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  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,85% pela segunda semana seguida. Um mês antes, era de 1,83%. Considerando apenas as 37 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 1,81% para 1,85%.

    O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026.

    Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva. Considerando só as 34 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,67% para 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 109ª e 56ª semana seguida, respectivamente.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

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  • Restituição do Imposto de Renda é oportunidade para quitar dívidas, dizem especialistas

    Restituição do Imposto de Renda é oportunidade para quitar dívidas, dizem especialistas

    Recomendação é usar para pagar débitos de serviços básicos e adiantar parcelas de financiamento; caso o contribuinte queira investir o valor restituído, a dica é optar por ativos de renda fixa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Receita Federal começa a pagar as restituições do Imposto de Renda 2026 a partir do dia 29 de maio, com expectativa de beneficiar 23 milhões de contribuintes em quatro lotes, que serão depositados entre os finais de maio e agosto.

    Para especialistas em finanças pessoais e investimentos ouvidos pela Folha de S. Paulo, o principal erro dos contribuintes é não se organizar para poder mapear onde o dinheiro será melhor empregado.

    “Quando entra na conta sem um planejamento, esse dinheiro é quase como um presente, um bônus, e não como uma quantia que em algum momento fez parte do seu salário”, diz Hellen Kato, professora da Me Poupe!, plataforma de educação financeira. “Se você não der um endereço para esse dinheiro, ele vai sumir.”

    A prioridade, segundo Kato, é aproveitar a quantia para quitar dívidas e aliviar a vida financeira.

    As dívidas prioritárias são as que podem colocar em risco algum patrimônio, serviços essenciais ou o salário do contribuinte. Exemplos disso são parcelas atrasadas do financiamento de um imóvel ou automóvel, contas de luz, água e gás em atraso e, em alguns casos, empréstimos com desconto na folha de pagamento, como o consignado.

    “Esse tipo de dívida não dá para esperar para um momento de renegociação, como feirões de limpa nome. A inadimplência, aqui, vai implicar o corte do serviço ou a perda do bem.”

    Algumas instituições financeiras, como o Banco do Brasil, já anunciaram linhas de crédito que antecipam o valor da restituição, em empréstimos com incidência de juros. Vale verificar antes se os juros e outros encargos cobrados são menores do que os da dívida atual.

    Se a vida financeira do contribuinte estiver em ordem, a segunda prioridade para os especialistas é engordar o caixa da reserva de emergência. Como o nome sugere, trata-se de um dinheiro destinado para imprevistos, desde um reparo doméstico até uma enfermidade ou uma demissão.

    O volume desse colchão financeiro depende do perfil de cada pessoa. O ideal é poupar o equivalente a seis meses do custo de vida -o que não costuma ser rápido. Mesmo pequenas quantias fazem diferença no longo prazo, diz Kato, e a restituição pode acelerar o processo.

    “A reserva de emergência é fundamental inclusive para proteger a carteira de investimentos. Caso algum imprevisto aconteça, o investidor não precisa fazer resgates antes da hora e não vai perder o rendimento da aplicação”, diz a planejadora financeira.

    A dica é colocar o dinheiro da reserva em investimentos de baixo risco e liquidez diária para mantê-la rendendo e rapidamente à mão. Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter, recomenda alocações vinculadas à taxa Selic, como Tesouro Selic, no caso de títulos do governo federal, ou CDBs (Certificados de Depósito Bancário), seu equivalente no mercado privado.

    A taxa básica de juros da economia foi cortada em 0,25 ponto percentual em março para o patamar de 14,75% ao ano. Mesmo com a previsão de mais cortes ao longo do ano, a Selic mantém a atratividade.

    “Acreditamos que ela pode chegar a 12,5% em dezembro, o que significa uma Selic média em torno de 13% ao longo de 2026. Isso ainda é muita coisa”, diz Winalda.

    Caso a reserva de emergência já esteja montada ou bem encaminhada, a decisão sobre o que fazer com a restituição vai depender dos objetivos de cada pessoa. A quantia pode ser separada para outro plano de longo prazo, como a compra de um imóvel, ou mesmo para desejos de consumo.

    Para quem pretende investir o dinheiro da restituição para além da reserva de emergência, a renda fixa segue sendo a mais indicada.

    Winalda recomenda títulos de prazos maiores para investidores que já estão com a carteira montada, em especial os atrelados à inflação, como IPCA+. “Esses ativos estão com taxas muito elevadas agora, dado que o mercado está passando por um momento de estresse pela guerra no Irã”, afirma.

    Prefixados também são uma boa pedida para quem consegue tolerar as chamadas “marcações a mercado”, isto é, quando a dinâmica das operações faz o preço flutuar para cima e para baixo, causando desconforto em operadores mais conservadores. Nesses contratos, o ideal é manter a aplicação até a data de resgate para não sofrer prejuízo.

