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  • Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

    Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

    Reunião reservada no fim de dezembro buscou reaproximação entre o presidente e o líder do PP, que articula apoio velado do Planalto à sua reeleição no Piauí. Movimento provoca resistências no PT local e pode levar o partido a adotar neutralidade na disputa presidencial.

    (CBS NEWS) — Ex-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL) e atual presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do Natal. O encontro ocorreu na Granja do Torto, em 22 de dezembro, a pedido de Nogueira, e contou com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Descrita pelos participantes como cordial, a conversa não constou da agenda oficial do petista e teve como objetivo reaproximar Nogueira de Lula, sob articulação de Motta. Segundo relatos, o senador buscou um acordo para viabilizar sua reeleição no Piauí, estado governado pelo PT.

    De acordo com políticos envolvidos nas tratativas, Nogueira propõe um pacto em que Lula apoiaria de forma enfática apenas um candidato ao Senado, o senador Marcelo Castro (MDB). Como haverá duas vagas em disputa em outubro, o arranjo facilitaria a recondução do presidente do PP.

    Ao confirmar o encontro, um aliado de Nogueira disse que ele quer que o governo e o PT não atrapalhem sua candidatura. Em troca, acenaria com neutralidade do PP na disputa presidencial, evitando um alinhamento formal ao pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

    O PP anunciou recentemente a formação de uma federação com o União Brasil, batizada de União Progressista. Juntas, as siglas formariam a maior bancada da Câmara e seriam obrigadas a atuar em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos principais líderes da federação, que ainda aguarda reconhecimento definitivo do TSE.

    Confirmada por cinco pessoas, a reunião também serviu para reduzir tensões entre Lula e Nogueira, que ao final trocaram gestos de cordialidade. Um aliado do presidente, favorável à articulação, afirmou que Lula “gosta de Nogueira”.

    Durante a conversa, o senador ressaltou sua boa relação com Hugo Motta, a quem se referiu como uma espécie de filho político. Também destacou que permaneceu leal a Bolsonaro até o fim do governo, mas lembrou ter sido um dos primeiros a reconhecer a vitória de Lula em 2022, quando o bolsonarismo ainda resistia a admitir a derrota.

    Esse trecho foi interpretado como um sinal de que Nogueira poderia manter lealdade institucional ao petista em um eventual novo mandato. Na avaliação de aliados de Lula, o presidente demonstrou simpatia à proposta.

    O senador demonstrou preocupação com um eventual vazamento da conversa e, procurado pela Folha, negou o encontro. Mesmo assim, aliados confirmam que ele tem intensificado articulações visando a campanha eleitoral.

    A aproximação com Lula tende a gerar desgaste junto ao eleitorado bolsonarista e a políticos de direita, com os quais Nogueira se identificou nos últimos anos. Além disso, um eventual acordo enfrenta resistência no PT do Piauí. O governador Rafael Fonteles (PT) e o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) não teriam sido informados da reunião.

    O presidente estadual do PT, Fábio Novo, disse desconhecer a conversa e lembrou que Nogueira se elegeu duas vezes com apoio de Lula antes de romper. “Não temos o direito de errar uma terceira vez”, afirmou.

    A chapa articulada pelo PT no estado inclui o deputado Júlio César (PSD) como pré-candidato ao Senado, e uma mudança poderia desagradar ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, aliado de Lula.

    O Piauí é majoritariamente lulista. Em 2022, Lula obteve 76,8% dos votos válidos no segundo turno contra Bolsonaro. Por isso, líderes locais avaliam que candidatos com apoio do Planalto têm vantagem. Ainda assim, aliados reconhecem que Nogueira mantém base entre prefeitos piauienses, inclusive alguns do PT.

    Em 2018, Nogueira foi reeleito senador com apoio de Lula e do PT. Após a derrota de Fernando Haddad, aproximou-se de Bolsonaro e assumiu a Casa Civil em 2021, conduzindo o PP ao bolsonarismo. Sem Bolsonaro, passou a apoiar Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas agora avalia como lidar com a candidatura de Flávio Bolsonaro. A sigla pode optar por liberar seus filiados para apoiar diferentes projetos nacionais.

