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  • Café brasileiro vira matéria-prima para cookies, mel e cosméticos

    Café brasileiro vira matéria-prima para cookies, mel e cosméticos

    Casca do grão substitui até 30% da farinha de trigo em cookies, conforme pesquisa
    Diversificação ajuda produtores a agregar valor e enfrentar crises econômicas

    BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O café deixou de ser “só” uma bebida quente para o consumidor brasileiro. Primeiro, já há tempos, ele passou a ser consumido em diferentes formas de preparo e, mais recentemente, transformou-se em matéria-prima para a produção de cookies, mel e cosméticos.

    Maior produtor mundial do grão, produtores rurais e empresários do país são motivados a buscar a diversificação do seu uso, o que ajuda a dar destinação à produção também em caso de intempéries econômicas, como o recente tarifaço aplicado -e depois retirado- pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Cookies feitos a partir da casca de cafés robustas amazônicos finos foram apresentados a visitantes da SIC (Semana Internacional do Café), em novembro, em Belo Horizonte, fruto de uma pesquisa conduzida pela engenheira de alimentos Lívia Lacerda de Oliveira, professora na UnB (Universidade de Brasília).

    Lívia já trabalhava com café, mas disse ter sido instigada a usar a casca em seus estudos pelo pesquisador Enrique Alves, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Rondônia.

    “Nunca tinha pensado, e a casca até então era resíduo. Em algumas pesquisas de literatura vi que faziam farinha, mas sempre usando quantidades muito ínfimas, 5%, 10%. O máximo que achei foi 15%, e a gente conseguiu atingir 30% de substituição da farinha de trigo, e sem nenhum aditivo”, afirmou a engenheira. A patente do estudo foi registrada.

    Também foi apresentado um chá (infusão) a partir da casca, e méis obtidos em lavouras cafeeiras foram degustados.

    “Estamos trabalhando no chá, que tem um perfil de diversidade sensorial gigante. Está em fase de desenvolvimento. Já é bastante utilizado em algumas cafeterias, bem nichado, mas agora a gente está estudando quimicamente, sensorialmente, vendo todos os critérios”, disse o pesquisador da Embrapa.

    Cafeicultoras observavam itens de beleza derivados da matéria-prima que produzem no campo, em meio a corredores repletos de produtores de cafés especiais, cerveja tendo o grão como destaque, e variadas opções de drinques a partir dele.

    A farmacêutica e bioquímica Vanessa Vilela criou em 2007 a Kapeh, que tem produtos como perfumes com café em sua composição.

    “Muito interessante ver que o café tem outras aplicações que não só a bebida, isso abre um leque grande para nós, que produzimos”, disse a produtora Maria Oliveira, que cultiva café com marido e filho no sul de Minas.

    Essa diversificação, na avaliação de Celírio Inácio da Silva, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), é uma tendência que ganhou força nos últimos anos.

    “Do café você aproveita tudo, tudo do café você pode comer. E o valor agregado do café é uma conta que todos fazem para qualquer produto. Se eu tenho um café que vai servir para fazer café gelado, para fazer cosméticos, para fazer shampoo, para fazer aromatizante, eu vou ter muito mais possibilidade de usar aquele café. O produtor pode dizer ‘vem cá, qual é o custo da saca [de determinada qualidade]? Se eu vender para uma indústria de cosméticos, terei maior valor agregado”, disse.

    O executivo citou como exemplo a China, país que tem registrado aumento no consumo de café ao utilizá-lo de formas diferentes das tradicionais.

    “É o café com melancia, com laranja, é o café diferenciado, muito café gelado. Tem outras formas de beber o café. O jovem tem entrado no mundo do café e ele tem que ter uma bebida própria. Nem sempre é o café quente”, afirmou.

    Durante a SIC, marcas brasileiras apresentaram novidades nesse sentido, como a Nescafé, que pelo segundo ano levou o café solúvel para se beber gelado -as formas mais comuns são água (com e sem gás) e água tônica.

    Na Três Corações, principal player do mercado nacional, 70% do faturamento do grupo está no café torrado e moído, e o restante em outros produtos, como capuccinos, cafés com leite e cafés solúveis, entre outros.

    “E, dentro dos cafés torrados e moídos, 3% hoje são cafés especiais. É um volume considerável, basta ver que os cafés especiais têm crescido mais de 20% anualmente no portfólio nosso”, disse o presidente da empresa, Pedro Lima.

