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  • Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões por ataque contra cruzeirenses na Fernão Dias

    Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões por ataque contra cruzeirenses na Fernão Dias

    TOMÁS BRAGA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A torcida organizada Mancha Alviverde assumiu responsabilidade civil pelos danos causados no episódio da emboscada contra torcedores cruzeirenses em 2024, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) homologado pelo conselho superior do Ministério Público de São Paulo no dia 10 de fevereiro e divulgado nesta terça-feira (3).

    O acordo foi intermediado pela promotoria de Justiça de Mairiporã (município do incidente) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

    O episódio, que ocorreu no dia 27 de outubro de 2024 no km 65 da rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã, no estado de São Paulo, resultou na morte do torcedor José Victor Miranda e deixou outras 20 pessoas feridas. O ataque envolveu mais de cem torcedores da organizada em seu planejamento, segundo a acusação.

    No acordo formalizado a partir do relatório do procurador Nelson Gonzaga, a torcida organizada se comprometeu a pagar uma indenização mínima de R$ 2 milhões, sendo metade desse valor destinado à vítima José Victor Miranda.

    O acordo também prevê outras cláusulas como o envio semestral da listagem de todos os associados à FPF e à promotoria de Mairiporã e a suspensão preventiva de membros indiciados ou denunciados por violência, com a possibilidade de exclusão definitiva em casos de crimes graves ou infrações reincidentes.

    O Ministério Público afirma que o descumprimento das cláusulas ou a repetição de ataques planejados resultarão na suspensão imediata do acesso a estádios da organizada e poderá resultar na extinção definitiva da agremiação.

    No âmbito criminal até agora foram denunciados 43 torcedores, alguns sendo da antiga cúpula da torcida organizada. Todos são acusados de homicídio consumado, tentativa de homicídio qualificado e outros crimes. Dentre os acusados está Jorge Luiz Sampaio Santos, ex-presidente da torcida, que segue em prisão preventiva.

    Mancha Alviverde pagará R$ 2 milhões por ataque contra cruzeirenses na Fernão Dias

  • Quem são os principais aliados da Rússia?

    Quem são os principais aliados da Rússia?

    Isso poderia aumentar muito o poder de fogo do país

    À medida que a Rússia navega em uma posição mais isolada no cenário global desde sua invasão da Ucrânia, suas alianças desempenham um papel crucial na formação de sua política externa e estratégia militar. De Belarus à China e Coreia do Norte, essas parcerias são movidas por interesses compartilhados, laços econômicos e apoio político, particularmente em resposta às sanções ocidentais. Entender essas relações é essencial para compreender as complexidades das relações internacionais contemporâneas envolvendo a Rússia.

    Quem são os principais aliados da Rússia?

  • Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

    Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

    Questionado sobre consultar a Mesa Diretora para tomar sua decisão, Alcolumbre afirmou que vai consultar a Advocacia do Senado.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, nesta terça-feira (3), que quer decidir a respeito da quebra de sigilo bancário e fiscal de um dos filhos do presidente Lula (PT), Fábio Luís, conhecido no mundo político como Lulinha.

    Questionado sobre consultar a Mesa Diretora para tomar sua decisão, Alcolumbre afirmou que vai consultar a Advocacia do Senado.

    A quebra de sigilo foi autorizada pela CPI (Comissão Parlamentar do Inquérito) mista do INSS, mas membros governistas questionam a votação -e caberá a Alcolumbre decidir manter ou não a decisão do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

    A votação, que ocorreu na quinta-feira (26), foi seguida de bate-boca e agressões e virou alvo de disputa regimental. Integrantes governistas da CPI apresentaram a Alcolumbre um recurso por escrito pedindo a anulação da votação por fraude.

    Lulinha é alvo da CPI pelo suposto envolvimento com o lobista Antônio Camilo, conhecido como Careca do INSS, acusado de ter facilitado os descontos indevidos nas aposentadorias de beneficiários do INSS. O lobista teria ordenado um pagamento de R$ 300 mil a uma empresária que é ligada ao filho do presidente.
    A defesa de Lulinha afirma que ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime.

