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  • Dólar cai até R$ 4,97 e Bolsa bate recorde com negociações entre EUA e Irã em foco

    Dólar cai até R$ 4,97 e Bolsa bate recorde com negociações entre EUA e Irã em foco

    A cotação é resultado de uma convergência de fatores que colocam o mercado brasileiro como um dos mais bem posicionados para enfrentar a guerra dos Estados Unidos e Israel

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua nesta terça-feira (14), com investidores acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã e mais otimistas de que os países cheguem a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

    Às 11h31, a moeda norte-americana caía 0,33%, cotada a R$ 4,980 -na mínima da sessão, o dólar chegou a R$ 4,974. O movimento é similar ao do exterior, onde o índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,37%, aos 97,99 pontos.

    No mesmo horário, a Bolsa subia 0,43%, aos 198.856 pontos. Na máxima do pregão, chegou a 199.354 pontos, alta de 0,68% -novo recorde intradiário.

    O dólar se mantém abaixo do patamar de R$ 5 pela primeira vez em dois anos. A moeda recuou para níveis inferiores a essa marca na última segunda-feira (13).

    O pregão desta terça-feira segue com as negociações entre EUA e Irã no radar. Uma fonte do governo iraniano disse que os dois países devem retomar as conversas no fim desta semana, embora ainda não haja data definida.

    A notícia reforça o otimismo dos investidores. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã quer firmar um acordo para encerrar o conflito, que se estende desde o fim de fevereiro.

    “No câmbio, o real segue demonstrando força, o que ajuda a aliviar um pouco a percepção de risco local e melhora o humor para ativos brasileiros. Esse movimento também conversa com o fluxo estrangeiro. O pregão tende a ser guiado por um equilíbrio entre o alívio cambial, pressão de juros e sensibilidade ao noticiário internacional”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil.

    A cotação de R$ 4,997 é resultado de uma convergência de fatores que colocam o mercado brasileiro como um dos mais bem posicionados para enfrentar as turbulências globais causadas pela guerra no Irã.

    A retomada do fluxo de investimentos estrangeiros para países emergentes, beneficiando o real, é um deles. No começo deste ano, esse movimento levou o dólar a R$ 5,12 e a Bolsa brasileira a bater diversos recordes em fevereiro. O fluxo, contudo, foi interrompido com a guerra no Irã.

    Com o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o otimismo voltou: a trégua entre os países, anunciado em 7 de abril, reduziu a aversão ao risco global e reacendeu o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes.

    A isso se somam o diferencial de juros com os EUA, considerado elevado, e a distância do Brasil em relação ao conflito, considerados pontos a favor.

    A soma de fatores empurrou o dólar para baixo já na semana passada. Na sexta, por exemplo, a moeda testou o patamar de R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçada a esse valor, pegando carona no otimismo com uma trégua definitiva no Oriente Médio e no custo-oportunidade de investir no Brasil.

    O fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no final de semana chegou a impor cautela nos mercados, com a moeda atingindo a máxima de R$ 5,039 e a Bolsa, a mínima de 196.222 pontos, na última segunda.

    A tendência foi revertida à tarde, quando Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que o Irã procurou pelo governo republicano visando o cessar-fogo.

    Há, contudo, algumas incertezas. O bloqueio dos EUA ao estreito de Hormuz, determinado por Trump no domingo (12), continua após as delegações não chegarem a um acordo.

    A medida foi uma resposta à cobrança de pedágio para embarcações. Em vez de reabrir a passagem, como previsto na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que, segundo o governo iraniano, evita minas colocadas pela própria teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por barril de óleo transportado.

    “O bloqueio será realizado de maneira imparcial contra embarcações de todos os países que entrem ou partam de portos e áreas costeiras do Irã”, disseram os militares americanos, acrescentando que não impedirão a navegação de navios “que cruzem o estreito de Hormuz vindo de ou com destino a portos não iranianos”.

    O prazo de suspensão nuclear é considerado um dos principais impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de toda a atividade nuclear de Teerã, enquanto o país defende uma pausa de até cinco anos.

