Categoria: Uncategorized

  • Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso

    Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso

    Fisco esclarece que reajuste vem acompanhado de redução de tributos

    A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações ignoram as regras legais de apuração do imposto e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais IR após o aumento salarial.

    Em nota, o Fisco destaca que a reforma do Imposto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva. Sancionada no fim do ano passado, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido sobre rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

    “Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita no comunicado. 

    De acordo com a Receita, a categoria está entre as diretamente beneficiadas pelas novas regras.

    Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.

    Segundo o Fisco, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido, ao mesmo tempo em que corrige distorções na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.

    Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Manifestantes pedem delação de Vorcaro em ato contra o Master

    Manifestantes pedem delação de Vorcaro em ato contra o Master

    O ministro do STF Dias Toffoli é o segundo principal alvo dos manifestantes, que pedem impeachment

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Centenas de pessoas se reuniram nesta quinta-feira (22) em frente à sede do Banco Master, na zona sul de São Paulo, para protestar contra o conglomerado de Daniel Vorcaro e a forma como o STF (Supremo Tribunal Federal) tem conduzido o processo que investiga a instituição.

    A manifestação foi convocada pelo MBL (Movimento Brasil Livre), que também fundou o partido Missão. Entre os manifestantes há muitas pessoas com moletons e camisetas do partido.

    Os manifestantes pedem prisão para Vorcaro, mas também há cantos com pedido para que o banqueiro faça uma delação premiada. Também houve gritos de “fora Banco Master”, ainda que a instituição tenha sido liquidada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.

    O ministro do STF Dias Toffoli é o segundo principal alvo dos manifestantes, que pedem impeachment.

    O engenheiro Paulo Henrique Lara, 45, afirma que investiu R$ 60 mil em títulos do Banco Master. Ele diz que foi à manifestação por entender que foi prejudicado, mas também por ser seguidor do MBL. Ele afirma que o banco poderia ter sido liquidado antes, mas isso não aconteceu porque os sócios da instituição eram influentes.

    Manifestantes pedem delação de Vorcaro em ato contra o Master

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bolsa tem nova disparada e bate 177 mil pontos em meio a bom humor externo; dólar cai

    Bolsa tem nova disparada e bate 177 mil pontos em meio a bom humor externo; dólar cai

    A sinalização de acordo dos Estados Unidos sobre a Groenlândia e a suspensão de tarifas animaram investidores, favoreceram mercados emergentes e levaram o Ibovespa a renovar recordes, enquanto o dólar recuou diante da entrada de recursos estrangeiros

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa de Valores brasileira opera em forte alta nesta quinta-feira (22), estendendo o movimento da véspera e ainda embalada pelas discussões envolvendo a possível aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos.

    O presidente Donald Trump afirmou estar próximo de um acordo sobre a ilha ártica e suspendeu a ameaça de aplicar tarifas sobre oito países europeus. Analistas também repercutem dados norte-americanos de inflação e de atividade econômica.

    Às 12h54, o Ibovespa avançava 3,05%, aos 177.084 pontos, a caminho de renovar o recorde histórico pelo quarto dia consecutivo. Na máxima da sessão até aqui, chegou a 177.741 pontos. Na quarta-feira, o principal índice do mercado acionário do país superou pela primeira vez as marcas de 167 mil, 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos.

    Já o dólar recuava 0,38%, cotado a R$ 5,299.

    Trump afirmou, na rede social Truth Social, ter formado “uma estrutura de acordo futuro em relação à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”.

    “Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro.”

    O movimento foi lido como um recuo por parte do presidente republicano após reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Mais cedo, na quarta-feira, Trump já havia descartado o uso da força para tomar a ilha, de posse dinamarquesa, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    O comportamento de avanços e recuos de Trump, já conhecido dos mercados desde o episódio do tarifaço no ano passado, tem incentivado a diversificação de carteiras para fora dos Estados Unidos. Investidores buscam reduzir a exposição à volatilidade dos mercados norte-americanos, movimento do qual os emergentes têm se beneficiado.

    “Os investidores passam a revisar risco, reduzir a exposição a mercados supervalorizados e buscar alternativas onde o preço compensa o risco”, afirma Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos. “O dinheiro global não sai do sistema. Ele muda de endereço.”

