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  • Moraes suspende dosimetria aprovada no Congresso até STF julgar lei que pode reduzir pena de Bolsonaro

    Moraes suspende dosimetria aprovada no Congresso até STF julgar lei que pode reduzir pena de Bolsonaro

    Na decisão, o ministro diz que aguardará o julgamento do plenário da corte sobre a constitucionalidade da medida, que já virou alvo de questionamentos judiciais.

    ANA POMPEU, LUÍSA MARTINS, MARIANA BRASIL E CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu neste sábado (9) a aplicação da Lei da Dosimetria aprovada pelo Congresso Nacional e que pode reduzir as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos golpistas do 8 de Janeiro.

    Na decisão, o ministro diz que aguardará o julgamento do plenário da corte sobre a constitucionalidade da medida, que já virou alvo de questionamentos judiciais.

    O posicionamento de Moraes foi expresso em processos de execução penal de ao menos dez casos relacionados aos ataques do 8 de Janeiro.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a Lei da Dosimetria na sexta-feira (8), depois de o presidente Lula (PT) deixar vencer o prazo após seu veto integral ao texto ter sido derrubado pelo Congresso.

    Com isso, advogados dos réus acionaram o STF com pedidos de redução de pena com base na nova lei. Ainda na sexta, porém, a federação PSOL-Rede e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) também entraram com ações na corte para barrar a norma, pedindo que o texto fosse considerado inconstitucional e que uma medida cautelar (decisão urgente) suspendesse sua eficácia.

    Neste sábado, a federação constituída por PT, PC do B e PV também acionou o STF com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade). A federação argumenta que a vigência da Lei da Dosimetria até o julgamento da ADI iria criar um “incentivo perverso para a organização de novos ataques às instituições democráticas”.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, ao julgar a constitucionalidade da lei, o STF tende a validá-la, mas com recados sobre combate a atos antidemocráticos. Há um consenso de que a redução de penas é uma prerrogativa do Legislativo, mas parte dos ministros diz entender que a medida pode significar incentivo a novos atos antidemocráticos.

    Na noite de sexta, Moraes foi sorteado relator das ações. Assim, além de relatar os casos relacionados à trama golpista, ele vai conduzir os processos que tratam da Lei da Dosimetria.

    Ao comentar a decisão neste sábado, durante evento de campanha em Florianópolis, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a democracia fica abalada com o que chamou de canetada de Moraes.

    “Agora, muito estranhamente, ele vai e dá essa canetada. Mais uma vez, um jogo combinado. Mais uma vez, é a democracia que fica abalada. Numa canetada monocrática, mais uma vez, um ministro do Supremo revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo”, disse o pré-candidato à presidência.

    Aprovado pelos parlamentares em dezembro, o projeto diz que as penas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito não devem ser somadas quando inseridas no mesmo contexto -vale a pena mais grave.

    No caso de Bolsonaro, a medida reduz o tempo em regime fechado do intervalo atual de 6 a 8 anos para entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, a depender da interpretação. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF por cinco crimes, como líder da trama golpista.

    Ao contrário dos condenados pelo 8 de Janeiro que já acionaram o STF em busca da redução de penas, a defesa de Bolsonaro indicou que esperaria mais tempo para protocolar o pedido. A estratégia dos advogados era justamente aguardar a manifestação de Moraes a respeito da validade da lei, o que ocorreu neste sábado.

    Em nota, a defesa da cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, e de outros condenados disse que a decisão de Moraes causa “enorme preocupação jurídica e institucional”.

    “O Congresso Nacional aprovou uma lei. A lei foi promulgada. A lei foi publicada. A lei está em vigor. E mesmo assim, ela deixa de ser aplicada por uma decisão individual baseada em uma suspensão burocrática até julgamento futuro de ações no Supremo”, diz nota do advogado Hélio Garcia Ortiz Junior.

    “Ao invés de permitir a incidência imediata de uma lei penal mais benéfica -algo historicamente garantido pelo ordenamento jurídico brasileiro- optou-se por impedir seus efeitos antes mesmo de uma decisão definitiva do plenário”, completa.

    O senador e ex-juiz Sergio Moro (PL-PR) criticou a decisão de Moraes em publicação nas redes sociais. “Toda lei tem presunção de inconstitucionalidade. Não é razoável suspender a lei 15.402, que reduziu as penas exacerbadas dos condenados do 8/1, só porque partidos e associações satélites do PT ingressaram com ações de inconstitucionalidade no STF”, disse.

