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  • Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Foram mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil desconectados, segundo publicação do CEO da companhia aérea Latam no País, Jerome Cadier, em rede social

    A Latam registrou o cancelamento de 84 voos após a pane no sistema de controle aéreo de São Paulo na manhã da quinta-feira, 9. Foram mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil desconectados, segundo publicação do CEO da companhia no País, Jerome Cadier, em rede social.

    “Em eventos raros, como o que aconteceu na manhã de ontem em Aeroporto de Congonhas, afetando a operação de vários aeroportos em São Paulo, vemos o quanto todo o sistema está interligado”, afirmou o executivo nesta sexta-feira, 10.

    Cadier disse ainda que o efeito cascata tem recuperação lenta, que pode levar dias. “E, ainda hoje, nossos passageiros vão sofrer as consequências de ontem, já que Brasília amanheceu com nevoeiro”, acrescentou.

    O CEO da Latam Brasil destacou que uma aeronave que opera voos domésticos no País realiza, em média, seis voos por dia. “Quando um aeroporto fica fechado e um voo precisa alternar ou atrasa muito às 9 horas, ele afeta outros quatro voos ao longo do dia”, explicou.

    Segundo o executivo, esse efeito cascata faz com que, por vezes, um voo entre Brasília e Fortaleza seja cancelado mesmo que o problema tenha ocorrido em São Paulo no dia anterior, por exemplo.

    O problema registrado na quinta-feira cujas causas ainda estão sendo apuradas, gerou reflexos na manhã desta sexta-feira, marcada também pelo mau tempo. Mas os aeroportos de Congonhas e Guarulhos afirmaram que os cancelamentos foram pontuais.

    O prédio do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo, localizado em Congonhas, chegou a ser evacuado na quinta pela manhã por causa de uma suspeita de incêndio e vazamento de gás, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, que disse não haver informações concretas sobre o que aconteceu.

    Para minimizar os impactos, a Aena, administradora de Congonhas, ampliou na quinta o funcionamento do terminal até meia-noite.

    Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

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  • Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Governo havia recorrido de decisão que beneficia multinacionais; decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada

    O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou recurso da União e manteve a decisão liminar, ou seja, de caráter provisório, que proíbe a alíquota de 12% de imposto de exportação de petróleo.

    A decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, em despacho assinado pouco antes das 22h da quinta-feira (9).

    A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico vinculado ao Ministério da Fazenda, havia interposto o recurso, chamado de agravo de instrumento, contra uma decisão de primeira instância, tomada na terça-feira (7).

    A decisão liminar atendia o pleito de cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega). 

    Ao analisar o agravo de instrumento, a desembargadora Carmen Lima de Arruda entendeu que a Fazenda Nacional “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada, não se vislumbrando prejuízo em aguardar o julgamento final”.

    O TRF2 ainda não marcou a data do julgamento definitivo da questão.

    Entenda o casoA cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março. 

    A MP foi editada pelo governo como uma tentativa de conter à escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

    O imposto de exportação compensaria a queda de arrecadação provocada pela zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o óleo diesel. Com alíquota zero, os preços poderiam chegar mais baratos ao consumidor final. Outro efeito seria o desestímulo para que as exportadoras vendessem petróleo para fora do país.

    O governo promoveu também subvenção (espécie de reembolso) para incentivar importadores e produtores de diesel que não vendessem aqui no país o diesel a preços maiores que os determinados.

    As companhias exportadoras de petróleo que se sentiram prejudicadas alegam que o imposto tinha finalidade “meramente arrecadatória”, ferindo o princípio da anterioridade, que proíbe a cobrança de tributos sem um tempo mínimo determinado. 

    Em primeira instância, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu o pedido das cinco multinacionais.

    Recurso
    Ao recorrer da decisão, a Fazenda Nacional argumentou, entre outros pontos, que a cobrança questionada não incorreu em qualquer desvio de finalidade, estando justificada no cenário internacional da guerra deflagrada no Oriente Médio, “diante do aumento drástico do preço do barril de petróleo e da escassez deste produto, com potenciais efeitos deletérios sobre a economia nacional”.

    “Tem como função primordial a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, sustenta a Fazenda Nacional.
    Inflação de combustíveis
    A alta no preço dos combustíveis, pano de fundo da discussão na Justiça Federal, teve uma face revelada nesta sexta-feira pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do país.