    No caso de LCIs e LCAs (letras de crédito imobiliário e do agronegócio), debêntures, CRIs e CRAs (certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio), crises recentes no mercado de crédito privado aumentaram a importância de avaliar os riscos.

    O investidor, diz Winalda, precisa ser criterioso sobre onde está alocando dinheiro. “Quando a Selic está alta, muitas empresas alavancadas sofrem. Temos evitado o setor de agronegócio, por exemplo, porque está apresentando dificuldades de inadimplência, e estamos preferindo empresas com boa avaliação de crédito [nas agências de classificação de risco]”, afirma.

    A ideia não é que o investidor evite esses produtos, mas que seja mais criterioso e olhe além da taxa de retorno e, nos casos de títulos incentivados, da isenção do Imposto de Renda. “Quais são os fundamentos financeiros dessa companhia? Quem são os emissores, quais são os lastros?”, diz Winalda.

    O pagamento é uma devolução de valores descontados a mais do contribuinte durante o ano anterior -no caso, 2025. Quando o IR retido na fonte supera o imposto devido no ano, o saldo é restituído pela Receita.

    As restituições do Imposto de Renda serão pagas em quatro lotes, um a cada mês, a partir de maio. O primeiro lote não tem correção monetária, pois essa atualização, feita pela Selic, começa a contar a partir do fim do prazo de entrega do IR.

    Por causa da correção, muitos contribuintes podem optar por entregar a declaração do IR mais tarde e, assim, ficar nos lotes finais. Essa não é a recomendação de Winalda.

    “Você consegue o mesmo rendimento investindo no próprio Tesouro Selic, ou até ganha um pouco mais investir em CDBs de bancos sólidos. Quanto mais cedo você conseguir receber a restituição, mais cedo você aplica e garante rendimentos maiores”, afirma.

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR 2026

    Lote – Data de pagamento
    1º lote – 29 de maio
    2º lote – 30 de junho
    3º lote – 31 de julho
    4º lote – 31 de agosto

    Serão quatro lotes:

    O dinheiro é depositado na conta informada ao declarar o IR ou por meio do Pix, desde que a chave seja o CPF do contribuinte.

    QUAL É A ORDEM DE PRIORIDADE DA RESTITUIÇÃO?

    • O pagamento segue uma ordem de prioridade. Em caso de empate, o critério de desempate será a data e o horário do envio da declaração.
    • Quem entregou mais cedo terá vantagem. Veja a ordem de prioridade:
    • Idoso com 80 anos ou mais
    • Idoso com 60 anos ou mais, e pessoa com deficiência e com doença grave
    • Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério
    • Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix
    • Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix
    • Demais contribuintes

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  • Receita anuncia maior lote já registrado; confira quem recebe

    Receita anuncia maior lote já registrado; confira quem recebe

    Receita divulga regras, calendário e critérios de prioridade para os pagamentos; primeiro lote será liberado em maio, e contribuintes já podem se preparar para verificar se vão receber e evitar pendências no cadastro

    A Receita Federal anunciou a liberação do maior lote de restituição do Imposto de Renda já registrado no país. Ao todo, R$ 16 bilhões serão pagos na primeira etapa de 2026, beneficiando milhões de contribuintes logo no início do calendário oficial,  em 29 de maio.

    O volume expressivo representa um reforço importante no orçamento de muitas famílias, especialmente em um cenário de pressão financeira. O valor também reflete avanços no processamento das declarações e a priorização de quem entregou o documento dentro do prazo e sem inconsistências.

    O pagamento do primeiro lote segue critérios definidos por lei. Têm prioridade idosos com mais de 60 anos, com destaque para aqueles acima de 80, pessoas com deficiência ou doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério. Também ganham vantagem os contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix, com chave CPF.

    Para quem não se enquadra nesses grupos, a ordem de envio da declaração é determinante. Ou seja, quanto mais cedo o contribuinte entregou o documento, maiores são as chances de receber nos primeiros lotes.

    O calendário de pagamentos da restituição em 2026 foi dividido em cinco etapas. O primeiro lote será pago em 29 de maio, seguido por depósitos em 30 de junho, 31 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro.

    A consulta para saber se o valor será liberado pode ser feita nos canais oficiais da Receita Federal, como o site institucional, o sistema e-CAC e o aplicativo Meu Imposto de Renda. Normalmente, a verificação fica disponível cerca de uma semana antes de cada pagamento.