    Ciro Nogueira encontrou Lula e ofereceu afastar PP de Flávio Bolsonaro por acordo no Piauí

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  • “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

    “Não errei”: Trump rejeita desculpas após vídeo ofensivo com os Obama

    O presidente dos Estados Unidos afirmou que não vai se desculpar por compartilhar um vídeo com teor racista envolvendo Barack e Michelle Obama. Trump disse que não assistiu ao conteúdo até o fim, atribuiu a postagem a um erro da equipe e minimizou a repercussão política.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou-se nesta sexta-feira (6) a pedir desculpas pela divulgação de um vídeo com conteúdo racista que associa o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama a macacos. A publicação, feita em sua rede social, provocou forte reação política e levou a Casa Branca a adotar versões contraditórias sobre o episódio.

    Falando com jornalistas a bordo do Air Force One, Trump afirmou que não se considera responsável pelo conteúdo e minimizou a postagem, dizendo que não assistiu ao vídeo até o fim antes de autorizá-la. Segundo ele, a gravação teria sido compartilhada por abordar supostas irregularidades nas eleições de 2020 na Geórgia, tema recorrente em seus discursos desde a derrota para Joe Biden.

    “Eu vejo milhares de conteúdos todos os dias. Ninguém sabia o que aparecia no final”, disse. Trump afirmou ainda que a presença do casal Obama no vídeo seria uma “paródia” e declarou que, embora não tenha gostado do trecho, não considera que tenha cometido um erro ao repassar o material à equipe.

    O vídeo ficou disponível por cerca de 12 horas na Truth Social, plataforma criada pelo próprio Trump, e foi removido apenas após críticas públicas de parlamentares democratas e republicanos. Em um dos trechos finais, que dura cerca de um segundo, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem sobrepostos a imagens de macacos, ao som da música The Lion Sleeps Tonight.

    Inicialmente, a Casa Branca tentou reduzir o impacto do caso. Em comunicado, a porta-voz Karoline Leavitt classificou a gravação como um “meme da internet” e acusou críticos de promoverem “indignação artificial”. Poucas horas depois, porém, o discurso mudou: em declaração à agência Reuters, o governo reconheceu que a publicação foi resultado de um erro cometido por um funcionário.

    A gravação também resgata alegações já desmentidas sobre uma suposta fraude eleitoral envolvendo a empresa Dominion Voting Systems, frequentemente citada por Trump e aliados como parte de teorias conspiratórias sobre o pleito de 2020.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução  

    A repercussão política foi imediata. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a postagem como “repugnante”. O senador Tim Scott, único republicano negro no Senado, afirmou que se trata do conteúdo “mais racista já publicado por esta Casa Branca”. Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional no governo Obama, também condenou o episódio, afirmando que Trump será lembrado como “uma mancha na história americana”.

    Barack Obama é o único presidente negro da história dos Estados Unidos e apoiou Kamala Harris, adversária direta de Trump, na eleição presidencial de 2024. Até o momento, o ex-presidente e a ex-primeira-dama não se pronunciaram publicamente sobre o vídeo.

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  • iPhone 17e pode ser lançado em fevereiro com cinco grandes novidades

    iPhone 17e pode ser lançado em fevereiro com cinco grandes novidades

    Modelo mais acessível da Apple deve ganhar Dynamic Island, MagSafe, novo chip A19 e melhorias em conectividade, segundo rumores de site alemão, mas ainda manterá apenas uma câmera traseira.

    Há meses circulam rumores sobre o iPhone 17e, modelo mais acessível que a Apple deve lançar entre fevereiro e março. Agora, o site alemão Macwelt afirma que a apresentação oficial está prevista para 19 de fevereiro e antecipa cinco mudanças relevantes no aparelho.

    A principal novidade seria a adoção da Dynamic Island no topo da tela. Com isso, o iPhone 17e abandonaria o entalhe tradicional e passaria a usar o mesmo recorte dinâmico que reúne a câmera frontal e o sistema de reconhecimento facial Face ID, deixando a linha de smartphones mais padronizada.

    Outra mudança importante é a chegada do MagSafe, tecnologia que usa ímãs na parte traseira do aparelho para alinhar corretamente o carregador sem fio, tornando o processo mais rápido e eficiente.

    As demais novidades estariam nos componentes internos. Segundo os rumores, o iPhone 17e viria equipado com o processador A19, o mesmo esperado para o iPhone 17 de 2025, garantindo ganho de desempenho. Em conectividade, o modelo deve trazer o modem C1X, voltado a velocidades maiores de internet, além do chip N1, projetado para melhorar a estabilidade e a qualidade das conexões Bluetooth e Wi-Fi.