    A celeuma na CPI envolve diferentes interpretações do regimento do Congresso, com divergências a respeito de quantidade de votos, quórum (quantidade mínima necessária de presentes) e método de votação.

    A sessão tinha 87 requerimentos em pauta, incluindo o de Lulinha. Antes da análise do mérito, os parlamentares decidiram por volta das 11h, em votação nominal, que os pedidos seriam apreciados em bloco. O painel registrou 31 presentes, incluindo o presidente. Nessa votação, participaram os titulares e também suplentes, quando o titular estava ausente.

    Na sequência, por volta das 11h30, o presidente da CPI, o senador Carlos Viana, anunciou votação simbólica para aprovar os requerimentos (que incluíam pedidos de informação, de quebras de sigilo e de convocações de uma série de pessoas). Nesse modelo, quem concorda permanece sentado e quem discorda se manifesta. Ele declarou haver sete votos contrários e proclamou a aprovação.
    Deputados aliados ao governo Lula contestaram a contagem e afirmam que 14 parlamentares estavam de pé. A reportagem identificou ao menos 12 na transmissão da TV Senado. Essa é a primeira divergência entre os dois lados.

    A segunda divergência diz respeito ao quórum. Os governistas afirmam que havia 21 parlamentares no momento da votação, portanto o resultado teria sido de 14 votos contrários a 7 favoráveis. Mas Viana considera 31 presentes, como foi registrado pelo painel na votação anterior. Se Viana estiver certo, eram necessários 16 votos -e não 14- para formar maioria e, portanto, os governistas perderam.

    Nesse ponto, os 14 parlamentares que votaram “não” dizem, no recurso apresentado a Alcolumbre, que não faz sentido considerar que havia 31 presentes, pois esse número diz respeito à votação nominal anterior, que teve a participação de suplentes, enquanto a segunda votação foi simbólica, em que se consideram apenas os presentes naquele instante e votam apenas titulares.

    Alcolumbre diz que quer decidir sobre sigilo de Lulinha e que vai ouvir advocacia do Senado

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  • Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Reino Unido e a França enviarão reforços militares para Chipre em resposta aos ataques com drones registrados contra uma base britânica na ilha mediterrânea, que fica próxima ao Oriente Médio.

    Londres irá mandar uma fragata e helicópteros equipados com sistemas para abater drones iranianos, enquanto Paris deverá enviar baterias antiaéreas e outro navio de guerra.

    Na véspera, a Grécia, que tem um acordo militar com Paris e é a fiadora do regime pró-Atenas de metade da ilha, havia enviado quatro caças F-16 e duas fragatas.

    Um dos drones lançados contra a base de Akrotiri chegou a atingir a pista do local, causando poucos danos. O episódio elevou temores do espraiamento da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que Teerã busca fazer chegar até a Europa.

    Reino Unido e França mandam reforços para Chipre

  • Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

    Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

    O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, alta de 9%, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35. Na época, o commodity era impactado pela disputa presidencial nos EUA entre Donald Trump e Kamala Harris.

    FERNANDO NARAZAKI E LUCIANA LAZARINI
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3) em meio à guerra no Irã e após o anúncio do fechamento do estreito de Hormuz para navegação. Às 15h15 desta terça (3), o preço do barril do Brent, referência global da commodity, era negociado acima de US$ 82,13, numa alta diária de 5,65%. Já as Bolsas em todo o mundo e o ouro estão em queda acentuada, enquanto o bitcoin opera em alta.

    O petróleo chegou a ser negociado a US$ 85,10 por volta das 8h, alta de 9%, atingindo o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent, referência mundial, alcançou US$ 85,35. Na época, o commodity era impactado pela disputa presidencial nos EUA entre Donald Trump e Kamala Harris.