    Mesmo com a liberação dos valores, alguns fatores podem atrasar o recebimento. Entre eles estão erros na declaração que levam o contribuinte à malha fina, dados bancários incorretos ou pendências cadastrais. Nesses casos, o pagamento não é feito automaticamente e o valor pode ser resgatado posteriormente, geralmente por meio do Banco do Brasil.

    Para evitar problemas, a recomendação é revisar todas as informações antes do envio da declaração, optar pela versão pré-preenchida, escolher o Pix como forma de recebimento e acompanhar regularmente a situação junto à Receita.

    Receita anuncia maior lote já registrado; confira quem recebe

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  • Durigan evita reforçar críticas do governo e PT a Galípolo e diz que não haverá ajuda ao BRB

    Durigan evita reforçar críticas do governo e PT a Galípolo e diz que não haverá ajuda ao BRB

    Ministro evita criticar presidente do Banco Central, defende medidas fiscais do governo e descarta ajuda federal ao BRB em meio a crise; declarações ocorrem após pressão política sobre atuação da autoridade monetária e investigação envolvendo o Banco Master

    Após críticas nos bastidores do governo e do PT à postura recente do Banco Central, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, evitou avaliar diretamente a atuação do presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. “Eu não vou comentar o papel do BC porque tem a sua competência”, disse. Ainda assim, afirmou que, “do lado da Fazenda”, há decisões “colocando na mesa” para reforçar o ajuste fiscal, citando “reforma tributária”, a revisão do Perse e “corte linear de 10% nos benefícios tributários”. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

    O Palácio do Planalto e o PT intensificaram críticas a Galípolo após o depoimento do presidente do BC à CPI do Crime Organizado, na quarta-feira (8). Na ocasião, ele afirmou não haver indícios de responsabilidade de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no caso Master, contrariando a estratégia governista de associar as fragilidades da instituição à gestão de Jair Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a se referir ao Master como “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto.

    Na entrevista, Durigan manteve um tom técnico. O ministro afirmou que “o fiscal não é motivo” para o Banco Central “colocar o pé no freio” e disse adotar uma postura de “cautela”, com o compromisso de não repetir o cenário de 2022. “Não vamos deixar pauta-bomba do Executivo para as próximas gestões, como aconteceu em 2022. Não vamos repetir esse cenário para 2027”, declarou. Ele acrescentou que o governo não está adiando temas como precatórios e Fundeb, nem “tirando IPI ou IOF do próximo governo”.

    Questionado sobre duas vagas em aberto na diretoria do Banco Central, Durigan afirmou que ainda não discutiu o tema com o presidente Lula. “Não tive a oportunidade de tratar com o presidente Lula sobre isso”, disse.

    Sobre a situação do BRB, o ministro afirmou que a orientação do governo é de que “não deve haver ajuda federal” e reforçou que a responsabilidade recai sobre o governo do Distrito Federal, acionista da instituição.

    “A orientação é que não deve haver ajuda federal. Os bancos federais, atuando como bancos, podem avaliar o interesse em comprar carteira, operação, imóvel. Os bancos privados estão avaliando. O que a gente não pode perder de vista é que a responsabilidade é do governo do Distrito Federal, acionista do BRB”, afirmou.

    Em meio a uma nova crise de liquidez, o BRB negocia a venda de ativos herdados do Banco Master por R$ 15 bilhões e busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a outras instituições financeiras para cobrir o rombo deixado pela gestão de Daniel Vorcaro.

     

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    Durigan evita reforçar críticas do governo e PT a Galípolo e diz que não haverá ajuda ao BRB

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  • Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário

    (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai implementar um sistema que permitirá a verificação de chamadas contra fraudes telefônicas para evitar a aplicação de golpes e exposição indevida de informações sensíveis dos cidadãos.

    A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário.

    O projeto é desenvolvido pelo CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), vinculado ao Ministério das Comunicações.

    O investimento é calculado em R$ 16,82 milhões até 2028. A implementação será gradual e depende de testes a serem realizados em parceria com as operadoras de telefonia.

    A gerente de soluções blockchain do CPQD, Andreza Lona, afirma que o objetivo é aumentar a segurança e a privacidade dos usuários a partir de uma tecnologia que permita comprovar sua identidade de forma descentralizada, sem a necessidade de armazenar informações pessoais em grandes bancos de dados -muitos deles alvos de hackers para posterior vazamento e venda de informações.

    Emissores de confiança, como órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias, fornecerão credenciais digitais ao cidadão, que passarão por uma validação na hora de acessar um serviço ou receber uma chamada. Essas credenciais digitais vão funcionar como uma chave de acesso, formulada a partir de métodos mais seguros e menos suscetíveis a fraudes.