    Dólar cai até R$ 4,97 e Bolsa bate recorde com negociações entre EUA e Irã em foco

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  • Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende ajustes na Previdência em evento com sindicalistas

    Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende ajustes na Previdência em evento com sindicalistas

    Para ele, os avanços tecnológicos permitem que a jornada diminua após quase 40 anos da última redução no Brasil, citando a Constituição de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais

    (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu o fim da escala 6×1 e disse que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial frente aos avanços da tecnologia. Alckmin apontou ainda necessidades de ajustes na Previdência.

    As afirmações foram feitas em discurso voltado ao movimento sindical e a lideranças trabalhistas, na sede da UGT (União Geral dos Trabalhadores) em São Paulo nesta segunda-feira (13). “Com tecnologia, você faz mais com menos gente, então cada vez você produz mais com menos trabalhadores, é uma tendência mundial da redução de jornada”, disse.

    Para ele, os avanços tecnológicos permitem que a jornada diminua após quase 40 anos da última redução no Brasil, citando a Constituição de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais. Alckmin pontuou ainda que há diferenças entre os setores produtivos e que essas necessidades precisam ser consideradas.

    O vice-presidente disse que a votação do projeto na Câmara dos Deputados para reduzir a jornada pode ocorrer nesta semana. Para ele, a redução é uma tendência mundial.

    “Se nós podemos fazer mais com menos gente, as fábricas produzem mais com menos gente, o campo produz mais com menos gente, é óbvio que você vai ter uma jornada um pouco menor”, reforçou.

    O vice-presidente relatou que tem sido abordado por trabalhadores com esse tipo de demanda. “Parei para fazer um lanchinho na rodovia, na Carvalho Pinto, e a hora que a mocinha veio me servir ela disse que não quer trabalhar seis dias por semana. ‘Eu sou mãe, eu tenho família, eu tenho tarefas domésticas. Eu posso vir sábado, posso vir domingo, mas eu queria que a jornada fosse de cinco dias’”, contou.

    Em seu discurso, tratou também de possíveis ajustes na Previdência, justificando a necessidade de ajustes atuariais, que levam em conta a expectativa de vida da população, que está vivendo mais. Ao ser abordado depois, afirmou que, no diz respeito ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) o principal já teria sido feito.

    Segundo o vice-presidente, o aumento da expectativa de vida dos brasileiros seria um fator que exige revisão dos cálculos atuariais do sistema. Ele apresentou dados que indicam que brasileiros que atingem idades mais avançadas tendem a viver significativamente mais, o que impacta diretamente a sustentabilidade previdenciária.

    Alckmin criticou desigualdades entre regimes de aposentadoria, apontando diferenças expressivas entre os benefícios pagos pelo INSS, cuja maioria gira em torno de um salário mínimo, e aposentadorias mais elevadas no setor público.

    Segundo ele, o ajuste fiscal necessário não deve recair sobre os trabalhadores de menor renda, mas sim combater privilégios e distorções no topo do sistema.O vice-presidente também defendeu maior justiça tributária como forma de equilibrar as contas públicas sem penalizar os mais pobres.

    Ele destacou medidas recentes que ampliam a faixa de isenção do Imposto de Renda e disse que a reforma tributária via trazer mais justiça social quando a sociedade começar a sentir seus efeitos. Reforçou ainda a necessidade de tributar proporcionalmente os mais ricos, mantendo responsabilidade fiscal.

    O presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou ser “garoto propaganda do fim da escala 6×1”. Ele também é presidente do Sindicato dos Comerciários de SP. Para o sindicalista, os trabalhadores querem continuar produzindo, mas também desejam mais tempo para viver, conviver com a família e cuidar da própria saúde.

    Segundo ele, a decisão sobre a jornada deve envolver toda a sociedade, como escolha entre um país “de castas” ou mais inclusivo. Patah também criticou o espaço predominante dado a setores empresariais no debate público.

    Na abertura do evento, lideranças sindicais reforçaram a importância da organização e da mobilização, fizeram críticas ao Congresso Nacional e disseram que, em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vão cobrar alguma medida efetiva para o sustento do sindicatos após a fim da contribuição obrigatória na reforma trabalhista de 2017.

    Roberto de Santiago, presidente da Femcaco (Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental de SP), afirmou que há necessidade de ir às ruas para defender o governo, mas também é preciso cobrar a igualdade nas regras de contribuição entre trabalhadores e empregadores.