    O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que não há democracia quando “um juiz governa sozinho acima de todos” e cobrou que a Câmara aprove a PEC (proposta de emenda à Constituição) que disciplina as decisões monocráticas. “A decisão monocrática do ministro Moraes não suspendeu apenas uma lei. Suspendeu a vontade popular”, publicou.

    Já parlamentares governistas manifestaram apoio à medida, entre eles, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC).

    “A decisão preserva a segurança jurídica e impede que uma mudança legislativa feita sob medida produza efeitos imediatos para reduzir as penas de quem atentou contra a democracia. O Congresso pode legislar, mas não pode usar a lei como escudo para quem tentou dar um golpe de Estado”, escreveu.

    A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que o “acordão para beneficiar Jair Bolsonaro e seus cúmplices não está acima da Constituição” e que tentativas de golpe têm que ser enfrentadas, “inclusive as que brotam de acordos espúrios para beneficiar criminosos”.

    Moraes suspende dosimetria aprovada no Congresso até STF julgar lei que pode reduzir pena de Bolsonaro

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  • Irã revela exigências para ir a Copa: “Não somos convidados dos EUA”

    Irã revela exigências para ir a Copa: “Não somos convidados dos EUA”

    Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI), concedeu neste domingo uma longa entrevista à agência nacional WANA, na qual revelou parte das dez condições impostas para que o país participe da Copa do Mundo FIFA de 2026, após o conflito com os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.

    “Uma das questões mais importantes é que os vistos devem ser emitidos para todos os membros da equipe, sem qualquer exceção, e todos devem poder entrar em igualdade de condições. Houve conversas sobre alguns indivíduos possivelmente não receberem vistos, mas nós não somos convidados do país anfitrião, somos convidados da FIFA, e a FIFA deve garantir isso”, afirmou.

    “Outra condição importante é que, depois da emissão dos vistos, nenhuma entrevista adicional ou restrição seja imposta aos membros da equipe. Além disso, nenhuma bandeira ou símbolo não relacionado deve estar presente dentro dos estádios”, continuou, também exigindo respeito ao hino iraniano.

    “Competições anteriores mostraram que às vezes surgem problemas nesse aspecto, então essa questão deve ser totalmente respeitada (…). Essas garantias devem ser dadas pela FIFA e depois comunicadas às equipes por meio da FIFA, e não diretamente pelo país anfitrião”, completou.

    “Já se passaram dez dias desde que voltamos do Canadá, mas nossas bagagens ainda não foram devolvidas”
    Mehdi Taj também destacou a importância de evitar novos episódios como o ocorrido na semana passada, quando uma delegação da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã teve a entrada barrada no Canadá — outro país-sede da Copa ao lado dos Estados Unidos e do México — e precisou retornar a Teerã, o que levou a um pedido de desculpas da FIFA.

    “Estou preocupado com a Copa do Mundo. Se fomos tratados dessa maneira no Canadá, e isso não for levado a sério, a situação nos Estados Unidos pode ser ainda pior. Já se passaram dez dias desde que voltamos do Canadá, mas nossas bagagens ainda não foram devolvidas. Não faço ideia do que aconteceu com as nossas malas”, lamentou.

    Nesse sentido, ele afirmou estar trabalhando para reservar “um voo direto da Turquia para os Estados Unidos, através de companhias aéreas iranianas”, para evitar problemas semelhantes.

    Será justamente na Turquia que a seleção fará o último período de preparação antes do início da Copa do Mundo FIFA de 2026, em um estágio que deverá durar entre dez e quinze dias.

    “Durante esse período, o processo de emissão dos vistos deve estar totalmente concluído, porque os vistos ainda não foram emitidos para todos os membros da equipe e já não resta muito tempo (…). Esses são requisitos normais para sediar competições internacionais, mas, devido às sensibilidades relacionadas à realização de um torneio nos Estados Unidos, precisam ser cuidadosamente analisados”, alertou.

    “Em relação ao processo de vistos, pedimos que os procedimentos sejam realizados em Ancara e, se possível, que a exigência de impressões digitais seja dispensada, para que os vistos possam ser emitidos mais rapidamente e no menor prazo possível”, acrescentou o dirigente.

    “O nosso objetivo é que a seleção nacional entre na Copa do Mundo sem preocupações administrativas ou logísticas, permitindo que todo o foco esteja voltado para a preparação técnica e o desempenho durante o torneio”, concluiu.