    “A origem de uma ligação poderia ser comprovada não só com o número [de quem fez a chamada], mas com uma prova criptográfica”, afirma Lona. A prova criptográfica é feita por meio de algoritmos matemáticos para garantir a integridade e autenticidade de informações digitais.

    Segundo ela, a tecnologia poderá ser empregada até mesmo em ligações por aplicativos como WhatsApp.

    O pesquisador Ismael Ávila, que trabalha na área de soluções blockchain do CPQD, diz que a tecnologia vai permitir que os aplicativos dos bancos instalados em um celular possam incorporar as credenciais para validar ou não as ligações.

    “A credencial vai falar se é uma chamada verificada criptograficamente ou não. Se vem uma chamada de origem fraudulenta que alega ser do banco, não vai ser validada”, afirma.

    Sem a verificação, afirma Ávila, as pessoas correm o risco de atender uma chamada e cair em uma fraude com engenharia social -quando os golpistas usam informações verídicas ou simulam elementos de um ambiente real (como ruídos de um call center) para tentar inspirar confiança e fisgar as vítimas. Para tentar se defender disso, muitos cidadãos recusam até mesmo ligações legítimas, que poderiam ser de seu interesse.

    Hoje, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já oferece o serviço Origem Verificada, que garante às empresas registradas um selo de autenticidade parecido com o que as redes sociais adotam. No entanto, sua cobertura ainda é parcial, já que a adesão será obrigatória apenas em 2028.

    Além disso, a tecnologia empregada deixa algumas brechas, como em chamadas vindas de gateways (portas de entrada) internacionais, redes não integradas ou que passam por equipamentos mais antigos. Por isso, golpistas ainda conseguem adulterar o número de telefone de quem está ligando para se fazer passar por companhias idôneas (técnica conhecida como spoofing).

    A solução do CPQD, segundo os pesquisadores, vai permitir provar a identidade do chamador em qualquer canal e indicar o propósito da ligação. Além disso, em caso de problemas, as credenciais podem ser revogadas.

    O projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2025 e terá duração de três anos.

    OUTROS USOS

    A ferramenta também abre caminho para outros usos, como revogar uma credencial de acesso à internet em caso de perda, furto ou roubo de celular. Essa seria uma função complementar ao programa Celular Seguro, lançado pela Anatel e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e que já permite o bloqueio do aparelho para chamadas e uso de rede de dados móveis.

    “Celulares furtados não podem ser usados para chamadas, o Celular Seguro bloqueia rapidamente. Só que os bandidos usam esse celular para acessar a rede Wi-Fi e, com isso, muitas vezes conseguem acessar redes sociais da pessoa que era dona do celular, sequestram redes, exigem bitcoin”, afirma Ávila.
    Outra função é permitir a validação de informações do cidadão sem que ele precise compartilhar dados pessoais.

    Lona dá como exemplo uma situação em que alguém precise comprovar ser maior de 18 anos. A credencial vai permitir que isso seja verificado sem obrigar a pessoa a divulgar sua idade ou data de nascimento.

    Em outro caso, um cidadão que esteja em busca de financiamento poderia obtê-lo sem dizer exatamente qual é seu salário ou compartilhar sua declaração de Imposto de Renda, que contém outras informações, como patrimônio ou gastos com saúde e educação. Neste caso, a Receita Federal poderia ser uma emissora confiável de credencial de faixa de renda.

    O escopo final do projeto será definido pelo próprio apetite das operadoras e demais instituições.

    O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, afirma que a tecnologia vai permitir a descentralização de informações que hoje, para serem validadas, ficam armazenadas em bases de dados unificadas, o que facilita grandes vazamentos.

    “Você recebe seu certificado, não precisa de intermediário. Não gera risco de grandes vazamentos, pois seria necessário fraudar o celular de cada usuário”, diz.
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    ENTENDA O NOVO SISTEMA

    Como vai funcionar?
    O projeto prevê a emissão de credenciais digitais verificáveis e descentralizadas, baseadas em padrões internacionais de internet. Órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias poderão fornecê-las ao cidadão, que as manterá em sua carteira digital no celular. Elas serão validadas na hora de acessar um serviço público ou receber uma chamada.

    O que é uma credencial digital verificável?
    É um documento eletrônico que comprova determinada informação sobre uma pessoa ou empresa. Possui uma assinatura criptográfica que pode ser validada para comprovar a origem.

    Como essa tecnologia pode coibir as fraudes telefônicas?
    O aplicativo do banco instalado no celular do correntista poderá carregar uma credencial e habilitar a validação das ligações recebidas. A chamada será então submetida a uma prova criptográfica: algoritmos matemáticos são usados para ler uma espécie de assinatura que só o banco será capaz de prover às chamadas e, assim, garantir a integridade e autenticidade das informações.