    Apesar dos avanços, o aparelho ainda deve manter apenas uma câmera traseira. Como a Apple pretende evoluir esse conjunto fotográfico ainda é uma incógnita e só deve ficar claro com o anúncio oficial.
     
     

     

    iPhone 17e pode ser lançado em fevereiro com cinco grandes novidades

  • Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

    Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

    Relatório da Anistia Internacional aponta execuções públicas, campos de trabalho forçado e humilhações coletivas como punição a jovens e adultos que consomem séries, músicas e outros produtos culturais da Coreia do Sul no país

    Cidadãos da Coreia do Norte, inclusive adolescentes, vêm sendo submetidos a punições extremas por consumir produtos culturais da Coreia do Sul. As sanções incluem execuções públicas, envio a campos de trabalho forçado e humilhações coletivas, segundo denúncia divulgada pela Anistia Internacional no dia 4 de fevereiro.

    De acordo com a organização, o regime de Pyongyang trata o consumo de dramas sul-coreanos e músicas estrangeiras como um crime grave. Séries populares como Crash Landing on You, Descendants of the Sun e até o fenômeno mundial Round 6 (Squid Game) estariam entre os conteúdos que motivaram repressões severas. Ouvir músicas de grupos de K-pop, como o BTS, também pode resultar em punições.

    Relatos colhidos pela Anistia descrevem um ambiente de medo constante, no qual “a cultura sul-coreana é tratada como um crime sério”. Uma das testemunhas afirmou ter ouvido de um desertor que estudantes do ensino médio foram executados na província de Yanggang por assistirem a Round 6. A informação coincide com reportagens anteriores da Radio Free Asia, que já havia noticiado execuções semelhantes na província vizinha de Hamgyong do Norte.

    “Analisados em conjunto, esses relatos de regiões diferentes indicam múltiplas execuções relacionadas ao consumo de séries sul-coreanas”, conclui a Anistia Internacional.

    Execuções como forma de intimidação

    Segundo depoimentos, a população é obrigada a assistir às execuções como estratégia de controle social. Choi Suvin, que ainda era menor de idade quando presenciou uma dessas cenas, contou que milhares de moradores de Sinuiju foram convocados para assistir à morte de uma pessoa acusada de distribuir conteúdos estrangeiros.

    “As autoridades mandaram todo mundo ir. Eles executam pessoas para nos doutrinar e nos educar”, relatou.

    Outro depoimento, de Kim Eunju, hoje com 40 anos, reforça o padrão. “Quando tínhamos 16 ou 17 anos, eles nos levavam para ver execuções. As pessoas eram mortas por assistir ou distribuir conteúdo sul-coreano. A mensagem era clara: se você fizer isso, acontecerá o mesmo com você.”

    Apesar da repressão, o consumo desses conteúdos seria amplamente conhecido, inclusive entre agentes do próprio regime. “Trabalhadores assistem abertamente, membros do partido assistem com orgulho, agentes de segurança assistem escondidos e a polícia assiste com proteção. Todo mundo sabe que todo mundo vê”, afirmou outro entrevistado.

    Dinheiro e conexões definem o castigo

    As punições, no entanto, não atingem todos da mesma forma. Segundo os relatos, o desfecho depende do poder financeiro ou das conexões da família do acusado. Pessoas presas pelo chamado “Grupo 109”, uma unidade policial especializada em fiscalizações sem mandado, muitas vezes só conseguem escapar mediante pagamento de propina.

    “Quem não tem dinheiro chega a vender a própria casa para pagar entre cinco mil e dez mil dólares e sair de um campo de reeducação”, disse Suvin.

    Kim Joonsik, de 28 anos, contou que foi flagrado três vezes assistindo a dramas sul-coreanos antes de fugir do país, em 2019, mas nunca foi punido formalmente. “Minha família tinha contatos. Normalmente, quando alunos do ensino médio são pegos e a família tem dinheiro, recebem apenas uma advertência”, afirmou.

    Em contraste, três amigas da irmã de Joonsik foram condenadas a anos de trabalho forçado por não terem recursos para subornar as autoridades.

    Lei prevê até pena de morte

    Em 2020, o regime norte-coreano aprovou a Lei de Pensamento e Cultura Antirreacionários, que classifica produtos culturais sul-coreanos como “ideologia corrupta”. A legislação prevê penas de cinco a 15 anos de trabalho forçado para quem consome ou possui esse tipo de conteúdo.