    Na avaliação de especialistas, o Brasil se destaca por características próprias, como o elevado diferencial de juros — a Selic está em 15% ao ano desde junho passado — e a forte exposição da Bolsa a commodities, como petróleo e minério de ferro. As companhias listadas também seguem com preços atrativos: mesmo com os sucessivos recordes do Ibovespa, o índice ainda opera em múltiplos abaixo da média histórica.

    “O alívio nas tensões geopolíticas incentiva a entrada do estrangeiro na Bolsa. Já imaginávamos que isso iria ocorrer em algum momento, já que a capitalização do Ibovespa é pequena. Qualquer fluxo de capital novo faz efeito, especialmente em um momento de poucas vendas”, diz Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos.

    “Vemos esse movimento se estendendo até abril e, depois, quando as eleições começarem a entrar no preço dos ativos, esperamos mais volatilidade.”

    A entrada de recursos estrangeiros também impulsiona o câmbio, já que os investidores precisam converter dólares em reais para aplicar no mercado local.

    “O modelo sugere que o dólar deverá cair em direção a R$ 5,25, atual linha objetivo de queda. Assim, somente compras de curto prazo são recomendadas”, escreveu o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório enviado a clientes.

    O recuo de Trump em relação à Groenlândia também estimula investimentos em ativos mais arriscados, o que, somado à estratégia de rotação para fora dos Estados Unidos, favorece a Bolsa brasileira como mercado emergente.

    Os índices acionários na Europa também avançam nesta quinta-feira. O alemão DAX e o francês CAC 40 registram ganhos superiores a 1%. O dólar apresenta queda frente a divisas emergentes, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

    Os agentes do mercado ainda repercutem dados do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2025. A economia norte-americana cresceu a uma taxa anualizada revisada de 4,4%, o ritmo mais rápido desde 2023.

    Já os gastos dos consumidores, representados pelo índice PCE e responsáveis por cerca de dois terços da atividade econômica dos EUA, avançaram a uma taxa de 3,5% no terceiro trimestre. O PCE é a métrica preferida do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para balizar as decisões de política monetária.

    O Fed e o BC (Banco Central) brasileiro decidem sobre juros na próxima semana, entre terça e quarta-feira. A expectativa é que ambos mantenham suas taxas de referência inalteradas: os Fed Funds na faixa entre 3,5% e 3,75% e a Selic em 15%.

    Bolsa tem nova disparada e bate 177 mil pontos em meio a bom humor externo; dólar cai

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Brasil busca agilizar validação interna de acordo UE-Mercosul após Europa congelar pacto

    Brasil busca agilizar validação interna de acordo UE-Mercosul após Europa congelar pacto

    A decisão do Parlamento Europeu tomada nesta quarta-feira (21) coloca mais urgência na estratégia brasileira de avançar com velocidade na validação interna. Essa diretriz foi discutida pelo governo em uma reunião na Casa Civil, na véspera da manobra europeia

    (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca agilizar a validação pelo Congresso Nacional do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no último sábado (17), depois de a Europa ter aprovado a revisão jurídica que congela o tratado.

    De acordo com auxiliares do governo, o plano é acelerar ao máximo o avanço interno e demonstrar o engajamento do Brasil na ratificação do pacto UE-Mercosul. Ao manter o assunto em debate, os brasileiros esperam colocar pressão sobre os europeus.

    A decisão do Parlamento Europeu tomada nesta quarta-feira (21) coloca mais urgência na estratégia brasileira de avançar com velocidade na validação interna. Essa diretriz foi discutida pelo governo em uma reunião na Casa Civil, na véspera da manobra europeia.

    Procurado pela Folha de S.Paulo, o Itamaraty informou que acompanhará os próximos encaminhamentos do assunto pelas instâncias comunitárias competentes.

    “O governo brasileiro confere toda a prioridade à ratificação do Acordo Mercosul-UE e seguirá trabalhando para acelerar seus trâmites internos de aprovação com vistas a garantir que todas as condições para sua plena entrada em vigor estejam satisfeitas com a máxima celeridade possível”, diz a resposta.

    O encontro no Planalto serviu para estabelecer o fluxo de trabalho das próximas etapas e mobilizar os órgãos envolvidos para acelerar os trâmites. A previsão, de acordo com um interlocutor, é que nas próximas semanas o governo termine a revisão do texto em português e ele chegue na Casa Civil. Depois disso, será encaminhado para avaliação dos parlamentares.