    Vale lembrar que o Seleção Iraniana de Futebol está no Grupo G da Copa do Mundo FIFA de 2026, ao lado de Seleção da Nova Zelândia, Seleção Egípcia de Futebol e Seleção Belga de Futebol.

    Irã revela exigências para ir a Copa: “Não somos convidados dos EUA”

  • Hantavírus: As imagens da operação "inédita" no cruzeiro em Tenerife

    Hantavírus: As imagens da operação "inédita" no cruzeiro em Tenerife

    Está em curso a operação de retirada de mais de 100 passageiros de um navio afetado por um surto de hantavírus, que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis. As imagens do momento são reveladoras do que se passa no local e lembram a pandemia da Covid-19.

    O governo da Espanha descreveu a situação como “inédita” e “sem precedentes” — e é exatamente isso que mostram as imagens registradas neste domingo, 10 de maio, no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.

    A operação de retirada dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de Hantavírus que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis, já começou e deve continuar até amanhã, segunda-feira, 11 de maio.

    A operação de desembarque e repatriação das mais de 100 pessoas que estão a bordo do navio começou por volta das 9h30 (horário local e de Lisboa).

    O primeiro grupo de pessoas, todas usando máscaras e roupas completas de proteção sanitária, foi retirado do MV Hondius em uma lancha que se aproximou do cruzeiro e levou os passageiros até o cais do porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife.

    Horas antes, por volta das 7h45 no horário local, já após o navio atracar no porto, uma equipe médica do serviço de Saúde Exterior do governo espanhol havia embarcado para testar todos os passageiros. O órgão tem como missão “organizar e garantir a prestação de assistência sanitária” a pessoas em trânsito internacional pela Espanha.

    Somente após a avaliação dessa equipe médica o primeiro grupo de passageiros pôde deixar o navio.

    Depois da travessia em pequenas embarcações até o porto de Granadilla, os passageiros embarcaram em um ônibus com destino ao aeroporto de Tenerife.

    Em seguida, um avião irá transportá-los até Madri, onde deverão cumprir quarentena no Hospital Gómez Ulla.

    Até o momento, apenas passageiros espanhóis deixaram o navio, mas em breve também serão retirados os passageiros que serão repatriados para os Países Baixos, entre eles um português.

    Apesar das imagens vindas de Tenerife lembrarem o que o mundo viveu durante a pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já garantiu várias vezes que não se trata de uma situação semelhante.

    Hantavírus: As imagens da operação "inédita" no cruzeiro em Tenerife

  • Ex-diretora do WhatsApp no Brasil lança ONG para combater as 'big techs'

    Ex-diretora do WhatsApp no Brasil lança ONG para combater as 'big techs'

    A ex-diretora do Whatsapp no Brasil Daniela da Silva lançou a ONG CTRL+Z para denunciar as ‘big techs’ e mudar a relação de medo que, segundo afirmou à Lusa, os utilizadores têm das gigantes da Internet.

    A organização pretende receber denúncias, investigar casos e mover ações judiciais contra empresas como X, Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — e Google, com o objetivo de responsabilizar as plataformas pelos danos causados aos usuários.

    “Eu acho que a gente tem uma missão muito importante de romper com o sentimento de apatia, de impotência que as pessoas têm em relação às big techs”, afirmou Daniela da Silva em entrevista à agência Lusa.

    A diretora-executiva da CTRL+Z acrescentou que “são as empresas que têm de ter medo das pessoas, e não as pessoas terem medo das empresas”, defendendo maior pressão pública e jurídica sobre o setor de tecnologia.

    O nome da organização faz referência ao atalho de teclado usado para desfazer ações no computador e, segundo o site oficial da CTRL+Z, a iniciativa pretende “enfrentar o modelo de operação” das grandes empresas de tecnologia.

    Entre os projetos lançados está o “Vaza Big Tech”, que permite a funcionários dessas empresas compartilharem informações e denúncias de forma anônima, e o “Arquivo de Danos Digitais”, destinado a reunir relatos de usuários afetados por plataformas digitais.

    A organização atua em parceria com escritórios de advocacia no Brasil para analisar denúncias e avaliar possíveis ações judiciais com apoio jurídico gratuito, utilizando mecanismos previstos na legislação brasileira de defesa do consumidor.