    Nos casos considerados mais graves, como a distribuição em grande escala ou a organização de exibições coletivas, a punição pode chegar à pena de morte.
     
     

     

    Alunos são executados na Coreia do Norte por verem "Squid Game"

  • IPVA não é obrigatório para todos; saiba quem pode deixar de pagar

    IPVA não é obrigatório para todos; saiba quem pode deixar de pagar

    Regras variam conforme o estado e beneficiam donos de veículos antigos, pessoas com deficiência, profissionais do transporte, entidades sociais e proprietários de carros elétricos ou híbridos; saiba quem tem direito e como solicitar o benefício

    Pagar IPVA todo começo de ano pesa no bolso de muitos motoristas, mas o que pouca gente sabe é que, em várias situações, a cobrança do imposto pode ser dispensada legalmente. A isenção existe, está prevista nas normas estaduais e pode beneficiar desde donos de veículos antigos até pessoas com deficiência, profissionais do transporte e instituições sociais.

    Como o IPVA é um tributo estadual, não há uma regra única no país. Cada estado define quem paga, quem fica isento e quais são os critérios para obter o benefício. Por isso, entender as regras locais faz toda a diferença para não desembolsar um valor que, em alguns casos, nem precisaria ser pago.

    Além do perfil do proprietário, o próprio veículo pode garantir a isenção. Veículos mais antigos estão entre os principais beneficiados. Em boa parte do Brasil, carros com muitos anos de fabricação deixam de ser tributados automaticamente. O tempo mínimo varia conforme o estado: há locais em que a isenção começa aos dez anos, enquanto outros exigem 15 ou até 20 anos de uso. Em Minas Gerais, por exemplo, a idade do veículo não garante isenção, mas há exceções para automóveis de valor histórico.

    Outro grupo que costuma ter direito ao benefício é o de pessoas com deficiência. Nesses casos, a isenção pode valer tanto para quem dirige quanto para o responsável legal. O enquadramento depende de laudos médicos e da comprovação da condição de saúde, que pode ser física, intelectual ou sensorial. Transtorno do espectro autista, esclerose múltipla e artrite reumatoide estão entre as condições aceitas, conforme avaliação dos órgãos estaduais.

    Quem pode ficar isento do IPVA

    A legislação estadual prevê diferentes perfis que podem ter direito à isenção do IPVA, benefício conhecido popularmente como IPVA social. Entre os principais casos estão:

    Pessoas com deficiência

    Proprietários com deficiência física, intelectual ou sensorial podem solicitar a isenção. O benefício também pode ser concedido ao responsável legal. A lista de condições aceitas inclui transtorno do espectro autista, esclerose múltipla, artrite reumatoide, hérnia de disco e más formações congênitas, entre outras, conforme critérios médicos exigidos por cada estado.

    Donos de veículos antigos

    Em muitos estados, carros mais antigos deixam de pagar IPVA após atingir determinada idade. O prazo varia conforme a unidade da federação e costuma ser de 10, 15 ou 20 anos de fabricação.

    Profissionais que usam o veículo para trabalhar

    Taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo e de transporte escolar podem ter direito à isenção em estados como São Paulo e Acre, desde que cumpram os requisitos legais e comprovem o uso profissional do automóvel.

    Entidades filantrópicas e organizações sociais

    Alguns estados concedem isenção para veículos registrados em nome de instituições de educação, assistência social ou organizações sem fins lucrativos.

    Veículos elétricos e híbridos

    Com o objetivo de incentivar tecnologias menos poluentes, alguns governos estaduais oferecem isenção ou redução do IPVA para carros elétricos e híbridos. Em São Paulo, por exemplo, esses modelos estão isentos do imposto até 2026.

     
    Diferenças nas regras entre os estados

    Por se tratar de um imposto estadual, cada governo define suas próprias regras de cobrança e isenção. Em São Paulo, Acre e Paraíba, veículos com mais de 20 anos de fabricação não pagam IPVA. No Amazonas, Ceará e Distrito Federal, o prazo é de 15 anos. Já em estados como Amapá, Goiás e Rio Grande do Norte, a isenção ocorre a partir dos 10 anos do veículo.

    Minas Gerais não concede isenção apenas com base na idade do automóvel, mas prevê benefícios para veículos de valor histórico, além de carros adquiridos em leilões públicos ou recuperados de ações criminosas.