    O que é o spoofing e como esse sistema contribui para evitá-lo?
    O spoofing ocorre quando golpistas conseguem mascarar a real origem de uma ligação para se passar por fontes confiáveis. No visor aparece o número real do banco, mas se trata apenas de uma máscara para disfarçar a fraude.
    As credenciais não evitam diretamente a adulteração do número do chamador, mas alertam que a origem não é o banco, uma vez que a ligação não será aprovada na prova criptográfica.

    Que outras aplicações essa tecnologia terá?
    Será possível revogar credencial de uso de internet em caso de roubo ou furto de celular, para evitar que os bandidos acessem a rede Wi-Fi.
    As credenciais também darão acesso a serviços, evitando o compartilhamento de dados pessoais sensíveis com terceiros. Por exemplo, o cidadão poderá comprovar renda sem informar exatamente seu salário. A técnica usada é conhecida como “prova de conhecimento zero”: uma parte demonstra à outra que uma afirmação é verdadeira sem revelar o dado em si. É algo crucial numa tecnologia blockchain.

    O que é blockchain?
    É uma tecnologia de armazenamento distribuído de dados digitais, com o objetivo de garantir a validade de registros e transações. As informações são organizadas em blocos encadeados sequencialmente, criando um sistema distribuído de registros, que não ficam armazenados em um único servidor. Se um bloco é alterado, a inconsistência é facilmente detectável na cadeia. Por isso, o sistema dificulta adulterações.

    Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

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  • Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Secretário da Fazenda detalha plano para liberar saque do FGTS, renegociar dívidas com desconto de até 90% e ampliar crédito a famílias e informais; governo aposta em juros menores e nega caráter eleitoral nas medidas

    (FOLHAPRESS) – À frente do Ministério da Fazenda há menos de um mês, Dario Durigan afirmou em entrevista à Folha que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, poderão sacar até 20% do saldo do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, para quitar dívidas.

    A medida pode liberar cerca de R$ 7 bilhões e integra um programa mais amplo de renegociação, que prevê descontos concedidos pelos bancos e garantia do governo para refinanciamento do saldo restante, com juros menores. O pacote, uma demanda do presidente Lula, também deve incluir linhas de crédito para caminhoneiros, motoristas de aplicativo e taxistas, além de apoio a setores como construção civil e fertilizantes. Durigan nega caráter eleitoral nas ações. “A gente está lidando com os problemas concretos.”

    Ele também afirmou que o atual governo deixará uma situação econômica mais equilibrada. “Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada.”

     
    Folha – A pauta do governo no momento são as medidas para reduzir o endividamento. O cenário é preocupante?

    Dario Durigan – Depois do primeiro Desenrola, teve o começo de corte da Selic, em agosto de 2023, e uma queda do endividamento. No fim de 2024 e durante 2025, a relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes. O importante para as pessoas é que elas tomem crédito sustentável. A expectativa é que a gente dê um estímulo agora nessa virada de chave e deixe medidas estruturantes. Vai ter uma limitação na possibilidade de essa pessoa continuar jogando nas bets, uma espécie de quarentena para quem aderir.

    Folha – Por quanto tempo?

    Dario Durigan – O presidente vai arbitrar. A gente tem trabalhado com um prazo de seis meses.

    Folha – Quais serão as ferramentas de estímulo?

    Dario Durigan – Não há gasto público direto. A ideia é que as próprias instituições financeiras façam uma redução da dívida e haja um refinanciamento com uma taxa de juros menor. E aí entra o governo garantindo a inadimplência eventual nessa segunda operação. O governo não vai pagar a dívida das pessoas, mas vai garantir de modo que os bancos façam uma taxa de juros menor. E a gente vai usar o FGO para isso.

    Folha – As pessoas também vão poder fazer um saque extraordinário no FGTS para pagar dívidas mais caras. Como vai funcionar?

    Dario Durigan – Tem duas discussões. O ministro Luiz Marinho identificou uma interpretação inconsistente da Caixa em relação à devolução que já foi feita para as pessoas demitidas e que fizeram a opção do saque-aniversário com consignado. Para corrigir essa interpretação, seria uma devolução de R$ 7 bilhões. A segunda medida envolve um saque limitado do FGTS. O que estamos discutindo? Quanto a gente pode limitar esse saque sem comprometer a sustentabilidade do fundo.

    Folha – Esse limite está em qual faixa?

    Dario Durigan – A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo.

    Folha – Todos os trabalhadores terão acesso?

    Dario Durigan – Os trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e que fizerem jus às demais regras. Quem ganha até cinco salários mínimos representa 92% dos brasileiros. Acima disso, tem muito menos gente e dívidas maiores. Não deveríamos mobilizar fundos ou opções de saque para esses casos.