    No Congresso Nacional, a mensagem presidencial é transformada em um PDL (projeto de decreto legislativo). A análise do texto começa pela Comissão da Representação Brasileira no Parlasul (Parlamento do Mercosul). O colegiado é misto, formado por deputados e senadores.

    Uma vez aprovado, o projeto segue para tramitação na Câmara dos Deputados, com análise na Comissão de Relações Exteriores e na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), antes de ir ao plenário, onde o texto precisa ser aprovado por maioria de votos. Isso significa ter aval de mais de 50% dos presentes, desde que haja um quórum mínimo de 257 deputados.

    O projeto segue, então, para o Senado Federal. Na Casa, ele precisa passar pela Comissão de Relações Exteriores e, depois, ser aprovado no plenário, também por maioria de votos (desde que haja o quórum mínimo de 41 senadores presentes na sessão). Por ser um PDL, o projeto não vai à sanção do presidente, ele é promulgado após a aprovação das duas Casas do Congresso.

    Para agilizar o andamento no Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), decidiu criar uma subcomissão dedicada ao acordo UE-Mercosul. A ideia é que os trabalhos do grupo sejam feitos em paralelo à discussão na Câmara de forma que os senadores tenham mais tempo para equacionar possíveis gargalos.

    O risco de os europeus submeterem os textos do acordo UE-Mercosul para avaliação do Tribunal de Justiça da União Europeia já estava no radar dos interlocutores brasileiros, que viam a judicialização como um cenário possível. Segundo quatro membros do governo ouvidos pela reportagem, agora será preciso ver qual será a reação dos órgãos europeus.

    A avaliação interna é que haverá atraso na implementação se, de fato, o procedimento na Europa consumir cerca de dois anos. No entanto, auxiliares do governo observam que a legislação europeia tem espaço para que outros mecanismos sejam acionados, incluindo um instrumento que colocaria o tratado UE-Mercosul em vigor de forma provisória.

    O eurodeputado sueco Jörgen Warborn afirmou nas redes sociais que o questionamento da legalidade do acordo é “lamentável” e “infundado”. “Portanto, peço a aplicação provisória, para permitir novas oportunidades de negócios na América do Sul e fortalecer os laços com um importante parceiro geopolítico”, escreveu.

    No entanto, Bruxelas promete não agir unilateralmente. Também é considerado improvável que a Comissão Europeia queira alimentar qualquer indisposição com o Parlamento neste momento. A Casa apreciará nesta quinta-feira (22) a quarta moção de censura contra Ursula von der Leyen, presidente da Comissão, em sete meses.

    O acordo foi assinado no último sábado por representantes do bloco sul-americano e por Von der Leyen depois de 26 anos de negociações.

    Lula, que teve papel importante nas tratativas, não compareceu ao evento em Assunção (Paraguai). Ele tinha a expectativa de que o texto fosse assinado na Cúpula do Mercosul em dezembro, em Foz do Iguaçu, o que não ocorreu depois que a Itália ameaçou vetar a negociação em busca de novas concessões da UE.

    A última versão do acordo ganhou salvaguardas para proteger produtores europeus.

    Com a nova manobra no Parlamento Europeu, o acordo promete entrar em nova espiral de espera, espécie de marca da tratativa que começou em 1999. No começo da semana, a expectativa era que o Parlamento ratificasse o acordo em abril ou maio, votação que agora não poderá ocorrer até que a revisão jurídica seja finalizada.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, dois aspectos do documento são contestados. Primeiro, o fato de a parte comercial ter sido separada do tratado maior, que dispõe também sobre questões políticas e diplomáticas, para acelerar a aprovação. Segundo, o mecanismo de balanceamento pelo qual países do Mercosul podem adotar medidas compensatórias caso eventuais mudanças futuras na legislação europeia prejudiquem suas exportações.

    Os eurodeputados apoiaram a solicitação de um parecer da corte avaliando se os textos do acordo UE-Mercosul estão em conformidade com a legislação da UE por uma maioria de apenas 10 votos. Foram 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções.