    Para saber exatamente quais regras se aplicam, o proprietário deve consultar a Secretaria da Fazenda do estado onde o veículo está registrado.

     
    Como pedir a isenção

    Em alguns casos, como a isenção por idade do veículo, o benefício é concedido automaticamente. Nas demais situações, é necessário fazer um pedido formal à Secretaria da Fazenda estadual, geralmente por meio de sistemas eletrônicos.

    O processo costuma exigir documentos pessoais, dados do veículo e, dependendo do caso, laudos médicos ou comprovantes de atividade profissional ou filantrópica. Cada estado define seus próprios prazos, mas é comum que a solicitação precise ser feita até 31 de dezembro do ano anterior à cobrança do imposto.

    Após o pedido, o prazo de análise e concessão da isenção costuma variar entre 30 e 45 dias.

     
    Documentos exigidos

    A lista de documentos pode mudar conforme o tipo de isenção e o estado, mas normalmente inclui:

    Dados do veículo, como Renavam, placa e Certificado de Registro e Licenciamento

    Documentos pessoais do proprietário, como RG, CPF, CNH e comprovante de residência

    Laudos médicos e periciais, no caso de pessoas com deficiência

    Formulários específicos da Secretaria da Fazenda

    Comprovantes de exercício profissional ou de atuação filantrópica, quando aplicável

     
    O que fazer se o pedido for negado

    Caso a isenção seja recusada, o proprietário pode recorrer pelos canais oficiais da Secretaria da Fazenda. A negativa geralmente ocorre por falta de documentação ou por não enquadramento nos critérios legais.

    Em São Paulo, por exemplo, o recurso deve ser apresentado de forma eletrônica, com envio de documentos, dados do veículo e uma justificativa detalhada para revisão do pedido.

    Cuidados para aumentar as chances de aprovação

    Para evitar problemas no processo, especialistas recomendam verificar a legislação atual do estado, manter todos os documentos em dia, reunir previamente os comprovantes exigidos e fazer a solicitação com antecedência. Assim, há tempo para corrigir falhas ou apresentar recurso, se necessário.

    IPVA não é obrigatório para todos; saiba quem pode deixar de pagar

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  • “Valores familiares” levam filha de Túlio Maravilha a recusar UFRJ

    “Valores familiares” levam filha de Túlio Maravilha a recusar UFRJ

    Aprovada na UFRJ e na Uerj, Tulianne Maravilha optou por não ingressar nas universidades públicas. Declarações da família sobre princípios, segurança e estrutura provocaram forte reação nas redes sociais e levaram a jovem a se explicar

    A menção a “valores familiares” foi o ponto de partida para uma polêmica que rapidamente tomou conta das redes sociais. A declaração partiu da família de Tulianne Maravilha, filha do ex-jogador Túlio Maravilha, ao explicar por que a jovem não pretende cursar uma universidade pública, mesmo após ser aprovada em duas instituições de referência no Rio de Janeiro.

    Estudante e influenciadora digital, Tulianne contou que passou no vestibular para Nutrição na Universidade Federal do Rio de Janeiro e para Odontologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A conquista foi celebrada pela família, mas a decisão final foi pela matrícula em uma faculdade particular.

    Em vídeo publicado nas redes, a mãe da jovem, Cristiane, explicou a escolha. “Um dos fatores maiores para a gente não permitir que nossos filhos vão para a federal é manter nossos valores familiares. A faculdade particular é mais alinhada aos nossos pensamentos e aos nossos princípios”, afirmou.

    Na sequência, Túlio Maravilha acrescentou que a questão da segurança também pesou. “A logística não é muito legal. Fica a uma hora de casa, duas horas dependendo do trânsito. Tem que passar pela Linha Amarela e pela Linha Vermelha, zonas de perigo e de muitos conflitos. E a federal aqui no Rio, infelizmente, está bem precária”, disse o ex-jogador.

    A própria Tulianne reforçou esse argumento ao comentar a estrutura das universidades públicas. “Está caindo aos pedaços, infelizmente. Não tem papel higiênico”, declarou. Cristiane ainda completou que a decisão envolve “segurança, qualidade de vida e a preservação dos filhos diante de um mundo com trânsito, roubos e falta de paz”.

