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  • Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

    Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

    A ligação entre as instituições ocorre devido à existência de operações do BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que controlava o Will. O BRB, no entanto, não informou por qual negociação específica os contratos do Will Bank passaram a integrar sua base.

    JÚLIA GALVÃO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Clientes que contrataram empréstimos ou outros serviços financeiros no Will Bank relatam que passaram a constar como devedores do BRB (Banco de Brasília), mesmo em casos em que os débitos já haviam sido quitados.

    A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    A ligação entre as instituições ocorre devido à existência de operações do BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que controlava o Will. O BRB, no entanto, não informou por qual negociação específica os contratos do Will Bank passaram a integrar sua base.

    Os registros aparecem no SCR (Sistema de Informações de Crédito), do BC (Banco Central), acessado pelos consumidores por meio do Registrato, plataforma que reúne dados enviados por instituições financeiras. Relatos indicam que clientes passaram a ter dívidas sinalizadas como ativas ou em atraso, com valores que continuam sendo atualizados com juros, apesar de afirmarem não ter pendências com o banco estatal.

    Entre os afetados está a trabalhadora rural Derlane Hermisdolffe, 34. Ela renegociou uma dívida de cartão com o Will Bank depois que o valor devido cresceu e chegou a cerca de R$ 10 mil. O débito foi quitado à vista por R$ 1.695,13. Segundo relata, após o pagamento do montante acordado, encerrou a conta na instituição financeira. Ainda assim, passou a constar no Registrato como devedora do BRB no último mês, com um débito que já ultrapassa R$ 50 mil.

    Derlane, de Água Doce do Norte (ES), afirma não ter condições de arcar com advogados e diz que entrou em contato com o BRB, que lhe informou um prazo até 11 de fevereiro para análise do caso. Até lá, o suposto valor devido ao banco segue aumentando.

    Em nota, o BRB afirma que, após a liquidação do Will Bank, deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas. “Pelas regras contratuais, o banco que originou os créditos deve acompanhar os pagamentos e, na sequência, fazer o envio dos dados e dos valores correspondentes ao BRB”, diz o banco estatal.

    Segundo o BRB, após a liquidação, o fluxo de informações não foi retomado pelo liquidante, o que impede a baixa de algumas operações. Com isso, contratos já quitados no banco de origem passaram a aparecer como ativos ou inadimplentes no SCR. “[O banco] está preparado para realizar a correção imediata dos dados assim que houver retorno do administrador do banco em liquidação.”

    A assistente de logística Lavínia Machado, 28, diz que descobriu a suposta dívida depois de ter um financiamento imobiliário negado, após surgir uma restrição em seu CPF vinculada ao BRB. “Fiquei muito preocupada porque nunca tive dívidas no SPC ou Serasa”, afirma. Segundo ela, por recomendação do seu corretor, acessou o Registrato, onde encontrou o registro de uma dívida de R$ 3.377 atribuída ao banco estatal.

    Lavínia diz que, ao entrar em contato com o BRB, foi informada de que a instituição comprou parte da carteira do Will Bank e que os valores pagos pelos clientes não estariam sendo repassados. “Mesmo sem faturas vencidas, a restrição ficou no meu CPF”, diz.
    Ela afirma ainda que o banco prometeu resolver o problema em até sete dias úteis, o que não ocorreu. Além disso, no Registrato, sua dívida aparece como parcelamento de fatura, mas Lavínia diz que nunca fez esse tipo de acordo com o Will Bank. Ela também conta que já recorreu à Justiça.

    Já Laís Rocha, 21, afirma que mantinha em dia um parcelamento de fatura de cartão no Will Bank, mas viu seu score de crédito cair após surgir uma dívida vencida vinculada ao Banco de Brasília. As parcelas, segundo ela, são de R$ 100, mas o valor apontado como devido ao banco estatal já ultrapassa R$ 1.000.

    Laís diz que, no aplicativo do Will Bank, nunca recebeu mensagens de atraso ou cobrança de juros. Ela diz que pretende continuar pagando as quatro parcelas restantes para quitar a dívida e aguarda um retorno do BRB sobre o protocolo aberto.