    Segundo Daniela da Silva, usuários com contas suspensas, perfis falsos, invasões hacker ou conteúdos nocivos não removidos pelas plataformas poderão recorrer à organização em busca de orientação e apoio jurídico gratuitos.

    A ex-diretora de Políticas Públicas do WhatsApp deixou a Meta em janeiro de 2025, após cerca de um ano na empresa, alegando discordâncias com mudanças anunciadas por Mark Zuckerberg na condução da companhia.

    As alterações incluíram, segundo ela, o fim de programas de checagem de fatos, maior circulação de conteúdos políticos e mudanças na moderação de temas relacionados à imigração e gênero.

    Essas ações da Meta, segundo Daniela, fizeram com que ela percebesse que não conseguiria mais desenvolver um trabalho de “política pública racional” e “baseado em diálogo” que tornasse, na sua visão, “as plataformas melhores”.

    “Eu senti que seria importante para mim atuar em uma posição diferente, que, se eu quisesse ver plataformas digitais melhores, teria de fazer isso fora da Meta, atuando por fora e não por dentro”, afirmou.

    Antes da Meta, Daniela trabalhou por quase uma década na Open Society Foundations, organização filantrópica global.

    Segundo ela, após um período de “um ano de gestação”, ao lado de amigos e em diálogo com representantes da sociedade civil que já atuavam no enfrentamento às big techs, a CTRL+Z foi fundada em abril deste ano.

    A diretora-executiva defendeu que a sociedade civil pode atuar como um “freio” ao poder econômico e político das big techs, que ela descreveu como as empresas mais poderosas da história do capitalismo contemporâneo.

    Daniela da Silva também classificou como “tecnofascismo” a aproximação das plataformas digitais com movimentos de extrema direita autoritária e alertou para o papel das tecnologias na disseminação de discursos extremistas.

    Segundo ela, o Brasil se tornou um polo geopolítico relevante no debate internacional sobre governança digital e regulação das plataformas, devido ao histórico do país no enfrentamento às grandes empresas de tecnologia.

    “São as empresas mais poderosas do mundo, um nível de concentração de capital nunca visto antes na história do capitalismo, e a gente precisa que existam mecanismos de contenção para todo esse poder”, ressaltou.

    Daniela também afirmou que as big techs criaram a ilusão de que são inevitáveis e de que seu modelo de negócios é o único sustentável, mas que, pela experiência que teve dentro dessas empresas, sabe que essas são “decisões tomadas por pessoas comuns”.

    “A verdade é que, tendo trabalhado por dentro, ficou muito claro para mim que essas decisões são tomadas por pessoas comuns, muitas vezes pouco informadas sobre os países onde suas empresas atuam”, observou.

    Segundo ela, essas decisões podem ser diferentes, mas é necessária “muita pressão pública” para que isso aconteça — e é justamente essa pressão que a motiva.

    Daniela da Silva, de 40 anos, acrescentou que outra motivação para criar a organização está ligada à filha de nove anos e à preocupação com educação digital, tempo de tela e os conteúdos consumidos por crianças e adolescentes.

    “Essas tecnologias são onipresentes, então vão entrar na vida das nossas crianças e adolescentes de alguma forma, e nós, como sociedade, precisamos fazer um pacto para que elas sejam melhores”, afirmou, dizendo-se otimista.

    Ex-diretora do WhatsApp no Brasil lança ONG para combater as 'big techs'

  • Putin afirma que o conflito na Ucrânia está "chegando ao fim"

    Putin afirma que o conflito na Ucrânia está "chegando ao fim"

    Sobre um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o presidente russo afirmou que isso só será possível depois de estar firmado um acordo de paz duradouro.

     
    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acredita que o conflito na Ucrânia está próximo do fim e criticou os países ocidentais pelo apoio dado a Kyiv.

    “Acho que essa questão está chegando ao fim”, afirmou Putin a jornalistas após a Rússia realizar o desfile do Dia da Vitória mais discreto dos últimos anos.

    A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 desencadeou a pior crise nas relações entre Moscou e o Ocidente desde a Crise dos Mísseis de Cuba, quando muitos acreditavam que o mundo estava à beira de uma guerra nuclear.

    Sobre o apoio ocidental à Ucrânia, Putin afirmou que “começaram a intensificar o confronto com a Rússia, que continua até hoje”.

    “Acho que isso está chegando ao fim, mas a situação continua grave”, destacou.