    Folha – O desconto vai ser de quanto?

    Dario Durigan – Espero que de até 90%. Um exemplo: tem uma dívida de R$ 10 mil a juros de 8% ao mês. É impagável. Dá-se um desconto de 90%, fica com uma dívida de R$ 1.000. E, com a garantia do FGO, essa dívida pode ser rolada a 2% ou 2,5% ao mês. Muito menor e pagável. Vamos ter que exigir um desconto mínimo.

    Folha – Vai ter limite de juros?

    Dario Durigan – Como vai ter garantia pública, acho importante ter um juro pactuado ou limitado.

    Folha – Quantas pessoas serão atendidas?

    Dario Durigan – Temos uma expectativa de atender a mais de 30 milhões de pessoas.

    Folha – Quanto isso vai tirar do fundo?

    Dario Durigan – A gente não vai comprometer a sustentabilidade nem as políticas financiadas pelo fundo. Vamos fazer de maneira bem limitada e opcional. Nossa estimativa é por volta de R$ 7 bilhões.

    Folha – Após o Desenrola, houve aumento da inadimplência. O programa fracassou?

    Dario Durigan – Não, ao contrário. O Desenrola cumpriu seu papel. O que a gente viu foi um novo endividamento depois, com juros mais altos. Agora, com expectativa de queda da taxa, é preciso dar condições melhores às famílias.

    Folha – E para as empresas?

    Dario Durigan – O programa tem três frentes. As famílias, os informais e as pequenas empresas. Os informais terão uma linha garantida, porque tomam crédito mais caro.

    Folha – Como será essa linha?

    Dario Durigan – Vamos refinanciar dívidas dos informais, que muitas vezes não têm garantia de renda ou patrimônio. O FGO também vai ajudar a reduzir os juros.

    Folha – Qual é a lógica dessas medidas? Economia ou política?

    Dario Durigan – É uma avaliação econômica do que pode estar disfuncional no país. O endividamento das famílias é preocupante, e estamos enfrentando isso.

    Folha – Há críticas de que seria um pacote eleitoral.

    Dario Durigan – Não se trata de uma questão eleitoral. A gente está lidando com problemas concretos.

    Folha – Haverá medidas para combustíveis?

    Dario Durigan – Não. Vamos aguardar até o fim de maio para uma reavaliação.

    Folha – E a suspensão do imposto de exportação?

    Dario Durigan – É uma medida absurda. A gente recorreu e vai até onde for preciso.

    Folha – O Congresso pode aprovar pautas que aumentam gastos. Há preocupação?

    Dario Durigan – Sim. Estamos enfrentando uma situação de guerra. Esse esforço fiscal não pode ser desviado.

    Folha – O cenário econômico preocupa?

    Dario Durigan – A parte da Fazenda está sendo feita. Estamos garantindo equilíbrio fiscal.

    Folha – E o Banco Central?

    Dario Durigan – Eu não vou comentar o papel do BC. Mas do nosso lado, estamos fortalecendo o fiscal com reformas e cortes.

    Folha – O governo deixará problemas para o próximo mandato?

    Dario Durigan – Não. Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada dentro do governo.
     
     
     

    RAIO-X

    Dario Durigan, 41
    Formado em direito pela USP (Universidade de São Paulo). Atuou como assessor na subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff (PT). Foi diretor de políticas públicas do WhatsApp entre 2020 e 2023, quando assumiu a secretaria-executiva do Ministério da Fazenda. Desde 20 de março, é ministro da Fazenda, sucedendo Fernando Haddad.

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  • Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Programa amplia alcance para milhões de famílias e permite retirada do gás diretamente em revendedoras credenciadas; benefício substitui repasse em dinheiro e busca garantir acesso ao insumo essencial, além de reduzir impactos da pobreza energética no país

    Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Para utilizar o benefício, o responsável familiar deve procurar uma das mais de 20 mil revendedoras credenciadas, que aderiram voluntariamente à iniciativa, e realizar a validação eletrônica na maquininha de cartões.

    A validação pode ser feita de diferentes formas: pelo aplicativo Meu Social – Gás do Povo, com o cartão do Bolsa Família com chip, com cartão de débito da Caixa ou informando o CPF do responsável familiar na maquininha da revenda para receber um código por SMS.

    Expansão nacional

    Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o número de beneficiários triplicou, consolidando a iniciativa como uma das maiores políticas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

    A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

    A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

    Perfil dos beneficiários

    A maior parte das famílias atendidas é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, o equivalente a cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

    O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

    Ampliação do programa

    O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

    Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício passou a alcançar todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendedoras credenciadas.