    Nesta terça, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo trecho que separa o país persa da península Arábica. A decisão ameaça parar de vez o fluxo de petroleiros e embarcações que transportam por lá 20% do óleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente pelo mundo. O destino da maior parte desse volume são grandes consumidores asiáticos, como China e Índia. A largura do estreito é de meros 40 km em seu ponto mais apertado.

    O barril Brent já havia disparado 13% na abertura do mercado no domingo (8), o primeiro dia de negócios após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã que mataram o líder supremo do país, Ali Khamenei.

    O preço do barril do petróleo WTI (West Texas Intermediate) também disparou quase 8% nesta terça, chegando a atingir US$ 77,57, seu maior valor desde 23 de junho de 2025, quando alcançou US$ 78,40.
    Desde a segunda-feira (2) empresas em todo Oriente Médio interromperam suas atividades no setor de petróleo e gás com o confronto entre EUA e Israel contra o Irã, que vem atingindo vários países na região.

    O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, ou 3% da produção mundial, mas exerce influência ainda maior sobre o fornecimento de energia devido à sua posição às margens do estreito de Hormuz.

    A escalada das cotações internacionais do petróleo joga pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil e pode atrasar o ciclo de queda da taxa de juros, mas especialistas não veem risco de desabastecimento.

    Analistas brasileiros e internacionais dizem que o impacto sobre os preços vai depender da duração e da intensidade do conflito, principalmente em relação ao fechamento do estreito de Hormuz por um prazo mais longo.

    Especialistas já contam com muita volatilidade nas cotações internacionais, mas há expectativa de que o preço do barril seja contido pela sobra de óleo no mundo, resultado de a demanda crescer menos que a oferta.

    A gigante petrolífera saudita Aramco informou a alguns compradores de seu petróleo bruto Arab Light que desviará a carga para Yanbu, na costa ocidental do Mar Vermelho, disseram três fontes nesta terça-feira, o que permitiria evitar o estreito de Hormuz devido a ataques a embarcações. A Aramco se recusou a comentar.

    O ministro da Marinha Mercante da Grécia pediu proteção do transporte marítimo global e dos marinheiros. “Isso é alarmante e preocupante, e eu gostaria que o transporte marítimo global ficasse de fora dos conflitos de guerra”, comentou Vassilis Kikilias.
    “O transporte marítimo global tem a ver com o comércio global, do qual todos precisam. E os marinheiros, é claro, não têm culpa”, disse o ministro grego.

    A IMPORTÂNCIA DE HORMUZ

    O tráfego pelo estreito de Hormuz vem sendo afetado desde sábado (28), quando começaram os ataques dos EUA e de Israel sobre o Irã, que respondeu em seguida. Nesta terça, um tanque de combustível no porto comercial de Duqm, em Omã, foi atingido, e um incêndio eclodiu em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais polos petrolíferos da região.

    A QatarEnergy, estatal de energia do Qatar, anunciou a interrupção da produção de alumínio, ureia, polímeros e metanol, um dia após ter suspenso o fornecimento de GNL (gás natural liquifeito), produto que detém 20% do consumo mundial.

    A Arábia Saudita suspendeu a produção em sua maior refinaria doméstica, enquanto Israel e o Curdistão iraquiano também interromperam parte de sua produção de gás e petróleo.

    A Índia, um dos países mais dependentes de petróleo e gás do Oriente Médio, afirmou que começou a racionar o fornecimento de gás para indústrias após a interrupção da produção do Qatar.

    A maior parte do GNL qatariano vai para a Ásia, mas parte também segue para a Europa, que depende inteiramente de importações para suas necessidades de petróleo e gás. Espera-se que a Europa corra para repor estoques, esgotados por um inverno rigoroso, e precisará depender ainda mais do gás americano, após rejeitar o gás russo depois da invasão da Ucrânia em 2022.

    As taxas de frete marítimo ao redor do mundo também dispararam para um recorde histórico à medida que o conflito se intensificou e Teerã passou a atacar navios que atravessam o estreito.

    O fechamento do estreito de Hormuz fez com que centenas de navios-tanque carregados com petróleo e GNL ficassem encalhados perto de grandes polos, como o porto de Fujairah nos Emirados Árabes Unidos, sem conseguir alcançar clientes na Ásia, Europa e outros lugares.