    A inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. 

    Na última segunda-feira (6) o governo lançou um pacote de medidas para conter a alta no preço dos combustíveis. As medidas tratam de subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo. 

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  • IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    De acordo com o IBGE, a taxa acumulada em 12 meses ate março foi de 4,14%, acima da mediana que indicava avanço de 4,03%

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março, ficando 0,18 ponto porcentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%).

    O resultado ficou acima do teto das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,82%, com mediana positiva de 0,77% e piso de aumento de 0,47%.

    Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 10. Pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com o IBGE, a taxa acumulada em 12 meses ate março foi de 4,14%, acima da mediana que indicava avanço de 4,03%, mas dentro do intervalo das projeções, que iam de 3,72% a 4,40%.

    IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

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  • Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    O levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora

    Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.

    De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.

    “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI. 

    Principais números da pesquisa

    36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);

    18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;

    12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;

    10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;

    9,3% preferem abrir o próprio negócio;

    6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);

    20% não encontraram oportunidades atrativas.

    Preferência entre jovens

    Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira.

    41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT;

    38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo.

    Segundo Claudia Perdigão, o emprego formal traz mais segurança para os jovens, que procuram maior estabilidade no início da carreira profissional.

    Renda complementar

    O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda.

    Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

    Alta satisfação

    A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação no mercado de trabalho, o que ajuda a explicar a baixa busca por novas oportunidades.

    95% estão satisfeitos com o emprego atual;

    70% se dizem muito satisfeitos;

    4,6% estão insatisfeitos;

    1,6% muito insatisfeitos.

    A mobilidade no mercado é limitada:

    20% buscaram outro emprego recentemente;

    35% dos jovens (16 a 24 anos) procuraram nova vaga;

    6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo.

    O tempo no emprego também influencia:

    36,7% com menos de um ano no trabalho buscaram nova vaga;

    9% com mais de cinco anos na mesma função fizeram o mesmo.

    Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora.

    Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

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  • Camisotti confessa fraudes nos descontos do INSS assina acordo de delação com PF

    Camisotti confessa fraudes nos descontos do INSS assina acordo de delação com PF

    Empresário está preso desde setembro do ano passado e é alvo da Operação Sem Desconto; defesa enviou material ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, para homologação

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Preso desde setembro sob suspeita de ser um dos beneficiários das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o empresário Maurício Camisotti assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal no qual admite a existência de fraudes nos descontos das aposentadorias.

    Camisotti é apontado como um dos principais operadores do esquema. Ele foi um dos alvos da Operação Sem Desconto na mesma fase que deteve Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    A informação foi inicialmente publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela reportagem.

    Ele negociava o acordo desde o fim do ano passado. Nesta semana, a defesa enviou o material ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável pela homologação.

    O acordo também deverá passar pela PGR (Procuradoria-Geral da República), mas a negociação foi feita apenas com a PF. Esta é a primeira delação da investigação.

    O escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões, sem autorização dos segurados, ganhou notoriedade em abril do ano passado durante a primeira operação da PF e da CGU (Controladoria Geral da União).

    Os investigadores suspeitam que entidades responsáveis pelos descontos e empresas que prestam serviços a elas seriam usadas como fachada para lavagem de dinheiro. Camisotti é apontado como beneficiário das fraudes.

    Empresas ligadas a Camisotti receberam, por exemplo, transferências da Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos). A entidade é uma das principais investigadas no caso dos descontos irregulares. O INSS repassou quase R$ 400 milhões à Ambec entre 2023 e 2025.

    Como a Folha mostrou no ano passado, Camisotti sacou R$ 7,2 milhões em dinheiro vivo. O valor foi retirado de sua conta em 11 saques.

    Entre 2018 e 2025, foram feitos 17 saques, sendo o maior deles no valor de R$ 3 milhões, segundo relatório elaborado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a pedido da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Congresso sobre fraudes no INSS.

    Também foram retirados R$ 285 mil de sua conta -neste caso, o relatório não afirma com clareza quem foi o sacador, apesar de apontar Camisotti como titular da conta. Essas transações levantaram suspeitas de burla na fiscalização do sistema financeiro.