    No portal Reclame Aqui, o BRB já acumula dezenas de reclamações relacionadas a registros de dívidas atribuídas ao banco. “No meu relatório no Registrato está constando uma conta vencida no valor de R$ 1.124 que acredito que está atrapalhando meu acesso a crédito. Mas eu nunca tive conta nesse banco, as duas dívidas que eu tinha já foram quitadas e saíram do Serasa”, diz um dos comentários registrados na plataforma.

    Segundo o advogado Jorge Calazans, especialista na defesa de vítimas de fraudes financeiras, em processos de liquidação extrajudicial, especialmente quando há interrupção abrupta das operações e migração de bases de dados, são relativamente comuns falhas de reporte e inconsistências cadastrais.

    No caso do Will Bank, ele afirma que houve um volume considerado anormal de reclamações envolvendo cobranças indevidas, com reaparecimento de obrigações já quitadas.

    Calazans diz que, após a decretação da liquidação, a responsabilidade pela correção das inconsistências cadastrais passa ao liquidante nomeado pelo Banco Central, que administra a massa liquidanda. Ainda assim, segundo ele, pode haver corresponsabilidade técnica do banco que adquiriu a carteira (neste caso o BRB), a depender do papel desempenhado no processamento e no envio das informações.

    O especialista afirma que, em casos como esse, o consumidor tem direito à correção imediata de informações falsas ou imprecisas. “Além disso, é juridicamente possível pleitear indenização por danos morais e materiais, já que a restrição indevida no sistema financeiro impacta diretamente a vida econômica do cidadão, dificultando ou impedindo o acesso a crédito e serviços bancários”, diz.

    O QUE FAZER AO DESCOBRIR A DÍVIDA?

    Calazans orienta que o primeiro passo é buscar a via administrativa, com contato direto com o canal oficial da liquidação para solicitar a correção formal dos dados, além do registro de reclamação no Procon. Ele também recomenda acionar o Banco Central para contestar informações lançadas no Registrato.

    Caso a irregularidade persista ou haja urgência na liberação do crédito, ele afirma que é possível recorrer à via judicial para obter a exclusão do apontamento indevido, inclusive por meio de tutela de urgência, além de eventual indenização.

    O especialista diz ainda que é importante reunir toda a documentação que comprove a quitação da dívida antes de iniciar qualquer medida e lembra que ações indenizatórias possuem prazo prescricional de três anos.

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  • O que mais preocupa os bilionários em 2026?

    O que mais preocupa os bilionários em 2026?

    O que os mais ricos do mundo mais temem neste momento.

    Riqueza e influência nem sempre trazem paz de espírito. À medida que avançamos para 2026, os indivíduos mais ricos do mundo enfrentam um conjunto singular de desafios. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa de Bilionários da UBS, os ultrarricos não estão mais focados apenas em aumentar suas fortunas.

    Políticas governamentais, guerras comerciais internacionais e o potencial para conflitos em larga escala são questões importantes que os preocupam. Do aumento do custo de vida devido a novos impostos à natureza imprevisível da política global, essas preocupações refletem um mundo em transição.

    Esta galeria examina os 15 principais medos que atualmente assombram os bilionários, oferecendo um raro vislumbre dos riscos que tiram o sono dos indivíduos mais poderosos do mundo. Ficou curioso? Clique para saber mais.

    O que mais preocupa os bilionários em 2026?

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  • Alckmin elogia suspensão do pagamento de penduricalhos por Flávio Dino

    Alckmin elogia suspensão do pagamento de penduricalhos por Flávio Dino

    Em fala aos sindicalistas ao final de sua palestra, Alckmin exaltou também a democracia e as instituições brasileiras.

    O vice-presidente da Republica e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou hoje (6) a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em suspender o pagamento dos chamados “penduricalhos”, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil. A suspensão vale para os Três Poderes.

    Ao palestrar hoje (6) no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), na capital paulista, Alckmin disse ter “ficado feliz” ao abrir os jornais e ter se deparado com essa notícia, que ele considerou “importante para o país”. 

    “O ministro Flávio Dino falou: ‘Vamos acabar com esses penduricalhos de super salário’. Isso é pago com o dinheiro do trabalhador, da dona Maria que mora na favela, do trabalhador do salário mínimo. É ele que paga através dos impostos indiretos. O Brasil é o campeão dos impostos indiretos do mundo. Então, vamos prestigiar essas boas medidas que são importantes para o nosso país”, falou ele, depois de palestrar sobre doença mental no sindicato. 