    A situação levará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã a começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.

    BOLSAS DESABAM PELO MUNDO

    A ameaça de Teerã de fechar o estreito de Hormuz levou as Bolsas de todo mundo a despencarem nesta terça. Na Ásia, as Bolsas da China tiveram o pior resultado diário em um mês, enquanto o índice de Seul despencou mais de 7%.

    O índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, e o índice SSEC, de Xangai, desvalorizou 1,43%. Foi o pior resultado das duas desde 2 de fevereiro.

    O índice ChiNext Composite, que reúne startups, caiu 2,57%. O índice STAR50 de Xangai, focado no setor de tecnologia, caiu 5,21%, registrando a pior sessão desde 10 de outubro.

    Os mercados de outros países asiáticos também fecharam em queda: Tóquio (-3,1%), Seul (-7,24%), Hong Kong (-1,12%) e Taiwan (-2,2%).

    Na Europa, as principais Bolsas caem mais de 3% nesta terça. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, recuava 3,64% às 15h15, a caminho de fechar no maior recuo desde abril do ano passado.

    Na época, a Bolsa europeia registrou quedas diárias de mais de 4% em função do anúncio das tarifas comerciais de Donald Trump, presidente dos EUA.

    No mesmo horário, o movimento de queda também era observado nas Bolsas de Frankfurt (-3,59%), Londres (-2,75%), Paris (-3,46%), Madri (-4,42%) e Milão (-3,92%).

    “É venda por pânico”, disse Emmanuel Cau, chefe de estratégia de ações europeias do Barclays. “O mercado estava complacente quanto à escala desta guerra [antes do fim de semana].”
    As Bolsas dos EUA também estão em queda acentuada. A Bolsa Nasdaq estava caindo 1,22% às 15h15, enquanto o Dow Jones desvalorizava 1,02% e o S&P 500 perdia 1,08%.

    Ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft recuaram 3,1% e 1,8%, respectivamente, após ganhos na sessão anterior. Empresas de memória listadas na Nasdaq, como Sandisk e Western Digital despecavam 8,4% e 5,6%, respectivamente.

    Mesmo o ouro, considerado um porto seguro para investidores em momentos de risco, também operava em queda de 1,90% nesta terça-feira, cotado a US$ 5.209,55, às 9h30. Já o bitcoin está em alta superior a 2%, a US$ 67,45 mil, após ter atingido US$ 69,21 mil na sessão.

    Para analistas, o movimento é impactado pela ameaça iraniana e pela disparada do petróleo. “Muito dependerá do preço do petróleo. Qualquer pico sustentado certamente desencadeará um movimento de aversão ao risco mais significativo”, comentou Jim Reid, estrategista do Deutsche Bank.

    Os investidores estavam preocupados que os preços mais altos do petróleo pudessem alimentar a inflação em toda a economia e complicar ainda mais as decisões de política monetária para autoridades de bancos centrais que já enfrentam aumentos de preços impulsionados por tarifas.

    O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atingiu seu nível mais alto em mais de uma semana, e investidores adiaram as expectativas de um corte de 25 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve de julho para setembro, segundo dados compilados pela LSEG.

    Petróleo dispara 9% e ultrapassa US$ 85 após Irã anunciar fechamento do estreito de Hormuz

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  • Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

    Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

    Governo iraniano organizou uma grande cerimônia de despedida. Autoridades do país planejam realizar uma homenagem pública na capital, Teerã.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado nos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, em uma data ainda a ser definida, informou hoje a agência de notícias Fars.

    Governo iraniano organizou uma grande cerimônia de despedida. Autoridades do país planejam realizar uma homenagem pública na capital, Teerã.
    Corpo de Khamenei será sepultado na cidade onde ele nasceu. Mashhad fica localizada no nordeste do Irã, e é também lá que o pai do falecido líder supremo está enterrado, no santuário do imã Reza.