    Enilson Simões de Moura, o Alemão, vice-presidente executivo da UGT, afirmou que o cenário político atual é mais desafiador, com presença de setores conservadores no Congresso, e avaliou que a próxima eleição exigirá maior esforço das centrais sindicais.

    Rejane Soldani Sobreiro, presidente do Sigmuc (Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba), também deu destaque ao fim da escala 6×1, relacionando a pauta à mudança de mentalidade dos trabalhadores após a pandemia. Segundo ela, cresceu a percepção de que o trabalho consome o tempo de vida, o que reforça a luta por jornadas mais equilibradas.

    O evento reuniu representantes de diversas categorias profissionais, como comerciários, bancários, agentes comunitários de saúde, taxistas, eletricitários, bibliotecários, ferroviários, trabalhadores da saúde, economistas, construção civil, motoristas, trabalhadores de cargas próprias, integrantes de centrais sindicais, cooperativas, setor hoteleiro, sindicatos estaduais da UGT, coletores, instaladores de TV e internet, trabalhadores dos Correios e padeiros, entre outros.

    Alckmin diz que fim da escala 6×1 é tendência mundial e defende ajustes na Previdência em evento com sindicalistas

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  • Após recorde de endividamento, mais famílias buscam crédito emergencial

    Após recorde de endividamento, mais famílias buscam crédito emergencial

    O nível de endividamento total das famílias chegou aos 49,7%, e o comprometimento da renda mensal chegou a cerca de 29,3%, segundo dados divulgados do BC. Gonçalves afirma que, com o alto volume de endividamento, pode haver uma desaceleração mais rápida da economia do que o planejado

    (FOLHAPRESS) – As famílias brasileiras estão recorrendo ao uso de créditos emergenciais como o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial para quitar as dívidas em meio ao pico histórico de endividamento atingido em janeiro.

    Enquanto o crédito de longo prazo -que abrange modalidades como consignado, não consignado, financiamento de veículos e outros bens- cresceu cerca de 12,5%, as modalidades emergenciais saltaram 23% em fevereiro deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Termômetro do Crédito, realizado pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) com base em dados do Banco Central.

    “As famílias já estão endividadas e a oferta de crédito barato também foi reduzida. Então, a conjugação de todos esses aspectos, produz esse movimento de um crescimento de linhas de maior risco”, diz Everton Gonçalves, diretor de economia, regulação e produtos da ABBC.

    O nível de endividamento total das famílias chegou aos 49,7%, e o comprometimento da renda mensal chegou a cerca de 29,3%, segundo dados divulgados do BC. Gonçalves afirma que, com o alto volume de endividamento, pode haver uma desaceleração mais rápida da economia do que o planejado.

    “Por enquanto o mercado continua com níveis recordes de taxa de emprego, de crescimento, de salário, mas pode ocorrer uma mudança e isso preocupa”, disse.

    As linhas emergenciais são as de maior risco e de custo mais elevado do mercado. Por exemplo, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo atingiu o patamar de 435,9% ao ano, como divulgado pelo BC.

    Desde janeiro de 2024, está em vigor a norma que estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode superar o dobro do montante original. Isso significa que a taxa de juros é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída.

    Hoje, a taxa de juros básica (Selic) da economia está em 14,75% ao ano.

    Segundo o levantamento da ABBC, o cartão de crédito rotativo é a modalidade que mais gerou inadimplência para a pessoa física, com 59,7%, seguido pelo cheque especial, com 14,4%.

    A linha de crédito do rotativo é recomendada por especialistas apenas em casos emergenciais. O rotativo é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura do cartão de crédito na data de vencimento.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou, governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja autorizar um saque extraordinário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas das famílias. Os estudos são para liberar 20% dos valores para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

    Já as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) sofrem um impacto mais profundo do que as grandes corporações nesse cenário de crédito restrito.

    O movimento de desaceleração da economia, reflexo da política monetária adotada pelo Banco Central, provocou uma deterioração na carteira de crédito voltada para as MPMEs.

    Essa deterioração gerou uma disparidade no mercado. Enquanto a taxa de inadimplência das pequenas e médias empresas atingiu 5,9%, a das grandes empresas permaneceu controlada em 0,6%.

    “As pequenas e médias empresas sempre são mais impactadas porque elas têm uma sensibilidade ao movimento da economia maior do que as grandes empresas”, explica o diretor da ABBC.