    À época da prisão, a defesa de Camisotti dizia que ele nunca participou de qualquer irregularidade envolvendo o INSS.

    Na última semana, um desdobramento da Sem Desconto, que está sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão de outros dois suspeitos de envolvimento no escândalo e a instalação de tornozeleira eletrônica na deputada Gorete Pereira (MDB-CE). Ela nega ter cometido qualquer irregularidade.

    Camisotti confessa fraudes nos descontos do INSS assina acordo de delação com PF

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  • Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda

    Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda

    Número equivale a 22,8% do total de documentos esperados para este ano

    Mais de 10 milhões de contribuintes acertaram as contas com o Leão em 17 dias de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). Até as 18h29 desta quinta-feira (9), 10.028.171 documentos foram enviados.

    O número equivale a 22,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações.

    Tradicionalmente, o ritmo de entrega é maior na primeira semana por causa dos contribuintes que preencheram o documento com antecedência. 

    Segundo a Receita Federal, 76,7% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 13,4% terão que pagar Imposto de Renda e 9,9% não têm imposto a pagar nem a receber.>>Entenda as novidades da declaração do Imposto de Renda 2026 

    A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (70,4%), mas 18,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 10,8% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

    Um total de 60,8% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,3% dos envios.

    O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

    Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

    As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

    Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda

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  • Mesmo com guerra, Ipea prevê crescimento de 1,8% do PIB

    Mesmo com guerra, Ipea prevê crescimento de 1,8% do PIB

    No Brasil, o consumo das famílias, influenciado pelo aumento real do salário mínimo, é “um dos maiores motores da economia”, de acordo com o IBGE; estimativa para 2027 é de crescimento de 2%

    A economia brasileira vai crescer 1,8% neste ano. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão ligado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

    A previsão positiva da taxa do Produto Interno Bruto (PIB, soma  dos bens e serviços produzidos no país) não ignora a guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em consequência das incertezas provocadas e o decorrente aumento do preço internacional do petróleo.

    Mesmo admitindo que “o mundo se encontra no momento de maior tensão geopolítica desde o fim da Guerra Fria [1947-1991], o Ipea vê “motivos para moderado otimismo”, conforme assinala a Carta de Conjuntura nº 70 publicada nesta quinta-feira (9). 

    “A elevada incerteza no cenário externo contrasta, entretanto, com a relativa rigidez de algumas dinâmicas que vêm caracterizando a economia brasileira há alguns anos – notadamente, o crescimento rápido e contínuo da renda disponível das famílias e do volume de crédito disponibilizado pelo sistema financeiro nacional”, pondera o estudo.

    No Brasil, o consumo das famílias, influenciado pelo aumento real do salário mínimo, é “um dos maiores motores da economia”, conforme descreve o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do PIB, e também ligado ao MPO. 

    O mencionado “crédito disponibilizado” pode viabilizar investimentos privados, outro fator de crescimento do PIB.

    Além do consumo e dos investimentos, a conta do crescimento do PIB considera as despesas do Estado e o saldo entre exportações e importações.

    Gasto e receita

    Segundo o Ipea, o Estado seguirá a política do novo arcabouço fiscal “caracterizada pela combinação de elevação dos gastos públicos de natureza social e crescimento das receitas públicas, decorrências diretas, no caso dos gastos, da política de valorização do salário mínimo e da reindexação dos gastos com saúde à receita corrente líquida da União.”

    Quanto ao comércio exterior, o Ipea aponta que esse se beneficiará de “políticas fiscais expansionistas” por causa dos investimentos em inteligência artificial e em razão dos gastos com armamentos, ocasionados pelo conflito no Oriente Médio.

    O instituto lembra que “a eclosão da guerra na Ucrânia [em fevereiro de 2022] não impediu, por exemplo, que o comércio mundial crescesse 5,8%” naquele ano.

    Quadriênios

    No ano passado, o Ipea acertou a previsão de crescimento do PIB, de 2,3%. Se a projeção do instituto se confirmar este ano, o somatório do período 2023-2026 será de 10,7%, índice maior que os dois quadriênios anteriores.

    Nesse caso, o resultado seria cinco pontos percentuais acima do PIB do quadriênio anterior (total de 5,7% entre 2019 e 2022), e 0,8 ponto percentual acima do PIB total entre 2015 e 2018 (9,9%). 