    Previsão é de que a cerimônia fúnebre tenha início amanhã e ocorra até sexta-feira (6). Os detalhes, incluindo horário e programação detalhada, ainda serão anunciados pelas autoridades.
    Khamenei, o homem mais poderoso do Irã, governava o país desde 1989. Como líder supremo -ou seja, religioso e político-, o aiatolá detinha a autoridade máxima sobre todos os ramos do governo, as Forças Armadas e o Judiciário na República Islâmica xiita. Ele era tanto chefe de Estado como comandante-chefe e tinha a palavra final sobre políticas públicas do país.

    Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei teve seus anos de formação religiosa e política na década de 60. Ele se envolveu em movimentos que questionavam o regime do então xá Mohammad Reza Pahlevi. De acordo com a Reuters, baseada na biografia oficial do aiatolá, Khamenei foi torturado em 1963 quando, aos 24 anos, cumpriu a primeira prisão de muitas por atividades políticas durante o regime do xá.

    Khamenei estudou religião em Qom, quando sofreu forte influência do pensamento do aiatolá Ruhollah Khomeini, que liderava a oposição conservadora a partir do exílio. Ele se aproximou do movimento de Khomeini e logo estava ajudando a organizá-lo e executando missões em território iraniano.

    Também participou dos protestos de 1978, que antecederam a Revolução Iraniana no ano seguinte, e tornou-se aliado próximo de Khomeini. Em 1980, quando Khomeini já era líder supremo do Irã, escolheu-o para ser o imã que faria a tradicional oração de sexta-feira em Teerã.

    Em junho de 1981, Khamenei sofreu um atentado a bomba que deixou seu braço direito paralisado para sempre. Quatro meses depois do ataque, foi eleito presidente do Irã, com 95% dos votos. Na época, apenas quatro candidatos foram autorizados a concorrer, e os demais três eram apoiadores de Khamenei. Ele ascendeu ao posto aos 42 anos de idade -e foi o primeiro clérigo a assumir o cargo, consolidando o domínio deles sobre o Estado.

    Em 1985, foi reeleito, e exerceu o cargo até 1989, quando seu líder e mentor, Khomeini, morreu de ataque cardíaco. O nome considerado favorito para assumir o posto de líder supremo era o aiatolá Hussein Ali Montazeri -que, no entanto, havia caído em decadência dois meses e meio antes da morte de Khomeini por criticar publicamente violações de direitos humanos cometidas pelo regime iraniano.

    O órgão responsável pela escolha do líder supremo, a Assembleia dos Peritos, decidiu de comum acordo que Khamenei assumiria o cargo. Informações indicam que Khomeini também o havia escolhido como sucessor.

    A constituição diz que um novo líder deve ser escolhido dentro de três meses. Até lá, o presidente Masoud Pezeshkian, o membro do Conselho dos Guardiões aiatolá Alireza Arafi e o chefe do Judiciário aiatolá Gholamhossein Mohseni-Ejei assumirão o comando como um conselho de liderança temporário.

    A escolha de um novo líder é de responsabilidade da Assembleia de Especialistas. O órgão é composto por cerca de 90 clérigos seniores eleitos a cada oito anos, embora, com a continuação dos ataques, não esteja claro como ou quando eles poderão se reunir.

    Khamenei nunca nomeou publicamente um sucessor preferido. Na prática, a decisão provavelmente será tomada pelas figuras mais importantes da República Islâmica que exerceram o poder sob Khamenei por muitos anos. O sucessor recomendado teria então que ser aprovado pela Assembleia.