    Combate à pobreza energética

    O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

    Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, o que aumenta os riscos à saúde e de acidentes domésticos.

    Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

    A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

    Para receber o benefício, a família precisa:

    Ser beneficiária do Bolsa Família;
    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
    Ter renda per capita de até meio salário mínimo;
    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
    Ter o CPF do responsável familiar regular, sem pendências.

    Onde consultar o benefício

    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para celulares Android;
    Página oficial do Gás do Povo no site do Ministério do Desenvolvimento Social;
    Portal Cidadão Caixa;
    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

    Canais para tirar dúvidas

    Disque Social 121 (MDS);
    FalaBR, do Governo Federal;
    SAC Caixa: 0800-726-0101.

     

     

     

     

    Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

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  • Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Alta do combustível pressiona tarifas, mas medidas do governo buscam conter impacto; segundo a Anac, aumento do QAV poderia elevar passagens em até 30%, mas deve ficar entre 10% e 12% com ações como redução de impostos e crédito às companhias

    O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas, disse nesta sexta-feira (10), na Rádio Nacional, no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, que as ações tomadas pelo Governo Federal e pela Petrobras têm contribuído para frear o aumento do preço das passagens aéreas.

    A Petrobras anunciou no dia 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e é um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento está ligado à escalada no preço do barril do petróleo devido à guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

     

    O presidente da Anac explica que “55% de aumento no preço do querosene de aviação represente mais ou menos de 20% a 30% no aumento da passagem aérea”. Segundo Chagas, o querosene de aviação representa 40% do custo da passagem que as pessoas compram.

    Com as medidas tomadas pelo governo, segundo o presidente da Anac, o aumento, em vez de ir para a casa dos 20% ou 30%, ficarão na faixa de 10% a 12%.

    Chagas aponta também a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do querosene de aviação. A empresa não aplicou os 55% de forma imediata e repassou apenas 18% num primeiro momento, optando por parcelar o restante do aumento ao longo dos próximos seis meses.

    O governo federal ainda zerou os impostos PIS e Cofins e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas.

    “São medidas para aliviar o caixa das empresas para que elas não repassem tanto o aumento do combustível no valor das passagens agora”, explicou o presidente da Anac.

    Chagas finalizou dizendo que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas do governo, o que deve acontecer rapidamente, segundo ele.

    “É de interesse delas [das empresas] porque se as pessoas não voarem, significa aviões menos cheios. Isso pode provocar até cancelamento de rotas que se tornam não rentáveis. As companhias aéreas estão muito preocupadas em perder um público que já está sofrendo”, afirmou o presidente da Anac.

     

    Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

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  • Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Nova regra garante até três dias de ausência remunerada por ano para exames preventivos; empresas agora devem informar e incentivar o uso do benefício, que busca ampliar o acesso à saúde e estimular o diagnóstico precoce

    Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe mudanças importantes para trabalhadores com carteira assinada. A medida reforça o direito de realizar exames médicos preventivos sem ter desconto no salário, ampliando o acesso à saúde e incentivando a prevenção de doenças.

    A atualização da Consolidação das Leis do Trabalho já está em vigor e permite que o trabalhador se ausente do emprego por até três dias por ano, com remuneração garantida, desde que o motivo seja a realização de exames médicos preventivos.

    Na prática, isso significa que o empregado não perde dinheiro ao cuidar da própria saúde. O direito vale para todos os trabalhadores contratados pelo regime CLT e deve ser respeitado pelas empresas.

    O benefício não é totalmente novo. Ele já existia desde 2018, mas a nova lei trouxe uma mudança importante: agora, as empresas são obrigadas a informar os funcionários sobre esse direito e incentivar seu uso.

    Com isso, as empresas passam a ter responsabilidades como divulgar campanhas de prevenção, estimular a realização de exames e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do diagnóstico precoce.

    A legislação destaca especialmente exames relacionados à prevenção de doenças como câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero e infecções como HPV, reforçando a importância do cuidado regular com a saúde.

    Para utilizar o benefício, o trabalhador precisa comprovar a ausência. Isso pode ser feito com um documento simples que comprove o comparecimento ao exame, seguindo também as regras internas da empresa.

    A medida busca resolver um problema comum: muitos trabalhadores evitavam fazer exames por medo de perder parte do salário. Com a garantia de ausência remunerada, a expectativa é aumentar o acesso à saúde preventiva, identificar doenças mais cedo e reduzir afastamentos prolongados do trabalho.

    Especialistas apontam que a mudança beneficia tanto os trabalhadores, que ganham mais segurança para cuidar da saúde, quanto as empresas, que podem reduzir custos com licenças médicas mais longas no futuro.
     