    Nesse sentido, até por ter um sabor diferente da variedade arábica, os canéforas (conilon e robusta) surgem como opção para a diversificação do uso do café. “Ele está numa equação de preço, com qualidade, posicionamento de produto e é uma ferramenta que pode ser trabalhada na equação climática. Então a gente tem as ferramentas”, disse Caio Alonso Fontes, diretor da Espresso&CO, realizadora da feira, que reuniu 27 mil pessoas de 33 países e gerou cerca de R$ 150 milhões em negócios.

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  • Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

    Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

    A frequência das interrupções do serviço de energia manteve trajetória de redução, passando 4,89 interrupções em 2024 para 4,66 interrupções em média no ano passado

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta quarta-feira, 15, que houve melhoria na qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica no ano passado, em comparação com o ano de 2024. Os consumidores ficaram 9,30 horas em média sem energia no ano, o que representa uma redução de 9,2% em relação ao período anterior. Pela primeira vez, todas distribuidoras de grande porte tiveram indicador de qualidade abaixo de 1 em ranking de desempenho.

    A frequência das interrupções do serviço de energia manteve trajetória de redução, passando 4,89 interrupções em 2024 para 4,66 interrupções em média por consumidor em 2025. Isso significa uma melhora de 4,7% no período. O valor de compensações pagas aos consumidores também teve redução no ano passado. Segundo a Agência, isso mostra uma “evolução na qualidade do serviço prestado pelas concessionárias.

    A compensação para os consumidores de energia elétrica, prevista em caso de descumprimento dos limites de duração e frequência de interrupções, caiu de R$ 1,122 bilhão em 2024 para R$ 1,002 bilhão em 2025. A quantidade de compensações pagas também diminuiu, de 27,3 para 21,6 milhões.

    Desempenho por distribuidora 

    A Aneel avaliou todas as concessionárias do país no período de janeiro a dezembro de 2025. Há uma divisão em dois grupos. O primeiro abarca as concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil. O segundo grupo considera as concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.

    Das empresas de grande porte, a distribuidora com a melhor colocação foi a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz), mesmo resultado em 2024.

    Ela foi seguida pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), em segundo lugar, e pela Equatorial Pará Distribuidora de Energia (Equatorial PA), em terceiro lugar.

    A distribuidora que mais evoluiu em 2025 foi a CPFL Piratininga (SP), com um avanço de 7 posições em relação a 2024, seguida por Neoenergia Coelba (BA) e Equatorial PI (PI), que subiram 5 posições. A concessionária que mais caiu no ranking foi a Enel SP, com queda de 9 posições, seguida por Energisa MS e Neoenergia Brasília (DF), que tiveram recuo de 7 posições em comparação a 2024. No geral, para as empresas de grande porte, a pior colocação foi para a Equatorial CEEE.

    Das empresas com até 400 mil consumidores, as campeãs foram a Muxfeldt Marin e Cia (MUXENERGIA, RS) e a Roraima Energia, empatadas na primeira posição, seguidas pela Energisa Acre. Nesse grupo, a distribuidora que mais evoluiu em 2025 foi a Uhenpal (RS), com o avanço de 4 posições, seguida de Muxenergia (RS) e Eflul (SC), que subiram 2 posições em comparação com o ano de 2024.

    A concessionária que mais regrediu no ranking foi a Pacto Energia PR, com recuo de 13 posições, seguida pela EFLJC (SC), que perdeu 5 posições em comparação a 2024. No grupo de empresas de menor porte, o pior desempenho ficou com a Cooperaliança.

    No Ranking de 2025 houve a entrada das distribuidoras Amazonas Energia, Equatorial CEA, Equatorial AL e Roraima Energia, após anos de exclusão (com limites de indicadores flexibilizados). Ou seja, para 2025, os limites dessas empresas já foram estabelecidos considerando a metodologia usual da Aneel.

    A classificação é feita com base no chamado Desempenho Global de Continuidade (DGC), formado a partir de dois indicadores. O primeiro é a duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC), verificando o tempo que, em média, no período de observação, cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica. O segundo é Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), número de interrupções ocorridas, em média, no período de observação.

    O ranking é publicado anualmente pela Agência desde 2012. Pela primeira vez no histórico do ranking da continuidade, todas as distribuidoras de grande porte apresentaram DGC abaixo de 1,00.