    A estimativa do Ipea para o PIB de 2027 é de crescimento de 2%.

    Mesmo com guerra, Ipea prevê crescimento de 1,8% do PIB

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  • Petrobras vai devolver a clientes receita extra de leilão de gás criticado por Lula

    Petrobras vai devolver a clientes receita extra de leilão de gás criticado por Lula

    Ágio sobre preço normal do produto chegou a 117% em certame realizado há duas semanas; diretor responsável pela venda de combustíveis foi demitido após Lula chamar oferta de ‘bandidagem’

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras decidiu devolver o dinheiro extra arrecadado com o leilão de gás de cozinha realizado há duas semanas e alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelos elevados ágios sobre o preço normal do produto.

    Em nota divulgada nesta quinta-feira (9), a estatal disse que, em um primeiro momento, devolverá a diferença entre o preço pago pelas distribuidoras de gás de cozinha e a paridade de importação calculada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) na semana de 23 a 27 de março.

    A companhia não explica como será feita a devolução. ,Os clientes são as distribuidoras de gás de cozinha, responsáveis por engarrafar o produto em botijões e vendê-los a pontos de venda espalhados pelo país.

    Não está claro também como a decisão beneficiará o consumidor final, já que o ágio dos leilões já foi repassado por distribuidoras e revendedores ao preço final do produto.

    A decisão, segundo a empresa, é “sustentada por análises econômicas e de risco, leva em conta a excepcionalidade do contexto mercadológico atual, decorrente do conflito no Oriente Médio”. Considera ainda, prossegue a empresa, riscos de multas da ANP e da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor).

    Lula já havia anunciado que a Petrobras suspenderia o leilão e a direção da estatal estudava uma forma de cumprir a determinação do presidente. A gestão Magda Chambriard defendeu ao governo que a oferta foi feita sem autorização da cúpula da empresa.

    No leilão, a Petrobras ofereceu volume equivalente a 11% do consumo do combustível em abril. O ágio sobre o preço normal chegou a 117%, mais do que dobrando o preço do produto.

    A oferta de parte do produto em leilões vem sendo feita pela estatal como parte de uma estratégia para repassar, ao menos parcialmente, as variações das cotações internacionais, enquanto mantém o preço de refinaria do produto estável desde julho de 2023.

    Nesses leilões, a estatal oferece volumes próximos à necessidade de importações do país, complementando os volumes que já vende em contratos de longo prazo às distribuidoras. As concorrências são feitas quase todos os meses, com entrega do produto no mês seguinte.

    Após críticas públicas de Lula -que chamou o leilão da semana passada de bandidagem- o conselho de administração da estatal decidiu demitir o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, responsável pela gerência que organizou a oferta.

    Nesta quarta, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a demissão, dizendo que a Petrobras respondeu à indignação de Lula com o aumento do preço do combustível. A concessão de botijões de gás a famílias pobres é uma das principais bandeiras eleitorais do governo.

    Na segunda (5), o governo lançou um programa de subvenção para o gás de cozinha, que garantirá R$ 850 para cada tonelada importada. Na nota distribuída nesta quinta, a Petrobras afirmou que estuda a adesão ao programa.

    Se conseguir a adesão, diz a estatal, devolverá aos clientes também os valores suportados pela subvenção.

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  • Master pagou ao menos R$ 543 mi a 91 escritórios de advocacia em quatro anos

    Master pagou ao menos R$ 543 mi a 91 escritórios de advocacia em quatro anos

    Gasto do banco de Vorcaro saltou de R$ 40 milhões em 2022 para R$ 262 milhões em 2025, quando foi liquidado; Barci de Moraes, da esposa de Alexandre de Moraes, lidera lista de escritórios com R$ 80 milhões recebidos em 22 meses

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Master pagou mais de meio bilhão de reais a 91 escritórios de advocacia de 2022 a 2025. A lista de beneficiários inclui algumas das principais bancas do país, que atuam em diferentes áreas do direito. Quinze delas receberam ao menos R$ 10 milhões.

    Os valores estão registrados em documentos do banco enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, do Senado. Os arquivos foram obtidos pela reportagem, e revelaram também pagamentos a políticos, como o ex-presidente Michel Temer, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e os ex-ministros de Lula Guido Mantega e Ricardo Lewandowski.