    Questionado sobre a possibilidade de dialogar com líderes europeus, o presidente russo disse que sua preferência seria o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder.

    “Para mim, pessoalmente, o ex-chanceler da República Federal da Alemanha, Sr. Schröder, é preferível”, respondeu Putin, acrescentando que um encontro com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky poderá acontecer em um terceiro país, mas apenas após a assinatura de um acordo de paz duradouro.

    “Seria possível nos reunirmos em um terceiro país, mas somente se houver um acordo definitivo sobre um tratado de paz, que deve ser elaborado com uma perspectiva de longo prazo”, declarou à imprensa, segundo a agência russa TASS.

    Não é a primeira vez que Gerhard Schröder é citado em possíveis negociações para encerrar a guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia.

    Em agosto de 2022, Schröder visitou Moscou e, após o encontro, afirmou que a Rússia queria uma “solução negociada” para o conflito.

    “A boa notícia é que o Kremlin quer uma solução negociada”, declarou na ocasião, em entrevista à revista Stern, confirmando que havia se reunido com Vladimir Putin dias antes.

    O ex-chanceler alemão foi duramente criticado pelo Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) devido aos seus laços com Putin, que ele afirma não ter motivos para romper.

    Putin também comentou sobre a troca de prisioneiros anunciada na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que a Rússia ainda não recebeu nenhuma proposta da Ucrânia.

    “Esperamos que a parte ucraniana responda à proposta feita pelo presidente dos Estados Unidos. Infelizmente, até hoje não recebemos nenhuma proposta”, afirmou.

    Nenhum líder internacional participou do desfile do Dia da Vitória.

    O ministro da Defesa russo, Andréi Beloúsov, foi o responsável por comandar a parada, que coincidiu com o quinto ano da guerra na Ucrânia.

    Como manda a tradição, Beloúsov subiu ao palanque para informar ao comandante supremo das Forças Armadas, Vladimir Putin, que as tropas estavam prontas para iniciar a marcha, realizada sem armamento pesado pela primeira vez desde 2007, devido ao que o Kremlin classificou como ameaça terrorista ucraniana.

    O desfile, marcado pela ausência de equipamentos militares e com duração de 45 minutos, acabou sendo favorecido de última hora pela entrada em vigor de uma trégua de três dias anunciada na véspera pelo presidente dos Estados Unidos.

    Nos dias anteriores, pairavam ameaças de ataques de drones ucranianos para atrapalhar as cerimônias que celebram a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, além de possíveis ataques russos em represália contra o centro de Kyiv.

    O desfile aconteceu sob forte esquema de segurança.

    Putin afirma que o conflito na Ucrânia está "chegando ao fim"

  • França em choque: Agressões bárbaras deixam jogador de 9 anos no hospital

    França em choque: Agressões bárbaras deixam jogador de 9 anos no hospital

    O torneio sub-10 do ES Vendin, disputado em Béthune, na região de Hauts-de-France, foi palco neste sábado de um episódio de agressão brutal nos momentos finais da vitória do Creil sobre o Auchy-les-Mines por 2 a 0, deixando a sociedade francesa em choque.

    Matthéo, jogador de apenas 9 anos que defendia o Auchy-les-Mines, foi violentamente atacado por um grupo de cinco jogadores adversários. O menino ficou em estado tão grave que precisou ser levado às pressas para um hospital na cidade de Lens, o que provocou uma reação imediata do clube.

    “Em vez de comemorarem a vitória com respeito e fair play, cinco jogadores do Creil agrediram violentamente um dos nossos atletas sub-10. Derrubaram o menino, o jogaram no chão e o chutaram na cabeça e no corpo repetidamente. O jovem Matthéo precisou ser atendido pelos bombeiros e levado para a emergência”, informou o clube em comunicado.

    “Condenamos veementemente esses atos de violência inadmissíveis em um campo de futebol. Também estamos profundamente indignados com a atitude do treinador do Creil, o primeiro a chegar ao local, que se recusou a informar a identidade dos jogadores envolvidos, tentando justificar as agressões ao afirmar que nosso atleta os teria ‘provocado’”, acrescentou.

    “Diante do olhar perplexo dos pais presentes, o Creil comemorava sua vitória com o troféu nas mãos e recebia parabéns dos treinadores, enquanto, a poucos metros dali, nosso jovem jogador era retirado de maca. Gostaríamos de agradecer sinceramente ao ES Vendin pelo apoio ao Matthéo, aos nossos jogadores e às famílias neste momento difícil.”