    Em fala aos sindicalistas ao final de sua palestra, Alckmin exaltou também a democracia e as instituições brasileiras. Segundo ele, as pessoas podem ser mais à direita ou à esquerda, mas o que importa e o que vai diferencia-las, de fato, é o apreço que elas têm pela democracia. “O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia. Essa é a grande diferença”, falou. 

    “As pessoas passam, as instituições ficam. Se a gente for verificar no mundo, os países que avançaram mais, melhoraram a vida das pessoas e desenvolveram mais, o que fez a diferença foram as boas instituições, a sociedade civil organizada. Não foi o governo”, completou. 

    Alckmin elogia suspensão do pagamento de penduricalhos por Flávio Dino

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  • Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

    Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

    Criança não é mais a mesma desde que tudo aconteceu, disse o pai. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian em entrevista ao site Noticias Telemundo. Família retornou a Minneapolis no último sábado, depois que um juiz federal ordenou que fossem libertados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Adrian Alexander Conejo Arias, pai do pequeno Liam Conejo Arias, de cinco anos, afirmou que o filho acorda chorando durante a noite, aterrorizado com a possibilidade de sua família ser separada novamente. Pai e filho ficaram mais de uma semana detidos pelo ICE.

    Criança não é mais a mesma desde que tudo aconteceu, disse o pai. “Ele me liga quando acorda e diz: ‘Papai, papai’, então eu tenho que ir até ele”, afirmou Adrian em entrevista ao site Noticias Telemundo. Família retornou a Minneapolis no último sábado, depois que um juiz federal ordenou que fossem libertados enquanto aguardam a análise de seus pedidos de asilo.

    Liam está com febre e tosse desde que voltou para casa. Durante o período em que esteve preso junto com o filho, Adrian lembrou que passava grande parte do tempo tentando acalmar Liam. Ele disse que contava histórias para o filho e relembrava momentos felizes de passeios em família.

    Durante a detenção, a criança estava muito assustada e frequentemente perguntava o que tinham feito de errado. O pai não tinha muito o que dizer, por isso, contou ele, que apenas abraçava o filho e dizia que tudo ficaria bem.

    Questionado sobre como explicaria a Liam tudo o que aconteceu, Adrian disse que diria ao filho que ele se tornou um símbolo de esperança e mudança. “Ele foi a figura global que fez tudo isso para que as vozes das pessoas que exigem liberdade fossem ouvidas, especialmente as das crianças que ainda estão presas”, disse. “Eu diria a ele que ele foi muito corajoso e que tenho muito orgulho dele”.

    Família equatoriana foi libertada do Centro Residencial Familiar do Sul do Texas. Eles viajaram mais de 2.300 quilômetros de avião para voltar para casa, em Minneapolis. O caso virou mais um ponto de conflito nas políticas de imigração dos Estados Unidos durante o governo Trump.

    Liam foi detido com o pai, logo após voltar da pré-escola em 20 de janeiro. Ele usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha quando foi colocado sob custódia por um agente do ICE -no total, quatro alunos de escolas públicas de Minneapolis foram detidos.

    Outro adulto que vivia com os dois e estava presente no momento da detenção implorou aos agentes para que deixassem a criança ficar, sem sucesso. O relato foi dado por Zena Stenvik, superintendente da rede de Escolas Públicas de Columbia Heights.

    A porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, afirmou na ocasião da detenção que “o ICE não teve como alvo a criança”. Em comunicado, Tricia McLaughlin afirmou que os agentes estavam atrás do pai do menino e, que durante a prisão, Conejo Arias “fugiu a pé”. “Para a segurança da criança, um dos nossos agentes do ICE permaneceu com o menino”, enquanto os outros apreendiam o seu pai, acrescentou.

    Já a superintendente da rede escolar de Columbia Heights afirmou que a família de Liam segue os parâmetros legais dos EUA e “tem um processo de asilo ativo, sem ordem de deportação”. “Por que deter uma criança de 5 anos?”, questionou Stenvik. “Não me venham dizer que essa criança será classificada como criminosa ou violenta”.