    Medidas

    Com a melhoria nos indicadores, a Aneel aponta para ações como os planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam desempenho insuficiente, as fiscalizações da Agência e a definição de limites menores de interrupção para as concessionárias.

    Além disso, as distribuidoras de energia que formalizaram a prorrogação por 30 anos do contrato de concessão, com contratos a vencer entre os anos de 2025 e 2031, assinaram aditivo com base em regras consideradas mais rígidas. São previstas, por exemplo, ações para o aumento da resiliência das redes de distribuição frente a eventos climáticos.

    Outro destaque foi para a opinião e satisfação dos consumidores. Se, sistematicamente os consumidores estiverem insatisfeitos com o serviço prestado pela distribuidora, a Agência vai levar em consideração esse resultado como requisitos que poderá levar à troca da distribuidora, no limite.

    Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

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  • Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

    Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

    Secretário do Tesouro indica retomada de tarifas após decisão da Suprema Corte e cita uso da Seção 301 como alternativa legal. Medida pode impactar comércio global e atingir países investigados, incluindo o Brasil.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (14) que as tarifas do presidente Donald Trump podem ser restabelecidas, até julho, aos níveis que vigoravam antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubá-las.

    “Tivemos um revés na Suprema Corte em relação à política tarifária, mas vamos implementar ou conduzir estudos com base na Seção 301, então as tarifas podem voltar a vigorar no nível anterior no começo de julho”, disse Bessent durante o evento WSJ Opinion Live, em Washington.

    O secretário também afirmou que a nova medida trará mais previsibilidade, já que a Seção 301 já foi testada nos tribunais, o que facilitaria a tomada de decisões por parte de líderes empresariais e investidores.

    Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas globais amplas com base em uma lei de emergência.

    Posteriormente, o governo passou a utilizar a Seção 301, um dispositivo baseado na Lei de Comércio de 1974 que concede ao presidente dos Estados Unidos autoridade para impor tarifas ou outras penalidades após investigações sobre práticas comerciais que prejudiquem o comércio americano.

    Uma dessas investigações, que envolve 59 países, entre eles o Brasil, busca avaliar se essas nações utilizam “trabalho forçado” na produção de bens exportados para os Estados Unidos, o que poderia representar concorrência desleal para produtos americanos.

    Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

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  • Dinheiro esquecido: BC libera mais de R$ 1 mil; veja quem pode sacar

    Dinheiro esquecido: BC libera mais de R$ 1 mil; veja quem pode sacar

    Banco Central informa que ainda há R$ 10,5 bilhões disponíveis no sistema. Embora a maioria receba valores baixos, cerca de 2% dos brasileiros podem sacar mais de R$ 1 mil. Consulta é gratuita e pode ser feita com CPF ou CNPJ no site oficial.

    Milhões têm dinheiro esquecido em bancos no Brasil, e uma pequena parcela pode receber valores acima de R$ 1 mil. Segundo dados atualizados do Banco Central, ainda há cerca de R$ 10,5 bilhões disponíveis para resgate por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR).

    Apesar do montante bilionário, os valores não são distribuídos de forma igual. A maior parte dos brasileiros terá quantias pequenas a receber, enquanto um grupo reduzido concentra os valores mais altos.

    De acordo com as estatísticas, cerca de 2% dos beneficiários têm mais de R$ 1.000 disponíveis. Em números absolutos, isso representa aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Já a grande maioria, mais de 80%, deve encontrar valores entre R$ 0 e R$ 10.

    Esse cenário acontece porque o dinheiro esquecido costuma vir de diferentes fontes ao longo da vida financeira dos usuários. Entre os principais casos estão contas bancárias encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, valores não resgatados em consórcios, recursos em cooperativas de crédito e saldos esquecidos em corretoras ou instituições de pagamento.

    Na prática, quem teve maior movimentação financeira ao longo dos anos, passou por diferentes bancos ou participou de consórcios, por exemplo, tem mais chances de encontrar valores mais altos. Ainda assim, mesmo quantias menores podem surpreender quem nunca fez a consulta.

    Para verificar se há dinheiro disponível, o processo é simples e gratuito. Basta acessar o site oficial do Banco Central, informar CPF ou CNPJ e checar se existem valores a receber. Caso haja saldo, é possível solicitar o resgate diretamente pelo sistema.

