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  • Portugal precisará de 1,3 milhão de trabalhadores para sustentar pensões

    Portugal precisará de 1,3 milhão de trabalhadores para sustentar pensões

    Estudo aponta que o envelhecimento da população e a saída de trabalhadores para a reforma exigirão um reforço expressivo da mão de obra ativa nos próximos anos. Imigrantes já têm papel central nas contribuições, mas entraves à integração ameaçam o equilíbrio futuro da Segurança Social.

    Portugal precisará de 1,3 milhão de novos trabalhadores até 2030 para garantir o equilíbrio financeiro da Segurança Social, segundo um estudo desenvolvido pelo Centro de Formação Prepara Portugal, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima), da Pordata e do próprio sistema previdencial. A investigação parte de um indicador central da sustentabilidade das pensões, que é o equilíbrio entre quem trabalha e quem já está reformado. 

    Estudos atuariais e relatórios de referência apontam que Portugal precisa aproximar-se de um patamar de dois trabalhadores e meio no ativo por cada pensionista para assegurar o financiamento regular das pensões nas próximas décadas. Atualmente, esse rácio situa-se em torno de 1,7 trabalhador por reformado.

    O cenário evidencia um desafio estrutural para o país e tem sido analisado de forma continuada por Higor Cerqueira, criador e diretor pedagógico da instituição, reconhecido pelo seu trabalho junto da comunidade imigrante e pela leitura técnica dos impactos da mobilidade internacional na economia nacional. 

    “Com base nos registos oficiais, o estudo estima que, para atingir esse equilíbrio até 2030, seria necessário um reforço acumulado entre 1,2 e 1,3 milhões de trabalhadores ativos líquidos. Em termos estruturais, este volume corresponde à necessidade de compensar a saída de cerca de 500 mil pessoas para a reforma, num país marcado pelo envelhecimento da população”, explica Cerqueira que, em março, comanda o Estrela do Atlântico, prêmio que valoriza iniciativas de imigrantes na Europa. 

    As investigações, coordenadas pelo formador Pedro Stob no âmbito do curso de Análise de Dados e TI Aplicada à Gestão, recorrem a séries estatísticas públicas, abrangendo o período entre 2010 e 2025.

    Os indicadores mostram ainda que o número de imigrantes residentes no país passou de cerca de 430 mil em 2010 para mais de 1,5 milhões em 2024. Tão relevante quanto o crescimento absoluto é a composição etária desta população. Cerca de 85% dos imigrantes encontram-se em idade ativa, entre os 18 e os 64 anos. A taxa de emprego desta população atingiu 67% em 2025, segundo dados do INE e da Segurança Social, aproximando-se da taxa de emprego dos nacionais, que se situa em torno dos 72% no mesmo período.

    Este reforço da população ativa tem impacto direto no sistema de proteção social. Portugal apresenta atualmente uma taxa de dependência de idosos superior a 37%, ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o que significa que existe um número crescente de pensionistas para cada trabalhador ativo.

    “Um cenário de rutura entre contribuintes e pensionistas ocorre quando o volume de contribuições arrecadadas deixa de ser suficiente para assegurar o pagamento regular das pensões, obrigando o Estado a recorrer, de forma continuada, a transferências do Orçamento do Estado, ao aumento de impostos ou à redução das prestações”, alerta o diretor pedagógico.

    Pedro Stob acrescenta que o estudo permite quantificar esta pressão de forma objetiva. Cada variação de 0,1 neste equilíbrio entre ativos e pensionistas corresponde, na prática, à necessidade de mais 150 mil a 170 mil pessoas a trabalhar e a descontar. “Em termos simples, pequenas alterações demográficas traduzem-se rapidamente em dezenas de milhares de novos contribuintes necessários para manter o equilíbrio financeiro da Segurança Social”, pontua o formador. 

    Entre 2010 e 2025, a participação dos trabalhadores imigrantes na base de contribuições da Segurança Social em Portugal mais que duplicou, de cerca de 3%, para uma projeção de 6% do total. Em termos absolutos, os números confirmam esta tendência e mostram que, em 2024, as contribuições dos estrangeiros ultrapassaram os 3,6 mil milhões de euros, representando mais de 12% do total arrecadado pelo regime contributivo, com um saldo líquido positivo face às prestações recebidas pelos imigrantes.