    Brasil busca agilizar validação interna de acordo UE-Mercosul após Europa congelar pacto

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bolsa dispara para 170 mil pontos, com discurso de Trump em Davos e pesquisa eleitoral no radar; dólar cai

    Bolsa dispara para 170 mil pontos, com discurso de Trump em Davos e pesquisa eleitoral no radar; dólar cai

    Ibovespa sobe mais de 2%, renova máxima histórica com forte entrada de capital estrangeiro, reação ao discurso de Donald Trump em Davos, alívio nas tensões internacionais e leitura positiva da pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg, enquanto dólar recua e investidores acompanham o caso Will Bank.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – 

    A Bolsa de Valores brasileira opera em forte alta nesta quarta-feira (21), com as atenções dos investidores voltadas para o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    No cenário doméstico, o mercado também reage à pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg divulgada pela manhã, que mostrou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em eventuais disputas de segundo turno. Os desdobramentos da liquidação extrajudicial da Will Financeira, braço digital do Banco Master, seguem no radar dos investidores.

    Por volta das 15h41, o Ibovespa avançava 2,5%, aos 170.536 pontos, impulsionado pela forte entrada de capital estrangeiro. O patamar de 170 mil pontos é inédito para o índice, que já havia renovado o recorde histórico pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, quando fechou em 166.276 pontos, e caminha para uma nova máxima nesta sessão. O dólar recuava 1,07%, cotado a R$ 5,32.

    Em seu discurso em Davos, Trump descartou o uso de força para obter o controle da Groenlândia e afirmou que pretende iniciar negociações imediatas para discutir a aquisição do território. O presidente minimizou a controvérsia, classificando a iniciativa como um “pedido pequeno” por um “pedaço de gelo”, e disse que a medida não representaria uma ameaça à Otan, aliança militar que inclui Estados Unidos e Dinamarca.

    As declarações ajudaram a aliviar parte das tensões geopolíticas recentes entre Washington e países europeus, que haviam provocado volatilidade nos mercados globais nos últimos dias. Antes disso, Trump havia ameaçado impor tarifas a oito países europeus, o que levou o Parlamento Europeu a suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a resposta do bloco será “inabalável” e “proporcional”.

    Nos mercados internacionais, a percepção de menor risco geopolítico contribuiu para a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e para a estabilização dos títulos japoneses, reduzindo a pressão sobre moedas emergentes. Segundo Marcio Riauba, chefe da mesa de operações da StoneX Banco de Câmbio, esse movimento ajudou a reverter o estresse observado na véspera sobre divisas de países emergentes.

    Para a Bolsa brasileira, o cenário favorece a entrada de recursos. Analistas destacam que o Brasil se beneficia da rotação global de capital para fora dos Estados Unidos, graças ao elevado diferencial de juros, à forte exposição a commodities e a avaliações consideradas atrativas. Além disso, a alocação em mercados emergentes segue em níveis historicamente baixos nos portfólios globais, o que abre espaço para a continuidade do fluxo de investimentos.

    A pesquisa Atlas/Bloomberg também contribuiu para o otimismo. Embora Lula siga liderando todos os cenários eleitorais, a redução da diferença para candidatos vistos como mais alinhados ao mercado reforça a percepção de maior competitividade eleitoral. Para investidores, isso sinaliza a possibilidade de uma alternância de poder a partir do próximo ciclo, aumentando o apetite por ativos domésticos.

    Outro ponto de atenção é a liquidação extrajudicial do grupo Master, que avançou sobre o Will Bank, braço digital da instituição. O Banco Central havia preservado o Will Bank inicialmente, ao decretar a liquidação do Banco Master em novembro, diante da expectativa de encontrar compradores, o que não se concretizou. Segundo o regulador, a decisão final ocorreu após o banco deixar de honrar compromissos com participantes da cadeia de cartões, incluindo a bandeira Mastercard.
     
     

     

    Bolsa dispara para 170 mil pontos, com discurso de Trump em Davos e pesquisa eleitoral no radar; dólar cai

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Fim da escala 6×1 deve aumentar produtividade, diz Boulos

    Fim da escala 6×1 deve aumentar produtividade, diz Boulos

    Segundo Boulos, um estudo da Fundação Getulio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita de 72% delas e de cumprimento de prazos em 44%.

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou, nesta quarta-feira (25), que o fim da escala de seis dias de trabalho por um de folga (6×1) no Brasil deve levar ao aumento da produtividade da economia do país. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, ele defendeu a redução de jornada para os trabalhadores e deu exemplos de empresas que já adotaram novos regimes de trabalho.

    Segundo Boulos, um estudo da Fundação Getulio Vargas, em 2024, envolvendo 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita de 72% delas e de cumprimento de prazos em 44%. “Estão reduzindo mesmo sem a legislação”, destacou.