    O pagamento pode ser feito via Pix, inclusive de forma automática para pessoas físicas que cadastraram o CPF como chave. Nesses casos, o valor é transferido diretamente pela instituição financeira. Já empresas, contas conjuntas ou usuários sem cadastro automático precisam solicitar o resgate manualmente, acessando o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

    Os recursos esquecidos não são benefícios novos, mas sim valores que já pertencem aos cidadãos e ficaram parados por anos sem resgate. Desde que o sistema foi criado, em 2022, mais de R$ 14 bilhões já foram devolvidos.

    Não há prazo final para retirar o dinheiro, e o sistema segue aberto. Por isso, a recomendação é fazer a consulta, especialmente para quem teve histórico com diferentes instituições financeiras, já que, mesmo sendo minoria, há casos de valores acima de R$ 1 mil disponíveis para saque.
     
     

     

    Dinheiro esquecido: BC libera mais de R$ 1 mil; veja quem pode sacar

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  • Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Dólar continua abaixo de R$ 5 com alívio externo; moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993

    O mercado brasileiro teve mais um dia positivo, com a bolsa renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviaram as tensões externas e fizeram o preço do petróleo cair.

    O índice Ibovespa, o principal da bolsa de valores brasileira, encerrou esta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, às 11h01.

    Com o desempenho recente, o índice acumula alta de: 

    • 0,68% na semana;
    • 5,97% no mês;
    • 23,29% no ano.

    Esta foi a 11ª alta seguida do indicador e o quinto recorde consecutivo. Em 2026, a bolsa brasileira renovou máximas em 18 dias. O Ibovespa subiu apesar do recuo nas ações de petroleiras, afetada pela queda no preço internacional do petróleo.

    Câmbio

    O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5, refletindo o ambiente externo mais favorável ao risco.

    A moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, com:

    • queda de 0,06% no dia;
    • queda de 3,57% em abril;
    • queda de 9,02% no ano.

    Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu com investidores aproveitando o baixo valor para comprar moeda.

    O movimento foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

    Petróleo em queda

    Os preços do petróleo tiveram forte recuo nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.

    O barril do Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres. O barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.

    A queda da cotação do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

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  • Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Proposta será remetida de hoje para amanhã, afirma José Guimarães; presidentes da Câmara e do Senado discutiram assunto em almoço

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a Casa discuta a redução da jornada de trabalho por meio de PEC (proposta de emenda à Constituição). Lula, porém, reforçou que mesmo com a preferência de Motta pela PEC, enviará um projeto de lei com urgência constitucional para tentar acelerar a tramitação.

    Os dois abordaram a redução da jornada de trabalho durante almoço nesta terça-feira (14), que também contou com a participação do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e do novo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

    O projeto que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, é uma das prioridades do governo para este ano eleitoral.

    Motta definiu pela tramitação em forma de PEC no início de fevereiro e o relator do texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve apresentar o texto nesta quarta-feira (15). A tramitação da PEC é mais demorada, pois requer ainda a criação de uma comissão especial. Depois, o texto deve ser aprovado em dois turnos pelo plenário.

    Setores governistas defendem há semanas o envio de um projeto com urgência constitucional, que tem prazo de 45 dias de tramitação em cada Casa, para acelerar a discussão. O Executivo, porém, hesitou para reduzir as chances de atrito com Motta.

    Na última semana, Motta disse que foi informado pelo então líder do governo, José Guimarães, que o governo havia desistido de enviar o projeto. O Planalto, entretanto, negou esse acordo.

    Parte dos deputados prefere que o projeto tramite em forma de PEC para terem mais protagonismo sobre a proposta, que é popular e tem apelo eleitoral. Motta também teria dito que a proposta retoma o protagonismo da Câmara, segundo o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

    Com esse formato, o Congresso também teria mais poder sobre o tema, uma vez que propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção presidencial.

    Ao enviar um projeto de lei, Lula quer manter o direito a veto de trechos da proposta que for aprovada. Além disso, integrantes do governo desconfiam que a Câmara se voltou para a PEC justamente por ser um tipo de projeto com maior dificuldade para ser aprovado.

    Ficou acertado no almoço que, após o envio do projeto, Motta e os representantes do governo discutirão com as demais bancadas da Câmara para definir os próximos passos da discussão.