    Como não conseguem captar recursos no mercado de capitais e enfrentam juros altos nos bancos, a principal ajuda para as pequenas e médias empresas tem vindo das modalidades de recursos direcionados (RD), como os programas vinculados ao BNDES, FGI e PEAC-FGI, como mostra o levantamento da ABBC.

    Essas linhas governamentais oferecem taxas de juros mais acessíveis e focam no financiamento de médio e longo prazo, com fontes de recursos próprias.

    Após recorde de endividamento, mais famílias buscam crédito emergencial

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  • Bolsas da Europa sobem com esperança de nova rodada de negociações entre EUA e Irã

    Bolsas da Europa sobem com esperança de nova rodada de negociações entre EUA e Irã

    Às 6h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,13%, a de Paris avançava 0,67% e a de Frankfurt ganhava 0,97%. As de Milão e Madri, por sua vez, tinham respectivas altas de 0,56% e 0,65%. Na contramão, a de Lisboa caía 0,09%.

    As bolsas europeias operam em alta na manhã desta terça-feira, 14, após iniciarem a semana em queda, em meio a expectativas de uma possível segunda rodada de conversas entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

    Por volta das 6h10 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,77%, a 618,58 pontos.

    Os investidores seguem esperançosos por uma desescalada duradoura do conflito, agora em sua sétima semana. Segundo relatos, EUA e Irã avaliam uma nova rodada de negociações antes de uma trégua temporária expirar na próxima semana. Ontem, militares americanos iniciaram um bloqueio a portos iranianos, em mais um passo de Washington para aumentar a pressão sobre Teerã, depois que conversas de paz no fim de semana terminaram sem acordo.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, também sugeriu que Washington segue disposto a dialogar com Teerã. “Posso dizer que fomos contatados pelo outro lado”, afirmou, sem dar detalhes. O vice-presidente JD Vance, por sua vez, disse à Fox News que houve avanços nas conversas recentes com os iranianos, mas indicou que agora cabe a Teerã fazer concessões para destravar as negociações.

    Com a melhora do sentimento, o petróleo opera em baixa desde a noite de segunda. Por volta das 6h30 desta terça, o WTI recuava cerca de 2%.

    Mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) estimou, em relatório mensal, que a demanda global de petróleo encolherá em 80 mil barris por dia (bpd) em 2026, devido à guerra no Oriente Médio. Anteriormente, a AIE projetava crescimento de 640 mil bpd.

    Às 6h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,13%, a de Paris avançava 0,67% e a de Frankfurt ganhava 0,97%. As de Milão e Madri, por sua vez, tinham respectivas altas de 0,56% e 0,65%. Na contramão, a de Lisboa caía 0,09%.

    Bolsas da Europa sobem com esperança de nova rodada de negociações entre EUA e Irã

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  • Quem pode receber na nova liberação de R$ 7 bilhões do FGTS?

    Quem pode receber na nova liberação de R$ 7 bilhões do FGTS?

    Liberação deve alcançar cerca de 10 milhões de trabalhadores que tiveram valores bloqueados após demissão; pagamentos ainda dependem de medida provisória e seguirão calendário da Caixa, com consulta e solicitação feitas pelo aplicativo do FGTS

    O governo federal prepara a liberação de R$ 7 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para um novo saque que deve alcançar milhões de trabalhadores. A medida ainda depende de formalização por meio de medida provisória, mas já teve os principais detalhes confirmados pelo Ministério do Trabalho.

    Quem terá direito ao saque

    A liberação é direcionada a cerca de 10 milhões de trabalhadores que aderiram ao modelo de saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.

    Nesse grupo, muitos tiveram parte do saldo do FGTS bloqueada após a demissão. Agora, o governo pretende liberar esses valores que ficaram retidos, considerados um “resíduo” de liberações anteriores.

    Qual é o objetivo da medida

    A iniciativa faz parte de um pacote para aliviar o endividamento das famílias brasileiras, que atingiu níveis recordes. Dados recentes da CNC apontam que mais de 80% das famílias têm dívidas a vencer.

    A ideia é que o dinheiro do FGTS ajude principalmente na quitação ou renegociação de débitos, como cartão de crédito.

    Como será feito o pagamento

    Os valores devem ser depositados pela Caixa Econômica Federal, seguindo um calendário baseado no mês de nascimento do trabalhador, ainda a ser divulgado.