    Líder supremo morto no Irã será sepultado na cidade sagrada onde nasceu

  • Wanessa Camargo relata período difícil e ameaças de morte após expulsão do BBB 24

    Wanessa Camargo relata período difícil e ameaças de morte após expulsão do BBB 24

    Segundo a cantora, as críticas extrapolaram o jogo e atingiram sua família, especialmente os filhos José Marcus, 14, e João Francisco, onze, do relacionamento com Marcus Buaiz. “Foi muito ruim. As pessoas são muito cruéis. O José chegou a ver as ameaças de morte que me fizeram. Ele ficava ligado em tudo, via o que falavam da mãe dele”, disse.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Wanessa Camargo, 43, participante do BBB 24, afirma ainda se incomodar ao comentar os desdobramentos de sua passagem pelo reality da Globo. Expulsa após agredir Davi Brito, vencedor da edição, ela diz ter enfrentado um período “bem difícil” fora da casa, marcado pela repercussão negativa nas redes sociais.

    Segundo a cantora, as críticas extrapolaram o jogo e atingiram sua família, especialmente os filhos José Marcus, 14, e João Francisco, onze, do relacionamento com Marcus Buaiz. “Foi muito ruim. As pessoas são muito cruéis. O José chegou a ver as ameaças de morte que me fizeram. Ele ficava ligado em tudo, via o que falavam da mãe dele”, disse.

    Diante da repercussão, Wanessa afirma que optou por priorizar os filhos e reduzir a exposição. Nesse sentido, ela relata ter buscado mostrar a eles a diferença entre o ambiente digital e a vida fora das redes. “Na época, até esqueci o que precisava fazer para a minha carreira e foquei neles. Falava: ‘vai dar tudo certo, confia na mamãe, deixa o tempo passar’.”

    A cantora também diz ter recorrido a situações cotidianas para relativizar as críticas online. Por exemplo, fazia questão de sair na rua e eles viam que eu recebia muito carinho. Eu falava: ‘está vendo como a internet não é real?’.

    Em entrevista ao podcast Desculpe Incomodar, a cantora criticou o conceito de “cancelamento”. Segundo ela, a reação nas redes sociais não se sustenta fora do ambiente digital. “Não acredito em cancelamento. Para mim, isso não existe. É uma bobeira da rede social.”

    Wanessa também avaliou que as plataformas criam uma percepção distorcida da opinião pública. Segundo ela, “a gente acha que o mundo é aquela bolha de Twitter e Instagram, e não é. É muito pequeno perto do mundo real.”

    Por fim, a cantora afirmou que divergências de opinião não deveriam definir a trajetória de uma pessoa. “Ninguém pode ter o poder de cancelar ninguém. Opinião nunca é unanimidade. O cancelamento é hipócrita, porque todas as pessoas, se fossem filmadas 24 horas, seriam canceladas”, concluiu.

    Wanessa Camargo relata período difícil e ameaças de morte após expulsão do BBB 24

  • Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

    Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou na terça-feira ter matado o comandante da Força Quds, da Guarda Revolucionária do Irã, no Líbano. Daoud Ali Zadeh foi atingido em um ataque a Teerã, segundo as forças israelenses.

    A brigada Quds é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do regime iraniano. Em solo libanês, apoiam o grupo extremista Hezbollah. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas.

    Essa aliança informal liderada pelo Irã é conhecida como “Eixo da Resistência” e inclui ainda grupos no Afeganistão e Paquistão. O que os une é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a “resistência” à influência dos EUA e de seu aliado Israel na região.

    Exército Israel diz ter matado comandante da Força Quds, braço da guarda iraniana, no Líbano

  • Lore Improta fala de gravidez no Carnaval

    Lore Improta fala de gravidez no Carnaval

    A vitória reforçou o apelido que ganhou entre fãs e integrantes da agremiação: “musa pé quente”. Lore esteve presente em quatro conquistas da escola de Niterói -em 2018, quando a Viradouro venceu a Série A, e em 2020, 2024 e 2026, já no Grupo Especial.

    ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Desfilar grávida não foi obstáculo para Lore Improta. A dançarina atravessou a Marquês de Sapucaí como musa da Unidos do Viradouro mesmo com seis meses de gestação -e terminou o Carnaval com mais um título para a escola.
    A vitória reforçou o apelido que ganhou entre fãs e integrantes da agremiação: “musa pé quente”. Lore esteve presente em quatro conquistas da escola de Niterói -em 2018, quando a Viradouro venceu a Série A, e em 2020, 2024 e 2026, já no Grupo Especial.