    “Nós acertamos que vamos enviar o projeto de lei com urgência constitucional sobre o 6×1”, disse Guimarães a jornalistas no Palácio do Planalto. Ele afirmou que o projeto será remetido “de hoje para amanhã”.

    “Uma crise que estava existindo, manda ou não manda, está superada. É um desejo do presidente encaminhar, e o presidente Hugo Motta concordou. Nós vamos sentar lá e discutir”, declarou o ministro das Relações Institucionais.

    Guimarães assumiu a articulação política em cerimônia realizada poucas horas antes, também no Planalto.

    No almoço, também ficou acertado que o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos não terá votação neste momento. A avaliação do governo é de que o ambiente político está conturbado para este tema. Motta indicou a Lula que aceita retirar o projeto de discussão por tempo indeterminado.

    Na segunda-feira, 13, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), demonstrou insatisfação com a retirada do projeto.

    “O governo agora que mande o projeto e depois justifique para a população o aumento dos preços”, disse nesta terça. “Vou ficar aguardando o governo mandar o projeto dele. Estou desafiando o ministro Boulos”, afirmou.

    Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral, é quem articula a proposta pelo lado do governo federal.

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

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  • Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Metal precioso com entrega prevista para junho fechou em alta de 2,87%, a US$ 4.813,1 por onça-troy; prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy

    Os preços do ouro fecharam em alta nesta terça-feira, 14, acima de US$ 4.800 a onça-troy, impulsionados pela desvalorização do dólar americano e pelo petróleo abaixo de US$ 100 o barril, em meio a um quadro de apetite por risco fomentado por expectativas de que os EUA e o Irã possam retomar negociações de paz ainda esta semana.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 1,73%, a US$ 4.850,1 por onça-troy. Na sessão, os contratos futuros de ouro chegaram a tocar a máxima de US$ 4.867,7. Já a prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy.

    O índice do dólar americano – que acompanha a moeda americana em relação a uma cesta de moedas principais – cedia 0,3%, para 98,07 pontos perto das 14h30 (de Brasília).

    Segundo o The New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em entrevista nesta quarta, que as negociações com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão. “Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, disse. Na véspera, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que os EUA mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações do fim de semana em Islamabad. Mas citou progressos nas conversas. Em entrevista na terça, 13, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também citou progressos nas negociações.

    “O ouro agora é uma questão de defesa cambial”, escrevem analistas da TD Securities. “Historicamente, a percepção de derrota (dos EUA) incentivou aliados a acumular ativos mais seguros, enquanto a percepção de vitória absoluta pode ser necessária, de forma assimétrica, para dissuadir esse comportamento”, notaram.

    “Em outras palavras: a batalha por Ormuz agora se concentra na defesa da moeda”, discorrem os analistas. Para a TD Securities, a fase de defesa da moeda neste conflito é desfavorável ao ouro, enquanto a percepção de uma vitória completa estiver em alta, o que acaba por dissuadir as compras de ouro, já que as nações priorizam as importações de energia, a estabilização econômica e cambial em detrimento da diversificação de reservas”.

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

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  • Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Presidente afirma que corrupção só aparece em gestões que combatem crimes. “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso’”, destacou Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que ele torne pública a origem do escândalo do Banco Master. Em entrevista aos veículos de esquerda Brasil 247, Revista Fórum e o Diário do Centro do Mundo (DCM), Lula disse ainda que não quer que Galípolo acuse o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, mas que mostre “quem é quem”.

    “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso. Eu não quero que você acuse o Roberto Campos porque você não é policial e nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem no cinema, quem é o artista principal e quem é o coadjuvante’”, afirmou Lula.

    O presidente disse ainda que a Polícia Federal precisa afirmar que os crimes desvendados desde 2023 foram feitos a partir de operacionalizações do governo dele.

    Lula afirmou ainda que a corrupção só aparece nos governos de quem combate os crimes, e que eles ficam ocultos em gestões que não se preocupam com o tema.

    “Quando você apura a corrupção e prende o bandido, aparece a corrupção. Aparece no governo de quem? De quem combate a corrupção. De quem não combate a corrupção não aparece”, declarou o presidente.

    O presidente voltou a dizer que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a PEC da Segurança Pública.

    Na pauta econômica, Lula disse que o governo está estudando formas de aliviar as dívidas de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, segundo o presidente, outra vez estão ficando “no vermelho”.