    Pai diz que filho de 5 anos preso pelo ICE tem pesadelos e acorda chorando

  • ‘Cerimônias’ dos Jogos de Inverno tem Rebeca Andrade e estrelas da música

    ‘Cerimônias’ dos Jogos de Inverno tem Rebeca Andrade e estrelas da música

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 tiveram Cerimônias de Abertura -no plural- e contou com apresentações de estrelas da música internacional, como Mariah Carey, Laura Pausini e Andrea Bocelli.

    Houve um evento principal, no estádio San Siro, em Milão, mas com desfiles das delegações dos países também em Cortina d’Ampezzo, Livigno e Predazzo.

    A ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do Brasil, foi uma das escolhidas para levar a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ao todo, oito pessoas levarão a bandeira olímpica no estádio San Siro, sendo quatro delas atletas.

    E O BRASIL?

    O Brasil tem delegação recorde, com 14 atletas. O Time Brasil teve Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino mundial, e Nicole Silveira, do skeleton, como porta-bandeiras. Lucas desfilou em Milão, enquanto Nicole foi a representante em Cortina – foi acompanhada pela equipe de bobsled.

    TUDO PRONTO!O #TimeBrasil desfila já, já nas diversas bases ao redor da Itália!É a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno #MilanoCortina2026!#InvernoTimeBrasil pic.twitter.com/V05z8ubS77

    ‘TINTA’ NO PALCO
    Tema central foi “harmonia”. Em Milão, a apresentação começou com uma espécie de museu ao vivo, com dançarinos. A atriz italiana Matilda De Angelis participou de um ato inicial e, pouco depois, entraram bonecos representando Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini e Gioachino Rossini, três grandes nomes da ópera italiana e que se tornaram o fio condutor da apresentação.

    Com uma alegoria de tintas caindo sobre o palco, personagens representaram a Roma Antiga, a culinária, a moda, a literatura e o Carnaval de Veneza, quesitos italianos famosos ao redor do mundo.
    Mariah Carey foi a primeira apresentação musical do evento, e cantou “Volare – Nel blu dipinto di blu”, canção clássica do país sede e “Nothing is impossible”.

    VALENTINO ROSSI NO BONDE?
    Um dos atos da abertura foi um encontro entre Sergio Mattarella, presidente da Itália, e de Valentino Rossi, que representou o piloto de um bonde.

    O italiano Rossi é um dos grandes pilotos da história do motoGP. Ele foi campeão mundial da categoria em 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009, e teve ainda mais quatro vices em 2000, 2006, 2014 e 2015.

    LAURA PAUSINI CANTA O HINO
    O hino italiano foi interpretado por Laura Pausini, um dos grandes nomes da música italiana. Ela foi a primeira cantora italiana a ganhar um Grammy Awards. Foi premiada em 2006 com Best Latin Pop Album pelo álbum “Escucha”.


    ‘Cerimônias’ dos Jogos de Inverno tem Rebeca Andrade e estrelas da música

  • Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

    Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

    “[São] Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).

    FERNANDA BRIGATTI E CATIA SEABRA
    BRASÍLIA, DF E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse nesta sexta-feira (6) que o governo Jair Bolsonaro (PL) promoveu uma “espécie de estupro das contas públicas, uma coisa alucinada.” Para o chefe da equipe econômica de Lula 3, o PT deveria tirar proveito e explicar o que foi herdado da gestão anterior.

    “[São] Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).
    Na avaliação de Haddad, a estratégia do governo Bolsonaro era deixar uma armadilha que inviabilizasse a gestão Lula, repetindo um argumento que tem defendido em entrevistas, o de que a atual situação fiscal deficitária são consequência de uma “herança maldita” da gestão anterior.

    Ele citou a flexibilização de acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), a postergação do pagamento de precatórios, o aumento de repasses ao Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica) e o reajuste do Auxílio Brasil (programa depois incorporado ao Bolsa Família), que não estavam no Orçamento.

    O relato de Haddad quanto ao quadro em 2023, quando assumiu a Fazenda, serviu também de ponte para uma defesa da política econômica de sua pasta desde então, que por diversas vezes foi alvo de críticas dentro do PT. Haddad era acusado de promover um “austericídio”.