    Em 2022, o banco gastou cerca de R$ 40,1 milhões com escritórios de advocacia, cifra que subiu para R$ 56,8 milhões no ano seguinte. Em 2024, quando a PF (Polícia Federal) começou a investigar o ex-banqueiro, foram R$ 183,7 milhões destinados a advogados.

    No ano seguinte, quando começou a enfrentar o cerco das autoridades e deu início às negociações com o BRB (Banco de Brasília), o Master declarou à Receita Federal ter gasto mais de R$ 262,4 milhões com o pagamento de advogados.

    O maior valor foi pago ao escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A banca recebeu R$ 80,2 milhões durante 22 meses, entre 2024 e 2025 -o que corresponde a R$ 40,1 milhões por ano.

    Procurado, o Barci de Moraes afirmou que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”. O escritório não informou qual seria o valor dos pagamentos.

    Dois escritórios de Walfrido Warde receberam R$ 76,6 milhões em pagamentos entre 2022 e 2025, uma média de cerca de R$ 19 milhões por ano.
    Warde foi um dos principais advogados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a partir de 2017, e deixou de atuar para ele em janeiro deste ano.

    A ex-mulher do ministro do STF Dias Toffoli, a advogada Roberta Rangel, trabalhou no escritório de 2021 até fevereiro de 2023. Ela e Toffoli se divorciaram no ano passado.

    Warde era apontado como um dos principais articuladores de uma estratégia considerada no meio jurídico como agressiva que buscava reverter a liquidação do Master no STF ou no TCU (Tribunal de Contas da União).

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, investigadores do caso Master citam, em representação enviada ao Supremo, que o advogado teria atuado para evitar a prisão do ex-banqueiro quando a ordem judicial ainda estava sob sigilo e não deveria ser do conhecimento deles.

    Em uma mensagem enviada por Warde a Vorcaro em 17 de novembro de 2025, horas antes de o banqueiro ser preso pela primeira vez, o defensor escreveu: “Estamos infernizando ele”, em referência atribuída ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

    Procurado, Warde Advogados disse apenas que “observa o sigilo das relações entre cliente e advogado”.

    O Gabino Kruschewsky Advogados Associados foi o terceiro que mais recebeu do Master no período registrado nos documentos da CPI. Os pagamentos somam R$ 54 milhões de 2022 a 2025 -cerca de R$ 13,5 milhões por ano, em média. Entre os sócios da banca está Eugênio de Souza Kruschewsky, procurador do estado da Bahia.

    Em nota, o escritório disse que atuou em mais de 45 mil processos do Master, sendo que cerca de 30 mil seguem em tramitação. “A média de valor recebido pelo escritório por processo gira em torno de R$ 1,2 mil, quantia compatível ou até mesmo inferior, à praticada no mercado para causas de natureza semelhante”, disse o Gabino Kruschewsky.

    O escritório disse que a confirmação exata do valor recebido demandaria acesso a dados de contabilidade interna, mas que os valores já observados mostram “razoabilidade”.

    O quarto maior valor foi pago ao Monteiro, Rusu, Cameirão e Bercht Sociedade de Advogados. O escritório recebeu R$ 43 milhões entre 2024 e 2025. Em comunicado, a banca afirmou que as informações sobre os pagamentos seriam incorretas e declarou que “também sofreu com a inadimplência do Banco Master, não tendo recebido parte substancial dos honorários contratados, faturados e que foram objeto de serviços efetivamente prestados”.

    O escritório ainda disse ter atuado em cerca de 28 mil processos judiciais relacionados à instituição de Vorcaro, reduzindo mais de R$ 305 milhões em passivos. “Esses números evidenciam, de forma objetiva, que os honorários efetivamente percebidos pelo escritório guardam estrita proporcionalidade com a magnitude, a complexidade e os resultados reais entregues ao cliente.”

    Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada. Ele foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, quando a PF e o MPF (Ministério Público Federal) deflagraram a Operação Compliance Zero, e o Banco Central decretou a liquidação do Master. Ele está detido na Superintendência da PF em Brasília.