    Apesar destes indicadores, o estudo alerta para um risco estrutural. A demora no reconhecimento de qualificações académicas e profissionais, na validação de competências adquiridas no estrangeiro e nos processos administrativos associados à obtenção e renovação da residência legal tem levado muitos trabalhadores a procurar outros países europeus, reduzindo a capacidade de Portugal de reter capital humano que contribua para a economia e para o sistema social.

    Para Higor Cerqueira, este é o ponto central do debate atual. “A questão que Portugal precisa de enfrentar é quantas pessoas conseguem efetivamente trabalhar, contribuir e permanecer. Quando um profissional qualificado fica meses ou anos impedido de exercer, existe um custo direto para a economia e para a Segurança Social, porque essas contribuições deixam de existir”, afirma.

    Ele sublinha que a integração eficaz passa, além de políticas públicas mais céleres, pelo acesso à informação e formação alinhada com as necessidades reais do mercado de trabalho. 

    “O Prepara Portugal atua precisamente neste cruzamento entre análise de dados, capacitação técnica e experiência prática de quem vive diariamente o processo migratório em Portugal”, destaca.

    Portugal precisará de 1,3 milhão de trabalhadores para sustentar pensões

  • Prefeito de Milão critica presença de agentes do ICE nos Jogos Olímpicos

    Prefeito de Milão critica presença de agentes do ICE nos Jogos Olímpicos

    O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, criticou nesta terça-feira a possível presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em apoio à segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Em entrevista à rádio RTL 102.5, o prefeito foi direto ao afirmar que os agentes norte-americanos “não são bem-vindos em Milão”.

    Sala declarou que considera o ICE uma “milícia que mata” e que invade residências sem autorização, ressaltando que a eventual atuação do órgão durante o evento esportivo representa um problema. Os Jogos Olímpicos de Inverno estão marcados para ocorrer entre os dias 6 e 22 de fevereiro.

    De acordo com a agência France-Presse, agentes do ICE devem ser enviados à Itália para uma missão de apoio durante a Olimpíada. Um porta-voz do órgão afirmou à AFP que, durante os Jogos, a área de Investigações de Segurança Interna do ICE (HSI) atuará em cooperação com o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA e com o país anfitrião, auxiliando na avaliação e mitigação de riscos ligados a organizações criminosas transnacionais.

    O porta-voz também afirmou que o ICE não realizará operações de imigração fora dos Estados Unidos e que qualquer ação de segurança ocorrerá sob a autoridade das instituições italianas.

    Mesmo assim, a possível presença de agentes norte-americanos tem provocado controvérsia, especialmente no norte da Itália. Inicialmente, autoridades italianas negaram que o ICE estivesse envolvido no esquema de segurança e, posteriormente, tentaram minimizar o papel do órgão, indicando que sua atuação se limitaria à proteção da delegação dos Estados Unidos.

    O vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, devem participar da cerimônia de abertura dos Jogos, em Milão, no dia 6 de fevereiro.

    Na segunda-feira, o ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, afirmou que o ICE não pode operar no país, já que a gestão da ordem pública, da imigração e da segurança cabe exclusivamente às forças policiais italianas. Segundo ele, mesmo que integrantes de agências de segurança dos EUA estejam presentes, sua atuação seria apenas funcional, e não operacional.

    Fontes da Polícia Estatal italiana disseram à agência ANSA que, até o momento, não há acordos de cooperação assinados para os Jogos Olímpicos de Inverno e que agentes do ICE não serão responsáveis pela segurança de autoridades da administração norte-americana.

    A atuação do ICE tem sido alvo de críticas nos Estados Unidos após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado no último sábado por agentes federais durante uma operação anti-imigração em Minneapolis, no estado de Minnesota. No início de janeiro, outra cidadã norte-americana, Renee Good, da mesma idade, também morreu após ser atingida por tiros em uma ação semelhante na mesma cidade.
     