    Quem já tiver conta cadastrada no aplicativo do FGTS deve receber o crédito automaticamente. Caso contrário, será possível sacar o dinheiro usando:

    Cartão Cidadão e senha
    Caixas eletrônicos da Caixa
    Casas lotéricas
    Correspondentes Caixa Aqui

    Como solicitar o saque

    A solicitação deve ser feita de forma digital, pelo aplicativo do FGTS. No app, o trabalhador poderá indicar a conta bancária para receber o valor, inclusive de outros bancos.

    Como consultar se tem direito

    A verificação pode ser feita pelos seguintes canais:

    Aplicativo FGTS
    Site da Caixa Econômica Federal
    Telefone 0800 726 0207 (opção FGTS)
    Agências da Caixa
    No aplicativo, também é possível consultar o extrato completo e verificar o valor disponível.

    Quanto cada trabalhador vai receber

    O valor varia de acordo com o saldo que ficou bloqueado na conta do FGTS. O governo ainda não divulgou limites ou regras detalhadas para os saques.

    Novas liberações podem ocorrer

    Além desse lote de R$ 7 bilhões, o governo estuda uma segunda etapa, que pode liberar entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões.

    Nesse caso, a proposta seria permitir que trabalhadores com saldo ativo no FGTS usem parte do dinheiro para quitar dívidas, com possíveis critérios de renda e limites ainda em definição.

    Quando o dinheiro será liberado

    Ainda não há data oficial. A expectativa é que o calendário seja divulgado após a publicação da medida provisória.

    Até lá, a recomendação é acompanhar os canais oficiais e manter os dados atualizados no aplicativo do FGTS para garantir o recebimento.
     
     

     

    Quem pode receber na nova liberação de R$ 7 bilhões do FGTS?

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  • Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos

    Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos

    Poço está localizado a 201 km da costa do estado do Rio de Janeiro; a Petrobras revelou que as amostras seguirão posteriormente para análises laboratoriais

    A Petrobras localizou a presença de hidrocarbonetos no pré-sal da Bacia de Campos. A identificação foi no bloco C-M-477 do poço exploratório perfurado no Setor SC-AP4 da região. De acordo com a nota da companhia, em profundidade d’água de 2.984 metros, o poço 1-BRSA-1404DC-RJS está localizado a 201 km da costa do estado do Rio de Janeiro.

    “O intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido”, afirmou.

    Conforme a empresa, as amostras seguirão posteriormente para análises laboratoriais. É por essas avaliações que será possível caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados, para definir a continuidade do estudo do potencial da área.

    “A perfuração do poço foi concluída de maneira segura, em respeito ao meio ambiente e às pessoas”, completou.

    Segundo a petroleira, a sua atuação no bloco C-M-477, na Bacia de Campos, “está alinhada à estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da atuação em áreas de fronteira exploratória, em parceria com outras empresas, assegurando o atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética”.

    Com 70% de participação, a Petrobras opera o bloco C-M-477, em parceria com a empresa BP, que participa com o restante. “O bloco é oriundo da 16ª Rodada de Licitações da ANP, em regime de concessão”, concluiu a nota.

    Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos

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  • Leilão da Receita em SP traz leilão com iPhone 15, Galaxy e notebooks

    Leilão da Receita em SP traz leilão com iPhone 15, Galaxy e notebooks

    Propostas podem ser feitas até as as 21h desta segunda-feira (13); Leilão oferece também guitarras elétricas, tablets e acessórios de informática

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Receita Federal realiza, nesta terça-feira (14), leilão com 260 lotes de produtos como smartphones, notebooks, componentes eletrônicos, eletrodomésticos, instrumentos musicais e peças de arte. O leilão será realizado de forma online e as propostas podem ser apresentadas até as 21h desta segunda-feira (13).

    Para participar, os interessados devem acessar o site da Receita Federal e clicar em “Consultar leilões da Receita Federal” na seção de Seviços. Depois, selecionar o edital 0800100/000004/2026.

    O leilão também traz eletrodomésticos como aspirador de pó sem fio a partir de R$ 100 no lote 94 e um um ar-condicionado com preço mínimo de R$ 400 no lote 95. O lote 149 traz diferentes aparelhos elétricos como micro-ondas, mixers e grills a um preço mínimo de R$ 400, e o lote 146 tem panelas elétricas e sanduicheiras, começa em R$ 200.