    Medidas como a PEC da Transição e depois a lei complementar que criou o arcabouço fiscal foram, segundo o ministro da Fazenda, necessárias para evitar a total paralisia do governo ainda no primeiro ano de gestão.

    “Vejo muitas pessoas legitimamente questionando. Estou dizendo que podemos discutir, mas foi o acordo possível para você superar o teto de gastos, que já tinha sido desmoralizado”, afirmou. “E a gente substituiu com um Congresso no qual a gente tem, se tanto, 30% dos votos, e tinha que ter uma votação expressiva, quórum qualificado.”

    Haddad também defendeu medidas que, segundo ele, sequer haviam sido tentadas em governos anteriores, como a volta do voto de desempate no Carf, a tributação de offshores e de fundos familiares fechados. “Eu podia ficar a tarde só falando o que nós aprovamos”, disse. “Não é valentia de minha parte, se não fizesse, a gente chegava até aqui.”

    Questionado sobre a inteção de Lula incluir em sua campanha para este ano uma proposta de tarifa zero no transporte público, Haddad afirmou que o programa precisa ser desenhado com consistência, de modo a não deixar margem para retrocesso.

    Segundo ele, é necessário definir como será o financiamento do programa e que considere questões como a emissão de carbono. “Gosto de fazer as coisas assim, entregar uma coisa que vai ter sustentabilidade, porque aí vira uma conquista da população e a direita não consegue destruir.”

    Outra bandeira prioritária de Lula para este ano, o fim da jornada de trabalho 6×1 foi citada pelo ministro como algo que “não tem impacto fiscal”, e que por isso não exigira o tempo de maturação da proposta da tarifa zero.

    O ministro da Fazenda também defendeu a queda nos juros básicos, a Selic, para menos de 10%. A Selic está em 15% ao ano, e o Copom (Comitê de Política Econômica) indicou que deve dar início a um ciclo de cortes. “Temos que ir para juro de um dígito e nunca mais pensar em juros de dois dígitos no Brasil. Nós podemos crescer, ter um crescimento mínimo garantido.”

    Haddad foi questionado sobre o efeito do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que poderia agora, em ano eleitoral, ser usado como munição pela oposição. O ministro afirmou que Lula não olha “governador A, B ou C, ele quer saber se vai atender ou não a população daquele estado.”

    Segundo o ministro da Fazenda, o programa partiu de uma decisão política e da constatação de que a situação de alguns estados era insustentável. “Agora, nós acabamos favorecendo os estados não devedores porque a gente incluiu o mecanismo de que uma parte do desconto cria um fundo para partilhar para os estados não devedores.”

    SOLUÇÃO FINAL PARA PENDURICALHOS VIRÁ DO CONGRESSO

    O ministro Fernando Haddad afirmou, ao deixar o congresso do PT, que tem defendido desde o início do governo a elaboração de uma lei para regular verbas indenizatórias e que todos os Poderes precisam se sujeitar às mesmas regras fiscais.

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana, em seu segundo dia de trabalho depois do recesso parlamentar, projetos de lei que preveem uma nova gratificação a servidores do Legislativo e que criam uma licença compensatória que permite que o salário dos funcionários das Casas ultrapasse o teto constitucional.

    Haddad afirmou que o conceito da verba indenizatória se perdeu nos últimos anos. O chefe da equipe econômica disse defender, além de uma regra, um teto para esses benefícios.”O deputado Pedro Paulo, por exemplo, apresentou uma proposta de regulação disso na forma de uma PEC, que não foi apreciada”, disse, em referência ao parlamentar do PSD do Rio de Janeiro que é relator da proposta de reforma administrativa.

    “Penso que a solução final para isso virá do Congresso”, afirmou. Haddad também disse considerar que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, está certo em suspender os pagamentos. Na quinta (5), Dino deu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem verbas pagas e suspendam aquelas sem base legal.

    No Planalto, integrantes da equipe do presidente Lula defendem o veto da lei aprovada.

    Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

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  • Não é nada fácil, revela Carol Castro sobre rotina com fibromialgia

    Não é nada fácil, revela Carol Castro sobre rotina com fibromialgia

    Nas redes sociais, ela descreveu o momento como um período de sobrecarga emocional e física. “Não é nada fácil [lidar com as dores]. Tem um remédio para dor crônica que ajuda a diminuir um pouco, mas não trata, é paliativo”, explicou. Segundo a atriz, embora a confirmação médica tenha ocorrido em junho de 2024, os sintomas já a acompanhavam havia mais tempo.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A atriz Carol Castro, 42, revelou detalhes sobre a rotina com fibromialgia, síndrome crônica marcada por dores musculoesqueléticas generalizadas, e contou que tem enfrentado limitações até para tarefas simples do dia a dia. O diagnóstico veio em 2025, em meio às gravações da novela “Garota do Momento”, pouco depois da morte de seu pai.

    Nas redes sociais, ela descreveu o momento como um período de sobrecarga emocional e física. “Não é nada fácil [lidar com as dores]. Tem um remédio para dor crônica que ajuda a diminuir um pouco, mas não trata, é paliativo”, explicou. Segundo a atriz, embora a confirmação médica tenha ocorrido em junho de 2024, os sintomas já a acompanhavam havia mais tempo.

    Carol associa o agravamento do quadro a uma soma de fatores. A despedida do pai e a intensidade da personagem que interpretava na novela, Clarice, teriam contribuído para que a doença “fosse ao ápice”. “Acho que juntou muitas situações de vida e de emoção. A crise está rolando”, disse.

    A atriz também respondeu a perguntas sobre mudanças no corpo após o início do tratamento. Ela confirmou o ganho de peso e relatou inchaço como efeito colateral da medicação. “Incha bastante o corpo. E não estou conseguindo fazer os exercícios que ajudam muito”, contou.

    Carol apontou como contraditória a necessidade de manter atividade física -recomendada para aliviar sintomas e controlar o peso- quando as dores se espalham por cabeça, ombros, joelhos e pés. Em cartaz no teatro e com uma agenda de gravações, ela diz que muitas vezes falta energia até para uma caminhada.

    Apesar das dificuldades, a atriz afirma que tenta não interromper a rotina. “Nem sei como faço, só sigo. Tem um lugar de se acostumar com a dor. Acho que normalizei por um tempo e depois você infelizmente se acostuma. Tem que seguir, viver, continuar”, relatou. “É muita força de vontade que nem sei de onde vem. Deus ajuda. E trabalhar com o que amo me alimenta. A arte cura e é especial.”

    Não é nada fácil, revela Carol Castro sobre rotina com fibromialgia

  • Gravar na Amazônia tira da zona de conforto, diz Giovanna Antonelli sobre 'Rio de Sangue'

    Gravar na Amazônia tira da zona de conforto, diz Giovanna Antonelli sobre 'Rio de Sangue'

    No longa, Antonelli vive uma policial marcada por um fracasso profissional e afastada da corporação após uma operação malsucedida.

    ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Filmar em meio à floresta amazônica foi decisivo para moldar o tom e as personagens de “Rio de Sangue”, novo thriller nacional estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann.

    No longa, Antonelli vive uma policial marcada por um fracasso profissional e afastada da corporação após uma operação malsucedida. Jurada de morte pelo narcotráfico, ela deixa São Paulo e tenta reconstruir a relação com a filha, Luiza, interpretada por Wegmann, em Santarém. Ambientado no Pará, o longa usa o cenário não apenas como pano de fundo, mas como força dramática que empurra suas protagonistas ao limite.

    O que deveria ser um recomeço ganha contornos de pesadelo quando a jovem, médica ligada a uma ONG que atua junto a povos indígenas no Alto Tapajós, é sequestrada durante uma missão humanitária.

    Para Giovanna Antonelli, a força da personagem está justamente na contradição. Patrícia, sua personagem, não surge como uma heroína clássica. “Ela começa ferida. A culpa e o medo não são obstáculos, são a forma como ela reage ao mundo”, afirma a atriz. Segundo ela, o desafio foi construir uma mulher que tenta se reorganizar internamente enquanto tudo ao redor desmorona.

    A Amazônia, nesse sentido, intensifica o conflito. “Filmar lá tira da zona de conforto. O calor, o limite físico, a vulnerabilidade. É exatamente o estado interno da Patrícia”, diz Antonelli. “É um teste constante, porque ela precisa agir com o que tem, não com o que gostaria de ter.”