     

    Chuvas intensas causadas pela tempestade Harry provocaram o colapso de uma encosta em Niscemi, no sul da Itália, destruíram casas, forçaram a retirada de mais de mil moradores e colocaram autoridades em alerta máximo diante do risco de novos deslizamentos e danos estruturais

    Notícias ao Minuto | 08:14 – 27/01/2026

     

    Prefeito de Milão critica presença de agentes do ICE nos Jogos Olímpicos

  • Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça

    Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça

    O ex-ministro saiu do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo.
    Desde então, a banca está a cargo de sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho do casal Enrique Lewandowski

    (CBS NEWS) – O escritório de advocacia da família do ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski foi contratado pelo Banco Master de 2023 a agosto de 2025. Em parte desse período, ele era ministro da Justiça do governo Lula.

    O ex-ministro saiu do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo.

    Desde então, a banca está a cargo de sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho do casal Enrique Lewandowski. Mesmo com a saída do ministro, eles seguiram prestando serviços para o Master, que era um dos clientes do escritório.

    A informação foi revelada pela coluna da Andreza Matais, no portal Metrópoles, e confirmada pela Folha. O veículo também afirmou que o contrato para consultoria jurídica do banco tinha o valor de R$ 250 mil mensais.

    O portal Metrópoles também divulgou que a contratação atendeu a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    A assessoria do parlamentar respondeu à Folha que Wagner foi consultado sobre um bom jurista e que se lembrou de Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal.

    “Seguramente, o banco achou a sugestão adequada e o contratou”, informou.

    Lewandowski respondeu, por nota, que depois de deixar o STF, em abril de 2023, o ex-ministro retornou às atividades de advocacia. Acrescentou que, além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master.

    “Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”, respondeu.

    O Master também contratou o escritório de familiares do ministro Alexandre de Moraes, do STF, por R$ 3,6 milhões mensais para auxiliar na defesa dos interesses da instituição, como revelou a coluna de Malu Gaspar no Globo.

    De acordo com a publicação, a contratação do Barci de Moraes Sociedade de Advogados teria validade de 36 meses, a partir do início de 2024.

    Com isso, o acordo renderia, até o início de 2027, R$ 129 milhões ao escritório, caso o Master não tivesse sido liquidado pelo Banco Central. Integram o escritório Viviane Barci de Moraes, que é esposa do ministro, e dois filhos do casal.

    O contrato seria para representar o Master onde fosse necessário -sem uma causa ou um processo específico- perante órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional. Também teria como objeto a organização e a coordenação estratégica, consultiva e contenciosa perante o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal.

    O gabinete de Moraes foi procurado por meio da assessoria de imprensa do STF, mas não respondeu aos pedidos da reportagem. A defesa de Vorcaro e a assessoria também não comentaram, nem confirmaram o contrato. O escritório Barci de Moraes não se pronunciou.

    A PF prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro, em 17 de novembro, no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes cometidas pelo banco na emissão de títulos de crédito falsos. Ele foi solto no dia 28, e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

    Master pagou por consultoria de escritório de Lewandowski quando ele era ministro da Justiça

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Flamengo prepara Arrascaeta contra São Paulo, mas foco é final com Corinthians

    Flamengo prepara Arrascaeta contra São Paulo, mas foco é final com Corinthians

    (UOL/FOLHAPRESS) – Craque e artilheiro do Flamengo na temporada mágica de 2025, Arrascaeta vem aí. O uruguaio tem treinado normalmente com o grupo principal e será relacionado para a estreia do time carioca no Campeonato Brasileiro, nesta quarta-feira (28), contra o São Paulo, às 21h30, no Morumbi (SP).

    O meia recebeu um tratamento especial nesta pré-temporada. Mesmo com a necessidade de antecipar o retorno do elenco principal no Campeonato Carioca, o jogador seguiu de fora nos clássicos contra Vasco e Fluminense. A ideia é recuperar 100% Arrascaeta do desgastante 2025, em que alcançou o ano com mais jogos em toda a carreira: 64.

    O objetivo é que o uruguaio retome o ritmo de jogo e chegue mais “na ponta dos cascos” na decisão da Supercopa do Brasil, neste domingo, contra o Corinthians, no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).

    Os cuidados com Arrascaeta são, principalmente, por conta de uma temporada em que, muito provavelmente, não terá descanso no meio do ano, já que é bem provável ele seja convocado para a Copa do Mundo pelo Uruguai.