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

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  • FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    Apesar de pressões, guerra favorece exportadores de commodities. Para o Brasil, a projeção do Fundo Monetário Internacional foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026 e alertou para o risco de recessão caso a guerra no Oriente Médio se prolongue. Ao mesmo tempo, a instituição elevou a estimativa para o Brasil, impulsionado pela alta das commodities energéticas.

    Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global foi revisado de 3,3% para 3,1% em 2026. A mudança reflete os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre preços de energia, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

    Para o Brasil, a projeção foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período. De acordo com o FMI, o país tende a ser menos afetado que economias da Ásia, Europa e África e pode até se beneficiar no curto prazo por ser exportador líquido de energia.

    Guerra pressiona inflação

    O FMI avalia que o cenário atual representa um risco maior para a economia global do que choques recentes, como a onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo o economista-chefe da instituição, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves do que o previsto.

    No cenário considerado base, o conflito teria duração limitada, com preço médio do petróleo em torno de US$ 82 por barril em 2026. Ainda assim, haveria desaceleração global.

    Em um cenário mais adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril até 2027, o mundo poderia se aproximar de uma recessão.

    Já em uma hipótese mais severa, com preços chegando a US$ 110 em 2026 e US$ 125 em 2027, a inflação global ultrapassaria 6%, exigindo novos apertos monetários por parte dos bancos centrais.

    Brasil se beneficia

    Apesar do ambiente externo mais desafiador, o Brasil aparece entre os poucos países com revisão positiva nas projeções. O FMI atribui esse movimento ao aumento das receitas com exportações de petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional).

    Ainda assim, o crescimento brasileiro segue moderado em comparação com outras economias emergentes. Para 2027, a previsão é de expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, refletindo a desaceleração global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.

    O fundo destaca que fatores como reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante devem ajudar o país a enfrentar choques externos.

    Impactos nas grandes economias

    Entre as principais economias, os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, com leve desaceleração em 2027. A zona do euro enfrenta um cenário mais desafiador, com crescimento projetado em cerca de 1,1%, pressionado pelos custos de energia.

    A China deve ter expansão de 4,4% em 2026, enquanto o Japão mantém crescimento mais modesto, próximo de 0,7%.

    Economia global mais vulnerável

    O FMI ressalta que as projeções consideram um cenário relativamente controlado para o conflito. Caso haja escalada mais intensa ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia, os efeitos sobre crescimento, inflação e mercados financeiros podem ser significativamente mais severos.

    O relatório indica que a economia global entra em um período de maior fragilidade, com maior sensibilidade a choques geopolíticos. Segundo o fundo, o desempenho melhor do Brasil aparece como um alívio pontual, dependente de fatores externos.

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

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  • Novas regras de empréstimo consignado por servidores e aposentados

    Novas regras de empréstimo consignado por servidores e aposentados

    Agora será feita uma revisão, que tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra   servidores, aposentados e pensionistas do governo federal

    As novas regras para operações de empréstimo consignado com desconto na folha de pagamento de servidores públicos federais entram em vigor nesta terça-feira (14).

    A Portaria MGI nº 984/2026 foi publicada em fevereiro pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

    De acordo com a pasta, a revisão tem o objetivo de tornar o processo mais seguro, transparente e eficiente para prevenir fraudes, golpes ou práticas abusivas contra   servidores, aposentados e pensionistas do governo federal. Adicionalmente, a limitação de 30 dias para acesso aos dados dos usuários pretende evitar o assédio comercial por tempo indefinido e o vazamento de informações financeiras.

    Transparência das taxas de juros

    Os interessados com vínculo com o Poder Executivo Federal poderão consultar as taxas máximas de juros e demais custos e encargos praticados pelas instituições financeiras para cada modalidade de operação de consignado.

    Isso permite que servidores, aposentados e pensionistas comparem, de forma justa, qual banco oferece a melhor proposta.As informações deverão ser disponibilizadas diretamente no Portal do Servidor ou no aplicativo SouGov.br. Para acessar, é preciso entrar com o login e senha cadastrados na plataforma Gov.br

    Outros destaques

    Entre os principais atualizações, a nova legislação sobre os consignados com desconto em folha de pagamento do Executivo Federal determina:

    · fim das autorizações genéricas. Agora, cada operação (um novo empréstimo, um saque no cartão ou uma compra específica) exigirá uma nova confirmação direta e individualizada do servidor ou aposentado no aplicativo SouGov.br;

    . controle de cartões de crédito consignado. Cada uso de saque ou transação relevante precisará de uma validação expressa;

    . portabilidade de consignação: esta operação não exige a transferência de valores da conta do servidor para terceiros, por exemplo, via Pix. A portabilidade ocorre diretamente entre as instituições que oferecem os empréstimos, sem a intermediação com terceiros.