    As falas provocaram forte reação nas redes sociais. Muitos internautas criticaram o discurso e defenderam o ensino público. “Quem realmente tem valores não corre o risco de perdê-los em uma universidade”, escreveu uma usuária. Outra comentou: “Sou formada em federal, faço mestrado e só estudo como qualquer aluno”. Houve ainda quem ironizasse a decisão: “Pelo menos deixou a vaga para alguém que vai dar valor”.

    Com a repercussão negativa, Tulianne voltou às redes para se explicar. Em um novo vídeo, afirmou que as declarações da família foram interpretadas de forma equivocada. “Quando a gente fala de valores e princípios, isso é algo da nossa família. Em nenhum momento minha mãe disse que a UFRJ não tem valores ou que a UERJ não tem princípios. Não houve comparação dizendo que uma faculdade é melhor do que a outra”, afirmou.

    Segundo a jovem, a escolha por uma instituição privada foi pessoal e não teve a intenção de desqualificar as universidades públicas, embora o debate sobre segurança, estrutura e acesso ao ensino superior tenha sido reacendido a partir do caso.

     

    @_tuliannemaravilha Porque não vou estudar em faculdade pública #fyp #student #studentlife som original – Tulianne

     

    “Valores familiares” levam filha de Túlio Maravilha a recusar UFRJ

  • Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: “Te amo para sempre”

    Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: “Te amo para sempre”

    Mensagem foi escrita para celebrar 18 anos de casamento, comemorados enquanto o ex-presidente estava preso preventivamente. Na carta, Bolsonaro agradece o apoio da esposa, fala de esperança em meio às dificuldades e reafirma fidelidade
    Bolsonaro manda carta de amor à Michelle: Te amo para sempre

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou nesta sexta-feira, 6, uma carta de amor escrita por Jair Bolsonaro em comemoração aos 18 anos de casamento do casal. O aniversário da união foi celebrado em 28 de novembro de 2025, período em que o ex-presidente estava preso preventivamente havia cinco dias, após descumprir medidas impostas pela Justiça relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

    Nas imagens publicadas nas redes sociais, Bolsonaro se declara à esposa em uma carta manuscrita, na qual agradece pelas mensagens de apoio recebidas durante o período de detenção. Ele afirma estar atravessando um momento difícil, mas diz manter a esperança, reforça que permanece “100% fiel” e demonstra ansiedade para reencontrá-la. O texto termina com uma declaração direta: “Eu te amo para sempre”.

    A carta traz a anotação “entregar hoje ou amanhã”, mas não há confirmação da data exata em que foi escrita ou entregue. Embora a comemoração do aniversário de casamento tenha ocorrido em novembro, a publicação só foi feita agora, o que gerou dúvidas sobre o momento em que a mensagem chegou às mãos de Michelle.

    Na legenda da postagem, a ex-primeira-dama respondeu de forma emotiva. “Meu amor, cuidar de você e das nossas filhas é a minha maior missão”, escreveu.

    Jair Bolsonaro permanece detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e, segundo as regras do sistema prisional, pode receber visitas em dois dias da semana.

     

     
     
     

     
     
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  • Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

    Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

    Documentos do período colonial guardados no Arquivo Histórico Ultramarino seguem sendo consultados para embasar disputas judiciais e pesquisas acadêmicas. Acervo reúne registros de sesmarias concedidas pela Coroa portuguesa e está hoje amplamente disponível em formato digital.

    O Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal, continua sendo procurado por brasileiros que buscam comprovar a posse de terras no Brasil concedidas pela Coroa portuguesa há cerca de cinco séculos. Segundo a direção da instituição, ainda hoje chegam pedidos de documentos históricos para uso em disputas judiciais contemporâneas.

    “De tempos em tempos, recebemos solicitações de cópias autenticadas para apresentação em tribunais ou para resolver litígios, apesar de se tratar de documentação histórica”, afirmou à agência Lusa a pesquisadora Ana Canas, do Centro de História da Universidade de Lisboa, que exerce funções de direção no AHU.

    O acervo reúne registros de concessões de sesmarias, sistema adotado pela Coroa portuguesa a partir do século XVI para distribuir terras no Brasil colonial. As áreas eram doadas a particulares, chamados sesmeiros, com a obrigação de ocupar e produzir nas propriedades. Essa documentação segue sendo fundamental para quem busca provar a origem da posse das terras, já que concentra os registros oficiais da administração portuguesa durante o período colonial.