    JORGINHO TAMBÉM DEVE SER SELECIONADO

    Outro que também ainda não atuou em 2026 e que deve ser relacionado é Jorginho. O volante teve uma questão dentária, mas treinou com os companheiros normalmente nos últimos dias.

    Já Ayrton Lucas, Danilo e De la Cruz -que também não fizeram o primeiro jogo da temporada até agora- devem continuar de fora. O lateral faz tratamento de uma pubalgia, o zagueiro se recupera de dores no joelho e o volante uruguaio cumpre um cronograma especial de fortalecimento. Há uma expectativa de que pelo menos um dos três esteja à disposição na Supercopa do Brasil.

    “A condição física a gente vai ganhando competindo, ganhando minutos. Foi o caso de muitos que jogaram hoje (contra o Fluminense), como Pedro e Bruno Henrique, 45 minutos cada um, já estava combinado. Alex Sandro só ia jogar 60 minutos, Varela só podia 30 minutos. Então foram trocas condicionadas, combinadas antes do jogo com a preparação física. Esperamos chegar contra o São Paulo com o maior número de jogadores perfeitos fisicamente”, disse Filipe Luís, técnico do Flamengo.

    Na véspera do encontro entre Benfica e Real Madrid, para a Liga dos Campeões, Ángel di María se refere a José Mourinho como “o número 1”, e ainda garante que nunca pediu um salário como o de Cristiano Ronaldo

    Notícias ao Minuto | 06:20 – 27/01/2026

    Flamengo prepara Arrascaeta contra São Paulo, mas foco é final com Corinthians

  • Tempestade coloca localidade da Sicília (literalmente) à beira do abismo

    Tempestade coloca localidade da Sicília (literalmente) à beira do abismo

    Chuvas intensas causadas pela tempestade Harry provocaram o colapso de uma encosta em Niscemi, no sul da Itália, destruíram casas, forçaram a retirada de mais de mil moradores e colocaram autoridades em alerta máximo diante do risco de novos deslizamentos e danos estruturais

    Um deslizamento de terra provocado pelas chuvas intensas da tempestade Harry causou o colapso de uma encosta na Sicília, no sul da Itália, destruindo diversas casas e deixando mais de mil pessoas fora de suas residências.

    A situação levou as autoridades locais a decretarem alerta máximo. O fenômeno atingiu o município de Niscemi, onde uma grande faixa de terreno cedeu após vários dias de chuva intensa, forçando a retirada de cerca de mil moradores.

    “Temos uma frente de deslizamento com pelo menos quatro quilômetros de extensão, que continua avançando”, afirmou o prefeito de Niscemi, Massimiliano Conti, em declarações à imprensa local. Segundo ele, será delimitada uma “zona vermelha” onde as famílias não poderão retornar às casas por tempo indeterminado.

    Imagens divulgadas pela mídia italiana mostram prédios à beira de um precipício, com estruturas parcialmente suspensas após o colapso de uma ampla área do solo. Os moradores retirados da região foram levados provisoriamente para um ginásio municipal.

     

    Danos na Sicília

    A Sicília vem sendo fortemente afetada nesta semana por eventos climáticos extremos. De acordo com o governador da região, Renato Schifani, a combinação de ventos intensos, chuvas torrenciais e tempestades já provocou prejuízos estimados em cerca de 1,5 bilhão de euros apenas na ilha.

    “Foi um evento extraordinário, que colocou de joelhos uma das principais áreas de turismo e hospitalidade da Sicília, a região de Taormina”, afirmou Schifani. Segundo o governador, há preocupação com o possível colapso de estruturas turísticas em uma área considerada fundamental para o Produto Interno Bruto do setor turístico da região.

    Tempestade coloca localidade da Sicília (literalmente) à beira do abismo

  • 'Ele é só músculo e olhos azuis', dispara Babu Santana sobre Jonas Sulzbach

    'Ele é só músculo e olhos azuis', dispara Babu Santana sobre Jonas Sulzbach

    O modelo discordou da fala de Babu, que retrucou, pedindo para que ele se levasse menos a sério e pontuando que ele ficou neurótico em descobrir quem deu os emojis negativos para ele

    (CBS NEWS) – O líder da segunda semana do BBB 26 (Globo) Babu Santana protagonizou uma discussão com Jonas Sulzbach na noite de segunda-feira (26) após o Sincerão. Na cozinha, o ator argumentou que os emojis distribuídos no queridômetro não deveriam ser tão relevantes para as pessoas.

    O modelo discordou da fala de Babu, que retrucou, pedindo para que ele se levasse menos a sério e pontuando que ele ficou neurótico em descobrir quem deu os emojis negativos para ele.

    “Babu, você falou que uma das coisas que mais se arrepende foi ter dado emoji de vômito pra Mari”, respondeu Jonas, lembrando de uma ocasião no BBB 20, quando Babu estava confinado com Mari Gonzales, ex-esposa de Jonas.

    Babu se defendeu, afirmando que o arrependimento não veio de ter dado o emoji para ela, mas sim de ter sido ignorante com a influenciadora. Eles não jogavam juntos na época, mas hoje são amigáveis.

    Em conversa com aliados na varanda, Babu afirmou que não joga junto com Jonas e nem com Sarah. Mais tarde, o ator levou Juliano Floss, Breno Corã e Marcelo Alves para o quarto do líder e expressou sua opinião sobre Jonas.

    “Eu acho que se o Jonas for no paredão, ele sai. Eu acho que ele sai pro Brígido. Ele é só músculo e olhos azuis”, afirmou.

    'Ele é só músculo e olhos azuis', dispara Babu Santana sobre Jonas Sulzbach

  • Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Como mostrou a Folha, o cálculo do estoque de carbono em um território em Apuí (AM) multiplicou o patrimônio de duas empresas pertencentes a fundos ligados ao Master. A valorização estimada chegou a R$ 45,5 bilhões

    (FOLHAPRESS) – O cálculo usado para estimar o volume de estoque de carbono de um projeto ambiental controlado pela família de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teve sua autoria negada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), apontada como responsável pela metodologia.

    Como mostrou a Folha, o cálculo do estoque de carbono em um território em Apuí (AM) multiplicou o patrimônio de duas empresas pertencentes a fundos ligados ao Master. A valorização estimada chegou a R$ 45,5 bilhões.

    Segundo investigadores, os fundos teriam sido inflados com o objetivo de desviar recursos do Master e retroalimentar uma suposta ciranda financeira montada pelo ex-banqueiro.

    A posição da universidade pública é central no caso, já que a valorização dos ativos ocorreu a partir de um estudo técnico apresentado pelas empresas Global Carbon e Golden Green, que utilizaram a Unesp como uma espécie de selo de credibilidade. A universidade, porém, nega qualquer participação na contabilidade do projeto ambiental ligado a familiares de Vorcaro.

    Em nota enviada à Folha na semana passada, a Global Carbon afirmou que “os inventários e os quantitativos foram elaborados pela Unesp, aplicando metodologia desenvolvida pela própria universidade”. Segundo a empresa, “a própria Unesp foi responsável pela metodologia científica utilizada no cálculo de precificação (valoração econômica) desses ativos ambientais”.

    A Unesp, por sua vez, informou que nunca teve conhecimento desses estudos e que não firmou contrato com qualquer empresa ou instituição para prestar serviços de quantificação de estoque de carbono envolvendo a Fazenda Floresta Amazônica, localizada em Apuí (AM). A universidade afirmou ainda que jamais autorizou o uso de seu nome por servidores ou terceiros para esse fim e que só tomou conhecimento do caso após a publicação das reportagens da Folha.

    “A Unesp em nenhum momento firmou contratos ou convênios com tais empresas ou permitiu que outros o fizessem, tampouco autorizou o uso de seu nome, seja por servidores ou terceiros, para chancelar qualquer forma de prestação de serviços às empresas mencionadas nas reportagens”, declarou a instituição.

    A universidade afirmou que desenvolve pesquisas sobre o tema, mas que não identificou requisitos legais e técnicos mínimos para pedido de propriedade intelectual. Por isso, o conhecimento científico gerado é de domínio público e não pode ser comercializado.

    “Se algum servidor utilizou o nome da Unesp para prestação de serviços de consultoria sem anuência e sem o trâmite interno de aprovação, a universidade possui mecanismos internos de averiguação desse tipo de conduta, da qual tomou conhecimento após a leitura das reportagens”, informou.

    O “Relatório de Quantificação de Estoques de Carbono” da Fazenda Floresta Amazônica, que traz exposição da marca da Unesp, é assinado pelo professor Iraê Amaral Guerrini, docente da instituição, além de outros quatro pesquisadores.

    Procurado pela Folha, Guerrini confirmou que houve pagamento pelo serviço prestado, mas se recusou a informar o valor, alegando confidencialidade. Inicialmente, disse que o pagamento havia sido feito pelo suposto dono da fazenda, Marco Antonio de Melo, que negou a informação. Posteriormente, o professor afirmou que houve um mal-entendido e que o pagamento foi realizado pela empresa Global Carbon.

    Segundo a Unesp, para que um docente preste serviços remunerados a terceiros é necessária a solicitação formal de atividade remunerada concomitante, o que não ocorreu. A única forma de a universidade ser remunerada seria por meio de contrato ou convênio institucional, inexistente no caso.

    Em nota, Guerrini afirmou que sua metodologia tem “finalidade estritamente científica” e que não foi concebida para fins comerciais, de precificação de ativos ambientais, certificação de créditos de carbono ou estruturação financeira.

    “Não participamos, em nenhum momento, de processos relacionados à precificação, negociação, comercialização, certificação ou captação de recursos associados a créditos de carbono ou a quaisquer ativos ambientais”, declarou.

    O estudo que analisou a Fazenda Floresta Amazônica, com área total de 143,9 mil hectares, concluiu que o território teria um estoque de 168,8 milhões de toneladas de CO₂ — volume considerado fora de parâmetro por especialistas do setor. Esse critério de estoque, porém, não possui referência em preços de mercado nem lastro comercial.

    Diferentemente do crédito de carbono, que depende de projetos auditados e registrados e pode ser comercializado para compensação de emissões, o estoque de carbono é apenas uma estimativa teórica do carbono existente em uma floresta, sem titularidade exclusiva, sem mercado estabelecido e sem liquidez.

    Ainda assim, Global Carbon e Golden Green precificaram esses estoques e estimaram conjuntamente um valor de R$ 45,5 bilhões.

    O estudo de quantificação foi realizado em 2023. Em 2024, Guerrini elaborou um novo relatório, de “Precificação das Unidades de Estoque de Carbono”, no qual apresentou uma fórmula teórica baseada em preços de commodities agrícolas, além da variação do dólar e do euro.

    À Folha, o professor afirmou que sua metodologia foi utilizada desde 2010 em projetos como o Brasil Mata Viva (BMV), em convênios com a Agência de Inovação da Unesp, e que posteriormente teria havido um convênio com a Pró-Reitoria de Extensão, a Fundunesp e a Global Carbon para continuidade do uso.

    Segundo ele, a metodologia também foi encaminhada à Secretaria Extraordinária do Ministério da Fazenda para avaliação técnica, com eventual uso em políticas públicas.

    A Global Carbon e a Alliance Participações, controlada por Henrique Vorcaro e Nathália Vorcaro, pai e irmã de Daniel Vorcaro, afirmaram em nota conjunta que a Alliance foi convidada a participar de um investimento relacionado a créditos de carbono e recebeu ampla documentação técnica.

    Segundo as empresas, os documentos incluíam certificados de quantificação, relatórios de precificação atribuídos à Unesp, auditorias contábeis de empresas internacionais e documentação fundiária com parecer jurídico. Com base nisso, decidiram investir.

    As empresas afirmam ainda que a Alliance nunca comercializou os ativos, não atuou como gestora dos fundos nem do projeto, e que poderá buscar ressarcimento caso sejam comprovadas inconsistências.

    Passo a passo do esquema

    2019
    A Fazenda Floresta Amazônica, em Apuí (AM), passa a ser negociada como origem de bilhões em créditos de carbono, apesar de ser terra pública da União.

    2020
    São criadas as empresas Global Carbon e Golden Green, ligadas a fundos administrados pela Reag.

    2021
    Com base em auditorias financeiras sem lastro fundiário ou de mercado, as empresas passam a valer bilhões.

    2023
    A Alliance Participações compra 80% dos direitos de negócios de carbono da propriedade.

    2023
    Relatório atribuído à Unesp quantifica o estoque de carbono em 168,8 milhões de toneladas de CO₂.

    2024
    Com base no método teórico, a Golden Green passa a valer R$ 14,6 bilhões e a Global Carbon, R$ 31 bilhões.

    2024
    As transações entram na mira da Justiça após revelação de que as terras pertencem à União e são destinadas à reforma agrária.

    2025
    A Polícia Federal deflagra a Operação Carbono Oculto, que investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo fundos da Reag e o PCC.
     
     

     

    Unesp nega ter feito cálculo bilionário de créditos de carbono usado pelos Vorcaros

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Terá que pagar por novas opções do Facebook, Instagram e WhatsApp

    Terá que pagar por novas opções do Facebook, Instagram e WhatsApp

    A empresa confirmou que estuda lançar planos de assinatura com recursos exclusivos nas três plataformas. A proposta é oferecer uma experiência premium, enquanto a Meta também enfrenta acusações judiciais nos EUA sobre suposto acesso a mensagens do WhatsApp, algo que a companhia nega.

    A Meta confirmou ao site TechCrunch que pretende iniciar testes com novos modelos de assinatura em suas redes sociais. A proposta é oferecer funcionalidades extras e opções avançadas para usuários dispostos a pagar por uma experiência diferenciada nas plataformas da empresa.

    A confirmação veio após um desenvolvedor divulgar rumores sobre uma possível assinatura no Instagram, que permitiria ao usuário identificar, entre as contas que segue, quais não o seguem de volta. Embora não tenha detalhado quais recursos farão parte desses pacotes, a Meta afirmou que o objetivo é criar uma experiência premium no Facebook, Instagram e WhatsApp.

    A empresa explicou que pretende lançar diferentes combinações de funcionalidades e que cada assinatura será específica para cada plataforma. Segundo a Meta, ainda não há uma estratégia definitiva, e os recursos exclusivos passarão por testes antes de uma eventual implementação em larga escala.

    Além das novas funções pagas, a Meta também planeja integrar aos seus produtos um agente de inteligência artificial chamado Manus, adquirido por cerca de US$ 2 bilhões. A ferramenta deve ser incorporada gradualmente ao Facebook, Instagram e WhatsApp.

    Paralelamente, a Meta enfrenta um novo processo judicial nos Estados Unidos. A empresa é acusada de conseguir “armazenar, analisar e acessar praticamente todas as conversas supostamente privadas dos usuários do WhatsApp”. De acordo com a Bloomberg, a ação envolve usuários de vários países, incluindo Brasil, Austrália, Índia, México e África do Sul, que alegam ter obtido informações por meio de denunciantes internos.

    Os autores da ação afirmam que, apesar da criptografia de ponta a ponta anunciada pelo WhatsApp, a Meta teria acesso ao conteúdo das mensagens trocadas na plataforma. A empresa, no entanto, nega veementemente as acusações.

    Em resposta, a Meta classificou as alegações como “categoricamente falsas e absurdas” e reiterou que o WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta há mais de dez anos, com base no protocolo Signal. A companhia afirmou ainda que pretende buscar sanções contra a equipe jurídica dos autores da ação, que tenta transformar o processo em uma ação coletiva envolvendo mais de dois bilhões de usuários do aplicativo.

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  • Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Coreia do Sul reage a ameaça de Trump e diz que manterá acordo comercial

    Governo sul-coreano afirma que vai comunicar aos Estados Unidos a intenção de cumprir o acordo firmado em novembro, após Donald Trump anunciar possível aumento de tarifas sobre automóveis e outros setores. Seul diz que responderá de forma cautelosa enquanto avalia impactos econômicos e políticos.

    Seul informou nesta terça-feira que pretende comunicar a Washington sua disposição de cumprir o acordo comercial firmado em novembro, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de elevar tarifas sobre veículos sul-coreanos e outros setores, citando atrasos na implementação do pacto.

    Em comunicado, o gabinete presidencial da Coreia do Sul afirmou que, como o aumento das tarifas só passa a valer após etapas administrativas, como a publicação no Registro Federal, o governo planeja informar às autoridades americanas sua vontade de honrar o acordo tarifário. A nota acrescenta que a resposta será “serena e gradual”.

    A manifestação ocorreu após Trump publicar na Truth Social que pretende aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre “automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os demais produtos sujeitos a tarifas recíprocas”, sem indicar quando a medida entraria em vigor.

    O Ministério da Economia e das Finanças da Coreia do Sul informou à imprensa local que está avaliando as “intenções” do presidente americano ao anunciar uma nova elevação tarifária. Embora o gabinete presidencial tenha dito anteriormente não ter recebido notificação oficial de Washington, o ministério afirmou que entrará em contato com o governo dos EUA para atualizar o andamento das discussões no Parlamento sul-coreano e pedir cooperação legislativa para a tramitação do projeto.

    Apresentado em novembro, o projeto de lei busca dar suporte ao compromisso de investimento de US$ 350 bilhões da Coreia do Sul nos Estados Unidos, parte do acordo que estabeleceu uma tarifa básica de 15% para os setores envolvidos. A próxima sessão parlamentar para analisar propostas está marcada para a próxima terça-feira.

    O Ministério do Comércio sul-coreano informou ainda que acompanha de perto a situação. Segundo a agência Yonhap, o negociador-chefe do país planeja viajar em breve aos Estados Unidos para tratar do tema com o representante comercial americano, Jamieson Greer. Já o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Kim Jung-kwan, que está no Canadá, também deve seguir para os EUA para conversar com o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

    Analistas apontam que o anúncio de Trump pode ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto no Parlamento sul-coreano, antes de uma decisão iminente da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas recíprocas adotadas pela atual administração.

    No mercado financeiro, cerca de três horas e meia após a abertura da Bolsa de Seul, ações das montadoras Hyundai Motor e Kia registravam queda, assim como papéis de grandes empresas biofarmacêuticas, como Samsung Biologics e Celltrion, em aparente reação ao anúncio do presidente americano.

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  • Chefe anti-imigração de Trump deixa Minneapolis após morte enfermeiro

    Chefe anti-imigração de Trump deixa Minneapolis após morte enfermeiro

    A saída de Gregory Bovino ocorre após a morte do enfermeiro Alex Pretti, baleado durante uma operação federal de imigração. O caso gerou críticas às autoridades, protestos contra o governo Trump e levou à redução da presença de agentes federais em Minneapolis

    Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos e um dos principais nomes das operações federais de imigração em Minneapolis, deixará o cargo de “comandante em missão especial” e será realocado. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela Reuters e pelo The New York Times nesta segunda-feira (26).

    A decisão ocorre após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por um agente federal durante uma ação de imigração em Minneapolis. O caso aconteceu apenas duas semanas depois da morte de outra cidadã americana, também registrada durante uma operação na mesma região, o que ampliou a pressão política e social sobre o governo.

    Bovino ganhou projeção nacional durante o governo de Donald Trump, ao ascender a cargos de comando em meio ao endurecimento da política de deportações. Antes de chegar a Minneapolis, ele coordenou operações controversas em cidades como Los Angeles e Chicago, tornando-se um rosto público da repressão migratória.

    Após a morte de Pretti, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o enfermeiro representava uma ameaça aos agentes. Bovino endossou essa versão e chegou a declarar, sem apresentar provas, que Pretti pretendia promover um “massacre” contra policiais. Segundo o New York Times, essas declarações foram determinantes para a decisão de afastá-lo da função em Minneapolis.

    Ainda de acordo com o jornal, parte dos agentes federais destacados para a cidade deve começar a deixar a região a partir desta terça-feira (27). Já a revista The Atlantic informou que Bovino deve retornar a um posto anterior na Califórnia, onde estaria próximo da aposentadoria. A Casa Branca, porém, negou que ele tenha sido removido de suas funções e afirmou que o agente continua sendo uma “peça fundamental” da equipe de Trump.

    A morte de Alex Pretti desencadeou uma onda de protestos contra o governo e contra as operações anti-imigração nos Estados Unidos. As ações foram alvo de críticas inclusive de grupos tradicionalmente alinhados ao presidente, como associações pró-armas, ampliando o desgaste político em torno da atuação federal em Minneapolis.
     

     
     

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