    Proibições

    A nova legislação proíbe a formalização de contratos de empréstimo por telefone ou aplicativo de mensagens instantâneas.

    Também está bloqueada a emissão de cartão extras (por exemplo, para dependentes) e de derivados ou subprodutos ligados à margem consignada. O objetivo é facilitar o controle financeiro da família e evitar o superendividamento do titular.

    As novas regras de empréstimo consignado ao servidor também proibiram a cobrança de taxas de serviço do cartão consignado (abertura do contrato, manutenção de conta ou anuidade).

    Outro impedimento é a cobrança de juros pelo banco consignatário sobre o valor das compras pagas com cartão de crédito, em caso de pagamento integral da fatura pelo usuário, em uma única parcela (sem entrar no rotativo ou parcelar o saldo), na data de vencimento.

    Portanto, o cartão deve funcionar como um cartão de crédito convencional. O banco somente poderá cobrar juros se o servidor optar pelo pagamento mínimo da fatura ou pelo financiamento do saldo devedor.

    Descontos sindicais

    Um capítulo inteiro da portaria foi dedicado aos descontos de valores por sindicatos.

    O desconto da contribuição sindical somente poderá ser efetuado mediante autorização prévia e expressa do empregado.

    Entre as obrigações, está a notificação do servidor sobre valores registrados em folha. Com isso, será possível confirmar ou contestar cobranças, caso necessário. O servidor também poderá confirmar sua filiação ao sindicato responsável pelo desconto.

    É vedado manter o desconto após o pedido de desfiliação do servidor ou após o fim do prazo da autorização de desconto do empregado.

    A portaria ainda define que os sindicatos devem manter a documentação comprobatória das autorizações – física ou digital – sempre que solicitada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

    Em caso de descontos indevidos, o sindicato deve ressarcir os valores.

    Se confirmado o cometimento de irregularidades, como a prestação de declaração falsa, estão previstas as seguintes penalidades:

    • desativação temporária do sindicato, o que impede a realização de novos descontos de valores na folha de pagamento do poder Executivo Federal, até que seja regularizada a situação;
    • descadastramento: expulsão total da entidade do sistema de consignações, caso não regularizem as falhas em até 180 dias.

    Documentação para cadastramento

    A portaria também atualizou a lista de documentos para o cadastramento dos bancos consignatários.

    Agora, são exigidos os certificados digitais (e-CNPJ e e-CPF) no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

    Continuam a ser cobrados no cadastro, entre outros, a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); o registro do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos representantes legais da entidade, e comprovação de endereço. A nova portaria passou a exigir agora.

    No caso de sindicatos, deve ser apresentada a ata da assembleia em que foi deliberado o valor da mensalidade sindical a ser descontada; a ata de posse da atual diretoria devidamente registrada; o registro sindical emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); e a relação dos filiados ativos nos últimos 12 meses.

    Reclamações e penalidades

    Caso identifique um desconto indevido, o banco consignatário será notificado para comprovar a regularidade da consignação contestada ou devolver o dinheiro descontado no prazo de até cinco dias úteis, contado da notificação, sob pena de exclusão da consignação.

    O consignado (servidor) será notificado para se manifestar sobre as justificativas apresentadas pelo banco, no prazo de até cinco dias úteis. 

    Se o governo der ganho de causa ao servidor na reclamação de desconto indevido, o banco tem, no máximo, 30 dias para devolver o dinheiro à conta original para ressarcir o prejuízo financeiro causado.

    O governo pode suspender temporariamente o banco (desativação temporária) antes mesmo do fim da investigação, caso haja indícios fortes de irregularidade.

    As instituições que descumprirem as regras (como prestar declaração falsa ou fazer descontos sem anuência) podem sofrer sanções, conforme cada caso.

    Conheça todas as novas regras para consignações em folha de servidores federais aqui.

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