamente para esse tipo de rota.

    Latam terá classe executiva com assento-cama em aviões de corredor único

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