    Entre os smartphones, um Xiaomi Redmi A2 será leiloado por R$ 100 no lote 151. Também é possível ver um iPhone 15 a um preço mínimo de R$ 1.400 no lote 49 e um Samsung Galaxy S24 com lance mínimo de R$ 300 no lote 8.

    Outros destaques também incluem um notebook Dell a partir de R$ 300 no lote 210 e um tablet Amazon Fire com lance mínimo de R$ 100 no lote 152. Itens de informática, como mouses, teclados e fones de ouvido também são vistos no lote 226 a partir de R$ 300.

    Também há instrumentos musicais, como uma guitarra elétrica a partir R$ 300 no lote 39, além de objetos de arte disponíveis nos lotes 11, 50 a 59, 64 a 68, 116 a 119 e 124.

    Os agendamentos para visitar os lotes já foram encerrados.

    CALENDÁRIO DO LEILÃO

    QUEM PODE PARTICIPAR?

    As pessoas físicas que desejarem participar precisam ter mais de 18 anos -ou serem emancipadas-, CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e selo de confiabilidade prata ou ouro no portal Gov.br.

    As empresas interessadas devem ter o cadastro regular no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) e também o selo de confiabilidade prata ou ouro.

    COMO PARTICIPAR?

    O cidadão deve acessar o portal da Receita Federal e clicar em “Participar de leilão eletrônico”. Na tela seguinte, será preciso fornecer senha do portal Gov.br. Em seguida, acessar “Sistema de Leilão Eletrônico”, do lado esquerdo da tela, e selecionar o edital 0800100/000004/2026 – Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 8ª Região Fiscal.

    Dentro do sistema, é possível escolher o lote que deseja dar lance e clicar em “Incluir proposta”, aceitar os termos e as condições expressas pela Receita, digitar o valor da oferta e salvar.

    Leilão da Receita em SP traz leilão com iPhone 15, Galaxy e notebooks

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  • Dólar fica abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em dois anos

    Dólar fica abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em dois anos

    Dólar rompeu R$ 5 pela primeira vez em dois anos em meio a guerra no Irã; Bolsa testa novo recorde, marcando alta de 0,29%, a 197.907 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar rompeu o piso de R$ 5 pela primeira vez em dois anos na sessão desta segunda-feira (13), com investidores reagindo aos novos desdobramentos da guerra no Irã.

    A cotação de R$ 4,999 foi atingida no início da tarde, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Teerã quer fazer um acordo para encerrar o conflito que se estende desde o final de fevereiro.

    Antes disso, o mercado reagia ao fracasso das negociações de paz no fim de semana e ao bloqueio do estreito de Hormuz ordenado por Trump. A via marítima era, antes da guerra, responsável por 20% de todo o tráfego global de petróleo e gás natural liquefeito.

    Às 14h43, a moeda recuava 0,35%, cotada a R$ 4,992, revertendo os ganhos de mais cedo e em linha com o movimento no exterior. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, tinha perdas de 0,11%.

    Já a Bolsa marcava alta de 0,29%, a 197.907 pontos, testando um novo recorde histórico.

    O bloqueio em Hormuz começou às 11h, no horário de Brasília. Antes disso, segundo monitores de tráfego marítimo, apenas 2 navios ligados ao Irã tentaram fazer o trânsito na região, ante 4 na véspera e até 140 antes do conflito que vive um incerto cessar-fogo desde a terça passada (7).

    Trump determinou a medida no domingo (12), depois que as delegações não chegaram a um acordo. Três rodadas de conversas foram realizadas -e a terceira só terminou na noite de sábado no Brasil.

    Segundo a emissora estatal do Irã, a delegação de Teerã apresentou demandas relacionadas ao estreito de Hormuz, à liberação de ativos iranianos bloqueados, ao pagamento de reparações para cobrir danos causados pela guerra e um cessar-fogo que alcance toda a região

    A última vez em que EUA e Irã negociaram olho no olho foi na costura do acordo nuclear de 2015, que trocou o fim de sanções à teocracia por um intrincado esquema de verificações segundo o qual seria restringida a capacidade de enriquecimento de urânio do país por 15 anos, visando coibir a busca pela bomba atômica.