    Ao longo da narrativa, a personagem se distancia gradualmente do papel institucional de policial e passa a agir movida apenas pelo instinto materno.

    “Chega uma hora em que o protocolo deixa de fazer sentido. Ela não abandona quem é, mas passa a agir totalmente pela urgência”, explica. Para a atriz, Patrícia se diferencia de outras mulheres fortes que já interpretou justamente por não sustentar a força o tempo todo. “Ela erra, hesita, cansa. Vence porque insiste, mesmo quando não tem mais controle da situação.”

    Alice Wegmann interpreta Luiza, médica humanitária que escolheu atuar em regiões de risco. A atriz conta que se sentiu atraída pela entrega da personagem e pelo cenário do filme. “Não existe profissão mais bonita. Ela se doa, se coloca em risco em prol de algo muito maior: a floresta, os indígenas, a vida naquele lugar”, diz. O convite para rodar no Pará, segundo ela, foi decisivo para aceitar o papel.

    Mesmo sequestrada, Luiza não é retratada apenas como vítima. Wegmann destaca a resistência emocional da personagem, construída a partir da relação com a mãe. “Essa força vem da mãe, quase da natureza dela. Ela viu a mãe enfrentar situações perigosas a vida inteira e aprende a enfrentar também, do jeito dela, mais pacífico.”

    A relação da dupla é o motor emocional do filme e se refletiu fora de cena. “Foi facílimo construir esse vínculo com a Giovanna. Ela é divertida, alto astral, levanta todo mundo. Contamina o set”, conta Wegmann. A preparação incluiu ainda workshops médicos e pesquisas sobre ativistas que atuaram na região amazônica, como Dorothy Stang e Chico Mendes.

    Dirigido por Gustavo Bonafé (“Insânia”), “Rio de Sangue” dialoga com temas atuais como narcotráfico, garimpo ilegal e violência na Amazônia. Para Antonelli, o filme convida à inquietação. “Esses conflitos não são abstratos, atravessam vidas reais”, afirma.

    Wegmann concorda e ressalta que o longa vai além do entretenimento. “Tem ‘tiro, porrada e bomba’, mas fala do nosso bem mais precioso, que é a floresta Amazônica.”, diz. “É um filme do qual eu me orgulho muito.”

    Com elenco que inclui Felipe Simas, Antônio Calloni, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa e Ravel Andrade, “Rio de Sangue” chega aos cinemas em 16 de abril.

    Gravar na Amazônia tira da zona de conforto, diz Giovanna Antonelli sobre 'Rio de Sangue'

  • Lula diz que vive 'melhor momento' político da Presidência e da relação com parlamentares

    Lula diz que vive 'melhor momento' político da Presidência e da relação com parlamentares

    “Eu vivo meu melhor momento do ponto de vista político, do exercício da minha Presidência, da minha relação com os companheiros parlamentares de todos os partidos políticos. Não tenho inimigos. Só é meu inimigo quem quiser ser. E se quiser, seja de graça, porque não vou pagar para ser meu inimigo\”, afirmou o presidente durante entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde em Salvador (BA).

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vive o seu “melhor momento do ponto de vista político”, além de também se sentir melhor fisicamente em relação a mais de 20 anos atrás, quando foi eleito presidente da República. Lula afirmou que também é o melhor momento de relação com os parlamentares.

    “Eu vivo meu melhor momento do ponto de vista político, do exercício da minha Presidência, da minha relação com os companheiros parlamentares de todos os partidos políticos. Não tenho inimigos. Só é meu inimigo quem quiser ser. E se quiser, seja de graça, porque não vou pagar para ser meu inimigo\”, afirmou o presidente durante entrega de ambulâncias e equipamentos do Novo PAC Saúde em Salvador (BA).

    Tenho 80 anos, hoje estou melhor fisicamente do que quando fui eleito presidente em 2003. Naquele tempo, andava na esteira a 4km/h cansando e bufando. Hoje, com 80 anos, ando a 6km/h, com 5º de inclinação, faço musculação porque determinei que vou viver até os 120 anos”, afirmou.

    Em seu discurso na cerimônia desta sexta-feira, 6, Lula cobrou prefeitos e militantes aliados que se engajem na disputa eleitoral deste ano a seu favor. Repetiu que será uma eleição da “verdade contra a mentira” e “do bem contra o mal”.