    Criado em 1931 para preservar a memória da administração ultramarina, o arquivo guarda cerca de 17 quilômetros lineares de documentos que retratam as relações entre Lisboa e os territórios do antigo império português. Além do Brasil, o acervo inclui informações sobre Índia, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau.

    A documentação referente ao Brasil, preservada nas instalações do AHU no Palácio do Ega, em Lisboa, foi organizada no âmbito do Projeto Resgate Barão do Rio Branco. O programa de cooperação internacional teve como missão catalogar e reproduzir manuscritos históricos relacionados ao país até a independência, em 1822.

    Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 e a ocupação sistemática das terras teve início por volta de 1530. Todo esse processo, assim como a relação administrativa com a Coroa portuguesa até a independência, está registrado no acervo. Ao longo de mais de dez anos, cerca de 120 pesquisadores trabalharam na organização de aproximadamente 300 mil documentos ligados ao Brasil, hoje identificados, distribuídos em mais de duas mil caixas e disponíveis em formato digital.

    Entre os registros está a série Reino, do fundo do Conselho Ultramarino, que inclui, por exemplo, uma carta de 1748 do governador da ilha de Santa Catarina ao rei Dom João V. O documento relata a chegada de casais vindos dos Açores e da Madeira e destaca o papel das mulheres no processo de colonização, estratégia adotada pela Coroa para povoar o território e evitar a ocupação por outras potências europeias.

    Inicialmente microfilmados nos anos 1990, esses documentos foram posteriormente digitalizados. As imagens hoje podem ser acessadas por meio do próprio Projeto Resgate, sediado na Biblioteca Nacional do Brasil, o que facilitou a consulta e eliminou a necessidade de deslocamentos até Portugal.

    Segundo Ana Canas, a disponibilização digital do acervo provocou um aumento expressivo das pesquisas. “Houve uma avalanche de estudos, especialmente de pesquisadores brasileiros”, afirma. Desde 2014, quando o acesso se tornou mais estável, diversas teses e trabalhos acadêmicos passaram a ser produzidos por universidades brasileiras, abordando aspectos sociais, econômicos e políticos da história do país.

    Para a pesquisadora, o trabalho de organização e difusão desses documentos tem impacto direto na compreensão da identidade brasileira. Ela destaca que essa documentação faz parte não apenas da história de Portugal, mas também da memória e da identidade dos países com os quais o país se relacionou, entre eles o Brasil.

    Brasileiros procuram em arquivo português provas de que são donos de terras

  • Filho de Lil Jon é encontrado morto após dias desaparecido nos EUA

    Filho de Lil Jon é encontrado morto após dias desaparecido nos EUA

    Nathan Smith, de 27 anos, músico e produtor conhecido como DJ Young Slade, estava desaparecido desde terça-feira na Geórgia. O rapper confirmou a morte do filho e agradeceu o apoio das autoridades e voluntários nas buscas

    Nathan Smith, filho do rapper Lil Jon, foi encontrado morto aos 27 anos após dias de buscas no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A morte do jovem, que também atuava como músico e produtor, foi confirmada pelo próprio artista à revista People nesta sexta-feira, 6 de fevereiro.

    Em nota, Lil Jon afirmou que a família está “devastada” com a perda precoce do filho, que estava desaparecido desde a última terça-feira. “Estou extremamente triste pela trágica perda do nosso filho, Nathan Smith. A mãe dele e eu estamos devastados”, declarou. Segundo o rapper, Nathan era “um ser humano gentil, atencioso, educado, apaixonado e caloroso”, além de um jovem “incrivelmente talentoso”, formado pela Universidade de Nova York (NYU) e com atuação como artista, produtor musical e engenheiro de som.

    O músico ressaltou ainda o orgulho que sentia do filho e afirmou que os últimos momentos juntos foram marcados pela troca de afeto. “Amávamos o Nathan com todo o coração e temos muito orgulho dele. Saber que conseguimos expressar isso a ele nos conforta”, disse.

    No comunicado, Lil Jon também agradeceu o apoio recebido durante os dias de buscas e fez questão de citar as forças de segurança e equipes de resgate envolvidas na operação, incluindo departamentos de polícia, bombeiros, unidades especializadas de mergulho e voluntários que auxiliaram nas tentativas de localizar o jovem.

    Desaparecimento e buscas

    O Departamento de Polícia de Milton havia divulgado um alerta de pessoa desaparecida em 3 de fevereiro, informando que Nathan fora visto pela última vez por volta das 6h da manhã, nas proximidades da Baldwin Drive com a Mayfield Road. De acordo com o comunicado, o jovem teria saído correndo de casa, estava sem telefone celular, poderia estar desorientado e precisava de ajuda.