    A fase intensa, que mistura maternidade, Carnaval e carreira, também virou tema do reality No Ritmo da Lore, que acompanha seus bastidores no Youtube. Segundo ela, a temporada atual revela mais da organização por trás da rotina do que o público costuma ver nas redes. “Eu vejo essa temporada como uma grande extensão do que já compartilho. As pessoas sempre tiveram curiosidade sobre como funciona minha correria de Carnaval, ensaios, gravações, família O reality mostra exatamente isso”, diz.

    Grávida de cerca de seis meses e casada com o cantor Léo Santana desde fevereiro de 2021, Lore afirma que o corpo respondeu melhor do que imaginava à agenda puxada. “Claro que o cansaço bate, ainda mais com ensaios, gravações e tudo que envolve o Carnaval. Mas, no geral, tem sido tudo muito tranquilo. Tenho conseguido respeitar bastante os limites do meu corpo”, conta. Os enjoos vieram no início da gestação, mas, segundo ela, foram controlados e não a impediram de seguir trabalhando.

    A preparação para o desfile também precisou de ajustes. “Ser musa da Viradouro já exige muito fisicamente. Grávida, redobrei alguns cuidados. Minha preparação foi muito mais focada em segurança, com acompanhamento médico e uma rede de apoio que me deixou tranquila”, afirma.

    No campo emocional, Lore diz que não cogitou abrir mão da sua rotina de sempre. “Eu não pensei em desacelerar porque não foi preciso. Desde o início deixei claro: se fosse necessário pelo bem do bebê, eu desaceleraria sem pensar duas vezes. Mas estou vivendo uma gravidez muito especial e consciente.”

    Ela compara a nova gestação com a primeira e afirma que a maturidade faz diferença. “Agora eu já sei o que me espera. Cada gravidez é única, mas estou mais consciente, mais conectada comigo. Viver isso sob as câmeras traz responsabilidade, mas também é bonito poder mostrar esse processo.”

    A influenciadora diz que pequenas adaptações foram necessárias, mas sem mudanças radicais. “Minha médica acompanha tudo de perto e sigo uma alimentação saudável. Deus me permitiu continuar cumprindo minha agenda intensa.”

    Para ela, a maternidade também altera a forma como se enxerga artisticamente. “Não tira minha energia, mas transforma. Hoje entendo que minha potência não está só no físico, mas na mensagem que passo. A maternidade amplia minha voz.”

    Com o nascimento do bebê se aproximando, Lore afirma que já começa a rever prioridades. “Hoje qualquer decisão passa pelo filtro: isso faz sentido para a fase que estou vivendo? Estou organizando minha agenda pensando no pós-parto e priorizando projetos que me permitam estar mais presente.”

    Lore Improta fala de gravidez no Carnaval

  • Dezenas de navios-petroleiros ficam parados com fechamento de Hormuz e guerra no Irã

    Dezenas de navios-petroleiros ficam parados com fechamento de Hormuz e guerra no Irã

    A fila começou a se formar no sábado (28) quando os EUA e Israel iniciaram os ataques sobre o Irã, que revidou e atingiu bases militares, portos e outros locais no Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. O grupo terrorista Hezbollah entrou no conflito no domingo (1º) e o Líbano também passou a ser alvo dos israelenses.

    FERNANDO NARAZAKI
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dezenas de navios-petroleiros carregados estão parados no golfo Pérsico após o Irã anunciar o fechamento do trafégo pelo estreito de Hormuz, rota por onde passa 20% da produção mundial de petróleo no mundo, nesta terça-feira (3).

    A fila começou a se formar no sábado (28) quando os EUA e Israel iniciaram os ataques sobre o Irã, que revidou e atingiu bases militares, portos e outros locais no Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã. O grupo terrorista Hezbollah entrou no conflito no domingo (1º) e o Líbano também passou a ser alvo dos israelenses.