    “Este ano não é um ano de eleição. É o ano da verdade. É o ano em que a gente vai ter que provar que a verdade e o bem pode vencer o mal e a mentira. Cabe a vocês prefeitos, vereadores, dirigentes sindicais, mulheres e homens deste País não permitir que haja uma prevalência da mentira. Não é possível conviver com a quantidade de mentiras que essas pessoas falam todos os dias”, declarou.

    Lula disse que sua campanha será focada em fazer “comparação em cada área, tudo o que aconteceu no País depois do impeachment, três anos de (Michel Temer) e quatro da coisa que governou este País (Jair Bolsonaro)”.

    “Quero fazer comparação de qual foi o presidente que mais teve relação com prefeitos na história. Nunca perguntei para um prefeito que partido ele é. Isso não me interessa, o que me interessa é se a cidade dele está precisando, se tem um projeto bom”, declarou.

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  • Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Justiça dos EUA marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato de CEO

    Mangione será julgado por homicídio no estado de Nova York. Ao sair do tribunal hoje, Mangione disse: “Um mais um é igual a dois. Isso é dupla punição, segundo qualquer julgamento de bom senso”. Ele se declarou inocente de todas as acusações e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado pelas acusações.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O julgamento de Luigi Mangione, 27, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, será realizado no dia 8 de junho deste ano, segundo informou o tribunal estadual de Nova York nesta sexta-feira (6).

    Mangione será julgado por homicídio no estado de Nova York. Ao sair do tribunal hoje, Mangione disse: “Um mais um é igual a dois. Isso é dupla punição, segundo qualquer julgamento de bom senso”. Ele se declarou inocente de todas as acusações e enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado pelas acusações.

    Justiça de Nova York marcou julgamento hoje durante audiência. Mangione participou acompanhado de seus advogados. O juiz da Suprema Corte do estado de Nova York, Gregory Carro, proferiu a decisão de realizar o julgamento estadual apesar dos apelos dos advogados de defesa de que não estavam preparados e que tinham um julgamento federal pendente, marcado para começar em abril. Carro, no entanto, disse aos advogados de Mangione para se prepararem para o julgamento estadual em junho.

    A data de início do julgamento, 8 de junho, é quase um mês anterior à data de 1º de julho solicitada pelos promotores. “Luigi Mangione está sendo colocado em uma posição terrível com dois processos diferentes. Não é da sua alçada atuar neste caso em meio a um processo federal que já está marcado para julgamento”, disse a advogada de defesa Karen Agnifilo.

    Luigi Mangione é acusado de assassinar Brian Thompson, 50, CEO da UnitedHealthCare, em 4 de dezembro de 2024. Ele foi preso cinco dias depois, na Pensilvânia.

    CEO estava em frente ao hotel Hilton de Midtown, onde uma conferência de investidores era realizada. Ele faria uma apresentação no evento, mas foi atingido pouco antes das 7h (9h, no horário de Brasília).

    Policiais tentaram reanimar Thompson e o levaram a um hospital, onde a morte foi confirmada. “Estamos profundamente tristes e chocados com o falecimento de nosso querido amigo e colega Brian Thompson, diretor-executivo da UnitedHealthcare”, disse a empresa em comunicado.

    Polícia acredita que o crime tivesse sido motivado por uma “fúria” de Luigi com a indústria de planos de saúde americana. Um manifesto que teria sido escrito por ele chamava os responsáveis pelos planos de “parasitas” e as balas usadas no crime tinham os termos “negar” e “atrasar”, em referência a táticas usadas pelas companhias para evitar pagar valores aos assegurados.

    Mesmo preso, Mangione conquistou seguidores como uma forma de protesto contra o sistema de planos de saúde nos EUA. Apoiadores, principalmente mulheres, têm marcado presença em sessões do judiciário sobre o caso. Alguns dos apoiadores trajam camisas com os dizeres “Libertem Luigi” ou levam placas em protesto.

    UnitedHealth Group faturou 100 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2024. A UnitedHealthcare, administrada pela vítima, é um braço da companhia que administra produtos de saúde, como Medicare e Medicaid, para pessoas idosas e de baixa renda, financiados pelos orçamentos estatais.

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