     
     

    Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

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  • Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%; “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico”, afirmou o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves

    O faturamento do varejo brasileiro registrou expansão de 0,6%, já descontando a inflação, em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Segundo o levantamento, como o carnaval de 2026 caiu no mês passado e a Páscoa no primeiro fim de semana de abril isso impactou diretamente nas vendas do setor no período. No primeiro trimestre, a receita, no entanto, apresentou retração real, com queda de 1,3% no volume de vendas, apesar do crescimento nominal de 1,8%, evidenciando que a inflação anulou o avanço observado em valores correntes, conforme a Cielo.

    De acordo com a pesquisa, o comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%. A performance do canal digital está associada, sobretudo, às campanhas promocionais do mês do consumidor, tradicionalmente mais concentradas no ambiente online.

    “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico. Mesmo com inflação pressionando e o consumidor mais cauteloso, estímulos promocionais, efeitos positivos de calendário e a força do digital ajudaram a sustentar o crescimento nominal. O cenário mostra um consumidor seletivo, mas ainda disposto a consumir quando há oportunidade clara de valor”, afirmou, em nota, o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves.

    De acordo com o levantamento, o resultado de março foi influenciado principalmente pela base de comparação mais favorável, já que o carnaval ocorreu em fevereiro em 2026, enquanto em 2025 foi celebrado em março. Esse deslocamento beneficiou segmentos que costumam ter restrições operacionais durante o feriado, como autopeças e serviços automotivos, ao mesmo tempo em que impactou negativamente setores tradicionalmente aquecidos pela data, como bares e restaurantes.

    Outro fator relevante foi a antecipação da Páscoa, celebrada no início de abril em 2026, o que concentrou parte das compras no fim de março e contribuiu para o desempenho do varejo no período.

    No entanto, se descontar o efeito calendário, o ICVA revela um recuo de 1,0% em março. Ou seja, os eventos deste ano foram responsáveis pelo resultado positivo. O desempenho mais fraco sem os efeitos das datas comemorativas reforça a percepção de um consumidor ainda cauteloso, com a renda pressionada pela inflação e o endividamento recorde das famílias – que alcançou 80,4% em março, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda assim, houve recuo na parcela de famílias que declara não ter condições de quitar suas dívidas, o que indica um esforço maior de organização financeira, com priorização de gastos essenciais e maior intermitência nas compras discricionárias.

    Em março, descontada a inflação, o macrossetor de bens não duráveis foi o destaque em março, com crescimento de 3,2%, impulsionado principalmente pela Páscoa, informa a Cielo. O varejo alimentício especializado apresentou bom desempenho, enquanto cosméticos e higiene pessoal recuaram. O macrossetor de Serviços registrou queda de 3,7%, impactado por Alimentação – Bares e Restaurantes. Já Bens duráveis e semiduráveis apresentaram recuo de 1,8%, com destaque positivo para móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento, beneficiados por promoções.

    Regiões

    Na análise regional, o Nordeste foi a região que apresentou o maior crescimento real, com alta de 1,9% no ICVA deflacionado sem ajuste de calendário. O Sul teve avanço de 1,4%. As demais regiões registraram queda. Segundo o levantamento, no recorte por unidades da federação, alguns Estados se destacaram positivamente no desempenho do varejo em março. Em termos deflacionados, Sergipe liderou o crescimento, com alta de 6,5%, seguido por Amapá (+5,0%) e Minas Gerais (+4,0%), indicando um dinamismo regional relevante mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador. “Os resultados sugerem que, nesses Estados, fatores como estímulos sazonais, recomposição de consumo e maior resiliência de setores específicos contribuíram para um desempenho acima da média nacional”, informou a Cielo.

    Na outra ponta, alguns Estados registraram retração no período. Pará apresentou a maior queda, com recuo de 3,4%, seguido por Goiás (-2,0%) e Roraima (-1,4%). O desempenho mais fraco nessas regiões pode refletir uma combinação de fatores, como maior sensibilidade à inflação, menor intensidade de estímulos ao consumo e dinâmica setorial menos favorável no mês.

    A Cielo ressalta, ainda, que a cautela do consumidor também pode explicar o crescimento das vendas em setores não essenciais como turismo e transportes, que registraram alta relevante no mês, especialmente companhias aéreas. “A elevação do preço do barril de petróleo, ao gerar incerteza sobre custos futuros, pode ter estimulado a antecipação na compra de passagens, em um contexto em que as passagens aéreas avançaram 5,94% no período”, acrescenta. “Dinâmica semelhante foi observada nos postos de combustíveis, onde o consumo nominal cresceu, possivelmente refletindo a preocupação do consumidor com novas altas nos preços na bomba.”

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

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