     

    “E por que aumenta a produtividade? Com seis dias de trabalho, um de descanso – e às vezes esse um, principalmente para as mulheres, é para fazer serviço de cuidado em casa – quando essa pessoa chega ao trabalho, ela já está cansada. Quando esse trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Então, o que a gente sustenta é baseado em dados”, afirmou.

     

    O ministro contou ainda que a empresa Microsoft, no Japão, adotou a escala 4 por 3 e teve aumentou de 40% na produtividade individual do trabalhador. Boulos também deu exemplo de outros países.

    “A Islândia em 2023 reduziu para 35 horas [semanais], com jornada 4 por 3. Sabe o que aconteceu? A economia da Islândia cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%. Nos Estados Unidos, houve uma redução média de 35 minutos de trabalho por dia nos últimos três anos. Não foi uma lei, isso aconteceu pela própria dinâmica do mercado e aumentou em média 2% da produtividade”, disse.

    Segundo Boulos, a baixa produtividade da economia é um dos argumentos de quem é contra a mudança na escala de trabalho.

    “Se a produtividade é baixa e você não quer deixar um tempo para o trabalhador fazer um curso de qualificação, como é que vai aumentar a produtividade?”, questionou.

    “Aliás, uma parte importante de uma produtividade menor que a média no Brasil não é responsabilidade do trabalhador, é do setor privado que não investe em inovação e tecnologia. Quase todo o investimento em inovação, tecnologia e pesquisa no Brasil é do setor público. O setor privado brasileiro é um dos que menos investe, proporcionalmente aos países no mesmo patamar”, argumentou.

    A proposta defendida pelo governo é a redução das atuais 44 horas semanais de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, em um regime de, no máximo, cinco dias de trabalho por dois de folga (6×1). A medida deve incluir ainda um período de transição e compensações para micro e pequenas empresas.

    “Essa é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores”, disse Boulos, destacando que há um avanço na discussão com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

    Em fevereiro do ano passado, foi protocolada na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025 que acaba com a escala 6×1. A PEC estabelece a jornada de trabalho de, no máximo, 36 horas semanais e 4 dias de trabalho por semana, mas há outras propostas no Congresso que tratam da redução de jornada.

    Juros

    O projeto sofre resistência de setores empresariais que também alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas com a contratação de mais trabalhadores. Para Boulos, há um super dimensionamento do custo da redução de escala de trabalho, mas que para os pequenos será discutido um modelo de adaptação.

    O ministro da Secretaria-Geral criticou os juros altos no Brasil e afirmou que isso pressiona mais o setor produtivo.

    “Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juro escorchante [abusiva], de agiotagem, que a gente tem no Brasil”, afirmou.

    Uns dos instrumentos para controlar a inflação é a taxa básica de juros (a Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

    Mesmo com o recuo dos preços, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

    “Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de juros nenhum trabalhador aguenta e nenhum empresário aguenta. Como é que você vai aumentar o investimento? Como é que você vai arrumar capital de giro com esse custo do dinheiro? Não tem o menor cabimento. Então, parte do problema que vai aliviar os pequenos, os médios e, nesse caso, até os grandes empresários do Brasil é a redução da taxa de juros escorchante e injustificável”, argumentou.

    A próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro. Em comunicado, na última reunião em dezembro, o colegiado não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. O BC informou que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia da instituição é manter a Selic neste patamar por bastante tempo.

     

    Fim da escala 6×1 deve aumentar produtividade, diz Boulos

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Trump diz em Davos ver economia em expansão, investimentos disparando e inflação derrotada

    Trump diz em Davos ver economia em expansão, investimentos disparando e inflação derrotada

    Em discurso no Fórum de Davos, presidente dos EUA exaltou desempenho da economia americana, defendeu suas políticas e fez críticas à Europa em meio a tensões comerciais e diplomáticas envolvendo a Groenlândia.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira, 21, durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que a economia dos Estados Unidos está em expansão e que os investimentos no país estão disparando, enquanto a inflação, segundo ele, foi derrotada. A fala foi direcionada, nas palavras do próprio Trump, a “alguns amigos e alguns inimigos”.

    “Vocês verão um crescimento que nenhum país jamais viu. A estimativa de crescimento do quarto trimestre de 2025 dos EUA é de 5,4%”, disse Trump, ao afirmar que as pessoas “estão felizes” com seu governo e que a inflação subjacente ficou em 1,5% no quarto trimestre de 2025.