    O clube também divulgou um vídeo em que é possível ver a criança sendo colocada em uma ambulância, acompanhada pela mãe, visivelmente emocionada, enquanto treinadores, companheiros de equipe e familiares o aplaudiam. Mais tarde, em uma mensagem de vídeo, Matthéo fez questão de tranquilizar todos.

    “Obrigado pelas mensagens carinhosas. Beijinhos”, disse o menino ainda no hospital, onde já apresentava sinais de melhora.

    “Cinco jogadores pontapearam o Matthéo no peito e na cabeça”

    Neste domingo, em entrevista ao jornal francês La Voix du Nord, o presidente do Auchy-les-Mines, Julien Borie, relatou o cenário que encontrou:

    “Depois do apito final, houve uma confusão no meio de campo. Matthéo foi empurrado por um jogador do Creil. Ele revidou o empurrão e, em seguida, outro jogador o derrubou. Foi então que cinco atletas começaram a chutá-lo no peito e na cabeça.”

    “Pedi ao treinador do Creil os nomes dos envolvidos, mas ele se recusou a fornecê-los, alegando que foi o nosso jogador quem os provocou. Mas isso justificaria tamanha violência? (…) Havia um contraste enorme entre o Creil comemorando sozinho no gramado a conquista do troféu e os outros clubes formando uma guarda de honra para Matthéo enquanto os bombeiros levavam a maca até a ambulância”, contou.

    Ao chegar ao hospital, Matthéo já apresentava melhora e até demonstrava vontade de “jogar com os companheiros em Bully-les-Mines”.

    Os autores da agressão já foram identificados e serão denunciados à federação regional de Hauts-de-France.

    “Foi a primeira vez que vimos algo assim envolvendo crianças tão novas”, concluiu.

    França em choque: Agressões bárbaras deixam jogador de 9 anos no hospital

  • Hantavírus: Começa desembarque de ocupantes de cruzeiro nas Canárias

    Hantavírus: Começa desembarque de ocupantes de cruzeiro nas Canárias

    A operação nas ilhas Canárias para desembarcar e repatriar mais de 100 pessoas que estão no navio onde houve um surto de hantavírus começou neste domingo (10), por volta das 05h30 (horário de Brasília).

    O primeiro grupo de pessoas, todas usando máscaras e roupas completas de proteção sanitária, foi retirado do navio em uma lancha que se aproximou do cruzeiro MV Hondius e levado até o cais do porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias.

    O navio, que esteve em quarentena em Cabo Verde, chegou de madrugada às Ilhas Canárias e está ancorado no porto de Granadilla. Há 147 pessoas a bordo, entre passageiros, tripulantes e equipes médicas da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC, na sigla em inglês), segundo a empresa Oceandrive, dona do cruzeiro.

    Depois que o navio atracou dentro do porto, uma equipe médica do serviço Saúde Exterior do governo espanhol embarcou por volta das 7h45 no horário local. O órgão é responsável por “organizar e garantir a prestação de assistência sanitária” a pessoas em trânsito internacional pela Espanha.

    Após a avaliação médica, o primeiro grupo de ocupantes do MV Hondius deixou a embarcação.

    A previsão é de que mais de 100 pessoas desembarquem em Tenerife e sejam repatriadas a partir do aeroporto da ilha em voos organizados por vários países e pela União Europeia.

    A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, explicou que o primeiro grupo a deixar o navio e seguir do aeroporto é composto por cidadãos espanhóis — 14 pessoas — que serão levadas para um hospital militar em Madri.

    O último voo de repatriação está previsto para segunda-feira à tarde, com destino à Austrália, transportando seis pessoas de diferentes nacionalidades, informou a ministra.

    Pelo menos 30 tripulantes deverão permanecer no navio, que deve seguir viagem na segunda-feira rumo aos Países Baixos, país onde está registrada a propriedade do MV Hondius e de onde é o armador.

    O desembarque e a repatriação estão sendo realizados em áreas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contato com a população local.

    Também está isolado o trajeto de cerca de 10 quilômetros entre o porto e o aeroporto.

    O transporte nesse percurso é feito em veículos militares.

    O protocolo definido estabelece que passageiros e tripulantes só deixam o navio quando o avião de repatriação já está preparado para decolar, sendo levados diretamente até a pista do aeroporto.