    O bloqueio de Hormuz surge em resposta, também, à cobrança de um pedágio para as embarcações. Em vez de reabrir a passagem como havia sido combinado na trégua, Teerã estabeleceu uma rota que diz evitar minas colocadas pela teocracia e passa por suas águas territoriais. Um petroleiro precisaria pagar US$ 1 em criptomoedas por cada barril de óleo transportado.

    “O bloqueio será realizado de maneira imparcial contra embarcações de todos os países que entrem ou partam de portos e áreas costeiras do Irã”, disseram os militares americanos, afirmando que não impedirão a navegação de barcos “que cruzem o estreito de Hormuz vindo de ou com destino a portos não-iranianos”.

    Neste cenário, a manhã desta segunda-feira é de volta da aversão ao risco nos mercados internacionais. O petróleo Brent voltou a cruzar o patamar de US$100 o barril, em alta de mais de 5%. Ações em todo o mundo estão em baixa, à exceção dos índices S&P500 e Nasdaq Composite nos EUA, em alta tímida de até 0,15%.

    A possibilidade de uma retomada nos ataques também impõe cautela entre os investidores.

    “Os mercados estão tentando filtrar o turbilhão de manchetes, mas parece que os EUA estão considerando retomar ataques limitados contra o Irã. Até agora, pelo menos, os mercados estão lidando relativamente bem com a notícia, pois ainda não vimos um retorno dos preços aos níveis anteriores ao cessar-fogo”, diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado global da Ebury.

    “Isso sugere que os investidores talvez vejam a ruptura nas negociações mais como um obstáculo no caminho e um sinal de jogo de pressão, em vez de algo que necessariamente possa atrapalhar o caminho para a paz.”

    Na semana passada, as expectativas em torno do cessar-fogo seguido de negociações para o fim do conflito aqueceram os mercados e fizeram o Ibovespa renovar o recorde histórico três dias consecutivos.

    O dólar ainda registrou o menor valor em dois anos na sexta-feira, quando encerrou o dia cotado a R$ 5,010 -quase rompendo com o piso de R$ 5 pela primeira vez desde que foi alçado a esse patamar.

    “Houve um abrandamento no conflito armado, mas a escala do abrandamento e a falta de clareza sobre quando os fluxos comerciais serão retomados nos deixa, de modo geral, ainda no mesmo lugar”, diz Benjamin Jones, chefe global de pesquisa da Invesco.

    “Esperamos uma pressão renovada sobre os ativos de risco e movimentos de alta no petróleo no início desta semana.”

    Dólar fica abaixo dos R$ 5 pela primeira vez em dois anos

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  • Governo Lula demite presidente do INSS e anuncia servidora no comando do órgão

    Governo Lula demite presidente do INSS e anuncia servidora no comando do órgão

    Gilberto Waller Jr. assumiu o instituto no fim de abril de 2025, após Operação Sem Desconto; demissão foi anunciada por ministro da Previdência, Wolney Queiroz; relação dos dois era conturbada

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu demitir o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller Jr., que havia assumido o órgão no fim de abril de 2025, após a Operação Sem Desconto, voltada à investigação de fraudes nos descontos associativos de beneficiários.

    A troca foi anunciada em nota pelo ministro Wolney Queiroz (Previdência) nesta segunda-feira (13). O INSS é formalmente ligado ao Ministério da Previdência, mas Queiroz e Waller Jr. mantiveram uma relação conturbada no tempo em que conviveram em seus respectivos cargos.

    Para substituí-lo, o ministro anunciou Ana Cristina Viana Silveira. Segundo a pasta, “ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto”.

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  • Selic no fim de 2026 segue em 12,50%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 segue em 12,50%, aponta Focus

    Considerando só as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,50% para 12,75%; projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 61ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,50% pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 12,25%. Considerando só as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,50% para 12,75%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 61ª semana seguida. Considerando só as 54 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa caiu de 10,75% para 10,53%.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, no mês passado. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), recentemente. Ele disse que o “conservadorismo” da autoridade monetária em 2025 compra tempo para analisar o cenário e entender os efeitos que a alta do petróleo terá sobre os preços domésticos.

    “Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, afirmou Galípolo, reforçando que haverá uma condução cautelosa da política monetária.

    No Focus desta segunda-feira, 13, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00% pela 12ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, permaneceu em 9,75% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, era de 9,50%.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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