    Trump declarou ainda acreditar que suas políticas podem impulsionar “ainda mais” o crescimento econômico e afirmou que pretende elevar os padrões de vida no país.

    Europa

    No discurso, o presidente dos EUA disse também que “ama” a Europa e que quer ver os europeus “se dando bem”, mas avaliou que o continente não está no caminho certo.

    A declaração ocorre em meio a incertezas nas relações entre Washington e Bruxelas, após Trump ameaçar impor tarifas progressivas contra oito países europeus, em meio às investidas americanas para a aquisição da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca.

    Segundo Trump, há locais da Europa que “já não são reconhecíveis”.

    Trump diz em Davos ver economia em expansão, investimentos disparando e inflação derrotada

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

    Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

    Queda dos juros nos EUA e estabilidade dos títulos japoneses favorecem moedas emergentes, enquanto mercado acompanha discurso de Trump em Davos, dados econômicos americanos e pesquisas eleitorais no Brasil, além de decisões recentes do Banco Central e movimentações no setor financeiro.

    O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 21, cotado perto de R$ 5,35 por volta das 9h50. Segundo Marcio Riauba, head da mesa de operações da StoneX, a queda dos rendimentos dos Treasuries e a estabilização dos títulos japoneses (JGBs) ajudam a reverter, ao menos por enquanto, a pressão observada na véspera sobre as moedas emergentes, que se valorizam nesta manhã.

    Riauba pondera, no entanto, que o mercado segue sensível às incertezas geopolíticas no exterior e ao cenário eleitoral no Brasil.

    No ambiente internacional, há a percepção de que as tensões diplomáticas envolvendo a Groenlândia podem arrefecer, embora a União Europeia tenha elevado o tom contra eventuais medidas protecionistas na próxima cúpula do G7, marcada para quinta-feira. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já afirmou que não participará do encontro.

    No radar dos investidores está o discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos. O presidente chegou à Suíça após horas de atraso provocadas por um problema elétrico no Air Force One. O mercado também acompanha dados do setor imobiliário dos Estados Unidos e o início do julgamento da diretora do Fed, Lisa Cook, na Suprema Corte, em meio à pressão da Casa Branca sobre o banco central americano.

    No cenário doméstico, uma nova pesquisa AtlasIntel aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para 2026 em todos os cenários testados, com cerca de 48% a 49% no primeiro turno. Ele venceria no segundo turno nomes como Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, embora a vantagem sobre Flávio tenha diminuído. O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, aparece como o mais rejeitado, seguido por Lula.

    Na agenda econômica, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou para alta de 0,44% na segunda prévia de janeiro, após avanço de 0,14% na mesma leitura de dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Mais cedo, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde novembro, em decorrência da liquidação do Banco Master, seu controlador.

    O BRB negocia a venda de uma carteira de quase R$ 1 bilhão em empréstimos a estados e municípios, com garantia da União, para Itaú e Bradesco, após possíveis prejuízos relacionados a ativos do Banco Master.

    Ainda em Davos, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo estuda retirar a fiscalização dos fundos de investimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e transferir essa atribuição para o Banco Central.

    Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul ao enviá-lo à Justiça

    Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul ao enviá-lo à Justiça

    Assinado no último sábado (17) por representantes do bloco sul-americano e por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo de livre comércio criaria o maior mercado do gênero no mundo, com 722 milhões de consumidores

    (FOLHAPRESS) – O Parlamento Europeu aprovou a revisão jurídica do acordo UE-Mercosul, nesta quarta-feira (21), em Estrasburgo. Deputados votam a favor de pedido para que Tribunal de Justiça da União Europeia avalie bases legais do acordo de livre comércio com o Mercosul, o que deve atrasar ratificação.

    Assinado no último sábado (17) por representantes do bloco sul-americano e por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, o acordo de livre comércio criaria o maior mercado do gênero no mundo, com 722 milhões de consumidores.

    Esperava-se agora que o Parlamento em abril ou maio ratificasse o acordo. A maioria que era a favor do tratado até dezembro, quando a Itália ameaçou vetar a negociação em busca de novas concessões da UE, agora virou minoria, dado resultado da votação desta quarta-feira.

    Se a influência política dos agricultores é exacerbada em vários países do continente, no Parlamento ela ganha ainda mais força em um ano de eleições regionais. Além da ultradireita e de populistas, que exploram o nacionalismo e a crise do setor em busca de ganhos eleitorais, parte da esquerda também é contra o tratado por razões ambientais e sociais.