    A operação está sendo coordenada pela Espanha, pelos Países Baixos, pela Organização Mundial da Saúde e pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças.

    A Organização Mundial da Saúde confirmou até agora seis casos de hantavírus entre oito suspeitos de infecção em pessoas que viajaram no navio. Três pessoas morreram, e nenhum dos pacientes confirmados ou suspeitos permanece a bordo.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde e o governo espanhol, nenhuma das pessoas atualmente no navio apresenta sintomas da doença.

    A embarcação viajava da Argentina para Cabo Verde, cruzando o Atlântico Sul, e gerou um alerta sanitário internacional no último fim de semana.

    O hantavírus normalmente é transmitido por roedores infectados. A variante detectada no navio, o hantavírus Andes, é rara e pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

    A Organização Mundial da Saúde considera que o risco atual do hantavírus para a saúde pública é baixo.

    Hantavírus: Começa desembarque de ocupantes de cruzeiro nas Canárias

  • James Rodríguez vai a Copa desempregado e carreira está por um fio

    James Rodríguez vai a Copa desempregado e carreira está por um fio

    A decisão está tomada. De acordo com informações divulgadas neste domingo pelo portal norte-americano The Athletic, James Rodríguez vai deixar o Minnesota United já na próxima janela de transferências de verão, ao fim do contrato assinado entre as partes há pouco mais de três meses.

    O vínculo é válido até 30 de junho e inclui uma cláusula — válida até 1º de junho — que permite sua renovação até dezembro. No entanto, o ex-jogador do FC Porto já teria informado que não pretende permanecer no Allianz Field. Assim, a cláusula não será ativada pelo clube, abrindo caminho para uma saída sem custos.

    O internacional colombiano foi oficialmente apresentado como reforço da franquia da Major League Soccer em 6 de fevereiro, cerca de um ano após deixar o Club León, com o objetivo claro de recuperar ritmo de jogo e garantir presença na lista de convocados de Néstor Lorenzo para a Copa do Mundo FIFA de 2026.

    A passagem pelos Estados Unidos, porém, acabou não saindo como nenhuma das partes esperava, já que o jogador de 34 anos sofreu diversos problemas físicos, que o limitaram a apenas 183 minutos em campo, distribuídos por seis partidas oficiais.

    A última aconteceu em 29 de abril, quando entrou aos 76 minutos no lugar do grego Nectarios Triantis, na derrota por 4 a 2 da equipe comandada pelo neozelandês Cameron Knowles diante do San Jose Earthquakes, no PayPal Park, em San Jose.

    Copa do Mundo de 2026 pode marcar a despedida de James Rodríguez
    A publicação acrescenta que tudo indica que James Rodríguez pretende encerrar a carreira ao fim da participação na Copa do Mundo FIFA de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México entre os dias 11 de junho e 19 de julho.

    A Seleção Colombiana de Futebol está no Grupo K e enfrentará o Seleção do Uzbequistão em 18 de junho, no Estadio Azteca; a Seleção da República Democrática do Congo em 24 de junho, no Estadio Akron; e Seleção Portuguesa de Futebol em 28 de junho, no Hard Rock Stadium.

    O meia sabe que dificilmente ficará fora da lista final da equipe sul-americana. Na última pausa para jogos internacionais, em março, ele foi titular nos amistosos contra Seleção Croata de Futebol e Seleção Francesa de Futebol — derrotas por 2 a 1 e 3 a 1, respectivamente — mesmo vivendo um momento complicado no clube.

    Natural de Cúcuta, James Rodríguez passou por Envigado FC e Banfield antes de chegar ao futebol europeu em 2010 pelo FC Porto. Em 2013, transferiu-se para o AS Monaco por cerca de 45 milhões de euros. Depois disso, também defendeu Real Madrid, Bayern de Munique, Everton, Al-Rayyan, Olympiacos, São Paulo FC, Rayo Vallecano, Club León e, mais recentemente, o Minnesota United.

    James Rodríguez vai a Copa desempregado e carreira está por um fio

  • Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

    Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

    Teerã afirmou hoje que estabeleceu um “novo sistema jurídico e de segurança” no estreito de Ormuz e advertiu que os países que aplicarem as sanções dos Estados Unidos contra a República Islâmica enfrentarão dificuldades para transitar por aquela via marítima.