    Segundo a agência de notícias Bloomberg, ao menos 40 navios de grande porte transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo cada estão parados no golfo Pérsico, de acordo com dados de rastreamento de navios da Kpler. A plataforma de rastreamento Vortexa mostrou que apenas quatro superpetroleiros trafegavam no domingo (1º). Um dia antes, foram registradas 22 embarcações.

    Os navios também viraram alvos dos bombardeios entre os países. Nesta terça, um tanque de combustível no porto comercial de Duqm, em Omã, foi atingido, e um incêndio eclodiu em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais polos petrolíferos da região.

    A petrolífera Saudi Aramco anunciou que desviará suas embarcações para o Rio Vermelho, mas ele passa na costa do Iêmen, onde os houthis, que apoiam o regime iraniano, controlam a região. Em janeiro de 2024, uma série de ataques dos rebeldes levou o tráfego marítimo a alterar sua rota entre Europa-Ásia e África pelo Cabo da Boa Esperança, cujo tempo de trajeto é bem maior.

    Outras empresas de transporte marítimo já divulgaram que retomarão a rota pelo Cabo da Boa Esperança, mesmo com o tempo e custo maiores.

    O ministro da Marinha Mercante da Grécia pediu proteção do transporte marítimo global e dos marinheiros, em meio a uma situação “alarmante” que deixou dezenas de navios retidos no Oriente Médio. “Isso é alarmante e preocupante, e eu gostaria que o transporte marítimo global ficasse de fora dos conflitos de guerra”, comentou Vassilis Kikilias.

    “O transporte marítimo global tem a ver com o comércio global, do qual todos precisam. E os marinheiros, é claro, não têm culpa”, destacou. De acordo com o ministro, ao menos dez navios com bandeira grega estavam no golfo Pérsico e outros cinco do lado de fora, com tripulações que incluem dezenas de marinheiros gregos. Mais de 325 navios de interesses gregos estão na região mais ampla.

    As taxas de frete marítimo ao redor do mundo também dispararam para um recorde histórico à medida que o conflito se intensificou e Teerã passou a atacar navios que atravessam o estreito.

    A situação levará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã a começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.
    Além do problema com o tráfego dos navios, empresas em todo o Oriente Médio anunciaram a interrupção de produção de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).

    A QatarEnergy, companhia estatal de energia do Qatar, anunciou nesta terça-feira (3) que interromperá a produção de produtos como alumínio, ureia, polímeros, metanol e outros produtos. O anúncio ocorre um dia depois de a empresa paralisar a produção de GNL, o que levou o preço do produto a subir mais de 45% na segunda-feira (2).

    O país é responsável pelo fornecimento de 20% das negociações em todo o mundo. A maior parte do GNL qatariano vai para a Ásia, mas parte também segue para a Europa, que depende inteiramente de importações para suas necessidades de petróleo e gás.

    Espera-se que a Europa corra para repor estoques, esgotados por um inverno rigoroso, e precisará depender ainda mais do gás americano, após rejeitar o gás russo depois da invasão da Ucrânia em 2022.

    A Arábia Saudita suspendeu a produção em sua maior refinaria doméstica, enquanto Israel e o Curdistão iraquiano também interromperam parte de sua produção de gás e petróleo.
    A Índia, um dos países mais dependentes de petróleo e gás do Oriente Médio, afirmou que começou a racionar o fornecimento de gás para indústrias após a interrupção da produção do Qatar.

    ESCASSEZ DE NAVIOS-TANQUE FORÇARÁ CORTES NA PRODUÇÃO

    Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã precisarão começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.
    Especialistas em segurança estão tentando avaliar quantos mísseis e drones o Irã ainda possui para manter a intensidade de seus ataques.

    Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait conseguiram até agora interceptar a maioria dos mísseis e drones que visavam instalações de energia, portos e aeroportos, mas crescem as preocupações sobre se seus estoques de sistemas antidrone e antimísseis estão se esgotando.

    Dezenas de navios-petroleiros ficam parados com fechamento de Hormuz e guerra no Irã

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