    Diversos advogados passaram pela defesa do ex-banqueiro nos últimos anos, entre eles Warde, Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo. Atualmente, a defesa do ex-banqueiro é feita por Leonardo e por José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca. Os pagamentos aos escritórios também constam nos documentos da Receita.

    A Folha listou todas as empresas declaradas como escritórios de advocacia que aparecem nas quatro DIRFs (declaração de imposto retido pela fonte) do Master entregues à CPI do Crime Organizado. Os dados da Receita não informam qual o motivo dos pagamentos.

    Os dados indicam que os pagamentos do Master a advogados dispararam no período em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se aproximou de autoridades e deu início a uma ofensiva de nacionalização, com uma estratégia considerada agressiva de venda de CDBs com alta remuneração a aplicadores.

    A estratégia jurídica de Vorcaro envolveu uma longa lista de políticos, como mostrou a Folha de S.Paulo. O escritório de advocacia do ex-presidente da República Michel Temer (MDB), contratado no ano passado para tentar destravar a compra do Master pelo BRB, recebeu R$ 10 milhões, segundo os dados -Temer afirmou ter recebido R$ 7,5 milhões.

    A Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões em pagamentos, que começaram em novembro de 2023. O escritório tem como sócios um filho e a mulher de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo e da Justiça do governo Lula. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, dias antes de entrar no governo. O ex-ministro diz que o escritório prestou serviços de consultoria jurídica ao Master.

    O Master ainda declarou ter pago R$ 6,4 milhões, desde 2023, aos escritórios do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. “Trata-se de atividade profissional legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no país”, disse Rueda, em nota, sobre o fato de advogar e presidir um dos maiores partidos do país.

    Master pagou ao menos R$ 543 mi a 91 escritórios de advocacia em quatro anos

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  • Governo quer liberar R$ 7 bilhões do FGTS de 10 milhões de trabalhadores, diz Marinho

    Governo quer liberar R$ 7 bilhões do FGTS de 10 milhões de trabalhadores, diz Marinho

    Ministro afirmou que valor se refere a residual retido de quem foi demitido e tinha restrição por causa do saque-aniversário; medida deve ajudar a conter o endividamento

    O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o governo quer liberar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 10 milhões de trabalhadores que tinham o valor retido por terem aderido ao saque-aniversário. A medida deve ajudar a conter o endividamento no país, uma das preocupações do governo em ano eleitoral.

    Em entrevista no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, Marinho citou as duas medidas provisórias assinadas pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para liberar o valor retido do fundo para quem tinha sido demitido e estava com restrição de saque por conta da lei do saque-aniversário.

    “Liberamos no primeiro semestre R$ 12 bilhões para 12 milhões de trabalhadores e, no final do ano, liberamos R$ 8 bilhões e meio para 14 milhões de trabalhadores”, disse Marinho. “A Caixa (Econômica Federal), no meu entendimento, cometeu um erro aqui porque ela não liberou a totalidade desses recursos”, afirmou.

    E complementou: “Tem um resíduo de R$ 7 bilhões que nós estamos trabalhando e propondo que libere agora. Estamos apurando exatamente a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que vão receber o que é direito legítimo deles, mas acreditamos que é em torno de 10 milhões.”

    Na entrevista, Marinho citou o processo grande de endividamento de parte da população. “Nós estamos trabalhando essa lógica de buscar criar condições de redução desse endividamento”, disse. “Criar condições efetivas para que os trabalhadores possam voltar à sua vida normal.”

    O saque-aniversário foi criado por lei em 2019 e permite ao trabalhador sacar parte do saldo da conta do FGTS todos os anos no mês de seu aniversário.

    No entanto, caso ele seja demitido, poderia sacar apenas o valor referente à multa rescisória, sem ter acesso ao valor integral da conta.

    No final do ano passado, o governo editou uma medida provisória para permitir, temporariamente, a liberação do saldo do FGTS retido para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.

    6×1

    Marinho também falou sobre o fim da escala 6×1, uma das bandeiras do governo Lula, e disse que seria prudente o presidente deixar tramitar os projetos de lei que estão na Câmara.

    “E aí o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) teria condição de, imediatamente, caso ele assim tenha a vontade, dialogando com as lideranças da Câmara, pautar em plenário”, disse o ministro, referindo-se ao presidente da Câmara.

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