    A partir de agora, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a Irã enfrentarão, sem dúvida, problemas ao atravessar o Estreito de Ormuz”, declarou o porta-voz do Exército iraniano, o general de brigada Mohammad Akraminia, em entrevista à agência IRNA.

    Akraminia afirmou que o Irã exerce agora um controle “fundamental e estratégico” sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo.

    Segundo o porta-voz, a nova situação pode gerar efeitos econômicos, políticos e de segurança, além de contribuir para neutralizar as sanções secundárias dos Estados Unidos e parte das sanções primárias.

    “Hoje exercemos soberania sobre o Estreito de Ormuz e qualquer embarcação que queira atravessá-lo deverá se coordenar conosco”, afirmou.

    O militar também garantiu que, até agora, o Irã não havia utilizado plenamente o potencial geopolítico do estreito e permitia a passagem tanto de aliados quanto de adversários.

    No entanto, afirmou que o conflito levou Teerã a explorar essa capacidade estratégica e a redefinir o controle sobre a rota marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    O Irã impôs restrições à passagem de navios e petroleiros desde os primeiros dias da guerra com Israel e os Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro, o que fez os preços do petróleo ultrapassarem os 100 dólares.

    Washington, por sua vez, respondeu com um bloqueio naval a portos e embarcações iranianas desde 13 de abril, pressionando o país a assinar um acordo de paz, que até o momento não foi alcançado. A Casa Branca segue aguardando uma resposta do Irã à sua proposta mais recente.

    As partes chegaram inclusive a trocar ataques na quinta e na sexta-feira, apesar do cessar-fogo firmado em 8 de abril continuar oficialmente em vigor.

    Os Estados Unidos informaram que bombardearam instalações militares na costa iraniana em resposta a ataques contra seus navios no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirmou ter lançado os mísseis após um petroleiro iraniano ter sido atacado anteriormente.

    Irã ameaça dificultar passagem por Ormuz a quem aplique sanções dos EUA

  • Kate Middleton tinha mágoa de Elizabeth II? Luxos preocupavam rainha

    Kate Middleton tinha mágoa de Elizabeth II? Luxos preocupavam rainha

    Kate Middleton e a rainha Elizabeth II tinham uma relação amigável mas no início do namoro da princesa com William, Kate teria ficado magoada com um comentário feito pela monarca sobre o seu estilo de vida.

    Kate Middleton e a Rainha Elizabeth II mantinham uma boa relação, mas houve um comentário feito pela avó de seu marido que acabou magoando a atual princesa de Gales.

    Antes mesmo de se casar com o herdeiro do trono britânico, Kate Middleton já levava uma vida privilegiada. Ela usava marcas de luxo, viajava com frequência e frequentava festas badaladas. E, após o casamento com Príncipe William, esse estilo de vida continuou — algo que preocupava a monarca.

    Segundo o livro William and Harry, lançado em 2010 pela escritora Katie Nicholl, foi justamente esse estilo de vida que levou Rainha Elizabeth II a fazer um comentário que desagradou Kate Middleton.

    “Quando não estava com William em Balmoral, o casal estava esquiando ou viajando para Mustique, uma ilha privada exclusiva no Caribe. Kate passava tanto tempo lá que a imprensa chegou a chamá-la de ‘Rainha de Mustique’, título que antes pertencia à Princesa Margaret.”

    “O Reino Unido estava em recessão, e essas demonstrações de riqueza eram difíceis de aceitar para a rainha. Ela era uma das integrantes da realeza que mais trabalhava, apesar da idade, e saber que um futuro membro da família não tinha emprego era inaceitável para ela. Enquanto o mundo especulava sobre o noivado de William e Kate, a rainha acreditava que o anúncio só deveria acontecer quando Kate tivesse uma carreira”, escreveu a autora.

    Uma fonte revelou a Katie Nicholl que “a rainha acreditava que, se Kate queria ser consorte de William, precisava ter um trabalho apropriado”.

    “Ficar indo de um resort cinco estrelas para outro não é um requisito para uma jovem possivelmente destinada a se tornar rainha.”

    Segundo a publicação, foi esse comentário que teria magoado Kate Middleton.

    No entanto, ao longo dos anos, a princesa conseguiu se aproximar da Rainha Elizabeth II e conquistar sua confiança. A monarca reconheceu que Kate Middleton era uma figura fundamental para o futuro da família real britânica.

    Kate Middleton tinha mágoa de Elizabeth II? Luxos preocupavam rainha