    A última versão do acordo ganhou salvaguardas para proteger os produtores europeus. Cláusulas anteriores também obrigam a permanência dos países do Mercosul no Acordo de Paris e respeito às normas sanitárias europeias. De acordo com ambientalistas, as ressalvas não são suficientes para assegurar a proteção de biomas e florestas.

    Nesta semana, nem mesmo a disputa política e comercial da UE com os EUA, renovada pelas reiteradas ameaças de Donald de Trump de anexar a Groenlândia, amenizaram a oposição ao projeto com o bloco sul-americano, que é negociado desde 1999.

    O Parlamento congelou a tramitação do acordo tarifário assinado no ano passado entre UE e EUA e, no Fórum Econômico de Davos, na terça-feira (20), Von der Leyen usou o acordo como exemplo de independência do bloco. “A Europa escolhe o mundo, e o mundo escolhe a Europa”, declarou em discurso recheado de críticas ao presidente americano.

    Segundo a Comissão Europeia, o acordo UE-Mercosul já poderia entrar em vigor mesmo sem a ratificação dos eurodeputados. É improvável, porém, que Bruxelas crie tamanha indisposição com o Parlamento, que aprecia nesta quinta-feira (22) a quarta moção de censura contra Von der Leyen em sete meses.

    Nada indica que o movimento tenha alguma chance de sucesso.

    Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul ao enviá-lo à Justiça

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Agências do INSS vão abrir no fim de semana antes de suspender os serviços

    Agências do INSS vão abrir no fim de semana antes de suspender os serviços

    Os serviços presenciais e digitais do instituto serão suspensos por causa de uma migração dos dados de um sistema computacional antigo para um mais recente. A Dataprev, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do INSS, conduzirá a atualização que, segundo o órgão, promete mais estabilidade, segurança e eficiência no atendimento aos segurados

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nestes sábado (24) e domingo (25), o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fazem novamente atendimento extra em agências de várias cidades. As unidades abrem em regime de mutirão para antecipar agendamentos que estariam marcados para os dias 28, 29 e 30 de janeiro, em que não haverá atendimento.

    Durante esse período, não apenas o atendimento presencial será suspenso, mas também os canais digitais. O portal e aplicativo Meu INSS e a Central Telefônica 135 ficarão indisponíveis a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro, impossibilitando consultas, agendamentos e outros serviços digitais.

    Os serviços presenciais e digitais do instituto serão suspensos por causa de uma migração dos dados de um sistema computacional antigo para um mais recente. A Dataprev, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do INSS, conduzirá a atualização que, segundo o órgão, promete mais estabilidade, segurança e eficiência no atendimento aos segurados.

    Segundo o INSS, a estratégia de abertura nos finais de semana funciona como uma espécie de “força-tarefa” para desafogar a agenda e permitir que beneficiários que dependem de serviços presenciais -como perícias médicas e atendimento administrativo- não sejam prejudicados pela interrupção técnica.
    O INSS reforça que, para quem preferir atendimento em dia útil após o restabelecimento dos sistemas, será garantido o reencaixe.

    Para evitar transtornos, os segurados com agendamentos para o fim de janeiro devem verificar com antecedência se sua data foi antecipada para um dos mutirões de fim de semana ou se permanecerá para um dia útil após a paralisação.

    Nesta semana, o Meu INSS tem apresentado instabilidade e lentidão. Desde a noite de segunda-feira, há relatos nas redes sociais sobre dificuldades para acessar os serviços do instituto, tanto pelo aplicativo quanto pelo site.

    Segundo o INSS, de acordo com informações da Dataprev, a instabilidade registrada no Meu INSS nesta segunda foi causada por um aumento atípico no volume de acessos.

    “Em um único dia, foram cerca de 8,5 milhões de consultas, um aumento de 143% em relação à média diária de 3,5 milhões de acessos, o que impactou o tempo de resposta do sistema”, afirma o órgão, em nota.

    A sobrecarga, diz, ocorreu devido à atualização da margem para empréstimos consignados, ao reajuste de benefícios e à nova alíquota do Imposto de Renda com isenção para quem ganha até R$ 5.000.

    Nesta terça-feira (20), a dificuldade de acesso ainda persistia.

    Agências do INSS vão abrir no fim de semana antes de suspender os serviços

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia