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  • Flamengo já estuda mudanças no Carioca após começo abaixo do esperado

    Flamengo já estuda mudanças no Carioca após começo abaixo do esperado

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ainda sem vencer no Campeonato Carioca, o Flamengo tem pouco a aproveitar pelo que foi apresentado pelo time sub-20 até o momento. E, agora, já pode ter mudanças na equipe para as próximas rodadas da Taça Guanabara.
    Com a derrota para o Volta Redonda, no último sábado (17), o time sub-20 do Flamengo completou três jogos sem vencer neste começo de Campeonato Carioca. Foram duas derrotas e um empate.

    Apesar de ter promessas do Ninho do Urubu no time e de nas duas primeiras rodadas ter contado com Wallace Yan, que tinha rodagem no time principal, o futebol apresentado e os resultados já complicaram a vida do Flamengo no Carioca.

    Pela disputa da Copa Intercontinental, em dezembro, o elenco principal do Flamengo só se reapresentou no último dia 12. Assim, o Rubro-Negro optou por ter um grupo inteiramente sub-20, com a exceção de Wallace Yan, neste começo de Carioca. O clube, inclusive, abriu mão de disputar a Copinha para poder ter os garotos no Estadual.

    Mas, sob o comando de Bruno Pivetti, também do sub-20, o Flamengo ainda não conseguiu vencer e já preocupa no Carioca, apesar da competição estar longe de ser uma prioridade para o clube em 2026.

    De acordo com o “Sportv”, o Flamengo já deve ter um time misto nas próximas rodadas da Taça Guanabara. O Rubro-Negro encara, na sequência, os clássicos com Vasco e Fluminense. Para isso, ainda sob o comando de Pivetti, o Flamengo deve contar com o reforço de alguns reservas do elenco principal. O técnico, no entanto, desconversou sobre o planejamento do clube.

    O que foi passado é que o planejamento seria jogo a jogo. Não tenho outras informações, isso está a cargo da diretoria. Estamos aqui para servir o clube da melhor maneira. E o que eles orientarem nós vamos seguir para ajudar da melhor forma nessa fase de preparação da equipe profissional tendo em vista os desafios da temporada. Aguardamos novas orientações Pivetti

    O treinador, é claro, também exaltou a equipe de garotos que atuou pelo Flamengo nestes três primeiros jogos do clube em 2026.

    “É uma equipe que dentro da sua faixa etária foi vencedora. Não à toa ganhou a Libertadores e foi campeã mundial em cima do Barcelona. São jogadores com valor, mas que por diversos condicionamentos os resultados não vieram nesses três jogos. Mas tenho certeza que todos têm um futuro pela frente. São jogadores de muito potencial”, completou o técnico.

    Com um ponto conquistado, o Flamengo é apenas o 5 colocado do Grupo B do Carioca. Em caso de empate ou vitória do Maricá sobre a Portuguesa, neste domingo, o Rubro-Negro vai terminar a rodada na lanterna da chave.

    Flamengo já estuda mudanças no Carioca após começo abaixo do esperado

  • Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Países europeus anunciaram neste domingo (18) o reforço da segurança no Ártico como forma de apoio à Groenlândia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha. Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Ao longo da semana, França, Alemanha, Reino Unido e outros países enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido da Dinamarca. A iniciativa provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus enquanto os Estados Unidos não fossem autorizados a adquirir a ilha. No sábado (17), líderes da Europa alertaram para o risco de uma “espiral descendente perigosa” diante das ameaças tarifárias e reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia marcaram reunião para discutir o tema.

    A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou o momento delicado ao afirmar: “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”. Trump justifica o interesse pela Groenlândia por razões estratégicas e pela presença de minerais, e já declarou que não descarta o uso da força, o que elevou o nível de alerta entre países da Otan.

    Segundo Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, as empresas locais não devem sofrer impactos diretos com possíveis tarifas. Para ele, “o objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”. Manifestações na Dinamarca e na Groenlândia reuniram milhares de pessoas contrárias às declarações do presidente americano.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir maior coordenação da Otan no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido”, afirmou Lars Lökke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, foi direto ao declarar: “Não nos deixaremos chantagear”.

    Líderes da Finlândia e da Noruega também defenderam o fortalecimento da segurança regional e ressaltaram que divergências entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo, não por pressão.

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

  • “Micropênis”? Pedro se descuida e viraliza ao surgir pelado no BBB26

    “Micropênis”? Pedro se descuida e viraliza ao surgir pelado no BBB26

    A produção tentou cortar a imagem rapidamente, mas o momento já havia sido exibido ao público.

    Pedro, participante do BBB 26, se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após um descuido dentro da casa. Ao sair do banheiro, o vendedor ambulante esqueceu da presença das câmeras e acabou aparecendo completamente nu durante a transmissão do reality show. A produção tentou cortar a imagem rapidamente, mas o momento já havia sido exibido ao público.

    A cena viralizou quase instantaneamente, gerando uma enxurrada de comentários nas redes sociais. Internautas reagiram com espanto, ironia e críticas, transformando o episódio em motivo de deboche. Entre as reações, alguns usuários escreveram: “Apaguem da minha memória essa imagem do Pedro pelado”. Outros fizeram comentários ainda mais ácidos, como “Acabei de ver o micropênis do Pedro. Que cena diabólica” e “Micropênis e ‘microcérebro’”.

     
     
     

     
     
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    Esse não foi o único motivo que levou Pedro a viralizar recentemente. O participante do grupo Pipoca também causou polêmica ao relatar, dentro da casa, que traiu a esposa, que está grávida. Durante conversas com outros confinados, ele afirmou: “Minha esposa faz tudo pela família, aceitou uma coisa que eu nunca aceitaria. Se eu pensar que ela está conversando com outro homem, acabou. Eu já trai minha esposa e ela se sujeitou a aceitar isso por causa da nossa família“.

    O depoimento gerou forte repercussão negativa fora do programa e passou a ser amplamente compartilhado nas redes sociais. O público reagiu com críticas e ironias, especialmente pelo fato de o participante repetir a mesma declaração diversas vezes. Segundo a repercussão online, Pedro mencionou a traição em mais de dez conversas diferentes dentro da casa.

    Os episódios contribuíram para que o participante se tornasse um dos nomes mais comentados do BBB 26 nos últimos dias.

    “Micropênis”? Pedro se descuida e viraliza ao surgir pelado no BBB26

  • Alcaraz estreia bem no Australian Open em busca do career slam

    Alcaraz estreia bem no Australian Open em busca do career slam

    ALEXANDRE COSSENZA
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Carlos Alcaraz deu um primeiro passo seguro no Australian Open, único torneio do grand slam que falta em sua prateleira de troféus. O atual número 1 do mundo estreou na edição de 2026 com uma vitória sem sustos diante do local Adam Walton, número 79 do mundo. A partida teve parciais de 6/3, 7/6 e 6/2.

    O espanhol, atual campeão de Roland Garros e do US Open e dono de seis títulos de slam, tenta fechar o career slam, feito em que um tenista conquista os quatro torneios do Grand Slam, mesmo que em temporadas diferentes. Se alcançar o objetivo, Alcaraz, aos 22 anos e 272 dias de vida, será o mais jovem a fazê-lo na história do tênis. Carlos já conquistou os outros slams duas vezes cada: Roland Garros em 2024 e 2025, Wimbledon em 2023 e 2024 e o US Open em 2022 e 2025.

    O duelo deste domingo foi a primeira apresentação de Alcaraz em um slam desde que se separou do técnico Juan Carlos Ferrero, que esteve a seu lado desde os primeiros dias na elite do circuito mundial. O treinador principal de Carlitos no momento é Samu López, que já fazia parte de sua equipe e o acompanhava nos torneios em que Ferrero não estava presente.

    Ao bater Walton, Alcaraz manteve vivas duas séries invictas. Nunca perdeu de um australiano no circuito mundial (13 vitórias) e nunca foi eliminado na primeira rodada de um slam. Na segunda rodada, Carlitos vai enfrentar o alemão Yannick Hanfmann, que superou neste domingo o qualifier americano Zachary Svajda por 7/5, 4/6, 6/4 e 7/6.

    Como aconteceu

    Alcaraz foi superior desde o início da partida, mas Walton manteve o jogo equilibrado salvando break points no segundo e no sexto games. O australiano salvou outros dois no oitavo, mas o espanhol finalmente aproveitou uma chance de quebra ao disparar uma direita indefensável para abrir 5/3. Em seguida, o número 1 do mundo confirmou o saque sem problemas e fechou o set: 6/3.

    Walton teve suas chances no segundo set. O tenista da casa quebrou o saque de Alcaraz e abriu 3/1 quando o espanhol errou duas direitas seguidas. No entanto, o número 1 devolveu a quebra imediatamente quando Walton errou uma direita simples. A decisão da parcial veio no tie-break, e os nervos do australiano ficaram evidentes. Walton abriu o game errando um voleio simples, cometeu mais duas duplas faltas, e Alcaraz aproveitou, disparando no placar e fazendo 7/6.

    O terceiro set não foi muito diferente dos dois anteriores. Alcaraz era superior, impondo sua potência na maioria dos pontos, enquanto Walton tentava sustentar-se na partida do jeito que dava. O tenista da casa, porém, não resistiu. No sexto game, cometeu dois erros não forçados seguidos e perdeu o saque. Era a vantagem que o número 1 precisava para fechar o jogo sem mais drama.

    Alcaraz estreia bem no Australian Open em busca do career slam

  • Clima esquenta após chegada de novos participantes e briga por camas no BBB 26

    Clima esquenta após chegada de novos participantes e briga por camas no BBB 26

    Os 20 já confinados ficaram surpresos com a entrada de Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus – e mais ainda ao descobrirem que eles resistiram por pouco mais de 120 horas à dinâmica de resistência. “Estamos ferrados”, brincou a pipoca Milena.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O tempo fechou de vez no BBB 26 (Globo) na madrugada deste domingo (18). Depois da chegada dos quatro novos participantes, que resistiram ao Quarto Branco, a tensão dominou a casa. Os 20 já confinados ficaram surpresos com a entrada de Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus – e mais ainda ao descobrirem que eles resistiram por pouco mais de 120 horas à dinâmica de resistência. “Estamos ferrados”, brincou a pipoca Milena.

    Se já não havia camas suficientes para todo mundo, com os novos integrantes a situação piorou. Ana Paula Renault começou defendendo um rodízio para que os novos moradores não dormissem no chão do Quarto Sonho da Eternidade. Babu Santana e Jonas Sulzbach discordaram da forma como a veterana se posicionou, e a discussão começou. “Eu não vou dormir no chão porque eu já dormi, vocês que se matem”, disparou a sister.

    Aline Campos ainda tentou organizar a divisão das camas, mas Ana Paula bateu o pé. “Aqui, todo mundo já dormiu no chão, a gente não vai dormir de novo.” A ex-bailarina do Domingão do Faustão insistiu no diálogo: “Sim, mas você tem que entender, porque falaram que tinha uma cama a mais”, e a rival concluiu: “Aqui a gente vai dormir na cama, porque já dormimos no chão”.

    A atitude de Ana Paula virou assunto entre alguns pipocas. Breno, Jordana, Marciele e Maxiane conversaram sobre o episódio. “Ana Paula quer que faça o rodízio na casa inteira”, comentou o rapaz. “Quer que faça do jeito dela”, acrescentou Jordana. Marciele, então, criticou a até então aliada: “Eu falei para ela: ‘Para de gastar energia com coisa que não vai te ‘coisar’ […] Todo o tempo gritando com as pessoas… Não dá’”.

    Juliano Floss e Pedro também tiveram um novo atrito. O dançarino chegou a chorar depois que soube que o vendedor ambulante derramou própolis no casaco de sua namorada Marina Sena “Não é possível ser tão sem noção. Você é muito sem noção. Você é o cara mais sem noção que eu já vi na minha vida”, rebateu Juliano antes de deixar o cômodo, xingando o brother. O integrante do grupo Pipoca tentou se desculpar. “Foi sem querer, eu sei, ele está certo em ficar chateado”. O Camarote pediu aos colegas de confinamento: “Por favor, que esse cara saia dessa casa”.

    Clima esquenta após chegada de novos participantes e briga por camas no BBB 26

  • Vini Jr recebe apoio de Mbappé após ser vaiado pela torcida do Real

    Vini Jr recebe apoio de Mbappé após ser vaiado pela torcida do Real

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Cabisbaixo antes do duelo entre Real Madrid e Levante, neste sábado (17), Vini Jr recebeu apoio do companheiro Mbappé ainda no túnel que dá acesso ao gramado do Santiago Bernabéu. O brasileiro foi um dos nomes vaiados pela torcida madrilenha no aquecimento e durante a partida.

    A torcida também vaiou o time inteiro durante o anúncio da escalação do Real, mas Vini e Bellingham foram os mais castigados. As vaias para Mbappé e os outros jogadores foram mais controladas.

    O camisa 7 recebeu vaias também em campo, quando pegava na bola. O duelo terminou com vitória dos madridistas por 2 a 0, com um gol de Mbappé e outro de Asencio.

    As vaias vêm em um momento de crise do Real na temporada. A equipe perdeu a final da Supercopa da Espanha para o Barcelona e foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Rei para o Albacete, da segunda divisão, na estreia do técnico Arbeloa.

    A temporada de Vini também não é das melhores. O brasileiro marcou apenas um gol nas últimas 19 partidas que esteve em campo. Já Mbappé é o artilheiro do Real, com 35 bolas na rede.

    O futuro do camisa 7 no Real segue indefinido. Vinícius tem contrato até junho de 2027 e ainda não discute uma renovação com o clube espanhol.

    Vini Jr recebe apoio de Mbappé após ser vaiado pela torcida do Real

  • 'Vamos aprofundar o Turbo, com entregas em até 20 minutos', diz CEO do iFood

    'Vamos aprofundar o Turbo, com entregas em até 20 minutos', diz CEO do iFood

    A também chinesa 99 Food –que operou no Brasil entre 2020 e 2023 e saiu, por não conseguir competir com a exclusividade firmada pelo iFood com restaurantes– voltou em junho, depois que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) impôs restrições ao privilégio. Só para o primeiro ano de atividades, reservou R$ 2 bilhões.

    DANIELE MADUREIRA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Todo mundo tinha US$ 1 milhão [R$ 5,4 milhões] no bolso para competir entregando cupom”, diz Diego Barreto, 43, CEO do iFood, lembrando o final de 2018, quando assumiu a vice-presidência de finanças do aplicativo, época em que o app era criticado por promoções agressivas, como refeições a R$ 4,99. Em sete anos, o iFood dominou a concorrência e escalou: passou de 13 milhões para 180 milhões de pedidos ao mês. Agora se depara com uma rival chinesa, a Keeta –com US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) no bolso.

    A também chinesa 99 Food –que operou no Brasil entre 2020 e 2023 e saiu, por não conseguir competir com a exclusividade firmada pelo iFood com restaurantes– voltou em junho, depois que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) impôs restrições ao privilégio. Só para o primeiro ano de atividades, reservou R$ 2 bilhões.

    Barreto discorda da ideia de que a concorrência esteja mais acirrada agora e diz que essa impressão é um “efeito psicológico”, de valorizar o mais recente. “Enfrentei a mesma concorrência em 2018, quando a empresa era 15% do que é hoje”, diz o mineiro de Uberaba, que em 2016 trocou a Suzano pelo iFood por um salário 60% inferior por acreditar no sucesso da startup.

    Quando alguém faz o mesmo que você, só depende de você fazer melhor“, diz o executivo, que prepara a empresa para o “modo turbo” em 2026, literalmente. O iFood vai ampliar o serviço ultrarrápido de delivery de comida, com entregas entre 10 e 20 minutos -o intervalo médio costuma ser de 30 minutos a 1 hora. Chamada de “Turbo”, a novidade está em testes desde setembro e o consumidor deve pagar um adicional de R$ 3,99 para acessá-la.

    A entrega em tempo recorde demandou quase três anos de estudos para implantar uma nova tecnologia nos restaurantes, relacionada ao menu e ao modo de preparo da comida, que não pode ultrapassar nove minutos. O executivo não dá mais detalhes sobre o assunto.
    “Em uma estratégia de preço predatório, você oferece 60%, 70%, 80% de desconto e insiste com o cliente para ele ficar na plataforma. Mas o Turbo é um bom exemplo de como destravar valor para o consumidor, oferecendo algo além de preço”, diz Barreto, para quem as promoções agressivas não são uma estratégia, mas sim uma “fase”, que pode ser “irregular”, a depender da duração.

    O CEO vê o “copo cheio” em 2026, com a trajetória de redução da Selic, o câmbio estável e mais recursos vindos da nova estrutura de imposto de renda (isenção a quem ganha até R$ 5.000). “Também é um ano de muito investimento por parte do estado, o que vai aumentar o nível de consumo.”

    Mas para isso é preciso combinar com duas frentes –restaurantes e entregadores. Ambas ficaram animadas com a estreia das chinesas. “O meu volume de pedidos no delivery subiu 40% com Keeta e 99”, diz Diêgo Penido, dono da padaria artesanal Fila do Pão, na Vila Buarque, região central de São Paulo. O empresário mantém os três aplicativos para teste, mas pretende ficar com apenas um ou dois.

    “Não tenho pessoal exclusivo para acompanhar a contabilidade das plataformas, que costuma ser confusa”, diz ele, que reclama do iFood, cuja interface é feita só por robôs. “Já a Keeta tem representantes que nos atendem diretamente”, diz Penido, que também percebeu mudança junto aos entregadores. “Quase ninguém está pegando iFood, tem pedidos que ficam de 40 minutos a 1 hora esperando.”

    Segundo Paulo Solmucci Júnior, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), os entregadores vêm sendo mais valorizados pelas chinesas. “A renda média deles subiu 30%”, diz o executivo, que também destaca uma abordagem diferente da Keeta. “Enquanto a 99 seguiu os passos do iFood e se concentrou em grandes redes, a Keeta se voltou para os pequenos e médios, um segmento que estava muito desatendido. Com isso, ela vem ganhando cada vez mais espaço no delivery.”

    Barreto confirma a disputa, mas diz que o Turbo vem eliminar o tempo ocioso dos trabalhadores e aumentar sua renda. “Gente que não pedia no delivery porque achava que não chegaria a tempo, agora vai pedir”, diz ele, que oferece cerca de cem pontos de apoio para 500 mil entregadores (espaço para esperar pedidos, tomar água e usar o banheiro). “Não tenho obrigação legal para isso [não há vínculo empregatício], mas faço por obrigação moral”, diz. Em São Paulo, são cinco pontos de apoio.

    A plataforma tem 460 mil estabelecimentos. Entre os restaurantes, metade trabalha só para o delivery. “Não chamaria de ‘dark kitchens’, isso traz conotação de empresa, visão tecnológica. São pequenos comerciantes.”

    40% DA RECEITA JÁ VEM DE FINTECH E MERCADO

    O iFood elevou em 25% os investimentos do ano fiscal a ser encerrado em março, para R$ 17 bilhões. O valor envolve desde ações de marketing -o app é patrocinador do BBB 2026 e da Seleção Brasileira- até a expansão dos negócios do iFood Pago, que já soma 25% do faturamento.

    A fintech oferece aos restaurantes antecipação de recebíveis, empréstimos e cartões, além da “maquinona”, uma máquina de cartões que permite à plataforma identificar o consumo dentro dos restaurantes, cruzar dados de localização e frequência de pedidos.

    Em breve, o iFood Pago vai atender também a pessoa física, por meio do parcelamento das compras no aplicativo e a oferta de uma linha de microcrédito (solução que está em testes com 10 mil usuários).

    “O iFood é cada vez menos só um delivery de comida”, diz Barreto. Dentro do iFood Pago está a Zoop, empresa de ‘payment as a service’: plataforma tecnológica responsável pelo processo de pagamentos de terceiros, como o próprio iFood, Sympla e Will Bank. “Hoje o maior cliente da Zoop é o Nubank”.

    A entrega de produtos que não são refeições (supermercado, pet e farmácia) são 15% das vendas e devem chegar a 20% este ano. No delivery de comida, o tíquete-médio é de R$ 50 e, a comissão, de 15%, afirma. “Ganho R$ 7,50 por entrega”, diz. “Preciso pagar o entregador e todos os outros custos, o que deixa minha margem muito pequena”. No ano fiscal encerrado em março de 2025, o iFood movimentou R$ 140 bilhões.

    Fundado em 2011 em São Paulo por quatro empreendedores, o aplicativo ganhou a empresa de tecnologia Movile, de Fabricio Blosi, como sócia em 2013. A Movile foi incorporada pela Prosus, holandesa que hoje é controladora do iFood. A Prosus é subsidiária do grupo sul-africano de tecnologia e internet Naspers.

    RAIO-X IFOOD
    Fundação: 2011
    Sede: Osasco (SP)
    Funcionários: 8.000
    Entregadores: 500 mil
    Presença: 460 mil estabelecimentos (restaurantes, bares, mercados, farmácias etc.) em 1.500 cidades em todos os estados e no DF
    Principais concorrentes: Keeta, 99 Food e Rappi
    Faturamento 2024/2025*: R$ 140 bilhões
    Ebitda 2024/2025*: R$ 990 milhões (US$ 184 milhões)
    *ano fiscal encerrado em 31 de março de 2025
    2026, MODO DE USAR
    Nova série da Folha trouxe entrevistas semanais em texto e vídeo, apresentando expectativas, receios e estratégias escolhidas para 2026 pelos principais executivos de dez segmentos diferentes: supermercados, varejo, consórcios, têxtil, calçados e confecções, ar-condicionado, tecnologia, telefonia, serviços financeiros e mobilidade. Todas as empresas da série faturam mais de R$ 1 bilhão ao ano.

    'Vamos aprofundar o Turbo, com entregas em até 20 minutos', diz CEO do iFood

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, disse.

    JOÃO GABRIEL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após farpas e indiretas públicas entre lideranças da direita nos últimos dias, o senador e candidato declarado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou um vídeo neste sábado pedindo união em seu campo político.

    “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada”, disse.

    Na postagem, Flávio elogiou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e elogiou os também governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

    O filho de Jair Bolsonaro também convocou seus seguidores a fazer críticas ao governo Lula (PT) nas redes sociais e voltou a defender seu pai, preso por tentativa de golpe de Estado.

    Nos últimos dias, a transferência de Bolsonaro da sede da Polícia Federal para a chamada Papudinha expôs uma divisão entre seus apoiadores e resultou em embate público entre aliados de Flávio e de Tarcísio.

    Na sexta (16), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu a aliados que não a julgassem, em mensagem publicada no dia em que foi revelada a conversa entre ela e o ministro do STF Alexandre de Moraes horas antes de o marido ser enviado para a unidade prisional.

    “Ainda que hoje as instalações do complexo sejam menos prejudiciais à sua saúde [de Bolsonaro] e lhe tragam mais dignidade, continuaremos lutando para levá-lo para casa”, declarou.
    No vídeo publicao neste sábado, Flávio pediu calma aos eleitores da direita e disse que um palanque conjunto dele com Michelle, Tarcísio, Ratinho Jr (PSD, governador do Paraná), Romeu Zema (Novo, governador de Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (União, governador de Goiás) vai acontecer “no momento certo”.

    “O Tarcísio é um aliado fundamental, a Michelle tem um papel importantíssimo”, afirmou.

    Ele ainda pediu que seus eleitores não ataquem um ou outro político, e que isso fortalece a esquerda.

    “Vamos colocar nossas diferenças menores um pouco de lado. Vamos focar naquilo que nos une”, completou.

    Embates no bolsonarismo

    O bolsonarismo vive uma série de embates públicos especialmente desde que o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar, em agosto do ano passado.

    Após ele escolher Flávio para ser candidato a Presidência em 2026, lideranças da direita têm alternado entre frases de apoio a ele ou de crítica e defesa de outros nomes, principalmente o de Tarcísio.

    Na última quarta-feira (14), por exemplo, Michelle publicou um vídeo do governador para defendê-lo das cobranças de bolsonaristas por um apoio mais incisivo à empreitada presidencial de Flávio.

    No dia seguinte, quinta (15), o senador foi questionado sobre a possibilidade de Michelle concorrer ao Planalto após as movimentações públicas dela e a alfinetou na resposta, dizendo que ele jamais trabalhou para ser candidato.

    “Eu nunca costurei, nunca procurei, não rodei o Brasil por isso. Não corri atrás de ser pré-candidato”, disse. Michelle fez diversas viagens pelo Brasil à frente do PL Mulher –do qual se licenciou pouco depois do anúncio da candidatura de Flávio.

    Ao mesmo tempo, Tarcísio publicou um vídeo com críticas ao PT, e sua esposa, Cristiane, comentou o post dizendo que o Brasil precisa “de um novo CEO, meu marido”, no que foi avaliado como uma aceno à campanha ao Planalto e críticas a Flávio.

    Dias depois, o governador de São Paulo minimizou e disse que “nunca teve esse projeto” de concorrer à Presidência, e que quer buscar a reeleição no estado.

    “O Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato, que vai ter o nosso apoio”, completou.

    Flávio prega união, elogia Michelle e Tarcísio e acena a Caiado, Zema e Ratinho

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lula supera Bolsonaro e FHC como governo que mais fez concessões de infraestrutura

    Lula supera Bolsonaro e FHC como governo que mais fez concessões de infraestrutura

    Embora a diminuição da participação estatal e a transferência de atividades à iniciativa privada sejam agendas historicamente criticadas pela esquerda, nunca houve tanto impulso a esse modelo quanto no atual mandato de Lula -pelo menos no setor de infraestrutura.

    THIAGO BETHÔNICO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao fim de 2025 com o maior volume de concessões de infraestrutura da história do Brasil, com 50 leilões de rodovias, portos e aeroportos. O número supera os projetos executados durante as gestões de Jair Bolsonaro e Fernando Henrique Cardoso.

    Embora a diminuição da participação estatal e a transferência de atividades à iniciativa privada sejam agendas historicamente criticadas pela esquerda, nunca houve tanto impulso a esse modelo quanto no atual mandato de Lula -pelo menos no setor de infraestrutura.

    Levantamento feito pelos ministérios dos Transportes e dos Portos e Aeroportos a pedido da Folha mostra que desde 1995 -quando entra em vigor a Lei das Concessões- foram 160 leilões federais de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Quase um terço, ou 31%, está concentrado entre 2023 e 2025.

    O governo Bolsonaro (2019 a 2022) foi responsável por 45 leilões, enquanto FHC fez 26 -sendo 22 só no primeiro mandato, entre 1995 e 1998.

    Na avaliação de especialistas, o boom de concessões visto no último ciclo pode ser explicado pela necessidade de atrair investimentos em um contexto de aperto das contas públicas. Também pesam nessa conta a atratividade da atual carteira de projetos e o amadurecimento do ambiente regulatório.

    “O presidente percebeu que, para ampliar o investimento, era importante aumentar a participação da iniciativa privada dadas as restrições fiscais”, disse o ministro dos Transportes, Renan Filho, em entrevista à Folha.

    O setor com maior representatividade no recorde de leilões do atual mandato de Lula é o portuário, com 26 terminais concedidos do início do governo para cá. Segundo o Ministério dos Portos e Aeroportos, os projetos somam R$ 15,5 bilhões em investimentos.

    Para 2026, a previsão é que um dos ativos mais aguardados pelo mercado saia do papel. O Tecon 10, megaterminal de cargas no porto de Santos, deve ser leiloado em março, com investimento previsto de R$ 6,5 bilhões.

    RODOVIAS

    O segundo maior peso na carteira do governo fica com o setor rodoviário, com 22 certames -13 só neste ano. Segundo o Ministério dos Transportes, os projetos somam R$ 247 bilhões em investimentos; para 2026, a expectativa é que outras 13 rodovias sejam licitadas.

    Fecham a conta dos 50 leilões do atual mandato de Lula: a relicitação do aeroporto de Natal e a concessão de um bloco de terminais aeroportuários regionais.

    Ao longo dos últimos 30 anos, não foi só o volume de concessão que mudou. O próprio perfil dos projetos também passou por alterações.
    As ferrovias, por exemplo, viveram sua era de ouro durante o governo FHC, quando ocorreram 9 dos 12 leilões realizados de 1995 para cá. Mas a safra dessa época inclui ativos considerados problemáticos. A FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), por exemplo, concedida em 1996, passou por problemas de conservação e abandono. Recentemente, o governo fechou um acordo de renovação com a concessionária responsável pelo trecho, que inclui compromissos de investimentos e indenização à União.

    São renegociações contratuais como essa da FCA que vêm movimentando o setor ferroviário. De novos projetos, o Brasil vive um apagão. Além de ser uma infraestrutura mais cara, a concorrência com o modal rodoviário jogou em desfavor dos trilhos nos últimos anos.

    A última concessão foi feita em 2021, no governo Bolsonaro, referente a um trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Para enfrentar a paralisia no setor, o Ministério dos Transportes prepara oito leilões de ferrovias para 2026. A expectativa é movimentar cerca de R$ 140 bilhões.

    Outro setor que viveu um ciclo intenso e agora está em baixa é o de aeroportos. Durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (2010 a 2014), ativos que eram considerados muito atrativos pelo mercado foram concedidos à iniciativa privada, incluindo Guarulhos, Viracopos e Galeão.

    O governo de Michel Temer (2016 a 2018) destravou projetos que emperraram no auge da crise econômica e leiloou quatro aeroportos. A gestão Bolsonaro intensificou a agenda e bateu recorde de ativos concedidos. Foram 9 leilões ao todo, que agruparam 49 aeroportos em blocos.

    Em entrevista à Folha, o ministro dos Transportes, Renan Filho, diz que o entusiasmo da atual gestão com as concessões de infraestrutura parte de uma avaliação pragmática das necessidades do país. “O presidente Lula, apesar de ser pessoalmente de esquerda, faz um governo de frente ampla. Ele nunca foi um político ideológico”, diz.

    Renan cita um levantamento da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) que indica que o volume de investimento privado no Brasil deve ter batido a máxima histórica em 2025, de acordo com uma projeção feita em novembro. Parte do crescimento se deve à agenda de concessões.

    Dos R$ 280 bilhões de investimentos em infraestrutura projetados para o ano, 84% (R$ 235 bilhões) devem ter vindo de grupos privados -uma alta real de 11% em relação a 2024. Enquanto isso, a participação do setor público vem caindo.

    Fernando Vernalha, sócio-fundador do escritório Vernalha Pereira, lembra que o Brasil vem investindo cerca de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em infraestrutura, quando o patamar ideal seria acima de 4%.

    “Nós não tivemos muita alternativa que não buscar esses investimentos na iniciativa privada. A forma de fazer isso foi por meio de concessões e PPPs [parcerias público-privadas]”, diz.

    Segundo Vernalha, o Brasil conseguiu apresentar para investidores oportunidades que não existem em outros países. O setor de aeroportos, ele diz, é um exemplo disso -não à toa o interesse de grupos internacionais pelos ativos foi expressivo.

    Avaliação parecida é feita por Renan Filho. De acordo com o ministro, são poucos os países que, além de ter uma carteira de projetos atrativos, reúnem elementos fundamentais para atrair o interesse privado, como sustentabilidade ambiental, agências regulatórias com autonomia e um mercado de capitais sofisticado.

    CONCESSÕES FRACASSADAS

    A história das concessões de infraestrutura também é marcada por ativos problemáticos. Uma série de rodovias e aeroportos que passaram a ser administrados pela iniciativa privada nos últimos anos fracassou, o que inclui desequilíbrio financeiro, obras atrasadas e investimentos não realizados. São os chamados “contratos estressados”, no jargão do setor.

    Parte desses ativos foi leiloada novamente nos últimos anos, ajudando a engordar a lista de concessões da atual gestão de Lula.
    No setor rodoviário, o governo já fez quatro leilões envolvendo ativos problemáticos. Ainda há pelo menos outras seis estradas nessa situação e, em 2026, o governo deve fazer o certame simplificado de algumas delas. Nesse processo, o novo contrato de concessão firmado entre concessionária e governo passa por uma concorrência.

    Marco Aurélio Barcelos, diretor da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), diz que o setor de rodovias nunca esteve tão próximo do momento ideal. É o melhor momento, sem dúvida alguma. Agora, isso não significa que não temos desafios.”

    Entre esses obstáculos, Barcelos cita melhorias na estrutura de seguros dos contratos e na celeridade do licenciamento ambiental. “Nunca vivemos no Brasil o que vamos viver nos próximos oito anos em termos de execução de investimentos. É muita obra que vai acontecer”, afirma.

    Apesar do volume, Marco acredita que o mercado ainda tenha apetite e capacidade de absorver a demanda que está por vir. “Eu diria que vamos ter essa esteira de produção intensiva em 2026 e talvez até 2027. Depois, veremos uma queda na quantidade de leilões.”

    Lula supera Bolsonaro e FHC como governo que mais fez concessões de infraestrutura

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  • Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

    Lula quebra silêncio e fala pela primeira vez após Bolsonaro ir a Papuda

    Durante o raciocínio, Lula comparou a popularidade de influenciadores digitais com a de profissionais da educação, como professores de matemática ou geografia, destacando a discrepância entre o alcance desses grupos nas plataformas digitais.

    Menos de um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-presidente foi citado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A menção ocorreu durante um evento realizado no Rio de Janeiro, que marcou os 90 anos da criação do salário mínimo.

    Ao discursar, Lula abordava críticas ao impacto da inteligência artificial e ao que chamou de facilitação excessiva do consumo de conteúdos nas redes sociais. Segundo o presidente, temas superficiais tendem a alcançar maior popularidade do que conteúdos educativos ou acadêmicos. Ele afirmou não conhecer professores ou pessoas que transmitam conhecimento sério e que, ainda assim, acumulem milhões de seguidores na internet.

    Durante o raciocínio, Lula comparou a popularidade de influenciadores digitais com a de profissionais da educação, como professores de matemática ou geografia, destacando a discrepância entre o alcance desses grupos nas plataformas digitais. Na avaliação do presidente, quem se dedica a conteúdos considerados irrelevantes ou vazios costuma alcançar números muito superiores de seguidores.

    Na sequência, Lula citou Jair Bolsonaro como exemplo desse fenômeno, mencionando o grande número de seguidores que o ex-presidente possuía nas redes sociais. A fala ocorreu em meio ao contexto político recente envolvendo a transferência de Bolsonaro para o sistema penitenciário do Distrito Federal, decisão tomada pelo STF poucas horas antes do evento.

    “A podridão não está nem começando na inteligência artificial. E todos nós gostamos de coisas fáceis. Você não vê um influencer… uma profissão chamada influencer, os caras trabalham na internet e têm 3 milhões de seguidores. Eu não conheço um professor de Matemática que tenha 4 milhões de seguidores, eu não conheço um professor de Geografia que tenha 4 milhões de seguidores, eu não conheço ninguém que ensine uma coisa séria que tenha 4 milhões. Mas se o cara estiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, declarou.

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