    Após dias sem notícias, as equipes ampliaram as buscas para um lago localizado no Mayfield Park, próximo à residência da família. Na sexta-feira, por volta das 11h53, mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Condado de Cherokee localizaram e retiraram um corpo do local. As autoridades informaram que acreditam se tratar de Nathan Smith, aguardando apenas a confirmação oficial do Instituto Médico Legal do Condado de Fulton. Segundo a polícia, não há indícios de crime.

    Vida pessoal e carreira

    Nathan Smith é filho de Lil Jon com Nicole Smith, com quem o rapper foi casado por quase 20 anos. O casal se uniu em 2004 e anunciou uma separação amigável em 2024, após dois anos afastados. Lil Jon também é pai de Nahara, fruto de outro relacionamento.

    Conhecido artisticamente como DJ Young Slade, Nathan lançou seu último single, “Feels”, em março de 2025. Em uma participação recente no programa Family Legacy, da MTV, ele falou com orgulho sobre o pai e destacou a influência familiar em sua trajetória musical.

    Filho de Lil Jon é encontrado morto após dias desaparecido nos EUA

  • Trump impõe tarifa extra de 25% a países que mantêm comércio com o Irã

    Trump impõe tarifa extra de 25% a países que mantêm comércio com o Irã

    Ordem executiva amplia sanções e autoriza cobrança adicional sobre produtos de nações que negociem com Teerã. Medida é anunciada em meio a novas punições ao setor petrolífero iraniano e a negociações indiretas entre EUA e Irã em Omã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre produtos provenientes de países que comprem, importem ou mantenham relações comerciais com o Irã. A medida foi divulgada pela Casa Branca na sexta-feira e tem como justificativa a avaliação de que as ações de Teerã representam uma ameaça à segurança nacional norte-americana.

    Segundo o texto, a emergência nacional relacionada ao Irã foi declarada originalmente em 1995 e ampliada ao longo dos anos, incluindo sanções contra os setores de energia e petroquímica, além de punições ligadas a violações de direitos humanos. De acordo com o governo Trump, as novas tarifas são uma resposta direta à continuidade de políticas iranianas consideradas de risco, o que, na visão da administração, exige medidas adicionais.

    A ordem estabelece que o secretário de Comércio, Howard Lutnick, ficará responsável por identificar os países que realizam transações com o Irã. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, em coordenação com outras autoridades, definirá o alcance da tarifa a ser aplicada. O texto também prevê que Trump poderá alterar ou suspender a medida em caso de retaliação internacional ou se o Irã e os países afetados adotarem ações alinhadas à política externa dos Estados Unidos.

    Horas antes do anúncio, Washington havia divulgado um novo pacote de sanções contra indivíduos e entidades supostamente envolvidos no chamado “comércio ilícito” de petróleo, usado para financiar o governo iraniano. As restrições atingem 14 navios da chamada “frota fantasma” do Irã, 15 empresas com sede em países como Índia e Turquia, além de duas pessoas ligadas à comercialização de petróleo bruto e produtos petroquímicos iranianos.

    As sanções foram anunciadas no mesmo dia em que ocorreram negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã em Omã. Teerã classificou o encontro como “um bom começo” para a redução das tensões entre os dois países. As conversas em Mascate marcaram o primeiro contato entre representantes das duas nações desde os ataques norte-americanos a instalações nucleares iranianas, realizados em junho, durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã.

    Washington e Teerã já haviam mantido diálogos indiretos no ano passado, também com mediação de Omã, mas as tratativas foram interrompidas com o início do conflito no meio do ano. Desde então, Trump tem reiterado ameaças de uso da força, citando a repressão do governo iraniano a protestos antigovernamentais registrados em janeiro.

    Nos últimos dias, o presidente norte-americano afirmou desejar um acordo sobre o programa nuclear iraniano, ao mesmo tempo em que advertiu que o prazo para avanços diplomáticos estaria se esgotando. As declarações vieram acompanhadas do envio de uma força naval dos EUA para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln.

    Autoridades iranianas, por sua vez, afirmam que não pretendem abrir mão de seu programa de defesa e reiteram que o desenvolvimento nuclear do país tem fins exclusivamente pacíficos.

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